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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Podcast Uarévaa #166 - Seriados Brasileiros



"Eu gostava do seriado da Sandy e Junior!"


Fechando a "trilogia sobre teledramaturgia brasileira" aqui no Uarévaa, Marcelo Soares, ModestiMoura falam dos seriados nacionais que marcaram época (e sobre um monte de outros programas de TV fora da pauta).





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Aproveita e vai lá no Cidade Gamer ouvir o Zenon
(já que no Uarévaa mesmo ele não aparece pra gravar já tem uns 2 anos #prontofalei)

Cidade Gamer #125: DC nos Video Games



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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Podcast Uarévaa #164 - Super Séries



"Não... você é burra, DC, que loucura.."


Marcelo, Modesti e Moura relembram os seriados televisivos clássicos de super heróis, falam dos atuais Agents of Shield e Arrow, e especulam sobre os que estão por vir.

E no final, os 3Ms do uarévaa trazem ela de volta: a leitura de comentários.





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Comentado no podcast

- Post do Moura sobre o filme que juntou o Capitão Marvel com o Bátema: clique AQUI

- Piloto da série cômica da Mulher Maravilha





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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Podcast Uarévaa #154 - Vale a Pena NÃO Ver de Novo



"Se tem o Kurt Russel então é uma merda."


Freud, Romenique, Marcelo Soares, Modesti e Alex Matos falam sobre aqueles filmes, desenhos, games e quadrinhos memoráveis da nossa infância que são bem melhores se continuarem só na nossa memória mesmo.

Na leitura de comentários todo mundo continua, menos o Romenique que estava com soninho e foi naná.


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- A dancinha do Van Damme



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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Podcast Uarévaa #143 - Seriados do Superman


"Somebody SAAAAAAVE MEEE.."

Romenique, Rafael Rodrigues, Marcelo e Modesti conversam sobre as várias versões seriadas do Superman no rádio, cinema e TV, sempre com informações precisas a abalizadas (NOT!).

No final, Freud e Moura usam a leitura de comentários para bater o cartão de ponto do podcast.




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Em breve, nesse post perto de você!


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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Podcast Uarévaa #114 - Sons Of Anarchy


"Stephen Hawking andando 
de motocicleta na Califórnia?"


Freud, Zenon e Camila Téo recebem Tourinho e Hugo Soares (do Pauta Livre News), Cleverson (do Piratacast e Transmissão Fantasma) e Mano Araújo (de trocentos podcasts mas ele não grava em nenhum deles) num mega crossover que o Zenon organizou com o pessoal que acompanha o seriado do "Hellboy andando de motoca na Califórnia", Sons Of Anarchy, para conversar sobre a série e sobre suas próprias "proezas motociclísticas". Pode ouvir que não tem spoilers.






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Acompanhem nossos convidados de hoje nos 
trocentos sites e podcasts em que eles participam!


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Podcast Uarévaa #107 - Aquele Sobre Friends


"HEY! How you doin..?"

Freud, Moura, Rafael Rodrigues e Marcelo Soares se reúnem no café pra relembrar os momentos mais legais da série Friends e falar de como começou o seriado, curiosidades e etc e tal.






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Pois é, ainda não foi dessa vez que resolvemos...

Mas ao menos colocamos no ar novamente
TODOS os podcasts anteriores!


Últimos dias da Promoção Liga da Justiça Uarévaa


Para saber como participar clique logo AQUI
pois o prazo acaba nessa segunda, dia 10/09.


NÃO Comentado no Podcast

- Esquecemos de citar os posts do Moura sobre a série (leia AQUI e AQUI) e a abertura de NO FRIENDS, mas veja ai assim mesmo que vale a pena.




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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Podcast Uarévaa #103 - Heróis da TV



"Pelos poderes de Greyskull,
Eu sou..
UARÉVAA!!"

Freud, Zenon, Marcelo Soares e Luiz Modesti relembram seus heróis favoritos criados para desenhos e seriados televisivos.

E não é só: Tem ainda a leitura de comentários dos últimos 3 podcasts.

Mas ainda não é tudo: TEM UMA PROMOÇÃO BEM LEGAL PROS OUVINTES DO UARÉVAA!

LIGUE DJÁ!!






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PROMOÇÃO LIGA DA JUSTIÇA UARÉVAA

Quer ganhar esse poster maneirasso da Liga Hanna-Barbera
autografado pelo Daniel HDR?


Então ouça o podcast e descubra como! 

Semana que vem faremos um post especial detalhando a promoção, mas os ouvintes do podcast já podem sair na frente. É um poster colorido, em tamanho A3, impressão de qualidade, feito pelo Daniel para venda exclusiva em convenções. Coisa fina mesmo. Fora de convenções, meu camarada, só ganhando aqui no Uarévaa!

PARTICIPEM!


Comentado no Podcast

Ainda hoje mais tarde vamos atualizar os links, mas enquanto isso..

- Ouça também o Podcast #30, sobre os desenhos da Hanna-Barbera, que inclui também os personagens cômicos: clique AQUI

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Podcast Uarévaa #98 - Minisséries Brasileiras


NÃO SEI, SÓ SEI QUE FOI ASSIM...

Freud, Moura, Rafael Rodrigues, Zenon, Luis Modesti e Marcelo Soares relembram as melhores minisséries de TV Brasileiras e... bom... É isso porra, ouve ai!

E no Momento Uarévaa, Freud Marcelo e Modesti permanecem para a leitura de comentários e para falar do reboot da Marvel Comics, a luta Silva VS Sonnen, o jogo dos Curíntcha e por ai vai...




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PORRA NENHUMA...

Nem vamos mais prometer prazo nenhum, porque tá brabo. Mas vamos resolver o mais breve possivel, galera, acreditem! Devemos e não negamos, pagaremos quando pudermos.

Comentado no Podcast

- Post do Moura sobre a minissérie Som & Fúria: AQUI

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Goodbye House

"House é um babaca"
James Wilson



Todo mundo mais novinho lá na primeira temporada

Há mais ou menos oito anos atrás enquanto trocava de canal em minha recente comprada TV por assinatura, me deparei com uma serie hospitalar a qual logo pensei: “mais uma série de médicos, sangue e draminhas pessoas”. Entretanto, o que encontrei foi muito humor sarcástico, dilemas comuns da nossa vida, relações pessoas com certo grau de drama, mas sem serem enjoativos como Greys Anatomys da vida.

House desde seu surgimento na TV americana, lá nos idos de 2004, já era um personagem daqueles que amamos odiar ou odiamos amando. Seco, sarcástico, descrente com o mundo, a fé e as pessoas, o ranzinza e aleijado médico sempre tirou onda com a cara de todo mundo, manipulava e enganava estranhos e amigos  - principalmente seu melhor amigo Wilson, e fugiu com todo afinco por uma verdadeira proximidade com outro ser humano – principalmente com seu amor platônico a diretora do hospital, Cuddy.

Cuddy, um sonho de mulher
Comandando uma equipe de diagnósticos de um grande hospital, toda semana o personagem tinha que lidar com a vida e morte e, assim, se sentia um Deus por sua genialidade e poder de salvar vidas. E assim foi por oito longas temporadas.

Nesta última segunda House se despediu da TV americana, encerrou uma trajetória de sucesso, altos e baixos, criticas e personagens adoráveis. Como esquecer da linda Alison Cameron (Jennifer Morrison), atualmente protagonista de Once Upon a Time, ou o presunçoso Robert Chase (Jesse Spencer), que junto com Eric Foreman (Omar Epps) segurou as pontas até o final.

A equipe original durou intacta por três temporadas, quando Cameron e Chase se casaram e foram trabalhar em outro setor do hospital, ao mesmo tempo que Foreman pediu demissão. Então entraram a lindíssima Treze, a.k.a. Remy Hadley (Olivia Wilde), o perdido Crhis Taub (Peter Jacobson) e o estranho Lawrence Kutner. Além da constante participação de uma não contratada por House, a Dr.ª Amber Volakis (Anne Dudek), que acaba tendo um relacionamento com o melhor amigo de House, Wilson.

Ao fim da quinta temporada a equipe médica é abalada pelo suicídio repentino de Kutner – motivado pela saída da série do ator Kal Penn para, acreditem, tomar lugar em um gabinete da Casa Branca. Assim, Cameron e Chase retornam a equipe, mas a doutora sai novamente não só do hospital, mas também da série, após se separar do marido.

Durante a sétima temporada, Cuddy contrata para a equipe de House uma nova doutora para substituir a saída temporária da Treze. Entrando assim a Dr.ª Martha M. Masters (Amber Tamblyn, de Joan Of Arcadia). Após o final da temporada, quando House vai preso e passa um ano na cadeia, ele retorna para sua última temporada com algumas mudanças:

Durante a oitava temporada, House vai para a cadeia e passa mais de um ano lá. Quando retorna para o hospital, encontra algumas mudanças: Cuddy deixou o hospital, e a série, Foreman é o novo diretor geral, e todos os médicos da sua equipe tinham saído. Assim, ele acaba contratando .a divertida e bem interpretada Dr.ª Chi Park (Charlyne Yi), a “corpo bonito substituta da Treze, mas não tão boa atriz assim” Dr.ª Jessica Adams (Odette Yustman) e consegue fazer com que Chase e Taub retornem. E é dessa forma que encontramos o nada bom Doutor em seu último caminho de existência.

A última equipe
Assim como qualquer seriado que se alongou mais do que devia, House passou por maus bocados em termos de audiência e história. Tendo sofríveis plots como o do policial perseguindo-o por uso excessivo de Vicodin, remédio para dor com prescrição médica, romance conturbado com Cuddy que fez perder o rumo não só a série como o próprio personagem – sendo preso após jogar seu carro dentro da casa da, no momento, ex-namorada.

Elencar os melhores momentos é um trabalho difícil, pois mesmo no tempo das vacas magras a serie conseguia nos surpreender com alguma reflexão ou nos fazer sorrir sem controle com alguma piada. Particularmente alguns me marcaram, como o episódio onde House salva a vida de um garoto autista, e no final o menino que nunca fez contato direto com ninguém faz com o médico. Ou ainda o season finale da segunda temporada com um episódio inteiro passado dentro da cabeça de House, após terem atirado nele, e o fantástico penúltimo episodio da quarta temporada onde o médico, e nós, tentamos descobrir o que ele esqueceu, e pode salvar uma a vida de alguém que nem sabemos quem é, após um acidente de transito em que ficou com traumatismo craniano. Sem contar o belo clipe de abertura do primeiro episódio da sexta temporada, quando House está em uma clinica para desintoxicação, ao som de No Surprises do Radiohead.

Muito se viveu nos oito anos, e sem mais tantas saídas e queda de audiência o fim era inevitável, e necessário. E ele chegou.



Everybody Dies


(A partir daqui SPOILERS do último episódio da série)



House chegou ao seu fim com um cenário nada animador para si: seu melhor amigo estava morrendo de câncer e só tinha mais cinco meses de vida; ele que estava em condicional perderia o privilégio após uma das “brincadeiras” do médico, que resultou na quebra de uma máquina de ressonância do hospital, e, por isso, ficaria preso por mais seis meses. Em resumo, não veria e nem estaria do lado de Wilson quando ele morresse.

Qual a forma de escapar de tal situação escolhida por ele: se drogar com um ex-paciente em um prédio abandonado. E é nesse ponto que o episódio inicia, com o paciente morto por overdose e House desmaiado, com o prédio (de uma forma desconhecida e que fica sem explicação) em chamas.

A partir daí, o médico começa um verdadeiro purgatório, alucinando com ex-colegas mortos e ex-amantes, uns tentando fazer com que ele desista de se matar e saia do prédio e outros o encorajando a ficar e ter alivio de todas as suas dores finalmente. Em paralelo, Wilson e Foreman buscam o paradeiro do nosso protagonista, sumido há dois dias. Após todos os argumentos e lembranças expostas, House decide que mesmo sofrendo, mesmo sendo um egoísta escroto ele podia mudar, podia pelo menos naquele momento não ser covarde e esperar que a vida decida por ele e resolve sair do prédio em chamas. Quando está se encaminhando para a saída vê Wilson, que acabara de chegar no local, e nesse momento o prédio desaba e explode. House está morto.



A cena do funeral do personagem é emocionante por podermos rever os atores e personagens que passaram (menos a Cuddy) pela série, e ouvir um pouco do que eles aprenderam com o velho doutor. E a interpretação de Robert Sean Leonard (Wilson) é muito inspirada, inicialmente falando das coisas boas de sua amizade para depois os xingamentos de praxe que sempre fizeram a House. Ao fim do episódio ele vai até a casa do amigo, quando se surpreende de ver o médico sentado na escada, vivo.

Confrontado, House explica (no melhor estilo Sherlock Holmes de ser, afinal, foi nele que o personagem foi inspirado) que saiu pela porta dos fundos antes da explosão, falsificou o exame de autenticidade da arcada dentária do corpo encontrado, e tudo isso para poder ter os cinco meses ao lado do amigo. Forçado? talvez, mas para quem conhece sabe que é a cara do personagem.

A série se encerra com Wilson e House saindo em uma jornada de moto pelo Estados Unidos, e em paralelo mostrando como os seus amigos continuaram a vida, possivelmente melhor sem ele – como ele mesmo percebeu que seria antes de “morrer”.

Born to be Wild
E assim, chegou ao final uma das mais badaladas e premiadas séries da TV americana - a série ganhou vários Emmys para melhor realizador e melhor argumento, bem como o premio de melhor caracterização (maquilhagem), Hugh Laurie foi aclamado melhor ator em 2006 e 2007 no Globo de Ouro; e foi a série mais assistida do mundo em 2008.

Não foi um final super épico, ou cheio de reviravoltas, dramas, mas foi digno, podemos dizer, justo com o que vinha-se desenvolvendo e o que durante os oito anos trabalhou-se na psique do personagem. O médico ranziza que não acreditava em ninguém e nada deixará saudades. Só tenho mais uma coisa a dizer: Enjoy Yourself.


Curiosidades

- Vários bebês chegaram ao hospital ao mesmo tempo, com os mesmos sintomas. Ninguém sabia o que era, como sempre. Como os dois que apresentavam os sintomas em estado mais avançado estavam tomando os mesmos remédios sem sucesso, não tinha como saber como tratar, e cada vez mais bebês evoluíam os sintomas. House escolheu um deles aleatoriamente e parou de dar um dos remédios, matando-o para poder salvar o outro.
- Dave Matthews interpretou um cara que tinha um problema no cérebro que fazia ele tocar piano melhor que o Schroeder mas que um dia teve um problema e perdeu os movimentos. House chegou a conclusão de que a única solução seria cortar metade do cérebro do cara.
-  Nesse mesmo episódio, House fingiu ter câncer pra participar de um tratamento onde o pessoal ingetaria drogas direto na cabeça dele.
-  Depois que um paciente chegou dizendo que nada deixava mais louco do que a morte, House resolveu ver como era. Foi considerado morto por alguns segundos.
-  Um paciente tinha tentado se matar tomando tinta de impressora, e começou a ter alucinações. House embebedou o cara, e o etanol da bebida limpou todo o metanol da tinta do corpo dele.
-  Uma doença nunca deu tanto trabalho para os médicos da ficção. Camuflada sob vários sintomas diferentes, esse diagnóstico apareceu em todas as temporadas, cada vez de uma maneira. Mesmo com a mudança na equipe de especialistas que acompanha o protagonista, uma coisa que não saiu de cena foi essa frase: "É lúpus!".

quarta-feira, 7 de março de 2012

Black Mirror: A sombra em nosso reflexo tecnológico


Cercado de aparelhos eletrônicos, com acesso a uma infinidade de conteúdo, o ser humano demonstra não ter capacidade mental de absorver a quantidade de informações que estão à sua disposição. Até onde a “era mídia” pode nos levar?


Narrada em três episódios com histórias e elenco independentes, a série inglesa Black Mirror adota uma visão de humor negro para apresentar a influência das novas tecnologias na vida moderna. Discutindo desde a idolatria as estrelas até a força das redes sociais, a série mostra um futuro (próximo?) onde nem sempre ter avanços tecnológicos significa a felicidade.

Parte I: The National Anthem

Digas que vídeo vês e te direi quem és!


"O Primeiro Ministro Michael Callow (Rory Kinnear, de “Five Days” e “Vixed”) enfrenta um dilema quando um dos membros da família Real é sequestrado. O problema é que a história passa a ser acompanhada pelo público via Twitter e You Tube, onde um vídeo enviado pelos sequestradores alcança audiência recorde". 

È impressionante como ideia simples podem ser muito boas. Afinal, forçar pessoas, ainda mais políticos, a fazerem algo utilizando as redes sociais, em um ciberterrorismo, pode não ser algo comum hoje em dia. Mas, com o avanço do ciberativismo, que pode levar rapidamente a um ciberterrorismo mais “presencial” – já vemos algumas cabeças disso em casos como os ataques dos Anonymous, não duvido nada que algo assim surja logo.

Outro ponto interessante mostrado pelo episódio é a força que as mídias digitais conquistaram em cima das chamadas “mídias tradicionais” (TV, rádio, jornal). Fato cada mais mais cotidiano, ainda mais no caso dos jornais impressos que vemos fecharem mundo a fora e migrarem para a internet, ou ainda como essa “velha” mídia se pauta na atualidade por acontecimentos “online” (onde a Luisa estava mesmo?).


Parte II: 15 Million Merits


A mídia transforma até a verdade em um show.

Estrelado por Rupert Everett, o episódio faz uma sátira aos programas de reality shows explorando a sede do público por distração e fuga da realidade. Na história, situada em um universo paralelo, todos estão condenados a horas intermináveis de trabalho árduo. A única forma de escapar deste modo de vida é participando de um programa de caça talentos conhecido como Hot Shot, uma espécie de “The X Factor”.

Apesar de menos impactante que o primeiro episódio, aqui temos algumas questões que particularmente adoro debater. Primeiramente o sistema de celebridades e como nós, meros “mortais”, idolatramos elas como se estar na televisão, cinema e afins, fosse ser algo além de humano. Assim, nós seriamos nada.

Ainda dentro disso, põe em cheque os programas de “fabricação” de celebridades, os chamados reality shows, como atrações de humilhação pública. Além de criticar, sutilmente dessa vez, o que chamo de “vida artificial ainda em pele viva”, ou seja, sermos robôs sem o metal quando não vivemos de fato, só somos alimentados pela tecnologia (“quer comprar o novo aplicativo que não vai melhorar em nada sua vida Senhor?”) e mídia (“Oh loco meo, vamos ver o mais novo evento midiático do momento”).



Parte III: The Entire History of You


Me mostre o que você viu.

Também situado em uma realidade paralela, o episódio, estrelado por Toby Kebbell, traz um mundo onde todos carregam um implante que lhes dão acesso a um sistema de informática, que grava tudo o que eles viram, ouviram ou fizeram na vida. Desta forma, ninguém esquece nada.

O mais fraco dos três episódios, ainda trás umas discussões interessantes acerca da “paranoia memorial” que vivemos hoje em dia. Isto é, com as tecnologias digitais podemos quase que completamente não esquecer mais nada, afinal, temos vídeos, postagens, celulares, tablets, todo tipo de aparelho para gravar nossos momentos vividos e nos lembrar deles no futuro.

Em uma vibe bem Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, o episódio levanta a reflexão sobre a importância de se ter o prazer de esquecer, ou pior, de que os outros não vejam o que nós vivemos. Pois, mesmo que você não filme sua viagem ou saída na balada, sempre terá alguém fazendo isso e trazendo a tona até o que você não gostaria. E, muitas vezes, nos deixando presos a memórias passadas e não vivendo o presente.


Eu sou fascinado nessas discussões que a ficção científica trás sobre nosso presente revestida em uma camada de futurológismo. Black Mirror faz isso muito bem, um reflexo sombrio de nossa sociedade atual e dos rumos que podemos tomar. Mais do que recomendado para quem curte tais discussões.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mandrake, o Advogado


Sucesso na TV, o personagem criado por Rubem Fonseca e interpretado por Marcos Palmeira ganha um telefilme com novas intrigas, confusões e mulheres, muitas mulheres.



Divididos em duas partes, o filme tem a direção de Zé Henrique Fonseca, filho do escritor e idealizador do projeto, e será exibido na HBO, emissora que produziu os treze episódios da série em 2005 e em 2007. A estreia está prevista para o segundo semestre.

Mandrake aparece dessa vez com a autoestima e a credibilidade em baixa e em um caso nada fácil pela frente, que envolve adultério e assassinatos. As locações têm como paisagens cariocas a praia, o centro antigo e a região dos inferninhos de Copacabana.

Com indicação a dois Emmys, a série rendeu elogios de público e critica e fez com que a HBO bancasse a produção do filme em parceria com a produtora Goritzia. E você, já assistiu algo do seriado?


Fonte: Estadão.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Psychoville

“Eu fiz um mal assassinato”





Tema Macabro




Não é incomum que o terror encontre em outros gêneros uma companhia adequada para contar uma história; aliás, é assim que tem sido as histórias de terror desde muito tempo. Mas existem gêneros que, num primeiro momento, não só seriam considerados conflitantes, como completamente incompatíveis com o terror, como no caso da comédia. E no entanto, a mistura entre estes dois gêneros é tão comum que muitos nomearam-no como um subgênero, o “terrir”. É claro que na grande maioria das vezes estes elementos não vêm equilibrados; é muito comum que um deles prevaleça. É o caso de filmes como Drácula – Morto mas feliz, que na verdade é um filme de comédia com elementos de histórias de terror; ou A volta dos Mortos Vivos (não confundam com nenhum clássico do Romero), que usa tons de comédia, mas é essencialmente uma película de terror.

Com gêneros tão díspares, é de se esperar que um acabei prevalecendo sobre o outro, o que não diminui a história, mas impede uma experiência diferenciada para o leitor/espectador, porque no fim das contas elas acabam ficando dentro das limitações do gênero predominante.

É difícil ver histórias que equilibrem tão bem terror e comédia. Zombieland foi um exemplo, tímido, mas bem sucedido desta tentativa. Mas definitivamente nenhuma, pelo menos nas últimas décadas, conseguiu mesclar humor e terror de forma tão competente quanto Psychoville.



Um palhaço maneta e rabugento, um anão que trabalha no teatro, a mãe de um bebê boneco, um colecionador cego e uma mãe e filho entusiasta de serial killers. Só essa lista de personagens já é o suficiente para perceber que Psychoville não segue muito as convenções de uma história acessível a todos os tipos de público. Some isso a uma série que mistura comédia, horror, humor negro, referências diversas e muita coragem, e temos uma das séries mais bizarras, inusitadas e inteligentes das últimas décadas.

Criada por dois dos idealizadores do programa britânico The League of Gentleman, Psychoville traz a história dos personagens citados acima buscando viver suas vidas normalmente (ou o mais normal que eles conseguirem), até que ameaças feitas por uma estranha figura os faz relembrar de um passado em comum que eles gostariam de esquecer.

Psychoville teve vida curta, durou apenas duas temporadas de 7 episódios cada, ligados por um especial de Halloween. Mas contou com um roteiro bem elaborado, diálogos inteligentes, muito humor negro e, especialmente, muito humor-limite. Eu sei que é comum eu dizer isso na maioria dos posts desta coluna, mas eu falo sério quando digo que Psychoville não é para qualquer um. Mas se você for capaz de ir além das convenções e clichês geralmente estabelecidos pela mídia e estiver disposto a entrar de cabeça na história, você provavelmente terá uma experiência bastante dferenciada em termos de “terrir”.



Curiosidades:
- Os criadores de Psychoville, Reece Shearsmith e Steve Pemberton, interpretam diversos dos personagens da história, tanto protagonistas como coadjuvantes. A transformação dos dois é realmente impressionante, e muitas vezes o espectador sequer percebe que papéis diferentes estão sendo feitos pela mesma pessoa;
- Embora o fim da primeira temporada termine com um enorme gancho, a segunda temporada pode ser vista como algo bem distinto da primeira, especialmente em tom: enquanto a temporada inicial buscava influência no terror, a última tinha um estilo mais conspiratório e menos macabro;
- O título da série veio do nome dado ao programa The League of Gentleman quando este passou no Japão e na Coréia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

American Horror Story


Muitas coisas podem acontecer quando você muda de casa.


American Horror Story é uma série que se constrói no formato de antologia de terror e drama, onde a cada temporada somos apresentados a um elenco e um cenário diferentes. Criada e produzida por Ryan Murphy e Brad Falchuk, a série recebeu várias nomeações, incluindo um Golden Globe Awards para Melhor série de Drama., e os premios de melhor atriz coadjuvante em minissérie ou drama no Screen Actors Guild Awards e Melhor Atriz em Papel Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme feito para a Televisão no Globo de Ouro 2012 para Jessica Lange.

No seriado somos apresentados a família Harmon, Ben (Dylan McDermott), Vivien (Connie Britton) e sua filha Violet (Taissa Farmiga), que se mudam de Boston para Los Angeles depois que Vivien sofre um aborto e Ben tem um caso extraconjugal. No novo lar eles descobrem que a propriedade guarda segredos e histórias horripilantes, um lugar onde tem havido mais de 20 mortes violentas ao longo de sua história - tanto assim que é conhecido em passeios turísticos como "The Murder House" (A Casa dos Homicídios).

Levando em frente à velha lógica de histórias de terror de casa mal assombrada e família ingênua (?) que cai nas armadilhas fantasmagóricas, American Horror Story leva seus personagens a conviverem com fantasmas se passando por vivos, influenciando-os, interferindo no curso da vida deles. 


Ao longo da primeira temporada, vemos o pai de família, Ben, envolto com o relacionamento de sua filha com o misterioso Tate (Evan Peters), o reaparecimento de sua amante, uma chantagem feita por um ex-morador da casa, uma estranha gravidez de sua mulher – que diz ter sido estuprada por um homem vestido em traje de borracha, uma governanta que aos olhos de todos é uma senhora idosa e nos dele uma jovem e atraente mulher, além da constante intromição de sua vizinha Constance (Jessica Lange). 

Assim, tentando resolver seus problemas familiares, e ao mesmo tempo sobreviver aos ataques sobrenaturais, a família Harmon de uma forma estranha acaba se reencontrando em pleno “inferno” que a Murder House trás para eles.

A série apesar de seu ritmo arrastado e muitas vezes lento demais, conseguiu uma boa audiência e boas criticas, para os mais especialistas em terror (coisa que eu não sou nem de longe) ela também trouxe várias referencias a obras famosas. O que me incomoda em American Horror é exatamente ter pouco horror nela, isto é, o horror que nos acostumamos a ver e ler no Madrugada Macabra, por exemplo, com sangue, desmembramentos e afins. 

Me parece mais uma serie de suspensezinho barato americano – bem no estilo da franquia Pânico -, mas que acaba prendendo você por conta da boa caracterização de personagens. Pelo menos comigo foi assim, cheguei ao fim da temporada por me “preocupar” com os personagens, querer saber o que acontecerá com eles, e isso já é um grande mérito para uma série.

Governantas fantasmas também são um bom motivo para se assistir

A série também conta com algo bem legal, as cenas de abertura, que geralmente mostram algum dos inumeros assassinatos realizados na casa e parecem mais um curta-metragem de terror a cada novo capitulo. Além disso, tem várias participações especiais, incluindo ai Zachary Quinto, o Sylar de Heroes, como um espirito de um ex-morador gay preso a seu companheiro até após a morte.

Não irei dizer aqui como foi o final da temporada, pois é mais interessante cada um acompanhar e tirar suas próprias conclusões. Eu esperava mais e até o gancho mais legal que criaram não vamos ver sua continuidade por conta do formato proposto da série de começar do zero a cada temporada, uma idéia que aprovo e espero que mantenham mesmo – Heroes começou tendo essa proposta e com o sucesso dos personagens mudou completamente, infelizmente.

American Horror Story tem seu mérito em trazer de volta a televisão o gênero, mesmo no jeito americano de ser, e vale a pena uma conferida – menos o Rafael que já conhece tanto de terror que vai ficar bocejando com os clichês do gênero e as saídas até facéis de roteiro (risos).


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Once Upon a Time


Buenas galera.

Vamos dar um tempo nesse papo de novela, né?
Afinal, isso é uma coluna de séries ou não.

Estamos na fall season americana, quando novas séries vão pro ar, passar pelo crivo da audiência e tentar um lugar ao sol na programação. Entre várias, uma tem chamado bastante a atenção do público, e já garantiu temporada completa.

Quer saber do que se trata?


Vem comigo! (Comando da Madrugada mode on)



Basicamente, misture "Fábulas" do Bill Willingham com "Lost" e você tem Once Upon a Time.

A lenda é que, na impossibilidade de criar uma série baseada totalmente em "Fábulas", OUAT foi criada.
A série é muito mais leve que os quadrinhos da Vertigo, mas tem várias similaridades.
Logicamente tem afinal a premissa básica é a mesma, seres de Contos de Fadas vivendo no mundo real. Mas vamos começar pelo começo.

Tudo começa quando a Branca de Neve e o Príncipe Encantado finalmente foram felizes para sempre.
Será?

Mary Margareth / Branca de Neve

Depois de acordar Branca com um beijo, o príncipe e ela se casam. Mas durante a cerimônia de casamento, a Rainha Má invade a festa a avisa: Lançará um feitiço sobre todos ali, e nunca mais existirão felizes para sempre.

E de fato isso ocorre. A Rainha lança um feitiço que acaba com o mundo das fábulas e transforma-o em uma cidade do interior dos Estados Unidos chamada Storybroke.

Regina / Rainha Má

Nos dias de hoje, em Boston, uma garota chamada Emma leva a vida como uma detetive especializada em encontrar pessoas procuradas. Ela tem uma vida bastante solitária, pois fora criada em orfanatos a vida toda. Tem grandes dificuldades de relacionamento e costuma afastar pessoas. Inclusive o próprio filho, que teve ainda adolescente, e deu para adoção.

Qual não é sua surpresa quando o garoto, Henry, reaparece, batendo em sua porta, e a chamando de mãe. Mais do que isso, ele pede que ela vá com ele para casa - a cidade de Storybroke. Segundo ele, apenas ela pode desfazer a maldição e trazer o "felizes para sempre de volta."


David / Principe James “Encantado”

Ele conta para Emma que todos na cidade são fabulas, mas não se lembram disso. E estão todos presos no tempo, sem envelhecer. E sem poder sair da cidade.

Obviamente, Emma não acredita no garoto. Mas vai com ele até lá, e descobre que sua mãe adotiva é a prefeita da cidade. Preocupada com o bem estar do garoto, ela decide ficar por um tempo em Storybroke para se assegurar que o filho perdido está realmente bem. Para desgosto, claro, da mãe adotiva. E realmente, as coisas começam mudar.

Archie / Grilo Falante

Acontece que, segundo Henry, a prefeita, poderosa, possessiva, que controla e manipula todos os moradores, é na verdade a própria Rainha Má.

A doce professora do primário, Mary Margareth, que se torna grande amiga de Emma, é Branca de Neve.

Há um homem em coma no hospital da cidade, desconhecido, que se trata do próprio Príncipe Encantado...

O psicólogo de Henry, Archie, que tenta entender a imaginação do garoto, é o Grilo Falante.

E o agiota da cidade, Sr. Gold, é na verdade o duende Rumpelstiltskin (aquela que aparece em Shrek 4, mas muito mais amedrontador).

Mr. Gold / Rumpelstiktskin

Um mistério ainda é o Xerife da cidade, Grahan. Seu correspondente ainda não foi revelado. O mais óbvio parece ser o Caçador da história de Branca de Neve, mas tem gente chutando que ele é na verdade o Lobo Mau (Bigby?).

Alem disso, vários outros personagens recorrentes aparecem. A vovó e Chapeuzinho têm uma pensão e um restaurante. Cinderela é uma empregada que sofre na mão da patroa. Pongo, o dálmata papai dos 101 Dálmatas, é o cachorro de Archie. Gepeto, os anões da Branca de Neve... Está todo mundo ali.

Emma vai aos poucos se envolvendo na vida de cada um daqueles personagens - que estão presos novamente nas situações iniciais de seus contos, porém sem sequer saber como sair delas.

Mas e aí, Moura, a série é boa?

Meu, é.

É uma série pra toda a família, então esqueça as insanidades de Fábulas. Alias, é um ponto de vantagem. Ao invés de pegar o original e deformar para se tornar comercialmente viável, criaram algo novo e sem qualquer relação com os quadrinhos.

Mas mesmo assim, a trama é bem divertida. Os personagens bem construídos, e um clima Lost no ar. Sim, porque a cada episódio nós vemos os acontecimentos na cidade e flashbacks da vida daqueles personagens no mundo das fábulas.
Mas nada de ser previsível. O enredo mostra o lado B dos contos infantis.
O que aconteceu depois do casamento de Branca de Neve e o Príncipe? Como eles se conheceram? De onde veio esse tal príncipe?
De onde surgiu o Grilo Falante? De quais artifícios Cinderela utilizou para conseguir ir ao baile? E que preço ela pagou por isso?
Como a Rainha se vingou de todos?

Sim, a trama é cheia de mistérios, criando sua própria mitologia. E uma que pode se desenrolar e crescer muito, afinal, como disse a prefeita Regina a Emma: "Pode não parecer, mas Storybroke é uma cidade bem grande." Vários outros personagens podem surgir, novas histórias serem contadas, e antigas, recontadas.

Gepetto / Cinderela / Chapéuzinho Vermelho / Malévola

De Lost, temos muito. Os FBs são sempre analogias as situações vividas pelos personagens no tempo atual. Até os acordes sinistros nos momentos de revelações bombásticas estão lá, iguaiszinhos.

Cópia? Isso é relativo. Once Upon a Time faz alusões diretas a Lost, propositalmente. Chocolate Apollo, a banda Geronimo Jackson, a torre do relógio com os ponteiros parados as 08h15min, o numero 108 da casa da prefeita, Henry gritando "We have to go back!"...

Mas esqueça as milhares de pistas e dos mistérios em doses cavalares da Ilha. Once Upon a Time deixa sim, mistérios, mas você sabe exatamente de onde esses mistérios vêm. O que intriga é o caminho pelo qual ele veio, e como se desdobrará.

A cada novo episódio, Emma se questiona mais se é tudo ilusão de Henry, assim como passa a abrir os olhos, inadvertidamente, dessas pessoas que não sabem sua origem mágica.

As atuações estão muito bacanas. A prefeita Regina, Lana Parrila, te faz ter medo da Rainha Má e raiva de sua versão mortal.
Branca de Neve e Principe Encantado, ou melhor, Mary e David (que é o Fandral de Thor) transparecem bravura e heroísmo em suas versões fábulas e uma química romântica natural na versão "mundo real".
Rumpelstiltskin é interpretado SÓ por Robert Carlyle, e a interpretação dele me lembrou muito o Grima Língua de Cobra do Senhor dos Anéis.
Mas vou destacar aqui a atuação de Jared Gilmore, o garoto Henry, e Raphael Sbarge como o Archie "Grilo Falante". Até por ter sido o último episódio que eu vi, que foi focado nos dois, eles dão um show juntos. O garoto simplesmente comanda a série. Sim, porque se a Emma e Regina vivem lutando para ver quem é mais mãe do menino, e algumas vezes isso irrita, ele salva os momentos com atuações espetaculares. E Archie é um personagem que demorou a mostrar seu potencial, mas quando o fez, nos brindou com o flashback mais denso até agora.
Apenas a protagonista Emma, que era a doutora Cameron de House, demorou pra mostrar serviço. A atuação dela é meio canastra, mas a mina é gatinha à beça e compensa.

Emma e Henry

Estou bem animado pra ver como Emma e Henry vão conseguir salvar todos os moradores de Storybroke da maldição.

Enfim, Once Upon a Time é uma boa ficção, diverte, entretém, te faz ficar procurando referências em todos os cantos e ainda injeta uma grande dose de humanidade aos contos que ouvimos desde criança, sem precisar transformá-los em banhos de sangue e festivais de bizarrices, que parece ser a única forma que Hollywood tem visto de fazer isso.

Indico que você pela menos conheça a série.

Pelo menos enquanto a HBO não produz uma série fiel a Fábulas.

Até o próximo episódio.