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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

“O horror, o Horror” no FIQ 2013

Fiquei muito feliz de saber que o FIQ este ano teria um painel dedicado aos quadrinhos de terror, que é um gênero e uma estética narrativa tão apreciada, mas muitas vezes tão ignorada nestes eventos. E um prazer maior, é claro, foi conhecer pessoalmente autores dos quais sou muito fã. Por isso, resolvi escrever algumas palavras sobre como foi o painel.

O Painel “O horror, o horror” aconteceu na sexta-feira, dia 15, às 20h, e contou com Franco de Rosa, Fábio Cobiaco, Rafael Albuquerque e Salvador Sanz. Um pouco do currículo de cada um:

Franco de Rosa é da velha guarda do quadrinho nacional. Roteirista, desenhista e editor, esteve envolvido na criação das editoras Mythos e Opera Graphica.

Fábio Cobiaco fez capas para diversas editoras americanas e recentemente lançou um álbum sci-fi com elementos sobrenaturais, V.I.S.H.N.U., além de ser seguidor do mestre Flávio Colin e pesquisador de sua obra.

Rafael Albuquerque é desenhista, agora também roteirista, e é mais conhecido por ajudar a reinventar os vampiros na série Vampiro Americano, da Vertigo.

Salvador Sanz é um dos grandes nomes do quadrinho Argentino atual, famoso por seus mundos e personagens fantásticos. Aqui no Brasil, duas de suas obras estão disponíveis: Angela Della Morte e Noturno.

Bem, como o painel não era direcionado para nada específico dentro do terror, o papo navegou por diversas correntes. Franco de Rosa deu uma aula sobre os quadrinhos brasileiros de terror nos anos 50, falando sobre como eram um sucesso de público, sobre alguns autores, além de mostrar diversas capas muito bacanas daquela época.

Depois, foi a vez de Rafael Albuquerque falar sobre revisitar um mito clássico e dar-lhe um novo fôlego visualmente, e um pouco de como foi o processo para a criação do conceito visual dos vampiros de Vampiro Americano.

Cobiaco falou sobre o trabalho de Flavio Colin e discorreu sobre algo que comentávamos antes do painel, sobre por que grandes autores do passado hoje são completos desconhecidos para a maioria do público mais jovem.

Salvador Sanz falou sobre a contribuição da arte para o imaginário numa história de terror, e sobre como sua arte leva a imaginação do leitor adiante. Por fim, os convidados falaram sobre a mudança do terror através das eras, conforme a tecnologia vai avançando e, no momento das perguntas, fiquei muito feliz ao ver a quantidade de pessoas interessadas no assunto e que queria perguntar. Infelizmente, não deu para deixar todo mundo questionar por conta do tempo (que ficou mais do que esgotadasso, heheheheh), mas ainda assim a contribuição da platéia foi sensacional.

Foi um painel realmente muito bom e me surpreendi positivamente com ele. Tinha muita gente, todos bastante atentos e interessados e as perguntas foram todas pontuadas e interessantes. E eu ainda ganhei presentes!

Infelizmente, creio que não foi gravado, mas fiquem com algumas fotos que ilustram o post. Mas fica a torcida para que outros eventos de quadrinhos sigam o exemplo e tragam temas relacionados ao terror nos quadrinhos para discussão, e que não pare por aí.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uaréview – Draconian



Aproveitando a resenha que vocês vão ler a seguir, um recado rápido... a HQ Draconian terá seu lançamento nesse sábado, dia 24/11/12, na Comix! Detalhes no folder acima!
Prestigiem!



Alguns personagens e temas de Draconian já são conhecidos do público de quadrinhos, principalmente daqueles que liam a revista de RPG Dragão Brasil. A dupla responsável pela HQ, Paulo César Santos e André Farias criaram essa série vampiresca no final dos anos 90, agora retomam o projeto para lançar essa edição especial, e, até onde eu entendi, com histórias não publicadas e outras já publicadas, mas modificadas.

O álbum Draconianreúne nove histórias sobre vampiros, mas esses seres da noite são retratados com um teor mais urbano, com personagens mais “humanizados”, como o vampiro durango e gordinho que trabalha numa loja de revistas para pagar suas contas. Tendo como pano de fundo, não o Brasil, mas Nova York e até Paris, a história começa mostrando um famoso escritor a la Paulo Coelho e como a história de seu livro tem tanto a ver com ele e sua imortalidade. Já nessa primeira parte são mostrados alguns personagens que mais tarde irão desfilar por outras histórias.

Mas vamos nos aprofundar um pouco mais...


Os desenhos e a maioria dos roteiros são de autoria de Paulo César Santos e André Farias além de roteirizar uma história, foi responsável pelos argumentos e a criação dos personagens. Com temas contemporâneos, cheio de referências pops e nerds, o roteiro agrada tanto pela linguagem utilizada como pela fluidez e tempo de leitura. 
Nada é muito complicado, mas o roteiro é bem amarradinho. O humor utilizado é bom, mas como toda boa história de vampiro, na minha opinião, ficou devendo na parte do terror, ou melhor dizendo, faltou horror.
Existe ação, mas é tudo muito plástico e bonito, com pose, parecendo propaganda de revista, manja? Mas isso se deve muito ao estilo de desenho utilizado e que vou comentar logo a seguir.

Só queria dizer antes que o grande ponto para o álbum são os roteiros, sem dúvida. São histórias que não são chatas de ler e apresenta personagens com características próprias, com histórias a parte, mas que se interlaçam relativamente bem. Creio eu que isso os torna personagens mais completos para se trabalhar, e até onde eu sei, as histórias deles vem sendo trabalhadas a muito tempo. Mesmo não sendo um leitor das antigas dessa série, dá pra perceber uma certa ligação e que cada um desempenha um papel próprio nesse universo. Mesmo assim, para esse álbum, achei que faltou linkar só mais um pouquinho esses personagens entre si, num plot só, um pano de fundo mais palpável, porque às vezes, deu a impressão de que as histórias estavam ali meio que jogadas sem ligação nenhuma, até você ir conhecendo os outros personagens e ver que eles participam do mesmo mundo. 

Por falar em personagens, acho que faltou um protagonista principal que permeasse toda história, um recurso que se bem usado, pode, além de fazer esse link entre todas as histórias, fazer com que o leitor se identifique com ele. Para mim faltou isso, um personagem para se identificar. Eu até posso dizer que gostei muito do carinha que cuida da comic shop, porém ele foi pouco explorado nessa HQ. 

Gostei bastante das histórias "Lenda Urbana", que mostra um popstar gay tentando esconder algo mais preocupante do que sua simples sexualidade, a "Um Dia Na Vida" que mostra um casal conversando sobre música numa história cheia de referências bacanas e mais inusitada de todas, a dos amigos que classificam o gosto do sangue de suas vítimas de acordo com a religião. Achei um roteiro muito sagaz e engraçado, bem próximo de coisas que estamos acostumados a ver em filmes do Tarantino, por exemplo. Aquelas conversas nonsenses no meio de uma cena importante para o filme e tal.

A mais interessante do álbum é "Você deve se lembrar" que tem como cenário a França do começo da década de 40, durante a Segunda Guerra Mundial!
Algumas “splash pages” são dignas de nota, como a que abre essa história. Olha só que fantástico!



Os cenários são muito bem retratados pelo traço de Paulo César, pena existirem entre os quadrinhos, algumas fotos trabalhadas (ou melhor dizendo, mal trabalhadas) na montagem da revista, conforme pode ser visto na página 109, por exemplo. A diferença de tratamento é absurdamente discrepante com artes muito boas conforme pode ser visto na página 105, no desenho da Torre Einfel.  


Mas olha só, não estou falando mal do desenho não. Porque eles são muito, muito bons! Mas certas inserções de elementos reais não casaram bem com uma edição não colorida. Ainda mais quando o desenhista é bom e a meu ver não precisaria se utilizar desse recurso. Pelo menos da maneira que foi utilizado...
Quer uma prova disso? Dá uma olhada na página 78A primeira vez que vi, achei que o cenário fosse uma foto tratada em algum software de vetorização. Hum... ledo engano, na parte dos extras tá lá a prova de que Paulo tem talento de sobra e consegue fazer paisagens muito boas!

Outra parte importante e muito interessante de um álbum de quadrinhos que se preze, uma boa sessão de extras. E pra mim, essa ficou na medida certa! Assim como as páginas mais "soltas" no miolo da revista, simulando mais o grafite do que a arte-final por nanquim.




Por último, a arte em si. Os desenhos são bem “anos 90” e apesar de ser de um gênero que não me agrada muito nos dias de hoje, curiosamente, dessa vez, não chegou a perder pontos comigo, não. Muito pelo contrário, Paulo conseguiu equilibrar seu traço na figura humana (muito bem desenhado por sinal), com um cenário muito bem construído, além do enquadro das cenas estar bem próximo do cinematográfico.


Posso falar uma coisa?
Eu jogava o RPG "A Máscara" nos anos 90, curto muito a mitologia de vampiros e até de Lobisomens ou qualquer outra criatura fantástica do tipo e ultimamente tinha um certo medo e preconceito de comprar qualquer coisa relacionada a vampiros depois da Saga Crepúsculo, que na minha opinião, afundou essa grande mitologia em toneladas de purpurina e tosquices emo-afetivas... porém me alegro quando eu vejo que nem tudo está perdido, e podemos, sim, ler algo a respeito com qualidade.

Draconian é um exemplo disso.

Pra mim, histórias de vampiro devem possuir mais terror, então fica a dica para os autores. Quem sabe num próximo álbum, numa próxima história?
Leia, é legal!




Draconian
Autores: Paulo César Santos e André Farias.
Edição independente
126 páginas.
R$ 20,00

Obs.: Já está à venda na loja Comix Book Shop (Alameda Jaú, 1998 – Consolação – SP) e também no site oficial da publicação. À partir de 24 de novembro, também estará nas bancas de revista de São Paulo e outras lojas especializadas em HQ. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #6


O CBQ deu uma pequena atrasada, mas por motivos justos, que foi o post do resultado da promoção Uarévaa da Liga, mas hoje, Vini vai indicar algumas HQs que você só encontra nas melhores livrarias do ramo... Diomedes (A Trilogia do Acidente), Necronauta #1 e 2 e Usagi Yojimbo (O Limiar da Vida e da Morte).



Diomedes (A Trilogia do Acidente)

A começar pela capa, a HQ do detetive bonachão e escroto de Lourenço Mutarelli, é um show de design, paginação e formatação impecáveis! O cuidado que a Quadrinhos na Cia. tem com seus produtos é realmente algo digno de nota e elogios. A HQ Diomedes - A Trilogia do Acidente (formato 18,70 x 27,50 cm, 432 páginas, R$ 59,00) não é bem um lançamento, estando mais próximo do título de "relançamento especial", já que dela faz parte a HQ: O Dobro de Cinco, lançada originalmente em 1999, como o primeiro álbum da série, que mais tarde ganharia a continuação através dos livros "O Rei do Ponto" e "A Soma de Tudo".
Lourenço Mutarelli já é um quadrinista de renome, tendo duas fantásticas obras literárias transportadas para o cinema e, apesar de ter uma mente hiper-criativa e caótica em questão de roteiros, seus desenhos deixam um pouco a desejar... mas nada que atrapalhe o bom andamento da história. É engraçado, mas é justamente seu traço sujo e tosco que dá o contraste brilhante para essa obra.
Você pode até se incomodar um pouco, já no primeiro capítulo, com esse traço, mas a medida que Mutarelli vai evoluindo em sua história, incrivelmente seus desenhos vão se tornando cada vez melhores, chegando a uma diferença gritante no final do livro.
Continuando com sua maneira peculiar de fazer histórias, com um caráter bem pessoal e intimista e personagens atormentados, o autor dessa vez traz um ex-policial gordo, sedentário, duro de grana e que passa a maioria do tempo bebendo e fumando, metido à detetive (intercontinental e que nunca conseguiu resolver nenhum caso), a voltas com um mistério sobre um mágico que se ramifica em outros (tão incríveis quanto) e que são, fantasticamente bem definidos no roteiro, sem pontas soltas, fechando muito bem toda a trama.
Outro ponto positivo do álbum são as ambientações, facilmente reconhecíveis para quem mora em São Paulo ou já esteve em Lisboa!
Eu ainda penso em fazer uma resenha mais completa desse álbum, pois muita coisa interessante rolou enquanto lia ele.

A nova edição reúne, então, num único volume, os quatro álbuns anteriormente publicados pela Devir Livraria, com a diferença que, os desenhos originais foram reescaneados e o balonamento totalmente redesenhado, além de conter esboços inéditos e tiras que não constavam na publicação original.

Nota: 9



Necronauta # 1 e 2

Danilo Beyruth estreou no mundo dos quadrinhos em 2009, depois que a Editora HQM resolveu apostar na HQ do "super-herói" Necronauta em O Soldado Assombrado e outras Histórias (88 pgs., R$29,90). A bem da verdade, essas histórias se tornaram conhecidas para uma parcela maior de leitores de quadrinhos, mas existia um grupo de pessoas que já conheciam o trabalho de Beyruth através dos fanzines dos quais o Necronauta era publicado anteriormente. Essa edição contém os 5 primeiros números das histórias publicadas de maneira independente, todas em p&b, sendo que a última (#6) é totalmente colorida e também foi publicada pela Image Comics, na antologia Popgun #3!
Como alguns de vocês, que acompanham o blog a mais tempo, já sabem, o Danilo já chegou a gravar um podcast com a gente e já deixamos bem claro que é opinião da grande maioria de editores do Uarévaa, que Necronauta é um dos quadrinhos de heróis que mais deram certo na história editorial desse país.
Não que tenha vendido horrores, a ponto de ser comparado com algo da DC ou da Marvel, mas é sem dúvida, uma das leituras mais recompensadoras dos quadrinhos nacionais.
Isso porque, além do talento indiscutível do autor nos desenhos e na narrativa visual, as histórias em si, os roteiros que foram feitos tanto por ele, como por alguns convidados (Stephen Lindsay, da série Jesus Hates Zombies, Marcelo Briseno Melo e Luiz Costa Pereira Junior), são inteligentes, bem escritos e seguem uma característica muito certeira, na minha opinião, que é algo que podemos comparar a certas (e boas) HQs produzidas na década de 50/60 (as pulps americanas) ou até algo produzido na Europa.
Começar por esta HQ é leitura garantida de bons momentos!  

Nota: 8,5
Desde que a segunda edição foi lançada, em Setembro de 2011 e logo após do encontro que tivémos com Danilo Beyruth lá no FIQ, estava com vontade de não só recomendar, mas fazer uma resenha dessa fantástica HQ, mas sabe como é... exato 1 ano depois, ela está aqui no CBQ como recomendação mais do que natural.

Necronauta 2 (Zarabatana, 112 pgs., R$36,00) veio na esteira do sucesso que foi o álbum Bando de Dois, graphic novel que Beyruth também publicou pela mesma editora, e trouxe de volta o personagem de uma maneira mais madura e  competente, com roteiros mais elaborados e a arte muito mais detalhada e melhorada (se isso é mesmo possível de afirmar).
Com destaques para a primeira aventura do álbum, Eterno entardecer, que mostra um design de narrativa bem parecido com que o grande mestre Will Eisner costumava utilizar (algo que Beiruth, a meu ver, também utilizou em Bando de Dois) e as duas partes de Sala de espera, que mostra uma jovem que está em coma, mas tem seu espírito preso e vagando por um hospital. Outra boa história é A rainha do grito, uma divertida homenagem aos filmes de horror antigos, com roteiro feito por Hector Lima, única participação especial da  HQ.
Disputa de jurisdição, a última HQ e única colorida, seguindo assim o mesmo modo da primeira edição, traz uma interessante história, onde o autor apresenta outros "condutores de almas", entidades que, assim como o personagem principal, são designados a tarefa de recolher almas. E, embora tenham as mesmas atividades, eles podem disputar com o Necronauta, pela alma no caso da pessoa sofrer uma morte com certas características.
Essa história é a que mais se aproxima do que os leitores estão acostumados em relação a super-heróis (lembra bastante coisas como as vistas nas revistas do Spawn e/ou Motoqueiro fantasma).
Revista mais do que recomendada! A qualidade da narrativa e dos desenhos é muito superior à primeira e além disso, a edição conta com participações especiais em ilustrações do Necronauta, feitas por feras do calibre de Mateus Santolouco, Marcelo Campos, Gustavo Duarte, Rafael Albuquerque, entre outros.

Nota: 9,5
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte
Muitos não conhecem essa série, mas praqueles que estão familiarizados, sabem que ela é uma das melhores séries já feitas para quem curte, assim como eu, histórias da época do Japão feudal. Isso porque os roteiros estão abarrotados de menções históricas dessa época. E não só isso, os desenhos, apesar de um pouco mais infantil ou cartunesco, como preferir chamar, seguem a mesma premissa, tanto nos cenários, quanto armas e roupas.
Stan Sakai, o pai da criança, é o artista responsável pela adaptação dessa bela e empolgante lenda samu­rai para os qua­dri­nhos.
Usagi Yojimbo é um dos mai­o­res suces­sos de público e crí­tica. 
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte (Devir - 216 páginas PB em papel off-set, formato 16,5 cm × 24,0 cm, Preço: R$ 32,00) é o ter­ceiro volume da cole­ção publicada no Brasil e traz as HQs publi­ca­das no livro 10 de sua cole­ção defi­ni­tiva lan­çada ori­gi­nal­mente pela Dark Horse Comics.
Essa Hq em tom de fábula, mostra as aventuras do coelho samurai (na verdade, ronin) que viaja sozi­nho por vila­re­jos e cida­des do Japão do final do século 16, se deparando com diversos tipos de per­so­na­gens, repre­sen­ta­dos também como ani­mais e trazendo sempre alguma lição de moral, como em toda fábula. Mas, não pense que a leitura é sacal, não. A fluidez dos roteiros são ótimas, interessantes e remete às anti­gas can­ções japo­ne­sas que mis­tu­ram aven­tura e ação com men­sa­gens edificantes.
Usagi Yojimbo, criado em 1984, é o per­so­na­gem mais famoso de Sakai, e transformou-se numa das obras essen­ci­ais dos qua­dri­nhos, indis­pen­sá­vel em qual­quer cole­ção. É muito perceptível a vasta pesquisa que o autor fez sobre a cul­tura japo­nesa, principalmente em relação a era Edo, principal mote da série, onde mostra com detalhes desde as leis até os hábi­tos dos habi­tan­tes daquele período.
Mas, não se engane, se você acha que, por ser o autor um japonês, o traço seja algo parecido com mangá... é bom avisar que a HQ se apro­xima muito mais das HQs americanas. Algo como as Tartarugas Ninjas (que aliás, participam de um dos álbuns da série).
A edi­ção traz ainda um pos­fá­cio do autor sobre suas pes­qui­sas e um artigo com curiosidades de bastidores, um pre­fá­cio assi­nado pelo escri­tor Kurt Busiek, galeria de capas e mais uma vez, uma arte exclu­siva para o público bra­si­leiro feito pelo autor.
Esse personagem já foi publicado por aqui pela Via Lettera, porém, já ouvi alguns leitores reclamando da falta de organização da editora em relação ao personagem. Eu tenho os volumes Ronin, Samurai e Bushido e realmente não sei dizer agora se houve problema com a cronologia do personagem nesses livros, porém, a qualidade editorial desses álbuns, realmente deixa a desejar... Mas não dá pra reclamar muito, já que é sabido que na época as editoras tavam é cagando pra edições especiais com qualidade (tipo papel, capas e conteúdo exclusivo no material).

Vale a pena ler.
Nota: 9,5