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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Rosa

CURTA VOCÊ TAMBÉM
por Rafael Rodrigues

Que comece a colheita



Em um futuro pós-apocalíptico onde toda vida natural desapareceu, um ciborgue chamado Rosa desperta, para logo descobrir que não é a única entidade por perto e deverá lutar por sua sobrevivência.

O curta é realmente bem impressionante, especialmente considerando que foi feito pelo quadrinista espanhol Jesus Orellana, que aprendeu sozinho a trabalhar com um programa de modelagem 3D e desenvolveu este curta sem orçamento nenhum. Tanto que o cara já tá popular em tudo quanto é festival de cinema ao redor do mundo.

Vale a pena conferir o esforço do cara, pois o vídeo é muito bacana, confiram aí:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CinemaScope: Confronto de Cowboys!


Com a chegada de Cowboys & Aliens nos cinemas brasileiros, o CinemaScope relembra os grandes confrontos de Cowboys e qualquer coisa bizarra ou não que eles encontram pela frente. Dos mais tradicionais aos mais estilizados, os confrontos vocês podem ver abaixo.


Cowboys Vs Cowboys
Dos muitos confrontos entre cowboys existentes na história do cinema, um dos mais marcantes sobre a participação do duelo na trama sem sombra de duvidas apareceu em Matar ou Morrer (High Noon), filme de 1952 estrelado por Gary Cooper. Baseado no conto chamado 'Estrela de Prata', o xerife Will Kane(Cooper) tem que encarar, no dia de seu casamento, a volta de seu maior inimigo, o criminoso chamado 'goddamn' Frank Miller (Ian MacDonald - e eu não resisti a piada), que marcou um duelo ao meio dia para acertar sua vingança, enquanto Kane tem que encarar a esclha moral de enfrentar o bandido que uma vez prendeu para proteger sua cidade covarde, ou finalmente começar a ter uma nova vida com sua esposa.

Cowboys Vs Samurais Estilizados
Um dos novos clássicos do diretor Takashi Miike, e mais um dos filmes da leva de Westerns Orientais, do qual já falei anteriormente. Descendentes da uma antiga guerra feudau no Japão, dois clãs dominam uma cidade atrás de seu ouro. O clã vermelho, perdedor da grande guerra, busca recuperar a glóri perdida, enquanto o clã branco, com seu lider que tem grande respeito pelos samurais e a partir disso criou um estilo próprio, toma o poder novamente dos vermelhor. Com a chegada de um misterioso pistoleiro (Hideaki Itô) e de uma arma que pode mudar o destino da guerra, os dois clãs entram em um confronto definitivo.

Cowboy Zumbi Vs Cowboy Zumbi
O horror, o horror. Sempre nos providenciando idéias geniais.Na Casa do Espanto 2(House II: The Second Story), sequencia do clássico cult entre os fãs de terror, 3 jovens entram numa casa abandonada (como sempre) recém adquirida e encontra um velho zumbi minerador apelidado pelos garotos de Gramps (Royal Dano). Gramps e seu sócio, Slim(Dean Cleverdon) enquanto percorriam o velho oeste, encontraram uma caveira mística asteca (bem antes de George Lucas ter a idéia) que lhes dava imortalidade. Só que Slim fica doido com todo poder recebido e Gramps assume a responsabilidade de impedir que ele cause mais estragos.



Cowboy Ciborgue Vs Humanidade
Num parque temático onde andróides são a atração principal, um cowboy sai fora de controle e duas pessoas tem que sobrevive ao ataque do Pistoleiro Cibernético. Um clássico do sci-fi, que influenciou até mesmo o Exterminador do Futuro, e pioneiro por misturar o western com um genêro tão oposto quanto a ficção cientifica e ter feito isso seriamente, Westworld - Onde Ninguem tem Alma ainda traz uma ótima interpretação de Yul Brynner.

Cowboys Vs Vampiros
Dracula sai da Transivânia direto para os Estados Unidos porcurando carne fresca na nova terra do amanhã: O Velho Oeste! Após seguidos assasinatos, de índios e caras-pálidas, o Conde decide seduzir uma jovem moça numa viagem de trem e torná-la sua nova esposa. Mas essa garota é esperada por alguem na estação por nada mais nada menos que pelo lendário pistoleiro Billy The Kid! Agora Billy terá que salvar sua sobrinha de se tornar mais uma das criaturas da noite! Clássico trash de primeira, com o veterano ator John Carradine interpretando Dracula.

Cowboys Vs DA NINDJAAAAAAAAAAAAS!
ENTER DA NINDJAAAAAAAAAAAAAAAA! Em The Warrior Way, o filme mais recente da lista, vemos um NINDJAAAA que decide abandonar o seu clã e buscar iluminação espiritual no velho oeste.Só que logo na cidade onde ele foi parar, um grupo de pistoleiro decide dominar a cidade, enquanto seu antigo clã se aproxima mais de sua localização, obrigando o guerreiro a lutar novamente.No elenco temos Kate Bosworth, Geoffrey Rush, Danny Huston e Dong-gun Jang no papel principal.

Por hoje acabou, até a proxima! Eu resenhei a algum tempo a HQ Cowboys & Aliens, quem quiser dar uma olhada, só clicar aqui.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CinemaScope: Grandes Macacos (ou não) do Cinema



Com a chegada de Planeta dos Macacos - A Origem no cinemas, não falarei sobre os filmes antigos da serie, porque infelizmente não deu tempo de assistir nenhum dos filmes até a data do lançamento.Então decidi citar alguns dos grandes simíos da historia do cinema, mas não necessariamente são aqueles realmente importantes.Continua abaixo:





O Trapalhão no Planalto dos Macacos - Obvio que na semana que chega mais um exemplar do Planeta dos Macacos, obvio que comentarei sobre a versão brasileira. Conde (Didi),Alex(Dedé) e o guarda Azevedo(Mussum) passam por altas confusões na Sessão da Tarde quando eles chegam numa terra onde macacaos evoluidos dominam e escravizam os humanos.Filme dirigido por J.B. Tanko, lenda e grande contruibuidor do cinema nacional.



O Filho de Kong - Sim, o King Kong clássico, da RKO, teve realmente uma sequência, e desa vez não é nenhuma pegadinha do Peter Jackson. A história se passa exatamente 1 mês depois que o King Kong morre em Nova York.Indo a falência por causa dos inumeros processor por causa da destruição de Kong, o diretor Carl Denham (novamente feito por Robert Armstrong) foge da Big Apple e vai a Asia, onde encontra a pessoa que lhe deu o mapa da Ilha da Caveira. Retornando ao local, eles descobrem o filho albino de Kong, conhecido como Kiko.



Poderoso Joe - O que poderia ser lembrado como uma cópia de King Kong acabou se tornando um dos grandes clássicos em relação a efeitos especias, já que Marcel Delgado(que trabalhou em King Kong)e Ray Harryhausen trabalharam juntos, que fez garantir um dos primeiros Oscars de efeitos especiais em 1949/1950, por causa de seus impressionantes movimentos de stop motion.A história conta quando é descoberto na Africa um gorila gigante (mas não tão grande quanto King Kong)é levado a Hollywood para se tornar um astro, mas constante abuso ao animal fez a fera interior voltar a ativa. No remake de 1998, com a perfeição chamada Charlize Theron, a história, com Joe sendo levado da Africa à uma reserva de proteção na California, mas se tornando um popstar e sendo perseguido por inimigos que o querem ver morto.







Congo - Baseado no livro de Michael Crichton, o mesmo criador de Jurrasic Park. Após uma nova tecnologia de comunicações baseada em diamantes falha, causando a morte do personagem de Bruce Campbell (que sempre fica pouco tempo de tela em filmes grandes), uma equipe enviada a Africa em busca da causa desse acidente e de quebra em busca de um diamante azul raro que pode render rios de grana a empresa.Entre as pessoas dessa euipe de busca, está um primatologista que conseguiu fazer que os simíos se comunicarem com humanos através de tecnologia, levando a jovem gorila Amy para a aventura, sem saber que ela pode ser de grande ajuda para decifrar quem é o inimigo a espreita....



Meu Pequeno Ladrão - Um dos grandes clássicos (pelo menos pra mim) da Sessão da Tarde, antes de virar a merda que é hoje em dia.Um macaquinho ladrão do qual pertencia a Azro (Harvey Keitel) vai parar na casa da jovem Eva (Thora Birch) , que passar a tratar como seu bichinho de estimação. Ligou o nome da garotinha a alguem? Deveria, pois Thora Birch cresceu e se tornou a atriz principal da adaptação da HQ Indie 'Ghost World' e a filha de Kevin Spacey em 'Beleza Americana', além de ter se tornado um mulherão.













Menção honrosa: Chita, do Tarzan - Um dos primeiros sideckicks da história do mundo pop, Chita não é só a parceira inseparavel do Tarzan, mas um ícone hollywoodiano, que tem até sua própria estrela na calçada da fama. Feita por mais de 14 macacos, 1 chipanzé e 1 humano, a Chita mais velha nasceu em 1031 e está viva até hoje, com seus quase 80 anos de vida (!!!). Uma biografria ficcional da personagem foi lançada a poucos anos atrás. Curiosidade: Chita nunca existiu nos livros do Tarzan.



E pra não falarem que não falei do Planeta dos Macacos clássico, um grafico qu explica tudo que você tem que saber sobre a cinessérie (exceto o filme do Tim Burton).



Até a proxima pessoal!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lanterna Verde - O Filme


Uaréview
Por Monitor


Finalmente, depois de quase dois meses de atraso, o primiro filme grande da Warner/DC Comics sem ser um Batman e Superman chega as telas, e com muita coisa sendo colocada em jogo. Por causa da performance abaixo do esperado em sua bilheteria, muitos acusam do filme ter sido ruim. É verdade ou mentira? Veja o que esse humilde escriba tem a dizer.Pode conter pequenos spoilers pelo caminho, mas já está clinicamente comprovado que isso faz bem, então seguiremos em frente.


Bem, antes de mais nada, a história: No espaço, uma nave cai num planeta e seus tripulantes sem querer acordam a entidade conhecida como Parallax (voz de Clancy Brown, veterano com trabalhos na DC Animada), um antigo Guardião de OA que foi tomado pela impureza amarela do medo. Os Guardiões de OA criaram muito tempo a Tropa dos Lanternas Verdes, protetores intergaláticos que se utilizam da energia verde da força de vontade para policiar a galáxia.Enquanto Parallax destroi civilzações inteiro, a criatura encontra seu carcereiro, o Lanterna Abin Sur (Temuera Morrison), que logo após ser abatido em combate, se dirige a Terra a procura de um substituto para a Tropa.

Na Terra, o piloto de testes Hal Jordan (Ryan Reynolds) tem passado um dia difícil. Após comprovar que os novos jatos com inteligencia artifical não são bons o suficiente, quase cancelando o contrato da empresa da qual trabalha com a aeronaútica, ainda sofre a pressão de sua melhor amiga/nova chefe e amizade colorida Carol Ferris (Blake Lively), e o descontentamento de sua família com suas ações precipitadas. O trauma da morte de seu pai o fez irresponsavél e recluso, com medo sempre de se comprometer a alguem e alguma coisa.Mas quando o moribundo alien Abin Sur lhe oferece a chance de entrar na Tropa dos Lanternas Verdes, sua chance de assumir suas fraquezas e crescer como pessoas finalmente chega.

No caso a questão principal do filme é como lidamos com o medo, e por assumirmos nossas fraquezas nos tornamos mais fortes, havendo aí grande ligação com as revistas que estão sendo escritas por anos por gente como Geoff Jonhs e Peter Tomasi. Assumir que nos temos medo não nos torna mais fracos, mas se entregar ao medo nos destrói por dentro. Ter sentimentos é bom, pois ajuda a fazer encarar nossas escolhas sem elas nos dominarem e virarmos escravas dela.

Sinestro (Mark Strong) não crê quando os Lanternas, unidos, não conseguem derrotar Parallax de cara, e junto com a omissão completa dos Guardiões faz a criação do primeiro anel de energia amarela, na tentativa de se utilizar fogo contra fogo.Hector Hammond (Peter Saasgard) se mantém distante e alienado de tudo e de todos, e não procura realizar seus desejos, como revelar seu amor, mas também é passivo demais para tomar uma atitude contra aquilo que ele não gosta.Quando Parallax o infecta, todo o ódio interior é exposto, assim como sua recém habilidades telepáticas. Hal, por seu medo de se comprimissar e machucar aqueles que o ama, mantém as pessoas distantes dele graças a sua arrogância, escudo de sua personalidade pra não se envolver.Com o anel, ele é obrigado a fazer escolhas que os reconecta com as pessoas que ele ama e assumir que tem medo de ficar a sombra(e das falhas) do pai para sempre.

Apesar de não ter muitas citações ao resto do Universo DC, exceto uma citação sobre Adam Strange, que parece ser amigo de Hector, a presença da Amanda Waller(Angela Bassett) é bacana pros fãs, dando pistas que realmente pode haver mais coisas escondidas naquele mundo do que os filmes deixam pensar, já que aparentemente ese filme também segue o padrão Nolan de "ficar na sua". Mas me faz pensar como esses mundos poderiam se interligar depois, num World's Finest ou no lendário filme da Liga da Justiça, mas cago regra sobre isso em outra oportunidade.Citando raidamente, os efeitos especias e o 3D dentro do filme empolgam, o dinheiro a mais investido nosso valeu a pena.

Um dos grandes momentos engraçados do filme é quando a cena clássica do "herói encontra mocinha depois do resgate" (num estilo bem Superman do Donner) é sacaneada com a descoberta relampago da identidade do lanterna Verde por Carol. Apesar do ator principal do filme ser conhecido mais pelos seus papéis de comédia, os momentos engraçados do filme são coesos e não estragam os momentos de drama.

Sobre Parallax, a cena dele atacando Coast City é maravilhosa, pois mostra sua principal influência para o conceito do filme (a cortina de fumaça que tomou Nova York no 11 de setembro) e mostra bastante ele como um ser de energia sólida, que pode ser repartido e expandido, tendo assim motivos para que um pedaço dele (que funciona como uma bactéria) cause estrago, além do mesmo poder rastrear sua energia. Mas não é só de dor fisícas que ele é capaz, mas Parallax é como se fosse um demônio falando no seu ouvido, te desanimando, alimentando da sua fraqueza de espirito.E também dá a entender que pode existir vários Parallaxes (existe essa palavra?) no momento que a energia amarela possui um corpo, possibilitanto ver um dia Hal Jordan como Parallax também.

Sobre o elenco, me surpreendi bastante com Blake Lively, que nas propagandas era tão expressiva quando uma porta, mas no filme está excelente como Carol Ferris, sendo terna e madura quando ela tem de ser. Sinestro está impecável com Mark Strong, e Peter saasgard, mesmo limitado por uma das desvantgens do filme do qual falarei mais abaixo, fez uma interpretação muito boa como Hector Hammond, sendo um stalker sem amor próprio dentro do corpo de um gênio.Ryan Reynolds prova-se uma escolha acertada como Hal Jordan.

Falamos sobre as vantagens, agora vamos as desvantagens do filme.Apesar de ter sido exageradas por muitos, elas existem no filme. A primeira delas é o fato do primeiro ato do filme ser corrido demais. Ele te passa informações básicas dos personagens mas não as aprofunda como deveria, e pela futura versão estendida que sairá no Blu Ray, parece que tinha espaço pra isso. Segundo, o plot da Ferris Enterprise é resolvido muito por alto, seria melhor ver Carol Ferris colocando a mão na massa.

O terceiro e mais agravante defeito é ele não ter abraçado a estranheza do projeto. Você praticamente não vê os aliens no filme, você não vai a outros planetas, não explora o espaço. E o filme foi vendido como se uma um furacão de alienigenas reunidos, sendo que nenhum deles aparece de fato no filme fazendo algo, ou interagindo com Hal.Kilowog (Michael Clake Duncan) e Tomar-Re (Geoffrey Rush) aparecem rapidamente quando Jordan é treinado e só volta no filme do filme. Espero que, caso a sequência for ver a luz do dia, que mantenha Hal Jordan no espaço, porque isso castrou e muito a escala épica do filme.

No fim das contas, como poderiamos definir o filme do Lanterna Verde? Um filme bo, ruim, mediano? Pra mim, apesar de ter problemas sérios, foi uma experiência divertida e uma adaptação válida do personagem, que merece uma segunda chance nas telonas. Martin Campbell fez um bom trabalho, mas precisamos de alguem que entenda e que mergulhe o proximo filme (se tiver) de cabeça num universo sci-fi. Não acho que é melhor que First Class e Capitão América, mas ainda está bem acima do resultado de Thor.Não preste atenção nos outros, foque na sua força de vontade e assista sem medo o filme, e não saia enquanto os créditos acabarem!

NOTA: 8.0

quinta-feira, 28 de julho de 2011

CinemaScope: Retrospectiva RioFan 2011



Para os poucos muitos que se importam com os textos que eu publico aqui, o motivo de não ter postado nada semana passada era porque eu estava bebendo acampado no Caixa Cultural no Rio de Janeiro, acompanhando o RioFan, ótimo festival de Terror e Cinema Fantástico que durou aqui por uma semana, com ótimos filmes e muitas polêmicas em relação sobre o ato de CENSURA em relação ao Serbian Film. Mas sobre isso ainda vou falar e muito depois, vamos agora ao que interessa: os filmes.

No caso tratarei aqui de mini-reviews estilo Twitter sobre a maioria dos filmes que eu vi no Festival.Os que eu considerei os meus favoritos eu farei resenhas caprichadas aqui no Uarevaa e no meu blog.Então vamos aos filmes.

Só Um Cara que Mata as Pessoas (Some Guy Who Kills People) De Jack Perez. EUA. 2011: Simpático Slasher Movie com elenco afiadissimo e boas piadas. NOTA: 8.0

Água Negra (Zwart Water) De Elbert Van Strien. Holanda. 2010:
Filme que não tem nada a ver com o filme de encosto nem com respectivo remake feito por Walter Salles.Um terror clássico muito bem feito e amarrado, com uma ótima virada no final. Nota: 8.5

Pequenas Mortes (Little Deaths)
De Sean Hogan, Simon Rumley & Andrew Parkinson. Reino Unido. 2011:
3 histórias que envolvem sexo e violência, as 3 diferentes e todas muito bem feitas.A segunda é um pouco grotesca demais, mas não tira o mérito de ter sido bacana a trama. Nota: 9.0

Entrei em pânico ao saber o que vocês fizeram na sexta-feira 13 do verão passado parte I
De Felipe M. Guerra. Brasil.2001:
Exibido fora da mostra competitiva do Festival, mostra um dos clássico filmes trash nacionais, apesar de humor involuntário por causa do assumido amadorismo de todos os envolvidos, tem um roteiro divertido e bem amarrado e provavelmente não funcionaria tão bem se fosse feito por profissionais. Nota: 9.0

A Raça Violenta (The Violent Kind)
De Mitchell Altieri & Phil Flores. EUA. 2010:
Atípico filme de "Terror de Cabana", com vilões rockabilly e muitas reviravoltas e mudaças de tom e genêro bacanas que não tira o filme dos trilhos. NOTA:9.0

Morris County
De Matthew Garret. EUA. 2009:
De todo o festival, foi o que eu menos gostei. 3 curtas sobre relações familiares e a idéia de morte.Dos 3, só a ultima parte, Elmer & Iris, é que vale realmente a pena. NOTA:6.0

Frankie na Cagadalândia (Frankie in Blunderland)
De Caleb Emerson. EUA. 2011:
Psicodelia, muita psicodelia, em um filme que trata de pessoas de merda em um lugar de merda que apoiam e humilham um ao outro para ter algo chamado de vida.Mais profundo do que aparenta, tão ngraçado quanto o titulo.Destaque para o cameo bizarro de Evan Stone como uma borboleta crackuda. NOTA:9.0

Um Sussurro nas Trevas (The Whisperer in Darkness)
De Sean Branney. EUA. 2010:
Dos mesmos caras que fizeram Call of Cthulhu, provavelmentee uma das adaptações mais fiés da obra de Lovecraft, feitas por uma Organização/Produtora que cuida e mantem a obra do escritor viva. NOTA:9.0

Além do Arco-Iris Negro (Beyond The Black Rainbow)
De Panos Cosmatos. Canadá. 2010:
Um sci-fi saido direto da escola Jodorowsky. Muito sci-fi e psicodelia no filme que teve a melhor fotografia de todos os filmes exibidos no festival. Caçem esse filme pra assistir. NOTA: 9.0

O Hóspede - Brasil, 2011, Direção: Ramon Porto Mota e Anacã Agra
Curta metragem que mostra a visita um de alienigena disfarçado em uma cidade no interior no Brasil, e o que acontece quando o dono da estalagem decide se intrometer demais nos assuntos do estranho visitante.Sem vergonha de mostrar suas influências, o curta foi um desses raros casos que conseguem tornar o suspense e o sci-fi genuinamente brasileiros.Um exemplo a ser seguido. NOTA: 9.5

Beth, A garçonete - Brasil, 2011, 15 min Direção: Júlia Godinho Retondo
Um divertido curta que mostra Mcbeth num posto de gasolina.Gore e diversão descomprometidos. NOTA: 8.0

Bem, acabei por aqui. Esperem o resto dos reviews sairem a partir da semana que vem! E amanhã, O Primeiro Vingador deve dar as caras por aqui! Abraço!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Splice

“Se fosse possível entender a loucura, não seria loucura”





Tema Macabro


Hoje em dia, é difícil ver um filme de terror (hollywoodiano, pelo menos) que fuja dos clichês mais exaustivos do gênero, como assassinos seriais, fantasmas e vampiros. Mas quando conhecemos produções de outros países, percebemos que a criatividade do cinema de terror está longe de acabar, apenas não está na nossa cara. Os cinemas alemão, francês, espanhol e canadense, entre outros, se destacam por tentar fugir do óbvio e, mesmo quando usam os temas típicos, buscam fazê-lo de forma diferente. Para quem está cansado da mesmice dos filmes americanos, correr atrás de produções de outros países é uma boa pedida; uma tarefa por vezes não tão fácil, mas frequentemente recompensadora.

Isto nos traz à produção canadense de 2009 Splice. Inicialmente uma produção que parece totalmente hollywoodiana (já que tem Adrian Brody no papel principal), o filme é na verdade uma co-produção canadense/americana/francesa dirigida por Vincenzo Natali, que em 1997 trouxe o estranhíssimo (mas muito interessante) Cubo, e que novamente busca na ficção científica uma forma de criar uma história familiar, embora diferente e assustadora.

Na história, Dois jovens cientistas (interpretados por Adrian Brody e Sarah Polley), esperam alcançar reconhecimento após conseguir, com sucesso, criar espécies animais híbridas para uso médico, mas quando eles querem ir longe demais, seus estudos são reorganizados para trabalharem com as espécies que já criaram. Mesmo assim, decidem conduzir seus experimentos secretamente, e assim criam um híbrido humano/animal, também com sucesso. Mas este sucesso pode levar a conseqüências desastrosas.



Splice é mais um filme que retrata o lado negativo da ciência e as conseqüências advindas da tentativa do homem querer “brincar de deus”. E, assim como Cubo, pretende levar a discussões que vão além de simplesmente o que está acontecendo na tela. Não é um filme extremamente complexo, mas tem uma história que funciona. Recomendável.

Curiosidades:
- Splice é uma técnica da biologia e, em resumo (por que a explicação técnica é bem mais chata), se refere à extração e união de partes específicas de RNA com o objetivo de permitir que um mesmo gene, transcrito da mesma maneira, resulte em moléculas de RNA maduras diferentes;
- Splice é produzido por Steve Hoban e Guillermo del Toro;
- Splice ganhou o Sitges Film Festival de melhores efeitos especiais (onde também concorreu a melhor filme) e também passou pelo festival de Sundance, onde chamou a atenção de produtoras americanas para distribuir o material no US e internacionalmente.


Na próxima Madrugada:
Uma série estranha com pessoas estranhas faz desta uma das produções mais inusitadas e recomendadas da HBO. Na próxima semana, conheça o mundo de Carnivàle.