A NBC está trazendo de volta para as telinhas Drácula em uma nova roupagem do livro de Bram Stocker, por um dos produtores de Carnivàle. Para fazer um "aquecimento" antes de iniciar a série, o canal lançou uma websérie em animação chamada "Dracula Rising", que explora as origens do vampiro no século 15. A série, no entanto, se pasará na Era Vitoriana, onde Drácula vai até Londres se fazendo passar por um empresário Americano que quer levar os "novos tempos" para a Europa.
Acaba de sair o primeiro trailer do mais novo filme de Dario Argento (Suspiria).
Drácula 3D é a versão do diretor italiano para o clássico Drácula, escrito por Bram Stocker. A produção tem no elenco Rutger Hauer e Asia Argento. Confiram o trailer:
Rafael Rodrigues, Zenon, Marcelo Soares, Moura, o atrasado Freud e o convidado que já é de casa Luiz Modesti se reuniram após as 12 badaladas notúrnicas pra falar da vampirada de várzea de antigamente e da frescuragem vampiresca de hoje em dia.
E de brinde tem a volta do Momento Uarévaa, com Zenon, Moura e Rafael.
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COMENTADO NO PODCAST
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- O Vampiro Doidão que, segundo o Modesti, todo mundo já foi um dia.
- Abertura do game Legacy of Kain.
- Vlad e Natasha, da novela Vamp, chegam na lua.
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30 Dias de Noite é ainda uma das melhores HQs de terror que sairam nesta decada, e apadrinhada pelo grande Sam Raimi ela chegou em toda sua glória nos cinemas no filme de 2007, se tornando também cult dentro do gênero cinematográfico de horror. Agora esse ano saiu a sequência direto para dvd e blu-ray, e como ela se saiu, bem ou mal?
Antes de mais nada, vamos a historia do filme: Depois dos acontecimentos em Barrow, Stella (agora vivida por Kiele Sanchez) escreveu um livro e viaja ao redor dos States mostrando a verdade ao mundo: que vampiros existem e foram responsaveis pelas mortes na cidade do Alaska. O misterioso informante Dane (Ben Cotton) manda sua equipe tática composta por Paul(Rhys Coiro), Amber(Diora Baird, absurdo de mulher) e Todd(Harold Perrineau) para que junto com Stella achem Lilith (Mia Kirshner), a rainha dos vampiros, e a acabem de uma vez por todas. A fotografia permenace fortemente com o pé na grapic novel, mudando o branco, preto e azul escuro do filme/HQ anterior para um tom mais alaranjado e sujo desta segunda parte. Os vampiros não mudaram, continuam no estilo decadente mas com poder e influências fortes com seres humanos, além de todo lado animalesco, que os faz prender humanos como carnes em açougues. Falando neste lado animal, é interessante ver como as armas desse filme são ultilizadas a medida que eles se rebaixam ao nivel de brutalidade dos vampiros, ou seja, a experência que Eban teve no final do 30 DdN é agora transferida pra varios personagens. Agora em relação as atuações, as mulheres roubam a cena. Kiele Sanchez melhora na medida que o filme avança, Diora Bard está um amor nesse filme como a revoltada Amber e Mia Kirshner usa Chrispother Lee como inspiração para sua Lilith, que não é necessariamente foda, mas funciona muito bem. O drama dos personagens não é deixado de lado, e é bem ultilizado como amplificador das cenas gore.Como o diretor disse, "hoje em dia mostrar sangue por mostrar não assusta ninguem, então toda a tensão na cena está nas ações que levam até o sangue." A posição de Stella nesse filme é de alguem que perdeu tudo e se tornou uma pessoa que se nega a ter sentimentos, alguem que tem saudade de sua cidade natal, mas vê sua missão como a unica saida não só para sua idade ter paz mas pro seu interior tentar esquecer a perda do marido. Com o encontro de pessoas que também sofreram perdas nasmãos de vampiros, se aproxima de Paul e se permite ser "tocada" (numa cena de sexo muito bem conduzida) e voltar a sentir alguma coisa, mesmo que aquilo não seja 100% amor, e sim para preencher o vazio deixado por Eban. O novo diretor do filme, Ben Ketai, escreveu o filme junto com Steve Niles, e fez um trabalho competente, mesmo que a adaptação deixe as coisas um pouco condensadas tornando tudo meio acelerado. Faz um certo tempo que eu li a revista, mas parecia que a policia tinha um papel bem mais importante na trama, no caso do filme representado por Norris (Troy Ruptash), que tem seus momentos de glória. Acaba sendo uma sequência inferior ao primeiro filme, mas mesmo assim um produto final positivo com seu valor e que respeita no possivel a obra original.
NOTA:7,0
PS: Este post é em homenagem a Ingrid Pitt, musa dos filme da Hammer que morreu essa terça feira. Ela fez alguns classicos do gênero como The Wicker Man,Countess Dracula e Carmilla, a Vampira de Karnstein, além de Dr Who e When Eagles Dare com Clint Eastwood. Outro Lembrete: Aproveitem e relembrem o primeiro filme aqui!
"Se não é capturado pela lente da câmera, não existe"
A Sombra do Vampiro
Tema Macabro
Existe alguém que está entre os primeiros de qualquer lista de personagem de terror preferido: O Conde Drácula. Criado originalmente por Bram Stocker, utilizando-se de um personagem real (O conde Vlad Tepes da Romênia), Stocker desenvolveu um personagem que usava os mitos sobrenaturais dos vampiros e produziu o livro que até hoje é referência para qualquer autor de terror, e definiu o padrão dos vampiros como o conhecemos (não confunda com os vampiros adolescentes atuais, que tem mais de Anne Rice e menos de Bram Stocker). A história do Conde Drácula deu origem à diversas adaptações para outras mídias, especialmente para o cinema, onde a mais cultuada é a versão de 1931, estrelada por Bela Lugosi.
Mas o Conde Drácula, indiretamente, também foi o responsável por outra produção cinematográfica tão – ou mais – cultuada que sua adaptação para o cinema, e inclusive tendo surgido bem antes do clássico estrelado por Bela Lugosi: Nosferatu. Com o título original de Nosferatu – Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, uma sinfonia de horrores) o filme, uma produção alemã dirigida por Friedrich Wilhelm "F. W." Murnau, contava a história de um agente imobiliário que atravessa os Montes Cárpatos para vender uma casa em sua vizinhança ao proprietário de um castelo no Mar Báltico, o excêntrico conde Graf Orlock - que é na verdade um milenar vampiro que, buscando por mais sangue, quer se mudar para a Alemanha e, ao chegar na propriedade que comprou, traz consigo grande terror e os habitantes acham que estão sendo vítimas da peste. A única que pode salvar as pessoas dos ataques do vampiro é Ellen, a esposa de Hutter, visto Orlock se sentir atraído por ela.
Considerado um dos maiores clássicos de terror, Nosferatu influenciou as gerações subseqüentes quase tanto quanto o conde Drácula e é uma produção indispensável na prateleira de qualquer fã do gênero. Mas Nosferatu também tem outro mérito: Servir de base para um dos filmes mais originais já feitos: A Sombra do Vampiro.
Originalidade não é lá algo muito comum nas produções de terror atuais, principalmente se envolvem os elementos clássicos como fantasmas, zumbis ou vampiros. Mas quando se trata de E. Elias Merhige, é difícil esperar menos do que algo muito diferente do normal. Merhige, o homem por trás do bizarro e surreal Begotten, conta em A Sombra do Vampiro a história por trás da produção de Nosferatu, mostrando como F.W. Murnau (interpretado magistralmente por John Malkvoich) decidiu colocar o ator Max Schreck (Willem Dafoe, sempre excelente) no papel que o imortalizou. Tem apenas um pequeno detalhe que as pessoas não poderiam ficar sabendo: que Schreck não estaria interpretando de fato, uma vez que é um vampiro de verdade.
A Sombra do Vampiro não poderia ser considerado um filme de terror na acepção mais comum da palavra. Na verdade, seria difícil incluir a película em algum gênero específico, pois qualquer um limitaria demais a experiência que é o filme. É um filme denso, perturbador, dramático, intenso, revelador. Tudo isso e mais. Por isso, me limito a não discorrer mais sobre para não entregar muita coisa da trama.
Vale a pena conferir A Sombra do Vampiro se você gosta de histórias diferentes e, para quem é fã de terror, é um filme tão indispensável quanto aquele que inspirou sua produção.
Curiosidades: - Nosferatu é na verdade uma adaptação não autorizada do livro Drácula, de Bram Stocker. Como o estúdio não conseguiu obter os direitos para a produção (que na época não eram de domínio público), decidiu por mudar os nomes dos personagens e manter a história base que foi o filme que ficamos conhecendo; - Existem duas refilmagens do clássico Nosferatu: A mais famosa, dirigida por Werner Herzog é Nosferatu The Vampyre, de 1979; o outro é Nosferatu - The First Vamypre, de 1998; - No filme Batman – O Retorno, o personagem de Cristopher Walken tem o nome de Max Schreck, em homenagem ao ator que interpretou Nosferatu; - A história de A Sombra do Vampiro é inspirada em lendas que surgiram ao redor do ator Max Schreck. Por conta de sua impressionante interpretação, o fato de continuar usando a maquiagem e mantendo os trejeitos do Nosferatu diversas vezes fora das câmeras, somado ao significado de seu sobrenome (Schreck em alemão é algo como susto, espanto), houve rumores de que ele era um vampiro de verdade; - Outra das lendas dá conta de que Max Schreck era o nome fictício de um ator conhecido da época, que não queria ter seu nome vinculado eternamente ao personagem (lenda que hoje já foi desacreditada); - A Sombra do Vampiro foi produzido pela Saturn Films, de Nicolas Cage;
Na próxima Madrugada: Uma noite regada a bebidas, conversas e histórias macabras. Na próxima semana, visitamos um dos clássicos da literatura brasileira, Noite na Taverna.
“Nunca acredite no que publica. E nunca publique o que acredita.”
Richard Dees – Vôo Noturno
Tema Macabro:
Stephen King é um dos maiores nomes da atualidade quando se fala em Terror, quer as pessoas gostem ou não. Logo, não há como evitar que ele apareça nesta coluna de tempos em tempos. Mas um dos maiores problemas das obras de Stephen King não estão na qualidade (ou não) das histórias, e sim em suas adaptações para outras mídias.
Digo isso porque, quando um grande número de obras do autor são adaptadas para outras mídias e o saldo geral é bem negativo. Com algumas poucas exceções, como o seriado The Dead Zone e a adaptação de A Coisa, é claro, mas é fato que há muito mais lixo do que boas adaptações.
Os motivos para isso são diversos, e vão desde o fato de alguns livros do autor se encaixarem muito bem em literatura, mas serem complexos demais para o cinema/TV até o mais óbvio, que o nome “Stephen King” hoje se tornou sinônimo de lucro para os estúdios e estes compram os direitos dos livros apenas para poderem usar os títulos das histórias em produções que pouco ou nada tem a ver com as obras originais.
Mas, entre as obras mais conhecidas de Stephen King, encontram-se também seus contos, histórias curtas lançadas em coletâneas que são tão bem vistas pelos fãs do autor quanto os próprios livros. Apesar de Hollywood tentar pegar estes contos, geralmente bem curtos, e estendê-los em produções de duas horas (como no caso do recente 1408), tendo resultados muitas vezes desastrosos, às vezes eles acertam. É o caso da produção “The Night Flyer” (traduzida aqui como "Vôo Noturno"), que consegue ser até melhor que a obra original (e sendo considerada por muitos a melhor adaptação de uma obra do autor).
The Night Flyer é uma história curta (aqui conhecida como Piloto da Noite) que faz parte da coletânea Pesadelos e Paisagens Noturnas, e conta a história do repórter Richard Dees, que trabalha para o Inside View, um tablóide sensacionalista (como os que aparece no filme Homens de Preto, que traz sempre as histórias mais bizarras do tipo “Invasão Alienígena no Pólo Norte”, onde se discorre sobre a teoria de que os pingüins são mais inteligentes que os homens), cuja mais nova investigação se dá na busca por um assassino que trafega entre pequenos aeroportos em uma aeronave de pequeno porte (um Cessna 337), cometendo crimes de forma bizarramente não ortodoxa, o que leva o jornalista a pensar que se trata de um homem que acredita – ou quer fazer acreditar – ser um vampiro. A partir daí, a busca leva Dees a uma jornada que pode não ter volta.
A história do conto “Night Flyer” foi adaptada para uma produção cinematográfica em 1998 e segue fielmente a história original, com exceção da inclusão de uma nova repórter do tablóide que ameaça a posição de Dees no trabalho.
Não só o conto, mas todos as história de Pesadelos e Paisagens Noturnas vale muito a pena. E o filme, “Vôo Noturno” é uma ótima pedida para quem busca uma história de vampiros mais criativa e original (e que não faça parte dessa nova onda vampiresca atual).
Curiosidades: - O repórter Richard Dees já aparecera antes em outra obra de King: No livro “A Zona Morta”, que deu origem à série “The Dead Zone”; - O personagem que dá nome a outro conto de Stephen King da mesma coletânea, Popsy, pode ser, segundo o próprio autor, o aviador noturno de “Night Flyer”; - O conto “The Night Flyer” foi publicado pela primeira vez em 1988, como parte de uma coletânea de horror Prime Evil: New Stories by the Masters of Modern Horror, que conta com diversas histórias curtas de vários autores, incluindo Whitley Strieber e Clive Barker.
Na próxima Madrugada: Um dos maiores – senão o maior – mestres dos quadrinhos de terror nacional finalmente tem sua homenagem por aqui. Na próxima semana, Eugenio Colonnese.
Oskar: Você não tem mesmo 12 anos, não é? Eli: Tenho. Só que tenho 12 anos há muito tempo.
Tema Macabro
Oskar é um garoto comum nos anos 80. Introspectivo, muito inteligente, sofre com o bullying frequente na escola. Vive com a mãe, de boas intenções, mas que não parece ter muita idéia sobre como ser uma boa mãe. Seu pai, um alcoólatra, vive do outro lado da cidade. Oskar possui, em seu íntimo, um mórbido interesse pela morte e por crimes, e guarda consigo um caderno com recortes de jornal onde foram noticiados diversas mortes. Solitário, Oskar não tem ninguém com quem conversar, e passa os dias praticando e imaginando vingar-se dos garotos que o atormentam. Um dia, ele conhece Eli, garota que recém se mudou para o mesmo complexo residencial de Oskar. Uma jovem estranha, pálida, que só aparece à noite e não parece ter problemas com o frio, de poucos amigos e que, à princípio não quer muito papo com Oskar. Aos poucos, os dois vão desenvolvendo uma amizade bastante profunda, mas que pode prejudicar ambos.
Apesar da sinopse acima parecer de um típico drama, ele descreve um dos filmes mais bonitos e perturbadores que eu já vi. Claro, eu propositadamente ignorei na minha sinopse que Eli é, na verdade, uma vampira – e isso não é spoiler, porque tem na sinopse do próprio filme. Quando eu comentei sobre a essência das histórias de terror, lá no primeiro post dessa coluna, eu comentei sobre que o verdadeiro objetivo de uma história de terror não era assustar. Era também assustar. Mas principalmente, uma boa história de terror precisa nos deixar inquietos, reflexivos ou, em outras palavras, perturbados. Além disso, também comentei que toda história de terror era, em essência, um drama.
Deixe Ela entrar (Let the Right One In, no título em inglês ou Låt den rätte komma in, no original) traz tudo isso e muito mais. Produção sueca baseada no livro homônimo escrito por John Ajvide Lindqvist (tudo bem, eu também não faço idéia de quem seja), o filme traz uma inusitada interpretação do mito do vampiro e, ao invés de se ater ao mistério sobrenatural da criatura ou sua origem, prefere se focar nas conseqüências psicológicas de termos um vampiro de verdade, no caso, uma jovem vampira – ou pelo menos aparentemente jovem. Para os que estão acostumados com filmes “massa veio”, ele pode parecer bem parado, mas tudo isso ajuda a criar o clima necessário para a história. Ah, e não pensem que não haverá mortes e sangue. Há, e bastante. Mas elas não são gratuitas como acontece em muitos filmes atualmente (especialmente os de Hollywood).
Sem se preocupar contando as origens da garota, nem em criar uma complexa mitologia que daria margem para sequências caça-níquel, Deixe Ela Entrar traz tudo o que uma boa história de terror precisa para ser memorável: Personagens verossímeis, uma história competente, uma atmosfera perturbadora e cenas inesquecíveis. Além disso, se você é daqueles que precisa que um filme ganhe prêmio para que o seu valor seja provado, este ganhou vários. 48, pra ser mais exato.
Tudo isso, somado à performance acima da média dos atores fazem desse filme um item indispensável para se ter na prateleira se você é fã do gênero. Aliás, ouso dizer: É um filme indispensável para qualquer fã do bom cinema. Deixe Ela Entrar é mais do que um filme. É uma verdadeira experiência de vida.
P.S.: É impossível não se apaixonar por Lina Leandersson, a jovem de – na época – apenas 13 anos que faz o papel de Eli (mesmo protagonizando algumas cenas horripilantes) P.S2.: A trilha sonora de Johan Söderqvist (também não conheço) para o filme é simplesmente magistral. Se vocês curtem trilhas sonoras incidentais, procurem esta que vocês não vão se arrepender. P.S3.: Este ano será lançado uma refilmagem americana, chamada Let Me In. Façam o favor a si mesmos de não confundir as duas produções. O original é este.
Na próxima Madrugada: O filme mais estranho, experimental e perturbador que eu já vi. Na próxima semana, se você quer mesmo ver algo perturbador, esteja aqui para conhecer Begotten.
"Querido diário, hoje será diferente. Tem que ser. Vou sorrir, e será de verdade. Meu sorriso dirá “Estou bem obrigado. Sim, me sinto muito melhor. “ Não mais serei a garota triste que perdeu os pais. Começarei nova, serei alguém nova. É a única forma de seguir em frente”.
The Vampire Diaries
Tema Macabro
Durante mais de 2 séculos, os vampiros sempre foram tratados como inimigos da humanidade, demônios sobrenaturais e malignos sedutores. Mas isso mudou em 1976, quando Anne Rice lançou o livro Entrevista com Vampiro, primeiro de uma série de romances explorando o tema e que criava um universo próprio para aquelas criaturas. Diferente das abordagens anteriores, Rice colocava os vampiros como protagonistas das histórias, mostrando um aspecto das criaturas que não víamos até então: seres com os mesmo desejos, culpas, dúvidas e crises dos seres humanos, mas com o pequeno “problema” de necessitarem de sangue para sobreviver. Apesar de se inspirar no mito clássico, os vampiros de Anne Rice possuem algumas diferenças significativas. A série de livros de Anne Rice sobre vampiros adicionam um tom de novidade aos vampiros, e agregam muito à essa história milenar. No entanto, ao explorar as possibilidades emocionais dos vampiros a autora talvez tenha aberto uma caixa de Pandora.
Em 1991, surgiu uma série de livros Diários do Vampiro, de L. J. Smith, voltada para o público mais jovem, que traz a história de uma colegial que fica entre o amor de dois irmãos vampiros. Foi o primeiro passo para uma “juvenização” do mito do vampiro, mantendo os elementos sobrenaturais, mas tornando a história mais acessível, com limitado apelo ao erotismo, focando-se mais no romance “inocente” e no drama do amor adolescente.
Outros livros surgiram, que não merecem ser citados, e a TV também teve sua contribuição com a série Buffy – a Caça vampiros. Mas o maior sucesso de “vampiros juvenis” ainda estava por vir.
Em 2005, Stephanie Meyer publica Crepúsculo, primeiro livro de uma quadrilogia sobre vampiros que se torna sucesso absoluto entre os adolescentes. Na história original, uma jovem tímida e introspectiva que nunca viveu grandes emoções na vida vai para uma cidade pequena, onde se apaixona por um vampiro que, ao contrário da maioria de sua raça, decide não se alimentar de seres humanos. Neste universo criado pela autora, os vampiros são bastante diferentes dos retratados anteriormente, não incluindo a grande maioria das características que envolvem as histórias que usam o tema. Os livros, na verdade, focam mais no romance do que no terror e, definitivamente não são recomendáveis para amantes do gênero de terror, nem de vampiros. Uma das características mais peculiares dos vampiros de Stephanie Meyer é que, ao contrário dos tradicionais vampiros, que sofrem e podem até morrer ao serem expostos à luz do sol, eles apenas “brilham como diamante”.
Muita gente, principalmente amantes do gênero depreciam a obra de Stephanie Meyer, devido às “liberdades criativas” que ele teve para com o mito, e muitos se preocupam se isso será a nova cara do vampiro a partir daqui. A verdade é que é impossível prever o futuro, mas, particularmente, duvido muito que essa nova onda dure. Analisando a história, já existiram diversas interpretações diferentes sobre o mito, que incluem explicações científicas, místicas, que colocam os vampiros como vilões, como heróis, como seres com sentimentos, sem sentimentos, como demônios, como coitados. No fim das contas, o que sempre sobrevive é o cerne do mito, que foi discutida no primeiro post dessa série: O Vampiro é, em essência, um inimigo da vida. Esse é o verdadeiro vampiro, não importa que face ele tenha ou que abordagem ele receba ao longo dos anos.
Curiosidades: - Três livros de Anne Rice foram adaptados para o cinema: Entrevista com o Vampiro, que contou com Brad Pitt, Tom Cruise, Antônio Banderas, Christian Slater e Kirsten Dunst – além do direto envolvimento da própria Anne Rice – e que foi um sucesso de público, e O Vampiro Lestat e A Rainha dos Condenados, unidos em um único filme que não teve a participação intensa da autora, e talvez por isso tenha sido um fracasso retumbante; - A Rainha dos Condenados trazia a cantora Aaliyah, que morreu em um acidente aéreo 6 meses antes do filme estrear; - Como você deve ter notado pelos vídeos, os Diários do Vampiro foram adaptados para uma série de TV recentemente, sendo exibida pelo canal Warner Channel aqui no Brasil; - Segundo a própria autora, os vampiros de Stephanie Meyer diferem bastante dos vampiros tradicionais porque ela não fez nenhuma pesquisa para escrever o livro;
Na Próxima Madrugada: Ser um adolescente tímido nos anos 80 era doloroso. Mas pode ser mais fácil quando se tem uma amiga. A menos que essa amiga tenha um segredo. Na próxima semana, um dos melhores filmes que eu já vi, Deixe Ela Entrar.
“Isso vai custar seu suor e lágrimas, e talvez... Um pouco de sangue.”
Nosferatu
Tema Macabro:
A ficção é recheada de histórias que tem os vampiros como personagens principais. As primeiras peças de ficção relacionada ao tema surgiram entre os anos 1720 a 1730, durante a histeria coletiva que gerou diversas exumações de corpos, além das histórias de Peter Plogojowitz and Arnold Paole na Sérvia. Mas é considerado o primeiro exercício literário sobre um vampiro o poema alemão “Der Vampyr”, de Heinrich August Ossenfelder, que já trazia os elementos de romance e erotismo relacionados ao mito. Na história, uma dama recusa os cortejos de um misterioso homem, a conselho de sua mãe, pois ele vem de uma região assolada por vampiros. O homem – que é realmente um vampiro – passa a fomentar desejos de vingança, querendo invadir o leito da dama e sugar-lhe o sangue. Esse poema já estabelecia as bases para o mito do vampiro: a natureza predatória, o impulso erótico e o clima sobrenatural. Johann Wolfgang von Goethe foi outro que se aventurou por histórias de vampiros, com o poema “The Bride of Corinth”, que traz ainda o conflito entre o cristianismo ensinado pelos pais e o paganismo.
No século 19, diversos autores utilizaram o tema em seus escritos, como Lord Byron, John William Polidori e Alexandre Dumas – esse mesmo, o criador do Conde de Monte Cristo e os Três Mosqueteiros. Mas a descrição definitiva do vampiro moderno surgiu com a publicação do livro Drácula, de Bram Stocker. Inspirando-se em Vlad Tepes III, príncipe da Valáquia (mas com pouca coisa em comum com o personagem da ficção, além do fato de ser um “nobre” e ter o mesmo nome), o livro traz em grande parte elementos criados no poem Der Vampyr, mas expandindo os conceitos, tornando o vampirismo uma doença sobrenatural e mantendo as relações de erotismo envolvendo morte, sangue e paixão ardente. Drácula foi sem dúvida a obra que definiu o mito do vampiro, e do qual até hoje serve de inspirações para histórias do gênero.
Com o avento do cinema, os vampiros não tiveram dificuldade de se popularizar nessa nova mídia, que expandiu o tema e contou com interpretações das mais diversas, criando obras originais e criativas, como o filme francês Le prisonnier de la planète Mars, de Gustave Le Rouge, que contou em 1908 a história de uma raça de humanóides parecidos com asas de morcego sugadores de sangue encontrados em marte. Richard Matheson, autor conhecido da ficção científica e fantasia também agregou ao mito em seu romance “I am Legend” (Eu sou a Lenda), de 1954 e levado para o cinema mais de uma vez (a última foi recentemente, em um filme estrelado por Will Smith), que conta a história de um homem que, num futuro próximo se vê sendo o último homem da terra em meio à uma população afetada por uma bactéria que transformou todos em vampiros.
Ainda no cinema, outras obras merecem ser citadas: “Drácula”, adaptação da peça de teatro homônima – que por sua vez se baseia no romance de Bram Stocker – com Bela Lugosi, de 1931, “Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens”, de F. W. Murnau, que traz um vampiro mais amedrontador do que sedutor, “Fright Night” (A Hora do Espanto), de Tom Holland que traz um olhar mais “divertido” sobre os vampiros e “Bram Stocker's Dracula”, de Francis Ford Copolla, considerado uma das obras definitivas sobre o tema. Vale citar também o longa “Shadow of the Vampire” (A Sombra do Vampiro) que, apesar de não ser exatamente um filme de terror, presta homenagem ao clássico Nosferatu e é um filme altamente recomendável (prometo um review dele num futuro próximo).
Mas não foi só o cinema e a literatura que usou o tema em suas histórias. Os quadrinhos também trouxeram seus personagens vampiros, como Morbius (vilão do Homem Aranha), Blade, o Caçador de Vampiros (que teve 3 adaptações cinematográficas de sucesso), além do próprio Drácula, que foi coadjuvante em diversas histórias e teve até revista própria pela Marvel, nos anos 70. Vale citar também as recentes abordagens ao tema nas Hqs, como as mini-séries “Tempestade de Sangue” e “Chuva Rubra”, que mostram uma realidade alternativa onde Batman é um vampiro, o vilão cósmico Mandrakk, que aparece em Crise Final e as séries de Hqs de 30 Dias de Noite de Steve Niles. Na TV, o tema foi bastante explorado, e podemos citar séries de sucesso como Buffy – A Caça Vampiros e seu spin-off Angel.
É até injusto não citar todas as obras bacanas sobre vampiros, sejam elas na literatura, quadrinhos, séries ou inclusive games, mas infelizmente seria muita coisa para pouco espaço.
Curiosidades: - The Bride of Corinth, de Goethe, traz a primeira história de um vampiro do sexo feminino; - Alguns desses poemas clássicos sobre vampiros estão disponíveis na rede, como Der Vampyr e The Bride of Corinth (ambos em inglês).
Na próxima Madrugada: Uma nova era desponta no horizonte, com vampiros diferentes dos quais estamos acostumados. Onde isso começou? E para onde vai? É o que saberemos na próxima semana, quando estivermos por dentro da Nova onda.
Atualmente, boa parte dos filmes de terror se valem de mortos-vivos para criar histórias assustadoras. Mas entre as grandes criaturas assustadoras do imaginário popular, quem está no topo é, sem dúvida, os vampiros. Criaturas que são conhecidas desde tempos imemoriais em diversas culturas e que – juram alguns – já existiram (ou talvez existam até hoje, escondidos nas sombras).
Aqui começa uma série de posts sobre estas criaturas que colocaram seu nome na história, seja pelo interesse, fascinação ou medo que incitam nos pobres mortais.
Primeiramente, vamos discorrer sobre o que é, basicamente, um vampiro. Um vampiro é uma criatura que se alimenta da essência vital de sua vítima, sendo ela qualquer tipo de ser vivo (mas preferencialmente seres humanos); um parasita que se alimenta da vida dos outros. O vampiro pode ser tanto um ser vivo quanto um desmorto, bem como a essência vital do qual ele se alimenta pode assumir diversas formas dependendo da época ou da cultura, mas atualmente é mais comum ter o sangue como representação da vida que o vampiro suga. Independente das interpretações ao longo dos séculos, o vampiro é, em essência, um inimigo da vida.
Embora o mito do vampiro como o conhecemos hoje ter apenas um par de século de idade, os elementos que constituem esse mito existem há muito tempo, sendo referidos na cultura e literatura das mais variadas culturas, embora eles não fossem chamados de “vampiros”, pois o termo até então não existia. Além disso, os nomes pelos quais eles eram conhecidos e suas origens dependiam muito das culturas e tradições de cada região. Praticamente todos os povos que existiram vinculavam essas criaturas à demônios, espíritos ou algum tipo de desmorto. Mas as lendas de vampiros como as conhecemos hoje parecem ter surgido na Europa Ocidental; A Mesopotâmia era uma área repleta de superstições a respeito de demônios sugadores de sangue e os Persas foram uma das primeiras civilizações a contar histórias sobre esses demônios que se alimentam de sangue. A antiga Babilônia contava com as histórias de Lilitu (não por acaso relacionada à Lilith), que se alimentava do sangue de bebês.
A Índia também tem sua contribuição para com o mito do vampiro moderno. Os Vetalas são contos que descrevem criaturas fantasmagóricas que encarnam em corpos de pessoas mortas encontrados no folclore Sânscrito. Uma história em particular fala sobre um rei que tentava capturar um desses seres, que era descrita como uma criatura que, como um morcego, pendurava-se nas árvores de cabeça para baixo.
Há ainda versões dessas criaturas na Bulgária, Hungria, Eslováquia, Romênia, Roma e Grécia, só para citar alguns, mas todos os outros continentes possuem suas histórias de criaturas que se alimentam da vida de seres humanos (adultos ou crianças).
O mito dos vampiros também possui outra importante contribuição: Vlad Tepes III, Príncipe da Valáquia (região que mais tarde contribuiria para a criação da Romênia), mais conhecido como O Empalador ou Draculea. Governou a Valáquia por 3 vezes e era considerado por seu povo como um guerreiro feroz e como um governante que não tolerava crimes contra o seu povo. Ao redor do mundo, no entanto, Vlad é conhecido por sua crueldade no campo de batalha, o que lhe valeu o apelido de O Empalador (por sua prática de empalar os inimigos). Acho que não preciso dizer que Vlad Tepes III foi a inspiração para o mais famoso de todos os vampiros, o Conde Drácula.
Curiosidades: - Curiosamente, durante a fase do Iluminismo (onde as crenças folclóricas foram virtualmente suprimidas) a Europa Ocidental enfrentou uma histeria em massa relacionada à vampiros. Diversas supostas aparições, algumas relacionadas à mortes de pessoas fizeram com que as pessoas passassem a abrir sepulturas e cravar estacas em mortos a fim de impedir que surgissem como vampiros. Houve até caçadas à essas criaturas, incentivadas por autoridades governamentais. O pânico começou aparentemente em 1721, na Prussia Ocidental, onde houve uma série de ataques de supostos vampiros; - Existem dois casos conhecidos – e reais, os primeiros a serem reportados oficialmente, envolvendo os cadáveres de Peter Plogojowitz and Arnold Paole, na Servia durante o século 18. Plogojowitz foi declarado morto aos 62 anos, mas aparentemente retornou da morte pedindo ao seu filho por comida. O filho se recusou e foi encontrado morto no dia seguinte. Plogojowitz também supostamente retornou depois e atacou alguns vizinhos que morreram pela perda de sangue. Arnold Paole era um ex-soldado que se tornou fazendeiro e que supostamente foi atacado por um vampiro anos antes, morrendo enquanto preparava feno. Após sua morte, pessoas começaram a morrer nos arredores e se acreditou que Paole havia retornado para se alimentar dos vizinhos. Mais informações sobre esses casos aqui e aqui (em inglês); - O vampirismo não se refere apenas à criaturas que se alimentam de sangue. Muitos acreditam hoje num fenômeno conhecido hoje como vampirismo psíquico, que descreve a habilidade de se alimentar da energia psíquica de outra pessoa. Segundo os que acreditam em tal fenômeno, um vampiro psíquico é alguém que nem sempre sabe que é um vampiro, mas que pode ser facilmente identificado, pois você sempre se sente mal perto dele, preguiçosos, sem forças, desanimado, etc. Se você se sente assim sempre que está perto de alguém específico, cuidado: ele pode ser um vampiro psíquico e nem saber; - O termo Draculea (ou Drácula) significa “filho do dragão” e foi dado à Vlad por conta de seu pai, que se juntou à Ordem do Dragão (uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigismundo) e tinha o apelido Dracul; - Dracul vem do Latim “Draco”, que significa Dragão. Mas, em Romeno, também significa “Diabo”. - Há quem diga que os vampiros existem – e que eles mesmos são vampiros, como você pode ver aqui (em inglês).
Na próxima Madrugada: Das lendas para a literatura, da literatura para as telas. Os vampiros nas mídias de entretenimento através dos anos, na próxima semana quando falaremos sobre os vampiros Na Ficção.
Horace: Cara, o senhor parece conhecer um bocado sobre monstros. Alemão que assusta: Agora que você mencionou... Acho que conheço, sim.
Deu a Louca nos Monstros
Tema Macabro
Quando eu era criança, eu tinha muito medo de filmes de terror. Alguns eu até assistia, mas “editados” (o que significa que tapava os olhos toda vez que alguma cena mais forte seria exibida). No fim das contas, eu realmente tinha medo de filmes de terror quando criança. Há um tempo atrás estava fazendo uma retrospectiva interna para tentar descobrir como foi que passei a gostar de histórias de terror. Sei que com certeza não foi por causa daCoisa. Lembro que, ainda novo, lia muitas Hqs de terror que meu pai e minha mãe liam, e também alguma coisa do Monstro do Pântano. Mas foi só quando finalmente saiu a edição de 20 anos de aniversário (lá nos EUA) do tema do post de hoje é que eu me dei conta do que realmente me fez virar fã do gênero: A Patrulha Monstro.
Sean, Patrick, Horace e Eugene são garotos que adoram filmes clássicos de terror e seus monstros. Seu clubinho, com direito a regras para entrar e um quartel-general (que é uma casa na árvore) era apenas coisa de criança para seus pais, até que uma antiga maldição milenar traz de volta os principais monstros da humanidade (Drácula, Frankenstein, Lobisomen, a Múmia e o Monstro da Lagoa Negra) e só os garotos, com a ajuda de Rudy (o “Wolverine” da escola), da irmã de Sean e do Alemão que assusta, podem evitar o fim do mundo das mãos dessas poderosas criaturas.
Traduzido aqui como “Deu a Louca nos Monstros”, “Monster Squad”, de 1987, escrito e dirigido por Fred Dekker é, ao lado de filmes como Goonies e Garotos Perdidos, um verdadeiro clássico para uma geração de garotos dos anos 80, bem como daqueles que passavam seus dias assistindo a sessão da tarde em meados dos anos 90. Uma mistura de comédia e terror, que hoje seria considerado “politicamente incorreto” demais para crianças, uma história simples, mas cativante, cenas e diálogos engraçadíssimos e uma série de homenagens aos filmes de terror clássicos fazem deste filme uma pérola do gênero e altamente recomendável.
Infelizmente, na época do seu lançamento, o filme não foi bem recebido pela bilheteria, tanto pela estratégia de marketing desastrosa (que tentou comparar o filme com Os Caça-Fantasmas) quanto por algumas coisas politicamente incorretas demais até para uma época que não se preocupava tanto com isso (como pré-adolescentes proferindo palavrões em diversas situações). Felizmente, o mundo do cinema permite que certas injustiças sejam consertadas com os autores ainda em vida, e as diversas reprises na TV, seguido do lançamento do VHS, a posterior popularização pela internet e convenções de terror trouxe o reconhecimento que lhe é devido, fazendo com que a produtora finalmente lançasse o filme em DVD, 20 anos depois do lançamento original.
Curiosidades: - O filme presta diversas homenagens aos filmes clássicos de terror. Por isso, além das presenças ilustres dos vilões da histórias, temos preservados suas personalidades “originais”, vindas de seus filmes, além de referências à outros filmes de terror, como as noivas do Drácula; - O diretor e roteirista Fred Dekker ficou mais conhecido por ser o diretor e co-roteirista (junto com Frank Miller) de Robocop 3; - Dekker queria que seus monstros fossem os originais, por isso procurou os estúdios da Universal para adquirir os direitos dos personagens para usá-los no filme tal e qual apareciam nas películas originais, mas o estúdio, ainda não conhecendo bem o potencial de suas marcas, recusou a oferta. Dekker teve então que reinventá-los mantendo a fidelidade dos originais. - Os efeitos, maquiagens e fantasias ficaram a cargo dos Estudios Stan Winston (que faleceu em 2009, logo após seu estúdio ter produzido as armaduras do filme Homem de Ferro) - Fred Dekker é um azarado de marca maior. Além de seus filmes nunca terem emplacado (e de Robocop 3 ter terminado com sua carreira), ainda na faculdade escreveu uma história sobre um homem em uma casa mal assombrada e passou para um amigo, que roteirizou acrescentando pitadas de comédia e o resultado foi o sucesso de bilheteria A Casa do Espanto, do diretor Steve Miner. - A saber, os monstros de "Monster Squad" são originários dos filmes Dracula (1931), The Wolfman (1941), Frankenstein (1933), The Mummy (1932) e The Creature from the Black Lagoon (1954).
Na Próxima Madrugada: Um cantor desaparecido. Um advogado querendo saber seu paradeiro. E um detetive em meio à descoberta mais perturbadora de sua vida. Na próxima semana, Coração Satânico.