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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador


Uaréview
Por Monitor


Depois de muito tempo, a ultima peça do quebra cabeças que a Marvel Studios montou para seu universo cinematográfico que nos levará ano que vem ao filme dos Vingadores está completo.O Primeiro Vingador chega as telas sondado por muitas duvidas, especialmente como o seu ator principal faria jus ao papel de liderança necessária e se seu diretor iria trazer um filme bom.O que posso dizer é: continue a leitura abaixo.


Bem, antes a história: começando nos dias de hoje, um enorme avião cargueiro foi encontrado no Alaska, e dentro dele uma surpresa: um escudo do lendário heroi da segunda guerra mundial, o Capitão America. Em flashback, é mostrado como o franzino Steve Rogers (Chris Evans) foi convocado para o projeto Rebirth, e após passar por uma experiência se torna o supersoldado perfeito. Durante algum tempo, contra sua propria vontade, Steve foi utilizado como propaganda de guerra, mas que se propôs a ir em ação para resgatar seu amigo James Buchanan 'Bucky' Barnes(Sebastian Stan), mantido prisoneiro pelo fanático Johann Schmidt, também conhecido como o Caveira Vermelha (Hugo Weaving), que tem planos muito maiores do que os nazistas comuns, e pretende por eles em prática graças ao poder contido no Cubo Cósmico.

O que podemos dizer antes de mais nada, que esse definitivamente não é um filme politico, apesar de que lida com a imagem do personagem como representante da nação, mas vai além disso. A presença das figuras do Capitão America e do Caveira Vermelha remetem a simbologia do bem e do mal, e de como o poder dado as pessoas pode corrompê-las ou torná-las mais fortes. No fim das contas, bandeiras não contam neste filme, aqui é mostrado as definições puras de herói e vilão, e de como isso vai ser importante para o "futuro" universo cinemático da Marvel. Steve Rogers é mostrado como lider, e especialmente como um ser humano que tem a oportunidade de não ser somente o homem perfeito em caráter, mas também fisicamente. Se Steve Rogers é o exemplo de força pela humildade, Johann Schmidt é o mal exposto e sem medo de mostrar o que é capaz.

A construção de Steve Rogers como personagem e sua evolução durante o filme é muito bem feita, e quem diria, Chris Evans nos provou que estavamos errados sobre ele. Conseguiu fazer o papel de garoto timído e de lider muito bem, e tem uma ótima química com Peggy Carter(Hayley Atwell) , figura que consegue passar força por seu uma mulher numa posição de comando no exercito, coisa incomum na época, e tem que com Rogers um romance praticamente militar. Os detalhes na caracterização de Steve fazem toda a diferença, como por exemplo o fato dele saber desenhar muito bem, e manter isso como algo mais intimista (pra quem não se lembra, um dos grandes talentos de Steve Rogers é desenhar, fazendo que ele se torne um artista gráfico durante um período de tempo). Em relação aos coadjuvantes, tiveram um ótimo suporte na forma de Bucky, que já tem algo de Soldado Invernal em sua versão cinematográfica, e o Comando Selvagem, que apareceram pouco mas todos tiveram seus momentos de destaque.

Armim Zola (Toby Jones) não apareceu em sua versão cibernética, mas é um ótimo contraponto em relação ao Caveira Vermelha, mostrando ele como um homem que pode ir além do que acredita em nome da ciência, mas que fará de tudo para sobreviver caso o pior aconteça.Tommy Lee Jones foi bem, mas nada mais do que isso (o proprío assumiu que fez isso por dinheiro) e Stanley Tucci saiu do obvio clichê do "ciêntista de cabelos brancos" nos trazendo um humilde, beberão e acima de tudo alguem que valoriza o dom da vida como Dr. Abraham Erskine. Dominic Cooper foi ótimo como o playboy e gênio em formação Howard Stark, com muitas semelhanças com o trabalho de Robert Dowey jr. Espere a interação entre os dois em Os Vingadores vá ser algo parecido.

Em relaçãoes ao universo Marvel em geral, os fãs vão se empolgar com a aparição relampago do Tocha Humana original durante a Stark Expo, a sutil homenagem a versão mecânica de Arnin Zola dos quadrinhos, além do Captain America n°1, o uniforme clássico e a algo parecido com versão Ultimate do Capitas. A presença de elementos de Thor também é forte, além do Cubo Cósmico e a rapida aparição dos Nove Reinos, também temos a presença de Yggdrasil (A Àrvore da Vida), parte do folclore que Hitler e o Caveira Vermelha acreditam como ciência.

Os aspectos negativos do filme podemos citar que ele não explica bem em qual período de tempo dentro da Segunda Guerra o filme se passa. Podemos considerar que o filme se passa um pouco antes do ataque nazista a Londres no periodo comhecido como The Blitz (7 de setembro de 1940 até 10 de maio de 1941), mas não ficou muito bem definido.Algo que levou de certo modo ao distanciamento da Segunda Guerra Mundial de fato, é que no filme a HYDRA se tornou uma subdivisão rebelde do Nazismo de Hitler que se separou e criou suas proprias pernas, tornando o foco do exercito tratar de derrotá-lo antes que aumente ainda mais os estragos da guerra. Outra coisa foram que as missões contra a HYDRA poderiam ter sido mais exploradas, apesar de entender os motivos financeiros pro estudio de não filmarem TODOS os ataques aos vilões, focando apenas nos momentos mais importantes.

Posso falar que 'O Primeiro Vingador' é uma grata surpresa, já que no inicio de tudo achava que Thor se sairia bem melhor, e acabou gerando o efeito contrário. O filme só não fechou o ciclo de filmes da Marvel Studios bem, mas é o melhor filme e o mais enxuto feito pela produtora.Vá sem medo e não saia antes dos créditos!

NOTA:9.0

PS1: O trailer do Espetacular Homem Aranha passa antes do filme, e a parte da visão de 1° pessoa pode ter sido copiada de Mirror's Edge, mas fica do caralho em 3D.

PS2: A Marvel ainda não conseguiu me animar em relação ao filme dos Vingadores. E antes que venham nos comentários o papo de "Tu é DCnete", por enquanto estou cagando e andando pro filme porque eles não mostraram nada que seja realmente colossal para a escala daquilo que considero mais do que um filme, mas um evento cinematográfico. Mas o trailer é bacana, e trás pequenas informações interessantes, além de Fábio, o deus do trovão, HAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHA!

PS3: Não farei essa piada novamente.

domingo, 1 de maio de 2011

Thor - O Filme

Uaréview
Por Vini


A Marvel Studios assumiu um grande dilema: Adaptar um dos mais icônicos personagens de suas fileiras para o cinema, consolidá-lo e ainda prepará-lo para o grande evento que será o filme dos Vingadores em 2012. E isso não é mérito só de Thor, mas também do Capitão América que também passará pela prova de fogo dentro de alguns meses.
E a missão do Deus do Trovão, o primeiro herói da editora a chegar essa ano nas telas, é conseguir ligar o mundo fantástico da mitologia e da magia com o mundo real apresentado dentro do filme do Homem de Ferro. E a pergunta que ficou era: "Será que vão conseguir isso satisfatoriamente?"

Nessa resenha você descobre a resposta da pergunta que eu fiz a mim mesmo ontem após sair do cinema: "Eles conseguiram concluir essa missão?"



Dirigido por Kenneth Branagh, o filme Thor, que estreou nesta sexta-feira aqui por aqui (uma semana antes dos nossos amigos americanos poderem assitir), trouxe toda mística e elementos clássicos do personagem aos cinemas brasileiros. Misturou alguns ingredientes até então inéditos nos filmes da Marvel, criando uma ponte do fantástico mundo de Asgard com nosso planeta e suas crenças e tecnologias, que aqui andam por caminhos separados, mas que para o poderoso povo asgardiano não passa da mesma coisa!
Aliás, interessante frizar que utilizaram a origem desse povo como sendo alienígena, o que já foi tema de muito debate nos quadrinhos. E pra mim essa é a melhor origem que o Thor poderia ter! Ela se encaixa perfeitamente para ele no mundo da Marvel.
Assim como deu certo para sua própria cronologia no cinema.
Mas antes que eu escreva mais alguma coisa, vamos a uma pequena sinopse do filme.

Thor é banido para a Terra, sem poderes, a fim de aprender uma lição de humildade, assim como foi mostrado em algumas histórias em quadrinhos, porém ele não perde a memória e nem assume a identidade do médico manco Donald Blake, diferente dos quadrinhos. Bom, a referência para o médico está lá no filme, seja na camiseta que ele ganha de Jane Foster ou na identidade falsa que apresentam a SHIELD para libertá-lo.


O filme começa com uma narração de Odin (perfeitamente interpretado por Anthony Hopkins), explicando a origem dos Asgardianos, que eram considerados deuses guerreiros para os povos nórdicos e que foram salvos de uma interminável Era do Gelo promovida pelos seus inimigos, os Gigantes do Gelo. Os poderosos Asgardianos, comandados por Odin, derrotam os Gigantes, que são banidos para Jotunheim sem sua maior arma, a Caixa do Inverno Eterno. Asgard e a Terra estão á salvo. Essa história está sendo contada para seus dois filhos, Loki (Tom Hiddleston) e Thor (Chris Hemsworth), ainda crianças, e que sonham em um dia serem reis. Odin diz que somente um deles irá se tornar o rei e será capaz de levantar o martelo místico Mjolnir.
O filme então corta para o presente, onde Thor está prestes a ser coroado o novo rei, mas a cerimônia é interrompida por um pequeno grupo de gigantes do gelo que conseguiram invadir Asgard para roubar o artefato que lhes foi tomado. O Destruidor, em sua primeira aparição, destroi os invasores, mas mesmo assim, isso não tranquiliza o conturbado Thor que pretende invadir o reino dos Gigantes e ameaçá-los de guerra caso seu povo desobedeça suas ordens. Ele viaja para Jotunheim com Loki e um grupo de amigos íntimos (Sif e os Três Guerreiros, Volstagg, Fandral e Hogun) na tentativa de ameaçar o líder dos gigantes de gelo, Laufey (Colm Feore) em não atacar Asgard novamente.
Essa é a parte do filme onde existe mais ação. O luta é empolgante e ver Thor rodopiando seu martelo, igual ao que fazia nos quadrinhos, detonando seus inimigos foi muito emocionante!

Resumindo, Odin chega em sua poderosa montaria e leva todos a Asgard. Logo após, expulsa Thor como castigo por ir contra as suas ordens e incitar a guerra com os gigantes do gelo, o enviando para a Terra sem poderes e sem seu martelo que cai em outra parte do deserto (conforme mostrado nas cenas pós-créditos do 2° filme do Homem de Ferro).
Thor encontra a equipe científica liderada por Jane Foster (Natalie Portman), com Erik Selvig (Stellan Skarsgård) e Darcy Lewis (Kat Dennings), logo após ser atropelado pelos cientistas que estavam investigando estranhos fenômenos acontecidos no deserto causados ​​pela ponte Bifrost entre Asgard e a Terra.

O filme tem uma pequena quebra quando narra os acontecimentos aqui na Terra, e isso é fácil de explicar... depois de ficarmos maravilhados com as paisagens de Asgard e da luta na Terra do Gelo é compreenssível que algo se perca. Ouvi comentários de que o filme poderia se manter muito bem se fosse passado só na terra dos deuses, porém com certeza não existiria a mesma história de origem do Deus do Trovão. Era necessário que ele viesse pra cá para poder aprender sua lição de humildade.
O que acontece bem rápido! Mas tudo bem, foi bem mostrado. A ideia foi passada.
Ao contrário de sua redenção, a batalha final, que também foi rápida, incomodou e não mostrou profundamente as diferenças da relação entre os dois irmãos.

Aliás, fiquei pensando bastante nisso antes e depois de assistir o filme. Como deve ter sido difícil para Branagh transpor para o cinema mais de 50 anos de histórias do personagem, com tantos elementos para apresentar e todo esse lance de ter que amarrar a relação do personagem para um futuro filme de grupo, acho que o diretor acertou a mão ao mostrar o essencial, mas ele com certeza escolheu um caminho muito arriscado que é não ter preferido agradar os fãs de quadrinhos, ou seja, não mirou no público específico para tentar atingir à todos! Não só ele, mas os roteiristas do filme, entre eles o fantástico J. Michael Straczynski que participou como escritor. Mas senti que algumas coisas poderiam ter sido mais bem desenvolvidas.

Ainda assim, a história tem um roteiro bem amarrado, coerente e não existem furos. Pelo menos que eu tenha notado...


As cenas mais empolgantes aqui na Terra é a parte da luta contra a poderosa armadura de Odin, o Destruidor.
O robozão está perfeito! A bela Sif (Jaimie Alexander) tenta empalá-lo com sua lança e ele se contorce todo para atacá-la. Outra parte é a volta do Poderoso Thor! Foi de arrepiar quando o raio o atingiu antes da luta contra o Destruidor.


Chris Hemsworth deu conta do recado e passa bem pela transição do deus impulsivo e arrogante para o humilde herói. Tom Hiddleston por sua vez matou a pau com seu Loki e fiquei muito aliviado que ele não fez aquele personagem esgueirante com atitudes de bobo da corte meio fanfarrão, manja? A interpretação do cara foi realmente excelente. Como nos quadrinhos, o Deus da Trapaça é filho do rei dos Gigantes do Gelo e é criado por Odin desde pequeno, mas diferente dos quadrinhos, só descobre esta verdade depois de adulto. A transição de filho rejeitado à um vilão cruel é perfeita!


Natalie Portman, apesar de ser uma grande atriz, faz um papel sem muitas dificuldades, portanto não há muito para acrescentar em seu caso.
Idris Elba, está muito bem no papel do "porteiro" afro-nórdico Heimdall! Apesar de não ter nada a ver com sua contraparte nos quadrinhos.
Jeremy Renner como o Gavião Arqueiro tem uma participação meia-boca no filme. Na minha opinião, seria legal se ele pelo menos aparecesse com um uniforme mais diferente ou tretasse direto com Thor.
Quem ficou de fora, foi o melhor amigo de Thor, Balder, que pra mim fez falta no filme, mas perceptivelmente atrapalharia o desenvolvimento dele, por ser um guerreiro muito poderoso, provavelmente deixariam personagens como a Sif em segundo plano. Hum... melhor nãããão!

Clique na foto para vê-la melhor

Thor mistura ação e humor, não como em Homem de Ferro, porém teve muita gente que riu bastante no cinema.

Agora, vamos ver como o público americano irá receber o filme. Geralmente é a opinião desses caras que decidem o sucesso de um filme nas bilheterias. 


O filme está programado para lançamento em 06 de maio de 2011 nos Estados Unidos.

Curiosidade: O projeto da adaptação cinematográfica de Thor estava em desenvolvimento durante muitos anos, antes mesmo da Marvel Studios ter assinado com Protosevich para escrever o roteiro em 2006. Matthew Vaughn foi chamado para dirigir o filme no final de 2008 para que o filme fosse lançado em 2010. Branagh substituíu Vaughn no final de 2008 e o lançamento do filme foi remarcado para 2011. Os personagens principais foram confirmados em 2009, e as fotografias principais ocorreram de janeiro a maio de 2010.
 
Fiquem até o final dos créditos. Existe uma cena pós-créditos que mostra Nick Fury (Samuel L. Jackson) conversando com Erik Selvig e mostrando um dispositivo conhecido dos leitores que assim como Thor estará presente no próximo filme da Marvel.


Apesar de todas as maravilhas vistas no filme, as interpretações e o roteiro na medida, Thor ainda conseguiu ser um bom filme mediano, ou seja, não atingiu um potencial para que eu saisse do cinema extremamente empolgado nem com esse filme, nem com os próximos que virão.
Achei que faltou um pouco mais de luta, mais ação!
Mas é inegável que Branagh conseguiu um feito tremendo... fazer com que Thor desse certo no cinema e não fizesse feio!


Nota: 8