Social Icons

Pages

Mostrando postagens com marcador Cinema Nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema Nacional. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de abril de 2014

CulturaMila: Copa de Elite



Mas não é um besteirol americano? Não Zé Ruela! O filme é nacional e é a prova de que a “zuera” não tem limites, não mede esforços ou se importa com processos.


Você já certamente já ouviu falar naquela franquia de filmes “Todo mundo em pânico”, que “homenageia” os filmes hollywodianos e faz sucesso pelas bandas do Tio Sam (tá, faz sucesso aqui também, ok), mas jamais imaginaria algo assim no Brasil, pois aqui dá processo e o cara que faz se lasca as coisas são bem diferentes, não é mesmo?

Mas não foi isso que os atores e humoristas Rafinha Bastos (aquele da Wanessa e o bebê), Marcos Veras, Bento Ribeiro, Bruno de Luca e alguns outros nomes de peso (ou não) da televisão brasileira pensaram, pois fizeram uma paródia sensacional, cujo trailer você pode conferir abaixo:



Caso esse trailer não tenha te convencido, vou deixar aqui alguns motivos para que você vá ao cinema?

01 – A trilha sonora cheia de referências e irreverência



02 – As singelas e sinceras homenagens feitas ao longo do filme (destaque para Chico e Chaves)

03 – A mãe do capitão



04 – A cena dos créditos.

De uma forma nada discreta o filme mostra que vai ter copa sim, e todos nós pagaremos a conta, ainda que essa “pica” agora seja do aspira.

Parabéns a todos os envolvidos nessa empreitada. FACA NA CAVERAAAAAAA HAHAHAHHAHA



PS: Sai pulando de felicidade do cinema, e certamente vocês também sairão.

_______________________________________________________________


CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!

sexta-feira, 21 de março de 2014

CulturaMila: Alemão



Não vou mentir... Adoro ver filmes nacionais com a temática “do alto do morro”, e se a trama é baseada em fatos reais, só me faz gostar mais ainda. E assim fui ver ALEMÃO!



O filme é baseado em reportagens e outros relatos publicados na imprensa em novembro de 2010, noticiando a ação ocorrida em novembro de 2010 no complexo de favelas do Alemão, que consistia na entrada da polícia com o intuito de derrubar o tráfico de drogas e pacificar a região, instalando ali uma Unidade de Polícia Pacificadora – UPP.



Sendo assim, a película do diretor José Eduardo Belmonte não trata exatamente de como aconteceu a invasão. A narrativa tem início alguns dias antes da data na qual aconteceu a entrada da polícia no morro. Cinco policiais (interpretados por Gabriel Braga Nunes, Caio Blat, Milhen Cortaz, Marcelo Melo Jr. e Otávio Müller) estavam executando uma operação militar de inteligência não autorizada, mas são descobertos pelos agentes do tráfico e o líder deles (Cauã Reymond) autoriza uma caçada sanguinolenta por aqueles que “enganaram o movimento”.

Uma das ações de divulgação do longa foi a divulgação do retrato falado do chefe do tráfico no morro:


Vejam o trailer abaixo:



Um dos destaques do filme é a empolgante trilha sonora, o outro fica pela atuação de Milhen Cortaz, que interpreta novamente um policial, mas que em nada se assemelha ao militar de Tropa de Elite. Também merece uma menção honrosa aqui a participação de Antônio Fagundes, como o delegado que cuida da operação clandestina.

 Milhen “Sangue NoZóio” Cortaz em ação, ao lado de Marcelo Melo Jr.

Ainda que o filme não conte exatamente o que aconteceu naquela ocasião, muitos relatos de autoridades são mostrados no filme, com um grande destaque para o de Sergio Cabral.

O filme vale o ingresso, bem como uma boa conversa posterior no bar, para discutir a situação das favelas no Brasil e os resultados obtidos pelas UPPs quase quatro anos depois das primeiras ocupações.

_______________________________________________________________


CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Trancado por dentro

Trancado por dentro é um curta-metragem brasileiro de 1986 que conta a história de um homem tetraplégico vivendo entre a realidade e a imaginação, revelando suas angústias e trancado em seu próprio universo.

A história é adaptada da HQ "Shut-In", escrita por Bruce Jones e Ilustrada por Tanino Liberatore para a antologia Twisted Tales # 7 em 1982. Confiram:


Trancado por Dentro
Direção: Arthur Fontes
Roteiro Original: Bruce Jones, Tanino Liberatore
Roteiro Adaptado: Mauricio Zacharias
Elenco: Paulo Gracindo, Marcos Palmeira, Fernanda Montenegro, Luciana Vendramini
Trilha Incidental: David Tygel

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Uma História de Amor e Fúria

Curta você também


Animação nacional estreando nos cinemas brasileiros?
Será que nós brasileiros temos condições de fazer um longa de animação de qualidade???
E será que é necessário ter Selton Melo em algo para conseguir esse sucesso?!?


Estreia 22 de Março nos cinemas, a animação "Uma História de Amor e Fúria", do diretor Luiz Bolognesi e conta a história de um homem com quase 600 anos de idade, que acompanha a história do Brasil, enquanto procura a ressurreição de sua amada Janaína. Com traço e linguagem de HQ, a animação promete mostrar a história do Brasil de uma maneira bem diferente. A versão dos que nunca desistiram de lutar...

Com vozes de Selton Mello, Camila Pitanga e Rodrigo Santoro, "Uma História de Amor e Fúria" é o mais novo longa-metragem de animação adulta brasileiro.

Confira o trailer comigo no replê!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Gonzaga – De pai para filho


Hoje, excepcionalmente, não farei a minha seleção de várias maluquices vistas nas redes sociais. Quero indicar uma coisa para vocês que tem o som, a cor e a emoção do nordeste. Sendo assim não poderia deixar de indicar um filme que tem tudo para ser um sucesso nas telonas de norte a sul do país.



O cinema nacional pode não ser tão prestigiado por muitos brasileiros, principalmente quando é comparado ao que atualmente é produzido em Hollywood. No entanto podemos ainda esperar grandes obras produzidas em solo nacional nas telonas.

O diretor Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco), após mais de sete anos de pesquisas, adaptou uma das mais belas histórias de amor fraterno. Trata-se da conturbada relação entre Luiz Gonzaga do Nascimento, o nosso “Rei do Baião”, e seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, um dos ícones da música nacional.

A história dessa família, que começa na cidade de Exú, no interior de Pernambuco, foi permeada pelo sofrimento da seca e se transformou em alegria e em inúmeras canções tocadas em um fole de oito baixos, que tinha como seu melhor tocador o senhor Januário, pai de Luiz Gonzaga. O choque entre pai e filho é mostrado de uma maneira muito dura, tão dura quanto a vida que os dois levaram longe um do outro.

O elenco traz Silvia Buarque, Nanda Costa, Julio Andrade (no papel de Gonzaguinha) e outros grandes nomes do cinema nacional em uma interpretação que emociona o público, permeada com o melhor forró do sertão e também clássicos da MPB.

O filme foi inspirado no livro Gonzaguinha e Gonzagão, escrito por Regina Echeverria e lançado em 2006, e é parte das comemorações dos 100 anos de Luiz Gonzaga (nascido em 13 de dezembro de 1912).

A estreia nos cinemas foi em 26 de outubro, mas tive a felicidade de assistir o filme em um evento promovido pela produção do longa, no dia 16 de outubro em São Paulo, junto com os atores e o diretor do filme. Consegui tirar apenas duas fotos, onde estão Chambinho do Acordeon (devidamente paramentado como Luiz Gonzaga, papel que representa no filme) e Julio Andrade.

Pense numa pessoa que chorou até não poder mais, 
parecia que tinha visto chuva no dia de São José.


Aqui já era diretor, ator, todo mundo no meio do povo dançando.


Confiram o trailer oficial:

segunda-feira, 26 de março de 2012

Os Penetras




Marco (Marcelo Adnet), bem-humorado, farrista, sedutor e aproveitador, e Beto (Eduardo Sterblitch),  tímido, inseguro e levemente chato, acabam se juntando quase que por acaso para passar por uma maratona de festas e aventuras no Réveillon carioca, em busca de encontrar o amor da vida de Beto. 

Os Penetras tem direção de Andrucha Waddington (Lope, Casa de Areia e Eu Tu Eles) e é produzido pela Conspiração Filmes, com coprodução da Warner Bros. Pictures. Também fazem parte do elenco: Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Mariana Ximenes, Luis Gustavo, Luiz Carlos Miele, Susana Vieira, Babu Santana, Kate Lyra, Juliana Schalch e Gugu Madeira. A estreia nos cinemas brasileiros está prevista para o segundo semestre de 2012.

quarta-feira, 7 de março de 2012

2 Coelhos


Edgar tem um plano e ele pretende derrubar dois coelhos com uma cajadada só.



Há algum tempo uma leva de filmes mais focados na ação e intriga tem surgido no cinema nacional. Obras como Tropa de Elite e Assalto ao Banco Central buscam se garantir em tramas repletas de reviravoltas e planos mirabolantes, recheadas de tiros e explosões. É nessa levada que 2 Coelhos, filme de Afonso Poyart, aposta.

A história trás Edgar (Fernando Alves Pinto), um homem que volta dos Estados Unidos depois de dois anos, em um tipo de “exilio” depois de escapar de ser preso após atropelar a mulher e a filha de Walter (Caco Ciocler), que agora trabalha no restaurante de seu pai. Ao voltar ele vê uma possibilidade de mudar sua vida aproveitando das relações entre Maicon (Marat Descartes), criminoso sob investigação da policia federal, a promotora pública Julia (Alessandra Negrini), seu marido e um renomado Deputado Federal, e, assim, dar um grande golpe.

Ahhh Alessandra Negrini...
O filme trabalha um roteiro que a principio seria uma história pura e simples de “assalto”, isto é, um plano para roubar algo e somente isso. Mas, inteligentemente, Poyart, se aproveita desse plot e, seguindo os passos de um Tarantino, o usa como pano de fundo para trabalhar as relações entre os personagens e os dramas modernos, utilizando de bem encaixadas intercalações de flashbacks para mostrar como nossas vidas podem ser interconectadas tanto para o bem quanto para o mal.

2 Coelhos é uma obra com um roteiro bem construído, uma montagem bem estruturada, atuações adequadas e efeitos especiais que se poderiam ser melhores, não atrapalham a qualidade do filme. Mas, que espero que em trabalhos futuros o diretor se contenha mais em utilizá-los, e ainda mais com tanta constância, pois, em alguns momentos se tornam até desnecessários – como na sequencia a “la Sucher Punch”.

Bem que a Negrini podia estár mais Babydoll né?
Outra coisa que me incomodou foi a mania do roteiro de querer sempre enganar o público, jogando reviravoltas o filme todo tornando o recurso cansativo com o passar do tempo. Em contrapartida, alguns recursos visuais e de montagem bem no estilo Jorge Furtado de ser - a utilização do off, o uso da linguagem infográfica para explicar determinada ação na história – são muito bem elaborados e contribuem de forma agradável á história. Assim como uma trilha pautada em ritmo frenético, rock e “porrada”, aliada a uma boa montagem de som, dá o impacto sinestésico necessário que o filme pede.

Em resumo, 2 Coelhos é divertido, bem dosado em ação, intriga, humor e cumpre o que se propõe: ser uma aventura “massa veio” pra caramba, e isso é bom para nós e o cinema tupinikim.



Serviço:

2 Coelhos
Ação/Policial
Direção e Roteiro: Afonso Poyart: Afonso Poyart
Elenco: Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Marat Descartes, Neco Vila Lobos, Roberto Marchese, Norival Rizzo, Thogun, Thaíde, Yoram Blaschkauer, Robson Nunes, Aldine Muller
Duração: 104 min.
Censura: 16 anos

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Curta Você Também: O Menino Maluquinho, 30 anos depois

"Ele era um menino feliz - O Menino Maluquinho, 30 anos depois" conta a história de um dos mais importantes personagens da literatura infantil brasileira. O curta é uma produção da Vila Filmes.


Acesse o site oficial do projeto para saber mais: www.eleeraummeninofeliz.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Poliamor

CURTA VOCÊ TAMBÉM
Por Marcelo Soares



Em uma sociedade onde predominam valores afetivos monogâmicos, algumas pessoas escolhem um arranjo de relacionamentos que está se tornando conhecido como Poliamor.



Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.

Interessante ver diferentes ângulos sobre a vida e a existência humana, sem preconceitos ou dogmas. O documentário é legal por trazer essa discussão de um olhar diferente sobre os relacionamentos humanos, mesmo sabendo que esse processo de poliamor é algo complexo de ser realizado dentro de nossa sociedade e da construção cultural que vivemos, mas não impossível. Não sei se eu conseguiria viver num relacionamento assim, mas sem máscaras, falsos moralismos ou falas de agrado a sociedade, não teria problema em testar, ver se seria a minha ou não. Afinal, como diz uma das entrevistadas, "poliamor não é para todos".

Serviço:
Poliamor
Documentário, HD, Brasil,
15 min, 2010
Direção: José Agripino.

Festivais:
Prêmio André Carneiro de curta-metragem. Curta Atibaia 2010.
Melhor Roteiro Festival Close de cinema da diversidade sexual 2011.
Selecionado em 25 festivais de cinema no Brasil.

Contato:
zeagripino@gmail.com
www.twitter.com/zeagripino

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CinemaScope: Grandes Macacos (ou não) do Cinema



Com a chegada de Planeta dos Macacos - A Origem no cinemas, não falarei sobre os filmes antigos da serie, porque infelizmente não deu tempo de assistir nenhum dos filmes até a data do lançamento.Então decidi citar alguns dos grandes simíos da historia do cinema, mas não necessariamente são aqueles realmente importantes.Continua abaixo:





O Trapalhão no Planalto dos Macacos - Obvio que na semana que chega mais um exemplar do Planeta dos Macacos, obvio que comentarei sobre a versão brasileira. Conde (Didi),Alex(Dedé) e o guarda Azevedo(Mussum) passam por altas confusões na Sessão da Tarde quando eles chegam numa terra onde macacaos evoluidos dominam e escravizam os humanos.Filme dirigido por J.B. Tanko, lenda e grande contruibuidor do cinema nacional.



O Filho de Kong - Sim, o King Kong clássico, da RKO, teve realmente uma sequência, e desa vez não é nenhuma pegadinha do Peter Jackson. A história se passa exatamente 1 mês depois que o King Kong morre em Nova York.Indo a falência por causa dos inumeros processor por causa da destruição de Kong, o diretor Carl Denham (novamente feito por Robert Armstrong) foge da Big Apple e vai a Asia, onde encontra a pessoa que lhe deu o mapa da Ilha da Caveira. Retornando ao local, eles descobrem o filho albino de Kong, conhecido como Kiko.



Poderoso Joe - O que poderia ser lembrado como uma cópia de King Kong acabou se tornando um dos grandes clássicos em relação a efeitos especias, já que Marcel Delgado(que trabalhou em King Kong)e Ray Harryhausen trabalharam juntos, que fez garantir um dos primeiros Oscars de efeitos especiais em 1949/1950, por causa de seus impressionantes movimentos de stop motion.A história conta quando é descoberto na Africa um gorila gigante (mas não tão grande quanto King Kong)é levado a Hollywood para se tornar um astro, mas constante abuso ao animal fez a fera interior voltar a ativa. No remake de 1998, com a perfeição chamada Charlize Theron, a história, com Joe sendo levado da Africa à uma reserva de proteção na California, mas se tornando um popstar e sendo perseguido por inimigos que o querem ver morto.







Congo - Baseado no livro de Michael Crichton, o mesmo criador de Jurrasic Park. Após uma nova tecnologia de comunicações baseada em diamantes falha, causando a morte do personagem de Bruce Campbell (que sempre fica pouco tempo de tela em filmes grandes), uma equipe enviada a Africa em busca da causa desse acidente e de quebra em busca de um diamante azul raro que pode render rios de grana a empresa.Entre as pessoas dessa euipe de busca, está um primatologista que conseguiu fazer que os simíos se comunicarem com humanos através de tecnologia, levando a jovem gorila Amy para a aventura, sem saber que ela pode ser de grande ajuda para decifrar quem é o inimigo a espreita....



Meu Pequeno Ladrão - Um dos grandes clássicos (pelo menos pra mim) da Sessão da Tarde, antes de virar a merda que é hoje em dia.Um macaquinho ladrão do qual pertencia a Azro (Harvey Keitel) vai parar na casa da jovem Eva (Thora Birch) , que passar a tratar como seu bichinho de estimação. Ligou o nome da garotinha a alguem? Deveria, pois Thora Birch cresceu e se tornou a atriz principal da adaptação da HQ Indie 'Ghost World' e a filha de Kevin Spacey em 'Beleza Americana', além de ter se tornado um mulherão.













Menção honrosa: Chita, do Tarzan - Um dos primeiros sideckicks da história do mundo pop, Chita não é só a parceira inseparavel do Tarzan, mas um ícone hollywoodiano, que tem até sua própria estrela na calçada da fama. Feita por mais de 14 macacos, 1 chipanzé e 1 humano, a Chita mais velha nasceu em 1031 e está viva até hoje, com seus quase 80 anos de vida (!!!). Uma biografria ficcional da personagem foi lançada a poucos anos atrás. Curiosidade: Chita nunca existiu nos livros do Tarzan.



E pra não falarem que não falei do Planeta dos Macacos clássico, um grafico qu explica tudo que você tem que saber sobre a cinessérie (exceto o filme do Tim Burton).



Até a proxima pessoal!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Jogo de Cena: a história acima do narrador



Atendendo a um anúncio de jornal, oitenta e três mulheres contaram suas histórias de vida num estúdio. Em junho de 2006, vinte e três delas foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano, atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas pelas personagens escolhidas. Esse é Jogo de Cena.

O diretor Eduardo Coutinho e uma das personagens (?)
Em mais de uma hora e meia de filme, o diretor Eduardo Coutinho nos traz histórias de vida fortes e aproveita para brincar com o próprio gênero documentário, colocando atrizes para interpretar as mesmas histórias em cima do que foi contado por suas personagens originais. Esse jogo de encenação ganha contornos ainda mais interessantes quando vemos essas atrizes analisando sua interpretação e a história contada.

Tradicionalmente documentários baseiam-se fortemente no momento, ou como Coutinho sempre coloca no "encontro", da entrevista, da relação diretor e personagem. Em Jogo de Cena o diretor caminha para uma valorização mais da história, da narração de um fato, a partir do momento que vermos pessoas diferentes contando uma mesma história parece nos dizer: “está prestando a atenção, não é quem conta que me importa aqui, mas sim o que é contado”.

Com uma montagem impecável o diretor consegue nos enganar em muitos momentos, nos fazendo acreditar que quem está contando tal fato é realmente quem viveu, para depois em uma única frase final desmoronar nossas crenças. Mas, o filme também nos coloca a própria incongruência do discurso humano, que diz algo e mostra outro. Podemos ver isso no depoimento da senhora de cabelos grisalhos, com problemas com a filha, que se mostra em gestos muito dura, nas palavras que quer mostrar alegria, encerrar sua fala com uma música animada e o que faz é exatamente o oposto.

Jogo de Cena é o décimo longa-metragem de Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas brasileiros em atividade. Depois de um início de carreira dividido entre a ficção e o documentário, Coutinho optou pelo segundo a partir de uma breve passagem pelo programa Globo Repórter, na década de 70, quando o programa fazia grandes reportagens, até realmente documentários, de cunho mais social e menos "animais selvagens".

O seu filme Cabra Marcado para Morrer, iniciado em 1964 (interrompido por conta da ditadura militar) e finalizado em 1984, tornou-se um grande clássico do cinema brasileiro. Mais recentemente, iniciou uma fase muito produtiva com a realização seguida de cinco filmes em seis anos: Santo Forte (1999), Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004) e O Fim e o Princípio (2005). Dentro dessa trajetória de produtividade e sucesso ainda podemos destacar as obras Santa Marta: Duas Semanas no Morro (1987) e Boca de Lixo (1992), até hoje referencias.

Entre o real e a ficção, Jogo de Cena nos reforça que no cinema, ainda, o que mais importa é se contar histórias, independente do mensageiro. Eduardo Coutinho burla suas próprias regras documentais e faz um já marco do cinema documentário brasileiro.


terça-feira, 31 de maio de 2011

Teaser de "Desalmados: aleluia, salvação e glória!

MOMENTO UARÉVAA
por Freud


Tão lembrados do filme independente que o Al Lock já havia divulgado AQUI?

Então descubra agora quais membros do Uarévaa compareceram às filmagens pra ser Zumbi por um dia.

NENHUM!!! Pois é, essa cambada de preguiçosos que mora próximo das locações (Campinas) deve ter enchido a cara durante o carnaval e não apareceu pra gritar Uarévaa em "zumbi mode".. SORTE DO FILME, heheheh

A produção já tem um teaser, confira ai.



Cara, tem a pequena Maysa Zumbi no filme? Bwahahaha IMPERDÍVEL!!

Brincadeira à parte, quero mesmo conferir esse filme quando sair, espero que hajam exibições em terras cariocas. Pelas poucas cenas mostradas, parece que rola até treta com religião (para deleite do Rafael, hehehe) e se for mesmo um filme "gore com cabeça" (tronco e membros) como diz no blog oficial, vai ser interessante.

Falando no blog oficial, visite-o clicando AQUI para conheçer muito mais sobre a produção.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CinemaScope: Consciência em Longa Metragem


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgfDsCJuSCV6TGel5RQpX2JQD6KCumsls6TnDL-KQ9sZyDb61_AxA7G5J1JIqaoy4wzAPSk_DPCepHrNE7fJevjCKTyx0ohKJgyT7ccpvF8QBVBKN4BsuMsgdWXylBld6SCfN2aciwEYs/s1600/cinemascope.GIF
Na Semana da Consciência do Uarevaa, decidi mostrar alguns filmes que falam sobre vários assuntos, mas que de certa maneira mostra a reação só só entre os personagens do filme mas também com seu publico diante de certos temas que devemos ter consciência se aquilo é certo ou errado, ou descobrir de fato o que seria o certo e o errado dentro do mundo que vivemos. Alguns filmes daqui são famosos, outros nem tanto, mas é a prova que certos assuntos sérios podem chegar ao público nem a necessidade de cagar regra.


Quanto Vale ou é Por Quilo?
Ano: 2005 Direção: Sérgio Bianchi

O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma solidariedade de fachada. O filme faz uma grande crítica às ONGs e suas captações de recursos junto ao governo e empresas privadas.

Gran Torino
Ano: 2008 Diretor: Clint Eastwood

Veterano da Guerra do Vietnã e empregado aposentado da Ford vê sua vida mudar quando finalmente percebe que sua vizinhança mudou, contendo gente jovem fazendo coisas de gente experiente, imigrantes e a violência das gangues, enquanto faz amizade com um jovem vietnamita. Preconceito, economia e uma atuação ducaralho de Clint em um de seus melhores filmes recentes, na frente e atrás das cameras.

Super Size Me
Ano: 2004 Diretor: Morgan Spurlock

Numa America onde o fast food se tornou a alimentação simbolo da nação, Morgan Spurlock decide fazer um documentário falando sobre como um regime diario baseado em McDonalds pode fazer com a pessoa.Além disso, mostra uma sociedade dominada pelas marcas comercias e vitimas da pessima alimentação.

Vinhas da Ira
Ano: 1940 Diretor: John Ford


Homem sai da prisão e tem que liderar sua familia em busca de uma America tomada pela Grande Depressão Econômica.Um dos melhores filmes do diretor John Ford, vemos uma America menos bela e utópica que custuma aparecer, além de um retrato serio da de como era a vida após a quebra da bolsa de 1929.

Segunda Feira ao Sol
Ano: 2002 Diretor: Fernando Aranoa


Uma cidade costeira no norte da Espanha sofre com seu isolamento quando seus estaleiros começam a ser fechados, deixando vários trabalhadores desempregados à mercê de pequenas ocupações temporárias. Entre eles está Santa (Javier Bardem), um machão rebelde e auto-suficiente que se recusa a admitir o fracasso. Mas a verdade é que ele e seus companheiros, dos quais ele se torna uma espécie de líder, são perdedores completos, mergulhados no alcoolismo e em crises familiares.

Billy Elliot
Ano: 2000 Diretor: Stephen Daldry


Billy Elliot (Jamie Bell) um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de boxe e se dedicar de corpo e alma dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade de seu irmão e seu pai sua nova atividade. Ótima historia sobre pontos de vista e mudanças sobre o que é certo e errada para uma pessoa que começa a tomar suas primeiras decisões.

Pom Poko - A Grande Batalha dos Guaxinins
Ano: 1994 Diretor: Isao Takahata

O crescimento de Tóquio durante os anos 60 originou uma explosão urbanística nos subúrbios; montanhas foram aplanadas e florestas abatidas. Os tanuki, uma espécie de guaxinins, vêem-se ameaçados pelo desenvolvimento dos humanos: a área habitável reduz-se, bem como os recursos alimentares. A falta de comida conduz a guerras internas, mas a sabedoria dos anciões canaliza a energia e a frustração de todos os tanuki contra o inimigo comum: o Homem.Antes de James Cameron cagar o sci-fi ecologico com Avatar, boa parte das historias vindas do Studio Ghibli são sobre este temas: ficção cientifica, ecologia e tradições, como por exemplo Nausicãa e Princesa Mononoke.

Tropa de Elite 2
Ano: 2010 Diretor: José Padilha


Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho Rafael (Pedro Van Held) tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui inimigo Fraga (Irandhir Santos) ocupa posição de destaque no seio de sua família. Quem viu o filme saiu tendo grandes discuções sobre a politica no país,e os grandes estragos que o filme causaria caso chegasse antes das eleições.Já falaram muito sobre o filme aqui.

A Corrente do Bem
Ano: 2000 Direção: Mimi Leder


Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.

Bem, espero que vocês tenham curtido. Próxima semana começaremos o esquenta para o filme do Thor com... alguma coisa. Inté