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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sala de Star

Olá povo, antes tarde do que nunca já diria o carrasco na forca para o prisioneiro. Seguindo a linha, assim como diz o Freud, de coluna perdida-semnexo-etemabagunçado, estou eu aqui para trazer em primeira mão o video de um minuto que irá modificar a estrutura terrestre (mentira!)... que vai abrir a mente de todos (mentira!)... tá bom, que não vai fazer a menor diferença na vida mediocre de vocês, mas me serviu como experiencia de pensar um video filmíco pela primeira vez na vida e a primeira vez vocês sabem, agente nunca esquece! =)

Com vocês: PASSAGEM!



PS: Quem der a melhor interpretação para o video nos comentários ganha um brinde surpresa!!!

Por Jack Starman

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sala de Star

O BOM E VELHO GIBI!
Por Starman

Lendo um texto sobre Astro City, me apercebi como esta em moda releituras, homenagens e afins no mundo dos quadrinhos. E para mim isso não é algo ruim, só se for feito por Rob Liefeld, pelo contrario, quando escrito com qualidade, sagazidade e dinamismo mostra o quanto de coisa boa o passado nos trouxe e a geração “sangue e porrada na madrugada” forçou as editoras a esquecerem.

Os Spawns, Wolverines, Cables e Justiceiros da vida lotaram as bancas com bad boys armados até os dentes e sem medo de matar, não sou contra eles (afinal quem não gosta de uma boa história sanguinolenta), porém, em excesso e contaminando como um vírus tecnorgânico os outros personagens (Batman-Azrael, alguém lembra?) faz um mal incrível a mente humana. Os anos noventa jogaram tudo isso na cara dos leitores, abusaram da boa vontade dos fãs e lucraram muito com uma nova geração de jogadores de vídeo-game. Então chegou o século vinte e um e parece que as editoras e autores (menos o Jeph Loeb claro!) se tocaram da importância de manter a base dos personagens que tanto promovem, mesmo dentro do caos editorial e comercial do processo de venda de revistas (onde história é a última coisa privilegiada).

Eu não vivi essa tão dita gloriosa Era Dourada, mas pelo que já li sobre, os comentários de quem viveu e as referências atuais em revistas, me passam a idéia de que naquele tempo as histórias eram mais divertidas de se ler, por serem mais descompromissadas com cronologias e interligações. Particularmente gosto de histórias assim, fechadas, mesmo sendo em arcos pequenos, as vezes penso que se os personagens não “vivessem” no mesmo universo até ajudaria, imaginem um universo onde só existissem os X-Men e realmente fossem odiados por todos (visto que é meio ilógico as pessoas adorarem os Vingadores e menosprezarem os mutunas), assim como se o Superman fosse o único herói de um planeta inteiro. No mínimo – e por um tempo limitado talvez – as liberdades de criação de roteiros seriam maiores, eu se fosse criar uma linha de personagens faria esse multiverso (coisa que a DC não faz pela necessidade de história com cruzamento de seus heróis, o que ocasionou no passado a Crise nas Infinitas Terras.).

Planetary, Justiça, Astro City, Supremo, todas essas séries primam pela volta à antiguidade da banda desenhada, quando se produzia muito, se vendia muito também e se divertia mais ainda pelo jeito. Confesso que essas novidades editorias dos irmãos vermelhos e azuis americanos*- referência a Marvel vs. DC onde as duas editoras eram representadas como dois irmãos de cores diferentes viventes no continuum espaço cósmico – uma verdadeira síndrome de Caim e Abel – como socos de realidade e conspirações alienígenas me abateram a vontade de seguir colecionando o mundo dos super-heróis, principalmente a parte periódica, pois as tais minisséries e especiais ainda dão um caldo bom de vez enquando. Acho que o efeito seletivo da idade começa a chegar e a euforia colecionavél, típica da adolescência que colocou e coloca os bad boys em evidência – singrou espaço cósmico afora. Talvez ir até a fronteira final (Vertigos, europeus e mangás da vida) seja o caminho mais certo tanto pela diversão como pela economia, visto que moramos em um país não muito ajeitado financeiramente, para isso ainda bem existem as Pixels e Devirs da vida, e as vezes uma dose de Panini também.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sala de Star

Olá uarevianos, estou aqui hoje para propagar uma informação muito importante e que deveria ser secreta, mas sabe como é esse mundo da internet tem sempre um pentelho que gosta de dizer as coisas antes. Pois bem, meus contatos estelares já tinham me dito que um grande dia estava chegando e seria nesse ano em 14 de Outubro. E não é que outros souberam disso e já fazem campanhas por aí?



Mas quer saber que dia é esse? É o dia em que meus conterrâneos viram fazer uma visitinmha a esse planeta com suas naves que "permaneceram por 3 dias. parairando os céus do planeta, iniciando uma série de contatos para ajudar na ascensão da humanidade e do planeta", de acordo com esses ufólogos terrestres. Perai! Você não está entendendo nada? Então vou mostrar o video desses "carinhas da internet" que adoram estragar surpresas:







Eles também tem um site chamado, obviamente, de 14 de Outubro, mas todo mundo sabe que data importante mesmo é o ano de 2012, afinal o próprio Fox Mulder descobriu isso. Bem, agora que já propaguei essa surpresa estragada posso preparar as coisas para chegada da minha familia, espero que eles não tragam o primo Cometa, pensem num predador chato, agora se a priminha Estelar vier, ai sim vai ser interessante, afinal ela já foi Miss Universo - o verdadeiro e não essa invenção daqui - tenho o poster dela da época ainda:





Se bem que aqui na Terra tem uma potranca senhorita de respeito que pode muito bem substituir minha priminha quando quiser:





Por Jack Starman



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sala de Star


Skrulls! Clones! Versões alternativas! Duendes! O mundo é cheio de seres que gostam de se passar pelo que não são para enganar a todos com discursos de "aceite a mudança", porém nem todos conseguem se manter com essa farsa, e esse dia chegou no Uarévaa, o dia em que um dos seus membros se mostrou alguém capaz de tudo para conseguir seus objetivos, é com muito penar que digo que esse membro é o FREUD.

Isso mesmo, jovens mancebos, esse pseudo-psicólogo se diz o revelador da boa nova, mas é um falso profeta, um blasfemador. Foi logo eu cogitar a teoria do Salvador para o Algures posts passados e ele se rebela mostrando sua verdadeira fase. Ou você acha que ele sabe tanto por ser alguém esperto e curioso?

WRONNNNGGGG!!!!

Ele sabe tudo isso por que foi programado para isso, pois esse Freud que nós vemos aqui nos últimos tempos é nada mais nada menos que um ciborg denominado T Win95, afinal tem defeitos graves que fez com que ele fosse descoberto. Fiquem atentos nobres amigos, um momento épico está para se iniciar em nosso reduto! Preparem-se para fazer a escolha entre o vermelho e o azul (e não! não falo de Hellboy e Abe Sapien oras!!!)

Por JaCk StArMan


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sala de Star Especial


O DIA EM QUE O MUNDO MUDOU




Todo mundo sabe o que significa a data de hoje: 11 de Setembro, o chamado "dia negro" da história recente do novo século, o dia que dois aviões se chocaram as torres do Word Trade Center e modificaram o rumo das coisas no mundo. Tudo passou a ser mais cinza, violento e com ameaças de guerras, essa paranóia e mudança chegou em todos os polos da cultura pop, inclusive os quadrinhos. Não é a toa que uma equipe como Os Supremos, do universo ultimate, controlada pelo governo e em missões de segurança nacional tivesse seu espaço nos idos de 2004.

Se torna até irônico exatamente neste dia surgir a noticia de um lançamentos lançamentos da mesma editora que publicou os Supremos que me remeteram imediatamente a essa mudança no status quo pós-11 de setembro: X-Men Noir, "primeira minissérie da linha Marvel Noir, que levará os personagens da editora a aventuras policiais típicas da pulp fiction dos anos 30: brutais, de moral dúbia, envolvendo detetives particulares e femme fatales na atmosfera esfumaçada da época. O roteiro da mini é de Fred Van Lente e os desenhos de Dennis Calero. Em entrevista ao site Comic Book Resources, Van Lente explicou que os X-Men deste mundo vieram do reformatório, onde foram educados por um Professor X do Crime, e agora lutam contra o Chefe de Detetives de Nova York, Eric Magnus". (Fonte: Omelete)

Heróis de moral dubia e brutais sempre existiram, isso é fato, mas ver super-heróis que sempre foram símbolo de justiça e liberdade sendo colocados nesse cenário me causa uma sensação estranha. Afinal, se tornou fetiche, moda, querer ver simbolos darkzados? Até com o Superman querem fazer um filme mais sombrio por conta do sucesso do Dark Knight de Nolan e sua visão de um mundo em caos e a necessidade de um herói que saiba viver nesse caos. Guerra Civil, Invasão Secreta, Crise Final, todas megalançamentos das principais editoras do mainstream quadrinhistico, são obras que também dialogam com essa coisa de uma contemporâneidade a beira da destruição, sobre a ameaça de seres desconhecidos que nos atacam quando menos esperamos, para mim são claras influencias do ambiente que tivemos nos últimos sete anos de guerras, desconfianças, monitoramento e tensões. Com diz uma amigo meu:" Até o Capitão américa morreu", ou seja, as coisas são diferentes hoje em dia.

Lembro quando vi na televisão o atentado e pensei, como muitos, que parecia um filme, uma ficção, algo que nunca se imaginaria de ver, ainda hoje em dia o sentimento se permanece em todo o mundo, e anos depois essa ficção real se transportou para o mundo imaginário que sempre foi escape. Não digo que não se devia ter algo do 11 de setembro nas produções, mas o que me encomoda é o excesso de influência, a mania de se deixar de lado o carater mais fantasioso, escapista, e inocente do mundo dos heróis. Para mim, fã de quadrinhos, o sentimento da inocência que existia também se perdeu, afinal depois de uma Invasão Secreta vem por aí um Reino das Trevas, e muita coisa do qual eu gostava antes também se escorre como fumaça de escombros de torres caídas.

Por Jack Starman

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sala de Star

Olá pessoal, hoje estou aqui para fazer a coluna de uma forma diferente, a qual pretendo manter por um bom tempo: agora irei comentar coisas sobre o mundo da Televisão, nerdices e afins ao invés de entrevistas semanais, por que isso Star? Você pergunta pequeno gafanhoto, e eu respondo: Porque cansei de entrevistas! E essa semana farei um breve comentário sobre uma novela que dá muito o que falar por ai: Caminhos do Coração ou ainda "o que nunca foi, mas poderia ter sido".





Sabe quando você tem uma idéia que acha genial e seus amigos lhe dão corda para fazer? Algo como pular de uma ponte, bater com a cabeça na parede, esse tipo de coisa bem educativa e saudável?



Pois bem, acho que na Rede Record no ano passado deve ter tido um momento desse, pois foi de uma droga ilícita (vulgo bagulho) estragada que surgiu a novela Caminhos do Coração (se não sabe o que é que tipo de ser nerd e brasileiro é você?) com o intuito de ser os X-Men brasileiros. A proposta de uma história feita por uma TV brasileira sobre pessoas com poderes especiais, um assassino serial e conspiração até que não é ruim, mas como é de costume das produções tupiniquins televisivas o desenvolvimento foi um lixo.



Primeiro, esse tipo de história era para ser feita em forma de seriado (já que é uma copia descarada de Heroes porque não escancarar de vez?), com episódios periódicos e focados na trama da jovem herdeira de um império que foi acusada de matar seu pai e se vê envolvida numa tramóia sobre mutações genéticas. Sei que o plot é bem manjado, mas vejamos o exemplo de Ugly Betty, o qual é uma versão de uma novela mexicana de mesmo nome e consegue ser bem original e divertida, então se tivesse realmente uma intenção de se “inspirar” em seriados americanos fisesse bem feito logo.



Outra coisa, a equipe envolvida: sendo uma serie, Caminhos do Coração (que convenhamos é um nome esdrúxulo, e piorou a colocaram Os Mutantes, preferia que chamassem de Quiméricos logo) poderia ter menos atores, colocar protagonistas melhores, pois convenhamos que a Bianca Rinaldi não seja nenhum exemplo de boa atuação, e acima de tudo um roteirista melhor. Tiago Santiago para mim é a pior peça da telenovela, com seus diálogos cansativos e sem sentido e cenas intermináveis que parecem mais Dragon Ball Z que qualquer coisa, ah, e não esqueçamos que ele foi co-roteirista de Uga-Uga.



È uma pena produções de ficção mais científica fracassarem em serem interessantes e menos óbvias, ainda mais com a temática de superpoderes já utilizada no passado de forma desastrosa, alguém ai se lembra de Olho no Olho? Agora mais ainda que se tem um amontoado de mutantes que a cada semana crescem mais do que na Mansão Xavier e até alienígenas que querem dominar o mundo (coff... coff... secret invasion... coff..coff), em suma uma idéia que poderia ser algo de evolutivo para como o público vê a ficção cientifica e o mundo dos super-heróis se perdeu em devaneios e luta por audiência, uma pena, pois em teor de produção visual a Record trabalhou bem dentro de suas limitações, mas infelizmente ainda no país não se tem uma cultura de dialogo com o telespectador e interação com ele, pois foi uma ótima oportunidade perdida de se fazer isso com essa novela, assim como séries como Lost e Heroes fazem nos states.



Bem, o que posso esperar do futuro desse gênero na TV? Só trevas e tempestades, a partir da noticia que a Record e o Tiago Santiago pretendem fazer uma novela-versão de Pokemon só posso me apegar as séries americanas, livros e HQ´s para ver algo bom por aqui.



Por Starman





quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sala de Star



Sim meus camaradas, já que ninguém quer trabalhar nessa bagaça cá estou eu retornando "de volta" dos confins do universo para trazer para vocês mais uma edição da minha, da sua, da nossa [que estranho isso não?] entrevista semanal [que tá bem desperiódica]. Nessa semana a coisa acontece de forma diferente e especial, vocês não vão ler uma entrevista e sim ouvi-la meus queridos em um tipo de mini-podcast.

Nessa edição tratamos da cultura japonesa, uma pequena e simples [de verdade] homenagem aos 100 anos de Imigração Japonesa no Brasil. Eu fui até uma Feira Japonesa (com certeza) e vi algumas coisas bem típicas dessa rica cultura, além de entrevistar um representante da Associação Cultural Brasil-Japão filial Paraíba, my home! Espero que vocês curtam.


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E ai, gostaram? Deixo para vocês o site da Associação Cultural Brasil Japão - PB [onde se pode encontrar mais informações sobre ela e mais fotos da feira] e o link para o orkut deles. Até a próxima.

IMAGENS DA FEIRA


CATAPULTADO AQUI POR STARMAN

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sala de Star

Por motivos de força maior (enchente inesperada) a coluna dessa semana não ocorrerá, porém não precisa "se suicidar-se" pois logo logo (quer um banquinho?) a coluna volta novinha em folha, com as vertebras todas nos lugares. Mas como sou um cara camarada deixarei para vocês um barbante, dois chicletes e um botão, além de um pão e circo besta para enrolar os "romanos".

Primeiro um exemplo de como, se um dia você ficar famoso como desenhista de quadrinhos, não dar uma entrevista:



"Bem vindo!"

Agora uma entrevista supimpa de Carlos Villagrán (não sabe quem é? que nerd é você?), o famoso Kiko, fazendo o que muitos gostariam de fazer com o Jô Soares naquele sofá (esnobe!): Aperriar o juizo e atrapalhar a entrevista (risos).



Já sei, ta cansado de minhas enrolações, ok, deixarei que o dedo de Deus fale por mim:


Por Jack Starman

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sala de Star


Olá meus caros, essa semana o seu "amigo da vizinhança" aqui está bem atribulado com mil e uma coisas acontecendo e infelizmente não pode fazer uma entrevista decente, mas como bom estrategista, veja por exemplo Macgyver, sempre tem um plano B eu deixo para vocês um papo que tive tempos atrás (mais precisamente na páscoa, sim sou nerd!) com o nossos queridos leitores Jeet e Bode onde discorremos sobre o seriado Lost e outra amenidades. Ah, como tentei postá-lo em algum provedor de podcast e não tive sucesso deixo para ser baixado mesmo. O que? Não gostou? E eu com isso? (risos). Espero que gostem da conversa e semana que vem eu volto com ou sem entrevista...

DOWNLOAD

Por Jack Starman

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sala de Star


Olá uareviaanos perdidos por aqui, essa semana trago uma entrevista com um desenhista muito bom do Projeto F.a.r.r.a., o qual já comentei aqui antes, sendo chamado pelos integrantes do Projeto de Alex Ross Brasileiro: Diangello.

Começando pelo mais simples: quando você se interessou pela arte do desenho?

Cara, eu desenho desde que me entendo por gente, me lembro de ainda muito pequeno, 5 anos, meu pai me ralhando pq eu estava gastando papel “rabiscando porcarias”, mas ele mesmo piorou as coisas qdo em 1979, senão me engano, porque eu acabara de aprender a ler comprou uma revista em quadrinhos pra mim chamada Heróis da TV, tinha o Thor na capa amarela em formatinho, nunca me esqueço. Nesta época eu também era vidrado nuns desenhos animados que passavam na TV: o Homem-Aranha, Os Quatro Fantásticos e, depois que eu descobri que podia “rabiscar” aqueles heróis, tomei muito cascudo por gastar papel a toa, hehehe!

E como é seu método de trabalho? Demora muito para terminar um projeto?

Putz, ai você me pegou. O método depende muito de que tipo de ilustração eu tenho que fazer. Mas basicamente ele vai se resumir a fazer um rascunho, bem tosco da idéia, ai eu vou a procura de referencias fotográficas que me possam dar idéias, então pego livros de anatomia, referências de pinturas, se for o caso, e muitas, mas, muitas revistas pra me aclimatar. Se for pintura vou pro computador, muitas vezes sem saber até onde a coisa vai e, no geral, não acaba como eu queria, mas melhor do que eu achei que poderia fazer. É um jogo de paciência, as vezes fico oito, dez, doze horas pra terminar uma pintura, principalmente depois que meu tablet quebrou, eu tenho lutado feio com mouses e afins. Não me atenho a um só programa, uso o Photoshop, passo para o Opencanvas, de vez enquando uso o Alias Sketchbook... e vàrias vezes, pinto a mão algumas texturas e vou adicionando, até que eu ache que cheguei no ponto, ou quando meu prazo acabar.

Agora estou trabalhando basicamente na Graphic Novel “Urubu Ataca á Noite” do Leo Vidal, e procuro fazer de 4 a 5 paginas arte finalizadas por semana, trabalhando de segunda a sexta-feira. Ele me passa o roteiro com alguns rascunhos feitos por ele, eu faço meu trabalho em cima disto, costumo levar de 2 a 3 dias rascunhando estas 5 páginas, procuro referências fotográficas, faço os cálculos de perspectiva, ai então eu descobri um método que tem me dado condições de organizar-me no prazo. Eu trabalho esta página o máximo até que ela fique, além de todas as questões técnicas envolvidas, com um “belo aspecto gráfico” então a escaneio, e amplio no tamanho padrão A3, e desta base eu passo a tinta e detalho o desenho. Ufa, pra terminar a tinta em cada página eu levo mais ou menos 7 horas. Agora imaginem o "Urubu..." tem 68 páginas, várias pinups, vai ser dividido em capítulos que terão capas, ufa coisa pra caramba...

Mas um adendo, isto seria impossível se não existisse Freddie Mercury e o Queen, Guns 'n' Roses, e os velhos guitarristas dos anos sessenta e setenta, eu ligo o som e fico zen até o fim da página.

Alguns no F.A.R.R.A. brincam que você é o Alex Ross brasileiro. De alguma forma ele lhe inspira?

Além de me fazer trabalhar mais o visual, pra não decepcionar o pessoal, sei lá...
Cara, vou te contar que isto virou uma piada em casa, porque minha mulher não sabia quem era Alex Ross, e eu fui explicar, mostrei alguns comics que eu tenho dele, Kingdom Come, Marvels, e o Batman War Crime e pior, disse a ela que havia visto na internet uma ilustração dele sendo vendida por 7 mil dólares... Alguns dias depois eu estava fazendo uma ilustração pra capa de um quadrinho do paranaense Celso Dias, junto a duas ilustrações que eram para o Farrazine 3, e pra o que eu queria fazer, eu precisaria de um tablet, e o meu estava quebrado, a caneta parou de funcionar, e eu estava brigando com o mouse, que durante o processo acabou parando, até hoje não entendi o porque, então precisei sair as pressas para comprar outro, quando voltei para casa, trazia um mouse muito inferior ao que eu tinha em casa, minha mulher logo perguntou o por que e, eu envergonhado disse que o mesmo tipo de mouse que tínhamos antes estava muito caro, além de ser vendido em conjunto com o teclado... Ela virou de lado, saindo da sala e falou: “Alex Ross Brasileiro, hum!”, hahaha!! Desde então sempre que ela pergunta quanto eu estou ganhando ela repete a frase e sai rindo, hehehe!

Falando tecnicamente, quando descobri que pintava, melhor que desenhava, minha maior preocupação sempre foi fazer algo bem distante do que ele faz, sempre tomo por parâmetro o que ele faz, e procuro me afastar o mais possível, pq tentar imitar, ou trabalhar no mesmo patamar do cara é suicídio criativo. No entanto saber que a galera usa ele como referência quando se referem ao meu trabalho me faz muito feliz e me faz ver o tamanho da responsabilidade minha com relação a qualidade do que eu faço.

Para um desenhista o que é, em sua opinião, mais importante?

A perseverança. Claro que poderia citar muitos outros quesitos, mas a perseverança, com certeza é o que te vai levar à frente. Durante alguns anos de minha vida, tive que me afastar dos comics. Não existia mercado para se trabalhar se vc não morasse nos centros corretos, existia uma grande gama de editores pilantras que te faziam trabalhar como louco e não te pagavam. Quando tinha dezesseis ou dezessete anos, eu trabalhava e estudava, e fiquei desempregado, com a prestação do colégio para pagar resolvi usar o talento que eu tinha e fui até uma confecção grande que havia em minha cidade, com uma pasta de desenhos nas mãos. O dono me encomendou varias ilustrações e pinturas que ele iria usar em suas camisetas. Peguei grana emprestada, comprei material, trabalhei durante um mês, mais ou menos, feito um louco, e até hoje não vi um centavo. Parei depois disto por anos.

Mas não é por isto que falo também da perseverança. Sou músico também, toco violino, e sou um guitarrista por hobbie. Quando você quer aprender a tocar um instrumento musical, vc passa horas, repetindo um mesmo movimento, lendo e relendo uma mesma linha musical até que ela fique perfeita, com o desenho tem que ser da mesma forma. Morro de inveja daqueles artistas que nascem com um dom puro, que não precisa de retoques. Mas pra te falar a verdade acho que pra trabalhar na indústria do entretenimento, quadrinhos, ilustrações, games, filmes, animações, porque o desenho não se trata apenas de comics, todas as partes da industria do entretenimento necessitam dos artistas do lápis, estes “dotados” se não tiverem a disciplina e um “treinamento musical” não se criam. O desenhista tem que ser cabeça dura e não desistir nunca, porque o mercado é difícil a profissão é difícil. Mas água mole em pedra dura...


Qual o seu trabalho no mundo não virtual?

Funcionário púbico estadual.

Como você lida com a coisa de conciliar vida real e vida virtual, principalmente fazendo trabalhos artísticos nesse segundo mundo?

Na verdade o que ocorre hoje em dia é que o Edson praticamente não existe mais. Eu sou mais o DiAngello do que outra coisa( pareço o Pelé falando, né). Eu almoço e janto ou em frente ao computador ou à prancheta. Um tempo atrás assisti aos extras do DVD do Demolidor, e um dos desenhistas, não me lembro quem agora, dizia que ele praticamente não tinha visto os filhos crescerem apesar de seu estúdio ficar em casa. Que pra ser uma artista deveria estar preparado para negligenciar até família, é mais ou menos isto que acontece.

Quais futuros projetos você tem atualmente em mente? Pretende seguir como desenhista?

Bem, nós estamos trabalhando na Graphic do Urubu, que deve terminar em março, depois disso, tenho uma animação que vai fazer parte de um curta-metragem, tem uma série que vai estrear no farrazine mensalmente, enquanto isto vou soltar as amarras do meu agente pra ele arrumar algo legal pra eu fazer, pra levantar uma grana. Estamos montando um estúdio pra trabalhar principalmente com quadrinhos autorais para o mercado europeu, alias, o pessoal que souber pintar, por favor estamos precisando de pintores talentosos. Pretendo tb, juntos a uns amigos queridos, que a internet me deu, finalizar um roteiro o qual venho trabalhando a 4 anos, sobre os heróis brasileiros da segunda guerra, este sim, eu pretendo que seja o projeto da minha vida. Quanto a parar tudo e viver só do desenho, ainda não sei, tenho mais de trinta e você uma garotada trabalhando com quadrinhos muito cedo, eu acho que já passei desta fase, e não tenho mais disposição e vontade pra desenhar qualquer coisa. Antes eu era louco pra trabalhar numa Marvel, nunca gostei da DC, mas agora só leio algo que venha com o selo Vertigo, então não sei, odiaria ficar meses desenhando meu herói preferido numa história insonsa, preciso adicionar algo ao personagem, ou o contrário, só pelo dinheiro, não rolaria, (pelo amor de Deus não deixem minha mulher ler uma coisa desta) é o caso do “Urubu” ele tem uma historia muito adulta, as vezes cômica e as vezes muito dura, e a história de um vizinho ou de alguém que vc possa assistir na sua TV no telejornal, acho um grande personagem de um grande autor.

A pergunta de praxe: o que você diria para aqueles que querem iniciar-se nos desenhos?

Que sejam perseverantes e ousados. E leiam muuuuuito, principalmente livros técnicos. Livros sobre anatomia, sobre arquitetura, sobre quadrinhos, leiam quadrinhos, muitos quadrinhos, não só aquela bela coleção de um personagem ou um grupo só, leiam as linhas adultas, quadrinhos europeu, você tem que conhecer bem a sua área de atuação, seja ela qual for. Procurem tb as biografias de seus desenhistas favoritos, dos que vc tb não gosta, isto vai te ensinar muita coisa. E, se querem ficar ricos, vão estudar outra coisa, mas se fariam um trabalho exaustivo durante horas por dia, mesmo que não fossem pagos para isto, só pelo prazer da criação, perseverem, tenham disciplina e estudem como se fosse uma aula de música. Repetição sempre. Faça e refaça aquela bendita unha do pé 100, 200 vezes até que ela fique perfeita, e depois comece outra vez, pq com certeza ela ainda pode ficar melhor. E outra coisa, não tenha pressa em fazer a sua arte, tenha sempre em mente que a Mona Lisa demorou 3 anos e meio pra ficar pronta. É o que eu penso quando estou quase ficando louco.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sala de Star

Olá meus caros, como vocês estão? Essa semana trago um pouco mais sobre cultura literária para vocês. Nesta edição da coluna entrevisto o escritor, educador, designer e ilustrator Octavio Aragão sobre literatura, história em quadrinhos e ficção científica [vulgos sci-fi e FC] e um dos textos mais interessantes do Brasil, em minha humilde opinião.

Para começar, quais autores de sci-fi mais lhe inspiraram?

Essa é fácil.

Ray Bradbury foi meu "pai espiritual" na ficção científica, mas houve outros. Passei anos escrevendo redações de colégio baseadas em contos de Poe, como Ligéia, Os Dentes de Berenice e Descendo no Maëlstrom. Tudo lixo, claro. Antes ainda, havia Monteiro Lobato e A Chave do Tamanho. Sim, li toda a obra infanto-juvenil do mestre, mas meu preferido sempre foi aquele romance onde Emília reformata a humanidade.

Foi a partir deles que lhe veio à vontade de escrever esse gênero de literatura?

Poe e Lobato não são considerados *FC*, mas foram minhas primeiras grandes influências estritamente literárias e, se escrevo dentro do gênero, devo isso a eles. Hoje as coisas mudaram bastante e tenho apreciado escritores como Dan Simmons, China Miéville e Harry Turtledove.

Em sua opinião como está o mercado editorial de ficção cientifica no Brasil atualmente?

Creio que está melhorando. Mal posso esperar pelo surgimento do TaikoDom, jogo multimídia construído sobre os textos de Gérson Lodi-Ribeiro. Mas, além disso, ocorre um fenômeno que eu e Fábio Fernandes esperávamos desde 1998: aqueles que estão chegando aos cargos de comando das editoras brasileiras são, finalmente, de nossa geração ou mais novos. Foram garotos criados com os conceitos de FC na cabeça.

Para você quais os autores que mais se destacam nacionalmente no gênero?

Há um grupo de qualidade incontestável dentro da FC nacional - destaco Bráulio Tavares, André Carneiro, Gérson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi, Max Mallmann e Fábio Fernandes - que vem trabalhando há décadas (no caso de André Caneiro, quase meio século) e maturando o estilo a um ponto de altíssima qualidade. Mas há uma nova geração despontando com trabalhos dignos de nota. Autores como Flávio Medeiros, Jorge Moreira Nunes, Osíris Reis, Gabriel Boz, Ana Cristina Rodrigues e Osmarco Valladão darão muito o que falar.

Essa geração - que nem é tão nova assim - tem um saudável descompromisso com os que vieram antes, não se sentem na obrigação de provar nada a ninguém. Eles apenas produzem e pronto. Com força, peso e distorção.

Uma das suas últimas obras, o livro A Mão que Cria, tem muita inspiração nos quadrinhos. Como você vê esse diálogo entre quadrinhos, literatura e até o cinema? Até onde o público de uma mídia pode ir para a outra por influência dessas junções?

Na verdade, sou um quadrinista que publica textos sem imagem, apesar de desenhar profissionalmente desde 1984. Não consigo separar as mídias, acredita? Para mim, cinema é um tipo de literatura, assim como as HQs e até certos games.

Estou apostando todas as minhas fichas no futuro de uma sociedade de consumo multimidiática, onde livros, álbuns, sites, games, filmes e remixes de todas essas formas de comunicação interajam. Espero que até a gramática se adapte a isso, criando verbos novos como "vler" ou "ouvler". E a internet é a ferramenta indispensável para essa transformação.

Em 2007, você criou o Intemblog para escrever histórias novas no mundo virtual sobre o Universo Intempol, pretende continuar esse ano postando novas aventuras?

Rapaz, tenho tantas coisas penduradas para terminar até 2009, que acredito numas férias para a Intempol. Ou não... Talvez apareçam novidades mais cedo do que os críticos esperam. Na verdade, essa é a alma da Intempol: todas as vezes em que parecia que já tinha se esgotado, pumba!, algo novo despontava no cronômetro.

Neste momento já disse tudo que queria a respeito da série. Escrevi quatro histórias, duas publicadas em 1998 e as outras em 2007/08. Dez anos para fechar um ciclo. É hora de tentar outras paragens, mas sabe como é, velhos hábitos...

Em quais projetos você está envolvido atualmente?

Escrevo a continuação de A Mão Que Cria, que, como todo mundo que leu o primeiro livro sabe, chama-se A Mão Que Pune. Pesquiso para o próximo romance, cujo título provisório é O Piscar. Envolve física quântica e muito material que entorta mentes. Tem uns continhos voando por aí, prestes a ganhar publicação em antologias no Brasil ou em Portugal.

Mas a grande surpresa deve aparecer em 2009, e creio que o povo vai gostar quando botar os olhos no produto final. É um projeto no qual venho trabalhando há um ano em total segredo - nem os amigos mais chegados sabem - e que vai revelar um mega-talento ao mercado.

Pode deixar algum recado pros nossos leitores?

Olha, o que posso dizer é: não gaste munição a toa. Mire antes de atirar. Tenho certeza que a maioria dos grandes talentos do Brasil desistem antes da maturidade por pura impaciência de amadurecer. Quando sentir que está pronto, não perca tempo reclamando. Vá em frente e mate o monstro. Se você der azar e morrer no processo, ressuscite e ataque outra vez. Abçs.

Por Jack Starman

PS: Um livro que não foi comentado na entrevista, mas que indico do Octavio é uma publicação virtual da Mojo Books: Quadrophenia

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sala de Star

Bom dia meus caros Uarevanianos, essa semana trago para vocês uma entrevista com Rodrigo Fernandes, um dos responsáveis pelo site Jacaré Banguela . Então, espero que gostem e até a próxima semana:

Como o jacaré se tornou banguela, ou seja, como começou a idéia do site?

A idéia começou quando percebemos que dava para publicar em algum lugar as bobagens que falávamos com os amigos.

O que mais dá prazer de zoar nos posts?

Não perder a piada e saber que tem muita gente acompanhando o que a gente faz.

Alias nenhum sindicato dos estagiários ainda processou vocês por causa do Valdisney Newman?

O Waldisney é o estagiário mais bem tratado do Brasil. Só damos ração Pedigree sabor churrasco e a água da tigela dele é Perrier.

Atualmente vocês estão com o quadro Academia de Cinema, com Dayra Zymme, como foi o processo de seleção para apresentadora? Ela vem dando conta do recado?

Ela estava acampada na frente da minha casa já fazia uma semana. Dizia que queria trabalhar no JB de qualquer jeito, fiquei com dó. Conta do recado? Claro que sim. Podemos melhorar em várias coisas mas estamos muito satisfeitos com o desempenho dela.

E os internautas como têm reagido? Como surgiu a idéia do quadro?

A idéia já existia desde 2006 mas não tínhamos tecnologia nem conhecimento em filmagem e edição para fazer acontecer. A reação tem sido muito boa. Reformulamos algumas coisas no quadro e está ficando mais a cara do JB. Os internautas sempre estão dando sugestões e criticando, isso é muito bom.

Aonde vocês arrumam criatividade pra escrever tanta besteira, no bom sentido claro? (risos)

Do dia-a-dia. É importante se relacionar com pessoas bem humoradas, se a sua namorada for engraçada aí a relação é melhor ainda. Entende?

Como se destacar na internet tendo tantos blogs de temática parecida com o Jacaré Banguela?

Quem faz essa seleção é o internauta, não a gente. A nossa função é publicar o que achamos legal para o perfil que criamos para o site. Assim como uma pessoa, um blog tem que ter personalidade. É ela quem vai definir se o blog é interessante pra mim ou pra você.

E quais os próximos passos do Jacaré [e não falo do funk do JB]? (risos)

Produzir tudo o que a gente quer. Infelizmente estamos limitados em várias coisas como viagens e equipamento de filmagem. Gostamos muito de trabalhar com vídeo, mas nem sempre podemos viajar para onde queremos e fazer os vídeos que temos vontade. Alguns projetos que podemos fazer aqui em Cuiabá já estão saindo do papel como o Academia de Cinema, outros, como os curtas-metragens, já estão para sair também. Os documentários vão ter que esperar mais um pouco pois não temos “tempo di$ponível” para tanto.

Por fim, qual o recado que vocês mandam para blogueiros que, como nós, estão iniciando nesse mundo de postagens?

Como eu disse e sempre digo: O blog é como uma pessoa, tem que ter personalidade. Copiar e colar não é legal, uma pessoa que só repete os outros não é interessante. Seja um gerador de conteúdo, isso fará de você uma pessoa legal e ter um blog interessante.
Abs.

Para quem se interessou abaixo uma edição do Academia de Cinema:


Por Jack Starman

PS: Bem que a Pin podia fazer um Cinema com a Pin assim... é... na piscina também né? (risos)

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sala de Star ESPECIAL


Em Homenagem ao falecimento de Arthur Clarke uma edição especial sobre um dos livros dele que mais me cativaram. Afinal, toda Sala que se preze tem uma estante de livros também:

"Só então Reinhold Hoffman soube, da mesma forma que Konrad Schneider e nop mesmo momento, que tinha perdido a corrida. E soube que a tinha perdido não por uma questão de semanas ou meses, conforme temera, e sim de milênios

A decada era a de 50, a corrida espacial fervia na mente e nas emoções de russos e americanos. Chegar primeiro ao espaço e a lua era ordem de primeiro grau em orçamentos, noticiários, discussões e planos internos dos governos envolvidos. Anos de planejamento são jogados no lixo quando várias naves gigantescas surgem nos céus das principais cidades do mundo. O Homem devinitivamente não estava só no universo, a pergunta que não calava durante anos fora respondida. E agora?

Assim começa o livro O Fim da Infância (Childhood´s End, 1965) uma das inúmeras obras do mestre da ficção científica Arthur C. Clarke (e se você não sabe quem é ele em que setor espacial você vive?). Nessa história ele trata da chegada de uma raça extraterrestre de uma forma surpreendente, não vemos presidentes pilotando naves em uma guerra, nem um pai de familia correndo com a filha fugindo de insetos gigantes, mas sim extraterrestres que querem evoluir a raça humana, torná-la mais pacifica e unida. Anos depois do surgimento das naves nos céus do mundo o mundo passou a acatar algumas ordens para o “bem estar dos humanos” vindas dos estrangeiros terrestres; o secretário-geral da ONU vive de reuniões com os novos Senhores Supremos (nome dado pelos humanos aos ocupantes alienigenas) onde nem uma olhadinha neles ele pode dar – imagine uma sala onde você fica de um lado e atrás de um telão uma sombra gigantesca.

Como falei antes sempre existem os contrários ao modo vigente, e nesse caso é a Liga da Liberdade com suas passeatas e até sequestros. Esse é o mundo no fim do século vinte…e da primeira parte do livro, que na minha opinião já dava um belo roteiro de filme ou seriado – cheio de intrigas sobre a descoberta por parte de um jornalista da possivel vinda das naves e a chegada delas em um end season da primeira temporada (uma das minhas viagens roteiristicas com propósito de 3 temporadas somente) - e quem sabe um quadrinho até, por sinal minha parte favorita do livro. A segunda parte salta 50 anos no tempo para mostrar a Terra modificada pelos Senhores Supremos e várias surpresas que já apontam para onde a história seguirá e o finale avança mais ainda no tempo para mostrar o que o ser humano se tornou e qual o próposito de tudo isso de forma surpreendente.

Li pela primeira vez O Fim da Infãncia quando tinha treze anos e desde lá pelo menos uma vez por ano a releio, para ver novos angulos a partir de novas experiencias e conhecimentos meus. O livro pode ser visto de várias formas, uns dizem ser uma forma pessimista de se ver o futuro da humanidade – onde para evoluir deixaremos de ser o que somos - outros uma forma otimista a partir do ponto de libertação e integração com algo maior, tudo isso porque ao invés de tratar de naves em ataque e explosões sem sentido, a história de Arthur Clarke trata de mudanças no ser humano; no convivio entre raças; sobre a curiosidade humana e seu potencial. É leitura recomendada para qualquer fã de ficção científica e admirador da arte de tentar entender o ser humano e suas atitudes, uma leitura fácil, instigante e reflexiva.

Escrito por Jack Starman


quinta-feira, 13 de março de 2008

Sala de Star

Olá pessoal, essa semana entrevisto Glauco Guimarães um dos responsáveis pelo selo de quadrinhos da editora Bossa Nova, que será lançado esse ano e está à procura de projetos, roteiristas e desenhistas.

Mas antes, respondendo ao Sr. 02, vulgo Ribas, em referência ao comentário postado na coluna da semana passada: “o novo filme da seção da tarde: QUANDO O UARÉVAA FICA SEM ASSUNTO! Sinopse: Esses amiguinhos vão arranjar autas comfusões na hora de escrever uma materia para não ficarem com um Blog idiota que nunca é atualizado, e pra isso chamaram essa turminha da pesada de Skrulls!!!” Senhor Fanfarrão Ribas, quando ficar “sem assunto” de novo convido você para a entrevista ok? Lembranças para sua “tia” de português... Agora fiquem com algo mais produtivo que sem a Frederica, chinchila-secretária, isto aqui está uma bagunça e minha paciência pouca. Qualquer dúvida, reclamação ou sugestão podem comentar na caixa de comentários (se não sabe o que é volte para o curso básico de informática tabajara) ou no e-mail uarevaa@gmail.com.

Star: Para iniciarmos, como surgiu a editora Bossa Nova?

Glauco: A editora Bossa Nova surgiu com o objetivo de publicar livros sobre comunicação há alguns anos. Atualmente possui um catálogo de cinco livros especializados na área.

Star: A editora está atualmente procurando artistas para fazer trabalhos na área das histórias em quadrinhos, mas vocês já publicam livros há algum tempo não é?

Glauco:
Sim. Os primeiros pelo selo Bossa Nova HQ serão esses que escolheremos através dessa iniciativa.

Star:
Estão trabalhando com que material no momento?

Glauco:
A editora Bossa Nova acaba de lançar um livro ótimo sobre roteiro, é espetacular. “COMO APRIMORAR UM BOM ROTEIRO” da Linda Seger.

Star: O que levou vocês a se interessarem pela publicação de quadrinhos, visto que esse mercado é bem complicado no Brasil, ainda mais para quem está começando na área editorial?

Glauco: Não vejo dessa forma. O publico de HQ muda o tempo todo, assim como em qualquer área do entretenimento. Tenho visto trabalhos de artistas nacionais com muita qualidade, abrindo novos rumos de mercado. Um exemplo são os álbuns vendidos em livraria com excelente acabamento e a quantidade de artista brasileiro desenhando para editoras fora do país sem sair do Brasil. O motivo de termos tido a iniciativa de publicar somente álbuns nacionais é porque acreditamos no talento dos artistas brasileiros e queremos incentivar a produção nacional.

Star: Você pode dizer, em sua opinião, qual editora atualmente no Brasil trabalha melhor com quadrinhos?

Glauco: Não sei dizer. Mas uma coisa é certa, o objetivo da Bossa Nova HQ é achar e publicar as melhores histórias, as mais criativas, que quebrem paradigmas e sejam inusitadas. Não sei se outras editoras estão empenhadas nisso.

Star:
Algumas editoras começaram a lançar HQ´s de artistas nacionais nos últimos anos, você acredita que a visão das editoras em relação ao material nacional está mudando ou são só casos isolados?

Glauco:
Percebi que a qualidade das obras melhorou sensivelmente. E o leitor percebeu. Consequentemente as editoras que só trabalhavam com quadrinhos importados também perceberam.

Star: O público brasileiro tem preconceito com quadrinhos nacionais?

Glauco:
O publico Brasileiro é o mais difícil de agradar. Mas eu nunca vi alguém recusar uma boa história, seja ela manga nacional, super-herói nacional ou o cotidiano brasileiro.

Star: A internet é um celeiro de novos talentos, você acompanha esses novos desenhistas e roteiristas? Algum site/projeto em especial?

Glauco:
Acompanho tudo referente a HQ, seja na internet, seja nas bancas ou livrarias. Tem muita coisa, muita mesmo. Acho que os sites com notícias sobre HQ fazem um trabalho primoroso. Pra mim é um grande diferencial hoje em dia. Isso não existia quando comecei a me interessar por quadrinhos e fiz meu primeiro fanzine na década de 80.

Star: Por fim, pode lembrar para o leitor do Uarévaa como deve ser o processo para se enviar os projetos para a o selo Bossa Nova HQ?

Glauco:
Bem, para saber como enviar seu projeto basta acessar a pagina www.bossanovaeditora.com.br/quadrinhos Tem tudo que vocês precisam saber, caso ainda tenham alguma duvida podem mandar e-mail para quadrinhos@bossanovaeditora.com.br. Um grande abraço e parabéns pelo blog!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sala de Star


Olá pessoal, nessa quarta edição da minha coluna, aproveitando as proximidades de um mês (RÁ!) do primeiro post oficial do blog (dia 11/02), aproveito esse espaço para trazer para vocês uma entrevista supimpa com um de nossos leitores, o senhor F5 do Uarévaa, o rapaz que coleciona o maior número de primeiros lugares nos comentários de nosso cantinho: Romenique, vulgo “Skrull 13”.

Star- Primeiramente, seu nome completo, o que faz da vida e por que gosta do Uarévaa?
Romenique-
O meu nome é Romenique Zedeck (da Silva), trabalho com automação industrial, ou se preferir um nome chique, Tecnologia Mecatrônica. Nas horas vagas leio livros, especialmente do Stephen King e Bernard Cornwell, jogo videogame, leio quadrinhos, enfim uma vida nerd tradicional e saudável. Gosto do Uarévaa porque é um site meio sidekick de um outro site que não devemos citar o nome. Ah, é o MDM mesmo. Também porque conheço pessoalmente alguns integrantes e é divertido pacas as diversas colunas, que geralmente, o site "concorrente" não cobre.


Star- Agora que puxou o saco nosso um pouco, confesse: Quanto tempo passa apertando o F5 do PC para ser o primeiro em 99% dos posts?
Romenique-
Pior que é coincidência! Eu abro o site e pronto: Um post novo esperando meu comentário... Na verdade, eu ate vou sugerir pro Algures bolar alguma tese que prove que na verdade o site é atualizado quando eu entro. Uma verdadeira conspiração contra os outros leitores, para forçá-los a ficar mais tempo no UAREVAA, querendo pegar um primeiro lugar, assim aumentando o fluxo de usuários!


Star- Qual(s) a coluna(s) que você mais gosta no blog?
Romenique-
É difícil falar em uma em especial, porque o pessoal ta de parabéns! Ate o V (risos) Brincadeira! Quero dizer essa parte de até o V, e não que a coluna dele ta legal... Ah, vocês entenderam né? Mas em especial, gosto muito da coluna do Algures, do Freud, Moura, mas a “mais melhor di bão” é claro que é a Sala de Star!


Star- Bem, falando mais sobre sua pessoa, minhas fontes dizem que você é grande fã da cultura japonesa e seus desenhos. Quais os que mais gosta e indicaria para nosso público?
Romenique-
Sim suas fontes (devem ser de águas de Lindóia ou Petrópolis) estão corretas. A cultura japonesa, ou mesmo a chinesa, é fascinante! A comida é saudável, tecnologia barata, desenhos sem socos nas realidades... Bem soco na realidade deve ter acontecido em algum mangá sim, mas deve ter tido uma boa justificativa. O que torna realmente atraente é que as historias tem começo, meio e um fim (exceto Cavaleiros do Zodíaco, que o Kurumada ta mamando na teta do sucesso há mais de 10 anos!). Tomando por exemplo Éden, um mangá realmente interessante: O Mocinho inicial morre na 3ª revista com uma granada na barriga! Você pensa: Não isso foi um sonho, ele vai voltar... Ai passa o funeral do cabra e você descobre q ele morreu mesmo. Já era! “Zé fini”!Outro exemplo legal que eu recomendo mesmo é Death Note: Um dos personagens principais bate as botas no meio da historia... Morre mesmo. Nem socos na realidade nem pacto com o demo traz o cara de volta. O que eu recomendo a leitura é One Piece, um mangá sobre piratas (o autor deve ser retardado!), Full Metal Alchmist (a autora deve ser retardada [2]), Love Hina, é diversão garantida, Death Note e Monster, que têm muita tensão.

Star- E sobre mangás, em sua opinião por que tanto interesse do jovem nesse estilo de quadrinhos em detrimento dos comics americanos?
Romenique-
Para este caso temos duas frentes: A primeira frente, é aquela leva de nerds espinhentos que acompanharam CDZ, Shurato e YuYu Hakusho na extinta Manchete. Eles cresceram, agora trabalham e tem grana pra investir em bonecos, mangás e dvd’s duplos twister carpados com extras e tal. Como já mencionado na pergunta anterior, o mangá não necessita de finais felizes, heróis imortais e toda aquela apelação que acontece para fazer o Batman parecer durão, mesmo sendo eunuco, não precisa de guerras entre os heróis nem nada. Uma historia diferente, divertida e planejada, que não agride a inteligência dos nerds que cresceram. Por isso eles vendem. A segunda frente é a do estilo shonen: mangás e animes sobre GAROTOS com poderes, luta, ideais e vitória. Não sobre VELHOS crescidos com problemas de ideais sobre o seu país, sem poderes, ou sobre invasões secretas. Isso não atrai a molecada. O Anime pega o nerd ainda no berço, antes dele formar os ideais e entrar em crises infinitas. Toda criança gosta de heróis, mas ela gosta de se identificar com o herói. Qual criança se identificaria com o Homem-Aranha na guerra civil, ou com o Cavaleiro das Trevas? Agora deixa eu parar porque estou parecendo o Al Lock (risos).


Star- Alguma dica para nós de leitura e comentários nesse campo?
Romenique-
Bem vou explanar melhor aqueles mangás que eu já citei

Vamos começar por One Piece que já caminha pro sexto ano: One Piece narra a historia de Monkey D. Ruffy, que sonha em encontrar o “One Piece” e se tornar o rei dos piratas. È diversão nonsense pura!
Full Metal Alchmist é sobre duas crianças que são irmãos. Por meio da Alquimia (leram muito Paulo Coelho, tsc tsc) tentam reviver a mãe, mas perdem parte dos seus corpos. A aventura desenrola na busca dos seus corpos novamente. Ponto alto para a comedia.
Love Hina: Conta a historia de um verdadeiro loser nerd: Keitarô Urashima. Esquisito, não faz sucesso com as garotas, burro e quer entrar na melhor faculdade do país. Expulso de casa, vai morar na pensão da avó onde vira o gerente de um alojamento feminino. Se quiser rir pra valer, Love Hina é o mangá!
Death Note: Light Yagami acha um caderno que, ao escrever o nome de uma pessoa e a forma que ela deve morrer, realiza a morte da pessoa. Então Light começa a eliminar bandidos do mundo, para construir um novo mundo. Então aparece o Famoso, porém misterioso detetive L, e começa o jogo de gato e rato. Muito bem escrito você lê com o coração na mão cada novo capítulo.
Monster: Um médico salva a vida de um serial killer, após ele receber um tiro na cabeça, sem saber que o rapaz era um “Sucrilhos Killer”. Após recuperar-se o assassino volta a matar. Sentindo culpa o médico inicia uma caçada pelo Serial Killer, enquanto a policia está atrás do médico, acreditando que ele é o verdadeiro assassino. Lembra um pouco aquele filme/série O Fugitivo (Moura cadê o review dessa serie supimpa?).


Star- Como leitor do blog o que você gostaria de ver por aqui no futuro?
Romenique-
Mangás e animes. Não sei quem poderia escrever sobre isso, mas... (risos). Realmente é chato ter que acessar outro site pra saber o que passa no “mundo do peixe cru”. Também, faz muita falta uma coluna sobre vídeos-game. Todo nerd que se preza já teve ou tem pelo menos um vídeo-game. Falou em nerd falou em vídeo-game. [nota stelar: a entrevista foi concedida antes da publicação da coluna churutz-games] Também um “podrecast” seria bem vindo!


Star- Agora você pode deixar um recado sobre algo que queira comentar:
Romenique-
Gostaria de agradecer a oportunidade de falar umas abobrinhas, agradecer quem leu tudo, e agradecer quem não leu, assim não poderão criticar o texto. Mandar um abraço pro pessoal do UARÉVAA, que estão de parabéns, pra minha mãe, pro meu pai e pra Xuxa não, porque de acordo com o pastor louco, a Xuxa é coisa do demo. Votem em mim para presidente, e de resto Uarévaa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sala de Star


Olá Povos e Povas que acompanham minha singela coluna de entrevistas, essa semana quase que acontecia o que o Capitão Nascimento sempre avisa que irá acontecer, porém de última hora meu convidado chegou, tinha se perdido no caminho depois de entrar na fave... Quer dizer, no bairro onde resido. Mas enfim chegou para nos brindar com suas palavras.
Nessa edição da Sala irei entrevistar Ramón Delton, desenhista do Fórum de Agrupamentodos Revolucionários da Rapadura Açucarada, ou como é carinhosamente chamado F.A.R.R.A. Projeto iniciado pelo Senhor dos Scan Eudes Honorato, o que? Você não conhece o Eudes? É sua primeira visita a internet querido?
Ramón ou RDelton,como assina suas obras, já desenhou a HQ Lua Cheia, Napalm, que até saiu no zine do Farra: O Farrazine, Byron, entre outras coisas e nos traz uma boa idéia de como é o mundo de um desenhista. Espero que gostem e se divirtam.

Star: Começando pelo mais simples: quando você se interessou pela arte do desenho?
Ramón:
Bom, de pequeno eu gostava de ler gibis.E minha família não tinha dinheiro pra comprar bonecos de super-heróis pra mim. Então eu decidi desenhá-los. Comecei assim... Desenhava eles,depois colava papel cartão atrás e brincava como se fosse bonecos. Até conhecer os desenhos de John Byrne e me empolgar com a coisa.

Star:E como é seu método de trabalho?Demora muito para terminar um projeto?
Ramón:
Referencias. Eu sempre procuro referencias. Sejam fotos, ou desenhos de outros artistas. Gosto muito de sombras, por isso me inspiro muito no Frank Miller. Depois que eu acho as referencias necessárias pra fazer um desenho, eu começo o trabalho colocando o meu estilo também.
Sobre demorar, na verdade sim. Sou critico com meus desenhos e nunca acho legal o suficiente. Além do mais, eu desenho mais por hobby que por profissão, então eu tenho que compaginar isso com as outras atividades normais na vida, como trabalho, estudo e família. Se eu tivesse que desenhar sem outras responsabilidades, acredito que demoraria menos.

Star: Para um desenhista o que é, em sua opinião, mais importante?
Ramón:
Em quê sentido? Em matéria de roteiros, por exemplo,eu acho importante a liberdade pra criar o que está escrito. Muitos roteiristas entregam o texto para os desenhistas muitas exigências, tipo,a quadrinização da página, os ângulos, até mesmo o traço, as vezes, é manipulado segundo o que o roteirista quer. Acho isso ruim. Não é o cem por cento dos casos, mas acontece. Acho que o desenhista profissional sabe o que fazer e como fazer uma quadrinização de um roteiro legal. Porquê muitas vezes o roteiro é ótimo, mas a quadrinização não é atrativa aos leitores. Isso pode ser culpa do roteirista também. Um exemplo disso é a versão de Jogos Mortais em formato gibi. Ela foi desenhada por Renato Guedes, se eu não me engano, que é um excelente desenhista. Mas a quadrinização não atrai a leitura.

Star:Qual o seu trabalho no mundo não virtual?
Ramón:
A pouco tempo eu trabalhava em uma gráfica. Agora estou fazendo um curso para trabalhar em uma empresa chamada R.A.C.E. que é uma seguradora de veículos. Começo a trabalhar no dia 3 de março.

Star:Como você lida com a coisa de conciliar vida real e vida virtual, principalmente fazendo trabalhos artísticos nesse segundo mundo?
Ramón:
É complicado. Mas eu viciei no mundo virtual. Poder contar estórias para outras pessoas é uma coisa que eu sempre sonhei. Muitas vezes é difícil conciliar, eu sempre tento conciliar isso com moderação. Nos fins de semana fazer algo, entre semana procurar referencias. Pra desenhar é bem mais difícil, mas alguns rascunhos no trampo sempre rola né? Acho mais fácil bolar estórias no trabalho, e depois passar pro PC. Mas como eu disse é bem difícil cumprir com os compromissos virtuais, sociais e familiares. Só que depois de ver o trabalho pronto e os ânimos da galera, você vê que compensa.

Star:Quais futuros projetos você tem atualmente em mente? Pretende seguir como desenhista?
Ramón:
Agora mesmo tenho um projeto de desenhos para um filme de 70 minutos. São uns 100 desenhos, e estamos uns 5 ou 6 desenhista, mas ainda não pude começar. Estou super-empolgado com esse projeto! Será o maior projeto de desenhos que eu participarei. O mais legal desse projeto é que será tudo online. Vai ser show!!!
Sobre o futuro, não sei... Estou pegando gosto por escrever. Depois que o FARRAZINE começou eu senti que contar estórias também é legal. Reuni idéias com outros amigos do zine e saem coisas fantásticas! E eu estou viciando em isso, em bolar estórias e escrever.Mas acho que nunca vou conseguir parar de desenhar. É como ficar bêbado e dizer que nunca mais volta a beber. Depois de terminar esse projeto do filme, não seio que vou fazer, talvez algo para o FARRA COMICS, ou pro FARRAZINE. Vamos ver,idéias e estórias é o que não faltam!

Star:A pergunta de praxe: o que você diria para aqueles que querem iniciar-se nos desenhos?
Ramón:
Que desenhem. Sempre. A pratica faz coisas incríveis que você só vê com o tempo. Acho que é no Álbum MITHOLOGY de Alex Ross, onde ele coloca uns desenhos seus de menino. Eram típicos de um garotinho mesmo. Agora olha o que ele pode fazer! É importante praticar muito e fazer o possível para que esses desenhos sejam vistos por aí. Hoje existem blogs, sites e tudo mais para que os artistas mostrem seu trabalho. Além dos projetos on-line como os que mencionei na pergunta anterior. E é isso. Para o alto e avante, sempre!!! Abraços!!!
Então amiguinhos, gostaram da entrevista? Deixo para vocês o link do Projeto F.A.R.R.A. para admirarem as obras feitas pelo Ramón e outras tão boas quanto, e semana que vem estarei de volta. Bye, que bye, bye, bye...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sala de Star



Olá loucos e insanos que após a primeira vez voltaram para dar mais sentadinha (risos), e aqueles que estão estreando sua passada por essa coluna, está no ar mais uma edição da minha, da nossa, da torcida do Flamen...perai! Essa não. (risos). Uarévaa, começa mais uma Sala de Star e eu, seu anfitrião, entrevisto mais um fundador do site que inspirou esse blog a existir, o Melhores do Mundo.

Nessa edição o cara com os posts mais sérios do site, dito como o lider pelo Change e a roupa de inseto masi legal: Bugman. Essa seria uma série de entrevistas com todos os participantes do MDM, porém, tivemos alguns contratempos. O Ultra não podemos marcar um dia de entrevista pois sempre se encontra em "estado etílico avançando", o Mallandrox precisava de autorização dos pais, o Hell é...digamos...já sentiu o cheiro de enxofre?

Bem, fiquem com a "pequena" entrevista e comentem, mandem suas sugestões e reclamações pois sempre estou nesse velho e querido sofá, porque? A casa é nossaaaa!!!

Star: Para começar, como você foi parar no Melhores do Mundo?
Bugman:
Na verdade, fui um dos fundadores. O Thales (Ultra) chegou pra mim e disse: "podíamos fazer um blog como esse cara", ele falava do blog do Spider, que na época era hospedado no blogger.com.br. Eu gostei da idéia e aprovei, mas disse que deveríamos fazer com personagens próprios (na época, o Spider assinava como "Peter Parker") e que eles poderiam ser sátiras a super-heróis.
Eu tive o nome "Blogman" como sátira ao "Batman". O Felipe (Change) entendeu como se fosse uma referência ao Superman e no template chegou a desenhar uma sátira do azulão. Só no segundo template o Blogman ganhou seu primeiro visual. O Change só passou a se chamar Change depois também. No início ele era "Francisco Coelho", que era um nick que o Felipe usava no blogger.com.br.
A idéia das frases em terceira pessoa foram por causa da coluna do Agamenon. Agora, o tom das frases sempre teve algo das revistas nerds como a extinta Herói e Wizzard.
O curioso é que só eu era uma sátira de um personagem de comics. Os outros dois escolheram satirizar personagens de seriados japoneses. Somos toscos mesmos. Depois veio o João (Gama) que era um leitor que fez dois ótimos artigos e ajudou bastante a gente em um momento em que a faculdade estava pegando.
Posteriormente, quis me dedicar a outras coisas e saí do MdM pouco antes do site ir para um domínio próprio. Fiquei um ano fora. Dirigi dois curtas, trabalhei com cinema e resolvi voltar e tive a felicidade de ser bem recebido pelos meus grandes amigos. Inclusive, por pessoas que entraram depois que saí como o Ale (que se tornou Spiderblog) e o Hell (ele existe ou não?) e que considero grandes amigas. O chato é que o Ale saiu bem quando voltei. Mas depois ele voltou de novo. E já saiu. Somos mesmo uma equipe de super-heróis. Nem a Kitty Pride sai e volta tanto quanto a gente pra uma equipe.


Star: A propósito, quem é o líder do MDM?
Bugman:
Sempre fui eu, na brincadeira, claro. Ninguém manda de verdade. Tem quatro pessoas que costumam decidir algumas coisas mais burocráticas, mas todo mundo têm direito a palavra. Na brincadeira, o Bugman se declarou líder do MdM em um post e o Felipe sempre usava isso como moeda de troca para me convencer a fazer coisas absurdas. "Participa de um Fica Comigo Nerd. Pôxa, cara. Você é o (ênfase melodramática) líder do MdM" e por aí vai. Isso começou a ser contestada quando fizeram a comunidade "o líder é o CBD", mas a melhor prova de que eu sou o líder é que nos quadrinhos os líderes são sempre os mais buchas e certinhos. É como se eu fosse o Ciclope. O Change é o mais popular. Ou seja, ele é o nosso Wolverine.
Considero o Change uma espécie de alma do MdM. Acho que os primeiros posts dele apontaram o caminho que a gente seguiu e não sei mesmo como a gente faria o blog sem o Change. O Ultra teve a idéia do site, eu dei a idéia do nome, mas o Felipe inventou o conceito que definiu nosso conteúdo: safadeza.

Star: E conte para o povo de casa, qual a receita para aturar um bando de nerds desocupados enchendo o seu saco no site e no orkut?
Bugman:
Ah, sei lá...Normalmente eu sou calmo, mas tem vezes que eu me estresso e respondo às provocações o que é a pior coisa que qualquer blogueiro pode fazer. Particularmente, acho que ter muita gente falando mal de você é normal quando você ganha audiência. Talvez eu encare isso bem porque seja jornalista. Então estou acostumado a criticarem o meu trabalho publicamente. Procuro sempre responder com calma e atenção às críticas que são feitas no intuito de melhorar ou com elegância. As que são mal educadas, têm que ignorar mesmo.
Tem muita gente que me acha no orkut e me dá os parabéns, me manda sugestão de pauta etc. Tento sempre responder tudo - as vezes com meses de atraso - mas nem sempre dá. Mas adoro mesmo receber sempre mensagens de tanta gente. A microfama o melhor dos mundos: você tem um grande número de pessoas que te escutam e gostam de você, mas pode ir ao Shopping ser sempre parado.
Se bem que uma vez quando eu estava na rua, um cara me parou e muito rapidamente e sacou: "você é o Change do Melhoresdomundo, né?"

Star: Uma questão que sempre me deixou curioso, quem é o estilista de suas roupas? E como você agüenta usar esses uniformes colantes em pleno calor tropical?
Bugman:
O nosso estilista é o Nerd Reverso. Quanto à segunda pergunta...Bom, eu evito sair do QG que tem ar condicionado.

Star: Por falar nisso, como é a vida cotidiana de um super-herói brasileiro?
Bugman:
Igualzinha a dos heróis americanos. Exceto que usamos transporte público. Porém, apoiamos um Projeto de Lei do senador Renan Calheiros para que o Estado nos subvencione. Assim, a gente vai poder se dedicar só às nossas atividades de super-herói brasileiro: tropeçar no chão, brigar com bichos de pelúcia e contar histórias sobre os combates que nunca lutamos.

Star: Uma das causas que você como herói combate é o scan de revistas em quadrinhos, isso todos nós sabemos. Mas alguma vez você já leu um e viu como é a qualidade, ou é só uma questão ideológica?
Bugman:
Não, nunca li. Até ganhei dois CDs de scans uma vez como presente de aniversário, mas nunca li. Já vi como é a qualidade porque tenho amigos que lêem e já houve circunstâncias de ver uma página ou outra, o que considero muito diferente de baixar ou ler scans. Mas mesmo antes de me posicionar sobre isso, nunca me agradou a idéia de baixar scans. O mesmo com música. Então eu nunca fiz.
Na verdade, isso é uma questão que ficou muito mal interpretada entre alguns leitores. Eu combato duas frentes: a miopia das editoras e o pessoal que lê scans indiscriminadamente. O último acabou ficando mais na cabeça porque havia quem quisesse defender o indefensável e contar abobrinhas como "scan é legal". Não é e isso atrapalha muito discutir. Outro papo é o de que "isso não atrapalha ninguém", mas diversos roteiristas e editores criticam quem faz. Recorrer sempre à uma única declaração do Quesada de algum tempo atrás que deu o benefício da dúvida ao scan não é certeza, mas achismo. Aqui no Brasil, a gente quase ficou sem ter comics nas bancas e ler scans só ajuda a tornar nosso mercado pior.
Posso te dizer que a minha opinião hoje é diferente de quando fiz o primeiro post sobre a questão. Antes, eu achava que o scan era errado de qualquer forma, mesmo se fosse para comprar depois. Contudo, eu sempre achei um absurdo nenhuma editora fornecer scans legalmente (só recentemente isso ocorreu). Hoje, acho que existe sempre dois parâmetros para discutir isso: o ético e o prático. No campo prático, não tem jeito. A coisa vai continuar e vai aumentar. O segredo é que a indústria descubra não como impedir o scan ilegal, mas como lucrar com o fato de uma história ser extremamente lida na internet, ainda que de graça.
Propagandas nas HQs - como colocar logos da nike na camisa de um mutante - ajudam. Mas o merchandising nunca pagou uma novela ou qualquer produto cultural. Só ajuda. Não é isso que vai sustentar uma revista, mas é uma idéia. O maior problema é que uma solução pra isso passa para que a indústria trabalhe como indústria. E não separadamente. Marvel e DC pensaram em alternativas separadamente até aqui. E foi bom. Mas é preciso que todas as editoras se unam e estudem uma forma conjunta de vencer assim. Os quadrinhos dependem muito disso. E vão depender cada vez mais da internet. Não duvide disso.
No campo ético, é errado baixar scans. Se você vai comprar depois, pode ser razoável. Mas você nem sempre vai comprar. Quando eu não sei qual o sabor de uma comida, eu pago e experimento. Se não gosto, não como mais e falo mal dela. Eu não compro certas revistas há anos - como Spawn - porque sei que não há nada de bom ali. Não consumo e nem pago. Simples. Queria muito ler Lost Girls do Alan Moore, mas hoje ainda não tenho grana. Vou juntar e espero fazer isso até o fim do ano. E só. Quando você baixa scans, fica meio difícil saber o que é bom e o que é viável comercialmente. Não quero que a Conrad deixe de lançar Manara porque todo mundo lê, mas quem paga não é o suficiente pelo trabalho. E por aí vai...
Mas é claro que cada caso é um caso. Existe quem baixe scans de livros de faculdades caríssimos e, ainda que isso não seja ético, hoje eu sei que não posso dizer que é um absurdo. Afinal, tem livro custando mais do que um salário mínimo para estudantes que mal têm mesada.. No fim das contas, cada um vai ter que saber o que acha correto ou não fazer. Mas as editoras têm todo o direito legal de processarem quem baixa scans. Ética e legalmente, costumo ver isso como correto. Na prática, não. E a praticidade é fundamental em qualquer sociedade capitalista. E até mesmo para leis.


Star: Sendo rápido e rasteiro como nos filmes de faroeste: se o registro de heróis existisse no mundo dos MDM´s, assim como no Universo Marvel, de que lado você ficaria, a favor ou contra? E Por quê?
Bugman:
Capitão América. Acho um dos heróis mais inspiradores e achei que esse tipo de controle desrespeitaria a liberdade individual dos superseres.

Star: E para encerrar: Poderia deixar uma mensagem para os leitores do Uarévaa?
Bugman:
Eu não gosto de vocês. E visitem meu outro blog:
http://www.quinzeminutos.net/