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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Zombietube - Virais da internet versão Zumbis!!

Momento Uarévaa
Por Vini




Já pensou se um dia o Apocalipse Zumbi acontecesse de verdade?
E já pensou que depois de alguns anos, se já não restasse mais ninguém "normal" por aqui pra contar história, teriamos então uma... Sociedade Zumbi?
E já pensou se essa mesma sociedade fosse tão criativa e/ou tosca exatamente como nós?
Será que teríamos hits virais tão bons no YouTube? Ou seria Zombietube?


Eu acho que sim!


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dead Snow

“Fortuna e glória, garoto. Fortuna e Glória”
Dead Snow





Tema Macabro




É engraçado notar que, entre os monstros criados para incrementar o gênero de terror como Vampiros, Lobisomens e Zumbis, uma “classe” por assim dizer acabou quase ficando junto destas tão temíveis criaturas: Os Nazistas. É claro que hoje temos uma visão bem diferente da Segunda Guerra e ver os nazistas como os “homens maus” hoje em dia é um pouco simplista, mas definições à parte, é engraçado ver como o nazismo ficou preso no imaginário popular com um caráter depreciativo e monstruoso (não à toa, claro), quase como se não tivessem sido humanos mesmo. Some isso a todas as histórias envolvendo ocultismo e forças sobrenaturais que permeiam os seguidores de Hitle, e temos sempre um prato cheio para histórias de terror no mínimo interessantes. E isso nos leva ao tema do post de hoje: Um filme difícil de categorizar, mas com certeza mais difícil ainda de se manter indiferentes após assisti-lo. Este é Dead Snow.

Dead Snow (Død snø no original) é um filme norueguês dirigido por Tommy Wirkola e que conta a história de um grupo de amigos que decidem ir a uma estação de esqui isolada num clima de muita azaração para aprontar todas. Lá, lidando com o tempo ruim e o isolamento do lugar (além do clima assustador), os jovens acabam encontrando um velho que lhes conta uma apavorante história sobre nazistas que estiveram por ali no passado. Obviamente, os jovens não dão muita bola para a história seguem com suas férias até que, ao encontrarem um baú cheio de ouro, eles inadvertidamente acabam fazendo com que um Exército de zumbis nazistas renasçam.



O filme é difícil de definir, já que ele não se coloca dentro de uma “modalidade” específica. Tem momentos engraçados, momentos aterrorizantes, momentos ridículos, muitos momentos de humor negro e muito, mas muito gore. Não é um filme típico, e exatamente por isso é altamente recomendável.


Na próxima Madrugada:
A descoberta de um antepassado desconhecido nos leva ao tema da semana que vem: O Caso de Charles Dexter Ward, de H.P. Lovecraft.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sucker Punch


Uaréview
Por Monitor


"Você está despreparado!" é a frase da propaganda do primeiro filme 100% original, sem adaptações ou remakes de Zack Snyder. E o contexto dessa frase pode significar muitas coisas. mais abaixo falo sobre o filme, com alguns spoilers!


Bem vamos a historia: após sua mãe morrer, a jovem garota apelidada de Babydoll(Emily Browning) tem que viver com sua irmã mais nova e seu padastro (Gerard Plunkett), de olho na herança na familia e na filha mais velha. Com a herança indo tudo pras filhas, o padrastro tenta estuprar Babydoll e sua irmã e para se defender a loira pega a arma do pai e mata por acidênte sua irmã. Após fugir, ela é presa e é levada ao Instituto Lennox para Doentes Mentais.

Dentro deste instituto, ela descobre que seu padrastro pagou ao responsavel do local Blue Jones (Oscar Isaac) para que a lobotomize, e o doutor responsavel por isso, apelidado de High Roller (Jon Hamm, em uma das provas vivas que ele precisa fazer o Superman antes de morrer) chega em cinco dias. A doutora Vera Gorski (Carla Gugino) ajuda as pacientes do local a libertarem seus demônios e criarem seu proprio mundo onde elas sejam livres e donas de seu destino.Com a ajuda de Blondie (Vanessa Hudgens), Amber (Jamie Chung) e as irmãs Rocket(Jena Malone) e Sweet Pea(Abbie Cornish), elas pretendem fugir do sanátorio rumo a liberdade num mundo onde real e imaginário se misturam.

Bem, a grande pergunta que os trailers não respondem é: o filme tem algo substancial de fato ou é só um espetáculo visual? Sim, ele tem conteudo, e tem desdobramentos e funciona bem assim.No caso as personagens principais são Babydoll e Sweet Pea, personagens siamêses no sentido que ambas são iguais, mas tem posições diferentes durante o fato de agir para garantir sua propria liberdade.Enquanto Babydoll quer sair da situação de risco que está, Sweet pPa quer garantir a segurança sua e de sua irmã Rocket, de certa maneira culpada por ambas estarem no hospicio.Babydoll perdeu a mãe e a irmã e procura não perder sua vida, mas a questão é o que ela fará quando sair, rpa onde ir no caso? O filme sempre assume que na verdade aquilo é a historia de Sweet Pea sendo contada, e de como ela escapou dali graças de fato a heroina (e uma das principais, mas não necessariamente A principal) ter chegado e obrigado elas a viverem, a tomarem uma atitude.

O filme é de certo modo como Inception, já que tem 3 niveis (ou mundos) acontecendo, na versdade todos dentro das mentes das atrizes principais, e como a união delas possibilita que aquele mundo seja vivo e coexistente, isso tambem graças ao tratamento da Dra Gorsky.No caso temos o mundo real, o universo do Caberet como mundo intermediario, que de fato conta em forma de alegoria o que acontece no mundo real com todos os personagens,e aquilo que podemos considerar o mundo de "RPG". que se passa no subconciênte dessas garotas e funciona como se fosse um RPG de fato, onde enfrentam varios inimigos em varios mundos diferentes refletindo suas ações no outro mundo: alemães zumbis, orcs, cavaleiros mediavais, dragões, robôs assasinos.No caso Dra Gorski, nos dois mundos onde aparece, faz o papel da psicologa que quer que suas paciêntes se curem,e dá armas (fisicas ou literais) para isso.

No caso o mundo "do meio" onde temos o Cabaret,é mostrado de maneira mais explicita o mundo dominado por homens, por uma ótima interpretação da parte de Oscar Isaac como Blue Jones, um homem que comanda a mão de ferro a clinica/cabaret e tem uma paixão doentia por Babydool. No mundo onde as mulheres dominam, os homens ora são vistos como inimigos, que os bons como crianças, e o unico das quais elas respeitam está na figura do Wise Man (Scott Gleen, o Hollis Mason de Watchmen e elevado a status de fodão neste filme), que não só serve como guia na batalhas mas como a figura parterna e masculina forte e protetora que elas nunca tiveram na vida, especialmente dentro do hospicio.No caso The High Roller tem uma pequena, porem importante participação no fim do filme que dá a vitoria do combate a Babydool.

Algo deve ser destacado que agora finalmente Snyder pode utilizar seu estilo e temas favoritos (já falei muito deles no ultimo CinemaScope). No caso além de ter slow motion dando tensão as cenas e alto estilização nos cenários e nas cenas de ação fantásticas, ainda temos um personagem modificador em seu meio (Babydoll), a ideia de sacrificio para um bem maior, trilhas sonoras combinando com as cenas. No geral ele teve liberdade aqui de fazer tudo que gosta mas sem ficar preso a um conceito já existente, seja de outro filme ou outra midia, não adaptando-a, mas homenageando, já que temos coisas que vão de Ninja Gaiden a Castle Wolfstein dentro do filme. Alias, parabens a Tyler Bates pelo seu melhor trabalho até então, junto com Marius De Vries, que gerou remixes e musicas proprias fodas como esta aqui:



No fim das contas, pra mim, foi o melhor filme do Snyder já feito, não só por ter feito uma salada pop que não te confunde, pelo contrário, te diverte e prende a sua atenção, onde ele pode testar de tudo e amarrar de maneira que no filme pareça tudo uma coisa só.Em termos de "jornada do herói" se assemelha bastante a Lenda dos Guardiões, simples porem funcional.Não li as criticas e francamente não entendo o desempenho não esperado assim do filme, e francamente não me interessa discutir isso aqui.Vá ver de mente aberta e prepare-se para um ótimo filme de ação com gostosas, coisas épicas e sim, conteudo e substancia satisfátorios.

Nota:9,0

sexta-feira, 25 de março de 2011

CinemaScope: Analizando Zack Snyder


Com a chegada de Sucker Punch nos cinemas e A Lenda dos Guardiões em DVD e Blu Ray, o Cinemascope de hoje vai falar sobre Zack Snyder. Pra quem espera só slow motions e ”visionárias” classificações, vai ver muito mais do que isso abaixo.


Bem, antes que comece: sou muito fã do cara, e minha intenção aqui vai alem de falar das cenas de slow motion ou (não) dizer que ele é visionário, uma classificação genérica de Hollywood que virou chacota entre fanboys por causa da adaptação de Watchmen, filme do qual já falei, e muito, anteriormente. Mas numa Hollywood que cada dia é mais complicado vermos criações originais nas telas (apesar de que no fundo amamos ver certas franquias na telona), Snyder se sobressai com obras não só ricas visualmente, mas que em certos pontos em comum mostram o estilo e temas que o diretor gosta de abordar,e faz isso muito bem, obrigado.

Alem do fato de trazer certas historias e gêneros de volta a ativa, não só ajudando a tornar as adaptações em quadrinhos mais adultas mas também como um dos responsáveis pelo BOOM dos zumbis nesta ultima década, tirando até George Romero da aposentadoria. Um diretor que, como a maioria de sua geração, é influenciada não só pelos filmes, mas por toda uma bagagem de cultura pop constantemente crescente, além de uma noção artística forte, mas sem esquecer a historia.

Slow Motioooooooooooooon

Uma das marcas mais reconhecíveis do diretor é o slow motion. Como ele foi durante boa parte da sua carreira um diretor de comercias, então esse é um recurso que funcionava para a Tv. Mas no cinema é que ela teve sua utilização expandida, e em cada filme com um motivo diferente. No Madrugada dos mortos era para aumentar a tensão em certos momentos, quase nunca usado durante o filme inteiro.

Mas foi em 300 que ele achou um uso exato para a técnica, no caso para deixar viva as cenas pintadas por Frank Miller.

E em certas cenas ele usa para também tornar rítmica e multi-dimensional a própria arte grega em si, já que pinturas em vasos eram utilizados não só para enfeite, mas também para contar historias, qual foi transposto no filme na primeira batalha dos 300 contra os Persas, quando Leônidas derruba vários soldados em closes sem cortes.

Em Watchmen novamente a técnica é utilizada para dar vida a quadros e momentos icônicos da HQ, traspondo em sensações visuais aquilo que os olhos percorrem quando a gente vê as imagens.

Mas só foi em A Lenda dos Guardiões onde a técnica se uniu a idéias do roteiro. Se no caso estamos mostrando a trama do herói, num mundo onde as historias são passadas por via oral e especialmente por imagens, especialmente entre os mais jovens, os momentos em slow motion são usados como aqueles que serão repassados para as futuras gerações (e entre os espectadores) como os momentos marcantes daquela historia, como uma pintura explicando sobre um fato ou acontecimento.

Testemunhas da História

Algo comum nos filmes de Zack Snyder é que a trama não se passa em um momento qualquer, ou em um cenário isolado. Dentro daquele mundo, o que acontece são momentos históricos importantes, e seus personagens, se não fazem parte diretamente dos eventos como modificadores, acompanham tudo como espectadores.

No começo, temos o grupo de sobreviventes de Madrugada dos Mortos tendo como única comunicação com o que acontece fora do shopping via TV, e é a partir dela que eles se informam sobre como matar os zumbis, e os diferentes pontos de vista das pessoas e como isso os influência, do ponto de vista moral, religioso e político. As formas de comunicação são tão importantes que nos extras deste filme temos o vlog de Andy(Bruce Bohne) e num apanhado de um noticiado local para aumentar não só a sensação que aquilo é real, mas de fato explorar aquele mundo e transformar aquilo num documento histórico.

Pulando para Watchmen, numa época onde a propaganda viral aumentou e muito, temos não só amostrar jornalísticas daquele mundo dentro e fora filme, mas também uma noção de como aquela socieddae se comporta, seja com o game 8-bits dos Minuteman, seja com o site oficial das Industrias Veidt, ou do jornal New Frontier. Dentro de Watchmen (como filme), temos duas fontes de noticias: uma mais singela, pelos jornais (em papel ou televisivos) com informações sobre como a guerra anda, além de pequenas informações extras sobre a influências dos heróis naquele mundo, seja na entrevista de Veidt a revistas, ou livro/documentário Under The Hood e na cena de abertura. No caso, a banca de jornal de Bernie faz o papel dentro do filme de mostrar as reações do homem comum dos que os heróis fazem no dia a dia.

Em 300 e Lenda dos Guardiões, não temos TVs e jornais, mas livros e especialmente o papel de contadores de historias. Temos em Dilios (David Wenham) a responsabilidade de não só contar a historia para s tropas e o governo, mas também ser a voz de inspiração para que a vitória seja garantida.O bacana na HQ, e que foi bem mostrado bem no filme, é que por ser uma historia narrada para animar as tropas, você nunca sabe de fato o que é real e imaginário no filme, mas no momento que ela é contada e vivida/vista pelos guerreiros/publico, ela se torna real e oficial.

Em “A Lenda dos Guardiões”, por se passar em um mundo medieval (e habitado por corujas) a maioria das hsitorias são contadas de pai para filho,e utilizando muito desenhos e outras imagens visuais para isso. Ezylryb (Geoffrey Rush), que já foi herói de guerra e hoje em dia cuida da biblioteca histórica do mundo e da ordem dom qual pertence, é outro exemplo de personagem comunicador-modificador dentro dos filmes de Snyder.

Sua participação além de mestre e guerreiro, e também ser a prova viva daquela historia, que diferente de 300, quebra a expectativas não só do herói principal mas do publico quanto a veracidade dos fatos e a capacidade dele fazer as coisas descritas. No caso Ezylryb não só um representante daqueles acontecimentos, mas a ultima chama de um movimento com sobrevida, e vê nas novas gerações uma oportunidade de voltar aos tempos de glória.

O(s) caminho(s) do(s) herói(s)

Também uma presença constante nos filmes do cara é a presença do arquétipo de herói,seja ele usando collant ou não. No caso ele explorou varias facetas do que significa ser um herói,e dentro delas é apresentada algo que esses heróis tem que estar preparados: o sacrifício deles, ou dos outros,para um bem maior. No caso, as facetas e sacrifícios são mostrados melhor nos 3 primeiros filmes do diretor, já que A Lenda dos Guardiões mexe mais com os princípios básicos do herói e sua jornada.

No caso de Madrugada dos Mortos e sua mini sociedade forçada, os heróis principais são Ana (Sarah Polley) e Michael (Jake Webber), que dentro da mini-sociedade forçada que vivem, são os que tem a voz de comando ali dentro, entre egoístas, ignorantes e pessoas amedrontadas. Eles no caso são as vozes da razão, que busca fazer que cada um faça o necessário para sobreviver. No caso eles começam a ter um romance, no qual no momento de resgate Michael é mordido para que Ana e os poucos sobreviventes possam chegar até o mar, onde teoricamente a liberdade estaria presente.

No caso, para não se tornar aquilo que se enfrenta, Michael se mata, mas garante a salvação dos outros, assim como CJ (Michael Kelly) , que via na responsabilidade de segurança do Shopping de manter aquilo seguro para dar desculpa de seu próprio isolamento, e depois por questões de sobrevivência, finalmente começa a fazer seu trabalho pra valer, assim como Kenneth (Ving Rhames), o policial egoísta que ao compreender que existem coisas piores que a morte, passa a se tornar a pessoa de confiança do grupo, além de estrategista.

Heróis que se sacrificam ao extremo por um ideal também são apresentados em 300, mas diferente do homem comum que precisa ir além da suas capacidades. Os soldados de Esparta são treinados para fazerem e serem os melhores e morrer em batalha se possível, impedindo assim que o exercito de Xerxes (Rodrigo Santoro) avance as terras gregas e dando tempo até que a rainha Gorgo (Lena Headey) possa convencer seu governo a preparar o exercito e ir a guerra. Gorgo também é uma heroína dentro do filme, já que busca correr atrás daquilo que o governo de Esparta, manipulado por , saia e faça do sacrifico de poucos a força de muitos.

Em Watchmen, baseado numa HQ que já vem com a idéia de desconstrução dos super heróis conhecidos, mostra os extremos e humaniza no os tipos de personagens que a anos acompanhamos.No caso do filme é interessante citar Ozymandias (Matthew Goode), onde muito de sua personalidade foi misturada a do Capitão Metropole, onde além, de termos um homem com uma visão futurista para a humanidade, vendo possibilidades de um mundo livre da dependência do petróleo (e de poder controlado) decide começar uma grande estratégia onde usa o praticamente Deus Dr Manhatthan (Billy Crudup) como aquilo que aos olhos do governo ele sempre foi: uma arma. Como o Comediante disse uma vez, foi mostrando o horror da guerra nuclear aos humanos, mesmo ao custo de milhares de vidas, que Adrian Veidt e de certa maneira os super heróis, salvaram a humanidade, evidenciado pela parte quando a conversa entre Adrian e o Doutor acontece no fim do filme “Graças a você eu consegui salvar o mundo” e quando logo após ele fala” Nós conseguimos” a câmera muda de ângulo mostrando todos os heróis presentes, mostrando que no fim das contas o plano do cara se concretizou: os heróis salvaram o mundo .

Em A Lenda dos Guardiões, temos um exemplo de bom trabalho feito com a clássica “jornada do herói”, onde temos Soren (voz de Jim Sturgess), posto em uma situação onde ele é a única esperança do mundo onde vive, e que terá de encontrar os Guardiões de Ga’Hoole para ajudá-lo a enfrentar “os Puros”. Ele vai conhecendo outras aves pelo caminho que o ajudaram a formar sua equipe de batalha e todos com classificações bem definidas dentro dela.

O que o futuro lhe/nos reserva
Bem, nos próximos trabalhos do cara, a maioria desses sem data pra sair e nem todos dirigidos por ele, temos (de acordo com o IMDB):

Army of Dead: filme do qual ele escreveu e produzirá, sobre um pai que quer salvar a filha que está numa Las Vegas dominadas por zumbis, acompanhados de bandidos que querem saquear a grana dos cassinos.

Heavy Metal: Adaptação da revista Cult de ficção cientifica, dirigirá uma das esquetes do filme, junto com gente do gabarito de David Fincher, Gore Verbinski , James Cameron e Riddley Scott.

Cobalt 60: outra adaptação de HQs, dessa vez uma historia underground de vingança e vigilantismo num mundo de mutações. Você pode saber mais sobre ela aqui.

The Illustrated Man: remake do filme de 1969 que junta micro-historias do escritor Ray Bradbury, criador de clássicos como As Crônicas Marcianas e Fahrenheit 451.

The Last Photograph: baseado na trama criado por Zack Snyder, fala sobre dois homens e o fotografo que os resgatou durante o Afeganistão infestado pela guerra.

Illusions-The Adventures of a Reluctant Messiah : baseado no livro de Richard Bach. Usado como metáfora pelo escritor pelo sucesso que fazia,a historia mostra dois homens que se encontram no meio do deserto e começam a discutir e relembrar o que eles fazem de suas vidas e de como as mentiras do mundo servem para nos reconfortar.Ou algo do tipo.

Superman The Man of Steel: Preciso mesmo falar alguma coisa sobre isso? Novo filme do Homem de Aço que tentará trazer o personagem de volta ao mainstream.

Bem, acabei por hoje. Meu review de Sucker Punch deve sair no começo da semana, porque no próximo CinemaScope teremos o classico filme alemão e pai de toda ficção cientifica no cinema METROPOLIS: Versão Estendida e Restaurada!

terça-feira, 1 de março de 2011

Filme de Terror "Desalmados: Aleluia, Salvação e Glória"

Precisa de figurantes na Região de Campinas.

Um grande amigo envolvido com teatro e filmes solicitou uma força para divulgar o seu longa. Pelas imagens e pelo que conheço dos responsáveis, o filme tem tudo para ser bem Chubiduba! O pessoal do Uarevaa está negociando com o diretor para a gente poder gritar "Uarevááááá" durante o ataque dos desmortos!!!


O longa “Desalmados: aleluia, salvação e glória!” é um projeto independente desenvolvido na área do cinema, em que o roteiro retrata uma das vertentes do apocalipse, discutindo religiosidade e principalmente a diferença entre devoção e desejo.

Trata-se de um filme do gênero gore, ou seja, muito humor negro e sangue.

O roteiro e a direção são de Flavio Carnielli e o elenco é composto tanto por atores experientes quanto por amadores.

Esta produção não possui nenhum tipo de incentivo financeiro governamental, apenas algumas colaborações de pessoas interessadas no crescimento do cinema nacional e no reconhecimento do trabalho artístico da região.

A produção precisa do momento de pessoas dispostas a fazer figuração para algumas cenas, uma delas será gravada durante o carnaval.

Pedimos que os interessados entrem em contato

por email (angustia_filmes@yahoo.com.br) ou

telefone (19) 91904922

Antecipadamente gratos

http://desalmadosofilme.blogspot.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um trailer fodástico, o fim das guitarras de plástico e a gata dos games


Bom, como ninguém se manifestou sobre a periodicidade dessa coluna no blog no último post e já que estamos falando de games, ou seja, de tecnologia, coisa que evolue muito rápido e absurdamente possui informação quase todos os dias, achei que seria legal manter uma coluna com pelo menos dois ou três posts por semana.
Fora o fato de não ter mais tempo para pesquisas da minha outra coluna (da qual ainda não tenho certeza que continuará) e nem pro meu próprio blog que tive que dar um tempo, ainda contando com a ajuda dos outros membros desse blog safado, vou dar continuidade a pelo menos essa que trata de um assunto bem legal e meio defasado por aqui, GAMES!
Então é isso. "Estarteia" aí e divirta-se... se for capaz.



Duas notícias bombaram nessa semana na internet, das quais não poderia deixar pra depois. A  primeira é sobre o trailer de Dead Island. Um vídeo fantástico de um game desenvolvido pela empresa polonesa Techland e que fala sobre a nova febre do momento: ZUMBIS!
Sem dúvida é um dos melhores trailers de games já produzidos no mundo! Simplesmente ficou muito fodaço!!! Confira comigo no replê:



O jogo Dead Island é um survival de horror envolvendo uma infestação de mortos-vivos num resort  Papua, Nova Guiné e a diferença de tantos outros games ou filmes sobre o assunto é justamente o cenário.  Nunca tinha visto algo (tirando o final de Madrugada dos Mortos) algo relacionado à praia ou a uma ilha.
Nesse jogo, tendo em vista o cenário, o jogador tem que se virar para matar os zumbis com o que tiver a mão. Cadeiras, garrafas, pedaços de pau, machado, etc. até porque não há nenhuma loja de armas e munição num resort.
Serão vários personagens para os jogadores escolherem, como a família que aparece no trailer ou até um  rapper chamado Sam B. Segundo a desenvolvedora do jogo, Dead Island trará elementos de RPG, como skill trees e leveling, com visão em primeira pessoa e multiplayer cooperativo para quatro jogadores.
Esse projeto também retornou dos mortos, pois surgiu em 2007 e "morreu" por falta de alguém que produzisse e disseminasse ele. Será distribuído pela Deep Silver e tem lançamento previsto ainda para este ano, com versões para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

A segunda triste notícia é que os guitarristas de plantão terão que aposentar suas guitarras de plástico. Pelo menos aqueles que jogam Guitar Hero. 
A Activision anunciou que as séries Guitar Hero e True Crime foram canceladas e não devem ter mais jogos. Isso aconteceu devido ao péssimo desempenho de Guitar Hero: Warriors of Rock, que vendeu apenas 86 mil unidades em sua primeira semana nas prateleiras – comparado a 1,5 milhão de unidades de Guitar Hero III. Junto com a série, suas franquias derivadas Band Hero e DJ Hero também foram canceladas.
O suporte com DLCs continuará ainda por tempo indeterminado e os lançamentos previstos para fevereiro serão lançados. No entanto, a produção de novas unidades dos jogos e dos periféricos foi parada, de modo que o jogo deva ficar cada vez mais raro. Ou seja, corra pra comprar a sua guitarra, se ainda não tiver uma! Pelo menos é isso que eu vou fazer...


 
E pra matar as saudades dos nerds de uma das maiores musas gamers do Brasil, Luiza Gottschalk, aí vai um vídeo mííííítico que fala sobre a estreia do X-Box 360 no Brasil e a mesma lenga-lenga sobre pirataria e impostos que vem desde aquela época!
Curtia muito o Combo, Fala mais Joga, mas sempre achei uma ideia de girico colocar alguém pra ser entrevistado enquanto jogava. Geralmente não saía nada que preste...
 



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Podcast Uarévaa #21 - ZUMBIS


E ai, Zenon, o que cê vai fazê?

Nesse pod, Freud, Zenon, Marcelo, Rafael e Vini se preparam para enfrentar um apocalipse zumbi. E no Momento Uarévaa, quase todos voltam pra falar do trailer do Lanterna Verde.

Ouça e prepare-se voce também!!



(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


Clica ai pra assinar o RSS e passar a receber
o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!


E agora tamo até no iTunes, rapá!!!





Comentado no Podcast

- Série de posts no Madrugada Macabra sobre o tema: Parte 1, 2 e 3.

Gráfico comparando vários Zumbis
(clique nele pra ampliar)

- Atropele Zumbis com um triciclo de menininha: AQUI

- Zombie Hunters, quadrinho online: AQUI

- DELIVER ME TO HELL, aventura interativa: AQUI 

- E, finalmente, O QUE FAZER NUM ATAQUE ZUMBI!!




Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dead Set

"Há alguma coisa errada.
Big Brother não está nos observando."
Dead Set





Tema Macabro





É noite de paredão na casa do Big Brother, e todos os olhares estão em suas televisões ou até ao vivo, no lado de fora da casa, esperando o eliminado sair. O alvoroço e a confusão tomam conta dos estúdios da emissora, que mais uma vez tem picos enormes de audiência. A única preocupação do estúdio é com uma pequena notícia sobre algum incidente ocorrendo na cidade, mas se tudo correr bem, não será preciso interromper a transmissão e o momento mais esperado do dia.

Se você está estranhando esta sinopse inicial, achando que está lendo o site errado, fique tranqüilo. Tudo vai fazer sentido.

Voltando ao Big Brother. Mas o que parecia apenas um incidente isolado acaba sendo levado até o estúdio quando umas das funcionárias é atacada por um zumbi. Ela consegue chegar ao estúdio, mas apenas para iniciar a infestação no local. Enquanto isso, os habitantes da casa mais famosa do país não fazem idéia de que, lá fora, um apocalipse zumbi acaba de começar.



Esta é a premissa básica de Dead Set, uma minissérie britânica em 5 capítulos que foi ao ar em 2008, em 5 noites consecutivas em uma única semana. Mas ao contrário do que muita gente poderia pensar, a minissérie faz muito mais do que apenas aproveitar o hype do Big Brother para chamar atenção; a história consegue cativar os entusiastas do gênero de terror e das histórias de Zumbi com uma narrativa tensa, atual e, como todas as boas histórias de zumbi, cheias de metáforas e considerações a respeito da nossa sociedade, valores morais, ética e, claro, necessidade de sobrevivência.

O fato da minissérie ser inglesa faz uma enorme diferença. Quem assistiu Shaun of the Dead (Todo Mundo Quase Morto) deve ter percebido que o britânico tem uma tendência a falar nas entrelinhas aquilo que seria ignorado se fosse discorrido abertamente. Através da comédia, o filme brinca com uma série de questões de nossa sociedade modernas, mostrando quem são os “verdadeiros zumbis”. Dead Set, no entanto, não é nada engraçado. Apesar de alguns momentos bastante hilários, a história é muito mais tensa e apavorante que o filme de Edgar Wright e se coloca entre as melhores histórias de zumbi de todos os tempos. Uma história mais do que recomendada.

A minissérie chegou a passar por aqui no canal a cabo Multishow. Se você teve a oportunidade de assistir, você é um sortudo. Se não assistiu, torça para que tenha saído em DVD (ah, a quem eu estou enganando? Você sabe que pode encontrar na importadora virtual mais próxima).

E se você estranhou o tema macabro de hoje, não se preocupe: ele também tem um motivo para estar aí (além de ser um horror de música – tá, é legalzinha, vai)



Curiosidades:
- Davina McCall, a apresentadora do Big Brother britânico interpreta a si mesma na minissérie (e sim, ela vira zumbi! – e isso não é spoiler);
- Apesar da produção tentar reproduzir fielmente a casa do Big Brother, ela foi reconstruída para a minissérie – ou seja, não foram usados os verdadeiros estúdios do Big Brother;
- Dead Set foi ao ar pela emissora E4, mas o Big Brother é da emissora Channel 4. Ainda bem que na Inglaterra não temos as frescuras que se tem aqui no Brasil quando o assunto é concorrência;
- Os produtores preferiram em Dad Set usar os zumbis “modernos” e frenéticos como vistos em Extermínio e o remake de Madrugada dos Mortos, ao invés do clássico Zumbi lento.


Na próxima Madrugada:
Um repórter investigando uma série de assassinatos estranhos. Você já viu isso antes, mas não dessa maneira. Na próxima semana, O Aviador Noturno.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Re-animator

Dan Cain: Ele está morto?
Herbert West: Não mais.
Reanimator




Tema Macabro



Howard Phillips Lovecraft é, sem dúvida um dos autores mais influentes no gênero de terror, tendo em muitas de suas histórias estabelecido as bases para uma série de elementos do gênero que hoje são usados à exaustão em filmes, séries, livros, HQs e games. Não é de surpreender então que o autor tenha parte na criação de um dos elementos mais conhecidos do terror atualmente, os zumbis.

Em julho de 1922 começou a ser publicado, de forma seriada, um conto chamado Herbert West – Reanimator. Na história, um cientista obsessivo, desacreditado por seus colegas por insistir que pode superar a morte desenvolve uma fórmula que, injetada nas veias de um corpo recém falecido, causa a volta das funções do seu corpo, como trazendo-o de volta à vida. Mas o processo de “reanimação” tem seus efeitos colaterais, e a maioria das cobaias de Herbert West se tornavam violentos e, após tentativas de retornarem para suas próprias sepulturas, acabavam aterrorizando as comunidades de onde vinham. A única pessoa que simpatizava com Herbert West era Dan Cain, que foi um de seus colegas.

Herbert West – Reanimator foi publicado originalmente na publicação amadora Home Brew e dividida em 6 partes: “From the Dark”, “The Plague-Daemon”, “Six Shots by Moonlight”, “The Scream of the Dead”, “The Horror From the Shadows” e “The Tomb-Legions”. A história é considerada, junto com Frankenstein de Mary Shelley, um dos precursores das histórias de Zumbis atuais.

Como eu mencionei no post sobre Lovecraft, o autor só teve reconhecimento depois de morto, então na época a história não chegou a se tornar popular, isso acontecendo apenas após suas adaptações para outras mídias.

A primeira adaptação do conto se deu na revista Weird Science, da EC Comics, em 1950, numa versão em quadrinhos. Mas a mais conhecida adaptação do personagem foi sem dúvida o filme Re-animator, de 1985, dirigida por Stuart Gordon (que também adaptou o conto de Edgar Allan Poe, o Poço e o Pêndulo) e protagonizado por Jeffrey Combs. O filme, além de ser uma boa adaptação do conto original também foi muito bem recebido pela crítica, e hoje o filme é considerado um clássico do gênero.



O filme ainda contou com duas sequências: A Noiva do Re-Animator, de 1991, que mostra a tentativa de reanimar um antigo amor do Dr. Dan Cain e mais recentemente, em 2003, Beyond Re-Animator, que leva a história e os personagens para uma prisão, 13 anos depois da última sequência, onde Herbert West cumpre pena pela morte de uma garota. As duas sequências foram dirigidas por Brian Yuzna (diretor de trashes como A Volta dos Mortos-Vivos 3) e trazem de volta Jeffrey Combs como protagonista.



A noiva de Re-animator foi bem recebido, ganhando inclusive algumas premiações do gênero, e ainda se inspira no conto original de Lovecraft. Já Beyond Reanimator foi menos expressivo, estreando primeiro na TV e indo direto para DVD, tendo muito pouco a ver com o conto original, sendo apenas uma sequência direta dos filmes. Mas também vale a pena conferir.





Curiosidades:
- Herbert West – Reanimator foi criado por Lovecraft como uma paródia do Frankenstein de Mary Shelley;

- Jeffrey Combs, que intepreta Herbert West nos três filmes de Re-Animator faz a voz do Questão no desenho Liga da Justiça Sem Limites;
- Recentemente a editora Dynamite Entertainment publicou a hq Army of Darkness VS Re-Animator, colocando Herbert West e outros monstros Lovecraftianos contra Ash Williams, da série de filmes Evil Dead;
- A editora Zenescope (que está lançando HQs da série Charmed) publicou uma revista em quadrinhos regular chamada “Chronicles of Dr. Herbert West”, baseado no conto original;
- Foi desenvolvido o piloto de uma série chamada “Herbert West – Re-animator: The Series”, que buscava ser uma série de terror adolescente no estilo “Buffy – A caça Vampiros” e inspirada no conto de Lovecraft. Não soube mais nada sobre esta série desde 2009, então ao que parece, o piloto não decolou (trocadilho não intencional).



Na próxima madrugada:
Uma jovem garota é morta, e para trazê-la de volta à vida, um jovem a submete a uma ousada experiência. Na próxima semana, um filme com premissa criativa e original, do tipo que não se faz mais, A Maldição de Samantha.