Social Icons

Pages

Mostrando postagens com marcador Cinema Francês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema Francês. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de julho de 2013

[Terror de domínio público] La Manoir du Diable, de 1896

Estes tempos eu percebi a quantidade de filmes bacanas de terror que já estão em domínio público e disponíveis para assistir e baixar de graça, sem peso na consciência. De clássicos como Nosferatu a filmes meio desconhecidos como Haxan, passando por filmes até mais recentes e coloridos como Body in the Web or Horrors of Spider Island, tem muita coisa que vale a pena conferir.

Por isso, para ajudar você, que quer conhecer estes clássicos, mas sempre se esquece de ir atrás, inaugurarei uma sessão aqui no Madrugada Macabra: Terror de Domínio Público. Todo fim de mês vou trazer aqui um filme do tipo para a apreciação de vocês. É claro que, na grande maioria dos casos, os filmes estarão em seu idioma original, no caso daqueles que possuem texto ou áudio. Mas creio que, mesmo assim, vale a pena conferir.

Começamos com o mais clássico de todos: Le Manoir du Diable, ou a Mansão do Diabo, de 1896 (sim, isso mesmo!), feito por ninguém menos que George Méliès, um dos pais do cinema, é considerado o primeiro filme de terror já feito (embora não tenha tido exatamente a intenção de assustar). Uma produção curta, de pouco mais de 3 minutos, que estreou em Paris numa véspera de Natal. Confira:

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Martyrs

“Mártires são pessoas excepcionais. Eles sobrevivem à dor, sobrevivem à privação total. Suportam todos os pecados da Terra. Eles se rendem. Eles transcendem-se...Eles são desfigurados”

Martyrs










Tema Macabro









Embora eu vá parecer repetitivo, acho importante começar este post comentando sobre o quanto as produções internacionais que não fazem parte do circuito dito “mainstream” nos últimos anos têm se mostrado muito melhores, tanto em qualidade quanto em proposta artística. Talvez porque estas produções se prendam menos na intenção de ganhar dinheiro (não que eles não tenham esse objetivo, mas ele não é o foco), ou talvez porque eles tenham mais liberdade artística, mas o fato é que nos últimos anos, se você quer produções de terror realmente interessantes e que fujam do lugar-comum, procure no mercado fora do eixo EUA-Inglaterra.



Um bom exemplo é Martyrs, produção francesa recente e segundo filme do diretor Pascal Laugier, conta a história de uma jovem que está numa jornada de vingança contra aqueles que a sequestraram e torturaram quando criança. Ela e uma garota, que também sofreu abuso, se unem para encontrar os culpados, enquanto descobrem um inferno vivo de depravação e mutilação.





O filme se tornou um clássico moderno instantâneo. Recomendável. Mas é um filme forte, então tenha isso em mente quando for assistir.

P.S.: post curto, mas sincero.



Curiosidades:

- Segundo o próprio diretor, o filme foi rejeitado por todos os grandes estúdios franceses e pelos grandes atores;

- Um remake americano está para ser desenvolvido, dirigido por Daniel Stamm (o Último Exorcismo) e dos produtores da saga Crepúsculo.




Na próxima Madrugada:

Zumbis e Nazistas. Como não gostar de um filme que une estes dois temas? Na próxima semana, Dead Snow.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CinemaScope: Ghost Dog, O Caminho do Samurai


O CinemaScope deste fim de semana vai continuar o assunto da semana passada com um filme que mostra bem a idéia de culturas, sejam elas parte do mundo opo ou não, se cruzando e coexistindo criando algo novo, e porque não, espetacular.Esta semana vamos falar de Ghost Dog: O Caminho do Samurai.



Ghost Dog é um filme dirigido e escrito por Jim Jarmusch (Flores partidas, Dead Man, Sobre café e Cigarros) e foi lançado no ano de 1999. A historia é o seguinte: Em Jersey City, um assasino Afro-Americano segue o Hagakure, a filosofia e estilo de vida dos samurais. Ele mora sozinho, na simplicidade, somente com pombos-correio como companhia, e é chamado nas ruas de "Ghost Dog". Seu mestre, que salvou sua vida há oito anos, faz parte da máfia local. Quando a filha do chefe da máfia é testemunha de um dos trabalhos de Ghost Dog, ele torna-se dispensável. As primeiras vítimas são as suas aves, e em resposta, o assasino vai em encontro a seus atacantes, mas não ele não quer prejudicar o seu senhor ou a moça envolvida. Na ocasião, ele fala com seu melhor amigo, um haitiano de língua francesa que vende sorvete no parque, e com uma jovem garota com quem ele discute livros. Será que ele pode permanecer fiel ao seu código? E se ele faz, qual é o seu destino?

O filme se passa em um ambiente urbano, mas todos seus personagens remetem algo do passado ligado a atualidade.Temos de mafioso fãs de Public Enemy, uma mulher com problemas psicológicos fã de desenhos animados classicos (Pica-Pau, Pernalonga), e claro, o personagem principal, um matador de aluguel que seja um filosofia oriental antiga, e que ao mesmo engloba todos os aspectos dos outros personagens em certos momentos chave do filme.

O filme mostra que tudo está interligado e é influênciado pelo o que há a seu redor.E o fato da tecnologia estar nos deixando cada vez mais proximos (afinal, o filme foi feito em 99) começava a mostrar que todos tinham contatos com todos, apesar de não necessariamente entendermos o que falamos, todos podiam estabelecer amizades.Mostra que o mundo é influênciado pelo passado e pelo presente como se fosse um só moldando assim o futuro, que por coincidência só pode ser feito se as velhas regras forem postas a prova.

Mostrando que não só o cinema se recicla para criar algo novo, mas a sociedade em si precisa olhar para trás para andar para frente, não só socialmente, mas em sua integridade.Por ser um meta-filme, ele ultiliza de outras midias para não denunciar sua posição, usando livros, musica (especialmente hip-hop) e televisão para construir um espelho para tornar aquele mundo real, além de utilizar outras influências visuais e narrativas, que vão de Tarantino a Looney Toones e engloba tudo isso como formas genuinas de arte. Destaque também para a trilha sonora matadora de RZA.

Ghost Dog é um dos melhores filmes da virada do século e mostra bem não só o futuro do cinema, mas também como estamos vivendo, cada vez mais interligados e com trocas constantes de influências, e como isso molda nosso carater e o porque da importancia dos estilos de vida se cruzarem.

Nota:9.0

Titulo original:Ghost Dog: The Way of the Samurai
Ano de lançamento:1999
Dirigido por: Jim Jarmusch
Com:Forest Whitaker, Henry Silva and John Tormey
Estúdio: Artisan Entertainament



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

The Prodigies


Sempre é bom vermos coisas novas, e principalmente de países diferentes do que estamos acostumados a ver. Pude comprovar isso mais uma vez ao me deparar com o trailer de uma animação que promete ser bem interessante, cheia de ação e poderes superhumanos, tudo que nós gostamos não é?



"Nova York, Central Park, 2010. Cinco adolescentes são violentamente assaltados. Mas eles não são adolescentes comuns… eles são prodígios. O trauma do assalto os incita a revoltar-se contra o mundo de uma forma fria e calculista. As cinco mentes friamente brilhantes se reúnem para planejar uma vingança perfeita. A única pessoa que tem conhecimento da tragédia iminente é Jimbo Farrar, um sexto prodígio, que os reuniu. Enquanto ele lutar contra seus cinco companheiros com todas as suas forças, haverá esperança para o mundo. Mas será que ele deveria passar para o lado deles? É só uma questão de tempo até que aconteça um desastre de proporções apocalípticas…"

Essa é a premissa de The Prodigies (La Nuit Des Enfants Rois), animação francesa em CGI dirigida por Antoine Charreyron e distribvuida pela Warner Bros. na França no dia 9 de março. Achei bem legal a animação em alguns pontos e a ação, esperar para ver o filme completo. Confere aí o trailer:

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rubber de Quentin Dupieux

Uaréview
Por Monitor

Qual é o sentido da vida? E para um filme, qual é o sentido de sua existência? Você espera encontrar o sentido da vida assistindo um filme? Um filme tem que trazer a verdade de tudo ou principalmente, precisa ter sentido para existir? Rubber, como filme, não tenta responder essas perguntas mas faz você questiona-las de uma maneira divertida e sem pressão.


Bem,qual é a historia de Rubber? O mote principal é de um Pneu de carro vivo chamado Robert, com gostos, emoções, sentimentos e personalidade psicopata que consegue liberar seus poderes telecinéticos para matar pessoas. Mas o filme vai além disso. Temos os telespectadores vendo todos os acontecimentos do filme, nos representando dentro da tela com certas espectativas de quem está conhecendo aquele mundo pela primeira vez. E temos os policiais, a serviço do "chefão" (ou aquilo que poderia considerar o diretor) que querem que os telespectadores acabem de ver o filme para poderem voltar a viver de fato suas vidas, e se libertarem de seus personagens bidimensionais enquanto a historia rola.

Claro que como todo psicopata, Robert tem origem e porquês de fazer isso. E uma bela vitima em potencial. E um publico sempre sedento de conteúdo, de opinião, de tudo.  Assim como os atores que fazem de tudo para que o processo acabe o mais rápido possível com o numero mínimo de mortos e feridos, para poder em viver de verdade fora as telas. O pneu poderia muito bem ser substituído por Rutger Hauer em "A Morte Pede Carona" ou qualquer outro personagem do gênero de road movies de suspense, mas ao mesmo tempo porque não escolher um pneu como protagonista? Nessas horas é que vejo o "gênero trash" (porque erroneamente muitos classificarão o filme assim) porque a partir do absurdo e do ridículo tem muitas possibilidades de falar algo sobre o nosso mundo e a nossa vida, mas de uma maneira menos chata.
No caso Rubber se assume como filme sem sentido e se trata como homenagem a essa coisa sem sentido que é viver. Afinal os filmes só existem porque queremos ver historias na tela que nos traga alguma emoção, seja ela qual for, assim como filme quer que seu objetivo, que é acima de tudo contar uma boa historia. Rubber é um ótimo filme, e uma aula de cinema não didática que você acaba aprendendo mais do porque de se fazer e existir filmes do que numa sala de aula.


NOTA: 9,5