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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Podcast Uarévaa #147 - O Homem de Aço


"KRYPTON FICOU DO CARALHO... 

... LITERALMENTE!"

Freud, Rafael Rodrigues e Marcelo Soares relembram os filmes do Super Homem e depois, com a presença do ilustre aniversariante Daniel HDR (do ARGCast), analisam o novo filme: O Homem de Aço.

E finalmente temos de novo uma leitura de comentários, acumulada de 3 podcasts.




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- ARGcast sobre o Super Homem: AQUI

- Matérias do Rafael sobre o Superman do John Byrne no site do Dínamo Estúdios: Parte 1 e Parte 2



Ouça a participação do Freud no 
Quadrimcast #49 sobre o 
Crossover entre Liga da Justiça e Vingadores: AQUI


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Podcast Uarévaa #146 - As Melhores Histórias do Superman nos Quadrinhos


"SUPERMAN, 
ONDE É QUE TÁ VOCÊ MEU FILHO!"

Freud, Rafael Rodrigues, Marcelo Soares e Moura comentam as histórias do Homem de Aço que mais marcaram época.

E a leitura de comentários... NÃO TEM. Acumulou mais uma vez, aproveita e joga tudo no próximo sorteio.




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- Participação do Rafael Rodrigues no Pod-Mico #35: AQUI


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P.S.: O feed será atualizado hoje a noite, incluindo esse podcast. Quem for "feedeiro", não começe de mimimi. Tá com pressa, baixa essa porra ai no post, hehehe

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um Superman alien(ado)

a.li.e.nar
1. (prep. de) tornar-se alheio, indiferente a; afastar-se emocionalmente de


(Nota: este ensaio contém spoilers leves de Man of Steel)

A coisa mais importante a se considerar antes de falar sobre um personagem como este (que é meu personagem favorito) é: quando se fala do Superman, de QUAL deles estamos falando?

Cada geração teve o “seu” Superman. As décadas de 30 e 40 viram um Superman vigilante que fazia justiça com as próprias mãos e não se importava em intimidar os criminosos com sua força; as décadas de 50 e 60 viram um Superman que achava maneiro casar o Jimmy Olsen com uma Gorila e que movia planetas como eu movo minha mobília. As décadas de 70 e 80 viram um Superman “escoteiro”, confiante e seguro de si, que sempre tomava as decisões corretas e as décadas de 90 e 2000 viram um Superman mais vulnerável, tanto física quanto emocionalmente.

E quanto ao Superman de hoje? Como ele se parece? Bem, acho que Man of Steel nos dá alguma resposta.

Se o Superman da minha geração parecia mais um deus do novo testamento cristão (com uma moral inabalável e uma infinita capacidade de perdoar, além de um discernimento ímpar do certo e errado), este novo Superman está mais para um deus das mitologias antigas como a Grega, Egípcia ou Nórdica: uma divindade extremamente poderosa com seus próprios interesses, com o mundo como palco para suas excentricidades (muito embora o diretor se esforce para traçar paralelos entre o herói e Jesus Cristo).

O Superman de Man of Steel não é mais dicotômico: ele não sabe ao certo a linha que divide o “bem” do “mal”, um claro reflexo de uma sociedade (a americana) que, antes orgulhosa dos seus feitos, hoje não se vê mais como um exemplo para o mundo, mas como uma comunidade que, como qualquer outra, tenta encontrar seu lugar entre outros, de culturas tão diferentes. Assim como Superman, que tenta se encontrar no mundo ao descobrir que não faz parte dele.

Man of Steel demonstra claramente em sua narrativa e no seu conceito, a distância entre as gerações atuais e as anteriores. Se até poucas décadas as mudanças eram relativamente graduais e, por mais diferentes que fossem as gerações, elas ainda conseguiam encontrar um ponto em comum, hoje os novos tempos fizeram com que as gerações atuais parecessem quase irreconhecíveis aos “velhos”. Tudo “culpa” das novas tecnologias, que criaram uma geração de pensamento não linear e capazes de fazer tantas coisas ao mesmo tempo que deixam qualquer “velho” confuso.

Essa não-linearidade é muito clara em Man of Steel. Embora o recurso de contar uma história através de flashbacks não seja nova, nem exclusiva da nova geração, a rapidez com que a história vai e vem no tempo, e a velocidade com que as coisas acontecem tornam difícil até de refletir sobre o que você está vendo antes dela terminar.

Consequências dos novos tempos também se refletem nos personagens, já não mais tão ingênuos quanto antigamente. Lois Lane passa do desconhecimento passivo da identidade do herói para uma guardiã ativa de seu segredo, não mais alheia à dupla identidade do homem de aço.

Kal-El, por sua vez, não é mais o escoteiro ingênuo que sabe muito bem distinguir o certo do errado; é um homem confuso do seu lugar no mundo, tentando dar sentido a uma vida que nem sempre tem respostas para tudo. Isso traz um contraste bastante irônico: ao tornar o Superman mais humano, os autores criaram um Superman mais distante da humanidade, que lembra vagamente mais um Doutor Manhatan (de Watchmen) do que alguém que se identifica com a própria humanidade com a qual ele cresceu.

Mas, se os tempos trouxeram para a história pessoas mais reais, também tiraram muito da ingenuidade característica das histórias mais clássicas de Super-herói. O romantismo bobo, as desculpas ingênuas – e que colavam – para manter a identidade, agora são coisas do passado. Aliás, se tem uma coisa que o novo Superman deixa bem claro para o espectador é que ingenuidade é coisa do passado.

O fim da ingenuidade é representada pelo vilão da história. General Zod não é mais aquele arquétipo de comunista que, o que quer que fizesse, tinha que ser maligno. O novo Zod, como se convencionou a ver os vilões nessa sociedade menos certa de tudo, é uma vítima das circunstâncias. Com seu destino geneticamente atrelado à Krypton e sua sociedade, o vilão é basicamente um fundamentalista que não tem escolha a não ser seguir aquilo no qual a sociedade o moldou para acreditar. Isso fica claro quando chama de “heresia” a tentativa bem-sucedida de Jor-El de criar o primeiro Kryptoniano natural, capaz de fazer sua própria escolha.

E é aí que reside a grande mensagem do filme: a escolha. A restrição da liberdade de escolha foi, em última análise, a causa da decadência e subsequente extinção da sociedade Kryptoniana. Uma contundente mensagem numa época em que muitos setores fundamentalistas buscam impor seus valores sobre outros. E a resposta para o fundamentalismo é bem clara, segundo os realizadores do filme: Não existe diálogo. A única solução é cortar o mal pela raiz.

Então, qual é o Superman de Man of Steel? Que Homem de Aço será deixado para as próximas gerações?

É difícil dizer. No passado, uma das grandes questões que permeavam as histórias do Superman era se o herói, ao ajudar demais, não estaria na verdade prejudicando o próprio desenvolvimento da humanidade, que deixaria de aprender a “caminhar com as próprias pernas”. O Superman interpretado por Henry Cavill em Man of Steel, assim como a geração atual, tem muitas dúvidas, mas não quanto a essa questão em particular: cada um escolhe o que fazer da sua vida, incluindo o próprio Homem de Aço.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Podcast Uarévaa #143 - Seriados do Superman


"Somebody SAAAAAAVE MEEE.."

Romenique, Rafael Rodrigues, Marcelo e Modesti conversam sobre as várias versões seriadas do Superman no rádio, cinema e TV, sempre com informações precisas a abalizadas (NOT!).

No final, Freud e Moura usam a leitura de comentários para bater o cartão de ponto do podcast.




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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Superman completa 75 anos!


E, com ele, todo o gênero super heróico faz aniversário junto.

Exatamente no dia 18 de abril de 1938 (segundo processos que correram na justiça americana, onde a data exata foi esclarecida) foi lançada a revista Action Comics #1, com o primeiro super herói de todos, o defensor dos fracos e oprimidos, Superman, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster.


De lá pra cá, o herói cuja roupa colorida, com capa e cueca por cima das calças, era inspirada nos artistas circenses e lutadores de luta livre, se tornou um dos maiores ícones culturais do mundo, inspirando o surgimento de todos os outros super heróis e alcançando sucesso em todas as mídias.

O documentário Look, Up in the Sky: The Amazing Story of SUPERMAN, lançado em 2006, fala dessa trajetória até então, e pode ser visto abaixo, completo e legendado.



Embora frequentemente sendo taxado de antiquado, por ser o "escoteirão cujos valores não funcionam mais nos dias atuais", Superman já passou por muitas mudanças para, de tempos em tempos, se adaptar as novas gerações.

Recentemente, no reboot feito pela DC Comics em toda sua linha de personagens, a editora recontou novamente a origem do herói, alterou seu uniforme, e reiniciou a numeração de Action Comics, que já ultrapassava a barreira das 900 edições.


Hoje estamos prestes a ver uma reformulação do herói também nos cinemas. Espero que o filme, aguardado com muita expectativa pelos fãs, consiga (como sugere o trailer mais recente) balancear essa nova visão do personagem e seus valores com sequências de ação empolgantes, e faça jus ao ícone.



Não podíamos deixar passar essa data especial pois, como fãs dele, de super heróis e de quadrinhos em geral, sempre falamos bastante do Superman por aqui.

Vale destacar os posts especiais sobre sua história, feitos pelo Rafael, e alguns dos melhores podcasts que já gravamos, justamente envolvendo o herói.

Posts especiais sobre o Superman: 

Podcast Uarévaa #20 - SUPERMAN


Podcast Uarévaa #63 - Reino do Amanhã


Podcast Uarévaa #99 - All-Star Superman


E não poderia faltar nesse post a música tema do herói por aqui, bwahahaha



Parabéns, estejam vivos ou mortos, a todos os envolvidos na história desse grande personagem, sejam eles criadores, artistas ou, porque não, fãs.

Para o alto, e avante, Superman.

Freud

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Encadernado de Grandes Astros Superman está prestes a sair pela Panini



Cansado de esperar sentado pelo encadernado brazuca de All-Star Superman?

Bom, eu estava, mas parece que a espera acabou...

Sabe-se lá através de que fontes excusas, o uaréviano Marcelo Soares descobriu detalhes do lançamento, que parece estar na boca do forno já! Veja a imagem de divulgação e clique nela pra ampliar.


Rapaz, vou ter que coçar meu bolso e comprar isso, pois o velhinho Freud aqui que vos escreve sequer tem a versão em 12 edições, mas gosto muito dessa minissérie, Grant Morrison e Frank Quitely se esmeraram muito no trabalho.

Se você já leu a minissérie e, como eu, curtiu esse lançamento, aproveite e vá se aquecendo ouvindo nosso podcast sobre a obra. Se ainda não leu, salve esse pod pra ouvir depois de ler, não vá estragar sua leitura descobrindo o que acontece na revista. 

Clique AQUI para o post do podcast.

Importante detalhe final... INFORMAÇÃO EXCLUSIVA DO UARÉVAA!!!

CHUPA OMELETE!
CHUPA MDM!
CHUPA TERRA ZERO!
CHUPA JOVEM NERD!

 e mais importante..

CHUPA WIZMANIA!
(Bwahahahahahaha)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Podcast Uarévaa #99 - All-Star Superman



"ISTO VAI MUDAR TUDO!"

Freud, Rafael Rodrigues, Luis Modesti e Marcelo Soares falam sobre a grandiosa obra de Grant Morrison: All-Star Superman. 


E no Momento Uarévaa... ops, não tem mesmo. Sorry.






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PORRA NENHUMA...

Nem vamos mais prometer prazo nenhum, porque tá brabo. Mas vamos resolver o mais breve possivel, galera, acreditem! Devemos e não negamos, pagaremos quando pudermos.

Comentado no Podcast

- Comparativo de quadro de Jesus com capa de All-Star Superman #10




- Review da Animação feito pelo Monitor: AQUI 

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Superman - As Quatro Estações



Alguém lembra dessa coluna? Sim, nosso espaço para os posts dos leitores, que o MdM copiou (e não o contrário). UM ABSURDO ficar tanto tempo sem nada aqui. A gente fica de preguiça, contando com vocês pra atualizar o blog e... nada... Lamentável.

Pois bem, a
pós um longo inverno finalmente o "De fora.." está de volta, pois finalmente alguém mandou um texto pra gente. E não poderia ser outro senão nosso crássico leitor Aruévaa, o Renver, mais uma vez requentando um post usado dele lá do Clímax

E, veja você, amanhã teremos mais um "De fora..." por aqui: POIS É, SÓ VOCÊ QUE NÃO MANDA NADA PRA GENTE! Se coce ai e nos mande o seu post, com texto e imagens pro e-mail contato@uarevaa.com.


Há tempos eu to devendo uma resenha/review/análise dessa HQ, aproveito continuo aquela proposta de lançar vários posts sobre o Supermam. Começamos por um filme coreano e uma animação.

Bom, se eu falar que essa HQ foi um dos fatores responsáveis pelas 10 temporadas de Smallville... provavelmente vocês vão querer dar um tiro no PC de desgosto. Mas deixando de lado esse fato desagradável, essa HQ é magnífica e eu recomendo muito a sua leitura.

Antes breves informações:

Roterista: Jeph Loeb
Arte: Tim Sale
Colorização: Bjarne Hansen

Lançadas entre setembro e outubro de 1999 (no Brasil), em 4 edições. Cada uma das edições representa uma estação do ano e respectivamente um ponto de vista diferente do Superman (por exemplo no Outono a história é narrada pelo Lex Luthor). E assim a trama se desenrola mostrando um Clark Kent tímido, introspectivo até um Superman confiante e frágil.



Apresentarei aqui 3 motivos pra você ler/comprar ou mesmo presentear alguém (especial e ligeiramente nerd) com essa revista:

1) O traço e a belíssima colorização. Deus do céu, aonde arranjaram esse colorista, Bjarne Hansen? Estranhamente é muito difícil achar alguma foto dele na internet. No máximo sua galeria de trabalhos.
Reparem nessa página (clique na imagem para ampliá-la):


Superman As Quatro Estações - Verão, pág. 4 e 5

Agora compare com essas duas, lembrando que é o mesmo desenhista Tim Sale, porém, o colorista é diferente (Gregory Wright). Clique nas imagens para ampliá-las:


Longo Dia das Bruxas - Feriado Romano, pág.8


Dia das Bruxas - Loucura, pág.24

Engraçado como vendo essas imagens, chega a ser irônico saber que Tim Sale é daltônico. Se você assistiu Heroes, talvez fique surpreso ao saber que era o Tim Sale que fazia os quadros que o personagem (drogado dependente químico) Issac Mendez pintava (para prever o futuro), clique aqui pra saber mais.

2) Um Jeph Loeb ainda não tão lesado, como esse roterista decaíu tanto! Hoje ele só faz trabalhos voltados pra ação descerebrada. No entanto, essa HQ tem diálogos e monólogos memoráveis, principalmente na edição 1 e 4 que são as melhores. Não vou mentir, algumas situações parecem meio desconexas e mau explicadas (exemplo, o plano do Luthor, eu juro que li e reli e não entendi direito como ele conseguiu fazer o Superman cair no plano). Mas no geral a história, o roteiro honesto e simples compensam isso de forma magistral.

Impressão minha ou na maioria das boas histórias do Superman ele dificilmente precisa dar um soco em alguém? Paixão e criatividade são a alma e o coração de tudo na vida, inclusive uma agradável história.

3) As Quatro Estações tem como mote principal o amadurecimento. Quando somos jovens (quase sempre) imaginamos que o mundo vai se dobrar a nossa vontade e quando caímos mostramos o quanto somos frágeis. Um ponto de vista egoísta as vezes pode custar uma amizade. E assim essa história mostra como um terceiro (Clark Kent/Superman) é visto pelo outros, tanto aqueles que o conhecem profundamente como aqueles que vêem apenas uma parte de quem ele realmente é.

---

Confesso que nessa resenha o meu lado pessoal pesou muito, mas a força dessa HQ soa pra mim como uma bela música clássica. E as vezes lágrimas são inevitáveis.



É uma pena que mesmo Smallville usando muitos elementos dessa HQ (principalmente na primeira temporada) conseguiu se perder miseravelmente. Na verdade acredito quando a série resolveu evoluir sua cronologia o mais lenta (e bizarramente) possível praticamente decretou seu "fracasso".

Pra encerrar, fiquem com uma galeria de imagens da HQ (clique nas imagens para ampliá-las).

Reparem nos detalhes das imagens, como os tijolos nas paredes, as fissuras, o céu, determinados pisos, o sombreamento, as texturas, os contornos, os pelos do cachorro, as expressões visuais (principalmente das mulheres), etc.







Pra mim essa HQ transcende sua mída e se torna uma obra de arte. Parabéns Bjarne Hansen e Tim Sale.

Até mais pessoal.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Grandes Astros Superman - O Filme


Uaréview
Por Monitor

A linha de história "All Star" foi criada para que grandes escritores e desenhistas da industria de quadrinhos pudessem escrever as histórias que quiserem com os personagens da DC Comics, sem nenhuma amarra criativa e/ou cronológica. O que ninguem imaginava é que no processo Grant Morrison e Frank Quitely criariam a historia definitiva do Superman para esta década. Com a chegada do filme em animação, a dúvida seria se a adaptação faria jus a historia original.

Mas antes de responder essa pergunta, vamos a história: graças a uma exposição extra a radiação do sol, maquiavelicamente planejada por Lex Luthor (voz de Anthony LaPaglia), faz que Superman (voz de James Denton) receba radiação solar demais que faz suas celular se sobrecarregarem de poder, ou seja, lentamente ele está morrendo de radiação solar. Em seus últimos dias de vida, ele decide se abrir com Lois Lane (voz de Christina "MAD MAN" Hendricks) sobre sua identidade, e por esse caminho faz suas maiores façanhas, sem saber que Lex Luthor tem planos para acelerar sua morte e finalmente dominar o mundo.



O filme, como adaptação, tem singelas diferenças que tornam, como toda boa adaptação deve ser, algo que complemente a obra original, ao mesmo tempo que torna o filme uma obra individual em relação a HQ. O filme se foca muito mais no triangulo Superman-Luthor-Lois e a importância do Superman para o povo da terra, como símbolo e os porques dele ser o herói definitivo. O finado Dwayne McDuffie fez um ótimo trabalho em selecionar as cenas icônicas certas para que a trama seja realmente a despedida/ultimo sacrifício de Superman para seu mundo natal enquanto serve também de exploração da personalidade e psique das pessoas de seu mundo.



Um lance que eu achei bacana é que ter dado um novo significado e elo com a trama do fato de ter "All Star" no titulo. Se antes era em relação aos artistas, aqui a evidencia que o Superman é a "Estrela Maior" se torna mais forte, e aí volta a um estilo Morrisoniano, que utiliza o teologismo para demonstrar a divindidade de Superman como entidade do bem, e que retoma temas teologistas como Sol sendo louvado como primeiro "Deus" da humanidade. Por isso é importante que na divulgação do filme e para a história a relação do Superman com o Sol.



No material cortado, saiu Kandor, saiu a edição do Jimmy Olsen (apesar de que o filme continua com a interpretação mais diversificada do personagem), e deixaram de fora Bizarro/Zibarro, que é uma parte foda na revista mas que realmente não teria espaço no filme. Outra coisa boa é que a arte de Frank Quitely foi transposta perfeitamente para a mídia animada, deixando um ar de sofisticação e maturidade, como por exemplo a arte em Aeon Flux.



No fim das contas, Grandes Astros Superman é tão impactante e emocionante quanto a revista original, e continua sendo um resumo básico e poderoso do que é Superman e o que ele representa.


NOTA:9.5

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Todo começo tem um fim

Sempre haverá aventuras para outro dia”
Chloe Sullivan




Já fazem mais de 10 anos desde que eu descobri que seria feita uma série sobre a adolescência de Clark Kent antes dele se tornar Superman. Embora tenha achado a premissa interessante na época, não levava fé na série. Agora, uma década depois de sua estreia, smallville chega ao fim. E o que posso dizer sobre isso?


Antes de assistir o último episódio da série, eu “voltei no tempo” ao relembrar de quando eu assistia ao seriado. O primeiro episódio de Smallville foi muito melhor do que eu esperava, e acabou me fazendo assistir ao programa. A sequência da chuva de meteoros para mim até hoje está entre as melhores cenas já feitas numa história de super-heróis fora dos quadrinhos. Embora a série se focasse basicamente na vida e nos problemas adolescentes de Clark e seus amigos, a história conseguia levar de forma bacana o personagem, fugindo do caráter emblemático e mitológico do Superman e trazendo o lado mais humano. Para mim esse sempre foi o maior triunfo de Smallville, ou seja, não ser uma história sobre o Superman, mas sobre aquele rapaz "caxias" da cidade pequena que se tornará o salvador da humanidade.



Infelizmente a série se perdeu no caminho. Seja pelos clichês recorrentes (toda semana tínhamos alguém que esbarrava numa situação peculiar envolvendo kryptonita e adquiria superpoderes – um conceito que achei muito criativo de início, mas que desgastaram rapidamente), pelas saídas fáceis de roteiros ou simplesmente pela falta de noção, smallville acabou tentando consertar seus antigos erros com novos, criando um verdadeiro Frankenstein televisivo que se tornou basicamente uma caricatura da própria série, tornando-a, não só irreconhecível, mas também afastando o personagem do seu público “original” (os fãs de quadrinhos), fazendo com que uma série de muito potencial se tornasse uma completa piada*. Por essa razão, acabei deixando de acompanhar lá pela metade da terceira temporada.

Mas eis que a série durou muito mais tempo do que eu esperava e, enfim, em sua décima temporada, foi anunciado o seu término. Era a chance da série se redimir depois de tantas decisões equivocadas e de finalmente vermos Clark se tornando Superman “de vez” (apesar de que, como já comentei no podcast sobre o Superman, originalmente eu nunca imaginei a série terminando com ele, de fato, usando o uniforme e começando sua vida de super-herói).

A temporada começou esforçada. Percebíamos claramente a intenção e a tentativa dos produtores de conciliar a série com a mitologia “correta” do herói fazendo a história seguir seu rumo correto. Tivemos uma boa justificativa para a Chloe não ser “conhecida” no universo do Superman adulto, começávamos a ter vislumbres do que levaria Clark a adotar o uniforme e sua persona “nerd”, além de um episódio bacana (resenhado pelo Moura) que mostrava um futuro onde o Clark da série tinha, de fato, se tornado o Superman que conhecemos. Ainda tínhamos muito dos vícios e clichês da série, mas ainda assim parecia que Smallville finalmente entraria nos eixos.

Mas conforme a temporada foi se aproximando de seu final, as histórias começaram a ficar piores. BEM piores. Decisões difíceis de engolir, plots mal desenvolvidos, ganchos que não levaram a lugar nenhum e paródias desnecessárias de filmes atuais (destaco aquele que é quase um plágio de “Se beber, não case”, que pode facilmente ser colocado como O PIOR episódio da série) foram apenas alguns dos elementos que me fizeram começar a temer o episódio final (não que eu de fato tivesse muita esperança nele).

Então numa sexta-feira 13 estreou o season finale de Smallville. Com o título oportuno, mas pouco criativo (“Finale”), o especial de duas horas tinha uma tarefa ingrata e impossível: Agradar aos fãs da série e os fãs de quadrinhos, dando um desfecho digno para a jornada de 10 anos do personagem, fazendo-o chegar ao ponto de tornar-se Superman e agindo também como uma espécie de início para a “verdadeira jornada”, onde as histórias “de verdade” realmente começarão.



(ATENÇÃO: MUITOS SPOILERS a partir deste trecho)



A história se inicia de forma bem bacana: Uma Chloe aparentemente mais velha lê para um menino loiro (provavelmente seu filho) uma revista em quadrinhos chamada “Smallville”, e começa a contar a história de Clark Kent, e de como um dia ele enfrentou seu maior desafio (Só não perguntem porque diabos existe uma revista que conta todos os segredos do Superman – selo “é melhor não pensar muito nisso” de roteirismo). Partimos então para 7 anos antes, quando vemos que Apokolips está chegando à Terra.

A primeira hora do finale é bem básica (e bem chata), atando algumas pontas soltas, fechando alguns ganchos diretos (como Oliver possuído pelas trevas, a decisão da Lois de não querer casar, entre outros) e preparando o terreno para a próxima hora, que é exatamente quando as coisas realmente começam a acontecer: O retorno de Lex Luthor, a “luta” contra Darkseid, o vôo e, finalmente, Clark “usando” do uniforme. Aspas serão explicadas mais adiante.

Como era de se esperar, diversos aspectos deste final ganham o selo “é melhor não pensar muito nisso” de roteirismo, como o retorno de Johnatan Kent (não especificado se como espírito, como alguém do passado, como um “espírito virtual” basicamente como Jor-El, enfim...), a ausência dos personagens da Liga da Justiça (no penúltimo episódio vimos que a Legião do Mal havia recebido a missão de atacar os heróis – só que nem os heróis nem os vilões aparecem no episódio, os vilões sequer são citados!), umas cenas forçadas entre Clark e a mãe dele (embora uma das cenas em particular tenha sido bem legal) e, claro, o fato de um PLANETA ENORME estar se dirigindo para o nosso sistema solar e os efeitos serem simplesmente pequenos tremores de terra globais. Parece que as leis da física em Smallville são bem diferentes.

Também houve momentos decepcionantes. Darkseid aparece, mas a luta dele com Clark, além de não ser exatamente uma luta, é na verdade o encontro de Clark com um Lionel Luthor zumbi possuído por Darkseid. Eu não esperava uma luta épica como todo mundo sempre espera em séries do tipo (parece que as pessoas ainda não entenderam que estão lidando com programa de TV, e como tal, com limitações orçamentárias), não só pela dificuldade financeira de ser fazer algo tão grandioso, mas principalmente porque este nunca foi o foco de Smallville (digam o que quiser, mas Smallville nunca “enganou” ninguém neste ponto; os enfrentamentos com vilões sempre foram meia boca e isso é quase uma regra), mas ainda assim esperava algo um pouco melhor. A forma como os profetas de Darkseid (Vovó Bondade, Glorioso Godfrey e Desaad) foram derrotados por Oliver foi patética. O clichê básico do esquecimento também foi “homenageado” neste final, quando Lex e Tess confrontam um ao outro e Tess é morta por Lex, mas não sem antes deixá-lo com uma neurotoxina que o faz esquecer de tudo até aquele momento. Apesar de ser outra das saídas fáceis de Smallville, pelo menos deixou Lex como o "Lex que conhecemos”, que não sabe que esteve em Smallville nem conhece Clark Kent ou sua identidade. Há também alguns outros detalhes que não fazem tanta importância assim, mas que se tornam engraçados pela falta de continuidade.

Mas eu estaria sendo injusto se não dissesse que o fim de Smallville também reservou momentos interessantes, bacanas e alguns até emocionantes. Ignorando a lógica do retorno de Johnatan Kent (pois confesso que fiquei feliz de saber que não usaram a desculpa do universo alternativo com ele também), os momentos de Clark com seus pais com certeza foram alguns dos pontos altos deste par de episódios, mas alguns momentos bem super-heróicos como a chegada de Apocolyps à Terra também contribuíram (embora os efeitos especiais não tenham sido lá essas coisas). O aguardado retorno de Lex Luthor também não decepcionou, primeiro porque, ao contrário do que dava a entender, Lex não retornou por alguma ressurreição feita por Darkseid (embora o vilão tenha tido parte fundamental no retorno de Lex), e sim por conta de seus clones que, apesar de defeituosos, tinham partes que funcionavam; então Lionel pegou de cada clone as partes que funcionavam e montou um “Lexenstein”, dando – literalmente – seu coração para completar o processo e sacrificando-se – ainda que não de forma totalmente voluntária, por assim dizer – pelo seu filho. Aliás, ainda falando de Lex, outro dos pontos altos foi com certeza seu encontro com Clark, onde tivemos um encerramento digno da relação conturbada entre os dois personagens, visto ao longo da série. A reação do Lex é até bem humana e calculista, podendo ser resumida a: “Um dia eu vou te matar, mas agora você precisa impedir que o mundo seja destruído. Depois que você resolver isso nós voltamos aos negócios”. Outra coisa interessante foi o casamento: enquanto muitos imaginavam um final “novela”, a história foi para outro lado e, apesar da tentativa, o casamento não foi “finalizado”.

São os 10 minutos finais, no entanto, que realmente fazem a diferença. Depois de “enfrentar” Darkseid, Clark finalmente voa, vai para a fortaleza da solidão e até que enfim veste o uniforme de Superman, bem a tempo de impedir que o Air Force One (que tinha Lois Lane a bordo) caia e de empurrar, literalmente, Apokolips embora. Sim, este é o Superman que move planetas. Embora muitos que assistirem ao episódio deverão sentir um misto de indignação, emoção e relativa satisfação por conta destas cenas (porque ele veste o uniforme, mas em nenhum momento ele “posa” ou o vemos por inteiro; as cenas se resumem a closes fechados do rosto, da capa, do símbolo e tomadas à distância que mostram um Tom Welling em CG com o uniforme), particularmente achei as cenas satisfatórias, pois mostram Clark se tornando o Superman, e ao mesmo tempo mantém a série focada mais na jornada do personagem e menos na roupa - e eu acho que essa decisão teve a ver alguma questão legal envolvendo o personagem).

A história se encerra 7 anos no futuro, onde Chloe termina de contar a história do Clark para seu filho (referido-se a história como o dia em que o garoto tornou-se Superman) e logo a cena passa para o Planeta Diário, onde percebemos que Clark e Lois estiveram sempre tentando casar desde então e, nesta próxima tentativa, talvez não consigam novamente, já que uma ameaça de bomba obriga Clark a agir. Vemos Jimmy Olsen (o irmão do Jimmy que já aparecera em Smallville, interpretado pelo mesmo ator, numa decisão inesperada e bizarríssima da produção), a voz de Michael Mckean como Perry White e um vislumbre de que, neste futuro (estamos em 2018) Lex é presidente dos EUA. A última cena não podia ser outra senão Clark subindo no telhado, tirando o óculos e saindo para a ação enquanto abre sua camisa e exibe o símbolo do Superman em seu peito.

De fato, não foi um final perfeito. Provavelmente os fãs de quadrinhos não vão gostar. Mas não é justo querer que a série agrade ao leitor de HQs se ela nunca foi feita para eles. Foi feita, sim, para manter vivo o legado do Superman para uma nova geração. A série teve seus altos e baixos (mais baixos do que altos, admito), mas conseguiu manter o personagem relevante para os dias de hoje. Os produtores podem ter falhado e tomado decisões ruins, mas, até aí, que atire a primeira pedra aquele que nunca viu coisas bem piores nos quadrinhos. Em suma, foi um final digno para a série e acredito que este desfecho vai colocar Smallville como uma das séries mais lembradas da primeira década do Século XXI. Além do que, é bom ouvir o clássico tema do Superman composto por John Williams uma outra vez (uma música que me arrepia até hoje quando ouço).



Nota 7.9 (o que para Smallville, é uma grande coisa)



*Não que isso seja necessariamente novidade; afinal, não são poucas as séries que acabam tendo as mesmas características: grande potencial, boas ideias, mas execução péssima, falha, equivocada ou todas as anteriores. Heroes é um dos melhores exemplos recentes.