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quinta-feira, 3 de março de 2011

Crise Final: Uma Análise - Parte 3


Nessa edição é podemos dizer que a trama corre, mas não de uma forma negativa, pelo contrário, ela sai pontuando momentos importantes em locais diferentes que nos levam ao próximo movimento no tabuleiro chamado Terra e no jogo entre os Deuses do Mal e os seres humanos.

Crise Final 3
Quando o inferno sobe à Terra

“Não. É o.... O céu sangra. O Inferno... Está... Está Aqui"
Mulher Superiora

Reforçando a idéia que, em um primeiro olhar, a saga é uma história de suspense regada a investigação policial,   Morrison abre a história com a S.H.A.D.E. invandindo o Clube Dark Side atrás de Renée Montoya, a Questão, que estava atrás do detetive Danny Turpin – pego pelas forças de Darkseid na edição anterior. O interessante é como o autor a cada número prepara um cenário que irá se interconectar mais a frente, com a relação de Montoya com a Shade e os planos de criação de uma força global de defesa. 

Outra coisa é o uso de um dos melhores personagens de Sete Soldados da Vitória: Frankstein. É impressionante como Morrison se sente a vontade com o personagem e a rede de espionagem que ele criou ao seu redor, pena a DC não dar um tratamento melhor a essa versão pop do monstro de Mary Shelley.

Ainda nessa seqüência nos deparamos com uma mensagem escrita na parede por um “autor fantasma” como uma profecia, lembrando muito as mensagens da Fonte para o Pai Celestial, e também as mensagens divinas na bíblia, só que com um ar mais digital, fazendo uma antecipação de fatos de um futuro próximo.

Um conceito levantado nessa história é da relação dos velocistas com a morte, haja visto que na edição anterior vimos Barry Allen, morto há décadas, voltar a vida. Contando para a família sobre o encontro com Barry, Jay Garrick aponta que “a morte não pode viajar mais rápido do que a luz”. Não sei se o que penso tem a ver com essa idéia, mas indo por uma visão científica me veio a mente o conceito de Einstein sobre viagens a velocidade da luz, onde o tempo passa de uma forma diferente e, assim, uma pessoa que saísse da Terra e fosse até outra galáxia em velocidade da luz ao voltar teriam passados décadas, ou séculos, e ele estaria exatamente igual a quando saiu, enquanto todos seus contemporâneos estariam mortos. Tornando assim a velocidade da luz uma forma de despistar a morte, em um tipo de metáfora. (caguei regra geral agora).


Outro ponto legal de se ver é como o autor retoma conceitos antigos dentro do universo criado por Jack Kirby, como o capacete dos Justificadores que o Libra coloca no Homem-Flama, nos dando a primeira mostra do que será feito com os humanos: retirar seu livre-arbítrio e liberdade, uma destruição do conceito básico criado por Deus para diferenciar os humanos dos outros seres vivos, transformando-os em puros animais domesticados. O golpe fatal vem quando Mokkari, assecla do Deus do Mal, assim como no apocalipse bíblico, espalha a “marca da besta”, ou melhor, um vírus eletrônico que leva a equação antivida para todos os sistemas de comunicação do mundo. Somos derrotados exatamente por nossa dependência tecnológica.



Crise Final ressalta algo interessante sobre as forças vigilantes dos super-heróis: sua incapacidade de prevenção, vivendo eternamente reagindo a ameaças, e, assim, não fazendo completamente seu papel, ou, até mesmo, a irresponsabilidade de sua comunidade com seus próprios membros, haja vista a falta de interesse dos “grandes heróis” em saber o que se passava com Mary Marvel, a alma pura corrompida pelo mal, a “virgem sacrificada”, que ressurge em Bludhaven para enfrentar a Mulher-Maravilha e espalhar nela um vírus genético de controle – feito para, assim como os capacetes justificadores, converter os não atingidos pela equação antivida. 



Alias, essa corrupção de Diana fecha o ciclo de simbolismos ligados a Trindade da DC: Batman, o herói do submundo, preso, Superman, o filho de Apollo, inutilizado pela sua dor, e a Mulher-Maravilha, a guerreira da alma feminina, destruída. Os Deuses Malignos vem à Terra e destroem seus Semideuses. Em poucas semanas a Terra está dominada pelas forças de Apokolips, restando para os heróis e forças governamentais preparar planos de contingência contra a guerra declarada e suas conseqüências.


Ver tal situação, mesmo sendo em uma história de aventura, me fez pensar se os humanos fossem atacados por seres externos (sejam aliens ou mesmo vindo dos infernos) se estaríamos preparados para o embate (desconsidere a viagem mental).

Assim, chegamos ao fim da terceira edição de Crise Final, com a Terra sendo dominada pelo mal, os heróis acuados e o caos imperando.

No próximo post: resistir é preciso enquanto a anti-vida justifica.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Crise Final: Uma Análise - Parte 2


Na edição anterior, Grant Morrison iniciou sua visão do mundo super-heroístico da DC Comics enchendo-o de simbolismos, mistério e auto-referencias. Nessa edição ele cai em mais alguns conceitos interessantes pouco explorados nas histórias da editora e no próprio universo sci-fi de heróis de colante. 

Edição 2:
O Armageddon bate as nossas portas
"Nós salvaremos o mundo da nossa maneira"

Uma das coisas que sempre reclamei, e ouvi outros reclamando, nas histórias de super-heróis no geral, independente de editora, é o monopólio dos Estados Unidos da América com esses personagens. Tudo sempre acontece lá, só conhecemos o mundo “do olhar para o próprio umbigo” deles, mesmo em uma sociedade cada vez mais multicultural e interconectada. Morrison nessa edição já inicia com um pé na porta, mostrando todo um mundo novo dos super-heróis japoneses.

Até emulando uma linguagem mangaká, com cenas entrecortadas diagonalmente, o autor nos coloca dentro de um universo repleto de cores, movimento, agitação e uma típica noite de balada superheróica em um clube, até me lembrou um pouco o filme Wasabi. Logo, vemos os novos grandes heróis locais, o Super Time Jovem (de dia salvando a cidade e a noite bebendo e dançando em um bar de heróis), lidando com a repercussão de suas atividades – um breve confronto de gerações (novo x velho) que acho que o Morrison tendencia para o novo – e a puerilidade de confrontos metahumanos nesse universo. É o escocês colocando em xeque a, que já nos parece eterna, onda de lutas em cima de lutas, sem nenhum sentido, dentro dos quadrinhos.


Outro ponto interessante ainda nessa parte da história é a colocação de uma personagens coadjuvante que expressa um pensamento bem morderno, adaptado para esse mundo cool de superseres: 
Toda a minha vida eu esperei ser uma atração. A transformação do Homem em propaganda. Espírito dentro do brinquedo. Quando ele entenderá que ser fantástico é um superpoder em si mesmo.
Eu só consigo ler isso como uma critica, ou simples exposição de uma realidade, a cultura que vinga muito nos tempos atuais de celebridades, exposição pessoal a todo custo, em se tornar uma propaganda ambulante de si mesmo, ainda mais com o mundo  online e as tais redes sociais. O autor retrata uma nova geração, a mesma que vai a boates como a da história, se veste com símbolos de ídolos, muitas vezes querem ser que nem eles, e, assim, na minha opinião, perdem até sua própria identidade. 

Então, chegamos a Shilo Norman. Em Sete Soldados da Vitória, em uma história que na época não fazia sentido nenhum para quem lia (tá, ainda nem faz tanto hoje em dia), Normam nos surge como um antigo substituto de Scott Free como o herói escapista Senhor Milagre. Com Crise Final, podemos intuir que o ocorrido em Sete Soldados foi algo passado após a Guerra entre os Deuses do Quarto Mundo e antes de Crise, ou uma simples realidade futura acessada pelo personagem de alguma forma. Nessa edição, ele aparece em Tokyo como um tipo de milionário, com ares de policial de filme antigo (afinal, a banca, roupa e até a forma de mostrar a caixa materna não lembra alguém se apresentando como oficial?), buscando reunir supers japoneses, o que só no futuro descobriríamos o porque.


O interessante de ver Shilo como uma versão de policial, é perceber como a saga tem esse ar de mistério não só na busca de solucionar um assassinato, mas também em relações autoritárias. Com a chegada dos Lanternas Alphas (criação também de Morrison dentro das histórias dos Lanternas Verdes, tipos de supervisores dos xerifes espaciais) vemos um típico embate de jurisdição que sempre vemos em seriados televisivos investigativos, como CSI, Lei e Ordem, etc., achei bem pertinente e até uma forma de tornar reconhecível algo para um público que também deve ver esse tipo de série.

Mais uma coisa legal na aparição dos Lanternas Alphas, em especial a Lanterna Kraken, é a informação de como funciona o corpo dos Novos Deuses: “O corpo de um Deus é em maior parte energia, se sublima sem um sinal”. Isto é, ele após morto, retorna para a Fonte e se torna novamente energia cósmica, uma possível analogia de Morrison ao que ele pensa que acontece com nossa essência após a morte.

“Nós somos armas falantes dos Deuses"
Wally West

Ainda no ponto das analogias, ressalto o caso Bludhaven. A cidade, antes morada de Dick Grayson como Asa Noturna, foi destruída quando um vilão nuclear foi jogado de um avião e, literalmente, explodiu o local, deixando pessoas com mutações bizarras, assim, a cidade virou um deserto nuclear e um problema a ser resolvido pelas autoridades. E é lá, nesse inferno na Terra, que Morrison posiciona o QG de recuperação dos Deuses de Apokolips. Como não vermos, primeiramente, toda uma relação com os atentados sofridos pelos Estados Unidos e pelo mundo afora? Mas, indo mais longe, como não conectar essa opção do autor com uma ideologia bem pertinente: onde existem zonas de guerra, discórdia e destruição, é lá que o grande mal está!

Ainda sobre esse ponto,  vemos um tipo “easter egg” curioso: o mesmo Padre que na edição anterior falava sobre o fim do mundo e como a salvação estava distante, agora aparece bradando:

O resto da edição é mais uma peça de movimentação da história. Temos um Hal Jordan sendo preso pelos Lanternas Alphas acusado de assassinar Órion e tentar matar John Stewart, numa rememorização dos tempos de Parallax e Zero Hora; um Batman sendo atacado e seqüestrado por Kraken, dominada pela Vovó Bondade – e mais uma vez um clichê básico de histórias de mistério: o traidor dentro do grupo de mocinhos.

Além disso, um ataque ao Planeta Diário, onde Lois Lane fica gravemente ferida (e surge a desculpa para o Superman ser desviado da linha principal de eventos, um roteirismo, já que o Super sozinho resolveria alguns pontos futuros da guerra que se aproxima). E por último, o primeiro momento polêmico da saga: O retorno de Barry Allen, o homem tido com morto em Crise nas Infinitas Terras retorna para de fato conectar essa Crise Final como uma continuação da outra. 

Olha, sinceramente, e pelo que se vê no decorrer da história, acredito que o Morrison não queria isso e foi imposto pelos superiores, já que era o grande evento do ano e tinham essa vontade de trazer o Barry de volta, então, porque não juntar os dois. É controverso, ainda não gosto da idéia.

A única forma que o Morrison pensou de encaixar isso foi fazendo-o ressurgir saindo da Poltrona Mobius de Metron, um artefato que aparenta ter propriedades de transitar entre dimensões, e ainda criando um plot do velocista estar tentando segurar/impedir uma bala lançada através do tempo. A mesma bala que descobrimos ser a que acertou Órion e se fixou no concreto do cais do porto cinqüenta anos antes do fato.

Um fato curioso é que quando Barry retorna, além de acompanhado da bala, quem o persegue é o Corredor Negro, a personificação da morte de acordo com os conceitos criados por Jack Kirby para o Quarto Mundo. Tal fato é bem coerente até não é? Barry não morreu na primeira Crise, sobreviveu de alguma forma (só explicada em Flash Renascimento) correndo fugindo da própria morte. Uma idéia muito legal, pelo menos para mim.

E, assim, chegamos ao final da segunda edição de Crise Final, mais uma peça do xadrez posta antes da grande jogada do lado negro do tabuleiro!

No próximo post: a investida do mal contra o mundo e a aliança do Rei Branco e suas peças.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Crise Final: Uma Análise


Em 1986 a DC Comics lançava nas bancas a megasaga conhecida como Crise nas Infinitas Terras, buscando organizar sua cronologia. A partir daí de tempos em tempos a editora encontra algum pretexto para colocar em suas capas o nome “Crise” e criar uma saga para ganhar uma boa grana em cima. Com esse estigma chegou ao Brasil em 2009 Crise Final, alardeada como a crise para acabar com todas as crises. 

Muitos até hoje torcem o nariz para a saga, muito também por conta de Dan Didio e seu exagero – transformando algo pensado por Morrison para somente os Novos Deuses em uma Crise - chegando a dizer que não entenderam nada, mas, para mim, o que Morrison fez foi mais do que uma batalha entre superseres, mas sim uma simbologia sobre religião, quadrinhos, humanidade e outras pequenas coisas.Começo neste post uma série com a proposta de expor algumas idéias colocadas, a meu ver, pelo autor e que podem passar despercebidas por uma analise menos observativa.

Obs.: O exposto é minha pura opinião, não querendo dizer estar certo ou que todo mundo deva concordar. Alias, recomendo também uma olhada em outro ponto de vista, mais completo até, no Multiverso DC.

Edição 1: 
Quando os Deuses descem a Terra

“Se você me perguntar, o fogo foi nosso primeiro erro”

A premissa básica é bem simples e funcional: “O que acontece em um mundo onde o bem perdeu sua batalha eterna contra o mal?”. O bem nesse caso representado pelos Novos Deuses de Nova Gênese, criações de Jacky Kirby, e o mal por Darkseid e seus soldados de Apokolips. Depois de inúmeras batalhas entre os dois mundos o Deus maligno finalmente venceu e extinguiu seus inimigos, porém, também foi ”machucado” tendo que assumir uma forma humana – a qual se denominou Chefão Lado Negro, ou Dark Side – assim como outros seres ao seu lado na guerra. Uma vez derrotado os Deuses de Nova Gênese, o próximo passo do vilão é controlar a equação antivida e espalhá-la pela Terra, transformando o planeta em seu novo lar e, então, dominar todo o universo. 

Morte é o tema central de toda a saga, e ainda mais dessa primeira edição. Logo nas primeiras páginas nos deparamos com Metron entregando a Anthro, um humano, o segredo sobre o controle do fogo e, assim, um Deus interfere pela primeira vez na história humana, para logo em seguida o humano usar o conhecimento para atacar e matar outros de sua espécie. A raça humana é tendenciada a violência, a usar o conhecimento como arma de poder. 

Em seguida, o aposentado (e antigo conhecido de leitores da editora) Detetive Turpin encontra o corpo do Deus Órion caído quase morto, enquanto investiga o desaparecimento de crianças. É uma seqüencia deveras impactante, afinal, mesmo no mundo dos quadrinhos, Deuses morrerem aos pés de um humano, ainda mais um que já está perto do fim de sua vida, não é algo banal no nível filosófico da coisa. É uma era de trevas, onde o Homem esquece seus Deuses e o conhecimento que eles lhe deram e buscam serem suas próprias divindades.

O caráter religioso, ou diria mais apocalíptico, não é só colocado na morte divina, mas também nos céus vermelhos – também referencia a Crise nas Infinitas Terras – e nos arautos do fim: o padre (que mais a frente se revela outra coisa) pregando o fim de tudo e na existência de um novo velho vilão: O Libra.

“Eu equilibro os pesos, eu igualo a chances”

Libra é um vilão que surgiu pela primeira vez numa revista décadas atrás onde enfrentava a Liga da Justiça, absorvendo seus poderes, e quando derrota os heróis se torna um tipo de ser cósmico para logo depois desaparecer no espaço. Morrison o trouxe de volta mostrando que depois de sua batalha contra a Liga ele foi parar em Apokolips e se tornou discípulo de Darkseid. O coloco como um tipo de padre satanista, ou ainda, o anticristo, a besta do apocalipse que dá a seus seguidores seus desejos, como ao vilão de quinta categoria que queria ver o Caçador de Marte morto. Pedido feito é pedido realizado pelo arauto do lado negro, e com uma lança (como um soldado romano em um Jesus crucifixado) trespassa o marciano o matando. 

Desnecessário? Talvez com o próprio Ajax (sempre irei chamá-lo assim) sim, já que existem tantos outros heróis para se matar, porém, ai vejo uma mensagem – bem colocada para mim pelo Rafael Rodrigues (ou Apontador Prateado) – sobre a própria banalidade que se tornou no mundo dos quadrinhos a morte de heróis, muitas vezes de formas estúpidas, por vilões novos, que logo são revogadas. Acho que a passeata de vilões, que é mostrada em uma página somente, reclamando da forma que são tratados pelos heróis ou é uma tiração de onda do Morrison ou um tipo de cutucada na forma que as autoridades tratam os criminosos – como se não fossem mais humanos, com direitos legítimos. 

“escravos atrofiados e mal formados”

Outro ponto iniciado por Morrison nessa edição é a utilização da tão perseguida equação antivida, a formula que Darkseid sempre procurou para controlar a existência e que já teve vários formatos ao longo do tempo (lembra-se de Odisséia Cósmica?). Em Crise Final não chegamos a saber como ele alcançou a tal equação, imagino que após derrotar Nova Gênese ficou mais fácil, só vemos ela em ação inicialmente em um grupo de crianças apresentadas ao detetive Turpin no Clube Lado Negro. 

Como toda a saga versa sobre o poder do mal e da morte, penso que o autor utilizou logo crianças como hospedeiros primitivos da equação numa alusão a como ela deturpa as coisas, ou seja, deturpando inicialmente a inocência e natural bondade infantil transformando-os em zumbis de puro instinto maléfico. E quem sabe, ainda podemos fazer um paralelo de como o Morrison vê a criação infantil nos tempos de hoje, onde os pais deixam a  cargo da tecnologia a educação de seus filhos, além de outras falhas educacionais e de vivencias mesmo, transformando-os em adultos sem grandes perspectivas ou alheios a realidade. Essa pequena cena já nos coloca o que virá mais a frente na saga.

Do meu ponto de vista, Crise Final #1 fala sobre quedas: dos Deuses perante o fim inevitável, dos humanos frente a violência e até, podemos dizer, de anjos conectados aos terrestres e por isso mesmo descartados por seus pares, ou como não comparar os Monitores, principalmente Nix Uotan que foi jogado na Terra por ter “falhado” e condenado a viver como um humano, com anjos celestiais? Enfim, a última crise é uma história recheada de simbologias dentro de uma guerra entre Deuses e Homens e como é preciso saber como encarar o mal. E essa batalha só está no inicio.

No próximo post: O multiculturalismo Morrisoniano e a essência dos Deuses.