Social Icons

Pages

Mostrando postagens com marcador Cesta Básica de Quadrinhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cesta Básica de Quadrinhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #12



No CBQ de hoje, Freud fala sobre as hqs The Walking Dead #1Conseqüências e do encadernado Grandes Astros do Faroeste.

The Walking Dead #1

Devido ao sucesso do seriado televisivo baseado nessa HQ, a publicação de Walking Dead no Brasil segue agora o caminho inverso ao original americano: começou saindo em encadernados pela Editora HQM (usando o nome Os Mortos-Vivos), quando o seriado ainda não existia, e agora passa a ter suas edições "avulsas" saindo nas bancas, pela mesma editora.

Sobre isso vale mencionar algumas coisas: a HQM continuará publicando os encadernados normalmente e quem os acompanha já está muitas edições à frente na trama, mas para quem vai começar a ler a série agora, a desvantagem dessa defasagem pode ser compensada pelo tamanho das páginas, que são um pouco maiores que as dos encadernados, e pelo preço, pois os encadernados tem saído a um preço por história proporcionalmente mais caro que a versão mensal (eles vem com 6 edições a R$34,90 e 6 edições da mensal, se mantido o preço atual de R$3,90, saem por R$23,40).

Na primeira edição o roteirista Robert Kirkman acerta em cheio ao jogar o protagonista Rick Grimes abruptamente em meio ao caos gerado por um inexplicado apocalipse zumbi, deixando o personagem e os leitores exatamente no mesmo pé a respeito do que diabos está acontecendo. A leitura flui bem rapidamente e a boa arte de Tony Moore se destaca ainda mais na emoção das expressões faciais dos personagens e na representação dos zumbis.

Nota: 9,0


Conseqüências

Essa HQ curta escrita e desenhada por Caio Majado, tem 16 páginas (sendo 10 de história e as demais com uma apresentação, esboços e informações sobre sua criação), tamanho 23 X 15 cms, capa colorida e miolo em preto e branco e foi lançada em 2008.

Ela se passa num cenário medieval e fala de um garoto abandonado sozinho em sua vila devastada pelo ataque de soldados de um reino vizinho. Gostei da capa e da arte interna, e a trama, embora simples, é bem desenvolvida, com um final que consegue se mostrar interessante mesmo não sendo surpreendente.

Adquiri meu exemplar durante a segunda Rio Comicon, por R$2,00, mas embora tenha sido lançada a 4 anos atrás, ela ainda se encontra a venda clicando AQUI.

Nota: 7.0



Grandes Astros do Faroeste

A DC Comics em seu reboot comenteu erros e acertos, mas um dos acertos foi manter a dupla Justin Gray e Jimmy Palmiotti, então responsáveis pelos roteiros da revista de Jonah Hex, trabalhando com o personagem em seu novo título, Grandes Astros do Faroeste. Mais ainda, acertou ao escalar o incrível artista Moritat como fixo no título, que antes era dividido por vários desenhistas.

Outra mudança foi acabar com as histórias independentes e integrar o anti herói ao universo DC, com uma trama que continua mensalmente, situando Jonah na antiga Gotham City e colocando Amadeus Arkham como coadjuvante. Por já ter me decepcionado com algumas histórias em várias partes de Jonah pelos autores, isso era algo que eu temia dar errado, e realmente acabou levando a algumas situações mal trabalhadas na série. Pra mim, a dupla de roteiristas trabalha melhor em histórias fechadas mas, apesar disso, relevados alguns deslizes, a série é interessante.

Sobre a arte, confesso que gostava do revezamento de artistas na revista mas, ao escolher um para se tornar fixo, Moritat sem dúvida foi uma das melhores opções possíveis, senão a melhor, pois sua arte e narrativa são o ponto forte da revista.

A opção da Panini por encadernar as histórias em arcos é perfeita para essa série e espero que sua publicação continue pois, segundo a editora, a série anterior de encadernados de Jonah Hex foi infelizmente interrompida aqui não pela chegada dos Novos 52, mas por baixas vendas. O encadernado, que além das histórias de Jonah Hex tem também hqs curtas de outros personagem do velho oeste da DC, galeria de capas e um texto de duas páginas falando sobre a publicação do pistoleiro no Brasil, tem 180 páginas e custa R$21,00.

Nota: 7.5

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #11


Hello padawans! Essa semana no CQB um ataque monstruoso, um cabra arretado, duas coletâneas,  uma sobre cultura local e outra sobre um esporte criado na Inglaterra. Então não perca tempo e confira logo.


Monstros (Gustavo Duarte)

Chargista de longa data, Gustavo Duarte é um conhecedor exímio da arte de comunicar só por imagens, sem o uso do recurso verbal. Nessa nova empreitada conta uma ataque de monstros tipicamente "japoneses" a cidade de Santos, repleta de humor, cenas de ação e referencias a cultura pop e personalidades. Um mais que recomendado trabalho.

Nota: 9



O Cabra (Flávio Luiz)

Há muito tempo atrás eu tive uma ideia de uma história futuristica com referencias ao Nordeste, Paraíba e cultura regional nossa de cada dia. Uns amigos até tiravam onda dizendo que ia ter uma "peixeira de luz", em referencia óbvio a Guerra nas Estrelas.

Então, quando vi uma HQ futurista pos-apocalíptica com um cangaceiro como protagonista era claro que eu precisava lê-la.

O trabalho do Flávio Luiz é muito divertido, entretenimento puro com uma pegada Blacksploitation e boas referencias culturais inseridas em um contexto sci-fi. E ouvindo a peregrinação independente que o autor teve para conseguir públicar essa edição, valorizo ainda mais.

Espero que sequencias venham, e queria bonecos colecionáveis desse universo, principalmente da Tanajura!

Nota: 9

Maturi #6

Eu não conhecia a revista Maturi, nem a versão antiga mais fanzine, nem a sua última encarnação. Na FLIQ Natal desse ano fiquei conhecendo a obra e dos seis números produzidos na sua nova versão comprei a última.

Fiquei muito feliz de ver em um Estado vizinho ao nosso se tenha ainda essa luta pela divulgação do trabalho de artistas locais. Com todas as dificuldades, o Gru


pehq (Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos) criado em 1971 conseguiu produzir uma boa mostra do que é produzido pelos potiguares e da cultura e lendas locais.


Das várias histórias, destacaria "EU vejo a Cidade" (texto: Luiz Elson Dantas, Arte: Francisco Eduardo, Montagem e letras: Luis Borges), que fala de forma bela da cidade de Natal com pintura em óleo e aquarela. Também destaco "Estrela do Mar" (História e Arte: Williandi) que com um desenho em preto e branco muito bonito, fala da relação das pessoas com o mar, utilizando a lenda das sereias.

Enfim, é muito recomendado para quem de fato gosta de quadrinhos e o vê como uma expressão cultural de seu povo, mas do que simples comercio. Espero que nas bandas paraibanas algo assim surja logo e seja recorrente, sonhar não custa nada.

Nota: 8.5

Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol


A coletânea de histórias sobre futebol esteve envolvida em polêmica por ter sido escolhida para ser usada em escolas, mas como no Brasil sempre tem algum idiota que não faz seu trabalho direito, colocaram para uma faixa etária não adequada ao conteúdo da revista e, ao invés, de criticarem quem organizou isso tentaram fazer uma caça as bruxas as quadrinhos novamente.


Mas tirando a polêmica da equação, a revista tem sim boas histórias e visões bem interessantes sobre essa que é considerada (e acho um exagero) a paixão nacional, indo desde o humor em cima da velha pelada amadora, até criticas sutis ao próprio esporte, passando por narrativas um tanto quanto caóticas sobre o cotidiano da cidade. Mas destacaria aqui além do, já lugar comum, trabalho dos gêmeos Bá e Moon, mostrando um olhar mais detalhado acerca de um lance de gol, e o de Maringoni, que fala sobre o tão normal sonho de garoto em ser um grande craque e o presente não tão simples assim.

Enfim, não acho que a revista completamente boa, mas tem seus méritos e abarca bem esse universo futebolístico, merecendo até outros volumes com mais convidados e olhares distintos.

Nota: 8.5.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #10

 
Salve salve simpatia! Começamos mais uma Cesta Básica de quadrinhos! E esta semana saiu muitos quadrinhos pra conferir! Na edição de hoje temos Batman e Vampiro Americano. Curioso? Então confira comigo no replay.




Batman – Luva Negra

Gothan sempre contou com Batman para proteger seus habitantes contra incontáveis bandidos. Mas e se até agora, tudo que o Batman enfrentou fazia parte de um plano muito maior? Nesta aventura o homem morcego tem que rever todos seus casos em busca de pistas para descobrir quem é o vilão por de trás de um plano que pode acabar não só com ele, mas com os seus aliados.
Alem disso, a edição traz uma historia que mostra Bruce Wayne com um problema grande: O que fazer quando sua namorada descobre que você é o vigilante mais famoso e temido do mundo?
Bem amigos, o arco da luva negra, que é a organização (ou uma pessoa só?), é bem bacana e é basicamente o prelúdio do que viria a ser Batman Inc. Neste arco vemos em ação outros batmans como o Gaucho, Knight e Squire Romano e Cia tentando descobrir quem é o assassino misterioso a serviço da Luva Negra.
É um bom arco, apesar de ser apenas o começo. Pra quem já leu, talvez o preço médio (R$40,00) afaste, mas a edição é capa dura e totalmente luxuosa. Eu comprei e não me arrependo. Nota 9.


Batman – O Filho do Demônio

Nesta edição Batman é obrigado a se aliar ao seu maior adversário para deter um terrorista sanguinário e insano que obtém o controle de uma máquina capaz de manipular o clima. Assim ele se vê em uma situação difícil, tendo de caçar o sádico criminoso e ao mesmo tempo, proteger Tália, a mulher que pode estar carregando o filho do Homem-Morcego.

Bem essa é uma aventura clássica e histórica do Homem-Morcego. Creio que nem precisa de apresentações A arte de Jerry Bingham é fenomenal. Só pela arte já vale a pena esse encadernado.
E é aqui que Batman tem seu controverso filho Damian, que é o atual Robin. Ra’s Al Ghul oferece sua ajuda desde que o Batman aceite a viver com sua filha, Talita, e o herói acaba vivendo uma relação. A gravidez da de Talita deixa Bruce feliz e o faz repensar sua vida de justiceiro, mas essa ideia não agrada aos planos de Ras e Tália, que agem e elaboram um plano para Batman voltar a ser aquele que eles conheciam antes.

Batman - O Filho do Demônio tem de 88 páginas, em capa dura e papel couchê, no formato 20,5 x 27,5 cm, ao preço de R$ 17,90. É a primeira vez que a história será relançada no Brasil desde que foi publicada originalmente pela Editora Abril, em 1989. Com esse preço, eu já garanti a minha na estante. Nota 10.

Vampiro Americano


Skinner Sweet  é um bandido astuto e cruel e muito genioso. Mas sua vida tem uma guinada numa troca de tiros. Após morrer, ele ressurge dos mortos como o primeiro vampiro americano. Renascido mais forte, mais feroz, e retirando energia do sol, Sweet é o primeiro de uma nova espécie. Após quarenta e cinco anos depois de emergir de sua sepultura, Sweet chega a Los Angeles dos anos 1920.
Mesclando história da conquista do Velho Oeste dos Estados Unidos com a evolução dos mortos-vivos, o lendário mestre do horror, Stephen King, junta-se ao criador Scott Snyder e ao artista Rafael Albuquerque na série Vampiro Americano. Este volume reúne as edições 1 a 5 da série American Vampire em 204 páginas.

Como Vampiro Americano já foi publicado e já falamos dele nos reviews da revista Vertigo, serei breve: Se você não compra a Vertigo, compre esse encadernado. A história tem a boa pegada do Stephen King e arte magnífica. O único problema é preço: R$40,00. Mas eu garanti a minha pois sou putinha de encadernados luxuosos! Hahahaha. Bom a nota é 9!

É isso aí pessoal! A coluna foi curtinha, mas foi honesta! Semana que vem temos mais quadrinhos!



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #9


Olá, pequenos padawans!
Hoje vou indicar uma HQ que já nasceu pra ser clássica e virou animação, uma que bem poderia virar animação e outra que apesar de vir de um ótimo livro, não é tão classe assim, mas que provavelmente vai virar filme!
Ainda nessa edição, comento aquilo que eu já sabia, mas não queria acreditar... não sirvo pra ler scans!


"Poizé", acho que descobri isso mesmo. Não consigo absorver corretamente a leitura de uma HQ se ela for via tela de computador (talvez com uma tablet eu consiga?). Essa constatação veio depois que comprei Grandes Astros Superman da Panini Books e reli, ou melhor dizendo, li pela primeira vez, prestando atenção a todos os seus detalhes!
Não vou me prolongar demais na indicação dessa revista já que tudo o que você tem que saber (ou quase tudo) está nesse podcast que fizemos sobre a revista.

Descrita por muitos como "a melhor história do Superman já feita", All-Star Superman foi publicada nos EUA entre os anos de 2005 à 2008, e se não me engano, chegou no Brasil por volta do final do ano de 2010. E uma revista que ganha um encadernado de qualidade como este depois de apenas 2 anos de publicação no  país é no mínimo algo que devemos prestar atenção. Não só por isso, lógico, já que a dupla responsável pela história são dois dos mais polêmicos artistas da indústria de quadrinhos da atualidade.
Um é o maluco escritor escocês Grant Morrison, que fez trampos fantásticos como Os Invisíveis, Batman: Asilo Arkham, Homem-Animal, Patrulha do Destino, We3 e as elogiadas fases da Liga da Justiça e dos Novos X-Men, trabalho este que fez em parceria com Frank Quitely, desenhista de obras como The Authority. Eu sinceramente curtia o trabalho do Quitely em Authority, mas não sei porque não curti muito sua fase em X-Men. Não sei se tem a ver com o roteiro em si, mas lembro que os desenhos não estavam me agradando muito. Foi por isso que não comprei All-Star Superman quando ela foi lançada aqui, preferindo depois conferir do "modo digital". E lembro que não cheguei a ler até o final. Perdi totalmente o interesse, pois não foi uma história que me prendeu de início.
Meses mais tarde, chega a animação baseada nessa revista. Eu assisti e fiquei pensando: "Cara, isso é fantástico!". Fique tentado a reler a malfadada "scan" com seus erros de português, mas acabei optando pela versão em inglês e tive a conclusão de que tinha perdido um puta material! Realmente ela pode ser considerada uma obra prima!
Afinal, não foi a toa que a série agradou crítica e público e ganhou não só uma animação, mas venceu prêmios como o Eisner, Harvard e Eagle em várias categorias.


Morrison/Quitely foram mais longe que Siegel e Shuster ou até John Byrne e reuniram 70 anos de cronologia do personagem numa só história e ela ficou magnificamente coerente! Além de divertida e emocionante. O plot inicial da história mostra o Superman salvando uma equipe de pesquisas que estavam muito próximo ao Sol (que originalmente deu os poderes ao herói) e durante a fuga, algumas rajadas nucleares da estrela parecem ter potencializado sua força e dado novos superpoderes a ele, mas na verdade, isso era parte do processo cancerígeno que o abateu, devido a essa superexposição solar. E isso era tudo parte do plano de Lex Luthor.

A partir daí, Superman tenta inspirar cada vez mais as pessoas já que tem conhecimento de que vai morrer! Ele explora os limites de seus poderes (com um paralelo interessante com a mitologia de Hércules), se revela a sua amada Lois Lane e concede 24 horas de seus poderes a ela, tenta passar um tempo com os pais adotivos em SmallVille, a sua rivalidade com Lex Luthor é brilhantemente mostrada e até sua excentricidade, quando conhecemos sua "casa". A Fortaleza da Solidão mostrada aqui faz com que a Bat-Caverna seja apenas uma mera vernissage perto desse verdadeiro museu do Superman, com direito a uma cidade engarrafada, uma grande moeda com a cara do Coringa, um ônibus espacial e até um enorme navio, entre outras coisas!

Até os coadjuvantes tem vez nessa história e as bizarrices de Jimmy Olsen realmente são bem maiores (mas divertidas) de que o inimigo inverso do herói: Bizarro.

Enfim, roteiro redondo de Morrison (Batman é menos gay que você!), junto com os desenhos minuciosos e brilhantes de Quitely (me lembrando algo entre o fantástico Moebius e o detalhista Geoff Darrow de Hard Boiled) acompanhados da perfeita arte-final e cores de Jamie Grant, fazem com que essa seja uma verdadeira obra-prima, digna de estar aí na sua estante para que você mostre com orgulho pros seus amigos e um dia pro seus filhos!


Grandes Astros Superman
Panini Books (308 Páginas)
R$ 79,90
Nota: 10


Comprei e li Fantasmópolis, de Doug Tennapel uns 3 meses atrás e achei que valia a pena indicar ela por aqui. A HQ conta a história de um garoto chamado Garth, que apesar de ter uma doença incurável, tenta levar uma vida normal. Ele acaba, sem querer, conhecendo Frank Gallows, uma espécie de detetive. Ele é agente de uma Força-Tarefa de Imigração Sobrenatural e está em crise com seu emprego de caça-fantasmas. Seu posto já está por um fio e ele acaba cometendo uma falha imperdoável, enquanto caçava um esqueleto de cavalo, acidentalmente envia o garoto para o além muito antes da sua hora. Enquanto Frank tenta reparar seus erros, indo buscá-lo com sua nave cronoplasmática, Garth conhece, além de alguém de sua família, um mundo inteiramente novo, Fantasmópolis, o centro de todo o além, e descobre que fantasmas e pesadelos povoam os sete reinos distintos, comandados pelo temível Vaugner. Mas o mundo dos mortos não é mais o que costumava ser e, em busca de um caminho para casa, Garth terá de enfrentar muitos desafios, dentre eles resolver a briga entre os senhores de cada território, o Rei Espectro do Sul, a Rainha do Fogo-Fátuo, o Faraó Múmia, o Duque dos Trasgos, o Rei Caveira do Norte, o Lorde Zumbi e o Rei dos Bichos-Papões para restaurar a paz na cidade fantasma.
Ele descobre também que no mundo dos mortos, quem não morreu tem poderes sobrenaturais!

Essa fantástica aventura bem que podia virar uma bela animação! Os desenhos de Doug Tennapel em Fantasmópolis, são fantásticos, com traços simples e cartunescos mas também carregado de detalhes. Muitas vezes me lembraram algo parecido como Scott Pilgrim e algo próximo de algumas animações da Disney também. As cores desse material também é algo digno de nota, e para isso foi necessário uma grande equipe de coloristas comandados por Katherine Garner e Tom Rhodes. O teor aventuresco e de comédia, além dos valores de família e amizade retratados no roteiro são pontos positivos para que essa HQ se torne uma animação muito boa, na minha opinião, ou que esteja simplesmente listada aqui para que um público maior tenha acesso a essa grande história.
O álbum (Ghostopolis) foi publicado em 2011 e seu autor é um artista bem conceituado e conhecido nos Estados Unidos, pelos trabalhos em Monster Zoo, Tommysaurus Rex e Creature Tech, porém por aqui, é mais conhecido pelos gamers por ter criado a minhoca esquisita Earthworm Jim, aquele joguinho de 1990, triste de difícil, feito para Nintendo.

Para quem curte Fantasia e Aventura, vale a compra!

Fantasmópolis
Editora Ática (272 páginas)
Formato: (15,5 x 23 cm)
Preço: em torno de R$ 35,90
Nota: 9


O escritor Max Brooks, filho do comediante Mel Brooks e ex-integrante da equipe de redatores do programa Saturday Night Live, um belo dia resolveu escrever sobre zumbis... E o que alguém com o humor e o sarcasmo dele poderiam conseguir escrevendo sobre os mortos-vivos? Bom, Brooks acabou se tornando o "especialista" em zumbis.
Não, isso não é exagero. Quem leu o "Guia de Sobrevivência aos Zumbis" e principalmente "Guerra Mundial Z", ambos publicados pela Rocco, sabe do que estou falando.

Ele é tão louco que afirma que os zumbis existem de fato e narra  de uma forma única sobre a questão dos mortos-vivos e a sociedade que eles deixariam para trás.

Bom, mas estamos falando dessa HQ que foi baseada no livro e O guia de sobrevivência a zumbis – ataques registrados é uma graphic novel que não traz muita novidade ao tema, principalmente se você leu o livro, mas mostra algumas das épocas descritas nele, onde houveram esses ataques e que a humanidade conseguiu registrar. Com o traço competente e detalhista do brasileiro Ibraim Roberson, a graphic novel pode ser considerada de alto nível e o desenhista conseguiu realmente executar um trabalho muito bom de narrativa, porém encontrei dois possíveis problemas nela:
Primeiro, algumas pessoas que leram o livro podem não se interessar tanto pela HQ, já que existe aquele problema de que a pessoa acaba achando que o que ela imaginou é muito melhor que aqueles desenhos, ou aquela visão do desenhista;
O outro, é que pra quem não leu o livro, pode ficar a impressão de que falta alguma coisa. Uma explicação a mais sobre aquilo, pois o texto apresentado nela é bem enxuto.

Eu acredito que ela pode ser considerada como um registro importante do momento hype que os zumbis estão "vivendo" na nossa cultura, assim como The Walking Dead, de Robert Kirkman e dos desenhistas Tony Moore e Charlie Adlard, mas não chega a ser tão essencial quanto esta e acredito que muita gente que gosta de quadrinhos de zumbis vai concordar.
Os textos de Brooks são fantásticos em relação ao que já foi apresentado em outras coisas do gênero, apresentando o humor meio mascarado dentro do tom científico que ele dá os livros, pregando uma peça nos leitores mais desavisados, porém nessa HQ, senti falta de uma coisa essencial dentro do que podemos considerar como "guia", os ensinamentos de como deter e o que é preciso saber sobre essas criaturas. Todo o humor e a curiosidade contido nesses temas, foi substituído por uma coisa mais mastigada, sem duplo sentido, desse registro de ataques mostrados.

Espero que o filme baseado no livro "Guerra Mundial Z", traga o mesmo tom bem humorado e absurdo de Max Brooks, bem como o teor detalhista das situações que o autor expõe na obra, e que a deixaram tão boa!

Vale a pena ler, de curiosidade, mas se posso dar meu pitaco, comece pelos livros. 

O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados
(Max Brooks/Ibraim Roberson)
Editora Rocco (144 páginas)
Preço: R$ 24,50
Nota: 6

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #8


Nesta edição desta magnifica coluna conheça o trabalho do paraibano Shiko, uma das últimas viagens psicodélicas de Ted McKeever, o número zero das histórias do Morcego de Gotham e uma versão bem interessante de Deus.




Marginal (Shiko)

Eu não tive o prazer de acompanhar "em tempo real" os lançamentos dos fanzines, como o autor intitulava, de Shiko na sua época. Só conheci o trabalho desse paraibano a partir de Bluenote, feito em conjunto com o também paraibano Biu, e através de seu Flicr: Derbyblue.

Por isso tinha curiosidade de ver como eram os primórdios do talento de Shiko. E agora que pude ler essa coletânea dos melhores trabalhos que saiam no Marginal Zine, fiquei muito satisfeito com a leitura que tive. As histórias versam sobre o cotidiano comum urbano, acredito que até tem algo de biográfico ai, e inspirações em trabalhos literários do gosto do autor, além de sutis, e algumas bem declaradas, referencias da cultura pop - bem característico de seus trabalhos.

Muito legal antes de por os olhos em O Quinze, versão em quadrinhos da obra de Rachel de Queiroz, roteirizada e desenhado por Shiko, e no seu vindouro “Graphic MSP – Piteco” , poder ter esse olhar sobre o inicio de tudo e perceber a evolução de seu trabalho.

A edição da Marca de Fantasia é curtinha, 52p. 14x20cm, e custa R$10,00. Pode ser encomendada pelo site da editora:

Nota: 7.5

Meta #4

A HQ é uma minissérie em cinco edições feita por Ted McKeever e publicada pela Shadowline . Começa quando um astronauta acorda em uma praia com amnésia. Ele encontra uma mulher grande e musculosa chamada "Gasolina", que só fala com ícones e está vestida com um traje semelhante ao de Papai Noel . Em seu corpo, o astronauta percebe um número de cicatrizes que ele não pode explicar.

McKeever descreveu o trabalho como "uma jornada de auto-descoberta em uma viagem de pesadelos bizarros, romance torcida e a insanidade cômica científica, abrangendo desde Coney Island à desolada Centro-Oeste".

McKeever faz uma obra bem, digamos, estranha. É preciso dar uma segunda lida, uma terceira, quarta, quinta, para entender bem as coisas, e mesmo assim, acredito que nem tudo estará explicado. Os desenhos são muito bons, e tem reflexões sobre a existência humana bem interessantes.

Nota: 8.0

Batman #0

Esse Batman, é o Scott Snyder sambando e mostrando como em uma única edição se estabelece boas fundações para um personagem. Além de mostrar o Batman antes do Batman, pontua bem como eram seus aliados: Dick - ainda como um Grayson Voador, Jason - como um meliante arrependido, e Tim Drake - como um gênio juvenil.

Nota: 9.5



Deus, essa gostosa:

Rafael Campos é um autor sarcástico, polêmico, divertido. Sua versão de Deus nos trás uma morena, como o próprio titulo diz, uma gostosa de primeira, fogosa e descontraída.

Com 7 capítulos, referentes aos sete dias bíblicos da construção do mundo, vemos todo tipo de aventura sexual da personagem e junto com isso muito das reflexões e pensamentos do próprio autor. Uma pequena "gênesis" para se viver a vida melhor e com menos preocupações, mas, claro, não acessível a quem não fizer essa viagem de mente aberta.

Nota: 9.0

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #7


Salve salve simpatia! Sim eu estou vivo e serei um dos caras que vão escrever a CBQ! Na coluna de hoje teremos Diario de um Banana – Casa dos Horrores, Hunter x Hunter 30, Frequencia Global 2 e old but gold, V de Vingança! Curioso? Então clica ai no leia mais!

Diario de um Banana – Casa dos Horroes 

 O sexto volume desta serie de livros que é quase uma HQ chegou as livrarias em setembro. Ou foi quando eu vi. De qualquer forma é uma boa noticia para os fãs da série. Neste livro vemos mais um ano na vida de Greg Heffley. E como é de se esperar as coisas não vão nada bem para ele! Em casa ele começa a ficar sem grana após começar jogar um jogo virtual que necessita de créditos, ao melhor estilo de farmville. Na escola vão de maul a pior: Após uma pequena confusão ele é acusado de vandalizar a escola e ele crê piamente que é um foragido da policia! Para ajudar, uma forte nevasca atinge a cidade e ele fica preso dentro de casa junto da sua família, garantindo que a casa dos horrores. É um bom quadrinho/ livro, mas sendo sincero, não há nada de novo aqui para quem leu os outros livros. Arrancou-me algumas risadas e a arte é fenomenal, mas queria algo diferente após 6 volumes. É mais do mesmo, mas com qualidade. Nota 7

Hunter x Hunter 30 

Bem, pra quem não conhece esse, eu posso dizer que Hunter x Hunter é o melhor mangá de lutinha e porradaria livre que existe atualmente! Do mesmo criador de Yu Yu Hakusho, a historia até esta edição segue coesa, sem muita putaria e bem divertida. Para quem leu Yu Yu, certamente vai correlacionar as personalidades de uma historia com a outra, porem, asseguro que Hunter x Hunter tem muita personalidade!
Nesta edição finalmente chegamos ao fim do arco da NGL/ Chimera Ant. Como esperado (?) temos a morte do rei Meruem e o ex-presidente da associação Hunter, Netero, deixa seu testamento com instruções para a eleição do novo presidente. Com isso somos apresentados aos 12 Signos, um grupo especial de hunters.
Quem são eles, e qual a relação deles com Netero e a nova eleição? Se você esta comprando, lógico que há de comprar esta edição, se você ficou curioso, pode procurar as edições anteriores que vale a pena! Nota: 9

Frequencia Global 2 

Alo “fulano”, você está na Frequencia Global. É com essa frase marcante que apresento o segundo encadernado de Frequencia Global.
 Para quem não conhece a historia, a Frequencia Global é uma agência internacional com a missão de salvar o mundo sempre que os métodos convencionais não funcionam. A agência conta com mil e um agentes especiais, sendo que cada um é um destaque na sua área de atuação. Professores, detetives, atletas e qualquer outra pessoa de destaque faz parte do time liderado por Miranda Zero.
Nesse segundo e, infelizmente, ultimo volume, Warren Ellis nos apresenta seis histórias muito fodas: Na primeira história, temos uma organização terrorista a fim de explodir Londres e de quebra matar o diretor da M16, e dos serviços de espionagem alemão e russo.
Na sequencia Miranda Zero é sequestrada e os agentes da Frequencia Global devem descobrir quem foi o responsável por isso, porem eles tem somente uma hora para isto! Na terceira história temos um acontecimento macabro em uma clinica experimental em Osaka e um dos agentes local tem que tentar salvar as pessoas presas na clinica mais macabra do oriente. Quarta historia, durante uma missão de sabotagem, dois mercenários rivais se encontram e finalmente poderão resolver as diferenças. Seguindo, a central da Frequencia Global é descoberta e Aleph, que atua como a central telefônica da agencia, terá de cuidar dos invasores sozinha. E por ultimo temos um projeto de controle populacional esquecido que agora ameaça entrar em ação. Será que os agentes podem parar a ameaça quem vem do espaço?
Cara a sequencia é chutadora de bundas! Uma pena que frequência global não seguiu com mais edições. Não tem muito que falar, a não ser aproveite as duas edições luxuosas e tenha em suas mãos uma obra prima de Warren Ellis! Nota 10!

V de Vingança 

 Bem na parte old but gold, queria apenas falar que V de Vingança está novamente nas bancas! Aquele encadernadão bacana, mas que peca por não ser capa dura, foi posto a venda e se você leu e não comprou, ou pior, se não sabe do que se trata, ou ainda, se viu o filme e não sabia que tinha quadrinho disto, vá correndo comprar!

 E ficamos por aqui! Caso tenha se interessado e ta querendo comprar estes e outros quadrinhos, lembre-se que dias 19, 20 e 21 de outubro rola a Fest Comix com super descontos para aquisição de quadrinhos! Eu estarei lá na sexta a partir das 18:00!
@ORomenique

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #6


O CBQ deu uma pequena atrasada, mas por motivos justos, que foi o post do resultado da promoção Uarévaa da Liga, mas hoje, Vini vai indicar algumas HQs que você só encontra nas melhores livrarias do ramo... Diomedes (A Trilogia do Acidente), Necronauta #1 e 2 e Usagi Yojimbo (O Limiar da Vida e da Morte).



Diomedes (A Trilogia do Acidente)

A começar pela capa, a HQ do detetive bonachão e escroto de Lourenço Mutarelli, é um show de design, paginação e formatação impecáveis! O cuidado que a Quadrinhos na Cia. tem com seus produtos é realmente algo digno de nota e elogios. A HQ Diomedes - A Trilogia do Acidente (formato 18,70 x 27,50 cm, 432 páginas, R$ 59,00) não é bem um lançamento, estando mais próximo do título de "relançamento especial", já que dela faz parte a HQ: O Dobro de Cinco, lançada originalmente em 1999, como o primeiro álbum da série, que mais tarde ganharia a continuação através dos livros "O Rei do Ponto" e "A Soma de Tudo".
Lourenço Mutarelli já é um quadrinista de renome, tendo duas fantásticas obras literárias transportadas para o cinema e, apesar de ter uma mente hiper-criativa e caótica em questão de roteiros, seus desenhos deixam um pouco a desejar... mas nada que atrapalhe o bom andamento da história. É engraçado, mas é justamente seu traço sujo e tosco que dá o contraste brilhante para essa obra.
Você pode até se incomodar um pouco, já no primeiro capítulo, com esse traço, mas a medida que Mutarelli vai evoluindo em sua história, incrivelmente seus desenhos vão se tornando cada vez melhores, chegando a uma diferença gritante no final do livro.
Continuando com sua maneira peculiar de fazer histórias, com um caráter bem pessoal e intimista e personagens atormentados, o autor dessa vez traz um ex-policial gordo, sedentário, duro de grana e que passa a maioria do tempo bebendo e fumando, metido à detetive (intercontinental e que nunca conseguiu resolver nenhum caso), a voltas com um mistério sobre um mágico que se ramifica em outros (tão incríveis quanto) e que são, fantasticamente bem definidos no roteiro, sem pontas soltas, fechando muito bem toda a trama.
Outro ponto positivo do álbum são as ambientações, facilmente reconhecíveis para quem mora em São Paulo ou já esteve em Lisboa!
Eu ainda penso em fazer uma resenha mais completa desse álbum, pois muita coisa interessante rolou enquanto lia ele.

A nova edição reúne, então, num único volume, os quatro álbuns anteriormente publicados pela Devir Livraria, com a diferença que, os desenhos originais foram reescaneados e o balonamento totalmente redesenhado, além de conter esboços inéditos e tiras que não constavam na publicação original.

Nota: 9



Necronauta # 1 e 2

Danilo Beyruth estreou no mundo dos quadrinhos em 2009, depois que a Editora HQM resolveu apostar na HQ do "super-herói" Necronauta em O Soldado Assombrado e outras Histórias (88 pgs., R$29,90). A bem da verdade, essas histórias se tornaram conhecidas para uma parcela maior de leitores de quadrinhos, mas existia um grupo de pessoas que já conheciam o trabalho de Beyruth através dos fanzines dos quais o Necronauta era publicado anteriormente. Essa edição contém os 5 primeiros números das histórias publicadas de maneira independente, todas em p&b, sendo que a última (#6) é totalmente colorida e também foi publicada pela Image Comics, na antologia Popgun #3!
Como alguns de vocês, que acompanham o blog a mais tempo, já sabem, o Danilo já chegou a gravar um podcast com a gente e já deixamos bem claro que é opinião da grande maioria de editores do Uarévaa, que Necronauta é um dos quadrinhos de heróis que mais deram certo na história editorial desse país.
Não que tenha vendido horrores, a ponto de ser comparado com algo da DC ou da Marvel, mas é sem dúvida, uma das leituras mais recompensadoras dos quadrinhos nacionais.
Isso porque, além do talento indiscutível do autor nos desenhos e na narrativa visual, as histórias em si, os roteiros que foram feitos tanto por ele, como por alguns convidados (Stephen Lindsay, da série Jesus Hates Zombies, Marcelo Briseno Melo e Luiz Costa Pereira Junior), são inteligentes, bem escritos e seguem uma característica muito certeira, na minha opinião, que é algo que podemos comparar a certas (e boas) HQs produzidas na década de 50/60 (as pulps americanas) ou até algo produzido na Europa.
Começar por esta HQ é leitura garantida de bons momentos!  

Nota: 8,5
Desde que a segunda edição foi lançada, em Setembro de 2011 e logo após do encontro que tivémos com Danilo Beyruth lá no FIQ, estava com vontade de não só recomendar, mas fazer uma resenha dessa fantástica HQ, mas sabe como é... exato 1 ano depois, ela está aqui no CBQ como recomendação mais do que natural.

Necronauta 2 (Zarabatana, 112 pgs., R$36,00) veio na esteira do sucesso que foi o álbum Bando de Dois, graphic novel que Beyruth também publicou pela mesma editora, e trouxe de volta o personagem de uma maneira mais madura e  competente, com roteiros mais elaborados e a arte muito mais detalhada e melhorada (se isso é mesmo possível de afirmar).
Com destaques para a primeira aventura do álbum, Eterno entardecer, que mostra um design de narrativa bem parecido com que o grande mestre Will Eisner costumava utilizar (algo que Beiruth, a meu ver, também utilizou em Bando de Dois) e as duas partes de Sala de espera, que mostra uma jovem que está em coma, mas tem seu espírito preso e vagando por um hospital. Outra boa história é A rainha do grito, uma divertida homenagem aos filmes de horror antigos, com roteiro feito por Hector Lima, única participação especial da  HQ.
Disputa de jurisdição, a última HQ e única colorida, seguindo assim o mesmo modo da primeira edição, traz uma interessante história, onde o autor apresenta outros "condutores de almas", entidades que, assim como o personagem principal, são designados a tarefa de recolher almas. E, embora tenham as mesmas atividades, eles podem disputar com o Necronauta, pela alma no caso da pessoa sofrer uma morte com certas características.
Essa história é a que mais se aproxima do que os leitores estão acostumados em relação a super-heróis (lembra bastante coisas como as vistas nas revistas do Spawn e/ou Motoqueiro fantasma).
Revista mais do que recomendada! A qualidade da narrativa e dos desenhos é muito superior à primeira e além disso, a edição conta com participações especiais em ilustrações do Necronauta, feitas por feras do calibre de Mateus Santolouco, Marcelo Campos, Gustavo Duarte, Rafael Albuquerque, entre outros.

Nota: 9,5
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte
Muitos não conhecem essa série, mas praqueles que estão familiarizados, sabem que ela é uma das melhores séries já feitas para quem curte, assim como eu, histórias da época do Japão feudal. Isso porque os roteiros estão abarrotados de menções históricas dessa época. E não só isso, os desenhos, apesar de um pouco mais infantil ou cartunesco, como preferir chamar, seguem a mesma premissa, tanto nos cenários, quanto armas e roupas.
Stan Sakai, o pai da criança, é o artista responsável pela adaptação dessa bela e empolgante lenda samu­rai para os qua­dri­nhos.
Usagi Yojimbo é um dos mai­o­res suces­sos de público e crí­tica. 
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte (Devir - 216 páginas PB em papel off-set, formato 16,5 cm × 24,0 cm, Preço: R$ 32,00) é o ter­ceiro volume da cole­ção publicada no Brasil e traz as HQs publi­ca­das no livro 10 de sua cole­ção defi­ni­tiva lan­çada ori­gi­nal­mente pela Dark Horse Comics.
Essa Hq em tom de fábula, mostra as aventuras do coelho samurai (na verdade, ronin) que viaja sozi­nho por vila­re­jos e cida­des do Japão do final do século 16, se deparando com diversos tipos de per­so­na­gens, repre­sen­ta­dos também como ani­mais e trazendo sempre alguma lição de moral, como em toda fábula. Mas, não pense que a leitura é sacal, não. A fluidez dos roteiros são ótimas, interessantes e remete às anti­gas can­ções japo­ne­sas que mis­tu­ram aven­tura e ação com men­sa­gens edificantes.
Usagi Yojimbo, criado em 1984, é o per­so­na­gem mais famoso de Sakai, e transformou-se numa das obras essen­ci­ais dos qua­dri­nhos, indis­pen­sá­vel em qual­quer cole­ção. É muito perceptível a vasta pesquisa que o autor fez sobre a cul­tura japo­nesa, principalmente em relação a era Edo, principal mote da série, onde mostra com detalhes desde as leis até os hábi­tos dos habi­tan­tes daquele período.
Mas, não se engane, se você acha que, por ser o autor um japonês, o traço seja algo parecido com mangá... é bom avisar que a HQ se apro­xima muito mais das HQs americanas. Algo como as Tartarugas Ninjas (que aliás, participam de um dos álbuns da série).
A edi­ção traz ainda um pos­fá­cio do autor sobre suas pes­qui­sas e um artigo com curiosidades de bastidores, um pre­fá­cio assi­nado pelo escri­tor Kurt Busiek, galeria de capas e mais uma vez, uma arte exclu­siva para o público bra­si­leiro feito pelo autor.
Esse personagem já foi publicado por aqui pela Via Lettera, porém, já ouvi alguns leitores reclamando da falta de organização da editora em relação ao personagem. Eu tenho os volumes Ronin, Samurai e Bushido e realmente não sei dizer agora se houve problema com a cronologia do personagem nesses livros, porém, a qualidade editorial desses álbuns, realmente deixa a desejar... Mas não dá pra reclamar muito, já que é sabido que na época as editoras tavam é cagando pra edições especiais com qualidade (tipo papel, capas e conteúdo exclusivo no material).

Vale a pena ler.
Nota: 9,5

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #5



No CBQ de hoje, Freud fala sobre as hqs Dark #1 e #2, Space Opera #1 e #2 e Fell - Cidade Brutal.

Dark #1

Dark reúne 5 títulos do Reboot da DC Comics mais próximos do estilo da Vertigo, inclusive com personagens frequentemente publicados nessa linha da editora. Liga da Justiça Dark abre a revista ainda engatinhando na trama  e apenas introduzindo uma grande ameaça e alguns personagens que farão parte dessa reunião inusitada de "heróis" mais acostumados a agir sozinhos. A arte pra mim deixou a desejar na representação dos super heróis da Liga da Justiça "oficial", que fazem uma rápida participação, mas fora isso me agradou.

Homem Animal é o ponto forte dessa primeira edição,   conseguindo estabelecer bem a atual situação do protagonista e já dando início a uma trama que me instigou muito a acompanhar sua continuação. A arte também é ótima e casa perfeitamente com o roteiro.

As demais séries, Ressurreição, Eu, o vampiro e Monstro do Pântano trazem algumas coisas interessantes no roteiro e boa arte (principalmente na do Monstro) mas ainda não dizem a que vieram, com um início muito morno que não estabelece grande expectativa ou definição sobre o estilo de histórias que virão a seguir.

Apesar disso, o preço de R$8,99 pela edição com 5 hqs onde uma já teve ótimo início e as demais tem bom potencial vale a aposta nesse novo título da Panini.

Nota: 7,5


Dark #2

Mesmo com as segundas edições das 5 histórias, a maioria dos títulos ainda não engrena. Liga da Justiça DarkRessurreição e Eu, o vampiro seguem buscando estabelecer bem o status atual de seus personagens mas com um desenvolvimento de trama muito lento, que desamina um bocado. Já Homem Animal não decepciona, se tornando cada vez mais envolvente e confirmando a boa repercussão que o título vem tendo lá fora.

Monstro do Pântano é a grata surpresa dessa edição, estabelecendo um novo status que, ao mesmo tempo que respeita as grandes histórias já clássicas feitas com o personagem, traz uma nova e interessante visão sobre ele.

Nota: 8.0





Space Opera #1

Essa hq independente de 28 páginas trás duas histórias de ficção científica, ambas roteirizadas por Leonardo Santana. A principal, Andrômeda, mostra uma nave espacial caindo acidentalmente num planeta desconhecido e sua tripulação lidando com as consequências da queda e os perigos do planeta.

Embora cheia de situações comuns do gênero, tanto história quanto a arte (de Ricardo Anderson) me agradaram e fiquei interessado pela sua continuação na edição seguinte. A segunda história é curtinha e fechada, desenhada por Will, e também interessante. Há ainda um bom texto de duas páginas falando sobre o gênero Space Opera. A revista tem formato 21x15 cms, miolo em preto e branco e custa R$3,00.

Nota: 6.5



Space Opera #2

Aqui temos a sequência da história da Comandante Andrômeda, novamente com uma boa dose de ação. A arte continua boa, agora a cargo de Rosendo Caetano. A segunda historia dessa vez inicia uma nova série chamada As Novas Amazonas, com arte de Ricardo Anderson, sobre um grupo de guerreiras num Brasil pós apocalíptico. Os dois roteiros novamente são de Leonardo Santana. Completa a edição um conto de Gian Danton, autor do texto explicativo da edição anterior.

Essa segunda edição aumentou o número de páginas para 32, mas fora isso mantem o mesmo formato da anterior, e custa R$4,00. Comprei as minhas no stand do Quarto Mundo na Rio Comicon do ano passado, mas ambas podem ser adquiridas através do site www.bodegadoleo.com.

Nota: 6.5




Fell - Cidade Brutal - Vol. 1

Fell foi uma série policial lançada lá fora pela Image em 2005 e idealizada pelo roteirista Warren Ellis para trabalhar com histórias mais curtas que o normal do mercado americano (16 páginas ao invés do padrão de 22 da época) e um preço mais acessível. A trama mostra o detetive de homicídios Richard Fell se adaptando ao violento, repulsivo e abandonado distrito de Snowtown, transferido pra trabalhar ali devido a algum acontecimento misterioso em seu passado recente.

O clima sombrio e sujo do local é reforçado pela bela arte de Ben Templesmith, que ajuda a estabelecer a atmosfera noir da hq. Os bons roteiros de Ellis trazem sempre algum crime a ser desvendado nesse ambiente caótico que as vezes exige soluções anticonvencionais.

Esse encadernado lançado aqui em 2008 pela Editora Landscape por R$33,00 trás as 8 primeiras edições americanas e ainda se encontra à venda em diversas lojas online. Infelizmente essa elogiada série até hoje não passou do número 9 lá fora de um total de 16 edições previsto por Ellis, porque uma pane no computador dos escritor fez ele perder muito do que já estava pronto para as edições finais. Apesar disso, a passos lentos ele parece ainda trabalhar nela, e finalizou o roteiro da edição 10.

Nota: 9

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #4


O Cesta Básica de Quadrinhos é uma coluna antiga aqui do Uarévaa que estamos reativando e será semanal. No CBQ, toda sexta, voces terão resenhas curtas sobre várias hqs, sejam elas lançamentos ou não.

No post de hoje, Marcelo Soares fala das hqs Revolução, Batman Earth OneSaga: #4, Ultimate Comics Os Supremos #13, Ultimate Comics X-Men #14 e As Aventuras dos Trapalhoes 03: Bat-Trapalhoes Versus Kuringa.



Revolução (Milo Manara) 

O trabalho do Manara sempre é maravilhoso, mas, infelizmente, a história não é lá essas coisas todas. Faz umas referencias a revolução francesa, uma critica a televisão e meios de comunicação em geral, mas algo muito "lugar comum" do que sempre ouvimos. Vale pela curiosidade.

Nota: 2 estrelas






Batman - Earth One (Geff Johns e Gary Frank)

Gary Frank é um grande desenhista, mas, apesar de aqui salvar as coisas, ele está muito abaixo do que seu potencial.

Geoff Johns tenta fazer um Batman Begins mas não chega aos pés de um Nolan. O que ele muda pra mim não é relevante e interessante, e o que ele faz de interessante é retirado de outras tantas coisas que vimos no personagem - e em especial o Begins, como o mal preparo de inicio de carreira do Batman e Lúcios Fox em uma mesma função e tendo o mesmo diálogo do filme. Enfim, assim como o Superman Earth One, não serve de nada isso.

Nota: 5


Saga: #4 (Brian Vaugh e Fiona Staples) 

É muito difícil falar dessa já obra prima do autor de coisas fracas como Runaways, Y The Last Man e Ex-Machina, não por ser complicada de se acompanhar, mas porque é tão boa e surreal que é difícil saber por onde começar.

A história é um típico Romeu e Julieta espacial, mas como sabemos plots comuns nas mãos de Vaugh se tornam sempre algo a mais. Existe uma guerra entre duas raças, e no meio dela dois soldados em lados opostos se apaixonam: um homem com chifres chamado Marko e uma guerreira com asas chamada Alana e decidem ter um bebê. A partir daí, eles são perseguidos por criaturas por todo o universo, de monstros a caçadores de recompensa, e passamos a conhecer o fundo da mente deliciosamente insana do autor.

Temos desde regentes de uma raça que tem em sua cabeça uma TV presa, até mercenários em forma de aranha, passando por crianças fantasmas e toda sorte de aberrações.

Nessa edição, Marko e Alana tentam encontrar a Floresta da Espaçonave para escaparem do planeta onde estão com seu filho. Enquanto um dos seus perseguidores chega ao Planeta-Bordel Sextilhão – e prepare seus olhos para tudo quanta perversão escabrosa. E como sempre a Fiona Staples dando show nos desenhos.

Ah, ao fim de cada edição temos a sessão To Be Continued, onde o autor “conversa” através de cartas com seu público. É algo deveras muito divertido.

Nota: 10 


Ultimate Comics Os Supremos #13 (Sam Humphries e Billy Tan) 

A América está na merda, de um lado o Texas se separou da nação, do outro Washington foi bombardeada por uma ataque matando todos os políticos – incluindo o presidente, vice e todos os sucessores diretos até o ponto de só o Secretário de Energia do Meio Oeste ser o único na lista para assumir – e o Novo Mexico e Arizona dominados pelos Sentinelas e movimento antimutantes. Em ressumo, a América precisa de seu maior herói, e ele voltou à ativa.

Depois de muito tempo – após a última passagem do Mark Millar pelos Supremos onde pôs Steve Rogers para enfrentar seu filho, autointitulado de Caveira Vermelha – o Capitão América perdeu a fé no que fazia e se refugiou em algum deserto americano. Quando vê a situação complicada ele resolve voltar e atuar (com um uniforme bem Swat Style). Assim, a Shield (sem o Fury que agora é considerado inimigo público, de novo) chama ele e seus amiguinhos Homem de Ferro e Thor de volta.

O ritmo de narração, ação e profundidade construído por John Hickman nas 12 edições anteriores é mantido por Humphries aqui, o que para mim é um bom sinal. A história posiciona algum possível novo leitor bem no cenário, e mantém quem já acompanhava (como eu) o que vinha sendo feito com vontade de saber onde tudo isso vai dar.


Nota: 9


Ultimate Comics X-Men #14 (Brian Wood e Paco Medina)

Como posto acima, o universo Ultimate esta de cabeça para baixo. E é nesse cenário de perseguição e guerra que um dos meus autores preferidos assume os discípulos do falecido Xavier. Mas, infelizmente, diferente de outros trabalhos, o ritmo dado por ele aqui é muito chato para algo dos X-Men, com muitas legendas  narrativas e personagens que a principio não tem carisma. O desenho puxado pra mangá do Medina também não me anima, mas quem sabe é feito para adolescentes fãs do estilo mesmo.

Nessa edição Kitty Pride viaja junto com Vampira, Bobby Drake e outros estrada a fora fugindo da caça mutante de um grupo revolucionário antimutante que tomou conta de uma parte dos EUA. O plano dela é ir até o Sudoeste americano e acabar com campos de concentração mutante, para depois fazer uma guerrilha. Ainda é a primeira edição dessa nova fase, pode ser por isso o desenrolar sem animo e atrativo. Esperar para ver onde vai dar.

Nota: 5


As Aventuras dos Trapalhoes 03: Bat-Trapalhoes Versus Kuringa (Gerson B. Teixeira e Gustavo Machado)

Quem assistia as extintas aventuras dos Trapalhões e suas divertidas sátiras aos super-heróis dos quadrinhos, sabe como eles pegavam bem as coisas mais ridículas de cada personagem. Nessa edição de Aventuras dos Trapalhões, direto do túnel do tempo, do ano de 1989, publicada pela Editora Abril, vemos nos quadrinhos uma incursão da trupe em uma imitação do Batman.

Naquela época ainda se tinha bem forte a imagem do Homem-Morcego do seriado dos anos 60, e vemos bem isso na revista com os bat-brinquedos mais nonsenses possíveis, ações heroicas das mais estranhas como salvar uma mosca na sopa, cuidar de crianças. Tudo com aquele humor até ingênuo e, para os dias de hoje, sem graça, mas que ainda me fez rir bastante.



Um tipo de publicação que acredito eu não se não tenha na própria TV quanto mais nas bancas, e acho que nem faria tanto sucesso com o público alvo leitor quanto se fazia no período em que foi publicado. Uma pena, mas fica recomendado uma nova leitura sempre para quem tiver em seus baús, além de tudo ela serviu de inspiração ao Nolan para um momento muito importante de seu último Batman The Dark Knight Rises:


Nota: 9