Por Jack Starman
Isso aí povo, essa semana o Al Lock se juntou as suas outras personalidades em uma campanha singrando o espaço-tempo para formar a entidade conhecida e temida por todos como Ser Supremo, e me deixou aqui para trazer a vocês um pouco mais de história dos quadrinhos, dessa vez na nossa terra brasilis.
Há muita controvérsia de quando começou os quadrinhos no Brasil, mas muitos estudiosos
colocam a data de 1905 com a publicação da revista O Tico-Tico da editora O Malho o marco inicial, pois ela já trazia em suas páginas algumas tiras de quadrinhos. Porém, foi a partir do surgimento do Suplemento Infantil do Jornal A Nação em 1934 que se iniciou um interesse maior pela publicação das HQ`s.Essa linha de importar coisas feitas no exterior era bem definida no Suplemento Infantil, um caderno especial de domingo do jornal A Nação sobre o comando do jornalista Adolfo Aizen que meses após seu lançamento tornou-se uma publicação independente, com o título Suplemento Juvenil para ampliar seu público alvo, tendo uma tiragem de 360 mil exemplares nas três primeiras edições. Logo outros suplementos apareceram como O Globo Juvenil de O Globo; A Gazeta Juvenil do jornal Gazeta de São Paulo e O Guri do jornal O Cruzeiro, para citar só os principais.
Em maio de 1945, Adolfo Aizen escreveu mais uma parte importante da história nacional dos quadrinhos. Nesse mês foi fundada oficialmente a Editora Brasil-América (EBAL), importante editora de HQ´s por muitos anos. Foi na EBAL a primeira aparição dos personagens Disney no Brasil, ainda no mesmo ano. Durante este período a agência Voge Publicidade publicou uma pesquisa onde afirmava que 75% dos jovens brasileiros que sabiam ler consumiam revistas juvenis (JÚNIOR, 2004, p.121), confirmando assim a abrangência das histórias em quadrinhos no país.
Nos anos 50 aconteceu a 1ª Exposição Internacional de Quadrinhos, no Rio de Janeiro,
A partir dos anos 80, muitas publicações independentes (fanzines) começaram a circular com um lado mais alternativo na temática, inspirados por grandes nomes das HQ´s alternativas como os europeus Millo Manara, Tamburini e Libertatore, e os brasileiros Paulo Garfunkel e Libero Malavoglia que faziam o “samurai das ruas” em O Vira-Lata. Apesar da força de vontade, muitas dessas tentativas não preduraram. Apesar de existirem diversas revistas voltadas estritamente para a HQ nacional, como Bundas (já extinta), Outra Coisa (com informações sobre arte independente) e Caô, pode-se considerar que as produções tipicamente nacionais ainda não se firmavam no Brasil nesse periodo.
Na década de 90 a História em Quadrinhos no Brasil ganhou impulso com a realização da 1ª e 2ª
Hoje em dia, do ponto de vista das grandes tiragens com produção nacional, há predominância das HQ´s da Turma da Mônica, que fazem sucesso em outros lugares do planeta, porém, já se conta com uma nova geração de quadrinistas que não visam só o cenário internacional, como Spacca e seu Santô e os Pais da aviação, André Kitagawa com o Chapa quente, Ferréz e Alexandre de Mayo e Os inimigos não mandam flores. Esses autores procuram retratar o país e suas peculiaridades urbanas, mostrando que podemos ter esperança de uma melhora no cenário nacional e uma forma bem brasileira de se fazer HQ´s, como já dizia Álvaro de Moya: ”Algum dia terá que surgir também, em síntese de todos esses desencantos que é a triste e saudosa história dos quadrinhos no Brasil, uma verdadeira e genuína forma de fazer quadrinhos brasileiros”.
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