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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Psychoville

“Eu fiz um mal assassinato”





Tema Macabro




Não é incomum que o terror encontre em outros gêneros uma companhia adequada para contar uma história; aliás, é assim que tem sido as histórias de terror desde muito tempo. Mas existem gêneros que, num primeiro momento, não só seriam considerados conflitantes, como completamente incompatíveis com o terror, como no caso da comédia. E no entanto, a mistura entre estes dois gêneros é tão comum que muitos nomearam-no como um subgênero, o “terrir”. É claro que na grande maioria das vezes estes elementos não vêm equilibrados; é muito comum que um deles prevaleça. É o caso de filmes como Drácula – Morto mas feliz, que na verdade é um filme de comédia com elementos de histórias de terror; ou A volta dos Mortos Vivos (não confundam com nenhum clássico do Romero), que usa tons de comédia, mas é essencialmente uma película de terror.

Com gêneros tão díspares, é de se esperar que um acabei prevalecendo sobre o outro, o que não diminui a história, mas impede uma experiência diferenciada para o leitor/espectador, porque no fim das contas elas acabam ficando dentro das limitações do gênero predominante.

É difícil ver histórias que equilibrem tão bem terror e comédia. Zombieland foi um exemplo, tímido, mas bem sucedido desta tentativa. Mas definitivamente nenhuma, pelo menos nas últimas décadas, conseguiu mesclar humor e terror de forma tão competente quanto Psychoville.



Um palhaço maneta e rabugento, um anão que trabalha no teatro, a mãe de um bebê boneco, um colecionador cego e uma mãe e filho entusiasta de serial killers. Só essa lista de personagens já é o suficiente para perceber que Psychoville não segue muito as convenções de uma história acessível a todos os tipos de público. Some isso a uma série que mistura comédia, horror, humor negro, referências diversas e muita coragem, e temos uma das séries mais bizarras, inusitadas e inteligentes das últimas décadas.

Criada por dois dos idealizadores do programa britânico The League of Gentleman, Psychoville traz a história dos personagens citados acima buscando viver suas vidas normalmente (ou o mais normal que eles conseguirem), até que ameaças feitas por uma estranha figura os faz relembrar de um passado em comum que eles gostariam de esquecer.

Psychoville teve vida curta, durou apenas duas temporadas de 7 episódios cada, ligados por um especial de Halloween. Mas contou com um roteiro bem elaborado, diálogos inteligentes, muito humor negro e, especialmente, muito humor-limite. Eu sei que é comum eu dizer isso na maioria dos posts desta coluna, mas eu falo sério quando digo que Psychoville não é para qualquer um. Mas se você for capaz de ir além das convenções e clichês geralmente estabelecidos pela mídia e estiver disposto a entrar de cabeça na história, você provavelmente terá uma experiência bastante dferenciada em termos de “terrir”.



Curiosidades:
- Os criadores de Psychoville, Reece Shearsmith e Steve Pemberton, interpretam diversos dos personagens da história, tanto protagonistas como coadjuvantes. A transformação dos dois é realmente impressionante, e muitas vezes o espectador sequer percebe que papéis diferentes estão sendo feitos pela mesma pessoa;
- Embora o fim da primeira temporada termine com um enorme gancho, a segunda temporada pode ser vista como algo bem distinto da primeira, especialmente em tom: enquanto a temporada inicial buscava influência no terror, a última tinha um estilo mais conspiratório e menos macabro;
- O título da série veio do nome dado ao programa The League of Gentleman quando este passou no Japão e na Coréia.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Teeth

“É verdade! Vagina dentata! Vagina dentata! Vagina dentata!”
Teeth





Tema Macabro




Seguindo a linha do post “Os monstros que você nunca ouviu falar – mas que não fazia questão de conhecer”, trago nesta Semana dos Namorados do Uarévaa uma dica que, além de não ser muito romântica, pode fazer você pensar duas vezes antes de querer fazer sexo com alguém que não conhece.

Dawn O’Keefe é uma jovem porta-voz de um grupo cristão de abstinência sexual que, durante um discurso sobre o “anel de pureza” que ela e os outros do grupo usam e o seu significado, ela conhece Toby, com quem acaba tendo grande atração. Como os dois tem um (suposto) voto de castidade, eles sabem que não pdoem ir “longe demais”, o que acaba sendo um problema, já que Toby, em dado momento, tenta forçar relação com a moça. Fazendo-abater com a cabeça no chão, ela desmais, no que Toby percebe que pode aproveitar a oportunidade para estuprá-la. Mas mal sabe ele que vai se arrepender profundamente disso.



Este é só o primeiro contato de Dawn com sua estranha condição: a Vagina Dentata, uma estranha anomalia presente nos folclores de diversas culturas e que, aparentemente, é real. Mas, apesar da sinopse assustadora do início (não creio que alguém ache estupro uma coisa engraçada – embora para mim abstinência sexual seja algo tão perturbador quanto), o filme é, claro, uma comédia de horror que, por incrível que pareça, tem uma história original e uma narrativa bem interessante e, por mais estranho que isso ainda possa parecer, é melhor que muitos filmes de terror que se levam a sério. Um filme recomendável para você que passou o Dia dos Namorados solteiro ou solteira. Talvez ficar sozinho não seja assim tão ruim no fim das contas.

Curiosidades:
- Vagina Dentata é, de fato, um tema recorrente no folclore de diversas culturas, e se refere, literalmente, a mulheres que possuem vaginas com dentes, como é descrito no filme. Essas histórias eram contados como um “cautionary tale”, a fim de alertar os homens sobre o sexo com mulheres desconhecidas (para não pegar doenças, etc) e também inibir e desencorajar o estupro;
- O anel de pureza, que é comentado no filme existe mesmo (acredite, para mim foi uma surpresa descobrir isso). É conhecido também como anel de prata, anel de santidade, anel de castidade ou anel da virgindade, é um símbolo da abstinência sexual entre jovens que buscam se resguardar sexualmente até o casamento, e tornou-se comum entre adolescentes, tendo sido usado por jovens famosos, como os integrantes do grupo Jonas Brothers, Miley Cirus e Selena Gomez. Até Britney Spears, em seus primeiros anos de sucesso chegou a usar. Essa ideia surgiu, é claro, nos EUA.


Na próxima madrugada:
Numa época assolada pela peste negra, um grupo é designado para uma área onde forças maiores podem estar em ação. Na próxima semana, conheça a Morte Negra.

terça-feira, 1 de março de 2011

Filme de Terror "Desalmados: Aleluia, Salvação e Glória"

Precisa de figurantes na Região de Campinas.

Um grande amigo envolvido com teatro e filmes solicitou uma força para divulgar o seu longa. Pelas imagens e pelo que conheço dos responsáveis, o filme tem tudo para ser bem Chubiduba! O pessoal do Uarevaa está negociando com o diretor para a gente poder gritar "Uarevááááá" durante o ataque dos desmortos!!!


O longa “Desalmados: aleluia, salvação e glória!” é um projeto independente desenvolvido na área do cinema, em que o roteiro retrata uma das vertentes do apocalipse, discutindo religiosidade e principalmente a diferença entre devoção e desejo.

Trata-se de um filme do gênero gore, ou seja, muito humor negro e sangue.

O roteiro e a direção são de Flavio Carnielli e o elenco é composto tanto por atores experientes quanto por amadores.

Esta produção não possui nenhum tipo de incentivo financeiro governamental, apenas algumas colaborações de pessoas interessadas no crescimento do cinema nacional e no reconhecimento do trabalho artístico da região.

A produção precisa do momento de pessoas dispostas a fazer figuração para algumas cenas, uma delas será gravada durante o carnaval.

Pedimos que os interessados entrem em contato

por email (angustia_filmes@yahoo.com.br) ou

telefone (19) 91904922

Antecipadamente gratos

http://desalmadosofilme.blogspot.com

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cianeto e Felicidade


Fala molecada lazarenta!
É o Tira de Letra na área de novo! E hoje trago um pouco de felicidade... mas não só isso! Um pouco de cianeto pra quebrar o gelo!
Opa! Isso deve ser bom! Vou levar quatro!

Pra quem curte humor negro este é um prato farto e fumegante!



Cyanide and Happiness é uma webcomic, ou como eu prefiro me referir, uma série de tiras para internet publicada no site Explosm e feita por quatro autores. Ela foi ao ar pela primeira vez  em 2005 e ganhou bastante espaço na internet desde então, aparecendo com frequância em sites como Myspace, LiveJournal, em fóruns e blogs e por aqui até em portais mais famosos como o UOL. Com certeza o segredo do sucesso nesse caso, nem sejam as piadas nas tiras, que as vezes é bem fraco, mas a abertura que os autores deram aos fãs da série, dando permissão e os encorajando de postarem as tiras, espalhando assim o nome Cyanide and Happiness por aí. Um comportamento bem atípico para autores americanos.
Por aqui isso rola fácil!
Os próprios autores admitem e atribuem o sucesso das suas tiras a isso.
 
 
O site dos caras tem recebido um milhão de visitantes diários! Isso, à partir de novembro de 2006, e é uma das três mil páginas mais visitadas da web, segundo o site Alexa.com.
Em setembro de 2006, o blog sobre games Joystiq organizou uma votação sobre as tirinhas em quadrinhos onlines preferidas dos seus leitores e Cyanide and Happiness desbancou outros oito sites de tiras com os quais competiu e abocanhou 30% dos votos, vencendo a enquete.
As tiras passaram da internet para anúncios de TV e têm sido publicada no famoso jornal sensacionalista The Sun.

 Clique para ampliar

As tiras nasceram antes do site Explosm.net, nas mãos de um adolescente de 16 anos chamado Kris Wilson, mas antes disso ainda, em 1998, o californiano Matt Melvin inspirado em sites como o Stickdeath.com, criou um site chamado Sticksuicide, que apresentava animações de homens-palitos em Flash. Ele conheceu o texano Rob DenBleyker, na época um aspirante à animador em Flash, com o mesmo estilo que ele e o chamou pra fazer parte do site. Já em 2001, outro aspirante à animador, o irlandês Dave McElfatrick, criou outro site focado em Flash, chamado StickWars, similar ao Sticksuicide.
Através de uma comunidade do programa Flash, Matt, Rob e Dave se conectaram e ambos os sites se tornaram populares. StickWars foi fechado em 2003, fazendo Dave entrar de vez como contribuidor no site dos dois americanos. No final de 2004, o Sticksuicide também foi fechado.
Foi aí que nasceu o Explosm e por consequência Cyanide and Happiness, que começou como uma pequena série de tiras desenhadas por Kris.
Tá certo, nada demais um cara de 16 fazer homens-palitos, né? =)
Matt Melvin, Rob DenBleyker e Dave Mcelfatrick viram seu potencial e chamaram o moleque depois de ver suas artes no site Comicazi, feito pelo próprio Kris, já que tinham decidido fazer desse novo site um site menos focado em animações em Flash e mais na arte em geral.



O Explosm é atualmente dirigido por Matt, Robe, Dave, Kris e o administrador do fórum, Lee Mulvey e todos eles fazem parte do time que agora faz tiras de Cyanide and Happiness, o que faz com que as tiras tenham seu estilo alterado ocasionalmente.


O nome, que em português significa Cianeto & Felicidade vem de uma tira onde um personagem está vendendo um algodão-doce feito de cianeto (ou cianureto, substância química altamente tóxica) e felicidade. O outro personagem replica: “Felicidade?!?! Coisa quente! Vou levar quatro”.
Provavelmente, uma piada com humor negro para suicídas!



Ocasionalmente, o Explosm cria uma Semana dos Convidados. Leitores mandam suas idéias aos administradores, e as melhores são escolhidas como as tiras diárias ao longo da semana. O mais notável artista convidado é o AltF4, autor da animação em Flash de Ultimate Showdown of Ultimate Destiny.
Rob anunciou em 2007 que eles estavam com um projeto em andamento para traduzir todas as tiras no arquivo para vários idiomas. Nem precisa falar que a caixa de entrada dos caras explodiu com o retorno de milhares de fãs oferecendo traduções em mais de 20 idiomas.


O estilo de Cyanide and Happiness é melhor descrito como um humor negro, cínico e às vezes ofensivo. Temas freqüentes de humor incluem deficientes, câncer, assassinato, suicídio, necrofilia, abuso sexual de menores, desvios sexuais, racismo, niilismo e violência. Os quadrinhos nem sempre tem uma piada definitiva, e podem ter vários quadros de “silêncio constrangedor” depois de (ou ao invés de) uma piada, com os personagens simplesmente encarando uns aos outros.


Existem poucos personagens que reaparecem e não há uma caracterização visual, com personagens eventualmente atuando irracionalmente ou com nonsense. Dos poucos que reaparecem temos os super-heróis e seus codinomes peculiares, como Seizure Man (Homem Epilepsia), Ass Rape Man (Homem Arrombador de Cu), SuperJerk (Super Canalha), LOL FAG MAN (HOMEM BIXA "HAHAHA”), Punchline Spoiler (uma brincadeira com a parte final de uma piada (o punchline) que geralmente tem a intenção de ser engraçada e com o spoiler, que é contar como termina a piada antes dela começar), entre outros. Outros personagens recorrentes incluem Trelaf, o Sábio e o vilão Purple-Shirted-Eye-Stabber (Esfaqueador de olhos de camisa roxa). Existem ainda dois outros personagens não-super-heróis recorrentes nas tiras desenhadas por Rob: Charles, um namorado insensível e grosso, e sua namorada, que frequentemente aguenta o ímpeto da sua estupidez e de seus abusos.


A falta de caracterização dos personagens é compensada por um estilo primitivo de desenhar. Os personagens raramente tem nomes, e são geralmente distinguíveis pelas cores das suas camisetas. Isso naturalmente evita a maioria do humor direcionado ao personagem.
Os personagens masculinos quase sempre não tem cabelo, o que às vezes acaba sendo motivo de piada entre eles próprios. Personagens femininos são distinguíveis pelos seus cabelos longos e o tamanho dos peitos, eventualmente usado como um efeito cômico. A tira também faz referências à cultura pop como Guerra nas Estrelas e à celebridades como Lindsay Lohan e Metallica.
Zumbi Jesus também tem numerosas aparições, geralmente numa tira contendo blasfêmias ou trocadilhos religiosos.

 
As histórias frequentemente usam metalinguagem, com personagens reconhecendo seu status como desenho numa tira em quadrinho online, e discutindo o que fazer a partir disso, como conseqüência.

Curtiu? Então acesse o blog em português aqui.




Fonte de pesquisa: Wikipédia.