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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Shut-In

Duas semanas atrás divulguei um curta nacional baseado numa HQ de terror de Bruce Jones e do Liberatore. A HQ é Shut-In, uma história curta de 10 páginas que faz parte da antologia de Terror Twisted Tales # 7, que foi publicada no início dos anos 80.

Agora trago para vocês a história original, confira  (em inglês):

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #10

 
Salve salve simpatia! Começamos mais uma Cesta Básica de quadrinhos! E esta semana saiu muitos quadrinhos pra conferir! Na edição de hoje temos Batman e Vampiro Americano. Curioso? Então confira comigo no replay.




Batman – Luva Negra

Gothan sempre contou com Batman para proteger seus habitantes contra incontáveis bandidos. Mas e se até agora, tudo que o Batman enfrentou fazia parte de um plano muito maior? Nesta aventura o homem morcego tem que rever todos seus casos em busca de pistas para descobrir quem é o vilão por de trás de um plano que pode acabar não só com ele, mas com os seus aliados.
Alem disso, a edição traz uma historia que mostra Bruce Wayne com um problema grande: O que fazer quando sua namorada descobre que você é o vigilante mais famoso e temido do mundo?
Bem amigos, o arco da luva negra, que é a organização (ou uma pessoa só?), é bem bacana e é basicamente o prelúdio do que viria a ser Batman Inc. Neste arco vemos em ação outros batmans como o Gaucho, Knight e Squire Romano e Cia tentando descobrir quem é o assassino misterioso a serviço da Luva Negra.
É um bom arco, apesar de ser apenas o começo. Pra quem já leu, talvez o preço médio (R$40,00) afaste, mas a edição é capa dura e totalmente luxuosa. Eu comprei e não me arrependo. Nota 9.


Batman – O Filho do Demônio

Nesta edição Batman é obrigado a se aliar ao seu maior adversário para deter um terrorista sanguinário e insano que obtém o controle de uma máquina capaz de manipular o clima. Assim ele se vê em uma situação difícil, tendo de caçar o sádico criminoso e ao mesmo tempo, proteger Tália, a mulher que pode estar carregando o filho do Homem-Morcego.

Bem essa é uma aventura clássica e histórica do Homem-Morcego. Creio que nem precisa de apresentações A arte de Jerry Bingham é fenomenal. Só pela arte já vale a pena esse encadernado.
E é aqui que Batman tem seu controverso filho Damian, que é o atual Robin. Ra’s Al Ghul oferece sua ajuda desde que o Batman aceite a viver com sua filha, Talita, e o herói acaba vivendo uma relação. A gravidez da de Talita deixa Bruce feliz e o faz repensar sua vida de justiceiro, mas essa ideia não agrada aos planos de Ras e Tália, que agem e elaboram um plano para Batman voltar a ser aquele que eles conheciam antes.

Batman - O Filho do Demônio tem de 88 páginas, em capa dura e papel couchê, no formato 20,5 x 27,5 cm, ao preço de R$ 17,90. É a primeira vez que a história será relançada no Brasil desde que foi publicada originalmente pela Editora Abril, em 1989. Com esse preço, eu já garanti a minha na estante. Nota 10.

Vampiro Americano


Skinner Sweet  é um bandido astuto e cruel e muito genioso. Mas sua vida tem uma guinada numa troca de tiros. Após morrer, ele ressurge dos mortos como o primeiro vampiro americano. Renascido mais forte, mais feroz, e retirando energia do sol, Sweet é o primeiro de uma nova espécie. Após quarenta e cinco anos depois de emergir de sua sepultura, Sweet chega a Los Angeles dos anos 1920.
Mesclando história da conquista do Velho Oeste dos Estados Unidos com a evolução dos mortos-vivos, o lendário mestre do horror, Stephen King, junta-se ao criador Scott Snyder e ao artista Rafael Albuquerque na série Vampiro Americano. Este volume reúne as edições 1 a 5 da série American Vampire em 204 páginas.

Como Vampiro Americano já foi publicado e já falamos dele nos reviews da revista Vertigo, serei breve: Se você não compra a Vertigo, compre esse encadernado. A história tem a boa pegada do Stephen King e arte magnífica. O único problema é preço: R$40,00. Mas eu garanti a minha pois sou putinha de encadernados luxuosos! Hahahaha. Bom a nota é 9!

É isso aí pessoal! A coluna foi curtinha, mas foi honesta! Semana que vem temos mais quadrinhos!



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #9


Olá, pequenos padawans!
Hoje vou indicar uma HQ que já nasceu pra ser clássica e virou animação, uma que bem poderia virar animação e outra que apesar de vir de um ótimo livro, não é tão classe assim, mas que provavelmente vai virar filme!
Ainda nessa edição, comento aquilo que eu já sabia, mas não queria acreditar... não sirvo pra ler scans!


"Poizé", acho que descobri isso mesmo. Não consigo absorver corretamente a leitura de uma HQ se ela for via tela de computador (talvez com uma tablet eu consiga?). Essa constatação veio depois que comprei Grandes Astros Superman da Panini Books e reli, ou melhor dizendo, li pela primeira vez, prestando atenção a todos os seus detalhes!
Não vou me prolongar demais na indicação dessa revista já que tudo o que você tem que saber (ou quase tudo) está nesse podcast que fizemos sobre a revista.

Descrita por muitos como "a melhor história do Superman já feita", All-Star Superman foi publicada nos EUA entre os anos de 2005 à 2008, e se não me engano, chegou no Brasil por volta do final do ano de 2010. E uma revista que ganha um encadernado de qualidade como este depois de apenas 2 anos de publicação no  país é no mínimo algo que devemos prestar atenção. Não só por isso, lógico, já que a dupla responsável pela história são dois dos mais polêmicos artistas da indústria de quadrinhos da atualidade.
Um é o maluco escritor escocês Grant Morrison, que fez trampos fantásticos como Os Invisíveis, Batman: Asilo Arkham, Homem-Animal, Patrulha do Destino, We3 e as elogiadas fases da Liga da Justiça e dos Novos X-Men, trabalho este que fez em parceria com Frank Quitely, desenhista de obras como The Authority. Eu sinceramente curtia o trabalho do Quitely em Authority, mas não sei porque não curti muito sua fase em X-Men. Não sei se tem a ver com o roteiro em si, mas lembro que os desenhos não estavam me agradando muito. Foi por isso que não comprei All-Star Superman quando ela foi lançada aqui, preferindo depois conferir do "modo digital". E lembro que não cheguei a ler até o final. Perdi totalmente o interesse, pois não foi uma história que me prendeu de início.
Meses mais tarde, chega a animação baseada nessa revista. Eu assisti e fiquei pensando: "Cara, isso é fantástico!". Fique tentado a reler a malfadada "scan" com seus erros de português, mas acabei optando pela versão em inglês e tive a conclusão de que tinha perdido um puta material! Realmente ela pode ser considerada uma obra prima!
Afinal, não foi a toa que a série agradou crítica e público e ganhou não só uma animação, mas venceu prêmios como o Eisner, Harvard e Eagle em várias categorias.


Morrison/Quitely foram mais longe que Siegel e Shuster ou até John Byrne e reuniram 70 anos de cronologia do personagem numa só história e ela ficou magnificamente coerente! Além de divertida e emocionante. O plot inicial da história mostra o Superman salvando uma equipe de pesquisas que estavam muito próximo ao Sol (que originalmente deu os poderes ao herói) e durante a fuga, algumas rajadas nucleares da estrela parecem ter potencializado sua força e dado novos superpoderes a ele, mas na verdade, isso era parte do processo cancerígeno que o abateu, devido a essa superexposição solar. E isso era tudo parte do plano de Lex Luthor.

A partir daí, Superman tenta inspirar cada vez mais as pessoas já que tem conhecimento de que vai morrer! Ele explora os limites de seus poderes (com um paralelo interessante com a mitologia de Hércules), se revela a sua amada Lois Lane e concede 24 horas de seus poderes a ela, tenta passar um tempo com os pais adotivos em SmallVille, a sua rivalidade com Lex Luthor é brilhantemente mostrada e até sua excentricidade, quando conhecemos sua "casa". A Fortaleza da Solidão mostrada aqui faz com que a Bat-Caverna seja apenas uma mera vernissage perto desse verdadeiro museu do Superman, com direito a uma cidade engarrafada, uma grande moeda com a cara do Coringa, um ônibus espacial e até um enorme navio, entre outras coisas!

Até os coadjuvantes tem vez nessa história e as bizarrices de Jimmy Olsen realmente são bem maiores (mas divertidas) de que o inimigo inverso do herói: Bizarro.

Enfim, roteiro redondo de Morrison (Batman é menos gay que você!), junto com os desenhos minuciosos e brilhantes de Quitely (me lembrando algo entre o fantástico Moebius e o detalhista Geoff Darrow de Hard Boiled) acompanhados da perfeita arte-final e cores de Jamie Grant, fazem com que essa seja uma verdadeira obra-prima, digna de estar aí na sua estante para que você mostre com orgulho pros seus amigos e um dia pro seus filhos!


Grandes Astros Superman
Panini Books (308 Páginas)
R$ 79,90
Nota: 10


Comprei e li Fantasmópolis, de Doug Tennapel uns 3 meses atrás e achei que valia a pena indicar ela por aqui. A HQ conta a história de um garoto chamado Garth, que apesar de ter uma doença incurável, tenta levar uma vida normal. Ele acaba, sem querer, conhecendo Frank Gallows, uma espécie de detetive. Ele é agente de uma Força-Tarefa de Imigração Sobrenatural e está em crise com seu emprego de caça-fantasmas. Seu posto já está por um fio e ele acaba cometendo uma falha imperdoável, enquanto caçava um esqueleto de cavalo, acidentalmente envia o garoto para o além muito antes da sua hora. Enquanto Frank tenta reparar seus erros, indo buscá-lo com sua nave cronoplasmática, Garth conhece, além de alguém de sua família, um mundo inteiramente novo, Fantasmópolis, o centro de todo o além, e descobre que fantasmas e pesadelos povoam os sete reinos distintos, comandados pelo temível Vaugner. Mas o mundo dos mortos não é mais o que costumava ser e, em busca de um caminho para casa, Garth terá de enfrentar muitos desafios, dentre eles resolver a briga entre os senhores de cada território, o Rei Espectro do Sul, a Rainha do Fogo-Fátuo, o Faraó Múmia, o Duque dos Trasgos, o Rei Caveira do Norte, o Lorde Zumbi e o Rei dos Bichos-Papões para restaurar a paz na cidade fantasma.
Ele descobre também que no mundo dos mortos, quem não morreu tem poderes sobrenaturais!

Essa fantástica aventura bem que podia virar uma bela animação! Os desenhos de Doug Tennapel em Fantasmópolis, são fantásticos, com traços simples e cartunescos mas também carregado de detalhes. Muitas vezes me lembraram algo parecido como Scott Pilgrim e algo próximo de algumas animações da Disney também. As cores desse material também é algo digno de nota, e para isso foi necessário uma grande equipe de coloristas comandados por Katherine Garner e Tom Rhodes. O teor aventuresco e de comédia, além dos valores de família e amizade retratados no roteiro são pontos positivos para que essa HQ se torne uma animação muito boa, na minha opinião, ou que esteja simplesmente listada aqui para que um público maior tenha acesso a essa grande história.
O álbum (Ghostopolis) foi publicado em 2011 e seu autor é um artista bem conceituado e conhecido nos Estados Unidos, pelos trabalhos em Monster Zoo, Tommysaurus Rex e Creature Tech, porém por aqui, é mais conhecido pelos gamers por ter criado a minhoca esquisita Earthworm Jim, aquele joguinho de 1990, triste de difícil, feito para Nintendo.

Para quem curte Fantasia e Aventura, vale a compra!

Fantasmópolis
Editora Ática (272 páginas)
Formato: (15,5 x 23 cm)
Preço: em torno de R$ 35,90
Nota: 9


O escritor Max Brooks, filho do comediante Mel Brooks e ex-integrante da equipe de redatores do programa Saturday Night Live, um belo dia resolveu escrever sobre zumbis... E o que alguém com o humor e o sarcasmo dele poderiam conseguir escrevendo sobre os mortos-vivos? Bom, Brooks acabou se tornando o "especialista" em zumbis.
Não, isso não é exagero. Quem leu o "Guia de Sobrevivência aos Zumbis" e principalmente "Guerra Mundial Z", ambos publicados pela Rocco, sabe do que estou falando.

Ele é tão louco que afirma que os zumbis existem de fato e narra  de uma forma única sobre a questão dos mortos-vivos e a sociedade que eles deixariam para trás.

Bom, mas estamos falando dessa HQ que foi baseada no livro e O guia de sobrevivência a zumbis – ataques registrados é uma graphic novel que não traz muita novidade ao tema, principalmente se você leu o livro, mas mostra algumas das épocas descritas nele, onde houveram esses ataques e que a humanidade conseguiu registrar. Com o traço competente e detalhista do brasileiro Ibraim Roberson, a graphic novel pode ser considerada de alto nível e o desenhista conseguiu realmente executar um trabalho muito bom de narrativa, porém encontrei dois possíveis problemas nela:
Primeiro, algumas pessoas que leram o livro podem não se interessar tanto pela HQ, já que existe aquele problema de que a pessoa acaba achando que o que ela imaginou é muito melhor que aqueles desenhos, ou aquela visão do desenhista;
O outro, é que pra quem não leu o livro, pode ficar a impressão de que falta alguma coisa. Uma explicação a mais sobre aquilo, pois o texto apresentado nela é bem enxuto.

Eu acredito que ela pode ser considerada como um registro importante do momento hype que os zumbis estão "vivendo" na nossa cultura, assim como The Walking Dead, de Robert Kirkman e dos desenhistas Tony Moore e Charlie Adlard, mas não chega a ser tão essencial quanto esta e acredito que muita gente que gosta de quadrinhos de zumbis vai concordar.
Os textos de Brooks são fantásticos em relação ao que já foi apresentado em outras coisas do gênero, apresentando o humor meio mascarado dentro do tom científico que ele dá os livros, pregando uma peça nos leitores mais desavisados, porém nessa HQ, senti falta de uma coisa essencial dentro do que podemos considerar como "guia", os ensinamentos de como deter e o que é preciso saber sobre essas criaturas. Todo o humor e a curiosidade contido nesses temas, foi substituído por uma coisa mais mastigada, sem duplo sentido, desse registro de ataques mostrados.

Espero que o filme baseado no livro "Guerra Mundial Z", traga o mesmo tom bem humorado e absurdo de Max Brooks, bem como o teor detalhista das situações que o autor expõe na obra, e que a deixaram tão boa!

Vale a pena ler, de curiosidade, mas se posso dar meu pitaco, comece pelos livros. 

O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados
(Max Brooks/Ibraim Roberson)
Editora Rocco (144 páginas)
Preço: R$ 24,50
Nota: 6

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Gibicon #1 em Curitiba

 

 Salve Galera. Luiz Modesti na área. E começa amanhã (25/10/2012) e vai até domingo a Gibicon nº1 aqui em Curitiba. 
 
Ai você me pergunta:
   - Modesti, ano passado não teve Gibicon também? Como essa edição é a nº1?
Simples, pequeno gafanhoto. Ano passado foi a edição nº 0. E já foi um sucesso. Imagina essa de agora? Esse evento homenageia a Gibiteca de Curitiba, a primeira do Brasil, que completa 30 anos. A convenção vai ocorrer em vários locais em Curitiba, porém todos próximos, sendo possível ir de um evento a outro a pé.
 A programação da convenção tem palestras, filmes, tarde de autógrafos, exposições, oficinas e debates. A lista de convidados é gigante, assim como a programação completa. Por isso é mais interessante você acessar  o site e conferir:

 
Mas por ter a ilustre presença de Watson Portela a convenção já empolga esse humilde escriba. Haaaa! Dois membros do Uarevaá estarão presentes em vários eventos da gibicon (inclusive nas festas no Jokers, claro). O curitibano Luiz Modesti (eu) e direto de terras farroupilhas, Rafael Rodrigues.

Nos encontramos lá
 
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #7


Salve salve simpatia! Sim eu estou vivo e serei um dos caras que vão escrever a CBQ! Na coluna de hoje teremos Diario de um Banana – Casa dos Horrores, Hunter x Hunter 30, Frequencia Global 2 e old but gold, V de Vingança! Curioso? Então clica ai no leia mais!

Diario de um Banana – Casa dos Horroes 

 O sexto volume desta serie de livros que é quase uma HQ chegou as livrarias em setembro. Ou foi quando eu vi. De qualquer forma é uma boa noticia para os fãs da série. Neste livro vemos mais um ano na vida de Greg Heffley. E como é de se esperar as coisas não vão nada bem para ele! Em casa ele começa a ficar sem grana após começar jogar um jogo virtual que necessita de créditos, ao melhor estilo de farmville. Na escola vão de maul a pior: Após uma pequena confusão ele é acusado de vandalizar a escola e ele crê piamente que é um foragido da policia! Para ajudar, uma forte nevasca atinge a cidade e ele fica preso dentro de casa junto da sua família, garantindo que a casa dos horrores. É um bom quadrinho/ livro, mas sendo sincero, não há nada de novo aqui para quem leu os outros livros. Arrancou-me algumas risadas e a arte é fenomenal, mas queria algo diferente após 6 volumes. É mais do mesmo, mas com qualidade. Nota 7

Hunter x Hunter 30 

Bem, pra quem não conhece esse, eu posso dizer que Hunter x Hunter é o melhor mangá de lutinha e porradaria livre que existe atualmente! Do mesmo criador de Yu Yu Hakusho, a historia até esta edição segue coesa, sem muita putaria e bem divertida. Para quem leu Yu Yu, certamente vai correlacionar as personalidades de uma historia com a outra, porem, asseguro que Hunter x Hunter tem muita personalidade!
Nesta edição finalmente chegamos ao fim do arco da NGL/ Chimera Ant. Como esperado (?) temos a morte do rei Meruem e o ex-presidente da associação Hunter, Netero, deixa seu testamento com instruções para a eleição do novo presidente. Com isso somos apresentados aos 12 Signos, um grupo especial de hunters.
Quem são eles, e qual a relação deles com Netero e a nova eleição? Se você esta comprando, lógico que há de comprar esta edição, se você ficou curioso, pode procurar as edições anteriores que vale a pena! Nota: 9

Frequencia Global 2 

Alo “fulano”, você está na Frequencia Global. É com essa frase marcante que apresento o segundo encadernado de Frequencia Global.
 Para quem não conhece a historia, a Frequencia Global é uma agência internacional com a missão de salvar o mundo sempre que os métodos convencionais não funcionam. A agência conta com mil e um agentes especiais, sendo que cada um é um destaque na sua área de atuação. Professores, detetives, atletas e qualquer outra pessoa de destaque faz parte do time liderado por Miranda Zero.
Nesse segundo e, infelizmente, ultimo volume, Warren Ellis nos apresenta seis histórias muito fodas: Na primeira história, temos uma organização terrorista a fim de explodir Londres e de quebra matar o diretor da M16, e dos serviços de espionagem alemão e russo.
Na sequencia Miranda Zero é sequestrada e os agentes da Frequencia Global devem descobrir quem foi o responsável por isso, porem eles tem somente uma hora para isto! Na terceira história temos um acontecimento macabro em uma clinica experimental em Osaka e um dos agentes local tem que tentar salvar as pessoas presas na clinica mais macabra do oriente. Quarta historia, durante uma missão de sabotagem, dois mercenários rivais se encontram e finalmente poderão resolver as diferenças. Seguindo, a central da Frequencia Global é descoberta e Aleph, que atua como a central telefônica da agencia, terá de cuidar dos invasores sozinha. E por ultimo temos um projeto de controle populacional esquecido que agora ameaça entrar em ação. Será que os agentes podem parar a ameaça quem vem do espaço?
Cara a sequencia é chutadora de bundas! Uma pena que frequência global não seguiu com mais edições. Não tem muito que falar, a não ser aproveite as duas edições luxuosas e tenha em suas mãos uma obra prima de Warren Ellis! Nota 10!

V de Vingança 

 Bem na parte old but gold, queria apenas falar que V de Vingança está novamente nas bancas! Aquele encadernadão bacana, mas que peca por não ser capa dura, foi posto a venda e se você leu e não comprou, ou pior, se não sabe do que se trata, ou ainda, se viu o filme e não sabia que tinha quadrinho disto, vá correndo comprar!

 E ficamos por aqui! Caso tenha se interessado e ta querendo comprar estes e outros quadrinhos, lembre-se que dias 19, 20 e 21 de outubro rola a Fest Comix com super descontos para aquisição de quadrinhos! Eu estarei lá na sexta a partir das 18:00!
@ORomenique

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

19ª Fest Comix

19ª Fest Comix


Salve salve simpatia!

Nos dias 19, 20 e 21 de Outubro acontecerá a 19ª edição do Fest Comix, um evento de Quadrinhos e Mangás do Brasil, reunindo lojas e atrações do segmento com exclusividades para a edição de 2012.
Nosso chapa Danilo Beyruth estará la, é sua chance de ter sua Edição de Necronauta ou Bando de Dois autografado! (Alo Danilo, aceitamos cachê bwahahhaha!)

Também estarão lá as feras: Jamie Delano, Daniel HDR, Sidney Gusman, Moreno Burattini, Vitor Cafaggi, Fabio Civitelli, Sang-Sun Park e Kim Byung Jim.

Vão rolar aqueles super descontos em quadrinhos (alguns chegam a 80%), sessão de autografos, palestras e concurso de cosplay (sua chance de passar vergonha alheia!!!)

Olha ai os horarios e como chegar:

19º Fest Comix Dias 19, 20 e 21 de Outubro
Das 10:00 ás 21:00 sexta e sábado
Domingo das 10:00 ás 18:00.
Centro de Convenções São Luís. Rua Luis Coelho, 323 – Próximo ao metrô Consolação.
Entrada: R$10,00

Eu estarei lá na sexta-feira, então nos vemos lá! Para me achar, manda um twitter para mim!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #6


O CBQ deu uma pequena atrasada, mas por motivos justos, que foi o post do resultado da promoção Uarévaa da Liga, mas hoje, Vini vai indicar algumas HQs que você só encontra nas melhores livrarias do ramo... Diomedes (A Trilogia do Acidente), Necronauta #1 e 2 e Usagi Yojimbo (O Limiar da Vida e da Morte).



Diomedes (A Trilogia do Acidente)

A começar pela capa, a HQ do detetive bonachão e escroto de Lourenço Mutarelli, é um show de design, paginação e formatação impecáveis! O cuidado que a Quadrinhos na Cia. tem com seus produtos é realmente algo digno de nota e elogios. A HQ Diomedes - A Trilogia do Acidente (formato 18,70 x 27,50 cm, 432 páginas, R$ 59,00) não é bem um lançamento, estando mais próximo do título de "relançamento especial", já que dela faz parte a HQ: O Dobro de Cinco, lançada originalmente em 1999, como o primeiro álbum da série, que mais tarde ganharia a continuação através dos livros "O Rei do Ponto" e "A Soma de Tudo".
Lourenço Mutarelli já é um quadrinista de renome, tendo duas fantásticas obras literárias transportadas para o cinema e, apesar de ter uma mente hiper-criativa e caótica em questão de roteiros, seus desenhos deixam um pouco a desejar... mas nada que atrapalhe o bom andamento da história. É engraçado, mas é justamente seu traço sujo e tosco que dá o contraste brilhante para essa obra.
Você pode até se incomodar um pouco, já no primeiro capítulo, com esse traço, mas a medida que Mutarelli vai evoluindo em sua história, incrivelmente seus desenhos vão se tornando cada vez melhores, chegando a uma diferença gritante no final do livro.
Continuando com sua maneira peculiar de fazer histórias, com um caráter bem pessoal e intimista e personagens atormentados, o autor dessa vez traz um ex-policial gordo, sedentário, duro de grana e que passa a maioria do tempo bebendo e fumando, metido à detetive (intercontinental e que nunca conseguiu resolver nenhum caso), a voltas com um mistério sobre um mágico que se ramifica em outros (tão incríveis quanto) e que são, fantasticamente bem definidos no roteiro, sem pontas soltas, fechando muito bem toda a trama.
Outro ponto positivo do álbum são as ambientações, facilmente reconhecíveis para quem mora em São Paulo ou já esteve em Lisboa!
Eu ainda penso em fazer uma resenha mais completa desse álbum, pois muita coisa interessante rolou enquanto lia ele.

A nova edição reúne, então, num único volume, os quatro álbuns anteriormente publicados pela Devir Livraria, com a diferença que, os desenhos originais foram reescaneados e o balonamento totalmente redesenhado, além de conter esboços inéditos e tiras que não constavam na publicação original.

Nota: 9



Necronauta # 1 e 2

Danilo Beyruth estreou no mundo dos quadrinhos em 2009, depois que a Editora HQM resolveu apostar na HQ do "super-herói" Necronauta em O Soldado Assombrado e outras Histórias (88 pgs., R$29,90). A bem da verdade, essas histórias se tornaram conhecidas para uma parcela maior de leitores de quadrinhos, mas existia um grupo de pessoas que já conheciam o trabalho de Beyruth através dos fanzines dos quais o Necronauta era publicado anteriormente. Essa edição contém os 5 primeiros números das histórias publicadas de maneira independente, todas em p&b, sendo que a última (#6) é totalmente colorida e também foi publicada pela Image Comics, na antologia Popgun #3!
Como alguns de vocês, que acompanham o blog a mais tempo, já sabem, o Danilo já chegou a gravar um podcast com a gente e já deixamos bem claro que é opinião da grande maioria de editores do Uarévaa, que Necronauta é um dos quadrinhos de heróis que mais deram certo na história editorial desse país.
Não que tenha vendido horrores, a ponto de ser comparado com algo da DC ou da Marvel, mas é sem dúvida, uma das leituras mais recompensadoras dos quadrinhos nacionais.
Isso porque, além do talento indiscutível do autor nos desenhos e na narrativa visual, as histórias em si, os roteiros que foram feitos tanto por ele, como por alguns convidados (Stephen Lindsay, da série Jesus Hates Zombies, Marcelo Briseno Melo e Luiz Costa Pereira Junior), são inteligentes, bem escritos e seguem uma característica muito certeira, na minha opinião, que é algo que podemos comparar a certas (e boas) HQs produzidas na década de 50/60 (as pulps americanas) ou até algo produzido na Europa.
Começar por esta HQ é leitura garantida de bons momentos!  

Nota: 8,5
Desde que a segunda edição foi lançada, em Setembro de 2011 e logo após do encontro que tivémos com Danilo Beyruth lá no FIQ, estava com vontade de não só recomendar, mas fazer uma resenha dessa fantástica HQ, mas sabe como é... exato 1 ano depois, ela está aqui no CBQ como recomendação mais do que natural.

Necronauta 2 (Zarabatana, 112 pgs., R$36,00) veio na esteira do sucesso que foi o álbum Bando de Dois, graphic novel que Beyruth também publicou pela mesma editora, e trouxe de volta o personagem de uma maneira mais madura e  competente, com roteiros mais elaborados e a arte muito mais detalhada e melhorada (se isso é mesmo possível de afirmar).
Com destaques para a primeira aventura do álbum, Eterno entardecer, que mostra um design de narrativa bem parecido com que o grande mestre Will Eisner costumava utilizar (algo que Beiruth, a meu ver, também utilizou em Bando de Dois) e as duas partes de Sala de espera, que mostra uma jovem que está em coma, mas tem seu espírito preso e vagando por um hospital. Outra boa história é A rainha do grito, uma divertida homenagem aos filmes de horror antigos, com roteiro feito por Hector Lima, única participação especial da  HQ.
Disputa de jurisdição, a última HQ e única colorida, seguindo assim o mesmo modo da primeira edição, traz uma interessante história, onde o autor apresenta outros "condutores de almas", entidades que, assim como o personagem principal, são designados a tarefa de recolher almas. E, embora tenham as mesmas atividades, eles podem disputar com o Necronauta, pela alma no caso da pessoa sofrer uma morte com certas características.
Essa história é a que mais se aproxima do que os leitores estão acostumados em relação a super-heróis (lembra bastante coisas como as vistas nas revistas do Spawn e/ou Motoqueiro fantasma).
Revista mais do que recomendada! A qualidade da narrativa e dos desenhos é muito superior à primeira e além disso, a edição conta com participações especiais em ilustrações do Necronauta, feitas por feras do calibre de Mateus Santolouco, Marcelo Campos, Gustavo Duarte, Rafael Albuquerque, entre outros.

Nota: 9,5
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte
Muitos não conhecem essa série, mas praqueles que estão familiarizados, sabem que ela é uma das melhores séries já feitas para quem curte, assim como eu, histórias da época do Japão feudal. Isso porque os roteiros estão abarrotados de menções históricas dessa época. E não só isso, os desenhos, apesar de um pouco mais infantil ou cartunesco, como preferir chamar, seguem a mesma premissa, tanto nos cenários, quanto armas e roupas.
Stan Sakai, o pai da criança, é o artista responsável pela adaptação dessa bela e empolgante lenda samu­rai para os qua­dri­nhos.
Usagi Yojimbo é um dos mai­o­res suces­sos de público e crí­tica. 
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte (Devir - 216 páginas PB em papel off-set, formato 16,5 cm × 24,0 cm, Preço: R$ 32,00) é o ter­ceiro volume da cole­ção publicada no Brasil e traz as HQs publi­ca­das no livro 10 de sua cole­ção defi­ni­tiva lan­çada ori­gi­nal­mente pela Dark Horse Comics.
Essa Hq em tom de fábula, mostra as aventuras do coelho samurai (na verdade, ronin) que viaja sozi­nho por vila­re­jos e cida­des do Japão do final do século 16, se deparando com diversos tipos de per­so­na­gens, repre­sen­ta­dos também como ani­mais e trazendo sempre alguma lição de moral, como em toda fábula. Mas, não pense que a leitura é sacal, não. A fluidez dos roteiros são ótimas, interessantes e remete às anti­gas can­ções japo­ne­sas que mis­tu­ram aven­tura e ação com men­sa­gens edificantes.
Usagi Yojimbo, criado em 1984, é o per­so­na­gem mais famoso de Sakai, e transformou-se numa das obras essen­ci­ais dos qua­dri­nhos, indis­pen­sá­vel em qual­quer cole­ção. É muito perceptível a vasta pesquisa que o autor fez sobre a cul­tura japo­nesa, principalmente em relação a era Edo, principal mote da série, onde mostra com detalhes desde as leis até os hábi­tos dos habi­tan­tes daquele período.
Mas, não se engane, se você acha que, por ser o autor um japonês, o traço seja algo parecido com mangá... é bom avisar que a HQ se apro­xima muito mais das HQs americanas. Algo como as Tartarugas Ninjas (que aliás, participam de um dos álbuns da série).
A edi­ção traz ainda um pos­fá­cio do autor sobre suas pes­qui­sas e um artigo com curiosidades de bastidores, um pre­fá­cio assi­nado pelo escri­tor Kurt Busiek, galeria de capas e mais uma vez, uma arte exclu­siva para o público bra­si­leiro feito pelo autor.
Esse personagem já foi publicado por aqui pela Via Lettera, porém, já ouvi alguns leitores reclamando da falta de organização da editora em relação ao personagem. Eu tenho os volumes Ronin, Samurai e Bushido e realmente não sei dizer agora se houve problema com a cronologia do personagem nesses livros, porém, a qualidade editorial desses álbuns, realmente deixa a desejar... Mas não dá pra reclamar muito, já que é sabido que na época as editoras tavam é cagando pra edições especiais com qualidade (tipo papel, capas e conteúdo exclusivo no material).

Vale a pena ler.
Nota: 9,5