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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Creature Feature

Você sabe o que é "Creature Feature" (segmento de monstros, em tradução livre)? É um termo genérico que era usado como título para um formato de programa de TV nas estações americanas entre os anos 60, 70 e 80, onde eram exibidos geralmente filmes cult de horror e/ ou sci-fi dos anos 30 a 50, filmes de horror britânicos dos anos 60 e os filmes de monstros gigantes do Japão dos anos 60 e 70. O termo vem do fato de que histórias de monstros, como os filmes da Universal e da Hammer, além de filmes como os do Godzilla eram as atrações mais comuns neste formato.


Mas Creature Feature é, atualmente, também o nome de uma banda bem curiosa, criada por dois compositores de Los Angeles, Curtis Rx e Erik X, que traz um estilo meio de "terror paródia", com letras tipicamente voltadas para histórias de terror, morte e monstros.

Diferente da maior parte das bandas que usam o terror como influência, Creature Feature tem uma pegada mais cartunesca e satírica do que sombria, embora trate dos temas clássicos do gênero.

É uma banda que certamente não vai agradar todo mundo que curte terror, mas pela criatividade da iniciativa, achei que merecia a divulgação. Confira algumas músicas da banda:







segunda-feira, 25 de março de 2013

Tool


Tool é definitivamente uma das bandas mais estranhas que já surgiram. Não só pelo som e pelas letras, bastante inusitadas e estranhas, mas também pelos clipes. É impossível não notar que o terror é um gênero que influencia bastante a banda, que também parece gostar bastante de animação stop motion e arte surreal. Por isso resolvi fazer uma seleção de clipes da banda, confiram aí:

Sober


Ænema


Stinkfist


Schism


Parabola

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Malditos Asiáticos!*

Momento Uarévaa
Por Vini


As vezes fico meio receoso de colocar coisas assim aqui, porque acredito que muita gente aí que tá estudando ou pensa em estudar esse instrumento, ou até aqueles que já tocam, depois de ouvir uma criança desse tamanho tocando esse tanto, possa pensar seriamente em desistir de vez da música!

(E por falar em desistir, vocês por acaso conhecem alguém que aprendeu a tocar com o game Rocksmith?)







Se tá tocando assim com essa idade, imagina quando tiver a idade de um Slash ou de um Zakk Wylde da vida?

E olha só, não sei se é o mesmo japinha, mas acho que foi por causa desse vídeo que o feladaputinha conseguiu tocar mais tarde com o Ozzy em pessoa!!!





*O Uarévaa não tem preconceito por nenhum tipo de etnia, o título se refere apenas a uma "brincadeira" sadia onde a admiração pela inteligência oriental é expressada dessa maneira como desabafo por pessoas que não possuem a mesma competência!  

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

The Rolling Stones vs. Liz Gillies


Hora de mais uma briguinha musical aqui no Uarévaa!

E chego a ter dó do resultado, mas não custa tentar, né? Vai que o cabra curte algo diferente?

- - - Post atualizado com o resultado - - -


Enquanto seguem tomando uma surra de pau mole dos garotos de Liverpool, a banda do bocudão Mick Jagger entra também em outro ringue e há quem diga que nesse eles estão muito mais preparados pro desafio...

Mas pra falar a verdade, hoje quem ganha é quem curte boa música.

Isso porque os Rolling Stones quando lançaram a música em 1971, talvez não soubessem que estavam criando uma das músicas mais belas do mundo!

"Wild Horses" foi lançada no álbum Sticky Fingers, com autoria de Mick Jagger e Keith Richards e os fãs achavam, na época, que ela tinha sido inspirada no relacionamento do vocalista com a também cantora Marianne Faithfull. Algo que Jagger desmentiu muitos anos depois, no encarte da coletânea da banda de 1993, Jump Back: The Best of The Rolling Stones.



Antes de seu lançamento em Sticky Fingers, Gram Parsons, guitarrista e vocalista do The Byrds, convenceu Jagger e Richards a permitir que ele gravasse a música com sua banda.

Embora os Rolling Stones já tivessem gravado a faixa, a versão de Parsons acabou sendo a primeira a ser lançada de fato, em abril de 1970.

Isso é um fato interessante acerca dessa canção, ela acabou confirmando-se como uma das mais populares músicas que viraram cover através de diversos artistas, como:
Garbage, The Sundays, The Cranberries, Elvis Costello, Neil Young, Guns N' Roses, Bush, Chris Cornell, Jewel, Dave Matthews, Alicia Keys, Stone Sour, Sheryl Crow e até Susan Boyle (!), entre muitos outros. Inclusive da nossa nobre desafiante... Liz Gillies!!!

Pra quem não sabe (e, pra falar a verdade, nem eu sabia) a cantora Elizabeth Egan Gillies é também atriz e modelo, mas é mais conhecida pela molecada que assiste a sériezinha adolescente da Nickelodeon, Brilhante Victória, interpretando a personagem Jade West e também de alguns filmes como Garotas S.A e Harold, onde faz, em ambos, uma personagem secundária. Ela também participou de um curta chamado The Death and Return of Superman (2011).

Essa minazinha que tá cantando aí, começou sua carreira estrelando comerciais de chiclete e celular, depois fez a série dramática The Black Donnellys e a comédia para TV, Locker 514 e até participação na série Crimes do Colarinho Branco, da FOX. Descobriu que cantava no musical adolescente "13" que fez para a Broadway e acabou gravando um single da trilha sonora de uma animação para garotas, chamada Winx Club, onde também dubla uma das personagens. Em 28 de julho desse ano, estava em estúdio, gravando demos para o seu 1° álbum.

Veja bem, então... sei que vários grandes nomes da música já gravaram essa música, mas achei que seria uma disputa interessante colocar uma bela voz feminina e um som mais "country" para a disputa musical. Até porque, se fosse um concurso de beleza, já teriamos o vencedor... né Mick?


Agora, a escolha é sua, pequeno padawan!

Vote na enquete abaixo, o resultado sai quinta feira aqui mesmo nesse post.

Musical Kombat: Rolling Stones Vs. Liz Gillies

Qual versão de "Wild Horses" você prefere?


A original dos dinossauros do rock Rolling Stones

A cover da iniciante Elizabeth Gillies

 

 - - - RESULTADO - - -

Olha só, vejam vocês... Os Rollings Stones, como bons velhinhos que são, andam, literalmente, mal das pernas. Além de levar uma surra Os The Beatles conforme vimos no último podcast (você viu o resultado?), acabou numa situação no mínimo... constrangedora!
Isso porque a velha banda de rock n´ roll, pela primeira vez na história desta coluna, empatou com a iniciante gatinha com "puta vozinha delícia"!!! Isso mesmo, EM-PA-TOU! Heh,he,he...
Foram 50% pra cada lado, e já que, quem vence tem um clipe a mais divulgado aqui no post, os dois merecem às honras...

E já que falamos em Beatles, Liz Gillies por acaso também canta uma bela versão de "Jealous Guy" composta por John Lennon, na época de sua carreira solo.


Já os Rolling Stones aparecem com o clipe mais lisérgico da carreira (sem duplo sentido aqui, já que o clipe faz menção a uma viagem de LSD), justamente uma cover, "Like A Rolling Stone", escrita por nada menos que Bob Dylan e com a participação da atriz Patricia Arquette!



 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Senhores: Nunca serão, Jamais serão!

Uaréview
Por Vini


Após 16 anos da morte de Renato Russo, a banda Legião Urbana, que arregimentou uma grande massa de jovens fãs pelo Brasil inteiro, subiu mais uma vez aos palcos, agora, para prestar uma homenagem não só ao seu frontman e grande letrista e sim, à toda a história da própria banda.

Com um tributo especial realizado pela MTV, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá voltam a tocar juntos, com participações especiais de outros músicos, mas... o show especial da banda trouxe uma grande polêmica: Para o vocal, foi escolhido apenas uma pessoa: a de Wagner Moura, o ator que viveu o Capitão Nascimento entre outros no cinema.

Mas será que essa estranha "química" realmente deu certo?


O show foi realizado nessa Terça-Feira, dia 29/05 e transmitido pela TV. Acompanhei a transmissão ao vivo do show enquanto via a reação do público pelo Twitter e me parece que essa escolha não só desagradou muita gente, como fez com que todos fizessem a mesma pergunta: "Por que Wagner Moura?".

Não sei ao certo como foi o processo de escolha, se a banda teve alguma participação nisso ou foi apenas uma imposição da própria MTV ou de qualquer outra "força oculta do universo", mas o caso é que essa escolha causou muita controvérsia.

Divulgação

Em uma pesquisa recente, feita pelo site do MSN, uma grande parte do público (39%) adorou a ideia, 16 % achou mediano, que ele tem presença de palco e carisma, mas não canta bem e 21% não curtiu o ator como vocalista, e que ele comprovou que como cantor é mesmo um grande ator! E só pra fechar a conta, outros 24% não viram ou não se interessaram por isso...

Wagner, antes mesmo do show já se defendia ao dizer que se sentia justamente como um fã que é escolhido para fazer uma palhinha com uma grande banda e que o público deveria viver a experiência como se fosse um deles a estar ali cantando. O problema é que muitos fãs não viram a coisa dessa maneira.

"Substituir" alguém com o calibre de Renato Russo é uma missão inglória e, quiçá, impossível de se realizar e acho que foi exatamente aí que ferraram com a possibilidade de se fazer algo realmente relevante como tributo a banda. Eu sei que a Legião não era apenas o Renato, porém sua presença sempre foi muito forte e seria bem mais simples realizarem um show com não só um, mais vários cantores se revesando no palco. Artistas como Emicida, Seu Jorge, Marina Lima, Crioulo, Tico Santa Cruz, podiam até chamar o vocalista do Cathedral ou até aquela galerinha que faz cover da banda a tantos anos para prestigiar não só essas pessoas como fãs, mas para que cada um desse sua versão, seu estilo e uma releitura nas músicas. Na verdade, até o próprio Wagner Moura declarou que a banda deveria ter olhado para esse lado!


Várias pessoas ligadas a música devem ter questionado e possivelmente foram contra a escolha do artista no especial. Um dos nomes que também discordou da presença de Wagner Moura no show é ninguém menos do que Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, que em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", disse que queria colocar artistas contemporâneos para novas releituras, para alcançar as novas gerações.

Djalma Ramos, vocalista da banda cover Legião Urbana Dois, disse que não entendeu ainda o propósito da participação do ator e que, antes do show, esperava algo convincente. Ele lembrou ainda que nenhuma obra em conjunto pode ser decidida unilateralmente.


Não sei se o fato de Wagner Moura ter interpretado Renato Russo no filme Vip’s foi o grande motivo para a escolha. Tá certo que o ator teve certa presença de palco e, como fã,  conseguiu passar emoção durante as músicas, mas que fã não ficaria emocionado com isso?

Sinceramente, eu ouvi/vi o show e achei em certos momentos algo muito bom. Ouvir novamente as canções que eu era aficcionado quando era adolescente foi muito legal, mas não há como negar que em certos momentos era constrangedor...

A voz "falha" de Moura não é lá aquelas coisas, ele pode até ser considerado um vocalista regular, mas na minha opinião, ele mais errou do que acertou durante o show. Parecia um daqueles shows que você assite num barzinho com uma banda razoável. Foi o tipo de show que eu não pagaria os R$200,00 pedidos, nem pela importância histórica da reunião, que no final foi algo que ficou longe de ser memorável. Pra falar a verdade, acho que nem renderia um DVD ou CD disso. Eu pelo menos, nunca compraria.

É lógico que vão ter fãs do ator, bem como da própria Legião (ou Religião Urbana?) que vão jogar pedras nesses meus comentários, mas fazer o quê... verdade seja dita, não passou do tributo mais chinfrim que assisti em toda a minha vida!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Odair José e o Filho de José e Maria


O ano era 1977. Odair José, famoso por suas canções tidas como bregas, resolve lançar um LP com estilo totalmente diverso do que costumava fazer. Seu plano era produzir um disco em ritmo de rock, sem maiores sofisticações ou requintes técnicos. Um álbum duplo que contaria a história de um indivíduo de seu nascimento à morte. Só que nem tudo saiu como ele queria.





Odair José era um cantor famoso por sucessos como Eu Vou Tirar Você desse Lugar, que vendeu mais de 800 mil cópias na época, Uma Vida Sò (Pare de Tomar a Pílula) ou Deixe Essa Vergonha de Lado, que lhe rendeu o nome de “cantor das empregadas domésticas”. Sempre abordando temas tabus, muito por conta de suas experiências no mundo dos cabarés, ou meretrício, para ficar com um nome mais do momento histórico, teve inúmeros problemas com a censura militar.


No meio dos anos 70 tinha saíu da gravadora CBS e foi para a Philips, para depois ser contratado pela BMG/RCA. Mesmo com a concordância da nova gravadora em sua proposta de disco, os produtores prefeririam não se arriscar usando algo mais “de garagem” e ele acabou gravando com sua tradicional banda Azimute. E o que seria um disco duplo acabou saindo como um único LP com dez faixas.

O Filho de José e Maria relata a história do casal do título e da criança fruto dessa relação. Contando a vida do homem, que não tem nome, indo do seu nascimento, passando por dilemas existências, uso de drogas, questões de sexualidade, críticas ao casamento e a igreja, o disco causou muita polêmica, principalmente depois que um padre excomungou o cantor dizendo que o disco falava da vida de Jesus Cristo.


Apesar de em momento algum se afirmar estar falando de Jesus, a associação por conta do nome dos pais do personagem é inevitável. Aliado a esse fato curioso, as criticas negativas - Chegou quem dissesse que o “cantor das empregadas” estava querendo elitizar sua obra e se afastar do povão - e a baixa receptividade de público tornou o disco um fracasso de vendas. A imprensa, em sua eterna ânsia de classificação, logo colocou o disco como uma ópera-rock,comparando-o a obras como Tommy, do The Who, ou The Wall, do Pink Floyd.

Para acompanha-lo, responsável pela guitarra, violão e arranjos de base, o cantor agrupou nomes como Robson Jorge (piano e Fender Rhodes), Hyldon (guitarra), José Roberto (órgão, clavinete, Arp strings), Alexandre (baixo Fender), Ivan “Mamão” (bateria), Jaime Alem (guitarra e violão), José Lanforge (voice box e harmônica), Don Charley nos arranjos de sopro e cordas e Durval Ferreira na direção artística.



Segundo Paulo César de Araújo, autor do livro Eu Não Sou Cachorro, Não (Record, 2005), o tema do álbum é “a história do nascimento, vida e morte de um jovem pederasta – o filho de José e Maria, que após longos anos de processo de solidão e rejeição social, assume a sua sexualidade e, aos 33 anos, encontra a plenitude e a felicidade. O texto faria uma livre adaptação da história de Cristo para os dias atuais”. Odair afirma que a inspiração para o álbum partiu dos livros do escritor Kalil Gibran, com “O Profeta”, e a vontade de montar uma banda de garagem com um som cru e rasgado, bem rock’n’roll.

Com um som realmente bem mais cru, progressivo e experimental, Odair traz em O Filho uma boa junção da simplicidade tanto do som do rock quanto das letras mais bregas, românticas até. Na primeira faixa, Nunca Mais, ele já dá sua mensagem: Eu agora sou bem diferente / não se assustem e nem se preocupem / só que agora nada mais me encuca / e os meus traumas fui deixando prá trás / e o meu passado não me assusta mais.



O LP aborda uma gama de temas e sons dentro da ideia maior, como a mudança de conceitos em Não Me Venda Grilos (Por Direito), a balada Só Prá Mim, Prá Mais Ninguém, a busca pelo desconhecido em É Assim..., os sonhos e as ilusões em Fora da Realidade, os abalos na infância provocado pela separação dos pais em O Filho de José e Maria (que para mim é um perfeito paralelo para a vida de tantas crianças abandonadas pelos pais em orfanatos e ruas por ai), as verdades da vida em O Sonho Terminou, as carências e a solidão em De Volta Às Verdadeiras Origens e o recado final em Que Loucura. que diz “essa foi minha história / mas podia ser a de vocês”.

Apesar do fracasso comercial e os incômodos que teve – como a lendária história de que ele teria ido ao Vaticano pedir perdão ao Papa -, até hoje Odair admite que esse disco é um dos melhores trabalhos de sua carreira, tornando-se até cult, que traz a velha pegada do cantor de cronista dos excluídos. No tributo a Odair José, gravado por bandas do cenário independente, lançado em 2006, a banda Shakemakers regravou a primeira faixa do disco, “Nunca Mais”, e o Pato Fu participou com uma versão de “Uma Lágrima,” faixa do disco “Coisas Simples”, que seria o segundo disco do LP duplo que Odair originalmente pensou.

Pelo que apurei Filho de José e Maria ainda é inédito em CD, existindo só em LP ou mp3. Existem também trabalhos interessantes como o livro de Sara Stopazzolli feito pela Mojo Books, baseado na obra. É interessante ver como existem trabalhos e cantores por esse Brasil com propostas e performances tão diversificadas e ousadas - e mesmo assim desconhecidas de muitos. Fica a recomendação desse belo trabalho, que, mesmo com alguns elementos mais datados, ainda é muito relevante e atual.

Agradecimentos:

http://www.blodega.com/
http://sambaesoul.blogspot.com.br/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A Banda Mais Bonita da Cidade


Existem músicas e bandas que surgem que você se pergunta o por que deles existirem, mas, como tudo no universo, isso tem uma explicação e praticar a arte de escutar para só então dar seu julgamento é muito importante. E foi isso que resolvi fazer com a Banda Mais Bonita da Cidade.



Segundo a Wikipedia, a "Banda Mais Bonita da Cidade foi formada em 2009 com a proposta de cantar autores locais, desde então, pesquisou os produtos de vários compositores, escolheu músicas e passou a rearranjá-las para deixar ao estilo do grupo. Participou de apresentações musicais no Wonka Bar, em Curitiba, como o show "Canções de Inverno" de Luiz Felipe Leprevost e o show 'A Saudade Mata Gente, Panaca' de Uyara Torrente. Foi sendo criada e desenvolvida a idéia de produzir as músicas de compositores curitibanos. Por causa do videoclipe que originou o grande sucesso, a banda concorreu ao VMB 2011,na categoria "Webclipe", sendo, no entanto, derrotada por 'Sou Foda'".

Acredito que como todo mundo a primeira vez que ouvi falar desse grupo foi por conta do clipe da música Oração. De tanto tocar, ter novas versões paródias e pessoas cantarolando – como todo bom meme de internet – se tornou cansativa, enjoada e me dava raiva em ouvir o mínimo acorde que fosse dela.

Passado o hype em cima dessa música e do grupo, já no inicio de 2012, resolvi que era hora de baixar o tal CD da tal banda bonita e ouvi-lo, tirar minhas próprias conclusões sobre o trabalho musical do grupo. E, por incrível (ou nem tanto) que pareça, algumas coisas se salvam no meio das 12 faixas. Aqui irei ressaltar algumas que achei interessantes.

Mercadoramama: Essa música achei legal por ter uma temática simples, bem cotidiana, e sua melodia e vocal condizerem com a proposta dela. Pra mim, a melhor música do CD.


Aos garotos de Aluguel: Seguindo a mesma lógica da música anterior, de se trabalhar um tema cotidiano até e de uma forma simples, a música ainda tem essa pegada “bordel” em sua melodia que se encaixa perfeitamente.


A Balada da Bailarina Torta: Tons de terror é o que me vêem a mente ao ouvir essa música, me lembrando até o filme Cisne Negro. Novamente seguindo uma historinha onde a melodia entra para reforçar o aspecto de angústia da personagem.

  
Ótima: Um bom exemplo de como um letra interessante poderia ficar bem melhor se a melodia não fosse tão enjoada e o vocal tão equivocado.



Solitária: Segue o mesmo problema da música anterior, uma letra interessante, porém com pontos equivocados de melodia e vocal.


Nunca: Apesar da melodia um tanto quanto repetitiva, ela se encaixa no tom melodramático da letra e do vocal – particularmente bonito, voz compatível total com a música. Uma boa música e a segunda melhor do disco para mim.


Se eu corro: Curto muito a letra dessa música, mas acho novamente a melodia equivocada, lenta demais, parece até uma mania do grupo querer que tudo seja sempre lento, arrastado, mesmo as letras que pedem um pouco mais de velocidade.


Oração: por incrível que pareça a versão do videoclipe é melhor que a versão do cd, onde tudo é, para variar, mais lento e arrastado. Estranhamente o ar de festa do clipe- com várias vozes cantando junto e alegremente em uma crescente - ajuda a música e corrobora com o que digo sobre as outras músicas em relação a um pouco mais de “gás” na melodia.


Em resumo, o grupo trabalha com típicas músicas feitas por e para adolescentes, eu mesmo lembrei de várias composições minhas desse período da vida, coisas que hoje em dia leio e penso como era tosco o que escrevia, mas que tem sua função e importância exatamente para pessoas com o mesmo espírito adolescente. Isto é, de letras simples e até simplórias, mas que falam da vida e dos problemas, sonhos, etc, dessa fase da vida. Me lembrando até uma conversa com o filosófo oficial do Uarévaa o Moura, onde ele dizia que por que tudo tem que ser tão sério hoje em dia? Afinal, é bom também brincar de ser feliz. Confesso que após ouvir melhor as músicas achei até mais bonita a Banda dessa cidade.

Para quem quiser mais informações e/ou baixar o referido disco (que eles deixam de “grátis” para download) podem acessar o site da banda: http://www.abandamaisbonitadacidade.art.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Symphony of Science

"Eu acho que a imaginação da natureza é tão maior que o homem que ela nunca nos permitirá relaxar"

A música já foi – e ainda é – usada para disseminar um sem número de mensagens, que vão de religião a problemas sociais, passando por sentimentos e críticas. Então já estava mais do que na hora de alguém usar a música para divulgar o que provavelmente é a mais importante criação do ser humano em todos os tempos – a ciência.


John D. Boswell é um músico que tem duas paixões, uma delas (óbvia), a música e outra, a ciência. Tanto que resolveu juntar as duas e desenvolveu The Symphony of Science, um projeto que busca divulgar o conhecimento científico e filosófico de forma musical.

Na prática, o músico cria remixes a partir de palestras, entrevistas e trechos de programas de cientistas – muitos deles renomados para criar uma colagem de informações que servem para mostrar, não só as possibilidades da mídia, mas também que ciência pode ser algo poético, transformando cientistas em cantores e compositores involuntários em uma verdadeira “Sinfonia da ciência”.

O resultado é criativíssimo e já conta com 13 vídeos, todos disponíveis no Youtube e os remixes para download em mp3 através do site oficial do projeto que, aliás, é totalmente independente e não tem fins lucrativos.

Vale a pena conferir alguns dos vídeos deste incrível projeto:

'We Are All Connected'


The Poetry of Reality (An Anthem for Science)


Onward to the Edge!


"Children of Africa" (The Story of Us)


Ode to the Brain


Symphony of Science - A Wave of Reason


The Greatest Show on Earth!


Agradecimentos ao Eduardo Witkoski, que postou um dos vídeos no Facebook e me fez procurar sobre isso.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

E se as mulheres fossem instrumentos musicais?

Drops Uarévaa - Palhetada
Por Vini


E aí, bitches!
Como minha última contribuição para esse blog... neste ano [modo leitores do Uarévaa on] Aaaaaah... [modo leitores do Uarévaa off], resolvi postar algo diferente. Aliás, beeem diferente e bem melhor que jogos ou tiras!
Para nossos leitores que curtem música e principalmente praqueles que curtem mulher (uns dois ou três), esse post deve estar perfeito!



É muito comum no mundo da música que o artista tenha algo tão próximo de um relacionamento afetivo com seu instrumento que geralmente ele o batiza com o nome de uma mulher. B.B.King e sua Lucille estão aí pra não me deixar mentir...


Mas agora, imagina: E se as mulheres fossem realmente instrumentos musicais?
Bom, eu provavelmente seria um músico bem melhor! Kkkkk

E provavelmente seria baterista!
Por que?
Bom, veja com seus próprios olhos esse vídeo-clipe e me diz depois se o baterista não é a pessoa mais feliz do mundo!



A banda se chama Omaha Bitch e você pode conferir mais sons dessa banda em www.myspace.com/omahabitch

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A volta ao mundo em 8 bandas (e 8 línguas)

É sempre bom quando o Uarévaa traz um post bacana sobre um assunto bacana. E geralmente é um post que não foi feito por nenhum membro do blog, ehueheuehehueueh. O leitor Nico Demo mandou para gente um de fora da panela bem interessante, aposto que a galera vai curtir também. Leia aí e mande o seu texto também para contato@uarevaa.com.br que a gente publica!

Desde de quando comecei a estudar espanhol com meus 14 anos, tive a curiosidade de acompanhar bandas em outros línguas que não fossem o nosso português ou o globalizante inglês, de forma que o que proponho aqui aos amigos leitores é do massavéio e pagar de cult na net fazer uma viagem por outros línguas e descobrir outras forma de se fazer Rock (Mas não exclusivamente).
Carajo – Espanhol



O Carajo é uma banda que mistura Nü-metal com Punk rock, que vem da Argentina, formada em 2001 a banda é faz um som porradaria de muita qualidade, e de letras interessantes.


Pleymo – Francês



O Pleymo também é uma banda francesa de Nü-metal, formada em 1997, uma das melhores bandas no gênero e uma das poucas que prestam.


Talco – Italiano



Essa banda é uma das minhas preferidas, misturando ritmos folclóricos italianos com Skacore, ela é insuportavelmente boa, sendo uma das melhores herdeiras do movimento Skacore da região, deixado pela Ska-P.

Ленинград (Leningrad) – Russo



Taí uma banda louca, cantando num russo misturado com palavrões, são odiados na Russia já sendo expulsos de Moscou e tendo vários shows cancelados. Fazem um Gypsy Punk muito interessante.

Ali Farka Touré – Dialetos Malineses



Esse sim, é um grande putão músico Africano, cantando em diversos dialetos que coexistem em Mali, essa lenda da música misturada blues com os rimos e sonoridades típicas de Mali.

Fokofpolisiekar – Africâner



O nome da banda significa” Fuck off police car”, a Banda Sul-Africana, formada em 2003 faz um Punk Alternativo.

Big Foot Mama – Esloveno



Rock basicão, da Eslovênia, acho que são comunistas.
Toranja – Português



E da terrinha, a talentosíssima, e de letras preciosas Toranja, toca um rock Alternativo, fazendo um estilo meio Los Hermanos, mas sem as viadagens habituais.
É isso galera, espero que vocês curtam o post, tentei me focar em bandas que possam agradar mais a galera, se gostarem e se o Uarévaa deixar, faço outras incursões neste mundo da música, tenho muito material em Espanhol também, e para mim Rock é assunto que não acaba nunca.

domingo, 21 de novembro de 2010

Palhetada

Crash Test Dummies
por Zenon 


Antes de começar a falar da banda propriamente dita, vou contar porque resolvi fazer esse post.

Esses dias eu estava conversando com o Duende Amarelo e falei pra ele: " Cara, porque você não fala de Crash Test Dummies? É bacana! "
Daí ele disse: " Porque o post todo se resumiria a 'mmmm mmm mmmmm mmmm' ".

Admito que me senti desafiado e por conta disso eu venho por meio deste mostrar que essa banda tem muito mais do que uma música com um nome tao vergonha alheia de se falar. Então clica aí e aceite esse desafio!

Pois bem. A banda Canadense começou a ficar conhecida entre 89 e 90 lá em Winipeg. Seu primeiro álbum muito embora fosse um sucesso enorme em sua terra natal, era pouco conhecido no resto do mundo.
Graças a um tal de Harrison Jerry, principal porta-voz e responsável pela produção e divulgação, o álbum God Shuffled His Feet de 1993, quebrou recordes de venda no Canadá e na Europa.
O primeiro single deste álbum, "Mmm Mmm Mmm Mmm" (o nome de música mais genialmente idiota do mundo), transformou-se num hit a ser batido, no brasil tornou-se a musica mais tocada por varias semanas.

Mas voltando um pouco no tempo, em 1991 foi lançado o álbum The Ghosts That Haunt Me. Dentre essas músicas se destacam a que leva o nome do álbum ( The Ghosts That Haunt Me, caceta! ) que mistura guitarras, com gaitas no melhor estilo 'country' e a genial Superman's Song, onde Brad Roberts (vocal) compara o Superman com o Tarzan (?!).


The Ghosts That Haunt Me




Superman's Song



Menos de dez anos depois, mesmo com uma pane elétrica no carro que quase fez Brad Roberts perder o braço, a banda lançou mais quatro álbuns somando oito ao total (o último em 2004 chamado Songs of the Unforgiven) e mais um coletânea " The Best of ".

O mais legal da banda é que além da voz de barítono de Brad, tem ainda a perfeita mistura de intrumentos como gaita, piano, violino, bandolim, banjo, flauta, guitarra elétrica e acústica entre outros... essa versalidade faz as músicas variarem entre os clássicos westerns com seus violões acústicos malucos e gaitas às batidas folk com violinos, pianos e percursões. Exemplo disso é a música Afternoons and Coffeespoons perfeita pra ouvir numa bela sexta-feira indo pra um happy hour (ou fugindo de um hospital, quem sabe, rsrs) ou a tranquilaça It'll Never Leave you Alone que além de voz e violão conta com sons urbanos de fundo.




Só achei a versão de It'll Never Leave you Alone na versão da banda/orquestra. Sem muitos sons de fundo, mas mesmo assim é bacana, ó.



Sem mais delongas, se tiverem a oportunidade de ouvir algum CD da banda, tenho certeza que não vão se arrepender.
Agora me despeço de mais um Palhetada deixando com vocês mais um som dos caras.


The Unforgiven Ones




The Ballad of Peter Pumpkinhead. Trilha sonora de Debi e Lóide.



E não podia faltar a mais clássica!




Let's ROCK!!!

PS: Mais um motivo pra curtir a banda? Ellen Reid (Vocal, piano, teclados, acordeão )!!!



PS2: Chupa, maninho!!! ¬¬

PS3: Não vou fazer aquela piadinha besta do Playstation.