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sexta-feira, 15 de abril de 2011

CinemaScope: Consciência em Longa Metragem


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgfDsCJuSCV6TGel5RQpX2JQD6KCumsls6TnDL-KQ9sZyDb61_AxA7G5J1JIqaoy4wzAPSk_DPCepHrNE7fJevjCKTyx0ohKJgyT7ccpvF8QBVBKN4BsuMsgdWXylBld6SCfN2aciwEYs/s1600/cinemascope.GIF
Na Semana da Consciência do Uarevaa, decidi mostrar alguns filmes que falam sobre vários assuntos, mas que de certa maneira mostra a reação só só entre os personagens do filme mas também com seu publico diante de certos temas que devemos ter consciência se aquilo é certo ou errado, ou descobrir de fato o que seria o certo e o errado dentro do mundo que vivemos. Alguns filmes daqui são famosos, outros nem tanto, mas é a prova que certos assuntos sérios podem chegar ao público nem a necessidade de cagar regra.


Quanto Vale ou é Por Quilo?
Ano: 2005 Direção: Sérgio Bianchi

O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma solidariedade de fachada. O filme faz uma grande crítica às ONGs e suas captações de recursos junto ao governo e empresas privadas.

Gran Torino
Ano: 2008 Diretor: Clint Eastwood

Veterano da Guerra do Vietnã e empregado aposentado da Ford vê sua vida mudar quando finalmente percebe que sua vizinhança mudou, contendo gente jovem fazendo coisas de gente experiente, imigrantes e a violência das gangues, enquanto faz amizade com um jovem vietnamita. Preconceito, economia e uma atuação ducaralho de Clint em um de seus melhores filmes recentes, na frente e atrás das cameras.

Super Size Me
Ano: 2004 Diretor: Morgan Spurlock

Numa America onde o fast food se tornou a alimentação simbolo da nação, Morgan Spurlock decide fazer um documentário falando sobre como um regime diario baseado em McDonalds pode fazer com a pessoa.Além disso, mostra uma sociedade dominada pelas marcas comercias e vitimas da pessima alimentação.

Vinhas da Ira
Ano: 1940 Diretor: John Ford


Homem sai da prisão e tem que liderar sua familia em busca de uma America tomada pela Grande Depressão Econômica.Um dos melhores filmes do diretor John Ford, vemos uma America menos bela e utópica que custuma aparecer, além de um retrato serio da de como era a vida após a quebra da bolsa de 1929.

Segunda Feira ao Sol
Ano: 2002 Diretor: Fernando Aranoa


Uma cidade costeira no norte da Espanha sofre com seu isolamento quando seus estaleiros começam a ser fechados, deixando vários trabalhadores desempregados à mercê de pequenas ocupações temporárias. Entre eles está Santa (Javier Bardem), um machão rebelde e auto-suficiente que se recusa a admitir o fracasso. Mas a verdade é que ele e seus companheiros, dos quais ele se torna uma espécie de líder, são perdedores completos, mergulhados no alcoolismo e em crises familiares.

Billy Elliot
Ano: 2000 Diretor: Stephen Daldry


Billy Elliot (Jamie Bell) um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de boxe e se dedicar de corpo e alma dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade de seu irmão e seu pai sua nova atividade. Ótima historia sobre pontos de vista e mudanças sobre o que é certo e errada para uma pessoa que começa a tomar suas primeiras decisões.

Pom Poko - A Grande Batalha dos Guaxinins
Ano: 1994 Diretor: Isao Takahata

O crescimento de Tóquio durante os anos 60 originou uma explosão urbanística nos subúrbios; montanhas foram aplanadas e florestas abatidas. Os tanuki, uma espécie de guaxinins, vêem-se ameaçados pelo desenvolvimento dos humanos: a área habitável reduz-se, bem como os recursos alimentares. A falta de comida conduz a guerras internas, mas a sabedoria dos anciões canaliza a energia e a frustração de todos os tanuki contra o inimigo comum: o Homem.Antes de James Cameron cagar o sci-fi ecologico com Avatar, boa parte das historias vindas do Studio Ghibli são sobre este temas: ficção cientifica, ecologia e tradições, como por exemplo Nausicãa e Princesa Mononoke.

Tropa de Elite 2
Ano: 2010 Diretor: José Padilha


Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho Rafael (Pedro Van Held) tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui inimigo Fraga (Irandhir Santos) ocupa posição de destaque no seio de sua família. Quem viu o filme saiu tendo grandes discuções sobre a politica no país,e os grandes estragos que o filme causaria caso chegasse antes das eleições.Já falaram muito sobre o filme aqui.

A Corrente do Bem
Ano: 2000 Direção: Mimi Leder


Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.

Bem, espero que vocês tenham curtido. Próxima semana começaremos o esquenta para o filme do Thor com... alguma coisa. Inté

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Porque, em alguns países, animais são mais valorizados que pessoas?

(Pergunta feita por Isabella Félix)


Freud Explica praticamente ressucitando nessa semana especial do Uarévaa, pra não ficar de fora dessa iniciativa tão legal. Tirei as teias de aranha do velho Formspring da coluna pra catar alguma pergunta por lá que eu pudesse usar pra falar de consciência.


Desde "os tempos mais primórdios" o homem é fascinado pelos animais e sempre houveram muitos cultos a eles, adorando-os como divindades ou até relacionando-os (ou suas características) com divindades humanóides. Ainda hoje persistem no mundo alguns desses cultos.

Mas, pelo menos pra mim, essa pergunta remete a Índia, de onde desde pequeno ouvia falar que as vacas são animais sagrados. Isso se deve graças ao Hinduismo, tradição religiosa amplamente dominante no país, onde a vaca simboliza fertilidade, renovação e transformação e seria o animal que transportava e controlava os impulsos do deus Shiva.

Diz-se ainda que, no sistema de castas existente na Índia, a vaca é considerada mais "pura" até do que os brâmanes (indivíduos pertencentes à casta mais elevada, dos sacerdotes) - por isso, não pode ser morta nem ferida e tem passe livre para circular pelas ruas sem ser incomodada. O leite do animal, sua urina e até mesmo suas fezes são utilizados em rituais de purificação.

Esse mesmo sistema de castas é conhecido por discriminar e humilhar sua casta mais baixa, conhecida hoje como os Dalits.



O Hinduismo e toda a questão social da Índia são assuntos bastante complexos e talvez eu até já tenha cometido alguma gafe grave nesse início de texto, mas o ponto onde quero chegar, ao ter escolhido essa pergunta especialmente nessa semana é o respeito ao próximo e a vida.

Porque certemente ver outros animais serem mais bem tratados que humanos realmente ofende a gente e a questão não fica restrita a culturas específicas. Afinal tem ou não tem quem ama "seu cachorrinho" mas tem repulsa por gente com ideologia, classe social, origem, credo, raça, opção sexual, gosto pessoal, e etc... diferentes dos seus?

Talvez porque animais de estimação nunca vão discordar de seu ponto de vista e tem amor incondicional a quem cuida deles. Se voce os ama, eles nunca vão discutir seriamente contigo ou te decepcionar, apenas deixar um grande vazio e saudade boa quando partirem.

Mas é esse o caminho? Fugir de qualquer contrariedade ou questionamento?

Às vezes é mais fácil amar e dar apenas valor a seu companheiro de estimação pois o ser humano sabe mesmo ser podre e bem mais irracional que os outros animais, capaz de todo tipo de crueldades. E a maioria dos animais é quem pena na mão do homem e sofre com maus tratos, e não o contrário. A mesma voz que eles não podem levantar pra te contrariar é a que tambem não tem para se defender de tamanha COVARDIA.

Só que esse não é o caminho. E o outro lado, apenas valorizando o homem, também não. O caminho deveria ser respeitar A VIDA, não importando de que forma ela seja diferente de você.



"Podemos ser humanos, mas ainda somos animais."

Por que os adolescentes e adultos vão destruir o mundo?


Não falei que hoje ainda teria mais um "De fora"? É do Berserk X 33, dando uma pausa nos seus posts sobre games para entrar no embalo da nossa semana especial sobre Consciência. 

O mais legal é que ele nem sabia do tema, esse post chegou já tem um tempo mas reservamos pra agora pois cai como uma luva. Confira, debata sobre isso nos comentários e, claro, nos mande o seu post tambem, pra contato@uarevaa.com. VALEU!!!

Por que os adolescentes e adultos vão destruir o mundo?

As pessoas ficam dizendo que o mundo vai acabar pois a natureza não irá mais suportar nossa presença nela, e dará um jeito de nos expelir dela. Bem, acredito que ela não terá tempo, já que nos estamos dando um jeito de destruir a sociedade de forma bem mais eficaz: Pressão Popular!



Devido ao grande transito de informações diárias, é notável que certos aspectos culturais se tornem menos importantes que opinião coletiva, de forma que as pessoas estão passando menos tempo sendo elas mesmas e passando mais tempo tentando ser uma pessoa “boa” para a opinião coletiva.

O problema é a “evolução” deste tipo de movimento, que como vou elucidar, está tornando a maior parte da população em viciados por atenção e inconsequentes.

Um exemplo comum de como isso vem se tornando cada vez mais nocivo a sociedade ao ponto de a perda da cultura (De sangue, de região e principalmente intelectual) chegar a pontos onde não se pode expressar um padrão comum de comportamento sem ser fulminado por ofensas.

A mais de 2000 anos, onde a comunicação era extremamente limitada, tínhamos culturas muito bem construídas e cementadas, como a Grécia, que acreditava na ideia de que mulheres eram mais ferramentas de perpetuação do sangue e não serviam para amar, e acreditavam que o sexo deveria ser uma forma de prazer não importando a maneira que era feito, ou os povos Hebreus que acreditavam que o homem deveria liderar sempre a família e comandar suas esposas e execrava a ideia de parceiros homossexuais ou da sodomia. Ambos os comportamentos, por mais diferentes ou semelhantes que pareçam, vem de um centro em comum da cadeia de comportamento humano: Instintos Animais.

Na natureza, é notado que o comportamento de indivíduos e grupos da mesma espécie possuem comportamentos diferentes dependendo do ambiente e dos outros grupos que os cercam. Assim como os gregos, certos grupos de animais não tinham necessidade de manter no mesmo circulo social que as fêmeas de sua especie e passavam a maior parte do tempo junto com outros machos, o que invariavelmente produzia experiencias homossexuais dentre eles (Vai dizer que num sabia que tem Bixo Bixa?). Isso acontecia pois devido a facilidade de sobreviver o índice de crescimento populacional se tornaria insuportável para o ecossistema da região. Os hebreus por outro lado, tinham sua cultura baseada em grupos de animais com cadeias de família patriarcais onde um único macho era responsável por várias fêmeas e eram muito territoriais. Isso e para impedir que a taxa de mortalidade ultrapassasse a taxa de natalidade da especie.

Mas ai você me pergunta: E o quico? Bem, estes comportamentos são causados pelo ambiente como eu expliquei acima. Estudos comprovam que em locais onde a uma facilidade maior na obtenção de alimentos, o número de nascimentos de machos cresce, já em lugares de comida escassa ele decai. Nas colinas gregas comida e agua eram abundantes, o número de homens nascidos era muito maior, e portanto os círculos sociais se centravam mais no homens, o que levava eles a criarem laços mais fortes. Já nas planícies e montanhas onde viviam os hebreus a comida era mais escassa, então a quantidade de fêmeas nascidas na região cresceu para facilitar o crescimentos populacional. Assim levando a necessidade de os poucos homens nascidos terem de ser dominantes diante do grupo de mulheres e a grande quantidade de delas fazia com que elas tivessem de agradar os homens para poderem ter filhos. Até a necessidade de tornar o sexo um ato puramente reprodutivo eliminando os usos dos orgão sexuais para atividades que não envolvessem procriar.

Isso meus amigos, é um exemplo de dois povos que viviam em situações diferentes e tinham opiniões divergentes. Algum deles está errado? Não, nenhum deles está, os dois estão certo nas suas duas opiniões opostas. Não se pode julgar os gregos com os olhos de um hebreu e vice versa. A cultura e formação dos dois foi formada por necessidades naturais e não servem um para o outro.

Mas então, com a evolução da troca de informações nestes últimos 6 séculos, isso acabou se tornando um problema, pois a exposição de uma pessoa a outra cultura gera muitas caricaturas e ideias mal formadas sobre esta cultura. Como vemos a gente zoando programas japoneses, rindo de aborígenes nus e até mesmo achando idiota o costume da circuncisão dos judeus.

Hoje em dia, coisas como preferir uma parceira branca a uma negra é definida como preconceito, mas a ciência já comprovou que o nosso padrão de beleza sempre nasce de nossa figura materna e paterna (não precisa ser explicitamente pai e mãe, mas alguem que se encaixe nestas categorias). Isso não é preconceito, seu cérebro cresce tendo como padrão de beleza um tipo de pessoa, não importa quem seja que não se encaixe no arquétipo, isso não é culpa sua, é só a natureza.

Céus, até o caminho que a homossexualidade tomou na sociedade nos 100 anos foi prejudicado pela pressão popular. Eu não tenho nada contra a homossexualidade, o problema que ela não é uma decisão de ser tomada da mesma forma que se escolhe um doce numa padaria, ela é algo que define seu caráter, no momento em que se tem certeza de sua opção, você passa a ter o direito de agir da forma que acredita estar certa. Mas o que aconteceu foi: Homossexuais começaram como uma abominação, então começou a luta pelos direitos dos homossexuais, depois chegaram as passeatas do orgulho homossexual (parada gay já perdeu o sentido faz anos), depois passou a ser reprovável a discriminação dos mesmos, e é ai que pulo do gato acontece.

Em algum ponto da historia as pessoas começaram a confundir direito de escolha com necessidade de escolha. Então chegou o ponto onde ser homossexual passou a ser mais uma questão de moda do que algo sério. Eu conheço vários exemplos de pessoas que simplesmente se arrependeram de ter trocado opção sexual pois não levaram a decisão a sério. Tem até uma garota que era noiva de um amigo meu, que largou tudo pra virar lésbica, e então depois de uns 3 meses voltou atras e quis voltar com ele pois viu que a decisão foi tomada sem seriedade, e ele já tinha começado outro relacionamento e não quis voltar com ela.

A própria cultura popular se trata de uma massa de erros e equívocos. Não pode existir uma cultura global, isso não funciona, como hebreus e gregos, o que serve pra um não serve pra outro, tomar decisões pra sua vida devido a opinião de pessoas que vem de situações completamente diferentes da sua é auto destrutivo, e este comportamento passar a ser especialmente comum em adolescentes o torna especialmente nocivo em adultos.

Batalhas de ego, guerras por seguidores, querer chamar a atenção não importa qual o motivo é um resultado da cultura popular. A cultura popular não possui valores reais, ela não consegue ver ninguém como bom pois as virtudes são diferentes para cada pessoa, então a cultura popular só valoriza exposição e hype. Qualidade ou caráter não existe na cultura popular.

Este é o problema, na procura de se tornar aceitável para todos, as pessoas tem se preocupado menos em exercer qualidade e muito mais em se expor para o mundo sem nenhuma forma de raciocínio por traz disso.

Este comportamento trara o declínio da sociedade como um todo e nos levará a extinção.

Eu não sou contra a comunicação, ela sempre traz melhorias e troca de informações para mais pessoas. O meu problema é com o uso inconsequente de e desmedido dela por uma necessidade idiota de se sentir falsamente aceito.

Ckreed, uma biba consciente


Presença ilustre e cheia de lantejoulas no Uarévaa!! É o Ckreed lá do Pink Lanterns que mandou seu texto consciente pra nós. Bicha fina é outra coisa, ele entra pro seleto hall dos convidados especialmente pra uma semana temática do blog e fez e enviou seu texto pelo I PHONE porque é RICAAAA!!!

Confira e mande o seu post também pra contato@uarevaa.com. O tema é livre e a culpa é sua!! E fiquem ligados que ainda hoje teremos mais um "De fora da panela".


Quando fui convidado a escrever para a semana da consciência nesse blog cremoso de gente cheirosa e boa de cama, fiquei em duvida sobre que assunto abordar.

O óbvio seria tratar da diversidade LGBT XYZ 11 24 69 over plus with lasers; como o universo gay se divide em inúmeras subclasses de ursos, travestis, drags, barbies, caminhoneiras, transexuais, tias-avós e leitores do MDM que acham a Nana Gouvea gorrrda!



Além, claro, de dizer que "as biba" discriminam-se como qualquer outro grupo de pessoas unidas, ironicamente, por algo em comum. Existem até baladas específicas para cada tipo de homossexual acima descrito e você sobra na pista que nem jiló na janta se for normal e se meter numa boate de barbies que são os viados bombados de academia com mais de 40 cm de braço.


Eu também pensei em fazer a linha filósofa de botequim e divagar sobre nós que usamos fakes na internet, máscaras, para nos mostrar como realmente somos, pois se mostrássemos a real identidade poderíamos sofrer preconceito em casa, no trabalho, e na avenida Paulista com lâmpadas mágicas voadoras enquanto deputados e pastores vomitam na tv, de cara limpa, sua intolerância e desrespeito com a certeza da impunidade, pois se acham defensores da família brasileira e de Deus. Viva a democracia!

Mas assim como a Lady Gaga, eu gosto de causar e surpreender meus milhares de fãs que me seguem no Twitter! Então recebi o espírito de Carlos Drummond de Andrade e de Fernando Pessoa, numa suruba literária, e psicografei um poema de agradecimento aos oásis de tolerância e respeito que ainda existem no mundo como o Uarévaa.

Fiquem com esse singelo poema e saibam que todos somos iguais, pois vamos todos para um buraco a sete palmos de terra um dia. Exceto eu, que serei cremado e terei as cinzas espalhadas por Paris, porque eu sou ri-kaaaaa!!!

Ao te ver

Você não sabe o que fazer
Quando as pessoas te esquecem.
A indiferença fere a alma.

E suas lágrimas invisíveis só podem ser levadas pelos anjos que surgem em nossa vida. Você é a prova de que Deus existe.

Pois te encontrar faz tudo melhorar
Meu horizonte se enche de poesia
Te encontrar faz tudo melhorar
Meu coração se enche de alegria ao te ver.

As vezes a gente se entrega,
Procura dar o nosso melhor
E recebemos quase nada em troca.

Tem hora que o mundo só mostra o seu lado escuro sem nos dar descanso. Nossa vida é o eco de nossos atos e as vezes ouvi-lo nunca é fácil.

Mas te encontrar faz tudo melhorar
Meu horizonte se enche de poesia
Te encontrar faz tudo melhorar
Meu coração se enche de alegria ao te ver.

Sei que toda vez que eu cair
Você vai estar lá pra me erguer.
Posso até sentir muita dor.

Mas mesmo que te faltem palavras pra me confortar sei que terei sua presença e seu sorriso pra me apoiar mesmo que eu caia de novo e de novo.

Pois te encontrar faz tudo melhorar
Meu horizonte se enche de poesia
Te encontrar faz tudo melhorar
Meu coração se enche de alegria ao te ver.

Só de te ver.

Quadrinhos Educacionais

"Os quadrinhos são uma arte popular, e sim, eu acredito que sua principal obrigação é para entreter, mas os quadrinhos podem ir além disso, e quando o fazem, eles se movem de bobagens ao significativo"- Bill Watterson


Eu não sei desenhar nada, nem boneco palitinho direito, por isso, invejo muito quem tem esse dom tão interessante com o lápis e o papel. E muito me dá raiva quando conheço quem não usa essa habilidade com desenhos de alguma forma produtiva, sei que vão me dizer “pô Marcelo, mas o mercado de quadrinhos é complicado, não tenho tempo para me dedicar a uma carreira profissional e blá blá blá”. Você até tem razão, mas com esse conhecimento sobre uma arte seqüencial para contar histórias, e a capacidade de desenhá-las, você já pensou o que pode fazer além do mercado oficial de quadrinhos? Sim, eu estou falando de voluntariado e histórias em quadrinhos educacionais.


As Histórias em Quadrinhos sabemos são mais do simples mediadoras de informação, elas tem em si uma complexa natureza devido a sua linguagem imagética-fonética, e durante os anos escolas e instituições de ensino diversas tem utilizado-as como forma de incrementar as aulas e o conhecimento estudantil, levando a interdisciplinaridade nas salas de aula. Onde pode-se através do estudo básico e da produção dos quadrinhos inserir temas como produção e argumentação de textos, conhecimento de códigos e linguagens, além de uma infinidade de conceitos artísticos, filosóficos e qualquer outro tipo de informação.

Nívea Maseri de Moraes, coordenadora pedagógica do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) do Senac São Paulo, diz que: “Os quadrinhos os ajudam a desfragmentar a idéia de um texto linear, além de ser de mais simples absorção, o quadrinho tem a função de ‘quebrar o gelo’ entre o aluno e a máquina".

Adriana Mitsui Matsuda, ilustradora do NEaD, aponta que “se você está tratando de um tema mais formal, os desenhos precisam ter um linha mais sóbria, pois o traço tem de acompanhar o conceito. Texto e imagem precisam ser muito bem casados. E é preciso saber economizar palavras para explorar mais as imagens”. 

Claro que muita coisa se é necessária nessa relação, como um inter-relacionamento do docente com o profissional dos quadrinhos, em uma visão ampliada do meio, o próprio interesse das escolas em usar da melhor forma as hq´s, e também o desafio de usar uma linguagem que ao mesmo tempo tenha o didatismo próprio do meio educacional, mas, não perca o caráter atrativo dos quadrinhos.

Um exemplo dessa busca e tentativa encontramos no trabalho do roteirista Egidio Neto, em conjunto com a Editora Uirapuru, que elaborou três projetos em forma de revistas em quadrinhos para o setor educacional: Zóide (revista de orientação sexual); O Agente Imunológico (revista social) e Cruzada da Paz (revista que busca a convivência pacífica entre as torcidas de futebol).

Estes títulos são compostos de 4 revistas cada um, menos a última que tem uma única edição, dentro de um projeto fechado que consiste também em dar capacitação e orientação ao corpo docente das escolas, com psicólogos, educadores, médicos e outros profissionais, para melhor utilizarem os aspectos informacionais das revistas. 

Em seu livro História em Quadrinhos na Escola, Flávio Calazans apresenta alguns exemplos de como elas podem ser utilizadas de forma didática em matérias da grade curricular, seja na geografia, teorias científicas, literatura, história, etc. Mas, você pode me perguntar: “perai cara, você falou em usar as habilidades de desenhos e usar fora do mercado oficial de quadrinhos, mas nesses exemplos temos que depender exatamente de editoras, e ai?” 

Sim, nos exemplos as editoras estão presentes ou somente o lado dos professores, mas, porque não usar esses exemplos e aplicá-los em um trabalho voluntário, organizar um grupo de crianças que não tem acesso as histórias em quadrinhos, seja em bairros pobres, escolas sem muitos recursos, ONGs, e você mesmo não ministra uma aula sobre quadrinhos, ou uma oficina, pode até ser uma vez na semana, naquele tempinho livre para fazer algo novo? Pode ser uma pratica com as crianças de como produzir uma HQ, incentivando a imaginação e a diversão, ou ainda uma coisa mais teórica de como a imagem é importante nesse mundo atual, a criatividade é sua companheira.


Para nós, pobres almas que não temos o talento do desenho, ainda nos resta conhecer a teoria quadrinhistica e utilizá-la com os recursos que até o meio virtual pode nos dar. Um exemplo disso  são ferramentas simples de criação de tiras em quadrinhos, como o Stripcreator, sim, aquele programa meio "tosco"que oferece diversos planos de fundo para vários personagens, assim como a possibilidade de acrescentar balões de fala e narração na HQ. Tal programa pode aguçar a criatividade, fazendo com que o aluno/criança se torne o sujeito da ação e o professor/você o intermediário da transformação do conhecimento em figuras, falas, sons, etc.

Outro aplicativo interessante para esse uso mais simples das propriedades dos quadrinhos é o Hagáquê. O programa pode funcionar tanto no Windows 95 (quem usa ainda isso?) 98/XP/7, quanto no linux educacional, utilizando a ferramenta Wine.


O download do programa pode ser realizado no site oficial do projeto, onde podem ser encontradas também histórias prontas e textos sobre o aplicativo.

Existem outros tantos exemplos de uso dos quadrinhos como forma educacional, mas, o mais importante desse meu texto é levantar o interesse e a reflexão por parte de quem produz quadrinhos e quem curte a nona arte, estuda, tem contato com potenciais alunos e pensa em mover os braços em prol de usar suas habilidades, ou conhecimentos teóricos, de forma também proveitosa para a sociedade.

Agradecimentos:
http://www.bigorna.net
http://www.popbaloes.com
http://www.fsa.nucleoead.net
http://www.webeduca.co.cc
http://aplicativoseducacionais.blogspot.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Glee – 10 motivos para dar uma chance à série



Quando ouvi falar a primeira vez sobre Glee, logo torci no nariz. Série adolescente, musical, toda coloridinha? Um High School Musical com mais hype? Afinal, é série de mulherzinha, viadinho, frescura total. Nem a pau coloco os olhos sobre isso.

E assim fui levando minha vida de seriados, sempre mantendo a série na minha lista de vetos. E ai de quem eu soubesse que assistia. Zoação eterna na sua vida.


Pois eis que um dia, por um motivo qualquer, eu vi um dos musicais de Glee, separado, fora de contexto. Me chamou a atenção. Me causou curiosidade. E, mesmo titubeante, cogitei a possibilidade de assisti-la. E, em uma chuvosa tarde de sábado, fui à locadora do Ultra e peguei o episódio de Glee referente à cena musical que eu havia assistido.

Muito cético, minha “aversão” prematura a série foi desabando a cada minuto.

O que eu via era algo que há muito não tinha visto na TV. Uma série que tem peito pra pegar todos os paradigmas sociais, esfregá-los na sua cara e fazer graça disso.

Sem deixar o romance de lado, claro, pois há adolescentes, Glee tem conteúdo. E é por isso que eu listei 10 motivos para que você não olhe torto pra Glee. E quem sabe, dê uma chance a ela.

10 – O Non-Sense encontra o realismo

As situações de Glee são um retrato do cotidiano. Ou melhor, uma caricatura. Todas as situações são levadas ao bizarro. Um exemplo é quando os garotos, para poderem, digamos, “paumolecer” em situações que possam trazer embaraço frente às garotas, chegam à conclusão que basta pensar na treinadora do time de futebol do colégio, Beiste. Mas ao murmurar o nome da treinadora durante um amassado com a namorada (pois estava realizando o exercício de relaxar o palhaço), Sam acaba dando a entender que tem um caso com ela, que passa a ser acusada de pedofilia.

9 – O Ritmo dos episódios

Glee tem uma edição rápida, porém não besta. Se Malhação tenta ser modernosa desde o dia que estreou, e tudo que consegue é causar uma bela vergonha alheia, Glee traz cortes rápidos de cena e diálogos tão ágeis quanto afiados. Preste atenção, pois você pode perder um comentário ácido e extremamente pertinente que é jogado na sua cara sem você sequer notar.

8 – O elenco jovem

O jovem elenco do seriado me passa uma coisa engraçada. Não sei se eles são bons intérpretes ou se o roteiro que faz isso. Mas eles me passam verdade. Não consigo dissociar os atores e os personagens porque eles parecem muito reais, mesmo quando são elevados a enésima potência da estigmatização – esta totalmente intencional e com um propósito. E quanto à qualidade visual, sem comentários. Temos desde a beleza nhui de Quin a gostosura latina de Santanna. Vale a olhada.



7 – A Originalidade

Séries adolescentes saem aos bortobotões. Todo o ano trocentas seriados voltados a esse publico estréiam, muitos morrem na praia. Mas se reclamam muito hoje em dia da qualidade dos roteiros de Gossip Girl e 90210, que baseiam toda o seu foco praticamente nas idas e vindas dos casaizinhos, Glee se destaca. Um professor que quer fazer com que o coral do colégio seja algo popular e recruta um grupo de pseudo cantores extremamente disfuncional.

6 – Sue Silvester

A vilã da trama, treinadora das cheerleaders, é o bullying em pessoa. Inferniza o professor Will e todos os integrantes do Glee sempre que pode. Mas, assim como nenhum personagem da série, ela não é unidimensional. Sue é o exagero nas maldades, caricata, quase um desenho animado. Mas quando conhecemos seu lado humano – exemplificado na irmã com síndrome de down, da qual ela trata com o maior carinho do mundo e a trata como igual – ou quando ela se deixa comover pelo sofrimento de Kurt, por crianças com câncer ou mesmo pela mensagem de tolerância religiosa que vemos em um dos episódios, entendemos que mesmo o mais cruel ser humano pode ser bom.



5 – Chutando paradigmas e o politicamente correto

Episódio na semana de prevenção ao consumo de álcool? Que tal todas as musicas do episódio serem sobre festas e bebidas, e praticamente todos os personagens ficando bêbados? E nada de final com lição de moral pra traumatizar. Uma vomitada no palco, uma ressaca brava e a frase: “Não adianta tentar convencer adolescentes a não beber. Só podemos mostrar a eles o que a bebida causa eventualmente, e deixar a eles a decisão.” Ou um episódio que simplesmente zoa com os clubes de castidade americanos, bem como o pensamento retrógrado de que o melhor a fazer para manter os jovens seguros sexualmente é não falar sobre sexo com eles. Isso sem falar nos próprios personagens que são um pé no saco dos paradigmas estabelecidos.

4 – Os personagens

Um quarterback galã, virgem e tapado. Uma garota judia, pudica e arrogante. Um garoto gay, afetado e culto. Uma garota negra e obesa. Um bad boy preconceituoso, marginal e arruaceiro, garoto pobre da periferia. Um cadeirante cheio de medos. Uma garota loira, linda, manipuladora, religiosa e casta. Outra loira gostosa, e burra como uma porta. Outra latina, devassa e cruel. Sim, todos os personagens são estereótipos, praticamente. E fortes estereótipos. Visíveis, algumas vezes muito caricatos. Eles servem como voz a conhecermos o diferente a nós – e a eles. Sim, pois as diferenças ali ficam claras quando notamos que todos eles são diferentes em diversos aspectos – cultural, religioso, afetivo, físico. E sim, o relacionamento entre pessoas tão diversas é difícil. Mas é nestes estigmas sociais que se tornam próximos é que notamos o quanto somos diferentes e iguais. Porem o politicamente correto passa longe. Kurt sofre homofobia de forma em muitas vezes até engraçada. A obesidade de Mercedes é esfregada na sua cara pelo estilo de vida da garota. Artie não é tratado como um coitadinho por ser cadeirante – sua situação muitas vezes utilizada como forma de humor. Tudo, claro, com talento, sem cair no mau gosto. O humor utilizado na sua concepção de esfregar a realidade na sua cara, fazer graça disso, deixar um pensamento atrás da sua orelha. E unir ao brincar junto, ao invés de segmentar.



3 – A forma leve com que trabalha a polemica

Bullying, homossexualidade, deficiências físicas, etnias. Religião. Tudo é tratado com humor, leveza e ao mesmo tempo, uma profundidade que raramente é vista. Nada é panfletário ou didático. Não se levantam bandeiras, se levantam idéias. Exemplo. Em um episodio o pai de Kurt fica entre a vida e a morte. No anseio de ajudar o amigo, o grupo passa a cantar musicas religiosas no intuito de trazer a ele esperança. Mas Kurt se revela ateu. Ao mesmo tempo em que ele demonstra certa arrogância quanto ás crenças dos amigos – sejam eles judeus ou cristãos, como fica dividido no episodio - os amigos religiosos tentam convencê-lo de que Deus existe ao acharem absurdo o pensamento do garoto. Quando questionado de porque não acreditar em Deus, Kurt exemplifica: “Se Deus existe, ele me fez. Então ele me fez gay. E fez centenas de pessoas que seguem as religiões dele e que me atacam por acharem que ser como eu sou foi uma opção minha.” O episodio não dá vencedores. Ninguém converte Kurt, Kurt não desconverte ninguém. Mas todos param pra pensar – principalmente o espectador. O que vence? O livre arbítrio e o direito de pensar individual. Raramente se vê um tema espinhoso como religião debatido com acidez, verdade e sem, como já disse, panfletarismo.

2 – Os musicais

Sim, os musicais. Ao fim do episodio que citei sobre religião, o clube canta “What If God Was One Of Us”. A letra tem tudo a ver com a trama. E se Deus fosse um de nós? Quando o pai de Kurt está entre a vida e a morte, ele canta “I Want to Hold Your Hand” dos Beatles, em uma versão diferente. Tudo a ver, pois quando a mãe dele morreu o pai não disse nada, apenas apertou sua mão mostrando que estaria ali sempre.



No episodio de dia dos Namorados é interpretado “Silly Love Songs” de Paul McCartney, muito bom. Santanna canta “Landslide” como uma declaração secreta de amor em outro episodio, centrado no tema sexo. Isso sem contar as que são apenas para divertir, como quando Gwyneth Paltrow, pra mostrar que era “descolada” manda um “Forget You” do Cee-Lo pra galera.



1 – Porque você pode dar uma chance àquilo que lhe é inicialmente estranho

Glee fala sobre bullying e preconceito, e de certa forma, sofre esse mesmo preconceito por parte da audiência. Uma metalinguagem, talvez involuntária. Mas que funciona. O seriado é, dentro do universo televisivo, um Kurt, uma Mercedes, uma Rachel. Glee, apesar de já Cult, recebe de quem não tem informação sobre ela, copos de raspadinhas sem ter feito nada. Não dê uma chance apenas de conhecer Glee antes de julgar. Conheça. Conheça e respeite.

Dar a chance a si mesmo de conhecer quem é diferente não é um favor que você faz para o outro. O coral da escola está muito bem e não precisa do seu aval para existir e ter sucesso.

É um favor que você faz a si mesmo. De conhecer o que está fora da sua zona de conforto.

E quem sabe seja mais um a aprender que independente de cor, origem, crença, nacionalidade, orientação sexual, status social, condição física ou mental, altura, peso, filosofia, cor do lho, quantidade de cabelo ou qualquer outra coisa, ninguém é melhor do que ninguém.



Até o próximo episódio.

A Invenção do Bem e do Mal, ou como as coisas mudam!

Por Alex Matos

Aproveitando essa semana de consciência, vou escrever nesta matéria de hoje sobre um conceito que varia de acordo com a época, a sociedade e com a vontade: a invenção do bem e do mal.


O Bem e o mal não existem! São recursos inventados pela sociedade para controlar o comportamento do indivíduo para que esse possa viver de forma aceitável e de acordo com as regras impostas pelo contexto social da época. Portanto, a moral, os bons costumes, o certo, o errado são vistos de forma diferente conforme a sociedade, conforme a época e conforme a moda.

A poligamia é proibida na sociedade ocidental e condenada pelos defensores dos bons costumes, é considerada uma maldade. Entretanto, existem muitas sociedades onde o costume antigo de guerra deixava centenas de mulheres viúvas com suas crianças sem sustento, então os homens sobreviventes se casavam com o maior número delas para salvá-las, a poligamia então é considerada bondade.

O Sexo no mundo ocidental cristão é visto como tabu, só para fins de reprodução, sodomia é pecado, usar camisinha é o mesmo que matar uma criança, sexo antes do casamento é pecado. Até a algumas décadas, casar com uma menininha de 12 anos era natural e ninguém falava que pedofilia era crime, certas culturas africanas ainda mantém essa prática. No mundo antigo, homossexualismo era tão normal quanto mulher usar calça jeans hoje em dia. Sempre que havia uma batalha, mulheres de todas as idades eram estupradas pelo lado vencedor, era costume e não era errado. Afinal, mulher era cria de satã, logo, era costume encerrar seus corpos em burcas, mutilá-las, depreciá-las... Era? Em nosso belo país sul-americano, até a pouco tempo matar uma esposa adúltera não era condenável pela lei. Ignorância é atemporal.

Escravidão já foi uma coisa natural, os religiosos até fundamentavam e sacramentalizavam a servidão obrigatória, segundo eles os negros eram seres inferiores condenados por Moisés. Até um tempo atrás os negros de um certo país desenvolvido eram obrigados a andar sempre nos últimos bancos do ônibus e em uma certa parte da áfrica, existia algo chamado apartheid, mesmo a escravidão já estivesse abolida há décadas! Hitler tinha o aval do Vaticano para fazer sua limpeza étnica, os cruzados e a inquisição tinham permissão de cometer genocídio contra os que não seguiam suas religiões. Intolerância é atemporal.

Drogas até o começo do século passado não era um problema, não existiam traficantes, não existia crime. A Inglaterra foi o maior comerciante de ópio do mundo. Isso mudou quando as empresas de drogas passaram a pressionar pela proibição das drogas não regulamentadas. Al Capone surgiu quando proibiram o álcool, os traficantes vieram logo após e hoje a criminalidade reina em nossos morros e vielas. O cigarro já foi um símbolo de masculinidade, de liberdade, de vigor e atitude, hoje dá câncer e tem fotos simpáticas em seu verso.

O homem desmatava para plantar, para se aquecer do frio, matava animais para comer. Hoje matamos baleias para extrair seu perfume, quebramos crânios para vestirmos madames, mijamos em nossos rios. Ficamos mais humanos com o passar dos tempos?

E as frases: "Não faça para os outros o que você não quer que façam em você", "Respeite o próximo como respeita a si mesmo", "Sua liberdade acaba quando a do outro termina", "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades"?

O Bem e o mal é só uma invenção?


Game promove consciência ambiental


Fala aí, molecada!
Semaninha Bob Marley, "good vibrations"... vamos elevar nossos pensamentos ao grande Jah para facilitar na assimilação de tudo aquilo que essa galerinha sangue bom desse blog tá trazendo pra vocês, meus camaradas.

Falar sobre consciência quando o assunto é games é meio complicado... afinal de contas o que não falta são exemplos, aliás, maus exemplos de conduta nos jogos eletrônicos. Taí o GTA que não me deixa mentir. Tá certo que não são todos que se deixam levar por isso, mas cê sabe, sempre tem um "cabeça fraca".
Porém, existem bons exemplos de games, e hoje vou falar de um tipo de "consciência" que está na moda, mas que deveria ser levada muito mais a sério do que ser o "hype" de quem quer ser atualmente descolado. Papo sério, mesmo.
Tô falando de Consciência Ambiental!


Nesse novo e diferente game, os jogadores recebem 200 anos para impedir o severo aquecimento global à partir de fontes alternativas de energia e decisões políticas!

Fate of the World é um jogo de estratégia global que coloca o futuro da humanidade nas mãos de seus jogadores, que irão tomar as medidas certas a fim de proteger o planeta da destruição. O jogo apresenta um conjunto de cenários dramáticos com base em dados científicos recentes para os próximos dois séculos.
O jogador deve gerenciar o equilíbrio para proteger os recursos da Terra e o clima em relação às necessidades de uma população mundial crescente. Lembrando que a cada dia que passa, a população exige mais alimentos, energia e espaço vital, dá pra sacar o tamanho do problema. Esse é um dos níveis de dificuldade do game.
E você, prefere ajudar o planeta inteiro ou ser um agente da destruição?

Fate of the World possui cenários de 2020 a 2200 em 12 regiões do planeta (China, Europa, Índia, Japão, América Latina, Oriente Médio, América do Norte, Norte de África, Oceania, Rússia, Sul da Ásia, África do Sul).



Suas estratégias envolvem mais de 100 grandes ações políticas, como investigação, geoengenharia tecnológica, ajuda internacional, diplomacia, economia, defesas de emergência, proteção de espécies, saúde, opções de energia, população e operações clandestinas.
Para tornar o jogo mais emocionante, cerca de 1.000 impactos podem acontecer como tempestades, inundações, ondas de calor, desertificação, degelo, elevação do nível do mar, guerras por recursos, seca, fome, epidemias, escassez de energia e retrocesso político.
No game ambiental existem também 6 “pontos de virada”, isto é, eventos que mudam o mundo, tais como o colapso da Amazônia e da plataforma de gelo da Antártida.
O globo terrestre pode ser visto em 3D e mostra as mudanças climáticas relacionadas com a Terra, apontando as alterações no passado e os reflexos no futuro.

O jogo foi construído juntamente com uma equipe de cientistas e especialistas em clima e tempo que se reuniram e investigaram dados. Ou seja, você estará diante de prováveis situações e as decisões táticas deverão ser tomadas por você.


O design e os gráficos do jogo são de alta definição e qualidade, o que garante ainda mais a sensação de realismo. A trilha sonora de Fate of the World foi composta por Richard Jacques, o mesmo compositor de Mass Effect e Alice no País das Maravilhas.
O jogo possui muito mais detalhes fascinantes e pode custar menos de R$ 20,00.

Mas se você está como eu e tem consciência que é um duro, pode baixar o game por aqui:
KickAss Torrents

Acho legal a iniciativa de se fazer algo voltado para o meio ambiente. Tá tudo muito jogado e vivendo sobre uma maquiagem de que existe realmente preocupação e cuidado. Não há. O simples ato de se jogar um papel de bala no chão, uma garrafinha pet de refri, utilizar sacos plásticos demais ou simplesmente consumir pelo consumismo faz de você o vilão desse jogo. Aliás, de nossa realidade também... pense nisso.

 




Fonte: Baixatudo

terça-feira, 12 de abril de 2011

Preconceito Musical



Essa semana no Uarévaa estamos tratando sobre consciência! Cada um tem a sua. Mas o que a sua lhe diz a respeito do Preconceito? Seja ele racial, futebolístico ou musical? (óia rimou...rs) Pois é, rola muito no cenário musical também e vou levantar a lebre aqui pra gente bater um papo.



Ter um gosto diferente do comum gera um certo “eca” das pessoas, desde que você não sofra algum tipo de preconceito tudo bem. Digo isso por que o ser humano nasce puro e ignorante, somos bombardeados por informações, conceitos, preconceitos e valores. Isso de certa forma vai moldando a personalidade, caráter e uma coisa que gosto de chamar de “lado humano”. No contexto preconceito musical, chega a ser absurdo o nível de babaquice das pessoas, vou contar uma história curta que aconteceu comigo no colégio.

“Em meados da década de 90 eu era um cabeludo (juro meo...eu tinha cabelo!) de calças rasgadas, com correntes penduradas no cinto, munhequeira e camiseta do Metallica sempre que possível. E na escola eu era o único nesse naipe. Um belo dia na saída da escola eu sou cercado por uma turma que eu nunca tinha visto na vida e começam a me questionar sobre o meu conhecimento da banda que eu estava vestido... para cada resposta errada, um belo murro.

Para o azar dos brigões não errei as perguntas e ainda corrigi uma ou duas sobra banda e essa eu lembro... rs... me perguntaram:

- Que cor era a batera da Pearl do Lars no Álbum Preto.

- Então, a cor da batera usada na tour era branca e não era da Pearl, era uma Tama”



Um olhou pro outro e ficaram com aquela cara de merda e pararam por ai... me deram um tapinha nas costas e falaram uma frase que eu nunca me esqueço.

- Mandou bem cabelo, você é roqueiro mesmo... Estamos testando os paga pau de banda por ai... Daqui pra frente você pode usar a camiseta aqui na região, blz? Ou se quiser fazer parte do nosso grupo tbm é uma boa!

- Não, não valeu.”

Cara, isso foi em 90 e lá vai fumaça e juro, não é invenção... Aconteceu comigo na porta do colégio! Eu estava todo arrebentado se eu fosse um fã de 2 ou 3 músicas e não conhecesse a banda... Quer dizer que não posso usar a camisa do U2 por não saber a cor do óculos do Bono em 93? Qualé?

O Rock tem várias vertentes, vários rótulos, vários expoentes... e ai é que mora o perigo. Eu explico.

Quando o rock era apenas o Rock and Roll, o grito de liberdade e rebeldia de uma geração inteira... Era encarado como um estilo satanista, coisa do capeta e isso marcou os roqueiros para todo o sempre. Quando você diz por ai que gosta de rock automaticamente na cabeça de outra pessoa soa um alarminho “Ou fuma maconha, ou é bêbado ou é porco... ou todas as anteriores juntas.” Esse é o rótulo do roqueiro no mundo. É o cara mal encarado, cheio de tatoos que se tu falar um bom dia, é briga na certa!

Hoje tem a galera que curte o som colorido, o chamado som Emo, sofre um preconceito FUDIDO, talvez por não levar a imagem do roqueiro citado a cima. O Fato é que chega a ser homofóbico para alguns conviverem com um Emo. (veja bem, estou citando os Emos pq hj é a tribo que de longe mais sofre com o preconceito pelo seu estilo, mas isso ocorre com diversas pessoas que gostam de outros estilos, ok?) E isso meu amigo, é esquecer que aquela pessoa é antes de qualquer coisa.... humano.

Várias bandas se colocam contra o preconceito, seja ele em qual grau ou gênero. Citar Bono Vox é chover no molhado, mas é uma figura mundialmente respeitada pelos projetos que faz questão de participar. Não sou um grande fã da banda dele, gosto de algumas músicas, mas é inegável e é absurdo não respeitar um cara como esse.



Bono é um cara que da a cara a tapa! E você? É capaz de ajudar alguém pedindo comida no farol?

Outro cara que veio antes de Bono e tinha uma ideologia incrivelmente humanista era Jonh Lennon. Acho que não preciso apresentar muita coisa sobre o cara, né?



Vimos a forma light de dar um tapa na cara do mundo…mas e a porrada pesada? Não consigo pensar em outra banda que batia tanto como Rage Against the Machine! Crítca social uma atrás da outra.



Enfim galera, fico por aqui mas com muita coisa a ser dita sobre esse tema que estamos abordando em vários níveis aqui no Uarévaa.... participa ai.

Let´s Rock

Duende Amarelo.

Preconceito no Japão

Sushi de sardinha


Salve salve simpatia! Nessa semana da consciência vamos ver como funciona as coisas na terra do sol nascente?

Quanto se é estrangeiro, os valores se expandem. Você passa a ser julgado não só pela aparência, mas pela cultura, pelos valores e pela imagem do seu país. O Brasil tem fama de ser o país do futebol, do samba e das mulheres bonitas. Mas também tem fama de ser violento e pobre, criando assim a imagem do cidadão do terceiro mundo que vai atrás de dinheiro em países desenvolvidos, como o Japão. Por isso é comum associar um brasileiro à operário de fábrica ou funcionário menor de escritório quando muito. Poucos têm educação superior e a maioria vêm de lugares mais humildes do Brasil tentar a sorte no país de seus avós.
No Japão as relações sociais são estabelecidas por grupos, é assim desde tempos imemoráveis.

Se você é considerado membro do grupo, será tratado como igual. Mas se está fora, é um visitante. Não será mal-tratado, mas não passará de um eterno “desconhecido”. Esse pensamento vale para escolas, empresas, prédios e quaisquer outros lugares onde um grande número de pessoas interagem entre si. Por isso é comum não conseguir se misturar com japoneses, o que causa a incômoda sensação de que você não é bem vindo.

Ainda assim o Brasil é visto com um misto de mistério e magia. Somado isso, temos o fato de termos numa comunidade japonesa numerosa em nosso solo, e o simples fato de japoneses se imteressarem por nossa cultura mostra também que o futuro japonês é promissor quanto a preservar sua cultura sem discriminar outras.






segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos...

"Se todas as cores fossem iguais, não haveria arco-íris"
Rafael Rodrigues
(pelo menos até onde eu sei ninguém famoso disse isso)



Sendo o membro (quase) declaradamente ateu do blog, achei que seria pertinente nesta semana da consciência discorrer sobre um assunto que é um dos meus objetos de estudo, tanto no âmbito pessoal quando no acadêmico: Religião.


Para falar sobre o assunto, eu vou evocar uma grande amiga minha que é Bióloga mas, graças às maravilhas de nosso sistema de ensino, precisa fazer as vezes também de professora de religião, que categoricamente inicia as aulas com a seguinte declaração: Existem dois princípios fundamentais que vocês devem conhecer desde agora: Em relação à religião, vocês tem um direito fundamental e um dever fundamental.

Todos os brasileiros, sem exceção, tem o direito de possuir e professar sua religião, caso seja assim sua vontade. Isso não é apenas um direito moral ou social, é um direito legislativo, ou seja, a liberdade de possuir uma religião é protegida por lei, mais precisamente pela Lei nº 16/2001 de 22 de junho. Isso significa que preconceito contra religião também é crime, previsto em lei. Assim, se o Rafael Rodrigues acredita firmemente no Monstro Espaguete Voador, ele tem todo o direito de dizê-lo, deixar isso claro e não ser ridicularizado por isso. Quer dizer, mais ou menos.

Eu acho (agora como opinião puramente pessoal) que existe um abismo de diferença entre ter uma religião e acreditar em algo indiscriminadamente. Do meu ponto de vista, que é de certa forma um ponto de vista “didático”, exercer uma religião é ter um conjunto de normas e rituais que fazem sentido para a pessoa, e da qual esta se dedica de forma profunda. Todos temos nossos rituais diários (eu por exemplo caminho 40 minutos a pé todos os dias para ir trabalhar, não para fazer exercício, mas para “sentir” o que acontece no mundo ao meu redor) e nossas normas de conduta (fico profundamente irritado quando as pessoas não seguem regras simples, como parar no sinal vermelho), mas no caso da religião estes elementos são, além de mais sistematizados e organizados, também tem um objetivo transcendental/metafísico. Independente de conceitualização, ter uma religião é, em suma, decidir a maneira que você quer viver sua vida. E quem sou eu para dizer como uma pessoa deve viver sua própria vida?

Tem pessoas que não pensam muito nisso e se limitam a viver seu cotidiano acreditando em algo mais vago. Este, me parece, é o status de muitas pessoas atualmente, que se encaixam nas que na verdade não tem uma religião. É como eu sempre digo: não é porque você foi batizado quando criança que você é católico. Para mim, se você não pratica a religião, não faz parte dela.

Então é bom deixar claro que me refiro àqueles que levam a religião como um modo de vida, como o caminho que elas decidiram seguir e os instrumentos e veículos que elas decidiram usar para trilhar este caminho. E isso é algo que deve ser respeitado e é o que está protegido por lei.

Por isso todos os brasileiros, sem exceção, têm também o dever de respeitar a crença alheia, já que o contrário fere exatamente a lei que também protege a sua religião. Além, é claro, de ser um consenso geral de que o respeito para com o outro é uma atitude moral e socialmente correta. Ou seja, não adianta você ficar defendendo que pode gritar uma vez por semana no seu culto e querer impedir que uma casa de umbanda seja inaugurada ao lado da sua. Se a lei vale para um, deve valer para todos, sem exceção.



Aqui cabe uma distinção que eu considero muito importante. Toda discussão saudável é válida. Quem lê o Uarévaa há um tempo e ouve os podcasts sabe que tenho um gênio difícil e sou bastante incisivo em minhas opiniões (além de ser quase patologicamente verborrágico – só perco para o Alex Matos), além de ser um crítico da religião (de fato, mais de como as pessoas interpretam a religião do que da religião propriamente dita). É o meu jeito, mas mesmo assim, vocês nunca me verão censurar ou ofender alguém porque disse algo que eu não concordo ou porque “ganhou” (se é que existe isso, acho que todos ganham no caso de) uma discussão.

Eu digo isso porque defender uma ideia, um argumento ou uma crença é muito diferente de ofender quem não pensa como você. Eu sei que muitas vezes a linha é muito tênue; as pessoas, em sua quase totalidade, tendem a levar discussões ideológicas para o lado pessoal. Eu já fui muito assim e hoje tenho sido cada vez menos. É uma batalha interior eterna, mas necessária, entender que a pessoa não está atacando você; ela está, sim, defendendo o que acredita. Assim como você.

Somos seres humanos. Erramos. Mas é preciso ter responsabilidade para admitir seu erro, e capacidade de discernimento para distinguir uma palavra mal-interpretada de uma ofensa genuína se quisermos viver em uma sociedade melhor. Se queremos encher a boca para dizer que somos superiores aos outros animais, devemos agir como tal e fazer por merecer. Não importa se você acredita que está agindo de acordo com uma lei superior, o fato é que, até você morrer, o que vale são as leis dos seres humanos e uma boa convivência em sociedade é o melhor a se fazer, pois todo mundo ganha. Devemos ser respeitados e exigir respeito, sim, mas também devemos ser tolerantes. Nem todo mundo tem o mesmo background cultural que a gente, nem passou pelas mesmas coisas, nem aprendeu as mesmas coisas. Conversar com alguém que tem uma opinião diferente é, certamente, conhecer outro ponto de vista sobre a vida, é ver que nem todo mundo, mesmo passando por situações semelhantes no seu caminho, chega às mesmas conclusões que você e, portanto, é bom repensar no caráter absoluto de suas opiniões. E se estas são inabaláveis, que sejam pelo menos humildes o bastante para coexistir lado a lado com outras, sem hierarquias.

Não é achando que nosso kung fu é melhor que o do outro só porque é nosso que vamos melhorar o mundo, e sim percebendo que, não importa quais sejam as respostas para as grandes perguntas, vamos estar sempre mais próximos de respondê-las se procurarmos juntos, mesmo que cada um contribuindo a seu modo.