Fala galera! Depois da semana especial rock and roll do Uarévaa, vocês acharam que já tinha acabado a celebração, né? WRONG! Como um belo cara de pau que sou, eu tentei mais uma vez uma entrevistinha com um dos caras mais respeitados no Mundo do Rock....pra quem chutou o Sidney Magal...errou de novo...rs...hoje eu trago aqui no PalhetadA...
É isso mesmo rapá!! Andreas Kisser, Músico, Guitarrista do Sepultura e torcedor fanático do São Paulo...o que não é novidade pra ninguém!
Duende: Andreas, antes de qualquer coisa valeu a atenção para com este blog de várzea, blog moleque.
Andreas: Eu que agradeço o espaço.
Duende: Eu não consigo pensar em outro modo de começar essa entrevista a não ser falando da sua presença no fodástico Big4! Cara, como isso aconteceu?
Andreas: Bom, o Scott Ian, guitarrista do Anthrax, me ligou em dezembro do ano passado me falando que a esposa dele estava esperando o seu primeiro filho e que não daria pra ele fazer alguns shows em julho, incluindo alguns do Big 4. Eu fiquei muito honrado e feliz com o convite e aceitei na hora. Deu tempo para remanejar as datas com o Sepultura e confirmei minha presença com os caras para 11 shows em julho, com 5 shows do Big 4. como o Metallica estava fazendo as jams em todos os shows, eu subi lá pra tocar com eles, foi algo surreal, acho que nem em sonho da pra sonhar algo assim, uma das minhas maiores experiências.
Duende: Qual a sensação de estar ali no meio dos caras que fazem parte da sua influencia musical? Não deu aquela tremedeira para subir no palco e substituir Scott Ian?
Andreas: Tremedeira não, por que eu estava muito bem preparado, nós tivemos somente um ensaio antes do primeiro show que foi um dos Big 4, para 70 mil pessoas e foi tudo perfeito, puta show. Tocamos por 45 minutos, abrindo o festival e foi muito foda, o público estava lá para curtir e não para fazer comparações, foi um clima fantástico.
Duende: Uma pergunta de fã, nesse período tocando no Big4 você pode nos contar algumas coisas de bastidores? Tem alguma foto que possa nos motrar?
Andreas: Os bastidores estavam num clima muito bom, todos rodando pra lá e pra cá, trocando ideia, curtindo o dia, todos estavam muito felizes de estarem juntos ali e eu mais ainda!
Duende: Não foi a primeira vez que você se junta no palco pra tocar com outras bandas certo? Dessas apresentações qual foi a mais marcante?
Andreas: Eu toquei com muita gente de muito estilo diferente, difícil falar qual foi melhor, todas as jams foram muito especiais. As que me lembro agora foram a abertura do The Police no Maracanã com os Paralamas do Sucesso, a abertura do AC/DC no Morumbi com o Nazi, tocar Going to Brazil com o Motorhead no Rock in Rio Lisboa 2010, tocar com o Ronnie James Dio no Credicard Hall, SP, Mob Rules, com o Deep Purple em Belo Horizinte, Smoke on the Water.
Duende: Se bem me lembro, você também subiu ao palco pra tocar com Dimebag Darrel que foi um guitarrista absurdo. Pode nos contar um pouco daquela época?
Andreas: Boa memória, sem dúvidas uma das melhores tournes que já fiz, era espetacular. Eu tocava Walk com eles todas as noites, acho que rolaram umas 20 jams destas, fantástico, o Pantera ao vivo era muito foda. Ainda fazíamos a jam do Sepultura, a Kaiwoas, no final do nosso show e todos entravam no palco para tocar percussão, era épico.
Duende: Existe alguma coisa como músico que você ainda não conseguiu realizar?
Andreas: A música sempre tem algo de novo pra se fazer e aprender. Me considero jovem, apesar dos meus 42 anos, e tenho muito pra curtir com a minha guitarra.
Duende: Se você não fosse um guitarrista consolidado no Rock, o que você faria para viver?
Andreas: Não tenho a menor ideia e isto não passa pela minha cabeça, o que eu vivo esta aqui, agora.
Duende: Nós já tentamos marcar de correr de Kart, mas acabou não dando certo, batendo a sua agenda com o evento "InterBlogs" ainda podemos sonhar em ter você no grid?
Andreas: Com certeza! Eu curto muito a Fórmula 1 e o kart é o mais perto que vou chegar dela. Vamos ver se algumas destas ainda rola, espero que sim.
Duende: Andreas, pra encerrar a entrevista....o que o Rock and Roll significa pra você?
Andreas: Significa liberdade, não só musical mas de atitude, de vida, ser o que vc quer ser, quebrar barreiras, ser livre.
Duende: Mais uma vez obrigado pela atenção Andreas, admiro pra caralho o seu trabalho e sua humildade em atender todo mundo da melhor maneira possivel.
Andreas: Obrigado a vocês, abraço! Andreas
FODA hein? Segunda vez que o cara pinta no Uarévaa, rapá! Lembra do Review do Show do MetallicA que o Sepultura abriu?
http://www.uarevaa.com/2010/02/metallica-o-show-perfeito.html
Entrevista com audio e tudo... O_O
É isso ai galera, presentão de Aniversário pra esse Duende que ta ficando mais velhinho justamente hoje!
Let´s Rock!!
Duende Amarelo.
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domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
CinemaScope: Metropolis Versão Restaurada
Tive a honra de ver no Theatro Municipal carioca a versão restaurada e com orquestração ao vivo de um classico da ficção ciêntifica no cinema: Metropolis. Mas antes de falar sobre o filme, vamos uma aula de história. Continua abaixo.Bem, muitos rolos do filme estavam perdidos por aí, espalhados pelo mundo, omitindo e encurtando partes importantes da história do filme. Só que alguns anos atrás na Argentina (tenho uma teoria que Hitler levou os rolos perdidos do filme para lá) foi encontrados muitos destas partes perdidas, mas com legendas em espanhol e no formato 16mm, diferente do padrão 35mm exibidos em todos os cinemas. Mas a maioria destas partes só extendem certas partes importantes do filme, o que é interessante por causa do desenvolvimento dos atores, mas por exemplo a cena da igreja que o padre descreve o apocalipse (no mundo do filme) e a sequência de luta entre Joh Fredersen(Alfred Abel) e C. A. Rotwang (Rudolf Klein-Rogge). Mesmo com o material em pessimas condições, as partes que faltaram foram restauradas, não ao ponto de ficar perfeito, mas visivel suficiente.

Agora vamos a história: no futuro, a utopía tecnológica foi alcançada graças a Joh Fredersen e sua moderna e futuristica cidade Metropolis, que junto com os Jardins Eternos, onde o ser humano tenta alcançar sempre mais a perfeição fisica e intelectual, pavimenta os rumos da humanidade. Mas Metropolis é sustentada por um mundo subterraneo industrial, onde os trabalhadores não tem outra pespectiva de vida a não ser manter a cidade funcionando.

Dentro deste cenário, somos apresentados a Maria(Brigitte Helm), a messias do subterraneo que acredita que falta um elo entre as 3 comunidades para se que possa alcançar a verdadeira utopia.O filho de Fredersen, Freder(Gustav Fröhlich), cansado da mesmisse da vida em metropolis, se apaixona a primeira vista por Maria e decide se mudar para o subterrâneo para se aproximar de seu amor. Mas as suspeitas de uma revolução por parte dos trabalhadores faz que Fredersen recorra ao seu ciêntista principal e antigo rival pelo amor de sua mulher, C. A. Rotwang, para que arrume o jeito de confrontar esta situação. A solução dada pelo Homem da Ciência e infiltrar entre os pobres uma ciborgue que ninguem distinguirá se ela é humana ou não. Mas ninguem faz idéia dos planos de vingança de Rotwang, que pode levar a ruina de Metropolis e a morte de inumeros inocentes.
Apesar de oficialmente a ficação científica e o cinema terem nascido e andando deste então juntos, seja com os livros Guerra dos Mundos, 20.000 Leguas Submarinas e o Viagem a Lua, Metropolis trouxe um aprofundamento do gênero dentro do cinema além de explorar ao maximo até então o que os épicos da época e o expressionismo alemão eram capaz de fazer. Como fã das tecnicas antigas de efeitos, ver o filme numa tela grande é uma experiência arrasadora, e depois de tantos anos ainda dá um cacete em muito efeito em CGI por aí.

E também é utilizado como alegoria da revolução industrial e da religião, essa especialmente, e também da própria situação do país, que se recuperava da primeira guerra com avanço industrial assombroso e um começo de divisão mais brusca da sociedade.Não que o filme seja sobre a anscenção do nazismo, de forma alguma, mas seja qual for a sociedade se ela começar a crescer descontroladamente o seu proprio inimigo será ela mesma.

E neste cenário que Rotwang aparece como o homem da razão com ações movidas pelas dores do coração. Devotamente apaixonado por Hell, antiga esposa de Fredersen, ele decide criar um ciborgue para substituir seu amor falecido. Inumeras referencias ao cristianismo estão presentes no longa, usando religião como o combustivel do povo e renegado a cultura (literalmente) undergound, enquanto Sodoma e Gomorra são vendidos aos homens ricos e cultuados pelos mesmos, sem saber que aquilo so leverá a ruina. Assim como a imagem do deus (na forma de Maria) pode ser um instrumento tanto para o bem quanto para o mau, sendo que no caso a falsa Maria é uma arma da ciência que serve pro ponto de vista de Rowling o que exatamente a religião, ou o culto a qualquer coisa é no ponto de vista do ateu (vou dizer "ateu" por falta de palavra melhor no momento): uma arma de controle das massas.

A maquina é vista como o devorador de homens, um dêmonio do sacrifico para que aqueles que estão acima de nós possam viver bem. Também temos o proletáriado, tendo que viver no submundo, e ludibriado pela Falsa Maria pode condenar seus filhos e o futuro da cidade a destruição.Enquanto por outro lado a beleza e luxuria da ciborgue é utilizada para enlouquecer os homens e deixar a cidade em pecado.Engraçado como a imagem do "diado" é criado pelo homem e como a santidade tem que viver no subsolo, no frio e na escuridão, uma inversão de valores interessantes.

Aqui no Rio de Janeiro foram exibidos durante os dias 21, 22,23 e 24 de março com formato 35 mm no Theatro Municipal por preços acessiveis os lugares mais altos e mais caros nos lugares mais abaixo. Destaque também para a ótima trilha sonora feita por Gottfried Huppertz e orquestrada por Silvio Viegas, que deixou tudo mais épico, especialmente ao vivo. Um classico do cinema e da ficção ciêntifica, Metropolis ainda hoje é influência uma serie de filmes e por ter passado pelo teste do tempo e ainda gerar tanto interesse só comprova a sua força. Mas pra quem não pode estar lá no momento, relazem, o filme está em dominio publico e você pode assisti-lo aqui.
NOTA: 10.0
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A volta ao mundo em 8 bandas: Portugal
Assim que é bom... Não precisamos nem ficar firulando pra apresentar o novo post do Nicodemus porque ele mesmo já faz isso. Molezinha. Confira ai e mande o seu post tambem, enviando texto e imagens pro e-mail contato@uarevaa.com.E aí peladões e peladonas(?) do blog mais despido da Internet? Outra vez estou aqui, e para prosseguir meu primeiro post de leitor estou constituindo neste espaço uma mini-coluna
Desta vez falaremos só sobre bandas de Portugal, numa retomada histórica, podemos entender nosso musicalidade brasileira partindo dos violões que vieram com os Fados portugueses, misturados com a riqueza de das percussões africanas, em boa parte dos dos ritmos originários desta terras, e se temos um Rock com uma pluralidade e qualidade, isto nos faz pensar como se desenvolve a música pop na terra dos colonos, certo? Não? Pois devia, gajo.
Toranja
Já comentei desta banda em outro post
Mata-Ratos
Uma banda punk portuguesa, uma das mais importantes do país, fizeram uma turnê com a banda brasileira Garotos Podres, o que nos rendeu uma cover da banda brasileira de Expulsos do Bar dos Lusitanos.
Madredeus
Considerada a maior banda portuguesa, usa as cordas de maneira magnifica e participou e fez a trilha do ótimo filme do Wim Wenders O céu de Lisboa. Sempre achei que usavam o fado, mas a Wikipédia disse que não, e quem sou eu pra discutir com a Wikipédia, não é mesmo?
Os Pontos Negros
Pra mim têm uns dos melhores álbuns do ano passado, o Pequeno-Almoço Continental, é uma banda de Indie Rock, com um pouco do espirito do Buzzcoks em algumas faixas.
Xutos e Pontapés
Outra banda mais que consagrada em Portugal, fazendo um hit atrás do outro. Pessoalmente não gosto muito, mas é importante de se conhecer para falar de Rock Português.
Madcab
Rock alternativo de qualidade, em inglês e com sotaque lusitano, já acabou e só teve um álbum. Com uma pegada de post rock, e lembrando os anos de grunge.
Azevedo Silva
De todas, esta é minha preferida! Azevedo Silva é ex-guitarrista e vocalista da Madcab, e no seu projeto solo, pega seu violão, e numa onda meio folk, faz uma música simples e fantástica. Bem tocado, bem escrito.
Tara Perdida
Outra banda consagrada em Portugal, começou com este hardcore/punk tendo aberto show até do The Exploited, mas hoje fazem um som mais pop.
Isso ai moçada! Comentem sobre as bandas que os agradaram e outras bandas de Portugal que conheçam, em breve volto com outro tema e com oito bandas.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Let the beat ride
Momento Uarévaa
por Shazam
Salve salve simpatia! As vezes youtube me recomenda coisa fina. E desta vez trago o som de um rapper que usa uma mesa e 2 Bics para fazer o seu som! Confira ai que é muito bom!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Batman Footloose
Momento Uarévaa
Por Skrull
Footloose foi uma das músicas mais marcantes dos anos 80. O Batman de Adam West, foi ( e acho que ainda é) o Batman mais conhecido de todos! O que então dá se misturarmos Batman e Footloose?
Eu e meus amigos estávamos conversando que qualquer dancinha combina com Footloose. Pois bem, esperem mais videos com a galera dançando Footloose. Quem sabe isso não vira um meme?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Y-no
Salve salve simpatia! O Duende que me perdoe, mas parece que o pagode veio para ficar!
O grupo foi formado em Tóquio em 2007 por estudantes da Sophia University que se conheceram em um clube especializado em música brasileira. E eles contam que se apaixonaram pelo samba e pelo pagode aos poucos, especialmente pela melodia e pelo ritmo.
Com Bekki no pandeiro, Reji no baixo, Ta no banjo, Kenta Ohno no rebolo, Hisashi no cavaquinho e Yamagataro (é ta faltando um) na bateria eles dizem que a escolha pelo pagode veio naturalmente. “É fácil entrar no ritmo do pagode – é só pegar um chocalho e chacoalhar e você já está fazendo um pagode. Essa facilidade, junto com a beleza da música, é o que queremos que nossos fãs aproveitem. É só relaxar, entrar no ritmo e sentir a nossa melodia, a nossa paixão pela música”.
Querido amor
Em 2008 eles vieram para o Brasil comprar instrumentos e fizeram um jam numa loja do Rio de Janeiro, tocando “A batucada dos nossos tantãs”.
Som Original – Fundo de quintal
No site eles dizem não ter muitos fãs ainda – “no momento são mais parentes e amigos” – mas contam que o público está crescendo. “O pagode é muito raro no Japão. No começo as pessoas ficam curiosas, tentando entender, mas como o show é divertido, elas vão entrando no ritmo”
Tem mais videos no site, com versao em português pelo google -__- , e se não me engano, também vende o CD Querido Amor!
Quem comprar e tirar uma foto com o CD eu dou um brinde especial!
Devo dizer que curto muito a melodia deles, e obóvio que se melhorar o português fica muito bom! E fiquei com o refrão de Querido Amor na cabeça!
Referência: Perto do batuque do seu Figueira.
Banzaaaaaaaaaaaaaaaai lol
O grupo foi formado em Tóquio em 2007 por estudantes da Sophia University que se conheceram em um clube especializado em música brasileira. E eles contam que se apaixonaram pelo samba e pelo pagode aos poucos, especialmente pela melodia e pelo ritmo.
Com Bekki no pandeiro, Reji no baixo, Ta no banjo, Kenta Ohno no rebolo, Hisashi no cavaquinho e Yamagataro (é ta faltando um) na bateria eles dizem que a escolha pelo pagode veio naturalmente. “É fácil entrar no ritmo do pagode – é só pegar um chocalho e chacoalhar e você já está fazendo um pagode. Essa facilidade, junto com a beleza da música, é o que queremos que nossos fãs aproveitem. É só relaxar, entrar no ritmo e sentir a nossa melodia, a nossa paixão pela música”.
Querido amor
Em 2008 eles vieram para o Brasil comprar instrumentos e fizeram um jam numa loja do Rio de Janeiro, tocando “A batucada dos nossos tantãs”.
Som Original – Fundo de quintal
No site eles dizem não ter muitos fãs ainda – “no momento são mais parentes e amigos” – mas contam que o público está crescendo. “O pagode é muito raro no Japão. No começo as pessoas ficam curiosas, tentando entender, mas como o show é divertido, elas vão entrando no ritmo”
Tem mais videos no site, com versao em português pelo google -__- , e se não me engano, também vende o CD Querido Amor!
Quem comprar e tirar uma foto com o CD eu dou um brinde especial!
Devo dizer que curto muito a melodia deles, e obóvio que se melhorar o português fica muito bom! E fiquei com o refrão de Querido Amor na cabeça!
Referência: Perto do batuque do seu Figueira.
Banzaaaaaaaaaaaaaaaai lol
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Cash - Uma biografia
Uareview/PalhetadA
Por Rafael Rodrigues
“When my life has ended
And my time has run out
My friends and my loved ones
I'll leave there's no doubt
But one thing's for certain
When it comes my time
I'll leave this old world
With a satisfied mind”

Dia 12 de Setembro (último domingo) fez 7 anos que morreu Johnny Cash, nomeado por muitos a “personificação do country” e que influenciou mais de uma geração ao longo das décadas, bem como diversos gêneros musicais, incluindo o Rock’n Roll. Nada mais adequado então do que homenageá-lo com o review da sua biografia em quadrinhos, que eu estava devendo aos leitores do Uarévaa há um bom tempo.
A música é, assim como qualquer forma de arte, algo muito
pessoal. O que é bom para um pode não ser tão bom para outros e muitas vezes é difícil – senão impossível – explicar o quanto uma música nos toca. A vida, no entanto, é algo bem diferente. Não importa se nós já passamos por uma situação ou não, se fazemos parte de uma cultura ou não, conseguimos compreender e simpatizar com qualquer condição humana. Junte isso à fascinação do público para com celebridades e figuras públicas e temos uma boa resposta para os motivos pelos quais as biografias são feitas.Particularmente, prefiro biografias filmadas do que em quadrinhos. Primeiro porque não sou grande fã do gênero (querer saber da vida dos outros nunca foi um interesse na minha vida, sendo pessoa publica ou não) e segundo porque, no que tange às histórias em quadrinhos propriamente ditas, a narrativa objetiva pode se tornar cansativa e pouco atrativa se não estiver em mãos competentes. Mas não dá para negar que o gênero pode render muito, inclusive nas HQs, tanto por suas características quanto pela experiência de vida que ela passa.
Apesar de não ser um fã ardoroso de Johnny Cash (do tipo que tem todos os álbuns e conhece todos os detalhes da vida do artista), gosto muito da carreira do cantor (musicalmente falando) e sempre me identifiquei muito com diversos aspectos de sua vida e especialmente das letras das suas músicas. Então quando eu tive a oportunidade de comprar Cash – Uma Biografia, agarrei a chance e adquiri a obra que, esperava eu, tivesse tudo aquilo que me fez apreciar do cantor. Felizmente, não me arrependi da compra.
Cash – Uma Biografia (Cash – I See a Darkness, no original) foi produzida pelo quadrinista alemão Reinhard Kleist (considerado um dos maiores nomes das Hqs germânicas, tendo feito outras biografias, como Elvis Presley e Fidel Castro), mistura realidade e ficção para contar a turbulenta vida de Johnny Cash, de sua infância difícil como filho de um fazendeiro pobre até o sucesso e a gravação do seu último álbum (que contém a sua versão para a música “Hurt”, de Trent Reznor), passando pelas conturbadas relações amorosas e seu relacionamento com June Carter.A maioria das biografias do músico (incluindo suas autobiografias) são extensas, com 300 páginas ou mais, então condensar toda a vida do artista em páginas de quadrinhos com pouco espaço para textos longos poderia ser considerada uma tarefa ingrata e virtualmente impossível, não fosse a criatividade de Kleist e sua intenção no que se refere à obra. Como todo bom autor de quadrinhos, Kleist conhece as limitações do meio, e também suas vantagens. Por conta disso, o autor decidiu contar a história de Cash do jeito mais interessante dentro dessa mídia: Fazendo uso de uma narrativa simples, entrecortada por interpretações visuais de letras de suas músicas, além do uso competente da subjetividade dos quadrinhos para criar mais do que uma biografia, fazendo uma obra cuja narrativa lembra a boa poesia sobre a vida que permeia as próprias músicas do cantor.
A arte é simplesmente impressionante. Mesmo com traços simples,
o autor consegue expressar tudo o que acontece de forma muito clara, do objetivo ao subjetivo, daquilo que a gente vê àquilo que a gente sente. As emoções e reações são mostradas de forma eficiente, fazendo-nos esquecer em diversos momentos que estamos diante de páginas ilustradas.Cash – Uma biografia está disponível nas melhores livrarias e é uma obra indispensável para fãs de quadrinhos, fãs do cantor e fãs de biografias. Mas é recomendada para qualquer pessoa disposta a ver um lado mais subjetivo da vida deste que foi um dos maiores nomes da música mundial, mas cuja história foi sempre permeada por problemas da sociedade, do corpo e da alma.
Nota: 9,5
Rafael Rodrigues caminha na linha.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Beijo de Deus
Calma, pessoal, não é um review de algum filme brasileiro onde uma mocinha da cidade se apaixona por um padre e vive um tórrido amor proibido, é o Rafael Rodrigues trazendo uma das bandas mais bacanas dos anos 2000! Segue aí para conferir!

Criada em 1995, a banda americana Godsmack iniciou seus trabalhos fazendo covers de bandas como Alice in Chains para conseguir público para suas apresentações. Em pouco tempo começaram a compor suas próprias músicas e apresentá-las ao público, algumas tendo ficado populares rapidamente, como Whatever
O primeiro album do Godsmack foi lançado em 98, próximo da virada do século. Em uma época em que crescia o “rap metal” (mais conhecido como nu metal) e estas bandas com músicas que seguiam a trinca trecho pesado-trecho balada-trecho hip hop, Godsmack manteve os bons tempos em que o rock podia ser pop usando apenas aquilo que faz o ritmo ser tão bacana em músicas que mostravam claramente suas influências, mas ao mesmo tempo trazia um quê de novidade ao ritmo.
Por falar em influências, segundo seus membros, o Godsmack passa por Alice in Chains, Black Sabbath, Led Zeppelin, Aerosmith, Judas Priest, Slayer, Metallica e Rush. Só gente fina.
Para quem está curioso sobre o nome da banda “Godsmack” é “beijo de Deus”, em tradução livre –você pensou que o título do post era por nada?) tem uma história curiosa: O baixista da banda disse que o nome foi inspirado na música God Smack! do Alice In Chains, mas outro membro da banda afirmou mais tarde:
A banda possui 18 singles classificados no Top 10 da parada Mainstream Rock e é um dos mais populares grupos de heavy metal da década passada nos Estados Unidos, tendo vendido mais de 19 milhões de álbuns em todo o mundo. Desde sua criação, Godsmack já fez turnês no Ozzfest em mais de uma ocasião realizando também turnês junto a vários festivais e outros dedicados aos seus álbuns. Também fizeram parte da turnê do Mötley Crüe, Crüe Fest 2. [/Wikipédia]
E não pára por aí. Apesar de ter lançado uma coletânea comemorando 10 anos da banda e dos rumores de separação, Godsmack continua com tudo, tendo lançado em 2010 o álbum The Oracle, primeiro álbum de hard rock a chegar ao número um nas paradas de sucesso do ano, fazendo do Godsmack a sétima banda de rock band a chegar a número 1 com três álbuns de estúdio consecutivos.
Formação da Banda:
Discografia:
E, para fechar, mais uma amostra do quanto a banda é foda, uma Drum Battle ao vivo entre o baterista e o vocalista da banda, confere aí:
Falow, galera, até mais!
Let’s Rock!
Duende Amarelo Rafael Rodrigues

Criada em 1995, a banda americana Godsmack iniciou seus trabalhos fazendo covers de bandas como Alice in Chains para conseguir público para suas apresentações. Em pouco tempo começaram a compor suas próprias músicas e apresentá-las ao público, algumas tendo ficado populares rapidamente, como Whatever
O primeiro album do Godsmack foi lançado em 98, próximo da virada do século. Em uma época em que crescia o “rap metal” (mais conhecido como nu metal) e estas bandas com músicas que seguiam a trinca trecho pesado-trecho balada-trecho hip hop, Godsmack manteve os bons tempos em que o rock podia ser pop usando apenas aquilo que faz o ritmo ser tão bacana em músicas que mostravam claramente suas influências, mas ao mesmo tempo trazia um quê de novidade ao ritmo.
Por falar em influências, segundo seus membros, o Godsmack passa por Alice in Chains, Black Sabbath, Led Zeppelin, Aerosmith, Judas Priest, Slayer, Metallica e Rush. Só gente fina.
Para quem está curioso sobre o nome da banda “Godsmack” é “beijo de Deus”, em tradução livre –você pensou que o título do post era por nada?) tem uma história curiosa: O baixista da banda disse que o nome foi inspirado na música God Smack! do Alice In Chains, mas outro membro da banda afirmou mais tarde:
“Eu estava tirando sarro de alguém que estava com herpes nos lábios e no dia seguinte eu tive também e alguém disse, 'É um godsmack'. O nome ficou na minha cabeça. Nós sabíamos da música de Alice in Chains, mas não pensamos muito nela. É uma boa música e o nome tinha significado para nós.”
A banda possui 18 singles classificados no Top 10 da parada Mainstream Rock e é um dos mais populares grupos de heavy metal da década passada nos Estados Unidos, tendo vendido mais de 19 milhões de álbuns em todo o mundo. Desde sua criação, Godsmack já fez turnês no Ozzfest em mais de uma ocasião realizando também turnês junto a vários festivais e outros dedicados aos seus álbuns. Também fizeram parte da turnê do Mötley Crüe, Crüe Fest 2. [/Wikipédia]
E não pára por aí. Apesar de ter lançado uma coletânea comemorando 10 anos da banda e dos rumores de separação, Godsmack continua com tudo, tendo lançado em 2010 o álbum The Oracle, primeiro álbum de hard rock a chegar ao número um nas paradas de sucesso do ano, fazendo do Godsmack a sétima banda de rock band a chegar a número 1 com três álbuns de estúdio consecutivos.
Formação da Banda:
Sully Erna: Vocal, guitarra rítmica, teclado, bateria, percussão, gaita (1995 - presente)
Tony Rombola: guitarra principal, vocal de apoio (1997 - presente)
Robbie Merrill: baixo, vocal de apoio (1996 - presente)
Shannon Larkin: bateria, percussão (2002 - presente)
Discografia:
1998: Godsmack
2000: Awake
2003: Faceless
2004: The Other Side
2006: IV
2007: Good Times, Bad Times... Ten Years of Godsmack
2010: The Oracle
E, para fechar, mais uma amostra do quanto a banda é foda, uma Drum Battle ao vivo entre o baterista e o vocalista da banda, confere aí:
Falow, galera, até mais!
Let’s Rock!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
MAGAL
Sidney Magalhães. Conhece esse nome? Provavelmente não. Mas isto é o que está escrito na carteira de identidade desse, que é o maior ícone da musica brasileira – Sidney Magal.
Magal é energia, Magal é poesia. Magal é empolgação. Magal está no imaginário de 11 entre 10 mulheres brasileiras, e é alvo da inveja e admiração dos homens da nação.
Sidney lançou nos anos 70 seu primeiro grande sucesso: “Se Te Agarro com Outro te Mato”, no qual começou a incorporar o ritmo cigano, latino e a disco music, criando assim seu estilo único e ousado que desde então leva as fãs a loucura.
Mas seu apogeu se deu no final dos anos 80, inicio dos 90. Se a inesquecível “Sandra Rosa Madalena” fez todo mundo dançar ao som do embalo místico e contagiante de sua melodia, logo em seguida ele estourou na onda da musica proibida, a sensualidade da lambada, com “Me Chama que Eu Vou”, que se tornou abertura da badalada novela “Rainha da Sucata”. Impossivel ficar parado até hoje com essa canção. Muitas saias foram rodadas ao som dela.
Obviamente todo o talento deste latin lover não poderia se restringir a música, e ele marcou presença no cinema e na televisão. Estreou na telona com “O Sexo das Bonecas” e depois estrelou “Amante Latino”.
O grande destaque foi sua participação, no papel de si mesmo, em um dos mais icônicos filmes da cinemateca brasileira. O antológico e espetacular “O Inspetor Faustão e o Mallandro”. Essa película, raríssima de ser encontrada, o que é uma pena devido a seu valor histórico e cultural, unia dois dos maiores astros do Showbussines brasileiro, Fausto Silva e Sérgio Mallandro, que se unem para combater o comércio ilegal de codornas, cujos os ovos são amplamente procurados pelo seu poder afrodisíaco e o milagroso poder de arrancar apenas a verdade das pessoas. Participações especiais de Faustinho e Paulo Cesar Pereio como DEUS. Vale a pena ir em busca dessa preciosidade pois ninguém deve passar por essa vida sem testemunhar tal obra.
Ele ainda corou sua carreira cinematográfica com o neo-classico “Um Lobisomem na Amazônia”, em que interpreta o difícil papel de um Sacerdote Inca. Aqui ele co-estrela com meu amigo Pedro Neschling.
Mas voltando a nosso herói, Magal se aventurou também pela televisão, claro. E abrilhantou produções de grande qualidade como as novelas Ana Raio e Zé Trovão – no qual interpretava com excelência o sugestivo personagem Zé Cigano; Da Cor do Pecado, no papel do viril Comandante Frazão; e Bang Bang, onde se utilizava de seu amplo talento dramático com ênfase na sua veia cômica interpretando o inesquecível Zorroh.
E quando descobriu esse talento humorístico nato, ele se tornou praticamente um sucesso de Chico Anysio ao pegar para si o papel de professor da sensacional Uma Escolinha Muito Louca, ao lado de astros como Ricardo Corte Real, Luziane Baierle e Mateus Carrieri. Nessa atração inclusive há uma grande sacada: três alunas se chamam Sandra, Rosa e Madalena. Uma impressionante e genial homenagem a Magal.
Enfim, este pequeno artigo pouco consegue consagrar a importância desse astro para a cultura e o cancioneiro brasileiro, mas gostaria de poder incentivar as novas gerações a conhecerem a espetacular carreira do Rei Magal. Como ator, comediante, musico, cantor, dançarino, seja interpretante magistralmente ou simplesmente divulgando a tradição cigana como apenas, quiçá, Cigano Igor tenha conseguido feito próximo, Magal é e sempre será um exemplo para todos nós.
TODOS, COMIGO.
Simplesmente contagiante.
Até o próximo episódio.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Lambada Revelada
“Chorando se foi, quem um dia só me fez chorar”Kaoma

A Lambada é um ritmo musical brasileiro que ganhou o mundo e surgiu originalmente no Pará durante a década de 70. Relatos de paraenses dão conta que uma emissora local chamava de “Lambadas” as músicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome próprio, batizando o ritmo cuja paternidade é controversa e motivo de discussão entre músicos e pesquisadores paraenses. Sabe-se, no entanto, que o músico e compositor de carimbó Pinduca lançou, em 1976, uma música intitulada “Lambada (Sambão)”, faixa número 6 do LP “No embalo do carimbó e sirimbó vol. 5″. É a primeira gravação de uma música sob o rótulo de “Lambada” na história da música popular brasileira.
Outra versão afirma que o guitarrista e compositor paraense Mestre Vieira, o inventor da guitarrada , seria também o criador da lambada. Seu primeiro disco oficial, “Lambada das Quebradas”, foi gravado em 1976, mas lançado oficialmente dois anos depois, em 1978.O novo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica do Caribe caiu no gosto popular, conquistou o público e se estendeu, numa primeira fase, até o Nordeste. O grande sucesso, no entanto, só aconteceu após a entrada de empresários franceses no negócio.
Com uma gigantesca estrutura de marketing e músicos populares, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana (Llorando Se Fue) tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo. Mas também há uma vertente que diz que a dança da lambada provém do forró. A lambada chega a Porto Seguro, e ali se desenvolve. Boas referências foram a Lambada Boca da Barra, em Porto, e o Jatobar no Arraial d’Ajuda, onde desde o início também zouks (lambadas francesas) serviram para embalar os lambadeiros.
Tudo isso acontece na época do apogeu do carnaval baiano, que ditava uma moda atrás da outra, e numa delas, apresentou a lambada ao Brasil. Essa segunda fase da dança durou apenas uma temporada e foi um pouco mais abrangente que a primeira, que só havia chegado até o nordeste. Até esse ponto a lambada tinha como principal característica os casais abraçados. Era uma exigência tão forte que, quando da realização de alguns concursos, aqueles que se separassem eram desclassificados.
Mas não podemos deixar de citar cantores famosos que se aventuraram pelo ritmo:
Curiosidades:
- Existem 3 filmes sobre a Lambada, todos coincidentemente de 1990: Dançando Lambada ou Lambada - O filme, uma co-produção Brasil/Itália, que fala sobre um diretor de uma produtora americana que é seduzido não só pelo ritmo como também pela morenice de Regina, uma carioca tão sensual quanto a lambada:
Lambada – Set the Night On Fire, filme americano sobre um professor que nas horas vagas aquece as pistas de dança com sua sensualidade:
Mas o mais conhecido por aqui é The Forbidden Dance (Lambada, a Dança Proibida no Brasil), sobre uma bela princesa (!!) de uma tribo brasileira que vai aos EUA falar sobre o desmatamento de sua região, mas acaba tendo que ficar por lá e arranjar um emprego de empregada, apaixonando-se pelo filho dos patrões e ensinando a ele a erótica dança brasileira.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Palhetada
Olá pessoas, aqui quem lhes escreve é o Marcelo continuando o sistema de revezamento enquanto o Sr. Duende Amarelo manteem-se enfurnado no seu QG, planejando uma nova forma de exterminar insetos antiaracnídeos multicoloridos que tocam happy rock!
Eu não sou o tipo que conhece muito de rock sabe, mas o nosso colega Vini repassou para o email do Uarévaa (Aliás, ja mandou algo para nós hoje? Não? envia logo então rapá: contato@uarevaa.com) um texto bacanudo da Cínthia Demaria do blog Da Morte ao Mito onde ela fala sobre coisas que o rock agrega em nossa vida. Deêm uma olhada aí e espero que curtam.
Além da música, o rock n’ roll pode agregar muito mais pra vida das pessoas. Existem os fanáticos que nem saem de casa para assistir um programa de TV, ou aqueles que fazem qualquer loucura pra ver a banda favorita. Portanto, para o seu pai ou para o seu chefe que insistem em dizer que o rock não traz nada pra sua vida, esse artigo é pra eles.
Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Se você se identifica com essas características, com certeza vai se encontrar na lista abaixo.
O que você já ganhou ou ainda pode ganhar com o rock:
Cabelo: Muito. Quanto mais, melhor. Todo roqueiro que se preze já teve ou quis ter o cabelo comprido. Essa é uma experiência única, que pode revelar personalidade, rebeldia, alguma fase da vida ou mesmo boas fotos para os filhos, netos. “Olha o papai quando era cabeludo..."
Conhecimento geográfico e cultural: “A banda fica na Costa Sul da Oceania. Nesse lugar, na região do oeste existem mais de 6.000 variedades de flores”. Se não fosse pelo rock, alguma vez você saberia da existência desse local ou desta cultura?
Leitura: Se você é um autêntico roqueiro deve ter lido no mínimo uns cinco livros de biografia do seu ídolo. Isso sem contar revistas, sites e o constante hábito de usar a internet para fazer busca de discografias.
Turismo: “Vale tudo para ver o show da melhor banda do mundo”. Com certeza você já pensou isso alguma vez. Portanto, o rock sempre foi uma boa desculpa pra te tirar de casa e te fazer viajar kilometros de distância para ver “o show” da sua vida.
Vida social: Existe show de rock sem mosh? Nãããão. Portanto, se você não tem a sua galera do rock, com certeza encontra pessoas malucas com objetivos semelhantes em eventos do gênero.
Moda: Vestimenta tipicamente preta, camisas de banda, acessórios pontiagudos, coturnos, tênis rasgados, piercings, tattoos... Enfim, quando você começou a gostar de rock com certeza já foi identificado na rua como tal. Ah, e não é estereotipo não, mas é tipicamente característico do estilo.
Informações técnicas musicais: Com certeza você sabe definir o melhor riff da guitarra, o melhor solo ou a melhor “pegada rock `n roll”. Dificilmente o roqueiro sai de um show sem comentar os critérios
técnicos apresentados.
Capacidade de oratória: “Quem falou que essa banda é rock? Rock mesmo é essa aqui”... Esse debate é comum entre os rockers. Nunca se viu tanto argumento junto quando é para discutir opiniões sobre uma banda ou outra.
Liberdade: Quem nunca se sentiu livre por ouvir sua música favorita no talo, sem ninguém pra incomodar? Se ainda não fez isso, experimente e depois conte pra alguém o significado da liberdade.
Emprego: Muitas pessoas começam a trabalhar porque show de rock não é barato. Show internacional então, sem comentários. O tempo passa, o pai para de bancar e hora de contar com outro fornecedor de ingressos: o patrão.
Portanto, por mais que falem que não agrega valores, o rock te deu cultura, informação, estilo, responsabilidade, amigos e com certeza, os melhores momentos da sua vida! Viva o Rock e tudo que ele traz.
Let´s Rock!
domingo, 8 de agosto de 2010
Palhetada - by Z

Olá, pessoas! Aqui é o Z pra mais um Palhetada de improviso, já que o Duende Amarelo tá meio enrolado com uns trampos.
Hoje vamos falar um pouquinho de peculiares personagens que por si só fazem o nome da banda. Os nomes não estão por ordem de importância, mas sim porque foi nessa ordem que me vieram à mente. Clica aí!
As bandas mais marcantes do rock'n'roll sempre tem uma figurinha carimbada que é reconhecido até pela tiazinha do café. No Palhetada de hoje vamos citar alguns deles.
Robert Trujillo (MetallicA)
Quem teve a chance de assistir a um DVD ou algum show dos caras pôde notar que Trujillo vez por outra rouba a cena seja com sua caretas, seus giros malucos pelo palco ou se esgueirando como um soldado usando seu baixo como arma.
Freddie Mercury (Queen)
As músicas do Queen quebraram vários tabus e preconceitos da década de 70 e 80 e em grande maioria isso se deve à genialidade musical e vocal insuperável de Freddie Mercury. As apresentações espalhafatosas e teatrais de Freddie sempre garantiram um espetáculo a parte.
Gene Simmons (Kiss)
Pode perguntar pra qualquer um que seja se conhece a banda "Kiss" e tenho c
PS: Quem conhece a banda vai dizer que Paul Stanley é o cara mais carismático e que mais cai no agrado dos fãs, mas estamos falando de popularidade e não de carisma, ok?
Angus Young (AC/DC)
Essa é pra não dizerem que os escoceses só sabem tocar gaita de fole. Angus Young é um dos fundadores do AC/DC. Graças a Angus, a Gibson SG vendeu como nunca e virou meio que um símbolo da banda junto com seus chifrinhos presos à boina (chifrinhos esses que impestiam todo e qualquer show de rock por aí).
Kurt Cobain (Nirvana)
S
Igor e Max Cavalera (Sepultura)
Eu lembro de quando eu era bem novinho e que minha vó ficava horrorizada quando meus primos chegavam na casa dela com uma camiseta preta escrito "Sepultura" com um índio todo estranhão na frente. Me esgueirando pelos quartos do pessoal mais velho eu pude entrar em contato com o som pesado da banda brasileira, com o vocal rasgado de Max e com a bateria acelerada de Igor Cavalera.
Michael Jackson (Jackson Five)
O moleque passou toda sua infância integrando o grupo por livre e espontânea pressão do "simpático" papai Jackson. O talento do pimpolho chamou a atenção das gravadoras e em alguns anos o pequeno Michael começou a andar por suas próprias perninhas até conquistar o mundo da música.
Bon Jovi (Jon Bon Jovi)
Alguém aí sabe de bate-pronto o nome de, sei lá, um ou dois integrantes do Bon Jovi?
Ok, próximo.
Mick Jagger e Keith Richards (Rolling Stones)
Slash (Guns'n Roses)
Todo mundo sabe que o Axl sempre foi uma paquita muito stressada e egocêntrica e que vivia criando confusão com os membros do Guns. E todo mundo sabe também que o Slash era muito mais legal que o Axl. Afinal, smoking esculachado, cartola e cigarro na boca eram muito mais legais que shortinhos jeans curtos e camisas xadrez.
Ah, só pra você ter uma ideia do egocentrismo da paquita, vocês sabiam que ele simplesmente proibiu a venda de cartolas e camisetas do Slash na turnê Chinese Democracy? Pois é...
Então é isso!
Tenho certeza que muitos outros nomes poderiam ter sido citados, mas vamos deixar pra uma próxima vez, beleza? Espero que tenham gostado.
Até a próxima.
Let's rock!
PS: Esse é um post queima-língua dedicado especialmente para o Freud e para o Duende Amarelo.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
US PULIÇA!!
Fica ixxxpertu, rapá, que hoje o bicho tá pegano aqui no PalhetadA, sacô? Comu que o Duende tá de sirvíço, é o carioca Freud que tá sentando o dedo nessa porra hoje!!
E vô falá dus cana, us zômi, us meganha, us coxinha.... US PULIÇA, PORRA!! Senta o dedo no mouse ai e leia mais, porra!!
Foi o rádio mesmo quem me apresentou The Police. No final do anos 70 até meados dos 80 esses caras tocavam direto nas FMs e naquela época se ouvia muito mais rádio do que hoje, pois toca fita de carro era algo feito pra estar sempre quebrado e não tinha essa molezinha de CD nem MP3.
A banda começou em Londres em 77, quando o baterista Stewart Copeland procurou músicos pra formar um trio e embarcar na onda do Punk. Sting (baixo e vocal) e Henry Padovani (guitarra) se juntaram a ele e gravaram seu primeiro single ("Fall Out"/"Nothing Achieving") que não deu em nada. Logo depois, flertando com outra banda (Strontium 90) Sting e Copeland conheceram Andy Summers e trouxeram ele pro Police, que teve 4 integrantes por pouco tempo, pois Padovani logo foi limado da banda por ser meio "fraquinho na guitarra".
Em pouco tempo eles descolaram um contrato com gravadora, gravaram seu primeiro album (Outlandos d'Amour) e emplacaram um hit, "Roxanne", música onde um cara pedia pra uma "profissional do séquissu" largar dessa vida porque ele tava com ciúmes. Algo como um "Eu vou tirar você desse lugar" em Rock/Reggae style.
Acredite se quiser, mas "Roxanne" foi composta inicialmente por Sting como uma BOSSA NOVA. Apesar da premissa punk da banda, os integrantes eram bons músicos com diversas influências e o som do Police não era limitado aos famosos "3 acordes Do It Yourself" do Punk. A banda tinha uma veia Pop e incorporou no seu som muito Reggae, Ska e até um pouco de World Music e Jazz mais a frente. Duas músicas crássicas desse album que tambem gosto muito são "Can't Stand Losing You" e "So Lonely".
Veio o segundo album (Reggatta de Blanc) e o sucesso na Inglaterra se consolidou com os hits "Message in a Bottle" (música favorita do Sting na banda) e "Walking on the Moon".
O terceiro album (Zenyattà Mondatta) foi gravado, por pressão da gravadora, no meio de uma turnê mundial, e o resultado do "trampo corrido" desagradou a banda. Mesmo assim emplacou os hits "Don't Stand So Close to Me" e "De Do Do Do, De Da Da Da".
Paralelo ao sucesso crescente da banda, Sting começou a virar figurinha fácil por ai, atuando em filmes como "Quadrophenia", "Radio on" e "Duna". Os "egos inflados" aumentaram os já sempre existentes desentendimentos entre ele e Copeland, mas isso não os impediu de lançar mais 2 grandes albuns: Ghost in the Machine (com os sucessos "Every Little Thing She Does Is Magic" e "Spirits in the Material World") e o último album de estúdio e o mais bem sucedido, Synchronicity, que tinha os hits "Synchronicity II", "King of Pain", "Wrapped Around Your Finger" e o maior sucesso da história da banda, "Every Breath You Take".
E parou porque? Porque parou? Porque sim.... Sting emplacou sua carreira solo (que de rock não tem praticamente nada mas tambem curto bastante), cada um seguiu seu caminho e eles nem sequer chegaram a anunciar o fim da banda, simplesmente não gravaram mais... Quer dizer, até gravaram uma nova versão de "Don't Stand So Close to Me" para uma coletânea, mas ficou por isso mesmo, fora raríssimas ocasiões em que tocaram juntos.
Atééééé 2007, quando os 3 se reuniram de novo para uma turnêzinha safada e caça níquel em comemoração aos 30 anos da banda. O tipo de coisa ridícula que músicos velhos e canalhas fazem só pra faturar uma grana em cima dos OTÁÁÁÁÁRIOS que pagam pra assistir algo requentado e...
Puta merda, o show foi muito bom. Eu já tinha assistido o Sting no Rock in Rio 3 e o Andy Summers num show instrumental de violões com o brasileiro/argentino Victor Biglione, mas não perderia um show desses por nada. O ingresso foi carinho mas valeu a pena, os velhinhos mandaram muito bem. Difícil destacar meu momento favorito do show, mas curti muito a versão de "Wrapped around your finger".
É isso por hoje, galera, segunda que vem o Duende volta.... ou não, rs...
E vô falá dus cana, us zômi, us meganha, us coxinha.... US PULIÇA, PORRA!! Senta o dedo no mouse ai e leia mais, porra!!
Foi o rádio mesmo quem me apresentou The Police. No final do anos 70 até meados dos 80 esses caras tocavam direto nas FMs e naquela época se ouvia muito mais rádio do que hoje, pois toca fita de carro era algo feito pra estar sempre quebrado e não tinha essa molezinha de CD nem MP3.
A banda começou em Londres em 77, quando o baterista Stewart Copeland procurou músicos pra formar um trio e embarcar na onda do Punk. Sting (baixo e vocal) e Henry Padovani (guitarra) se juntaram a ele e gravaram seu primeiro single ("Fall Out"/"Nothing Achieving") que não deu em nada. Logo depois, flertando com outra banda (Strontium 90) Sting e Copeland conheceram Andy Summers e trouxeram ele pro Police, que teve 4 integrantes por pouco tempo, pois Padovani logo foi limado da banda por ser meio "fraquinho na guitarra".
Em pouco tempo eles descolaram um contrato com gravadora, gravaram seu primeiro album (Outlandos d'Amour) e emplacaram um hit, "Roxanne", música onde um cara pedia pra uma "profissional do séquissu" largar dessa vida porque ele tava com ciúmes. Algo como um "Eu vou tirar você desse lugar" em Rock/Reggae style.
Acredite se quiser, mas "Roxanne" foi composta inicialmente por Sting como uma BOSSA NOVA. Apesar da premissa punk da banda, os integrantes eram bons músicos com diversas influências e o som do Police não era limitado aos famosos "3 acordes Do It Yourself" do Punk. A banda tinha uma veia Pop e incorporou no seu som muito Reggae, Ska e até um pouco de World Music e Jazz mais a frente. Duas músicas crássicas desse album que tambem gosto muito são "Can't Stand Losing You" e "So Lonely".
Veio o segundo album (Reggatta de Blanc) e o sucesso na Inglaterra se consolidou com os hits "Message in a Bottle" (música favorita do Sting na banda) e "Walking on the Moon".
O terceiro album (Zenyattà Mondatta) foi gravado, por pressão da gravadora, no meio de uma turnê mundial, e o resultado do "trampo corrido" desagradou a banda. Mesmo assim emplacou os hits "Don't Stand So Close to Me" e "De Do Do Do, De Da Da Da".
Paralelo ao sucesso crescente da banda, Sting começou a virar figurinha fácil por ai, atuando em filmes como "Quadrophenia", "Radio on" e "Duna". Os "egos inflados" aumentaram os já sempre existentes desentendimentos entre ele e Copeland, mas isso não os impediu de lançar mais 2 grandes albuns: Ghost in the Machine (com os sucessos "Every Little Thing She Does Is Magic" e "Spirits in the Material World") e o último album de estúdio e o mais bem sucedido, Synchronicity, que tinha os hits "Synchronicity II", "King of Pain", "Wrapped Around Your Finger" e o maior sucesso da história da banda, "Every Breath You Take".
E parou porque? Porque parou? Porque sim.... Sting emplacou sua carreira solo (que de rock não tem praticamente nada mas tambem curto bastante), cada um seguiu seu caminho e eles nem sequer chegaram a anunciar o fim da banda, simplesmente não gravaram mais... Quer dizer, até gravaram uma nova versão de "Don't Stand So Close to Me" para uma coletânea, mas ficou por isso mesmo, fora raríssimas ocasiões em que tocaram juntos.
Atééééé 2007, quando os 3 se reuniram de novo para uma turnêzinha safada e caça níquel em comemoração aos 30 anos da banda. O tipo de coisa ridícula que músicos velhos e canalhas fazem só pra faturar uma grana em cima dos OTÁÁÁÁÁRIOS que pagam pra assistir algo requentado e...
...BOM PARA CARÁLEO, PORRA!!!
Puta merda, o show foi muito bom. Eu já tinha assistido o Sting no Rock in Rio 3 e o Andy Summers num show instrumental de violões com o brasileiro/argentino Victor Biglione, mas não perderia um show desses por nada. O ingresso foi carinho mas valeu a pena, os velhinhos mandaram muito bem. Difícil destacar meu momento favorito do show, mas curti muito a versão de "Wrapped around your finger".
É isso por hoje, galera, segunda que vem o Duende volta.... ou não, rs...
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