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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Will Smith como Lobo?


Que, quê, como?
Pois é, leitores! Isso mesmo que você leu!
Parece que a Warner endoidou de vez!



Aí você me diz, "Will Smith como o alien mothafocka mais psicopata dos quadrinhos?" E pode, Arnaldo?
Bom, desde que eles queiram na verdade, usar de licença poética com o personagem, porque convenhamos... Will pode ser um ator foda, mas nunca vai ser um Lobo foda!


Quem descaralhou essa notícia bizarra nas internet foi o Hollywood Reporter, que disse que, por mais improvável que pareça a escolha, o papel foi oferecido ao ator. 
Mas talvez aja uma esperança, pois na verdade é que esse filme faz parte de um “pacote” de projetos oferecidos pela Warner ao ator, para que ele estude a possibilidade de escolher algum, o que muito provavelmente não acontecerá com o personagem Lobo.


Durante muito tempo, esse filme esteve sob a responsa de Joe Silver, que produziu coisas como Matrix, Duro de Matar, Máquina Mortífera e Predador, e o nome de Dwayne “The Rock” Johnson ficou ligado ao projeto, mas sem nunca ter sido confirmado oficialmente. E como Silver saiu da Warner, o projeto parece que foi engavetado.

Pô, o cara tá monstro e daria um vizú foda pro personagem,
coisa que o orelhudo do Will não iria.

Agora vamos torcer para que ele tenha juízo, não queira fazer graça, e não aceite o papel. Will já cagou muito no tema com o personagem "Hancock".

É, parece que a Warner andou ouvindo um de nossos podcasts e resolveu se mexer um pouco para colocar o projeto em andamento, de fazer filmes decentes pra DC, só que se continuar assim...


E vocês, quem escolheriam pra ser a versão live-action do Lobo?
Tenho umas ideias aqui:

Tyler Mane - Hallooween e Dentes de Sabre (X-Men)

Jeffrey Dean Morgan - Comediante (Watchmen)

Kevin Durand - Blob (X-Men)

Mickey Rourke 

Rob Zombie

Até esse mala do Undertaker serve! (Recalque do Modesti em 3,2,1...)





E pra não falar que esse post tá muito cheio de homem, toma aê uma mulézinha toda de Loba pra vocês!




segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eles vivem

“Eles vivem. Nós dormimos” 


Não é de hoje que existe uma preocupação (ainda que, infelizmente, não venha acompanhada de alguma ação) sobre a possibilidade de nós, cidadãos comuns, estarmos sendo manipulados por algum pequeno grupo que se utiliza de técnicas escusas para controlar nosso comportamento, nossa mente e nos tornar robôs sem vontade própria. De fato, isso foi e ainda é tema de diversas histórias ao longo das eras. Não sei dizer quando este tipo de “paranoia” começou, mas talvez Francis Bacon e René Descartes tenham boa responsabilidade sobre isso. O primeiro sugeria que o ser humano reconhecia o mundo “filtrado” por vários aspectos da cultura e erros cognitivos, que nos impediam de ter uma real noção do que era a realidade. Já o segundo afirmou que sequer é possível dizer que conhecemos alguma realidade, já que não podemos dar certeza da existência de qualquer coisa além da nossa própria consciência.

São conceitos bem abstratos (e dependendo do ponto de vista, até absurdos) para quem conhece de forma superficial o pensamento destes dois filósofos. Mas a questão que permanece aqui é: como podemos saber que somo realmente livres, que tomamos as decisões por nós mesmos? Como podemos saber se não estamos sendo manipulados e tudo o que acreditamos não é uma mentira?

Não dá para dizer com certeza. E a abrangência cada vez maior do acesso à informação, que tanto nos liberta quanto nos aliena, apenas aumentam as dúvidas quanto à autonomia de nossa mente. Podemos pensar em diversas técnicas e maneiras supostamente usadas por quem quer que seja para manipular a sociedade, mas talvez a mais suja delas – se funcionar – seja a mensagem subliminar.

Para quem não sabe, mensagem subliminar é toda mensagem enviada por qualquer meio de comunicação que não é captada por nossa percepção consciente, mas que ainda assim é registrada no cérebro. Bem, até aí isso não é algo tão assustador, se pensarmos que grande parte (se não a maioria) dos dados que nossos sentidos recebem do mundo são subliminares (sons, cores, etc). O problema está quando os dados são mensagens inteligíveis para o cérebro que, quando as registra, pode acabar obedecendo estas mensagens, acreditando ser vontade da própria mente.

Existem evidências científicas de que nosso cérebro percebe e assimila mensagens subliminares, mas até hoje não foram encontradas evidências que demonstrem que elas de fato influenciam o ser humano e suas atitudes. De qualquer maneira, o ponto não é técnico, mas ético: funcionando ou não, o uso de mensagens subliminares já serve como uma tática baixa e desprezível por si só. Mas independente da eficiência das mensagens subliminares, é fato que boa parte dos países possuem legislação contra essa prática (no Brasil, no entanto, não há lei que regulamente o uso de mensagens subliminares, até onde eu sei) e diversas empresas ao longo das décadas foram acusadas, condenadas e multadas por propagandas contendo mensagens subliminares.

Agora imagine um mundo onde a mídia manipula as pessoas através das mensagens subliminares. Onde cada outdoor, cada comercial de TV, cada propaganda de rádio exibe, nas entrelinhas, mensagens que nosso cérebro assimila inconscientemente e que definem nossas atitudes e nos tornam robôs a serviço de uma pequena casta de seres acima da lei que controla tudo. Não é muito difícil imaginar isso, principalmente nos dias de hoje, onde temos protestos como os movimentos Ocuppy, e onde pesquisas científicas demonstram que todo o poder econômico mundial está concentrado em algumas poucas centenas de empresas multimilionárias. Mas fico pensando o quando essa perspectiva pareceria ficção científica há 30 anos atrás, algo fora da realidade e absurdo (assim como as teorias de Bacon e Descartes), pelo menos para o cidadão comum.




As histórias de terror, assim como qualquer gênero narrativo – e também qualquer forma de arte – acaba, inevitavelmente, como um reflexo de um contexto histórico. Muitas vezes este contexto permanece atemporal, mas outras vezes o conteúdo da narrativa torna o filme datado. Não é tão comum, no entanto, que uma obra passe a se tornar cada vez mais relevante com o passar do tempo. Para mim, este é exatamente o caso do filme “Eles Vivem”.

Dirigido por John Carpenter, “Eles Vivem” mistura crítica política e social com teorias de conspiração e estética de filmes B dos anos 50 para contar a história de John Nada, um trabalhador pobre que chega a Los Angeles e encontra trabalho num edifício em construção. Durante uma estranha operação repressiva, a polícia destrói um quarteirão inteiro do bairro miserável em que vive. Na confusão, Nada encontra óculos escuros aparentemente comuns, mas ao usá-los consegue enxergar horrendas criaturas alienígenas disfarçadas de seres humanos, bem como as mensagens subliminares que elas transmitem através da mídia em geral. Nada percebe que os invasores já estão controlando o planeta e, juntamente com seu companheiro de trabalho Frank, decide se engajar no movimento de resistência, que é perseguido como subversivo pela polícia.


Quem nunca ouviu falar de “Eles Vivem” pode ler a sinopse acima e pensar que é um filme atual, mas a película foi lançada no ano de 1988, ou seja, há cerca de 25 anos atrás. Compreensivelmente, o filme amargou baixa bilheteria e não foi muito entendido pelo público da época. Mas é impressionante como o filme se encaixa perfeitamente no contexto da sociedade atual, de consumo desenfreado, manipulação midiática e turbulência econômica. É claro que os efeitos especiais hoje estão bastante datados (até porque o filme também é uma homenagem aos filmes da década de 40/50) e a estrutura narrativa do John Carpenter, a exemplo de outro filme de terror oitentista, Criaturas Atrás das Paredes (de Wes Craven), é bem diferente da linearidade às vezes maçante e do ritmo enlatado dos dias de hoje. Mas é um filme altamente recomendado, tanto para os amantes do gênero de terror quanto para aqueles que gostam de algumas doses de crítica social.


No mês que vem, um tema de ficção científica bem interessante do qual já falamos no blog algumas vezes (teve até podcast sobre), mas que pode não ser exatamente "ficção".

Curiosidades:
- O filme é escrito e dirigido por John Carpenter, mas nos créditos do filme ele assinou com o pseudônimo de Frank Armitage;
- John Carpenter retirou o personagem John Nada da HQ Alien Encounters;
- A briga entre Nada e Frank no filme deveria ter apenas 20 segundos, mas os próprios atores decidiram por brigar de verdade quando fizessem a cena, evitando apenas socos nos rostos. John Carpenter ficou tão impressionado com a cena que decidiu por mantê-la intacta no filme.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulheres Marcantes e filmes sobre suas vidas

"A vida é um desdobramento e, quanto mais viajamos, mais verdade pode ser compreendida. Entender as coisas que estão na sua porta é a melhor preparação para entender aquelas que estão além dela."
Hipátia (355-415)



Como hoje é o Dia Internacional da Mulher, resolvi fazer este post em homenagem a elas. É um post tímido, confesso; a lista poderia ser muito maior, e eu poderia falar muito mais sobre estas grandes mulheres. Mas acredito que valha mesmo assim, seja para os homens que precisam aprender que uma mulher não se resume aos esteriótipos que a mídia enfia goela abaixo, seja para as mulheres que precisam de um pouco de inspiração e força em suas vidas.

Marylin Monroe
Norma Jeane Mortenson, mais conhecida como Marilyn Monroe, é talvez a atriz mais conhecida em todo o mundo e um ícone do show business no século XX. Uma mulher que teve uma infância difícil e trágica, e conseguiu se reinventar e alcançar o sonho de muitas mulheres. Fez filmes, arrebatou corações e até ficou amiga do presidente Kennedy (alguns dizem que foi muito mais). Embora Marilyn seja conhecida por seus atributos físicos (certamente era uma mulher linda), ela era muito mais do que isso.

Filme: A Verdadeira História de Marylin Monroe (Norma Jean and Marylin, no original)
Existem alguns filmes sobre a vida da Marylin Monroe, mas este eu acho particularmente bom porque dá uma visão interessante sobre a atriz, dividida em dois momentos, como Norma Jean (grafado errado) e como Marylin Monroe. A divisão é interessante por que coloca duas atrizes diferentes para encarnar cada uma delas: Ashley Judd é Norma Jean e Mira Sorvino é Marylin.





Anneliese Michel
Bem, esta é uma história bem triste, e fiquei pensando se colocaria aqui. Mas achei que a pobre Anneliese merecia esta homenagem. Ela é mais conhecida como a "Emily Rose", a menina que achava que estava possuída por demônios e morreu durante uma sessão de exorcismo. O caso ficou famoso por que os padres responsáveis pelo exorcismo foram condenados por negligência. Parece estranho citar um caso que inspirou um filme de terror, mas a vida de Anneliese é um ótimo exemplo do como o pensamento sobrenatural pode prejudicar uma pessoa que tem problemas.

Filme: Requiem
Este filme alemão é uma visão mais realista e apurada da história de Anneliese Michel, e ao invés de focar na parte sensacionalista (o exorcismo propriamente dito ou o julgamento dos padres), conta a vida da jovem e quando ela começou a ter tais problemas, até o momento em que ela decide passar pelo ritual de exorcismo. É um filme triste, muito triste mesmo, mas ao mesmo tempo muito bonito. Sandra Huller, atriz que interpretou Anneliese, ganhou prêmio por sua atuação (e merecido).





Jill Cornell Tarter
Não teria como não colocar alguma mulher da ciência nesta lista. Eu poderia, é claro, citar muitas outras (como Marie Curie), mas como o post é sobre mulheres que tem filmes sobre suas vidas, não dá para esquecer de Jill Cornell Tarter, astrônoma americana ganhadora de diversos prêmios e que hoje está com 69 anos. Suas maiores contribuições à astronomia estão na busca por vida extraterrestre.

Filme: Contato (Contact)
Bem, Contato não é um filme sobre a vida de Tarter, mas Carl Sagan declarou que a personagem do livro é profundamente inspirada na cientista e na busca de sua vida, a busca por contato com outras civilizações alienígenas.








Violeta Parra
Compositora, cantora, artista plástica e ceramista, Violeta Parra é uma importante folclorista e fundadora da música popular chilena. A vida de Violeta Parra foi calcada pela busca incessante em manter viva a cultura Chilena. Era uma mulher de personalidade forte, determinada, e com isso ela conseguiu colocar a música chilena no mapa mundial, chegando até a expor suas obras no Louvre. Uma mulher fantástica e com um legado impressionante.

Filme: Violeta foi para o Céu (Violeta se fue a los cielos, no original)
Neste filme bastante complexo, que vai e volta no tempo, ficamos conhecendo a complicada vida de Violeta Parra e sua visão de mundo. Seus relacionamentos, seu temperamento difícil e sua contribuição para a música chilena estão todos retratados neste filme muito bacana.




Hipátia de Alexandria
Filósofa neoplatônica, Astrônoma, Matemática e professora, Hipátia foi uma mulher extraordinária. Num mundo predominantemente masculino, ela se destacou como uma mulher respeitada. Num mundo onde a religião cristã estava dominando o mundo, ela foi ateia, contrariando inclusive os antigos (que era pagãos, mas acreditavam em deuses). Uma mulher que se envolveu com arte, religião, ciência e política, e foi assassinada provavelmente por conta deste conjunto de fatores.

Filme: Alexandria (Ágora, no original)
Este filme retrata a vida de Hipátia e sua relação com a época em que vivia, o fim do período Helenístico da Grécia Antiga e o advento e oficialização do cristianismo perante o Império Romano. Embora muitos critiquem o filme por ser "anticristão", é uma excelente história sobre fundamentalismo e uma boa representação (embora não exatamente fiel) do contexto histórico da época, e da influência que Hipátia teve em seu tempo.



Bem, sei que há muitas outras mulheres que poderiam ser citadas aqui (e vocês podem citar outras nos comentários). Mas espero que as vidas destas 5 mulheres seja uma inspiração para outras, para que continuem lutando e não se entreguem facilmente. Que busquem realizar seus sonhos e que, seja quem forem, sejam quem vocês quiserem.

Feliz Dia da Mulher!

terça-feira, 20 de março de 2012

John Carter - Entre Dois Mundos

 Uaréview
Por Vini


Baseado no clássico romance 'A Princesa de Marte' de Edgar Rice Burroughs, o filme John Carter – Entre Dois Mundos’, que estreou no último dia 9/03, traz o peso de ser o pontapé inicial para uma nova franquia para os estúdios da Walt Disney, mas será que essa adaptação cinematográfica de um dos livros de John Carter de Marte irá cair no gosto do público, e melhor dizendo, será que ele conseguirá se pagar para que seja dada mesmo a continuidade nessa franquia?

É o que podemos descobrir juntos, depois de algumas considerações com essa resenha!



A história de John Carter no cinema é curiosa. Já houveram várias tentativas de levar o personagem a grande tela e reza a lenda que esse projeto começou nos idos de 1930! Ele até teve um filme lançado diretamente para vídeo, em 2009, chamado Princess of Mars.
Podemos até dizer que alguns filmes foram inspirados em John Carter of Mars, como: Superman, Flash Gordon, Star Wars, Dune, Avatar, etc. 
Nomes como Robert Rodriguez (Sin City) e Jon Favreau (Homem de Ferro) já estiveram envolvidos com o personagem.

Mas foi em 2007 que, aproveitando um furo da Paramount, que detinha os direitos sobre a obra, a Disney entrou na parada e jogou, agora em 2012, a responsabilidade nas mãos do grande e premiado estúdio Pixar para que eles fizessem seu primeiro longa-metragem estrelado por atores reais, ao contrário dos já famosos filmes em animação dos quais eles já estavam acostumados a produzir.


Com direção de Andrew Stanton (Wall-E, Procurando Nemo), John Carter - Entre Dois Mundos mostrava ser um grande blockbuster! Mas ainda restavam algumas dúvidas... O filme que parecia seguir alguns elementos de filmes recentes como Conan - O Bárbaro, Fúria de Titãs e Prince of Persia, sinceramente me preocupava quanto a qualidade no roteiro, e durante os primeiros dos 132 minutos de filme, confesso que ainda não havia sacado se o filme conseguiria dar a volta nesse que é um dos maiores problemas atuais do cinema americano.
Parecia que as coisas estavam sendo contadas de uma maneira muito corrida no começo, pois o filme já começa com um embate aéreo entre duas "castas" de uma raça marciana, mas essa sensação logo passou. E deu para perceber aquilo que todo mundo já sabe, quando tem dedo da Pixar em alguma coisa é impossível que o roteiro ou o envolvimento na história seja deixado de lado, por mais que o mundo criado pelos caras seja tão fantástico (com vistas espetaculares, arquitetura suntuosa e personagens marcantes), que já valeriam o ingresso.


John Carter, não conseguiu ser o melhor filme feito pela Pixar, porém como primeiro trabalho nessa linha, com certeza, terá espaço para tentar algo mais grandioso num próximo!
Talvez pelo fato do personagem ter uma história meio complexa, por seus detalhes e anos de aventuras, fica complicado dela ser contada em apenas um filme, mas uma coisa que reparei é que, ao contrário de filmes da Disney como por exemplo, Piratas do Caribe, que também se valem de grandes efeitos especiais e cenários fantásticos, John Carter não depende de um "Capitão Jack Sparrow" para ser bom. É aí que ele se destaca!
Me pareceu que a trama foi muito bem cuidada e foram respeitados todos os elementos dos quais Borroughs tratava em seus livros. O mais curioso é que não se valeram de todo nosso conhecimento atual em engenharia e tecnologia para fazer as aeronaves e armas, fazendo com que o filme ficasse com um aspecto futurista demais, pelo contrário, pode-se dizer que o tão em voga modelo de tecnologia "steampunk", foi amplamente utilizado e de maneira com que tudo se encaixasse perfeitamente!
O figurino também é bem interessante e vai na vibe de filmes de fantasia como uma mistura de Nárnia, Senhor dos Anéis e Fúria de Titãs.
Ao contrário de Avatar, que mostra um cenário fantástico demais, mas com um roteiro nada convincente, o filme parece ter cumprido sua meta, ter aspectos extraordinários, personagens bem construidos, ótimos efeitos, boa história e acima de tudo, muito divertido!


Taylor Kitsch, mais conhecido pela sua atuação em Wolverine: Origins, no papel de Gambit se mostrou competente no papel do protagonista. Sua história dentro do filme é feita de forma não linear, envolvendo alguns saltos temporais de memória, o que deixou o clima do filme mais envolvente para o espectador, que ficava mais curioso a cada take de sua vida pregressa na Terra. A princesa Dejah Thoris foi feita pela bela atriz Lynn Collins, que também participou do fracassado filme do mutante com garras de adamantium, fazendo o papel de Raposa Prateada.

 

O marciano Tars Tarkas, feito por Willem Dafoe, agrada bastante e suas expressões faciais e corporais, assim como dos outros personagens marcianos feitos em CG, estão perfeitas! Assim como todos os movimentos e trejeitos caninos do alívio cômico e certamente o "queridinho" da criançada no filme, o grande cachorrão alienígena Woola.


Gostaria de ter assistido em 3D IMAX, algo que com certeza ampliou a experiência para alguns espectadores, mas infelizmente não consegui pegar o horário para essa sessão.

A Disney prometeu uma trilogia baseada na série Barsoom (como é chamado o planeta Marte na língua nativa), que teve 11 livros escritos. Mas isso, só se o filme superar a marca de pelo menos 700 milhões de doletas, pouco mais da metade do custo de produção que foi de 250 milhões. O que parece estar sendo uma missão impossível, visto a bilheteria nos EUA.
Seria legal se tivessemos pelo menos mais um filme da série nos cinemas. Quem sabe esse consiga ser aquilo que James Cameron tentou com seu Avatar, uma nova franquia que possa figurar entre os grandes filmes de ficção científica, assim como a primeira e clássica trilogia Star Wars de George Lucas
Filme recomendadíssimo!





Nota: 8



Curiosidades:

  • Michael Chabon, que ganhou o Pulitzer de Literatura por seu livro The Amazing Adventures of Kavalier and Clay, é um dos escritores do roteiro.
  • 2012 marca o 100º. aniversário do personagem John Carter, o herói espacial original apresentado na série Barsoom, de Edgar Rice Burroughs.
  • Desde 1935, vários cineastas tentaram fazer filmes baseados no livro A Princesa de Marte - o primeiro teria sido um longa de animação de Bob Clampett e se tivesse sido feito, o filme teria sido o primeiro longa-metragem de animação norte-americano, anterior a Branca de Neve e os Sete Anões da Disney.
  • Em 5 de junho de 2010, a equipe que trabalhava numa das locações, na cidade de Utah, encontrou um grande osso no solo, que mais tarde foi confirmado como sendo de fato um fêmur ou uma omoplata de um Sauropode, um dinossauro que poderia ter mais de 18 metros de comprimento. Para as cenas de batalhas entre os Zodangans e os Heliumites, mais de mil figurantes receberam bronzeamento em um tom pouco mais escuro do comum.
  • A tipografia antiga barsoomiana esculpida nas paredes dos templos sagrados no filme seguiram desenhos originais de marcas de fato encontradas na superfície do planeta Marte.
  • Trabalhando a partir da fonte original do material, um linguista foi contratado para criar todo um idioma Thark marciano, usando apenas algumas palavras mencionadas nos livros de Edgar Rice Burroughs.
  • Em Utah, existe um pequeno centro espacial chamado Mars Society Desert Research Station, que estuda a desértica área que dizem ter a geologia e a biologia (!?!) semelhante a Marte.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CinemaScope: Confronto de Cowboys!


Com a chegada de Cowboys & Aliens nos cinemas brasileiros, o CinemaScope relembra os grandes confrontos de Cowboys e qualquer coisa bizarra ou não que eles encontram pela frente. Dos mais tradicionais aos mais estilizados, os confrontos vocês podem ver abaixo.


Cowboys Vs Cowboys
Dos muitos confrontos entre cowboys existentes na história do cinema, um dos mais marcantes sobre a participação do duelo na trama sem sombra de duvidas apareceu em Matar ou Morrer (High Noon), filme de 1952 estrelado por Gary Cooper. Baseado no conto chamado 'Estrela de Prata', o xerife Will Kane(Cooper) tem que encarar, no dia de seu casamento, a volta de seu maior inimigo, o criminoso chamado 'goddamn' Frank Miller (Ian MacDonald - e eu não resisti a piada), que marcou um duelo ao meio dia para acertar sua vingança, enquanto Kane tem que encarar a esclha moral de enfrentar o bandido que uma vez prendeu para proteger sua cidade covarde, ou finalmente começar a ter uma nova vida com sua esposa.

Cowboys Vs Samurais Estilizados
Um dos novos clássicos do diretor Takashi Miike, e mais um dos filmes da leva de Westerns Orientais, do qual já falei anteriormente. Descendentes da uma antiga guerra feudau no Japão, dois clãs dominam uma cidade atrás de seu ouro. O clã vermelho, perdedor da grande guerra, busca recuperar a glóri perdida, enquanto o clã branco, com seu lider que tem grande respeito pelos samurais e a partir disso criou um estilo próprio, toma o poder novamente dos vermelhor. Com a chegada de um misterioso pistoleiro (Hideaki Itô) e de uma arma que pode mudar o destino da guerra, os dois clãs entram em um confronto definitivo.

Cowboy Zumbi Vs Cowboy Zumbi
O horror, o horror. Sempre nos providenciando idéias geniais.Na Casa do Espanto 2(House II: The Second Story), sequencia do clássico cult entre os fãs de terror, 3 jovens entram numa casa abandonada (como sempre) recém adquirida e encontra um velho zumbi minerador apelidado pelos garotos de Gramps (Royal Dano). Gramps e seu sócio, Slim(Dean Cleverdon) enquanto percorriam o velho oeste, encontraram uma caveira mística asteca (bem antes de George Lucas ter a idéia) que lhes dava imortalidade. Só que Slim fica doido com todo poder recebido e Gramps assume a responsabilidade de impedir que ele cause mais estragos.



Cowboy Ciborgue Vs Humanidade
Num parque temático onde andróides são a atração principal, um cowboy sai fora de controle e duas pessoas tem que sobrevive ao ataque do Pistoleiro Cibernético. Um clássico do sci-fi, que influenciou até mesmo o Exterminador do Futuro, e pioneiro por misturar o western com um genêro tão oposto quanto a ficção cientifica e ter feito isso seriamente, Westworld - Onde Ninguem tem Alma ainda traz uma ótima interpretação de Yul Brynner.

Cowboys Vs Vampiros
Dracula sai da Transivânia direto para os Estados Unidos porcurando carne fresca na nova terra do amanhã: O Velho Oeste! Após seguidos assasinatos, de índios e caras-pálidas, o Conde decide seduzir uma jovem moça numa viagem de trem e torná-la sua nova esposa. Mas essa garota é esperada por alguem na estação por nada mais nada menos que pelo lendário pistoleiro Billy The Kid! Agora Billy terá que salvar sua sobrinha de se tornar mais uma das criaturas da noite! Clássico trash de primeira, com o veterano ator John Carradine interpretando Dracula.

Cowboys Vs DA NINDJAAAAAAAAAAAAS!
ENTER DA NINDJAAAAAAAAAAAAAAAA! Em The Warrior Way, o filme mais recente da lista, vemos um NINDJAAAA que decide abandonar o seu clã e buscar iluminação espiritual no velho oeste.Só que logo na cidade onde ele foi parar, um grupo de pistoleiro decide dominar a cidade, enquanto seu antigo clã se aproxima mais de sua localização, obrigando o guerreiro a lutar novamente.No elenco temos Kate Bosworth, Geoffrey Rush, Danny Huston e Dong-gun Jang no papel principal.

Por hoje acabou, até a proxima! Eu resenhei a algum tempo a HQ Cowboys & Aliens, quem quiser dar uma olhada, só clicar aqui.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CinemaScope: Grandes Macacos (ou não) do Cinema



Com a chegada de Planeta dos Macacos - A Origem no cinemas, não falarei sobre os filmes antigos da serie, porque infelizmente não deu tempo de assistir nenhum dos filmes até a data do lançamento.Então decidi citar alguns dos grandes simíos da historia do cinema, mas não necessariamente são aqueles realmente importantes.Continua abaixo:





O Trapalhão no Planalto dos Macacos - Obvio que na semana que chega mais um exemplar do Planeta dos Macacos, obvio que comentarei sobre a versão brasileira. Conde (Didi),Alex(Dedé) e o guarda Azevedo(Mussum) passam por altas confusões na Sessão da Tarde quando eles chegam numa terra onde macacaos evoluidos dominam e escravizam os humanos.Filme dirigido por J.B. Tanko, lenda e grande contruibuidor do cinema nacional.



O Filho de Kong - Sim, o King Kong clássico, da RKO, teve realmente uma sequência, e desa vez não é nenhuma pegadinha do Peter Jackson. A história se passa exatamente 1 mês depois que o King Kong morre em Nova York.Indo a falência por causa dos inumeros processor por causa da destruição de Kong, o diretor Carl Denham (novamente feito por Robert Armstrong) foge da Big Apple e vai a Asia, onde encontra a pessoa que lhe deu o mapa da Ilha da Caveira. Retornando ao local, eles descobrem o filho albino de Kong, conhecido como Kiko.



Poderoso Joe - O que poderia ser lembrado como uma cópia de King Kong acabou se tornando um dos grandes clássicos em relação a efeitos especias, já que Marcel Delgado(que trabalhou em King Kong)e Ray Harryhausen trabalharam juntos, que fez garantir um dos primeiros Oscars de efeitos especiais em 1949/1950, por causa de seus impressionantes movimentos de stop motion.A história conta quando é descoberto na Africa um gorila gigante (mas não tão grande quanto King Kong)é levado a Hollywood para se tornar um astro, mas constante abuso ao animal fez a fera interior voltar a ativa. No remake de 1998, com a perfeição chamada Charlize Theron, a história, com Joe sendo levado da Africa à uma reserva de proteção na California, mas se tornando um popstar e sendo perseguido por inimigos que o querem ver morto.







Congo - Baseado no livro de Michael Crichton, o mesmo criador de Jurrasic Park. Após uma nova tecnologia de comunicações baseada em diamantes falha, causando a morte do personagem de Bruce Campbell (que sempre fica pouco tempo de tela em filmes grandes), uma equipe enviada a Africa em busca da causa desse acidente e de quebra em busca de um diamante azul raro que pode render rios de grana a empresa.Entre as pessoas dessa euipe de busca, está um primatologista que conseguiu fazer que os simíos se comunicarem com humanos através de tecnologia, levando a jovem gorila Amy para a aventura, sem saber que ela pode ser de grande ajuda para decifrar quem é o inimigo a espreita....



Meu Pequeno Ladrão - Um dos grandes clássicos (pelo menos pra mim) da Sessão da Tarde, antes de virar a merda que é hoje em dia.Um macaquinho ladrão do qual pertencia a Azro (Harvey Keitel) vai parar na casa da jovem Eva (Thora Birch) , que passar a tratar como seu bichinho de estimação. Ligou o nome da garotinha a alguem? Deveria, pois Thora Birch cresceu e se tornou a atriz principal da adaptação da HQ Indie 'Ghost World' e a filha de Kevin Spacey em 'Beleza Americana', além de ter se tornado um mulherão.













Menção honrosa: Chita, do Tarzan - Um dos primeiros sideckicks da história do mundo pop, Chita não é só a parceira inseparavel do Tarzan, mas um ícone hollywoodiano, que tem até sua própria estrela na calçada da fama. Feita por mais de 14 macacos, 1 chipanzé e 1 humano, a Chita mais velha nasceu em 1031 e está viva até hoje, com seus quase 80 anos de vida (!!!). Uma biografria ficcional da personagem foi lançada a poucos anos atrás. Curiosidade: Chita nunca existiu nos livros do Tarzan.



E pra não falarem que não falei do Planeta dos Macacos clássico, um grafico qu explica tudo que você tem que saber sobre a cinessérie (exceto o filme do Tim Burton).



Até a proxima pessoal!