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terça-feira, 23 de abril de 2013

Heróis da DC tretam feio em Injustice: Gods Among Us



Esse fim de semana eu aproveitei um pouco de tempo que me sobrava e acabei matando minha curiosidade baixando a demo de um jogo, para ver qualé que é a dele... se valia a pena comprar/jogar, etc.
O jogo em questão é Injustice: Gods Among Us e nas próximas linhas vou dar uma geral em sua história e um pouco do meu parecer sobre ele.

Então, aperta play!





Para você ter uma ideia do que se trata Injustice: Gods Among Us, basta começar dizendo que o jogo é de luta e produzido pela NetherRealm Studios.
Te lembrou algo? Sim, para quem é gamer velho de guerra já sabe que eu tô falando da mesma produtora de Mortal Kombat, também responsável por aquele jogo foda lançado em 2008 que unia os guerreiros sanguinários de Earthrealm contra os heróis da DC! 

Injustice, lógico, também é publicado pela Warner Brothers Games, detentora dos direitos dos personagens e foi lançado na semana passada para as plataformas WiiU, PlayStation 3 e Xbox 360.


A premissa do jogo é mais ou menos essa: Superman, puto da cara com a destruição de sua cidade Metrópolis, pelas mãos do Coringa, e com as mortes de seu amigo Jimmy Olsen e de Lois Lane, que estava esperando um filho seu (cúma?!?), o herói decide matar o vilão (!!!) e estabelecer um novo regime mundial, fazendo com que alguns heróis fiquem em oposição a ele, forçando-os a lutarem entre si. A batalha então fica entre as forças do regime totalitário do Superman e os aliados de Batman e sua rebelião. 

A campanha de Injustice: Gods Among Us foi escrita pela própria NetherRealm Studios em colaboração com os escritores da DC Comics e é similar a Mortal Kombat vs. DC Universe e o recém lançado Mortal Kombat de 2011, a tradicional progressão "em escada" e lutadores em pé de igualdade uns com os outros graças ao próprio enredo.

Os fãs mais putinhas do Batman vão curtir, porque a teoria de que ele preparado derrota até Darkseid, nesse jogo ela é comprovada! Ele tá tão preparado que enfrenta até o Superman na mão!!! 


A história é independente dos quadrinhos, porém todo o aspecto dos heróis tem a ver com a nova série “Os Novos 52”.


Um pouco do enredo
A Rebelião administrada por Batman descobre que existe um universo alternativo onde o plano do Coringa não teve sucesso e transporta vários dos seus super-heróis para lá, a fim de resolver o problema e derrotar o Regime. O bucha do Aquaman viaja até Atlântida para pesquisar em seus arquivos aquáticos de papéis a prova d´água e o Lanterna Verde zarpa fora do planeta a fim de recarregar o seu anel. Depois disso eles retornam e se tornam peças fundamentais para o jogo derrotando vários inimigos que querem impedir o sucesso da missão. O Freud, se jogasse vídeo-game em vez de gamão na praça com seus amigos, certamente iria estourar o modess em saber que seu personagem favorito, o Aquaman, após descobrir que os atlantes concordaram com o tratado que coloca Superman no controle quase total de seu exército, fico boladão com tudo e detona além de sua própria versão alternativa, o Flash e até o Shazam!!!
(Mas perde pro bosta do Ares! Bwa-Ha-Ha-Haaa!)


Deixando alguns spoilers de lado, o game é uma puta putaria do caralho! Todo mundo tá boladão e acaba saindo no soco, no melhor estilo MK

Mudanças na jogabilidade
De início a quem confunda que Injustice segue a mesma jogabilidade do MK, desenvolvendo os combates em um plano de duas dimensões, porém mudanças interessantes foram colocadas nesse jogo, como por exemplo, a possibilidade de usar o cenário como arma! É isso mesmo! Você pode usar contêiners, caixas d´água, aquelas caixas de lixo grandes de metal, carros e até helicópteros! Mas caso o jogador queira, ele pode desabilitar a opção de interagir com esses elementos. Dependendo do personagem que o jogador escolhe, o cenário o favorece. 

Outra mudança legal é que cada combate consiste apenas em uma rodada; um só round, e os dois lutadores possuem, cada um, duas barras de energia. Uma delas, consiste em ativar certas habilidades do personagem quando cheia, ataques especiais ou movimentos poderosos. Uma espécie de combo
A do Batman é animal! Até o Batmóvel entra na parada! 


O resto acaba sendo do mesmo jeito, o modo história dividido em vários capítulos, à medida que a narrativa decorre, o jogador troca entre vários personagens, minijogos, incorporados na história, onde o resultado pode ter impacto na batalha seguinte e o modo multiplayer online incluirá o modo "King of the Hill". Uma outra novidade é o modo "S.T.A.R. Labs", que consiste em várias missões que dão estrelas ao jogador quando completado. Jogando em qualquer modo de jogo, incluindo o online, dá a oportunidade ao jogador de ganhar pontos de experiência que servem para desbloquear avatares entre outros prêmios.


Personagens
O critério de escolha para os personagens que foram utilizados no jogo, foi baseado na habilidade e no nível de super-poderes, além de, lógico, sua popularidade. Alguns que aparecem não são jogáveis, mas outros são como, por exemplo, Adão Negro, Apocalypse, Coringa, Ravena, Sinestro, Arlequina, Lex Luthor, Bane, Mulher Gato, Solomon GrundyCiborgue, Mulher Gavião, Arqueiro Verde, Asa Noturna, Flash, Aquaman, Lanterna Verde, Shazam e os medalhões Batman, Mulher-Maravilha e Superman! Um dos personagens jogáveis mais fodas de todos é o Lobo! Ouvi dizer que ele não está presente no jogo e será lançado em breve para download, mas não consegui obter informação de quando ele estará disponível!

Dublagem profissional
Sem dúvida, um dos grandes atrativos do lançamento no Brasil é a dublagem para nossa língua  que foi feita por um time de grandes profissionais, como Ettore Zuim responsável pela voz do Batman nos filmes e do grande Guilherme Briggs, que está 16 anos dublando o Superman, em produções para o cinema e para a TV.


Moura?!?




"Injustice: Gods Among Us" chegou às lojas nesta terça-feira (16) e está com preço à partir de R$ 179,90, nas melhores casas do ramo. Na PlayStore não tem "cunversa" e está a bagatela de R$ 199,90. Viva o Brasil e seu Preço Justo!


Nos EUA, lógico, tá mais barato e se tudo der certo e eles toparem patrocinar esta coluna (estamos em conversação), vou dar a letra de um lugar bem legal pra comprar! Tchi-Tim! $$$

Pra quem tem curiosidade aí vai um link com toda a campanha jogada! Assista e jogue!





sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #12



No CBQ de hoje, Freud fala sobre as hqs The Walking Dead #1Conseqüências e do encadernado Grandes Astros do Faroeste.

The Walking Dead #1

Devido ao sucesso do seriado televisivo baseado nessa HQ, a publicação de Walking Dead no Brasil segue agora o caminho inverso ao original americano: começou saindo em encadernados pela Editora HQM (usando o nome Os Mortos-Vivos), quando o seriado ainda não existia, e agora passa a ter suas edições "avulsas" saindo nas bancas, pela mesma editora.

Sobre isso vale mencionar algumas coisas: a HQM continuará publicando os encadernados normalmente e quem os acompanha já está muitas edições à frente na trama, mas para quem vai começar a ler a série agora, a desvantagem dessa defasagem pode ser compensada pelo tamanho das páginas, que são um pouco maiores que as dos encadernados, e pelo preço, pois os encadernados tem saído a um preço por história proporcionalmente mais caro que a versão mensal (eles vem com 6 edições a R$34,90 e 6 edições da mensal, se mantido o preço atual de R$3,90, saem por R$23,40).

Na primeira edição o roteirista Robert Kirkman acerta em cheio ao jogar o protagonista Rick Grimes abruptamente em meio ao caos gerado por um inexplicado apocalipse zumbi, deixando o personagem e os leitores exatamente no mesmo pé a respeito do que diabos está acontecendo. A leitura flui bem rapidamente e a boa arte de Tony Moore se destaca ainda mais na emoção das expressões faciais dos personagens e na representação dos zumbis.

Nota: 9,0


Conseqüências

Essa HQ curta escrita e desenhada por Caio Majado, tem 16 páginas (sendo 10 de história e as demais com uma apresentação, esboços e informações sobre sua criação), tamanho 23 X 15 cms, capa colorida e miolo em preto e branco e foi lançada em 2008.

Ela se passa num cenário medieval e fala de um garoto abandonado sozinho em sua vila devastada pelo ataque de soldados de um reino vizinho. Gostei da capa e da arte interna, e a trama, embora simples, é bem desenvolvida, com um final que consegue se mostrar interessante mesmo não sendo surpreendente.

Adquiri meu exemplar durante a segunda Rio Comicon, por R$2,00, mas embora tenha sido lançada a 4 anos atrás, ela ainda se encontra a venda clicando AQUI.

Nota: 7.0



Grandes Astros do Faroeste

A DC Comics em seu reboot comenteu erros e acertos, mas um dos acertos foi manter a dupla Justin Gray e Jimmy Palmiotti, então responsáveis pelos roteiros da revista de Jonah Hex, trabalhando com o personagem em seu novo título, Grandes Astros do Faroeste. Mais ainda, acertou ao escalar o incrível artista Moritat como fixo no título, que antes era dividido por vários desenhistas.

Outra mudança foi acabar com as histórias independentes e integrar o anti herói ao universo DC, com uma trama que continua mensalmente, situando Jonah na antiga Gotham City e colocando Amadeus Arkham como coadjuvante. Por já ter me decepcionado com algumas histórias em várias partes de Jonah pelos autores, isso era algo que eu temia dar errado, e realmente acabou levando a algumas situações mal trabalhadas na série. Pra mim, a dupla de roteiristas trabalha melhor em histórias fechadas mas, apesar disso, relevados alguns deslizes, a série é interessante.

Sobre a arte, confesso que gostava do revezamento de artistas na revista mas, ao escolher um para se tornar fixo, Moritat sem dúvida foi uma das melhores opções possíveis, senão a melhor, pois sua arte e narrativa são o ponto forte da revista.

A opção da Panini por encadernar as histórias em arcos é perfeita para essa série e espero que sua publicação continue pois, segundo a editora, a série anterior de encadernados de Jonah Hex foi infelizmente interrompida aqui não pela chegada dos Novos 52, mas por baixas vendas. O encadernado, que além das histórias de Jonah Hex tem também hqs curtas de outros personagem do velho oeste da DC, galeria de capas e um texto de duas páginas falando sobre a publicação do pistoleiro no Brasil, tem 180 páginas e custa R$21,00.

Nota: 7.5

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Primeiro título de "Before Watchmen" supera expectativas!


Essa notícia é para aqueles fãs mimizentos de Watchmen, que fazem côro junto ao bruxão e escritor original da série, Alan Moore, de que qualquer coisa além da série inicial iria ser um lixo na certa.
Não que essa seja minha opinião, afinal de contas eu ainda não li, mas parece que a negada lá da gringa, curtiu bastante o primeiro número da série: Minutemen!


Pra quem ainda não se localizou "Before Watchmen" é uma mini-série dividida em 7 títulos que são prelúdios à HQ que se tornou um clássico da nona arte, criada por Alan Moore e Dave Gibbons nos anos 80. Considerada por muitos fãs como algo intocável, inclusive pelo autor da série, Before Watchmen causou muito buchicho recentemente na internet, com muita discussão entre leitores novos e antigos, quadrinistas, especialistas, editores, blogueiros e até entre os produtores da série!
Depois de um clima de muita desconfiança, “Minutemen” número 1 foi lançada no dia 06/06 nos EUA e parece que surpreendeu muitos fãs de Watchmen.
Segundo o site, O Capacitor, o primeiro título é diversão garantida e quem tiver preconceito e raiva pelo fato de a editora estar mexendo em algo "sagrado" e não quiser ler, vai perder uma ótima história em quadrinhos.
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Minutemen conta a história do super grupo de heróis de mesmo nome que precedeu os heróis atuais de Watchmen e que tinha em suas fileiras Capitão Metropolis, a primeira Espectral (Silk Spectre), Justiceiro Encapuzado (Hooded Justice), o primeiro Coruja (Nite Owl), Silhouette, Dollar Bill, O Mariposa (Mothman) e O Comediante. No roteiro, é mostrado um pouco de cada um dos integrantes do grupo (ao longo das sete edições), com o grupo se formando, etc e na primeira edição a história de Hollis Mason (O Coruja) revelando seu passado como herói até sua aposentadoria do combate ao crime.
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Quem assina o roteiro e a arte é Darwin Cooke, que particularmente considero como um ótimo desenhista do estilo retrô e que se encaixou perfeitamente para a história que se passa na década de 40. Ela está sendo considerada como um ótimo pontapé inicial, apesar de não chegar perto da genialidade de Alan Moore, porém a revista está bem acima da média do que vinha sendo considerado. Reviews revelam que Cooke está trabalhando muito bem com a nostalgia (não o perfume) nessa HQ, tanto para os leitores em relação ao material original, quanto ao personagem em relação à sua época de combatente ao crime, que torna a obra incrivelmente empática.
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Abaixo, você confere algumas páginas da HQ:

 
 
 


Muita discussão ainda irá rolar, mas é cedo para julgar toda a obra.
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Eu, sinceramente estou curioso para ler o material, sem nenhum pré-julgamento de valores se essa ou aquela é melhor. Apenas quero ler um boa HQ. Se ela irá se tornar uma obra clássica, já são outros quinhentos...