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quinta-feira, 24 de abril de 2014

CulturaMila: Copa de Elite



Mas não é um besteirol americano? Não Zé Ruela! O filme é nacional e é a prova de que a “zuera” não tem limites, não mede esforços ou se importa com processos.


Você já certamente já ouviu falar naquela franquia de filmes “Todo mundo em pânico”, que “homenageia” os filmes hollywodianos e faz sucesso pelas bandas do Tio Sam (tá, faz sucesso aqui também, ok), mas jamais imaginaria algo assim no Brasil, pois aqui dá processo e o cara que faz se lasca as coisas são bem diferentes, não é mesmo?

Mas não foi isso que os atores e humoristas Rafinha Bastos (aquele da Wanessa e o bebê), Marcos Veras, Bento Ribeiro, Bruno de Luca e alguns outros nomes de peso (ou não) da televisão brasileira pensaram, pois fizeram uma paródia sensacional, cujo trailer você pode conferir abaixo:



Caso esse trailer não tenha te convencido, vou deixar aqui alguns motivos para que você vá ao cinema?

01 – A trilha sonora cheia de referências e irreverência



02 – As singelas e sinceras homenagens feitas ao longo do filme (destaque para Chico e Chaves)

03 – A mãe do capitão



04 – A cena dos créditos.

De uma forma nada discreta o filme mostra que vai ter copa sim, e todos nós pagaremos a conta, ainda que essa “pica” agora seja do aspira.

Parabéns a todos os envolvidos nessa empreitada. FACA NA CAVERAAAAAAA HAHAHAHHAHA



PS: Sai pulando de felicidade do cinema, e certamente vocês também sairão.

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CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!

sexta-feira, 21 de março de 2014

CulturaMila: Alemão



Não vou mentir... Adoro ver filmes nacionais com a temática “do alto do morro”, e se a trama é baseada em fatos reais, só me faz gostar mais ainda. E assim fui ver ALEMÃO!



O filme é baseado em reportagens e outros relatos publicados na imprensa em novembro de 2010, noticiando a ação ocorrida em novembro de 2010 no complexo de favelas do Alemão, que consistia na entrada da polícia com o intuito de derrubar o tráfico de drogas e pacificar a região, instalando ali uma Unidade de Polícia Pacificadora – UPP.



Sendo assim, a película do diretor José Eduardo Belmonte não trata exatamente de como aconteceu a invasão. A narrativa tem início alguns dias antes da data na qual aconteceu a entrada da polícia no morro. Cinco policiais (interpretados por Gabriel Braga Nunes, Caio Blat, Milhen Cortaz, Marcelo Melo Jr. e Otávio Müller) estavam executando uma operação militar de inteligência não autorizada, mas são descobertos pelos agentes do tráfico e o líder deles (Cauã Reymond) autoriza uma caçada sanguinolenta por aqueles que “enganaram o movimento”.

Uma das ações de divulgação do longa foi a divulgação do retrato falado do chefe do tráfico no morro:


Vejam o trailer abaixo:



Um dos destaques do filme é a empolgante trilha sonora, o outro fica pela atuação de Milhen Cortaz, que interpreta novamente um policial, mas que em nada se assemelha ao militar de Tropa de Elite. Também merece uma menção honrosa aqui a participação de Antônio Fagundes, como o delegado que cuida da operação clandestina.

 Milhen “Sangue NoZóio” Cortaz em ação, ao lado de Marcelo Melo Jr.

Ainda que o filme não conte exatamente o que aconteceu naquela ocasião, muitos relatos de autoridades são mostrados no filme, com um grande destaque para o de Sergio Cabral.

O filme vale o ingresso, bem como uma boa conversa posterior no bar, para discutir a situação das favelas no Brasil e os resultados obtidos pelas UPPs quase quatro anos depois das primeiras ocupações.

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CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!

quarta-feira, 12 de março de 2014

CulturaMila: Clube de Compras Dallas



CulturaMila é uma coluna que tem o intuito de fazer com que você vá mais ao cinema, ao teatro, ao parque e até mesmo ao bar. Comentários relevantes ou não sobre os diversos locais que visitei, filmes e peças de teatro que vi e que valem a indicação por algum motivo. Hoje vamos de cinema.




Com o intuito de fazer uma inveja foda compartilhar com vocês uma série de indicações legais, ou nem tanto, de filmes, peças de teatro, eventos, passeios e outros belos ingredientes que formam a minha maravilhosa cultura inútil apresento a vocês essa coluna.

Poderia iniciá-la indicando algum filme indiano ou um livro espanhol do século XIX, mas prefiro seguir o fluxo e indicar a vocês um filme que foi notícia nas últimas semanas: Clube de Compras Dallas.

O filme é baseado na história real de Ron Woodroof, um eletricista “heterossexupreconceituoso” que vê sua vida revirada quando é diagnosticado com o vírus da AIDS no ano de 1985, quando “somente os bichas” tinham a doença. Após o choque inicial da descoberta do vírus e de seus supostos 30 últimos dias de vida, ele resolve estudar e fazer de tudo para que 30 dias sejam apenas o começo de uma nova vida.


 Ron Woodroof, o cara que transformou 30 dias em 7 anos

Na luta pela sobrevivência consegue o contato de um médico no México, que perdeu sua licença, mas é capaz de ajudar Ron a multiplicar seu tempo de vida, salvar outras vidas e iniciar um lucrativo negócio, que incomodou o país inteiro e foi notícia no mundo todo: o Clube de Compras Dallas, onde cada associado pagava uma mensalidade de US$ 400 e receberia em casa a medicação que desejasse para lutar contra a doença.

Destaque para os dois personagens principais e ganhadores dos Oscars de melhor ator (Matthew McConaughey – Ron Woodroof) e melhor ator coadjuvante (Jared Leto – Rayon) que protagonizam as cenas mais emocionantes do filme. Duas pessoas esquálidas, de pele acabada (maquiagem premiada também com um Oscar) e marcadas pelo total sofrimento e descaso diante de uma doença que dizimava suas vítimas em pouquíssimo tempo, foram capazes de vencer o preconceito tornando-se sócios na luta contra o mal do século XX.


 McConaughey e Leto totalmente irreconhecíveis, 
protagonizando cenas emocionantes

Se até agora você não ficou curioso, vá ao cinema só para saber como um filme gravado em apenas 25 dias, com baixissimo orçamento e uma câmera de mão foi capaz de ser indicado, e até mesmo ganhar, diversos prêmios do cinema mundial.



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CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!