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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Final de Smallville – Os Piores Momentos



Sim, eu sei que esse review ta atrasado, e inclusive já foi até pro ar aqui no Uarévaa um post sobre o episódio final da série.

Mas depois de ver o episódio, tinha me decidido a não comentar nada sobre.

Entretanto, por livre e espontânea pressão, ficam aqui minhas considerações sobre o fim da jornada de Clark Kent em Smallville.

De uma forma um pouco diferente...

12 – Chloe lê uma HQ de Smallville para seu filho.

Isso mesmo. Em um gibi dentro do universo de Smallville toda a história de Clark Kent é contada, desde sua chegada a Terra até se tornar Superman. Certo... Identidade secreta muito preservada essa.


11 – Casa ou não casa?

Metade do episodio final. METADE. ME – TA – DE. Do episódio FINAL. Da SÉRIE. Metade do episódio final da série fica em torno da dúvida de Lois - e depois de Clark - de como o relacionamento dos dois poderia atrapalhar a carreira dele como super-herói. Um filler desses se aceita no meio da temporada, em um penúltimo episódio. Mas no fim? Vá cagar Smallville.


10 – Não casa e Arqueiro Verde do MAAAAAAL

Isso mesmo. Depois de toda a punhetação de casar ou não, na hora da troca das alianças Oliver Queen, o padrinho, dominado pelo mal de Darkseid, entrega uma aliança de Kriptonita dourada que tiraria definitivamente os poderes de Clark. Chloe impede, os dois caem na porrada – bem mequetrefe – e os convidados fogem, mas ninguém percebe que Clark tem poderes. Mas claro que com uma conversa franca e belas palavras, Kent faz Ollie chorar duas lágrimas negras que expelem o mal de sua alma. Isso mesmo. Episódios e episódios mostrando o mal dominando Oliver e tudo se resolve numa cena de dois minutos. É o poder do amor. Clark é praticamente um Ursinho Carinhoso.


- Alias quem arruma a igreja pro casamento são Chloe e Oliver. Pobreza foda detected.

9 – FrankenLex

A fortaleza da Solidão desabou na cabeça de Lex no final da sétima temporada e ele morreu. Depois o caminhão onde ele estava explodiu na oitava temporada, e ele morreu mais um pouco. Mas, por Deus, ele é Joseph Climber! Opa, digo, ele é Lex Luthor. E claro que tinha um plano B – criou vários clones seus. Mas a maioria não vingou e apenas um sobreviveu, com crescimento acelerado. Mas os criadores fizeram uma pegadinha e ele não virou Lex. O Lex que volta é na verdade um Frankenstein, montado com vários pedaços de clones diferentes. Isso mesmo. Perna de um, cabeça do outro, rim de outro. E o coração de Lionel Luthor. Mas ele é o mesmo Lex que vimos na série todinha. E as costuras são imperceptíveis quando ele acorda. Um Lex Frankenstein.


JÉ-SUS.

8 – Clark Kent CAGA pra Tess Mercer

Desde o primeiro episodio, quando alguém estava em apuros, Clark fazia de tudo para salvá-lo. Lana, Peter, Chloe, Lois, os Kents, Lex, Lionel, Perry, Jimmy, Kara, a Liga da Justiça inteira. Porém aqui Tess, que se mostrou uma das suas mais leais seguidoras, simplesmente desaparece seqüestrada por Lionel, e o Clark passa uns três minutos do episodio procurando por ela – isso porque ela é a única que sabe o que está havendo na terra. Superman de merda que arrumamos, não? . Nem no casamento ela apareceu.


Ela foi uma das fúrias femininas, agente do Xeque Mate, presidente de LuthorCorp. Começou como uma vilã e de forma bastante fluida e natural (por increça que parivel) se tornou uma das mais leais aliadas de Clark Kent. Mas depois de conseguir se salvar das garras de Lionel, ela tem um encontro com Lex na empresa e este acaba assassinando a irmã. Sim, faca no bucho. E como o Clark está CAGANDO para ela, a morte dela não é nem citada pelos outros personagens.

7 – A derrota de Vovó Bondade, Godfrey e Desaad

Uma temporada inteira (ou quase) criando o plot dos três cavaleiros de Apokolips. Os seguidores de Darkseid. Os caras que abriram as portas do mundo para o mal. Arqueiro Verde parte para enfrentá-los. Eles, ameaçadores, parece que darão um sacode bonito no Robin Hood pós moderno. Mas não! Oliver Queen dispara três flechas ao mesmo tempo, que, sem grandes explicações, detona o trio. Outro plot resolvido numa cena de um minuto.


6 – O mundo está acabando KISS ME MY LOVE

O mundo está acabando. Todas as ameaças ao mesmo tempo! O que faremos, ó senhor? Claro que longas declarações de amor, seguidas de beijos românticos e cheios de paixão. Enquanto as cenas para resolver as ameaças duram menos segundos, as declarações e palavras doces tomam uns quatro pares de minuto. E acontecem de dez em dez minutos.


5 – Lois e seu poder de convencimento.

Ela consegue entrar no Air Force One. Ela consegue enganar um segurança altamente treinado (e pela forma que ela o engana treinado pelo Seu Madruga) e entra na sala de reunião da aeronave. Então ela consegue convencer os mais altos cargos militares do país a dar uma chance pro Borrão salvar o mundo ao invés de atacar Apokolips com armas nucleares. Que papo que essa mulher tem heim?

4 – TODO O PODER (de merda) DE LORDE DARKSEID

Desde o inicio da temporada, um mal está sendo construído. Darkseid, senhor de Apokolips, está preparando terreno para sua chegada ao nosso planeta. Clark vem treinando para enfrentá-lo. Mas, é Smallville. Alguém acha que o vilão apareceu? Quem respondeu CLARO QUE NÃO ganhou uma mariola! Darkseid se apossa do corpo de Lionel Luthor, seguindo a tradição de encostos na série, o que faz de Clark o maior exorcista do universo DC. E depois de uma porrada no rapaz de aço, ele aprende a voar. Ele atravessa o corpo de Lionel voando, que finalmente revela que é o monstro de fumaça de Lost com alguns corvos no meio. E assim, com todo esse esforço nesse profunda batalha que dura... nem sei quanto, há essa hora eu tava cochilando... bem, Darkseid foi derrotado.


3 – A amnésia de Lex

Uma coisa é indiscutível. Os únicos personagens decentes de Smallville, fora o Lex, são os que foram criados exclusivamente para a série. No caso, Lionel Luthor, Chloe Sullivan e ela: Tess Mercer. Uma mistura de vários personagens, Tess é um pouco de Mercy, um pouco da filha de Lex, um pouco de sua irmã – tudo misturado com um pouco mais. Como já disse, ela teve uma morte besta e desnecessária, e poderia ter até ser incorporada nas HQs. Porém, AH, PORÉM, ela ainda usa sua morte em um propósito. Como ultimo gesto de lealdade a Clark ela infecta Lex com uma neurotoxina que (RUFEM OS TAMBORES) apaga a memória do vilão! Isso, o original, inteligente e exclusivo plot, nada manjado, de apagar a memória! GE – NE – AU né? Lex agora não se lembra dos poderes de Clark, nem de ter vivido em Smallville, nem de sua infância traumática, nem de Lionel Luthor, nem da amizade com os Kent até chegar a inimizade, nem do casamento com Lana, nem de nenhum dos momentos ocorridos durante a série. Legal né? Agora ele é o Lex dos quadrinhos. Mas peraê. Se ele não se lembra de nada... QUAL É A MOTIVAÇÃO PRA SER MAL DESSE FÉLADAPÓTA? Se ele era o melhor personagem da série e sua historia sempre foi a mais complexa, os roteiristas enfiam tudo no toba só pra justificar que ele não lembra quem é o Clark. Mas assim ele não lembra quem ele mesmo é. E não faz sentido nenhum essa merda.

Aê você diz: Ah, mas Moura. O Lex Luthor é um vilão, ele não pode saber a identidade do Superman na série.

E eu respondo: O Toyman sabe. O Metallo sabe. Provavelmente a Legião do Mal – que fez uma participação importantíssima na série, aparecendo de costas durante dois segundo – sabe. Todos os freaks em Belle Reeve sabem. O Brainiac sabe. A tia que serve café no Planeta Diário sabe. QUE QUE TEM O LEX SABER? Meu amigo. Fudido, fudido e meio.

Ou, qualquer coisa, bastava ele ler o gibi lá que a Chloe comprou.

Tománocú

2 – O apocalipse de Apokolips

O plano genial de Darkseid, pelo que percebi, era fazer Apokolips se chocar com a Terra. Genial, não? PRA QUE?
Mas tudo bem, agora Superman precisa impedir isso. Ele e Lois chegam a conclusão que os símbolos Omega na testa das pessoas tem um poder magnético gravitacional from hell que está puxando o planeta para nossa direção.


Um PLANETA. Está mais perto da Terra que a Lua. UM P L A N E T A. E quais as conseqüências? Leves tremores. Mas Clark não pode deixar isso acontecer, e já paramentado como o Homem de Aço, ele voa em direção a Apokolips e... e... e? E eu sei lá o que esse corno faz, porque o planeta simplesmente se afasta. Isso mesmo. Ele empurrou? Não sei. Ele soprou? Não sei. Ele teve pensamentos bons e afastou o mal? NÃO SEI PORRA. O maior plot da temporada, que levou o boca aberta a colocar a cueca em cima da calça é resolvido DE LONGE. Seque mostram o que ele fez. E quando o planeta se afasta, os símbolos Omega somem das testas das pessoas. Ai meu Deus. Eles dão a desculpa que Clark é a Luz e ele afasta a escuridão. E querem que eu engula isso como a resposta para uma cena que eles não tinham grana pra fazer. O cu deles pegando fogo.

1 – O uniforme e a brochada da década.

É um pássaro? É um avião? É um jogador do Tekken? Difícil saber, já que o Superomi, depois da cena na Fortaleza, em que recebe o uniforme azul e vermelho, NUNCA aparece paramentado. Tem um close aqui com uma capa digital no fundo, um pedacinho de tecido azul ali, e muito “Superman digital embaçado de costas ao longe no escuro”. Posso dizer que muita gente que não gosta de Superman Returns ficou com saudade do Brandon Boneco de Cera digital.


É sério.

Desde o primeiro episódio, há dez anos, a grande expectativa foi ver Clark Kent paramentado como o Superman. Nem que fosse uma cena de 30 segundos. E o que os produtores fazem? NÃO MOSTRAM O DESGRAÇADO DE SUPERMAN. Tom Welling não chega nem a usar a roupa de verdade, porque tudo é visivelmente digital. Dez anos de promessa de algo que seria FODA e na real foi uma BROCHADA violenta.

Não tinha dinheiro para fazer o uniforme? Pega o do Routh emprestado. No pior dos casos, o do Dean Cain. Mas não faz assim que é feio.


O produtor Brian Petterson explicou porque não usaram o uniforme.

“O queríamos fazer é mostrar dicas de nosso objetivo final. Temos nossa história e a completamos. A partir daí é uma história completamente diferente que se inicia. Smallville é sobre Clark Kent tornando-se uma herói e a história do Superman começa e continua do final de Smallville pra frente. Mostrar Tom com o uniforme completo não era relevante para nossos objetivo. Ficamos muito felizes de todos que nos acompanharam por todos esses anos. Com tantas coisas que vimos Clark fazer e o quanto ele evoluiu, o uniforme era só um detalhe.”

Aham. Tá Cláudia, senta lá.

Lógico que isso é o mais grosso né. Tenho algumas menções honrosas, como o fato que a série enfiou personagens até no talo e nenhum das as caras na finale. “Ah, mas tinha que ser focado no Clark virar Superman”. TIRA METADE DAS CENAS MELOSAS e você faz um final decente. Mas tudo bem a ausência de Aquaman, Flash ou o resto da Liga da Justiça. Mas e o Conner? Fizeram um plot gigante de o moleque ser clone do Lex, desmentem, tem um episodio todo mostrando que ele é clone do Clark também e se torna Conner Kent, o futuro Superboy. Ae o Clark casa e o seu irmão adotivo nem aparece? Nem é CITADO?

Porra, vão escrever mal assim na putaqueospario.

Na real, com exceção de duas ou três cenas – as cenas com Martha e o fantasma de Jonathan mostrando que eles são os maiores apoiadores da persona Superman; Darkseid arrancando o coração de Lionel; a conversa entre FrankenLex e Clark, na qual o próprio Lex define a relação dos personagens e também coloca um tijolo para a formação do Superman; e a cena do discurso final de Jor-el (que eu continuo sem saber o que é), na qual ele se orgulha do filho e dá aos Kent todo o crédito pela formação da personalidade heróica e altruísta do herói – todo o resto foi feito de forma enjambrada, costurada, meio que nas coxas. Resoluções fáceis, explicações ou senso zero e muitas cenas desnecessárias ou mal aproveitadas.

Pensando por esse lado, Smallville simplesmente honrou o nível da qualidade que a série sempre teve.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Todo começo tem um fim

Sempre haverá aventuras para outro dia”
Chloe Sullivan




Já fazem mais de 10 anos desde que eu descobri que seria feita uma série sobre a adolescência de Clark Kent antes dele se tornar Superman. Embora tenha achado a premissa interessante na época, não levava fé na série. Agora, uma década depois de sua estreia, smallville chega ao fim. E o que posso dizer sobre isso?


Antes de assistir o último episódio da série, eu “voltei no tempo” ao relembrar de quando eu assistia ao seriado. O primeiro episódio de Smallville foi muito melhor do que eu esperava, e acabou me fazendo assistir ao programa. A sequência da chuva de meteoros para mim até hoje está entre as melhores cenas já feitas numa história de super-heróis fora dos quadrinhos. Embora a série se focasse basicamente na vida e nos problemas adolescentes de Clark e seus amigos, a história conseguia levar de forma bacana o personagem, fugindo do caráter emblemático e mitológico do Superman e trazendo o lado mais humano. Para mim esse sempre foi o maior triunfo de Smallville, ou seja, não ser uma história sobre o Superman, mas sobre aquele rapaz "caxias" da cidade pequena que se tornará o salvador da humanidade.



Infelizmente a série se perdeu no caminho. Seja pelos clichês recorrentes (toda semana tínhamos alguém que esbarrava numa situação peculiar envolvendo kryptonita e adquiria superpoderes – um conceito que achei muito criativo de início, mas que desgastaram rapidamente), pelas saídas fáceis de roteiros ou simplesmente pela falta de noção, smallville acabou tentando consertar seus antigos erros com novos, criando um verdadeiro Frankenstein televisivo que se tornou basicamente uma caricatura da própria série, tornando-a, não só irreconhecível, mas também afastando o personagem do seu público “original” (os fãs de quadrinhos), fazendo com que uma série de muito potencial se tornasse uma completa piada*. Por essa razão, acabei deixando de acompanhar lá pela metade da terceira temporada.

Mas eis que a série durou muito mais tempo do que eu esperava e, enfim, em sua décima temporada, foi anunciado o seu término. Era a chance da série se redimir depois de tantas decisões equivocadas e de finalmente vermos Clark se tornando Superman “de vez” (apesar de que, como já comentei no podcast sobre o Superman, originalmente eu nunca imaginei a série terminando com ele, de fato, usando o uniforme e começando sua vida de super-herói).

A temporada começou esforçada. Percebíamos claramente a intenção e a tentativa dos produtores de conciliar a série com a mitologia “correta” do herói fazendo a história seguir seu rumo correto. Tivemos uma boa justificativa para a Chloe não ser “conhecida” no universo do Superman adulto, começávamos a ter vislumbres do que levaria Clark a adotar o uniforme e sua persona “nerd”, além de um episódio bacana (resenhado pelo Moura) que mostrava um futuro onde o Clark da série tinha, de fato, se tornado o Superman que conhecemos. Ainda tínhamos muito dos vícios e clichês da série, mas ainda assim parecia que Smallville finalmente entraria nos eixos.

Mas conforme a temporada foi se aproximando de seu final, as histórias começaram a ficar piores. BEM piores. Decisões difíceis de engolir, plots mal desenvolvidos, ganchos que não levaram a lugar nenhum e paródias desnecessárias de filmes atuais (destaco aquele que é quase um plágio de “Se beber, não case”, que pode facilmente ser colocado como O PIOR episódio da série) foram apenas alguns dos elementos que me fizeram começar a temer o episódio final (não que eu de fato tivesse muita esperança nele).

Então numa sexta-feira 13 estreou o season finale de Smallville. Com o título oportuno, mas pouco criativo (“Finale”), o especial de duas horas tinha uma tarefa ingrata e impossível: Agradar aos fãs da série e os fãs de quadrinhos, dando um desfecho digno para a jornada de 10 anos do personagem, fazendo-o chegar ao ponto de tornar-se Superman e agindo também como uma espécie de início para a “verdadeira jornada”, onde as histórias “de verdade” realmente começarão.



(ATENÇÃO: MUITOS SPOILERS a partir deste trecho)



A história se inicia de forma bem bacana: Uma Chloe aparentemente mais velha lê para um menino loiro (provavelmente seu filho) uma revista em quadrinhos chamada “Smallville”, e começa a contar a história de Clark Kent, e de como um dia ele enfrentou seu maior desafio (Só não perguntem porque diabos existe uma revista que conta todos os segredos do Superman – selo “é melhor não pensar muito nisso” de roteirismo). Partimos então para 7 anos antes, quando vemos que Apokolips está chegando à Terra.

A primeira hora do finale é bem básica (e bem chata), atando algumas pontas soltas, fechando alguns ganchos diretos (como Oliver possuído pelas trevas, a decisão da Lois de não querer casar, entre outros) e preparando o terreno para a próxima hora, que é exatamente quando as coisas realmente começam a acontecer: O retorno de Lex Luthor, a “luta” contra Darkseid, o vôo e, finalmente, Clark “usando” do uniforme. Aspas serão explicadas mais adiante.

Como era de se esperar, diversos aspectos deste final ganham o selo “é melhor não pensar muito nisso” de roteirismo, como o retorno de Johnatan Kent (não especificado se como espírito, como alguém do passado, como um “espírito virtual” basicamente como Jor-El, enfim...), a ausência dos personagens da Liga da Justiça (no penúltimo episódio vimos que a Legião do Mal havia recebido a missão de atacar os heróis – só que nem os heróis nem os vilões aparecem no episódio, os vilões sequer são citados!), umas cenas forçadas entre Clark e a mãe dele (embora uma das cenas em particular tenha sido bem legal) e, claro, o fato de um PLANETA ENORME estar se dirigindo para o nosso sistema solar e os efeitos serem simplesmente pequenos tremores de terra globais. Parece que as leis da física em Smallville são bem diferentes.

Também houve momentos decepcionantes. Darkseid aparece, mas a luta dele com Clark, além de não ser exatamente uma luta, é na verdade o encontro de Clark com um Lionel Luthor zumbi possuído por Darkseid. Eu não esperava uma luta épica como todo mundo sempre espera em séries do tipo (parece que as pessoas ainda não entenderam que estão lidando com programa de TV, e como tal, com limitações orçamentárias), não só pela dificuldade financeira de ser fazer algo tão grandioso, mas principalmente porque este nunca foi o foco de Smallville (digam o que quiser, mas Smallville nunca “enganou” ninguém neste ponto; os enfrentamentos com vilões sempre foram meia boca e isso é quase uma regra), mas ainda assim esperava algo um pouco melhor. A forma como os profetas de Darkseid (Vovó Bondade, Glorioso Godfrey e Desaad) foram derrotados por Oliver foi patética. O clichê básico do esquecimento também foi “homenageado” neste final, quando Lex e Tess confrontam um ao outro e Tess é morta por Lex, mas não sem antes deixá-lo com uma neurotoxina que o faz esquecer de tudo até aquele momento. Apesar de ser outra das saídas fáceis de Smallville, pelo menos deixou Lex como o "Lex que conhecemos”, que não sabe que esteve em Smallville nem conhece Clark Kent ou sua identidade. Há também alguns outros detalhes que não fazem tanta importância assim, mas que se tornam engraçados pela falta de continuidade.

Mas eu estaria sendo injusto se não dissesse que o fim de Smallville também reservou momentos interessantes, bacanas e alguns até emocionantes. Ignorando a lógica do retorno de Johnatan Kent (pois confesso que fiquei feliz de saber que não usaram a desculpa do universo alternativo com ele também), os momentos de Clark com seus pais com certeza foram alguns dos pontos altos deste par de episódios, mas alguns momentos bem super-heróicos como a chegada de Apocolyps à Terra também contribuíram (embora os efeitos especiais não tenham sido lá essas coisas). O aguardado retorno de Lex Luthor também não decepcionou, primeiro porque, ao contrário do que dava a entender, Lex não retornou por alguma ressurreição feita por Darkseid (embora o vilão tenha tido parte fundamental no retorno de Lex), e sim por conta de seus clones que, apesar de defeituosos, tinham partes que funcionavam; então Lionel pegou de cada clone as partes que funcionavam e montou um “Lexenstein”, dando – literalmente – seu coração para completar o processo e sacrificando-se – ainda que não de forma totalmente voluntária, por assim dizer – pelo seu filho. Aliás, ainda falando de Lex, outro dos pontos altos foi com certeza seu encontro com Clark, onde tivemos um encerramento digno da relação conturbada entre os dois personagens, visto ao longo da série. A reação do Lex é até bem humana e calculista, podendo ser resumida a: “Um dia eu vou te matar, mas agora você precisa impedir que o mundo seja destruído. Depois que você resolver isso nós voltamos aos negócios”. Outra coisa interessante foi o casamento: enquanto muitos imaginavam um final “novela”, a história foi para outro lado e, apesar da tentativa, o casamento não foi “finalizado”.

São os 10 minutos finais, no entanto, que realmente fazem a diferença. Depois de “enfrentar” Darkseid, Clark finalmente voa, vai para a fortaleza da solidão e até que enfim veste o uniforme de Superman, bem a tempo de impedir que o Air Force One (que tinha Lois Lane a bordo) caia e de empurrar, literalmente, Apokolips embora. Sim, este é o Superman que move planetas. Embora muitos que assistirem ao episódio deverão sentir um misto de indignação, emoção e relativa satisfação por conta destas cenas (porque ele veste o uniforme, mas em nenhum momento ele “posa” ou o vemos por inteiro; as cenas se resumem a closes fechados do rosto, da capa, do símbolo e tomadas à distância que mostram um Tom Welling em CG com o uniforme), particularmente achei as cenas satisfatórias, pois mostram Clark se tornando o Superman, e ao mesmo tempo mantém a série focada mais na jornada do personagem e menos na roupa - e eu acho que essa decisão teve a ver alguma questão legal envolvendo o personagem).

A história se encerra 7 anos no futuro, onde Chloe termina de contar a história do Clark para seu filho (referido-se a história como o dia em que o garoto tornou-se Superman) e logo a cena passa para o Planeta Diário, onde percebemos que Clark e Lois estiveram sempre tentando casar desde então e, nesta próxima tentativa, talvez não consigam novamente, já que uma ameaça de bomba obriga Clark a agir. Vemos Jimmy Olsen (o irmão do Jimmy que já aparecera em Smallville, interpretado pelo mesmo ator, numa decisão inesperada e bizarríssima da produção), a voz de Michael Mckean como Perry White e um vislumbre de que, neste futuro (estamos em 2018) Lex é presidente dos EUA. A última cena não podia ser outra senão Clark subindo no telhado, tirando o óculos e saindo para a ação enquanto abre sua camisa e exibe o símbolo do Superman em seu peito.

De fato, não foi um final perfeito. Provavelmente os fãs de quadrinhos não vão gostar. Mas não é justo querer que a série agrade ao leitor de HQs se ela nunca foi feita para eles. Foi feita, sim, para manter vivo o legado do Superman para uma nova geração. A série teve seus altos e baixos (mais baixos do que altos, admito), mas conseguiu manter o personagem relevante para os dias de hoje. Os produtores podem ter falhado e tomado decisões ruins, mas, até aí, que atire a primeira pedra aquele que nunca viu coisas bem piores nos quadrinhos. Em suma, foi um final digno para a série e acredito que este desfecho vai colocar Smallville como uma das séries mais lembradas da primeira década do Século XXI. Além do que, é bom ouvir o clássico tema do Superman composto por John Williams uma outra vez (uma música que me arrepia até hoje quando ouço).



Nota 7.9 (o que para Smallville, é uma grande coisa)



*Não que isso seja necessariamente novidade; afinal, não são poucas as séries que acabam tendo as mesmas características: grande potencial, boas ideias, mas execução péssima, falha, equivocada ou todas as anteriores. Heroes é um dos melhores exemplos recentes.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Smallville - Episódio 200


Dae rapaziada. Quem é vivo sempre aparece.
Depois de um grande hiato o Moura em Série está de volta, com a promessa de tentar ser novamente semanal. Mas não contem 100% com isso porque eu ando mudando de idéia mais frequentemente que a Dilma e o Serra.

Bom e eu já volto trazendo polêmica: vou falar da série mais odiada pela maioria dos nerds do mundo, a infame Smallville.


E pra quem pensa que eu vou simplesmente detonar o programa, há de se surpreender; bem, na real eu vou comentar especificamente o

EPISÓDIO 200 DE SMALLVILLE

É. E lá vem polêmica.

O episódio é, impressionantemente, muito bom. Mesmo.
Claro que pros padrões de Smallville.

O lance é que o episódio parece finalmente dar um rumo a Clark Kent.
A temporada, que parecia promissora antes da estréia, logicamente está decepcionando.
Até esse momento, Clark enfrentou um clone do Lex, salvou Cat Grant do Pistoleiro, usou uma jaquetinha vermelha ridícula e conheceu Darkseid – que deve ter feito expediente em Lost, porque é uma fumacinha preta que domina as pessoas. Alias burro ele. Se tivesse virado o Locke tinha chutado a bunda do Superman mais bundão da história.


Mas então chegou o ducentésimo episódio para me iludir. E conseguiu.

Durante àquela hora eu esqueci todas as bostas supracitadas e me deixei levar por um capitulo muito bem ponderado, significativo e saudosista.

Tudo começa com Clark ainda se questionando se ele será um herói. O FLOCKERSEID está querendo dominá-lo, pois ele tem uma escuridão dentro de si que ele não sabe de onde se origina.

Lois resolve convidá-lo para a reunião do colégio em Smallville, e ele, relutante, aceita. Ele sabe que não tem boas lembranças de lá.

Logo de cara uma das bobagens dos roteiristas: a diretora quer se vingar de Clark porque todos os Krypton Freaks só falam dele. Ela tem até um bonequinho medonho do Clark. E do nada o tempo para e surge Brainiac fazendo uma lobotomia nela, e acabando com o impacto da cena que viria mais adiante.

O bacana fica por conta, inicialmente, do Clark relembrando cenas como o dia em que juntou os livros de Lana e eles conversaram pela primeira vez, ou quando Chloe lhe apresentou seu Mural do Esquisito, numa época em que ainda achávamos que o seriado poderia ser bom.

Os flashbacks fazem o trabalho de nos trazer de volta aquele tempo mais coeso e gostoso de assistir de Smallville.

Bem, ali o Clark é aclamado como astro, relembrando quando ele foi o capitão do time e conquistou o campeonato. Mas nenhum dos personagens originais deu as caras, nem Lana (que até agora eu não entendi direito que fim levou), Chloe, que está desaparecida, ou Pete. Isso dá uma estranha sensação de que falta algo no episodio, como se fosse algo de improviso as cenas. E impressionantemente o roteiro parece mostrar que Clark compartilha com o espectador essa sensação.

Porem no baile, o tempo para e de uma porta cheia de luz surge... BRAINIAC. Pam pam paaaaam. – Grandes coisa, sabíamos que era ele porque o roteiro fez questão de estragar a surpresa.


Bom, mas esse é o Brainiac 5, reformado depois que foi levado para o futuro pela Legião. Ele veio aconselhar o Clark a seguir seu destino.

Pausa pra explicação. No inicio da temporada Jor-El dá um piti, diz que Clark não esta pronto, que não é mais seu filho e que ele vai dormir sem jantar. Então ele prende a roupa de Superman, que a dona Martha deixou pro Clark na temporada passada, em um cristal. Puta cara chato. Se foi a doce senhora Kent quem deu a roupa pra ele, quem é ele para tirá-la. E nesse momento peço que algum fã de Smallville me explique: O QUE É A PORRA DO JOR-EL? COMO ELE PODE TER TANTOS PODERES E FALAR COM TODO MUNDO COMO SE ESTIVESSE VIVO SE ELE MORREU NA PORRA DA EXPLOSÃO DE KRYPTON? Ele teletransporta coisas e pessoas, clona, tira poderes, volta o tempo, ressuscita e mata gente. Esse porra é Deus?

Enfim, Brainy diz a Clark que ele precisa se desligar da culpa que guarda pelas coisas para poder seguir em frente. E teletransporta o superbocó para o dia do velório de Jonathan Kent, explicando a ele que aquele foi o dia em que Clark passou a viver com medo e culpa. Depois eles voltam ao momento da morte do papai Kent, quando ele está arrebentando as fuças de Lionel Luthor na muqueta e acaba tendo um infarto. Clark entende que a culpa não é dele, que seu pai adotivo escolheu ser seu grande protetor na Terra.


Depois eles voltam ao presente e vêem Oliver Queen vendo a repercussão de ter assumido que era o Arqueiro Verde. ALEAS não fez sentido nenhum ele ter feito isso, mas vá lá.

Oliver pergunta a sua secretaria se recebeu alguma ligação e ela diz que sim, de vários jornalistas, mas ele pergunta se Clark ligou. Diante da negativa ele fica tristonho e Clark percebe que está sendo egoísta ao não apoiar o amigo. E isso tudo ficou com uma puta cara do Conto de Natal.

Mas o que Brainiac queria mostrar ao nosso inexpressivo herói é que ele precisa deixar de se prender ao passado e temer o futuro, para que possa viver o presente. Eu sei que soa brega (e é), mas faz sentido.

De volta ao colégio vemos uma parte que me impressionou. Nunca foi tocado muito no assunto de como a Lois se sentia sendo a segunda a tomar o coração de Clark, afinal Lana Lang nunca teve muita importância para o publico até aparecer como protagonista de Smallville interpretada pela Chun Li. E ela nota que os alunos do colégio estranham que Clark não esteja com Lana e começa a sentir a sombra do amor adolescente sobre ela.

Quando um krypton-freak da primeira temporada – o garoto inseto – se aproxima de Lois, Clark tenta forçar Brainiac a levá-lo de volta, e acaba indo parar no Planeta Diário, 7 anos no futuro.

Essa parte é bem bacana. Vemos um jornal com a noticia “Superman salva o dia novamente”, Lois mais velha colocando o óculos nele e discutindo com o Perry e até um não nominado Jimmy Olsen. Clark tenta convencer Lois que ele esta deslocado no tempo e ela apenas o enche de cuidados e demonstra que sabe o segredo de Clark, o ama incondicionalmente e o protege.


E no elevador a inesperada cena. Clark Kent encontra Clark Kent. E nesse momento lamentei o quanto Tom Welling é mau ator. O Clark do futuro é bem artificial devido às limitadas capacidades interpretativas do modelete. É como se Ruth e Raquel fossem interpretadas pela Susana Werner. O que segue é uma vergonhosa cena de efeitos especiais em que Clark vê a si mesmo salvando a cidade como Superman. Ele apenas, claro, porque tudo que nós vemos é um tornado feito por um risco vermelho animado no paint.


De qualquer forma, Clark (o do passado) vai até o telhado e impede a queda do helicóptero de Lois, que o agradece com um beijo apaixonado.

“Nem todo homem está destinado a encontrar uma mulher como a Lois”.

De volta ao colégio, o garoto-inseto se aproxima de Lois e diz a ela que tem uma mensagem para Kent: Obrigado. O freak conta à repórter que Clark lhe deu uma chance de se redimir, e a muitos que estão ali. Isso reitera o que B5 disse a ele antes. E justifica a posição que o personagem teve em todas as temporadas, de sempre esperar a redenção até do pior dos vilões. Se até hoje ele era chamado de bobo por pensar dessa forma, essa cena mostra o que diferencia o Superman dos outros super-heróis. Ele inspira até mesmo seus inimigos.

O que segue é Clark procurando amadurecer. A cena dele no cemitério é emocionante, quando, na lapide de Jonathan, diz que veio fazer algo que nunca teve coragem: dizer adeus. E promete ao pai se tornar o homem que ele sempre acreditou que o filho poderia ser. Depois ele vai à casa de Oliver, onde ele esta dando uma entrevista e se vê encurralado pela jornalista. A presença de Clark dá ao playboy a força para um discurso inspiradíssimo que toca até na política americana – coisa que não me lembro de ter visto até hoje na serie.


Por fim, os produtores prometiam que a ultima cena seria embasbacante.
Clark convida Lois para ir ao celeiro, e lá ele remonta o baile de formatura. Eles perderam a dança no baile original, então ele quer dar essa dança a ela. Quando o desajeitado pisa no pé dela, ele diz para ela colocar seus pés sobre os dele. Eles trocam um “eu te amo” e dançam. Dançam até que Clark começa a levitar.

E essa cena simplesmente significa muito.
Primeiro porque traz a idéia de Lois voando com os pés sobre os de Clark, e firma a importância de Lois Lane na existência do Superman. Clark já voou ou levitou em algumas situações no decorrer dos episódios, mas sempre sob influencia de algo ou inadvertidamente, como dormindo, por exemplo.
Se a idéia de que ele não estava pronto por duvidar de si mesmo pode ser expressa de alguma forma, seria na sua incapacidade de voar. É como se ele precisasse se desligar de seus medos e inseguranças para pode voar. Com Lana, ele sofreu muito, e ela nunca conseguiu ser para ele uma parceira incondicional. Ela não o deixava seguro.

Lois, por sua vez, o ama sem restrições, e ele a ela. Quando o Senhor Destino, na temporada passada, disse que Lois era a Chave, era isso que ele quis dizer.

Com Lois Lane, Clark Kent finalmente se sente seguro, firme. E é nessa paz e amor que ela traz para ele, que ele pode deixar para trás os receios.

E voar.


Moura não recomenda Smallville. Mas recomenda o episodio Homecoming, da décima temporada.


PS: Dae eu vejo que semana que vem a Lois vai ser possuída pelo espírito da Isis, sendo que ela já foi possuída por trocentos espíritos (isso parece serie do Chico Xavier ao invés do Superman) e broxo de novo com o programa. Vá lá, nem tudo são flores.

Até o próximo episódio.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Smallville Absolute Justice


UARÉVIEW
Por Monitor


Smallville,serie de TV que originalmente contaria a adolescência do jovem Clark Kent antes de se tornar o Homem de Aço,acabou virando uma Malhação porraloca with lasers.Muito da mitologia foi retratada de maneira bem diferente da original,e apesar de seus muitos erros, uma coisa temos que dar o braço a torcer: ele soube fazer as equipes da DC Comics funcionarem direito em live action. Vide os “Super-amigos” e a Legião dos Super Heróis.Mas como eles se saiam transportando a clássica (e minha equipe favorita) Sociedade da Justiça da America a vida real?Veja mais a seguir.


Para o povo que assim como eu não vê mais a serie,vejamos o que se passa.General Zod,o fantasma camarada, arranjou um corpo físico (o ator Callum Blue) e veio pra terra, onde Clark Kent (ainda o bundão do Tom Welling) passa a agir em Metropolis como o Borrão( The Blur, já que ninguém consegue ver ele direito,só em alta velocidade,dai o apelido tosco) e descobre que já havia Kryptonianos por aqui e Zod quer liderá-los em sua busca para liderar,finalmente liderar...Enquanto isso a nova dona da LexCorp e o Planeta Diário, Terci Mess,continua pentelhando a vida de Lois e Clark (o casal,não a serie antiga), mas ela tem muito mais segredos na manga do que se pode imaginar...

Agora,ao filme.

Em suas 1hora e 23 minutos de duração,o que se vê é uma ode a SJAe de certo modo a DC,e um dos melhores episódios da serie em tempos,mas não que esse telefilme seja uma perola,porque o maior problema dele é ainda ser Smallville.A historia é uma trama bem Jeph Loebiana mostrando até então um misterioso assassino matando membros da antiga equipe de super heróis,mas durante o decorrer se desenvolve para algo que realmente faz avançar e funcionar muito bem para a (porca) mitologia da serie seguir em frente.

Chloe Sullivan recebe uma misteriosa visita de Sylvester Pepperton(Starman) e é alertada sobre alguém perseguido os Heróis da TV(revista do tempo do Freud,desenterrei legal), até que ele e algum tempo Wesley Dodds (Sandman original) também são mortos pela mesma pessoa,Geada II, já que seu pai Geada Senior encontra-se em coma vegetativo no hospital à anos,graças as joselitagens do Gavião Negro.Então Clark e Oliver Queen,dois dos poucos integrantes da fragmentada equipe de “Superamigos” correm atrás dos remanescentes da equipe, no caso Dr Fate,Stargirl e Carter Hall made in Gaviões da Fiel.Junto com o Caçador de Marte e detetive policial Jonh Jones (uma das poucas coisas realmente legais da serie),as duas equipes se unem para correr atrás do assassino antes que ele mate mais gente.

Por outro lado temos a participação pequena porem importante de Lois Lane(a gostosa e simpática em sua atuação, Eric Durance) que começa a receber misteriosas informações sobre a SJA, enviadas por Amanda Waller (Pam Grier,diva do blaxpotation,em uma escolha inspirada), que também está envolvida no esquema de assassinato do Geada junto com a organização governamental Cheque-Mate.No fim das contas,descobrimos também que Terci Mess também faz parte da organização.Não mudará minha vida nem a sua essa informação,mas para quem acompanha a serie é algo revelador.


Vamos direto ao ponto, a coisa mais foda desse filme foi de fato a SJA.E as citações estão em todo buraco que se vê,do segundo Sr Incrível até os objetos do Hall da Sociedade.Ver o capacete do Joel Ciclone,a Lanterna do Allan Scott e a ampulheta do Homem Hora,ali,todos juntas,é de pirar a cabeça de qualquer um.E a equipe aparece ali por completa (exceto o Espectro e seus mamilos,vejam a foto do quadro com mais atenção e entenderão) em um flashback que na historia aparece meio random, mas que é muito bonito de se ver.O vislumbre do Ajax e de Marte feito pelo Dr Fate,como marciano,é uma cena que já virou antológica(e o mais bizarro de tudo,foi dirigida pelo Tom Welling!) e as cenas do Cheque-Mate são bem bacanas.

Sobre o elenco.

Dr Fate foi simplesmente foda demais,dos que tiveram destaque na Sociedade ele foi o melhor.Enlouquecido como Kent Nelson,e seu ultimo lapso de sanidade antes de por o capacete e se arrependendo de seu destino ter sido tirado de seu controle em troca por ter que virar o Dr Fate,é algo que achei muito bem trabalhado pelo ator Brent Stait.Outro detalhe que,pelo fato de ser pirado,ele não tem um físico que normalmente o padrão de heróis de colant adotam, afinal ele está mais preocupado de estar fora do hospício,mas o porte passado pelos movimentos com o elmo e roupa,especialmente com a voz,fez jus ao personagem original.Mesmo com o capacete de plástico.

A participação curta de Sandman(Ken Lawson) não deixa também de ser fantástica,especialmente pelo poder dado a ele de sonhar com assassinatos,o que deixaria qualquer pessoa louca e paranóica com razão.Muito café ,relógios e barulho no cenário,alem da mascara que faz clara citação ao Morpheus do Neil Gaiman.



Surpresa aqui para Brittney Irvin,que fez a Sideral, que mesmo com sua mascara tosca, não foi ruim como potencialmente poderia ter sido.Não foi uma Merryl Streep,mas fez muito bem o papel.Já o Sideral(
Star-Spangled Kid) coroa,antigo sidekick do Starman, apresentado aqui como o ator Jim Shield,teve uma participação foi pequena,mas eficaz.Deu o impacto de até então ter o cara ali,informação que até então não tinha sido vazada.


Já Wesley MacInnes,foi bem ruim e cheio de frases de efeito que não ajudaram muito em sua atuação como o Geada Jr.Teve poucos momentos bons de fato,o melhor deles nas cenas com o Cheque-Mate,mas com saldo negativo no final de qualquer maneira.Não tornou a coisa tão pessoas quanto é descrita por ele mesmo no episódio.








Até então John Jones(Phil Morris) tinha perdido os poderes para que Clark pudesse ter os deles de volta(como e quando,não me pergunte...), então o estilo adotado no personagem foi ainda o Ajax mas com toques de Shaft (se não sabe quem é ele morra,seu herege!).Curti o que foi feito ali,em especial por ter tornado ele a pedra angular na equipe e família que se tornará a JLA.







Bem,Michael Shanks com e seu Gavião Negro as coisas complicam,porque do trio ele teve pior performance.No começo até passava certa credibilidade pro personagem,mas ao colocar a roupa,o balde é chutado.Alem de incorporar o Gerard Butler na atuação (e de fato,s o Leônidas fosse mesmo fazer Carter Hall algum dia no cinema seria bom), a roupa não trás credibilidade nenhuma,aquelas asas deviam ter sido digitais desde o começo.O ator não é ruim, mas é aquele caso que o personagem é melhor no papel que na atuação em si.Ele possuía algumas das melhores frases do episódio,mas a abordagem dada não permitiu mostrar quão legal era.Dá pra funcionar em live-action,mas precisa de uma abordagem (e asas)
melhores.Apesar que a rasteira que ele dá no Arqueiro Verde com as asas é um cena bacana.

Pam Grier foi uma escolha muito inspirada(e um desperdício, poderiam ter guardado ela se algum dia for sair um filme da JLA,se for sair mesmo).até engordou pro papel,e manteve a atitude dos tempos da blaxpotation (sou fã do gênero),e sem querer querendo introduziu o Esquadrão Suicida na serie junto com o Cheque-Mate.Mas tenho muito medo do tom que ela usou quando falou “Apocalipse”, que soou muito com “Apokolips”, que poderia indicar a presença de Nova Gênese e Darkseid na próxima temporada ou em outro tele filme talvez...Tenha medo,muito medo.

No fim das conta,valeu a pena?

Em termos de audiência sim,se tornou a maior de toda serie então,e uma das maiores da CW em sua existência,então se tiver próxima temporada é provável que mais um filme desses surja.Em termos de adaptação para os fãs foi surpreendentemente bom,pro padrão usual da serie.Agradecimentos a Geoff Jonhs,agora chefe de criação da DC,que fez a historia da serie fosse realmente pra frente,trazendo de fato a tona de que Clark precisa parar com as viadagens,se tornar o Superman,e acabar logo com essa serie.

Alem disso tem um problema que alguns dizem que está presente em Flash Rebirth(ainda não li,não posso dizer),que são as frases clichês,em especial por parte do Geada.Mas em certo momento até o escritor tira sarro disso,quando o Arqueiro diz se vai virar”um concurso de piadas” após mais um trocadilho com gelo,dessa fez feito pelo Gavião Negro.Não chega aos níveis dos trocadilhos de Batman & Robin com gelo,mas incomoda um pouco.

Mas como falei,o principal problema do filme é ainda será a serie Smallville.Certas coisas acontecem meio do nada,enfodece os buchas,embucha os fodas, mas mesmo não gostando do que é feito lá,o episódio acrescentou muito a historia.Fez em1 hora e 20 e poucos minutos o que deveria ter sido feito a 2 temporadas atrás.Não é aquela historia que vai ficar marcada para posterioridade como algo muito foda,mas tem seus momentos antológicos, e acrescenta uma certa importância em termos de adaptações e respeito as revistas do qual a DC/Warner precisam provar que são capazes de fazer.Um resultado agradável,mas não espetacular,no fim de tudo.

NOTA:7,0