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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Podcast Uarévaa #154 - Vale a Pena NÃO Ver de Novo



"Se tem o Kurt Russel então é uma merda."


Freud, Romenique, Marcelo Soares, Modesti e Alex Matos falam sobre aqueles filmes, desenhos, games e quadrinhos memoráveis da nossa infância que são bem melhores se continuarem só na nossa memória mesmo.

Na leitura de comentários todo mundo continua, menos o Romenique que estava com soninho e foi naná.


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e depois em "Salvar link como..")


E o RSS? E o ITunes?

Tá ai, porra!! Clique e assine!





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Comentado no podcast:

- A dancinha do Van Damme



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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Podcast Uarévaa #103 - Heróis da TV



"Pelos poderes de Greyskull,
Eu sou..
UARÉVAA!!"

Freud, Zenon, Marcelo Soares e Luiz Modesti relembram seus heróis favoritos criados para desenhos e seriados televisivos.

E não é só: Tem ainda a leitura de comentários dos últimos 3 podcasts.

Mas ainda não é tudo: TEM UMA PROMOÇÃO BEM LEGAL PROS OUVINTES DO UARÉVAA!

LIGUE DJÁ!!






(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")



E o RSS? E o ITunes? Já tá tudo ok?

Pois é, ainda não foi dessa vez que resolvemos...

Mas ao menos colocamos no ar novamente
TODOS os podcasts anteriores!


PROMOÇÃO LIGA DA JUSTIÇA UARÉVAA

Quer ganhar esse poster maneirasso da Liga Hanna-Barbera
autografado pelo Daniel HDR?


Então ouça o podcast e descubra como! 

Semana que vem faremos um post especial detalhando a promoção, mas os ouvintes do podcast já podem sair na frente. É um poster colorido, em tamanho A3, impressão de qualidade, feito pelo Daniel para venda exclusiva em convenções. Coisa fina mesmo. Fora de convenções, meu camarada, só ganhando aqui no Uarévaa!

PARTICIPEM!


Comentado no Podcast

Ainda hoje mais tarde vamos atualizar os links, mas enquanto isso..

- Ouça também o Podcast #30, sobre os desenhos da Hanna-Barbera, que inclui também os personagens cômicos: clique AQUI

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Trailer da nova temporada dos Vingadores



Dae rapaziada.

Já que ninguém mais trabalha nesse blog, mais um Drops do Moura em Série.

Já falei aqui sobre o desenhos dos Vingadores, e agora a Marvel liberou o trailer da segunda temporada, curte aí embaixo:


O vídeo mostra muitas novidades pro segundo ano. Doutor Destino, Visão, Miss Marvel, Skruls, Quarteto Fantástico, o uniforme “batimizado” do Pantera Negra, o Thor ganhando uma versão mais próxima do filme de seu uniforme, e sim, para terror e tristeza geral da nação, o Hulk Vermelho.

A primeira temporada foi bem divertida, espero que a segunda mantenha a qualidade.

Tenho a impressão que a Marvel quer com esse desenho criar a sua própria Liga da Justiça Sem Limites, visto a quantidade de personagens novos que surgem a cada episodio, e a interação com o universo Marvel todo.

E ai, o que acharam?

Ah, vi o trailer no www.marvel616.com , uma ótima opção para os fãs da Marvel de plantão.

Até o próximo episódio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Spin-Offs Parte 1 – Desenhos Animados


Continuando a saga de como tirar leite de pedra, na outra semana comentei sobre series que perderam seus protagonistas, mas continuaram a ser produzidas, algumas vezes o fim de uma serie, ou o sucesso de algum personagem, acaba acarretando em outra formula batida para os produtores continuarem faturando em cima de um programa.

Um personagem de uma serie fez sucesso? BATATA. Logo começa o sonho de todo fã em ver uma serie só do cara. E uma série foda está para ser cancelada? Junta o que sobrou e crie uma nova série no mesmo universo!

Isso acontece desde os desenhos da Hanna Barbera. Ou de onde você acha que saíram os desenhos da Penélope Charmosa e do Dick Vigarista e as Máquinas Voadoras? Claro que da clássica Corrida Maluca!


E quem se lembra da Arca do Zé Colméia? Uma baita arca comandada pelo urso e seu fiel Sidekick Catatau, ao lado de personagens como Leão da Montanha, Pepe Legal, Wally Gator, Dom Pixote, Formiga Atômica, Tartaruga Touchê, Plic e Ploc, e vários outros personagens da Hanna Barbera reunidos resolvendo problemas sob as ordens do Manda Chuva. O motor da Arca era Maguila, o Gorila, numa esteira correndo atrás de bananas!


E você aí impressionado com o filme dos Vingadores heim?

Lembram de Darkwing Duck? O pato super-herói que é uma sátira do Batman? Então você deve se lembrar também que ele é um spin-off. Sim, do genial Ducktales!

Quando as aventuras de Tio Patinhas e seus sobrinhos acabaram, Capitão Boeing pulou pra outro desenho animado, e virou sidekick do Darkwing Duck.

E ele não veio sozinho. Patralhão, o Robôpato veio junto e se tornou um herói rival do protagonista.


E ainda no terreno dos desenhos matutinos, He-Man fez tanto sucesso com os garotos, que foi uma sacada criar a sua versão feminina para as meninas, sua irmã She-Ra. Assim o spin-off surgiu criando todo o universo de Etérnia – a versão Barbie de Greyskull. Sai o tigre verde gigante e entre um cavalo alado rosa. Sai o cara de caveira com um manto, entra o cara de caveira com ombreiras. Sai o bigodudo com cara de Tom Selleck, entra o bigodudo com cara de Freddie Mercury. Afinal, toda mulher precisa de seu melhor amigo gay.


E se a Hanna Barbera tinha dezenas de desenhos que acabaram por se unir na arca, os Looney Toones, de um desenho animado só, deu origem a uma gama de desenhos próprios, como Tiny Toons, Taz-Mania, Duck Dodgers e o recente The Looney Toones Show.

Lembra daquele desenho que passava no SBT, Os Anjinhos? As aventuras de um bando de bebês e sua visão do mundo?


Pois é, eles também tiveram spin-offs. No original The Rugrats, ganhou a continuação All Grow Up! – Os Rugrats Crescidos aqui no Brasil. Aqui os bebês já tem nove anos de idade e conhecemos as aventuras da infância deles.


Um dos maiores sucessos de critica e publico no mundo é a bizarra Uma Família da Pesada. Peter Griffin e sua família nada politicamente correta sambam na cara da sociedade com todas as piadas pesadas que até os Simpsons tem vergonha de fazer. E se não bastassem as avacalhadas com tudo e todos de uma forma naaada sutil, o personagem Cleveland ganhou sua própria série – The Cleveland Show – se focando em todo o tipo de piada politicamente incorreta e racista. Na verdade, apenas esfregando na sociedade hipócrita o seu próprio racismo velado em forma de piada.


Pra finalizar, vamos a Batman – Animated Series. Esse desenho não gerou apenas um Spin-Off, mas uma serie deles que se tornaram um universo coeso. Batman estreou no inicio dos anos 90 no embalo de Batman o Retorno e deixou a molecada babando com a qualidade da animação e dos roteiros. Eu era um que não perdia um episodio no SBT e ainda fazia o papai Moura gastar uma banana de dinheiro comprando os bonequinhos (porque Action Figure é seu toba). E foi de arrancar os cabelos quando anunciaram o primeiro Spin-Off – Superman. O cavaleiro das trevas se encontra com o homem de aço logo em seguida, deixando claro que aquele é um universo só.


Batman mudou de nome para As Aventuras de Batman e Robin, e depois para As Novas Aventuras de Batman. Na primeira temos a introdução do Dick, aquele viadinho, e na segunda, de Tim Drake e Barbara Gordon, de uma forma mais efetiva.

Isso tudo deu origem ao Spin-Off Batman do Futuro, com um novo Batman, Terry McGuiness, e Bruce participa como seu mentor. Barbara Gordon é a comissária de policia e diversos personagens da antiga serie aparecem.

E acredite, Batman do Futuro deu origem a um Spin-Off, The Zeta Project. O personagem, um andróide, apareceu como oponente do Batman em um episodio, e ganhou sua própria serie aonde ganha consciência e passa a fugir da agencia para a qual trabalhava.


Superman também teve seu Spin-Off. A Liga da Justiça surgiu após várias participações de heróis DC no desenho do homem de aço. O Flash exatamente como havia aparecido em um episodio, e o Lanterna Verde deixou de ser Kyle Rayner e na serie de Liga se tornou John Stuart.


Não considero Liga da Justiça um Spin-off de Batman porque ela na realidade segue a linha de raciocínio deixada pelo fim da serie do Superman. E o Batman aqui já está bem diferente do Batman de Animated Series, apesar de ser o mesmo.

Superchoque pode ser considerado também um Spin-Off, visto que personagens da Liga aparecem algumas vezes nesse desenho.

Por fim, Liga da Justiça se tornou Liga da Justiça Sem Limites, adicionando todo o universo DC ao elenco, com novas caras e personagens que já haviam aparecido em todas as suas series mães, como Zatanna e Etrigan (que já tinham dado as caras nas series do Batman) ou Supergirl e Senhor Destino (vindouros de episódios de Superman).


JLU fez o enlace final, correlacionando todas as series anteriores da DC, com citações a fatos de todas as séries – inclusive Batman do Futuro.

O mais impressionante caso nos desenhos animados de spin-offs!

Faltou muita coisa aqui, eu sei, mas usem os comentários para lembrar outros casos como esses!

Até o próximo episodio!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Novo Trailer dos ThunderCats!


Lembra daquele post xexelento que o Thiago MC e eu apresentamos aqui sobre os ThunderBocats?
Pois é, estava só esperando aparecer um trailer decente sobre o novo desenho animado pra retornar a falar da mais nova animação dos Gatos do Trovão.
Eis que o Cartoon Network divulga o novo trailer na Wondercon!!!
Veja só:

 
 

O trailer mostra, além do óbvio a mudança de estilo no desenho, um prequel da história dos ThunderCats que embarcarem na nave em direção ao Terceiro Mundo, depois da derrota do povo de Thundera diante do ataque fulminante dos mutantes do planeta Plun-Darr, entre eles o líder Escamoso que ganhou uma corzinha mais azulada, e que forçou sua raça a deixar o planeta. 

O interessante é que o povo de Thundera é mostrado como algo no estilo de "Senhor dos Anéis" ou algo no estilo Cavaleiros da Távola Redonda, só que já possuem uma tecnologia avançadíssima. Até o ex-ThunderCat Grune (o Dentinho de lá) aparece na bagaça.
 
 
Outra coisa curiosa é que a voz de Lion mudou, mas seu grito de guerra "Thunder, Thunder, ThuderCats, hoooo!" continua como sempre! Mó machão...
 
 "Noffaaa, fiquei arrepiada!"
 
E como eu havia falado antes, era capaz de muito neguinho que tava metendo o pau (ui) no desenho acabar engolindo as críticas negativas depois de ver algo dele. Na boa, o desenho tá bem feito, só falta a gente ver o teor dos roteiros daqui pra frente. Tenho certeza que a molecada vai curtir mais que os velhos fãs, mas enfim, vai ser legal vê-los novamente enfrentando a criminalidade reptiliana.
A única coisa da qual eu achava que o desenho ia ficar sem, é a presença de WillyKat, WillyKit e do gato chato Snarf, mas como a história se passa antes dos eventos mostrados nos anos 80 nada mais justo que eles apareçam, porém acredito que será uma participação meio secundária. Mais secundária do que antes, espero!

Como dito antes, a nova série, produzida pelo Studio 4°C, estreia neste ano no Cartoon Network.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Superman: Brainiac Ataca


Ohhh coisa boa... Mais post de leitor pra gente evitar a fadiga... Renver na área pra falar sobre a animação  "Superman: Brainiac Ataca". Confira ai e mande o seu post tambem!! Envie DJÁ seu texto e imagens pro "De fora da panela", através do e-mail contato@uarevaa.com.


Superman: Brainiac Ataca, é longa animado de 2006 lançado “coincidentemente” na véspera da estréia do filme Superman Returns.

Ao contrário dos últimos longas animados da DC, este faz parte do universo do Animated Series (que são os desenhos do Batman, Superman, Liga da Justiça, Batman do Futuro).


Interessante que esse desenho é bem desconhecido, ao ponto de ser muito difícil achar alguma resenha dele na internet. Nunca me animei de alugar o DVD (sim eu ainda uso locadoras), mas a locadora está com uma queima de estoque excelente, tem/tinha muita coisa boa lá (eu ia comprar Animatrix) mas algum espertinho menos duro de grana se deu melhor. Bom o que dizer sobre o desenho? Vejamos primeiro a sinopse:
Dois terríveis inimigos unem-se para destruir o Homem-de-Aço!

Amargurado com o sucesso do heróico Superman e desesperado em busca de popularidade, Lex Luthor forma uma perigosa aliança com o poderoso vilão-computador Brainiac. Usando armamento moderno e uma devastadora infusão de kryptonita, colhida nos confins do universo, Luthor promove melhorias no corpo tecnológico de Brainiac apenas para que ele derrote o Homem-de-Aço.

Mas quando Brainiac trai Luthor e revela seu sinistro plano de dominação mundial, Superman deve superar os desafios da misteriosa Zona Fantasma para encontrar forças para sobreviver a um mortal combate.

Voe nesta super-animação de longa-metragem estrelada pelo maior herói de todos os tempos!
Mas o desenho é bom Renver? Sim é bom... se você tiver uma faixa etária até uns 14 anos e olha lá ainda. Pra começo de conversa você não sabe direito aonde ele se encaixa na cronologida do TAS (The Animated Series), tudo indica que é antes de se formar a Liga da Justiça (visto a Lois se referir há um “tal de Lanterna Verde” em vez da Liga da Justiça). E sem contar que é muito estranho o Braniac chega como um meteoro caindo do céu e já vai pra cima de um laboratório da Lexcorp, fica aquela impressão que ele já é conhecido da turma, mas não se encaixa com a última aparição dele Superman TAS (que eu me lembro). Bom esse é menor dos problemas. Fiquem com o trailer da animação.



Em termos de animação o desenho é excelente, chega em alguns momentos a lembrar escandalosamente o clássico Superman dos estúdios Fleischer (1941-1942), recomendo que vocês avancem pros 6:40 min:



Pra mim não tem problema nenhum o desenho ser clichê ou mesmo “massa veio” (voltado só pra ação)... No entanto qualquer que seja o entretenimento, dentro da sua proposta, não pode de forma alguma... simplesmente não empolgar. Chega a dar sono. A não ser umas duas sacadas que achei muito legais no desenho. Uma parte na zona fantasma, no melhor estilo “sonho dentro do sonho.” E a outra que Superman deseja revelar a sua identidade secreta pra Lois, justificando que mais cedo ou mais tarde ela (uma das melhores reportes do mundo) vai descobrir a verdade. Claro, o fato de ele estar completamente apaixonado por ela, não conta, imagina...

Sinceramente, eu também ficaria afinal ela é uma das personagens mais atraentes, charmosas e cativantes das HQs.


Zona de Spoilers (marque com o mouse para ler)

Podemos resumir o desenho da seguinte forma: Brainiac aparece do nada. Superman o derrota. Lex o reconstrói (ficam amiguinhos). Brainiac infecta a Lois. Superman vai buscar a cura na Zona Fantasma. Brainic ataca cidade, enquanto isso, Lex vai lutar contra Brainiac (um teatrinho combinado entre os dois). Brainiac traí o Lex (previsível). Superman salva o Lex. Superman “perde” (na verdade o Brainiac de birra derruba no chão) a “substancia/elemento químico” da zona fantasma que curaria a Lois. Superman chora e com um beijo chorando consegue curar a Lois (sim, o Superman antes foi banhado pela mesma substancia da Zona Fantasma), cara essa cena foi à gota d’água.

Fim da Zona de Spoilers


Sinceramente o desenho é assistivel, seria até bom (vejam bem eu não disse excelente) ao nível Batman & Mr. Freeze: SubZero, mas o que quebra as pernas é essa parte que eu citei... Fora o Lex Luthor, o que foi que fizeram com ele meu deus?!... Deixaram ele com uma personalidade cafajeste e oportunista, que lembra muito o Lex Luthor do Gene Hackman e do Kevin Spacey, que são bem diferentes do perfil do personagem no universo TAS.



Bom, a impressão que eu tenho? Que fizeram essa animação só pra ajudar no lançamento de Superman Returns, que por sinal tem um trailer excelente no DVD do Superman: Brainiac Ataca.



Pessoal, espero que vocês tenham gostado, tava devendo uma resenha mais “nerd” (odeio a banalização que essa palavra ganhou nos últimos tempos)... A minha próxima resenha sobre animações, se o Uarévaa quiser, vai ser sobre o desenho Gárgulas que passou no SBT nos anos 90. A minha importadora conseguiu recuperar os links deletados o acervo perdido.

Até mais, Aruééévaaa.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Young Justice

Dae rapaziada bonita e gente feia tambem.

Hoje não tô com saco pra rodeios, então vamos direto ao que interessa. Importei essa semana o primeiro episódio especial de uma hora de Young Justice e vou dizer pra vocês: tem um potencial do baralho.





Fiquei bem interessado quando vi a primeira noticia sobre a animação. Sabemos que a Distinta Concorrencia sempre mandou muito bem quando transporta seus personagens para os cartoons, e logo me empolguei.
E não me decepcionei.

A começar pela qualidade da animação. O estilo do universo de Bruce Timm está ali, mas aperfeiçoado e com uma pequena influência dos desenhos japoneses.
Não, não se preocupem, nada a ver com as viagens lisérgicas de Teen Titans. Aliás, esqueça totalmente Teen Titans. A influência se limita aos traços e ao estilo. A animação finca bem o pé na tradição americana de produção. O desenho é ágil, bem feitíssima e não consigo apontar defeitos quanto a ela.
Alias, essa evolução dos traços dos desenhos animados da DC é bem clara se acompanharmos os filmes animados desde o fim de Justice League Unlimited.


O roteiro é rápido e bem envolvente. Nada de firulas desnecessárias e nem situações bobocas. Tudo flui muito bem, levando a história do começo ao fim sem grandes furos.

E enfim, os personagens.
A animação ganha muitos pontos ao focar nos jovens sidekicks (que detestam ser chamados assim).

Inicialmente conhecemos Robin, Kid Flash, Aqualad e Ricardito. Cada qual com seu mentor, enfrentam uma ameaça e depois de reunem na Sala de Justiça, totalmente importada do desenho dos Superamigos. Os quatro jovens heróis tem caracteristicas próprias que os diferem bastante dos seus tutores. Principalmente o Aqualad, mas falo disso depois.

No episódio ficou bem claro a importância da Liga da Justiça nesse universo. Os heróis são vistos como celebridades e seus parceiros mirins os idolatram. São mestres literalmente ensinando a nova geração. Entretanto os heróis ainda não confiam totalmente no potencial de seus pupilos, o que os deixa irritados, principalmente Ricardito, que herdou tal e qual a personalidade explosiva do Roy Harper dos quadrinhos. Os adultos querem manter os jovens vigilantes a salvo, permitindo a eles apenas missões quando estão presentes.



Refletindo bem a urgência adolescente, os sidekicks se mostram muito incomodados com as restrições a dependência que a Liga coloca sobre eles, e é aí que a história começa. Indignados por terem sido deixados em uma área praticamente aberta a visitação publica enquanto os efetivos partem em uma missão, o trio (Ricardito mandou todo mundo a merda e se mandou quando viu que eles não integrariam a equipe principal) parte em uma missão propria que acaba os levando ao Projeto Cadmus e ao resgate do recém criado Superboy.
A missão se mostra muito bacana quando vemos que apesar de terem atitude e treinamento, os garotos ainda não tem a experiência necessária, e, mesmo obtendo sucesso, passam por perrengues enormes para chegar ao seu objetivo. Cada fraqueza ou limitação dos personagens é bem trabalhada, sem em momento algum parecer forçada.

Os protagonistas tem suas personalidades bem desenvolvidas na trama. O roteiro se aproveitou do fato deste ser outro universo sem amarras obrigatorias com a continuidade original das HQs e trouxe um belo mix, renovando bem as caracteristicas de cada um.

Robin é Dick Grayson e Flash é Wally West, mas só sei isso pois li a descrição na internet. Apesar disso, ambos trazem traços muito fortes de Tim Drake e Bart Allen.



Robin aqui não é o lider, e, inclusive, parece ser o mais novo do grupo. E pela primeira vez foi colocado em um desenho de forma a ser util e interessante. Se o Robin de Teen Titans era soturno e quase uma copia do Batman, em Young Justice ele carrega uma independencia maior da Morcega, inteligencia acima da média, alguns apetrechos tecnologicos fodas e piadas sarcasticas a cada minuto, detalhe que creio tenha sido inspirado no mais novo Robin, Damien. O Dick aqui é altamente impetuso e ácido.

Kid Flash é o engraçadinho meio bobo e tagarela. Aqui temos realmente um Wally West de JLU mais novo. KF ainda não tem grande dominio de sua supervelocidade e não consegue ficar calado um segundo sequer.



Aqualad conseguiu um feito impar: o personagem totalmente bucha some frente a um totalmente novo. Inspirado obviamente no novo Aqualad das HQs, esse novo heroi não consegue apenas conversar com peixes. Suas tatuagens liberam uma grande quantidade de energia, ele tem duas manoplas que criam armas poderosas, e força fisica suficiente para encarar Superboy na porrada. Ele é o mais centrado do grupo, um tanto hesitante e muito responsável. Alias, na cena inicial dele, logo vemos que ele é muito mais foda que Aquaman.



Por fim, Superboy é completamente diferente do heroi que conhecemos em O Retorno do Superman. Ele foi criado como uma arma e, ao contrario de sua origem em celulose, aqui ele é um garoto ainda confuso com o mundo em que vive. E o mais bad ass do quarteto formado. Enquanto nos quadrinhos o heroi detestava ser chamado de "Superboy", aqui ele não aceita ser tratado como "it". Não aceita receber ordens e tem, inadvertidamente, uma grande espectativa pela forma que o Superman - seu pai genetico - irá recebê-lo.

Os herois adultos aqui são coadjuvantes, mas tem vital importancia na trama. Se tudo é visto pelos olhos dos parcerinhos mirins, seus mentores ganham ares muito mais grandiosos.

Os que mais tem destaque na trama são Batman - que é o Batman de sempre, mal humorado, fodão e controlador -; Flash - Barry Allen, mas praticamente uma releitura do Wally de JLU -; Aquaman - o merdão de sempre -; Arqueiro Verde - com algumas de suas tiradas clássicas -; Jonn Jonnz - numa versão bem mais assustadora e condizente com a natureza do marciano -; e, claro, Superman - que aqui é elevado a categoria de realmente o maioral entre os herois, causando um impacto enorme e grande respeito toda vez que aparece.

Mulher Maravilha, Hal Jordan, Gavião Negro, Mulher Gavião, Capitão Marvel, Capitão Átomo, Zatara e vários outros tem participações de relance, mas a cena final com a chegada de toda a Liga é realmente espetacular e exprime toda a grandiosidade que aquelas pessoas tem para os jovens que tanto querem se equiparar a eles.

E é nisso que a nova série ganha - mudando finalmente o foco da visão deste universo dos já consagrados herois para aqueles que querem chegar lá um dia. A Liga da Justiça deste universo é um Olimpo a ser conquistado, uma força mundial com renome e respeito, e chegar a integrar as suas fileiras será um desafio para o pequeno grupo adolescente.

Enfim, mais episodios só em 2011, mas vale a pena conferir e, muito provavelmente, valerá acompanhar a trajetória destes garotos.
O final deixa claro que Tornado Vermelho, Canário Negro e Batman terão muita importancia na serie, assim como eu creio que Superman terá, ao ter que aprender a se relacionar com seu recém criado irmão caçula.



Mal posso esperar para ver o vazio deixado pela incrivel série da Liga preenchido por uma nova visão deste mundo.

Até o próximo episódio.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nostalgia Animada


Como nessa semana eu não vou conseguir fazer minha coluna semanal, o Tira de Letra, resolvi falar sobre outro assunto por aqui. Desenhos animados!
Pra ser mais específico, sobre o desenho Doug, que conheci lááá na década de 90.
Quem sabe, se o assunto animar os leitores do blog, podemos fazer até um revezamento por aqui e criar uma coluna semanal sobre desenhos animados da nossa infância!
O que acham?




Doug era uma série animada que eu costumava assistir direto! Curtia muito!
Ela passava na época na TV Cultura, por onde eu a conheci, porém ela é do canal Nickelodeon e ficou no ar de 91 à 94. Estrelado por um garoto de 11 anos chamado Doug, que sempre viajava na maionese nas suas histórias, o desenho foi originado de um livro chamado "Doug Got a New Pair of Shoes", do artista e criador da série Jim Jinkins e do escritor Joe Aaron. O mais engraçado é que esse livro nunca foi publicado!
Aqui no Brasil, depois da TV Cultura, Doug passou a ser exibido no canal do muito louco, Senor Abravanel (SBT) e posteriormente, na Band. Ele voltou pra Cultura em 2009, mas acredito que não alcançou o sucesso da época.
Doug chegou a ser produzido em 1996 pela Disney, que deu continuidade aqueles que eram produzidos pela Jumbo Pictures, mas não eram episódios muito bons não.
Doug (da época da Nickelodeon) tinha elementos bem legais pra um desenho na época, era sincero e não apelava para recursos tecnológicos para deixá-lo mais bonito na tela. Esse era o charme do desenho. Era meio tosco, mas as histórias eram bem legais, com roteiros bem bolados. A música de abertura é inesquecível e alguns sons vocais durante o desenho faziam com que ele ficasse bem original.
Claro que quando Doug ou Skeeter, seu parceiro de aventuras, resolviam cantar era triste! As músicas eram muito ruins! Mas acho que isso é que dava graça ao desenho!
Ou você não lembra do "Ôiôô, Mingau Matadoooor!" da banda preferida de Doug, The Beets!
O Homem Codorna, um super-herói que o personagem imagina em alguns episódios, foi baseado no super-herói que o próprio criador da série imaginava quando era pequeno!
Doug vivia em Bluffington com seus pais, sua irmã que sonhava em ser atriz Judy e seu cachorro Costelinha. Era apaixonado por Patti Maionese, uma dessas meninas inteligentes e gente finas que qualquer garoto da idade de Doug torceria para conhecer! Seu melhor amigo era o Skeeter Valentine, fã dos Beets e do super-herói Mosquito Prateado, costumava sempre dizer "Ho-Ho" e "Legal, cara!" à cada 5 frases. Os dois sempre tinham que enfrentar o valentão da escola e do bairro, Roger Klotz, um punkzinho que sempre atormenta a molecada!
Vi esse "trailer" no YouTube e achei bem maneiro. Bem que podiam mesmo fazer um curta mais bem produzido com o personagem. Os fãs do garoto narigudo não iam reclamar...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Disque Ben 10 para sucesso


Com estréia em 27 de dezembro de 2005, criada pelo grupo Man of Action (composto por Duncan Rouleau, Joe Casey, Joe Kelly e Steven T. Seagle), produzida pelos estúdios do Cartoon Network, a série em desenho animado Ben 10 é sucesso absoluto de audiência, interesse infantil, licenciamentos e criou um símbolo de super-herói infanto-juvenil para uma nova geração, mostrando que nos dias de hoje ainda é possível sim manter o interesse pelo gênero.




Durante um acampamento de verão com seu avô, Max, e sua prima, Gwen, Ben, com 10 anos de idade, vê um objeto cair do céu e descobre no lugar da queda uma esfera metálica e dentro dela um relógio que logo prende no seu pulso. O aparelho, chamado Omnitrix, guarda o DNA de 10 espécies de alienígenas diferentes, cada uma com sua característica própria. A partir daí, o jovem passa a se transformar em qualquer uma dessas espécies aliens e combater as forças do mal.

Com um apelo aventuresco, mesclado com doses de humor, a serie animada logo caiu no gosto das crianças, que viam alguém da idade deles sendo o que todo “pirralho” quer ser: um herói, sair por aí se transformando em algo poderoso e vivendo diversas aventuras, aliado a identificação da personalidade de Ben: um garoto irresponsável, brincalhão, impulsivo e que não perde a oportunidade de tirar onda com sua prima.

Elenco do Filme
Concordo que a idéia básica da história não é nada novidade, sendo até acusada de plágio na época de lançamento por se assemelhar muito com uma antiga revista da DC Comics chamada Disque H para Herói. Realmente tem muitas semelhanças: um garoto que encontra um artefato que transforma ele em vários super-heróis. Porém, apesar da DC ter nas mãos um bom material, não soube transformar em uma franquia de sucesso nem nos quadrinhos, desenhos, filmes e licenciamentos, imagino que por falta de interesse e planejamento estratégico (convenhamos, a DC/Warner tem muito da falta disso né?). 

Os Man of Action com uma visão de mercado e percepção de necessidades de seu público alvo, conseguiram reformular um conceito antigo e levá-lo ao patamar de um ícone de uma geração, geração essa ligada na velocidade das novas tecnologias e cinema/desenhos de ação. Não é a toa que o desenho já chegou até a terceira temporada (Ben 10; Ben 10: Alien Force e Ben 10: Ultimate Alien), inúmeros jogos (veja uma lista aqui), filme (Ben 10: Invasão Alienígena) e, claro, revista em quadrinhos.

Ben 10 nos traz um ótimo exemplo para quem quer produzir material de quadrinhos com uma pegada pop, mas sem deixar de ter um conteúdo, dosando ação, humor, mensagem e ainda ser lucrativo, principalmente para o mercado infanto-juvenil, aqui por nossa bandas carente de boas possibilidades. Uma das grandes máximas do século XXI é que vale mais uma boa marca bem desenvolvida, do que mil idéias mal conduzidas. No mundo de hoje é preciso que quadrinistas, principalmente brasileiros, sejam pró-ativos e busquem formação para ser além de um bom artista no desenho e/ou roteiro também serem bons empreendedores e homens de ação.