Curta-metragem rápido, mas assustador, feito do ponto de vista de primeira pessoa. Muito interessante, confiram (não necessita legendas):
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Um último mergulho
Curta-metragem rápido, mas assustador, feito do ponto de vista de primeira pessoa. Muito interessante, confiram (não necessita legendas):
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
H.P. Lovecraft: Fear Of The Unknown
Há algum tempo me mandaram este vídeo pelo Youtube. Infelizmente, não lembro quem, então peço desculpas por não citar, mas fica aí o registro.
Fear of the Unknown é um documentário que observa a vida, o trabalho e a mente por trás do horror fantástico e dos mitos do Cthulhu. O documentário tem entrevistas de gente como Guillermo del Toro, Neil Gaiman, John Carpenter, Peter Straub, Caitlin R. Kiernan, Ramsey Campbell, Stuart Gordon, S. T. Joshi, Robert M. Price and Andrew Migliore. A produção ganhou o prêmio de melhor documentário na Comic-Con International Independent Film Festival e passou no Fantaspoa em 2009.
Produzido por William Janczewski, James B. Myers, and Woodward
Escrito e Dirigido por H. Woodward
Confira o documentário, na íntegra, com legendas em espanhol:
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
“O horror, o Horror” no FIQ 2013
Fiquei muito feliz de saber que o FIQ este ano teria um painel dedicado aos quadrinhos de terror, que é um gênero e uma estética narrativa tão apreciada, mas muitas vezes tão ignorada nestes eventos. E um prazer maior, é claro, foi conhecer pessoalmente autores dos quais sou muito fã. Por isso, resolvi escrever algumas palavras sobre como foi o painel.
O Painel “O horror, o horror” aconteceu na sexta-feira, dia 15, às 20h, e contou com Franco de Rosa, Fábio Cobiaco, Rafael Albuquerque e Salvador Sanz. Um pouco do currículo de cada um:
Bem, como o painel não era direcionado para nada específico dentro do terror, o papo navegou por diversas correntes. Franco de Rosa deu uma aula sobre os quadrinhos brasileiros de terror nos anos 50, falando sobre como eram um sucesso de público, sobre alguns autores, além de mostrar diversas capas muito bacanas daquela época.
Depois, foi a vez de Rafael Albuquerque falar sobre revisitar um mito clássico e dar-lhe um novo fôlego visualmente, e um pouco de como foi o processo para a criação do conceito visual dos vampiros de Vampiro Americano.
Cobiaco falou sobre o trabalho de Flavio Colin e discorreu sobre algo que comentávamos antes do painel, sobre por que grandes autores do passado hoje são completos desconhecidos para a maioria do público mais jovem.
Salvador Sanz falou sobre a contribuição da arte para o imaginário numa história de terror, e sobre como sua arte leva a imaginação do leitor adiante. Por fim, os convidados falaram sobre a mudança do terror através das eras, conforme a tecnologia vai avançando e, no momento das perguntas, fiquei muito feliz ao ver a quantidade de pessoas interessadas no assunto e que queria perguntar. Infelizmente, não deu para deixar todo mundo questionar por conta do tempo (que ficou mais do que esgotadasso, heheheheh), mas ainda assim a contribuição da platéia foi sensacional.
Foi um painel realmente muito bom e me surpreendi positivamente com ele. Tinha muita gente, todos bastante atentos e interessados e as perguntas foram todas pontuadas e interessantes. E eu ainda ganhei presentes!
Infelizmente, creio que não foi gravado, mas fiquem com algumas fotos que ilustram o post. Mas fica a torcida para que outros eventos de quadrinhos sigam o exemplo e tragam temas relacionados ao terror nos quadrinhos para discussão, e que não pare por aí.
O Painel “O horror, o horror” aconteceu na sexta-feira, dia 15, às 20h, e contou com Franco de Rosa, Fábio Cobiaco, Rafael Albuquerque e Salvador Sanz. Um pouco do currículo de cada um:
Franco de Rosa é da velha guarda do quadrinho nacional. Roteirista, desenhista e editor, esteve envolvido na criação das editoras Mythos e Opera Graphica.
Fábio Cobiaco fez capas para diversas editoras americanas e recentemente lançou um álbum sci-fi com elementos sobrenaturais, V.I.S.H.N.U., além de ser seguidor do mestre Flávio Colin e pesquisador de sua obra.
Rafael Albuquerque é desenhista, agora também roteirista, e é mais conhecido por ajudar a reinventar os vampiros na série Vampiro Americano, da Vertigo.
Salvador Sanz é um dos grandes nomes do quadrinho Argentino atual, famoso por seus mundos e personagens fantásticos. Aqui no Brasil, duas de suas obras estão disponíveis: Angela Della Morte e Noturno.
Bem, como o painel não era direcionado para nada específico dentro do terror, o papo navegou por diversas correntes. Franco de Rosa deu uma aula sobre os quadrinhos brasileiros de terror nos anos 50, falando sobre como eram um sucesso de público, sobre alguns autores, além de mostrar diversas capas muito bacanas daquela época.
Depois, foi a vez de Rafael Albuquerque falar sobre revisitar um mito clássico e dar-lhe um novo fôlego visualmente, e um pouco de como foi o processo para a criação do conceito visual dos vampiros de Vampiro Americano.
Cobiaco falou sobre o trabalho de Flavio Colin e discorreu sobre algo que comentávamos antes do painel, sobre por que grandes autores do passado hoje são completos desconhecidos para a maioria do público mais jovem.
Salvador Sanz falou sobre a contribuição da arte para o imaginário numa história de terror, e sobre como sua arte leva a imaginação do leitor adiante. Por fim, os convidados falaram sobre a mudança do terror através das eras, conforme a tecnologia vai avançando e, no momento das perguntas, fiquei muito feliz ao ver a quantidade de pessoas interessadas no assunto e que queria perguntar. Infelizmente, não deu para deixar todo mundo questionar por conta do tempo (que ficou mais do que esgotadasso, heheheheh), mas ainda assim a contribuição da platéia foi sensacional.
Foi um painel realmente muito bom e me surpreendi positivamente com ele. Tinha muita gente, todos bastante atentos e interessados e as perguntas foram todas pontuadas e interessantes. E eu ainda ganhei presentes!
Infelizmente, creio que não foi gravado, mas fiquem com algumas fotos que ilustram o post. Mas fica a torcida para que outros eventos de quadrinhos sigam o exemplo e tragam temas relacionados ao terror nos quadrinhos para discussão, e que não pare por aí.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
DST é vírus zumbi em "Contracted"
Contracted é um filme de terror inglês narra a história aterrorizante de uma jovem que tem um caso de uma noite com um estranho e contrai o que ela imagina ser uma doença sexualmente transmissível, mas na verdade é algo muito pior. Conforme as coisas começam a desmoronar ao seu redor, ela é enviada a uma sangrenta e perturbadora jornada que, certamente, deixará o público de cabelo em pé. O curioso longa será lançado digitalmente em 22 de novembro de 2013. Confira o trailer:
Dica bem antenada da leitora Juli Mendes
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
[Terror de domínio público] Häxan (legendado em português)
Häxan (Título em inglês: The Witches or Witchcraft Through The Ages) é um filme mudo sueco/dinamarquês de 1922 escrito e dirigido por Benjamin Christensen. Baseado parcialmente nos estudo do cineasta sobre o Malleus Maleficarum, o guia do século 15 para a caça às Bruxas, Häxan é um estudo de como a superstição e a falta de compreensão de doenças mentais pôde levar à histeria de caça às bruxas. O filme foi feito num estilo de documentário, mas contém sequências dramatizadas, por isso a obra é colocada dentro dos filmes de terror.
Por conta da reconstrução meticulosa das cenas medievais e do tempo de produção, Häxan se tornou o filme mudo escandinavo mais caro já produzido, e foi acalmado na Dinamarca e na Suécia. Foi banido dos EUA e pesadamente censurado em outros países na época por exibir cenas de tortura, nudez e perversões sexuais.
Confira filme na íntegra, legendado:
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Eerie Comics
Eerie foi uma HQ de terror one-shot (significa que só teve uma edição) publicada em janeiro de 1947 pela Avon Periodicals. A edição é uma antologia de 6 histórias de terror e um conto humorístico de 2 páginas e, entre seus autores, destaca-se Joe Kubert.
Eerie é costumeiramente citada como a primeira revista americana voltada exclusivamente para o terror e geralmente creditada como tendo estabelecido o gênero nos comics.
Confira a edição na íntegra:
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
FIQ 2013 terá painel dedicado aos quadrinhos de Terror
A 8ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos terá espaço para falar sobre terror. O painel “O Horror, o Horror”, contará com os convidados Fábio Cobiaco, Franco de Rosa, Rafael Albuquerque e Salvador Sanz. A mediação do painel será feita por Rafael Rodrigues (o autor desta coluna). O painel acontece dia 15 de novembro, sexta-feira, às 16h.
Fábio Cobiaco é um artista brasileiro que já trabalhou para diversas editoras internacionais, como Cityzen Press, Terra Major e Dark Horse, além de trabalhar como Diretor de Arte e Artista de Conceito de curtas e longas metragem de animação.
Franco de Rosa é um dos grandes nomes do quadrinho nacional. Desenhista, editor e roteirista, atua no mercado desde os anos 70, tendo trabalhado para diversas editoras nacionais. Foi o fundador da editora Opera Graphica.
Rafael Albuquerque é um artista brasileiro que trabalhou em diversos personagens da DC Comics, reconhecido especialmente por seu trabalho na série Vampiro Americano, pelo selo Vertigo, ganhadora do prêmio Eisner.
Salvador Sanz é um autor de quadrinhos argentino, conhecido por suas histórias fantásticas com seres imaginários e realidades alternativas, conhecido pela HQ Noturno, lançada no Brasil pela Zarabatana Books.
A 8ª edição do FIQ acontece dos dias 13 a 17 de novembro, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, MG e este ano contará com cerca de 80 convidados, nacionais e internacionais. Entre eles estão George Perez, Geoff Johns, Gabriel Bá e Fábio Moon, Ig Guara, Danilo Beyruth, André Diniz, Eddy Barrows, Becky Cloonan, Klaus Janson, Jok, Vitor e Lu Cafaggi, Joe Prado, Rafael Coutinho, Sean Gordon Murphy, Brian Azzarello, Eduardo Risso e Ivan Reis, só para citar alguns. Além, é claro, dos amigos do Uarévaa Cris Peter, Daniel HDR, Guilherme Balbi, José Aguiar, Lucas Ed, Rodney Buchemi e Sidney Gusman. O homenageado desse ano será, merecidamente, Laerte Coutinhho.
Agende-se e apareça por lá, pois se você perder, certamente vai se arrepender depois.
Painel “O horror, o horror!”
Sexta, 15 de novembro, às 20h
Convidados: Franco de Rosa, Fábio Cobiaco, Rafael Albuquerque e Salvador Sanz
Mediação: Rafael Rodrigues
Confira a programação completa do evento aqui.
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Primeiro episódio da websérie "Dracula Rising"
A NBC está trazendo de volta para as telinhas Drácula em uma nova roupagem do livro de Bram Stocker, por um dos produtores de Carnivàle. Para fazer um "aquecimento" antes de iniciar a série, o canal lançou uma websérie em animação chamada "Dracula Rising", que explora as origens do vampiro no século 15. A série, no entanto, se pasará na Era Vitoriana, onde Drácula vai até Londres se fazendo passar por um empresário Americano que quer levar os "novos tempos" para a Europa.
Confira o mais recente teaser da série:
E o primeiro episódio de Dracula Rising
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
A serpente e o Arco-Íris
“Nas lendas do vodu, a serpente simboliza a Terra.Dizem que a vida imita a arte. Mas a verdade é que, na maior parte das vezes, o contrário é que está mais próximo da verdade. Não importa o quão estranhas sejam as histórias contadas por nossos antepassados, ou quão inacreditáveis sejam as lendas e superstições enraizadas em nossa cultura, é seguro afirmar que deve haver alguma fonte original, ainda que mínima, de onde provém tais histórias e superstições.
O arco-íris simboliza o céu.
Entre os dois, todas as criaturas devem viver e morrer.
Mas por ter uma alma, o homem pode ficar preso em um lugar terrível...
Onde a morte é apenas o começo”
Seja a hipertricose, que explicara o surgimento do mito dos lobisomens; as exumações de cadáveres com catalepsia (quando o problema ainda não era conhecido), que por vezes acordavam dentro de um caixão e arranhavam-no por dentro no desespero de fugir, para explicar a crença dos vampiros; ou a velha e conhecida dos céticos, a pareidolia, que nos permite enxergar rostos e formas em qualquer coisa minimamente semelhante, para explicar as histórias de espíritos, fantasmas e demônios; é bem possível que exista algum fundo de verdade em cada história embora, é claro, o fundo de verdade provavelmente seja algo ridiculamente simples absurdamente exagerado.
Para os ocidentais, um dos temas mais exóticos e bizarros eram os zumbis. Antes do termo ser vinculado aos mortos-vivos criados por George Romero em A Noite dos Mortos Vivos, ele se referia principalmente aos corpos sem vida das crenças do Haiti, ressuscitados por um líder místico conhecido como mestre zumbi. Em resumo, um zumbi é um ser humano comum, que após a morte tem seu corpo (e apenas o corpo), trazido de volta à vida pelo tal mestre zumbi. Como o corpo ressuscitado não possui alma, ele se torna uma espécie de “robô”, sem sentimentos, capacidade de raciocínio ou vontade própria, que é controlado pelo mestre.
Um dos pesquisadores que mais tentou se aprofundar no tema foi Wade Davis, um antropólogo e etnobotânico da National Geographic Society que foi até o Haiti nos anos 80 a fim de pesquisar mais sobre o tema. Sua hipótese sobre como funciona o processo de “zumbificação”, que mistura uma complexa interação entre alucinógenos, toxinas e os poderes da sugestão e a força cultural, são lembradas até hoje, mesmo com algumas controvérsias.
Segundo a hipótese de Davis, os mestres zumbis produziam um tipo de poção feito de uma mistura de ingredientes exóticos, como baiacu, matéria vinda de cadáveres (Davis presenciou um xamã esmagar o crânio de uma criança morta há um mês ou dois, para adicionar à poção), lagartos frescos recém mortos, um sapo seco com um verme marinho ao redor dele (preparado antes), “ tcha-tcha” (uma espécie de leguminosa chamada albizzia) e "itching pea" (uma espécie de mucuna, outra planta leguminosa).
Aliado à poção, os mestes zumbis também faziam uso de Datura, uma planta que possui compostos com propriedades alucinógenas, e TTX (tetrodoxina), uma toxina vinda de um tipo de baiacu (tetraodontídeo), que bloqueia os potenciais de ação nos nervos. Esta substância liga-se aos poros dos canais de sódio voltagem-dependentes existentes nas membranas das células nervosas. Os sintomas do envenenamento por TTX são dormência/paralisação dos lábios e da língua, o aumento de parestesia (sensação de formigamento, picada, queimadura) de face e extremidades, que pode ser acompanhada de sensação de leveza ou flutuação. A fala é afetada e a pessoa envenenada apresenta comumente cianose (azul-arroxeada) e hipotensão, com convulsões, contração muscular, pupilas dilatadas, bradicardia e insuficiência respiratória. O paciente, embora totalmente paralisado, permanece consciente e lúcido até o período próximo da morte.
O processo de zumbificação era marcado pela teatralidade típica de rituais religiosos, o que garantia a atmosfera necessária à sugestão e proporcionava o ambiente para potencializar a crença. Assim, as pessoas afetadas pela TTX eram dadas como mortas e enterradas, para serem secretamente desenterradas durante à madrugada, longe dos olhos de curiosos, onde o zumbi era deixado dopado a fim de manter sua vontade própria dormente. E assim estava criado um zumbi.
Os “zumbis” podiam ser usados para os motivos mais diversos (todos altamente questionáveis, segundo nossos padrões), como vingança, disputa de terras e até como trabalhadores braçais em fazendas de homens poderosos ou até mesmo dos mestres zumbis.
A pesquisa de Wade Davis no Haiti gerou um livro chamado The Serpent And The Rainbow (A Serpente e o Arco-Íris, atualmente fora de catálogo no Brasil), publicado em 1985, onde Davis acompanha o caso de Clairvius Narcisse, um homem que alega ter sido um zumbi durante dois anos. Mais tarde, Davis publicou também Passage of Darkness – The Ethnobiology of the Haitian Zombie (Passagem para as Trevas – A Etnobiologia do Zumbi Haitiano, em tradução livre – não publicado no Brasil), de 1988, onde o autor basicamente expande sua pesquisa e se aprofunda mais na cultura, política e sociedade haitiana, mostrando também os aspectos sociais do fenômeno zumbi.
Com todas estas fascinantes informações sobre o tema, talvez o mais curioso de tudo isso seja o fato de que A Serpente e o Arco-Íris, um livro acadêmico, deu origem a um filme de terror de Hollywood de mesmo nome.
Dirigido por ninguém menos que Wes Craven (A Hora do Pesadelo, As Criaturas Atrás das Paredes, A Maldição de Samantha), The Serpent and the Rainbow (A Maldição dos Mortos Vivos, no título em português) acompanha o Etnobotânico e Antropólogo Dennis Allan (Bill Pulmann), e sua interação com a cultura do Haiti, ao ser enviado para a região por uma empresa farmacêutica a fim de investigar uma droga usada no vodu haitiano, na esperança de usá-la como anestésico e comercializá-la no ocidente. A exploração de Alan o leva a conhecer a estrutura social e cultura do Haiti, e sua relação com o sobrenatual, o místico e com o fenômeno zumbi.
Atualmente, as pesquisas de Wade Davis são objeto de controvérsia, devido a possíveis falhas no método usado pelo cientista para coletar seus dados e informações imprecisas. Ainda assim, seu estudo serve como uma base interessante para se tentar compreender essa rica e complexa cultura zumbi que existe até hoje no Haiti.
Mais sobre zumbis no podcast Uarévaa sobre o tema.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
[Terror de domínio público] O Homem que Ri
O Homem que Ri (The Man Who Laughs) é um filme mudo americano de 1928, dirigido pelo alemão Paul Leni. O filme é uma adaptação de um romance obscuro de Vitor Hugo de mesmo nome e é estrelado por Conrad Veidt e Mary Philbin. O Homem que Ri foi uma das produções da Universal que fizeram a transição dos filmes mudos para os filmes com som, usando o sistema de som Movietone introduzido por Willian Fox. O personagem principal do filme é a inspiração visual para o Coringa, arqui-inimigo do Batman. Confira o filme completo:
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Cargo
Esses dias o amigo Felippe Chaves me mandou via Facebook um curta simplesmente sensacional. Em meio a um apocalipse zumbi, um homem coloca em prática um plano incomum para proteger sua carga mais preciosa: a filha. Não há muito mais o que dizer a respeito desse curta, a não ser que ele é provavelmente o melhor curta de zumbis já feito. O vídeo foi finalista no Tropfest, um festival de cinema da Austrália. Vale muito a pena conferir:
Cargo
Dirigido por Ben Howling e Yolanda Ramke
Produzido por Ben Howling, Yolanda Ramke, Marcus Newman e Daniel Foeldes
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Dirigido por Ben Howling e Yolanda Ramke
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Elvira
“E, se algum dia perguntarem a meu respeito, diga a eles que eu fui mais do que um belo par de peitos. Eu fui também um belo par de pernas. E diga a eles...Diga a eles que eu nunca deixei um amigo na mão. Nem um estranho, na verdade. E diga a eles...diga a eles que tudo o que fiz e disse, ta dito e feito, e que só peço para que as pessoas lembrem de mim por estas duas simples palavras... [pausa] quaisquer duas palavras, contanto que sejam simples.”Elvira
Mais conhecida aqui no Brasil por aqueles que cresceram nos anos 80 e 90, Elvira é uma das icônicas personagens de terror americanas junto com o Guardião da Cripta. Mas, sua história começa muito antes do filme exibido à exaustão na sessão da tarde – e antes mesmo da própria criação da personagem.
Entre os programas temáticos mais comuns nos EUA nos anos 50, 60 e 70 estavam, os “horror film programs”, isto é, programas que exibiam filmes de terror, muitas vezes de monstros, mas haviam também aqueles que exibiam filmes B, filmes antigos e filmes sci-fi de baixo orçamento.. Estes programas contavam geralmente com um apresentador com um visual adequado ao clima, que comentava e introduzia os filmes que seriam apresentados.
Um destes programas era “The Vampira Show”, o primeiro a usar o formato de exibir filmes com um apresentador introduzindo-os. O programa era apresentado por Vampira, interpretada pela atriz Maila Nurmi, que também criou a ideia do visual da personagem.
Após The Vampira Show, o formato foi repetido diversas vezes, e nos anos 70, um dos mais populares era Fright Night. O programa foi ao ar de 1970 a 1981 e era apresentado por Larry Vincent, que interpretava o personagem “Sinister Seymour”. O personagem ficou conhecido pelo seu estilo de criticar os filmes que apresentava, de forma divertida, geralmente aparecendo numa pequena janela onde surgia no canto, fazia um gracejo e sumia de novo.
Após a morte de Larry Vincent, em 1981, o estúdio procurou um substituto para manter este tipo de programa no ar. Acharam que seria uma boa ideia usar uma apresentadora feminina, e tentaram trazer de volta The Vampira Show, mas não conseguiram entrar num acordo com Maila Nurmi. Começaram a procurar por mulheres que pudessem fazer algo parecido. Encontraram Cassandra Peterson, e deixaram para a atriz definir como seria o visual da Personagem. Com a ajuda de um amigo, ela criou o visual clássico que ficou até hoje.O programa foi exibido com o nome de Elvira’s Movie Macabre (às vezes era apenas “Movie Macabre”) e tinha um formato voltado para o “terrir”, pois além de exibir filmes B de terror, tinha Elvira como apresentadora de roupas bastante apertadas, um decote difícil de ignorar e um corpo bastante...avantajado. Além disso, seu estilo satírico envolvia piadas consigo própria, com seu visual, com os filmes, com o gênero e tudo o mais que pudesse ser alvo de seus comentários ácidos.
Logo, a personagem entrou no imaginário popular e se tornou cult, virando, é claro, uma lucrativa marca para publicidade e mershandising, vendendo action figures, cards, máquinas de pinball, decoração de Halloween, model kits, calendários, perfumes e bonecas associadas à imagem de Elvira.
Elvira’s Movie Macabra teve 5 temporadas até mais ou menos 1987, mas sua popularidade continuou crescendo e chegou ao auge em 1988, quando foi lançado Elvira, Mistress of the Dark (conhecido aqui como Elvira, a Rainha das Trevas). Na história, Elvira é a anfitriã de um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror que herda da tia uma velha mansão em Fallwell, Massachusetts, uma pequena cidade com apenas 1313 habitantes e bastante conservadora. Ela sonha em vender a casa e ir para Las Vegas, mas encontra dois sérios problemas: o primeiro são os adultos da cidade, que ficam espantados com o modo de como ela se veste e se comporta. Liderados por Chastity Pariah, eles fazem forte oposição à presença de Elvira na cidade. O segundo problema é um tio de Elvira que não herdou nada, mas deseja obter de qualquer maneira um "livro de receitas" que também foi herdado por Elvira, que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias. Aqui, o filme se tornou um clássico cult da sessão da tarde. O filem também gerou uma série de TV, que não teve o mesmo sucesso, e uma sequência (que não é exatamente uma sequência, já que se passa no século XIX), em 2001, entitulada Elvira's Haunted Hills (As Loucas Aventuras de Elvira).
Cassandra Peterson continuou com seu personagem se apresentando em palestras e eventos de terror, cinema e quadrinhos, e levou Elvira novamente para a TV num revival de Movie Macabre em 2010, que desta vez apresentava apenas filmes em domínio público. Este revival durou 20 episódios.
Elvira também apareceu diversas vezes em DVDs, com lançamentos chamados “Double feature”, em que cada DVD continha dois filmes. Num destes era possível inclusive escolher entre assistir com as interrupções de Elvira, ou direto.
Embora Cassandra Peterson tenha trabalhado em outros filmes, Elvira é a personagem de uma vida para a atriz que até hoje contabiliza com a marca e é presença frequente em festivais de terror mundo afora, além de ainda contar com um grande número de fãs (dos quais me incluo).
Curiosidades:
- Maila Nurmi, criou o visual da personagem que interpretou, Vampira, a partir de Mortícia Adams, personagem das tiras de Charles Addams;
- Maila Nurmi também é vista como sua persoangem Vampira em Plano 9 do Espaço Sideral, de Ed Wood;
- A principal diferença criativa que impediu Nurmi de retomar The Vampira Show nos anos 80 foi a recusa do estúdio de colocar Lola Falana, uma cantora, dançarina e atriz afro-americana;
- Fright Night é, não por acaso, o título original do filme “A Hora do Espanto”, que traz como protagonista um adolescente que é fã do programa Fright Night apresentado por Peter Vincent, numa alusão á Larry Vincent, ator que apresentava o programa original;
- Cassandra queria originalmente que o visual de Elvira fosse inspirado no filme The Fearless Vampire Killers (A Dança dos Vampiros), de Roman Polanski, mais especificamente pela personagem de Sharon Tate. Mas a ideia foi recusada pelos produtores;
- Elvira também apareceu nos quadrinhos: Na DC, com uma série de vida curta em meados dos anos 80 entitulado Elvira’s House of Mistery, que foi adquirida pela Claypool Comics, que nos anos 90 publicou uma nova série chamada Elvira: Mistress of the Dark, cuja marca era compartilhada com a Eclipse Comics, que a distribuía. A série teve artistas conhecidos como Kurt Busiek, Steve Leialoha e outros, e contou com 166 edições. Mais recentemente, foi anunciada para 2013 uma série, também intitulada Mistress of the Dark escrita por R.H. Stavis e desenhada por Jeff Zarnow;
- Cassandra Peterson também estreou em filmes populares sem ser a Elvira, como Pee-wee's Big Adventure e em Allan Quartermain e a Cidade do Ouro Perdido;
- Elvira também lançou álbuns musicais: Elvira and the Vitones 3-D TV (1982), Vinyl Macabre (1983), Elvira Presents: Haunted Hits (1987), Elvira Presents: Monster Hits (1994) e Elvira Presents: Revenge of the Monster Hits (1995);
- Cassandra Peterson mantém uma webstore com produtos da Elvira, que também é o site oficial da personagem. Se quiser conferir, clique aqui.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
[Terror de domínio público] La Manoir du Diable, de 1896
Estes tempos eu percebi a quantidade de filmes bacanas de terror que já estão em domínio público e disponíveis para assistir e baixar de graça, sem peso na consciência. De clássicos como Nosferatu a filmes meio desconhecidos como Haxan, passando por filmes até mais recentes e coloridos como Body in the Web or Horrors of Spider Island, tem muita coisa que vale a pena conferir.
Por isso, para ajudar você, que quer conhecer estes clássicos, mas sempre se esquece de ir atrás, inaugurarei uma sessão aqui no Madrugada Macabra: Terror de Domínio Público. Todo fim de mês vou trazer aqui um filme do tipo para a apreciação de vocês. É claro que, na grande maioria dos casos, os filmes estarão em seu idioma original, no caso daqueles que possuem texto ou áudio. Mas creio que, mesmo assim, vale a pena conferir.
Começamos com o mais clássico de todos: Le Manoir du Diable, ou a Mansão do Diabo, de 1896 (sim, isso mesmo!), feito por ninguém menos que George Méliès, um dos pais do cinema, é considerado o primeiro filme de terror já feito (embora não tenha tido exatamente a intenção de assustar). Uma produção curta, de pouco mais de 3 minutos, que estreou em Paris numa véspera de Natal. Confira:
Por isso, para ajudar você, que quer conhecer estes clássicos, mas sempre se esquece de ir atrás, inaugurarei uma sessão aqui no Madrugada Macabra: Terror de Domínio Público. Todo fim de mês vou trazer aqui um filme do tipo para a apreciação de vocês. É claro que, na grande maioria dos casos, os filmes estarão em seu idioma original, no caso daqueles que possuem texto ou áudio. Mas creio que, mesmo assim, vale a pena conferir.
Começamos com o mais clássico de todos: Le Manoir du Diable, ou a Mansão do Diabo, de 1896 (sim, isso mesmo!), feito por ninguém menos que George Méliès, um dos pais do cinema, é considerado o primeiro filme de terror já feito (embora não tenha tido exatamente a intenção de assustar). Uma produção curta, de pouco mais de 3 minutos, que estreou em Paris numa véspera de Natal. Confira:
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
Shut-In
Duas semanas atrás divulguei um curta nacional baseado numa HQ de terror de Bruce Jones e do Liberatore. A HQ é Shut-In, uma história curta de 10 páginas que faz parte da antologia de Terror Twisted Tales # 7, que foi publicada no início dos anos 80.
Agora trago para vocês a história original, confira (em inglês):
Agora trago para vocês a história original, confira (em inglês):
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Tales of terror or, The mysteries of magic
Bem, recentemente me tornei mais um feliz usuário do sistema Android depois de ser vítima da obsolescência programada do iOS. Por conta disso, passei a dar mais atenção para o Google Play, a loja do Google. E, para minha surpresa, tem um monte de coisa bacana, e gratuita (infelizmente, a maioria em outras línguas que não o português).
Uma das coisas que eu achei foi uma antologia curiosa chamada Tales of terror; or, The mysteries of magic a selection of wonderful and supernatural stories translated from the Chinese, Turkish, and German. Comp. by Henry St. Clair (sim, o título é desse tamanho mesmo), que compila diversas histórias sobrenaturais antigas contadas ao redor do mundo e foi originalmente publicada em 1848 (e, portanto, está em domínio público).
As histórias curtas da antologia são:
The magic dice
The gored huntsman
The Nikkur Holl
Der Freischutz
The story of Judar
The boarwolf
The cavern of death
The mysterious bell
The dervise of Alfouran
Hassan Assar, caliph of Bagdat
The astrologer of the nineteenth century
The Flying Dutchman
The tiger's cave
Peter Rugg, the missing man
The haunted forest
The lonely man of the ocean
The Hungarian horse dealer
The wreckers of St. Agnes
A antologia, em inglês, requer certo esforço na leitura, por que são os textos originais do século XIX, que contém muito inglês arcaico e gírias antigas. Mas com um pouco de dedicação, não será tanto um problema. Como são várias histórias, dá para ir lendo aos poucos. Enjoy.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Trancado por dentro
Trancado por dentro é um curta-metragem brasileiro de 1986 que conta a história de um homem tetraplégico vivendo entre a realidade e a imaginação, revelando suas angústias e trancado em seu próprio universo.
A história é adaptada da HQ "Shut-In", escrita por Bruce Jones e Ilustrada por Tanino Liberatore para a antologia Twisted Tales # 7 em 1982. Confiram:
Trancado por Dentro
Direção: Arthur Fontes
Roteiro Original: Bruce Jones, Tanino Liberatore
Roteiro Adaptado: Mauricio Zacharias
Elenco: Paulo Gracindo, Marcos Palmeira, Fernanda Montenegro, Luciana Vendramini
Trilha Incidental: David Tygel
A história é adaptada da HQ "Shut-In", escrita por Bruce Jones e Ilustrada por Tanino Liberatore para a antologia Twisted Tales # 7 em 1982. Confiram:
Trancado por Dentro
Direção: Arthur Fontes
Roteiro Original: Bruce Jones, Tanino Liberatore
Roteiro Adaptado: Mauricio Zacharias
Elenco: Paulo Gracindo, Marcos Palmeira, Fernanda Montenegro, Luciana Vendramini
Trilha Incidental: David Tygel
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Terror
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O Abecedário da morte
Geralmente antologias de terror são uma boa forma para os iniciantes adentrarem no gênero, já que é nestes casos que pode-se perceber as influências, diferenças de estilos, temas e subgêneros que constituem uma história de terror.
A grande vantagem de uma antologia (e o principal motivo pelo qual eu gosto muito desse formato) é poder fazer histórias diferentes, sem nenhuma conexão cronológica aparente, ligando apenas por um ou outro denominador comum. Contos da Cripta, por exemplo, tinha em comum apenas o apresentador. Já Além da Imaginação tinha em comum principalmente os finais inusitados e surpreendentes, e por aí vai.
No caso de The ABC’s of Death (O Abecedário da morte, em tradução livre), o que liga as histórias é o alfabeto. A antologia, produzida por Ant Timpson e Tim League, é uma sequência de 26 curta-metragens cujo tema principal é a morte.
A sistemática do projeto foi a seguinte: Chamar 26 diretores ao redor do mundo e dar, a cada um, uma letra. A partir dessa letra, seria escolhida uma palavra, e o diretor deveria basear seu curta de terror nesta palavra. Por isso o nome “abecedário da morte”.
Mas embora eu tenha dito no começo que antologias de terror são geralmente uma boa forma do iniciante adentrar no terror, creio que “The ABC’s of Death” seja o caso inverso. Os curtas apresentados nesse projeto são dos mais variados, mas numa espécia de “competição sadia”, cada diretor parece ter tido a intenção de superar o outro, e o resultado é desde histórias padrão até conceitos realmente surreais, passando por coisas bem doentias e bizarras.
Por conta dessa pegada, eu recomendo The ABC’s of Death para quem já está bem habituado ao cinema de terror, pois tem muita coisa que vai mexer com sua moralidade, com sua imaginação e com seu bom gosto. Tem coisas MUITO RUINS (alguns filmes pareceram trabalho de final de curso de faculdade de cinema), mas tem algumas coisas bem interessantes (como a metalinguagem usada em Q is for Quack, onde o diretor está com o prazo apertado e não sabe como fazer o seu curta). Mas como é comum em qualquer antologia, esta tem seus altos e baixos.
Os segmentos do projeto foram os seguintes:
A is for Apocalypse (A é de Apocalipse), dirigido por Nacho Vigalondo
B is for Bigfoot (B é de Pé Grande), dirigido por Adrian Garcia Bogliano
C is for Cycle (C é de Ciclo), dirigido por Ernesto Diaz Espinoza
D is for Dogfight (D é de Rinha de cães), dirigido por Marcel Sarmiento
E is for Exterminate (E é de Exterminar), dirigido por Angela Bettis
F is for Fart (F é de peido), dirigido por Noboru Iguchi
G is for Gravity (G é de Gravidade), dirigido por Andrew Traucki
H is for Hydro-Electric Diffusion (H é de Difusão hidroelétrica), dirigido por Thomas Malling
I is for Ingrown (I é de encravado), dirigido por Jorge Michel Grau
J is for Jidai-geki (J é de Filme de Samurai), dirigido por Yûdai Yamaguchi
K is for Klutz (K é de Desajeitado), dirigido por Anders Morgenthaler
L is for Libido (L é de Libido), dirigido por Timo Tjahjanto
M is for Miscarriage (M é de aborto espontâneo), dirigido por Ti West
N is for Nuptials (N é de Núpcias), dirigido por Banjong Pisanthanakun
O is for Orgasm (O é de Orgasmo), dirigido por Bruno Forzani e Héléne Cattet
P is for Pressure (P é de Pressão), dirigido por Simon Rumley
Q is for Quack (Q é de “Quack”), dirigido por Adam Wingard e Simon Barrett
R is for Removed (R é de Removido), dirigido por Srdjan Spasojevic
S is for Speed (S é de Velocidade), dirigido por Jake West
T is for Toilet (T é de Toalete), dirigido por Lee Hardcastle
U is for Unearthed (U é de Desenterrado), dirigido por Ben Wheatley
V is for Vagitus (V é de Vagitus), dirigido por Kaare Andrews
W is for WTF! (W é de WTF!), dirigido por Jon Schnepp
X is for XXL (X é de GGG), dirigido por Xavier Gens
Y is for Youngbuck (Y é de Jovem adulto), dirigido por Jason Eisener
Z is for Zetsumetsu (Z é de Extinção), dirigido por Yoshihiro Nishimura
As críticas à iniciativa foram bem divididas, e eu concordo com muitas delas. Há algumas coisas realmente muito boas, mas outras são tão estranhas – até para o gênero - , que não consigo nem decidir se gostei ou não (como o segmento H is for Hydro-Electric Diffusion).
Minha sugestão é que o espectador não assista a todos os segmentos de uma vez só, pois é bem complicado de digerir. Assista a alguns, pegue um fôlego, e depois assista outros.
A grande vantagem de uma antologia (e o principal motivo pelo qual eu gosto muito desse formato) é poder fazer histórias diferentes, sem nenhuma conexão cronológica aparente, ligando apenas por um ou outro denominador comum. Contos da Cripta, por exemplo, tinha em comum apenas o apresentador. Já Além da Imaginação tinha em comum principalmente os finais inusitados e surpreendentes, e por aí vai.
No caso de The ABC’s of Death (O Abecedário da morte, em tradução livre), o que liga as histórias é o alfabeto. A antologia, produzida por Ant Timpson e Tim League, é uma sequência de 26 curta-metragens cujo tema principal é a morte.
A sistemática do projeto foi a seguinte: Chamar 26 diretores ao redor do mundo e dar, a cada um, uma letra. A partir dessa letra, seria escolhida uma palavra, e o diretor deveria basear seu curta de terror nesta palavra. Por isso o nome “abecedário da morte”.
Mas embora eu tenha dito no começo que antologias de terror são geralmente uma boa forma do iniciante adentrar no terror, creio que “The ABC’s of Death” seja o caso inverso. Os curtas apresentados nesse projeto são dos mais variados, mas numa espécia de “competição sadia”, cada diretor parece ter tido a intenção de superar o outro, e o resultado é desde histórias padrão até conceitos realmente surreais, passando por coisas bem doentias e bizarras.
Por conta dessa pegada, eu recomendo The ABC’s of Death para quem já está bem habituado ao cinema de terror, pois tem muita coisa que vai mexer com sua moralidade, com sua imaginação e com seu bom gosto. Tem coisas MUITO RUINS (alguns filmes pareceram trabalho de final de curso de faculdade de cinema), mas tem algumas coisas bem interessantes (como a metalinguagem usada em Q is for Quack, onde o diretor está com o prazo apertado e não sabe como fazer o seu curta). Mas como é comum em qualquer antologia, esta tem seus altos e baixos.
Os segmentos do projeto foram os seguintes:
A is for Apocalypse (A é de Apocalipse), dirigido por Nacho Vigalondo
B is for Bigfoot (B é de Pé Grande), dirigido por Adrian Garcia Bogliano
C is for Cycle (C é de Ciclo), dirigido por Ernesto Diaz Espinoza
D is for Dogfight (D é de Rinha de cães), dirigido por Marcel Sarmiento
E is for Exterminate (E é de Exterminar), dirigido por Angela Bettis
F is for Fart (F é de peido), dirigido por Noboru Iguchi
G is for Gravity (G é de Gravidade), dirigido por Andrew Traucki
H is for Hydro-Electric Diffusion (H é de Difusão hidroelétrica), dirigido por Thomas Malling
I is for Ingrown (I é de encravado), dirigido por Jorge Michel Grau
J is for Jidai-geki (J é de Filme de Samurai), dirigido por Yûdai Yamaguchi
K is for Klutz (K é de Desajeitado), dirigido por Anders Morgenthaler
L is for Libido (L é de Libido), dirigido por Timo Tjahjanto
M is for Miscarriage (M é de aborto espontâneo), dirigido por Ti West
N is for Nuptials (N é de Núpcias), dirigido por Banjong Pisanthanakun
O is for Orgasm (O é de Orgasmo), dirigido por Bruno Forzani e Héléne Cattet
P is for Pressure (P é de Pressão), dirigido por Simon Rumley
Q is for Quack (Q é de “Quack”), dirigido por Adam Wingard e Simon Barrett
R is for Removed (R é de Removido), dirigido por Srdjan Spasojevic
S is for Speed (S é de Velocidade), dirigido por Jake West
T is for Toilet (T é de Toalete), dirigido por Lee Hardcastle
U is for Unearthed (U é de Desenterrado), dirigido por Ben Wheatley
V is for Vagitus (V é de Vagitus), dirigido por Kaare Andrews
W is for WTF! (W é de WTF!), dirigido por Jon Schnepp
X is for XXL (X é de GGG), dirigido por Xavier Gens
Y is for Youngbuck (Y é de Jovem adulto), dirigido por Jason Eisener
Z is for Zetsumetsu (Z é de Extinção), dirigido por Yoshihiro Nishimura
As críticas à iniciativa foram bem divididas, e eu concordo com muitas delas. Há algumas coisas realmente muito boas, mas outras são tão estranhas – até para o gênero - , que não consigo nem decidir se gostei ou não (como o segmento H is for Hydro-Electric Diffusion).
Minha sugestão é que o espectador não assista a todos os segmentos de uma vez só, pois é bem complicado de digerir. Assista a alguns, pegue um fôlego, e depois assista outros.
Curiosidade:
Para a escolha do 26º diretor, foi feito uma concurso, cujo vencedor foi o britânico Lee Hardcastle. Seu curta, T is for Toilet, é uma claymation (animação stop motion feita com argila), onde um menino encara seu medo de ir ao banheiro usar o vaso sanitário sozinho. É realmente um curta bem divertido.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Creature Feature
Você sabe o que é "Creature Feature" (segmento de monstros, em tradução livre)? É um termo genérico que era usado como título para um formato de programa de TV nas estações americanas entre os anos 60, 70 e 80, onde eram exibidos geralmente filmes cult de horror e/ ou sci-fi dos anos 30 a 50, filmes de horror britânicos dos anos 60 e os filmes de monstros gigantes do Japão dos anos 60 e 70. O termo vem do fato de que histórias de monstros, como os filmes da Universal e da Hammer, além de filmes como os do Godzilla eram as atrações mais comuns neste formato.
Mas Creature Feature é, atualmente, também o nome de uma banda bem curiosa, criada por dois compositores de Los Angeles, Curtis Rx e Erik X, que traz um estilo meio de "terror paródia", com letras tipicamente voltadas para histórias de terror, morte e monstros.
Diferente da maior parte das bandas que usam o terror como influência, Creature Feature tem uma pegada mais cartunesca e satírica do que sombria, embora trate dos temas clássicos do gênero.
É uma banda que certamente não vai agradar todo mundo que curte terror, mas pela criatividade da iniciativa, achei que merecia a divulgação. Confira algumas músicas da banda:
Mas Creature Feature é, atualmente, também o nome de uma banda bem curiosa, criada por dois compositores de Los Angeles, Curtis Rx e Erik X, que traz um estilo meio de "terror paródia", com letras tipicamente voltadas para histórias de terror, morte e monstros.
Diferente da maior parte das bandas que usam o terror como influência, Creature Feature tem uma pegada mais cartunesca e satírica do que sombria, embora trate dos temas clássicos do gênero.
É uma banda que certamente não vai agradar todo mundo que curte terror, mas pela criatividade da iniciativa, achei que merecia a divulgação. Confira algumas músicas da banda:
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Trailer de "Sob a Redoma", de Stephen King
Para quem não sabe, está sendo adaptado para uma série de TV o livro "Sob a Redoma", do Stephen King. Na história, uma pequena cidade se vê numa situação surreal quando de repente são isolados do resto do mundo através de uma redoma, que não se sabe de onde vem e nem quem - ou o que - foi responsável por isso. A série estreia em 24 de junhos nos EUA no canal CBS. Confiram o trailer (em inglês):
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