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quarta-feira, 27 de julho de 2011

LOST – Cena Deletada Exibida na Comic-Con


Dae galera! Essa semana o Moura em Série é curto e sucinto. Direto ao assunto. Na comic-con desse ano, os produtores de Lost resolveram provar que realmente sabiam aonde queriam chegar desde o inicio, exibindo um vídeo de uma cena deletada da primeira temporada.


Absolutamente esclarecedor, o vídeo mostra uma conversa paralela a de Jack e Locke sobre destino. As duas entidades da Ilha, Jacob e Homem de Preto, revelam os planos da trama e elucidam questões que surgiriam futuramente.

O vídeo estava na net a algum tempo, mas sem legendas. Segue com as legendas feitas por esse pobre coitado que vos tecla.

*Se estiver sem legenda, clique em CC.



WOW! BARRY!



Atualizado

Só pra esclarecer, sim, eu sei que esse vídeo é zoado e feito especialmente pra Comic-con. Se você não percebeu, você é sim uma capivara humana.

Até o próximo episodio!

Moura.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As 10 regras (e meia) da viagem no tempo


Fala molecada!
Quem aí não é fascinado por viagem no tempo?
Aproveitando o podcast desta semana sobre o tema, me aventurei a escrever esse pequeno post sobre viagem no tempo e as regras básicas que você deve manter caso você, por um acaso do destino, se aventure e tenha a oportunidade, assim como eu, de viajar no tempo!
O cinema já provou que esse tema pode ser bem vasto e bem produtivo se utilizado da maneira correta, então enrole uma toalha na cabeça, vista a sua melhor cueca "Calvin Klein" e prepare o combustível do DeLorean, que a viagem vai começar!

 
1. Evite de todas as maneiras possíveis e impossíveis esbarrar com algum antepassado.
(De volta para o futuro – 1985)

2. Se a viagem for para a pré-história a dica é não pisar em nenhuma borboleta, isso poderia causar uma loucura na evolução. (Um som de trovão – 2005)

3. Jamais em hipótese alguma comentar sobre os acontecimentos do futuro.
(Os 12 macacos – 1995)


4. Adiantar algumas horas no futuro para ganhar algumas horas no presente, um pouco confuso, mas imagina isso em um dia de prova.
(Harry Porter e o prisioneiro de Azkaban)


5. Dificuldade nas aulas de história? Volte no tempo e veja com os seus próprios olhos.
(Bill e Ted’s – 1989)


6. Sabe aquele dia em que você poderia ter feito alguma coisa de uma maneira diferente, bom as vezes nos ganhamos uma segunda chance, uma terceira, uma quarta…
(Feitiço do Tempo – 1993)

 7. A viagem no tempo as vezes não é tão agradável, então vamos pensar bem na refeição antes da viagem e outro ponto importante é a roupa, esteja preparado para o modelito que pode encontrar em um beco.
(Exterminador do Futuro – 1984)


8. Tentar evitar o paradoxo. Mandar alguém para o passado com a missão de evitar o futuro, mas se essa pessoa que volta é o responsável pela sua existência no futuro e situação piora, se a missão falhar você não existe, resumindo, me perdi.
(Exterminador do Futuro 2, O Julgamento Final – 1991)

 9. O penteado é de extrema importância isso pode ser fundamental para uma viagem tranquila e, por favor, evite o mullet. (Timecop – 1994)


10. Uma das regras primordiais para a viagem no tempo é evitar encontrar antepassados e evitar muita mais encontrar você mesmo, isso poderia causar um evento nada agradável.
Podemos ficar tranquilos por que não acontece nada, bom, não aconteceu nada com o Spock.
(Star Trek – 2009)

Posição 0,5 - Viagem no tempo pode te deixar com uma vontade louca de cagar!

Então, lembrem-se pequenos padawans, viagem no tempo pode ser bem traumática e confusa! Ou alguém aí nunca viu um episódio de LOST?


terça-feira, 25 de maio de 2010

Momento Uarévaa

Lost: Um salto de Fé
Por Marcelo Soares


Foram seis anos, seis belos anos de suspense, emoção, dúvidas e mistérios, seis anos em que como um amigo próximo nos preocupamos, reclamamos, relacionamos com a vida de pessoas desconhecidas, que nem de fato existiam só em nossas imaginações, mas que já eram parte de nossa família. Seguimos sua jornada desde uma queda de um avião, um avião que levava pessoas sem rumo na vida, perdidas em seus problemas e em busca de uma esperança, um futuro, um propósito.

Aviso: Contém Spoilers


E não somos todos assim, não estamos sempre em nossa ilha particular procurando superar o mais novo obstáculo, aquela fumaça negra que nos derruba e tenta nos destruir de episódios em episódios de nossa vida, responder perguntas que a cada minuto surgem e a cada resposta novas e mais novas perguntas surgem, em um ciclo eterno que demora a terminar, mas termina só uma vez.

Lost não foi só uma série como tantas onde depois de um episódio comentamos algo, mas não fica ecoando em nossa mente. A série nos fez pensar sobre valores que hoje em dia são tão esquecidos. Nos fez fazermos perguntas fortes, como até onde iríamos para proteger nossos amigos, quanto vale um amor verdadeiro, até onde ser cético completamente pode nos prejudicar. 

John Locke logo no primeiro episódio diz que viu o centro da Ilha e ele era lindo. Hoje, sabemos que o centro da ilha não era só um lugar com uma luz brilhante, era o local de redenção, de salvação para vidas deslocadas. Durante seis anos vimos aqueles personagens crescerem, mudarem, se redimirem de seus erros e nós também, mesmo que um pouco só, mudamos com eles. Uns morreram para salvar a todos, outros se tornaram pais e mães, alguns deixaram de lado suas próprias convicções e ideologias por um bem maior, passaram a simplesmente acreditar, aceitar que nem tudo pode ser explicado e algumas coisas na vida são feitas em um puro salto de fé.


Locke era o homem de fé, aquele que rapidamente percebeu isso, mas era um homem só de fé, acreditava completamente. E já dizem os filósofos que é preciso fé cega e pé atrás. A fé completa pode nos cegar e fazer com que não enxerguemos as nuances que existem. Jack Shepard era um homem da ciência, um cético, alguém que sempre tinha dúvidas, mas que na Ilha buscava descobrir um propósito para sua vida, propósito esse que só surgiu quando ele passou a ter fé, a aceitar o desconhecido e esperar estar tomando a decisão certa e não ter certeza que está tomando.

Fé e dúvida, dois pontos inicialmente contraditórios, mas que se unem para guiar uma vida. E assim também foi com os fãs da série, que mesmo com dúvidas e medos tinham fé em Lost, acreditavam que no fim tudo se encaixaria. Claro que todos gostariam de saber mais sobre o conceito de uma fumaça ou sobre arquitetos de estátuas, caixas que caem do céu, regras mágicas, mas ao fim de tudo, percebemos que nunca foi sobre isso que a série falava. Na verdade, sempre soubemos, mas a curiosidade humana nublou em certos momentos nossos olhos. 

Lost sempre foi uma série sobre pessoas, especificamente sobre algumas pessoas que caíram de um avião e assim como a vida nos trouxe milhões de perguntas que nunca serão respondidas. Afinal, qual o prazer de se saber tudo, até mesmo John Locke que achava saber tudo se perdeu por conta dessa certeza. Foram emocionantes esses seis anos, tempo que pela primeira vez em minha vida discuti ardorosamente uma série. Esse também é um grande mérito de Lost, fazer com que o telespectador não seja mais tão passivo. Ele debateu em fóruns, participou de jogos de realidade virtual, criou teorias, enfim, não foi uma série qualquer
.

E agora ela terminou, mas não se acaba no fim, nós seguimos adiante para descobrir o que vem na próxima porta. Lost chegou ao seu desfecho junto com seus fãs e de uma forma fantástica, uma forma que valorizou seus personagens, respeitou aqueles que se apegaram antes de tudo aos sobreviventes do Vôo 815 da Oceanic Airlines. A ilha terminou com eles e nós também, quem sabe não os vemos em outra vida ainda, todos juntos e felizes. Pois, nunca saberemos o que o futuro nos reserva, e o fim sempre é um novo começo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Promoção LOST - Resultado

Dae rapaziada

Desculpem o atraso em divulgar o resultado da promocha!

Mas, como prometido, ei-la.


O critério de avaliação foi o seguinte: pedi para alguns membros (ui) do Uarévaa selecionarem os comentários que mais lhes interessaram, surpreenderam, elucidaram ou simplesmente, os fizeram sorrir bucolicamente.

E houve algo interessantíssimo. Um dos comentários foi incluso em TODAS as seleções dos votantes.

E quem é o vencedor?

PAM PAM PAAAAAAAAAAAAAM

Jeetkunejoe: " O que mais me impressiona em Lost é que eu sei que quando terminar a serie eu não vou ter entendido um pedaço enorme dessa porra e mesmo assim não consigo ficar sem ver um episodio."

Parabéns Jeet, você é o feliz vencedor dessa que é apenas a primeira de várias promoções que o Uarévaa vai trazer para vocês!

Acabou de ganhar uma camiseta com design exclusivo em homenagem a ultima temporada de Lost!

Olha só que belezura!


E eu adoro falar como apresentador de programa de auditório!

É isso aê povo. Grande abraço.

E até o próximo episódio!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Promoção LOST

Buenas, Uarévers.

Como prometido, uma surpresa pra esse Moura em Série.



Aproveitando a estréia da espetacular sexta temporada de Lost, e o aniversario de dois anos do Uarévaa, mais uma promoçãozinha do blog pra vocês.

Porque quem faz aniversario é a gente, mas quem ganha o presente é você! (modo publicitário medíocre on)

O lance é fácil e prático.

Diga em uma frase o que é mais impressionante em Lost pra voce, e por que, nos comentários abaixo.

A melhor frase ganha uma camiseta em homenagem a Lost, com estampa exclusiva desenvolvida por esse grande artista chamado Thyago Moura.

Olha só que belezura!


Tamanho e cor, a combinar!

Então meu amigo, só o Uarévaa faz isso pros leitores!

No comentário, deixe um e-mail válido. Sendo a frase escolhida, entraremos em contato com você por ele. Caso não haja retorno em 24 horas, passaremos para o segundo melhor, e assim por diante.

Promoção não válida para membros do Blog.

Eu tava maluco pra fazer um review do episódio, mas não quero mandar spoilers na cara da turma. Então quem sabe semana que vem eu faço, com um belo alerta antes.

A frase será escolhida daqui duas semanas (afinal é carnaval e eu quero é esbórnia até quarta que vem)

Até o próximo episódio!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Resumão LOST

Feliz 2009 rapaziada.

Depois de um pequeno hiato, o Moura em Série volta na temporada 2010. Como todo bom filho de Deus, tirei umas merecidas férias pelo mundo e agora volto.


E volto em um dia mais do que especial.

Lost, a última temporada, acaba de estrear nos Euazes e no torrent mais perto de você. Aqui na terra brasilis, a AXN há de apresentá-lo daqui uma semana, mantendo sempre esse período de sete dias de diferença com a gringolândia. Nada mais justo, pra uma série que depende de total ausência de spoilers para ser bem apreciada.

Mas o que eu vou fazer hoje é um breve apanhado de tudo que aconteceu nas cinco primeiras temporadas para que nossa mente esteja latente e fresquinha para o que vem por aí.

Vambora?

Primeira temporada

Jack acorda no meio do mato, confuso. Pelos olhos do médico descobrimos um grande acidente aéreo que deixou 48 sobreviventes numa ilha aparentemente deserta. Além dele conhecemos Kate, a fugitiva; Sawyer, o trapaceiro; Locke, o misterioso; Jin e Sun, um casal em vias de se separar; Michael, um pai tentando conquistar seu filho, Walt; Boone e Shanon, meios-irmãos que possuem uma estranha relação; Charlie, um roqueiro viciado; Hurley, o bonachão atrapalhado; Sayid, um soldado iraquiano; Rose, uma senhora que acredita piamente que seu marido sobreviveu à queda; e Claire, uma garota grávida.


Logo de cara descobrimos que a ilha possui um misterioso monstro que ataca o piloto, ursos polares livres andando em pleno cenário tropical e mistérios surpreendentes. Locke se descobre podendo andar, sendo que antes do acidente era paraplégico. O pai de Jack aparece vivo, sendo que estava sendo transportado em um caixão. E crianças começam a ser seqüestradas no meio da noite. Sayid descobre uma mulher francesa que vive se escondendo na selva e o alerta sobre “Os outros”. Locke e Boone descobrem uma escotilha subterrânea e decidem investigar. Jin, Michael, Sawyer e Walt, com a ajuda dos demais sobreviventes, constroem uma jangada com o intuito de sair para buscar ajuda, mas são interceptados pelos outros em uma lancha e Walt é seqüestrado. Boone morre em conseqüência de um acidente em um avião que estava pendurado em um desfiladeiro. Jack e Locke finalmente abrem a escotilha e temos um vislumbre apenas da escuridão.



Segunda temporada

Descobrimos que quem vive na escotilha é Desmond, um cara que chegou a ilha em um veleiro, enquanto participava de uma volta ao mundo patrocinada pelo seu sogro, e desafeto, Charles Widmore, para provar a ele que era digno do amor de Penny. Descobrimos que existem mais sobreviventes, da calda do avião, que caíram do outro lado da ilha. Eles entram em atrito com Sawyer, Michael e Jin por acreditar que eles são os outros. O encontro entre os sobreviventes da cauda do avião com os demais se dá de forma trágica, e Ana Lucia, a policial, mata Shannon por acidente. Com ela estão Mr. Eko, um brutamontes religioso; Libby, uma psicóloga; e Bernard, marido de Rose.


Sayid entra em conflito com Ana Lucia, mas acaba aceitando que a culpa é dos Outros e promete vingança. Os sobreviventes se unem. Enquanto isso, Locke descobre por Desmond que este passara os últimos anos apertando um botão a cada 108 minutos, pois acreditava que estava salvando o mundo desta forma. Locke assume para si a responsabilidade da tarefa quando Desmond parte. Claire é seqüestrada pelos Outros, e acaba sendo resgatada, mas sem memórias de nada. Os conflitos com Os Outros continuam, até que um homem que se apresenta como Henry Gale é capturado. Ele diz ter chegado à ilha de balão. Sayid o tortura tentando descobrir se o que ele falava era real, mas Henry é irredutível em sua historia. Mas uma expedição ao local da queda do balão revela que o homem mentia. Enquanto isso, Michael está desesperado para encontrar Walt, e acaba sendo capturado pelos Outros. Ele retorna ao acampamento dos sobreviventes e pede ajuda a Jack, Kate, Sawyer e Hurley. Michael mata Ana Lucia e Libby para libertar o falso Henry Gale. Mas não antes deste convencer Locke que apertar o botão era uma bobagem


Jack, Hurley, Sawyer e Kate são capturados, como parte do combinado com Michael, que teve seu filho de volta, junto com um barco que o leve pra fora da ilha. Quando Locke não aperta o botão, a escotilha implode e uma grande descarga eletromagnética é liberada, a mesma que havia derrubado o avião da Oceanic anteriormente.


Terceira Temporada

Sawyer e Kate são mantidos em jaulas, enquanto Jack numa cela no interior de uma escotilha. Lá ele descobre que o verdadeiro nome de Henry é Ben Linus, o líder dos Outros. Ele também conhece Juliet, uma dúbia médica que fica responsável por ele. Ben revela a Jack que possui um tumor e pede que ele o opere. Jack acaba cedendo ao ver Kate e Sawyer juntos por um monitor. Porem durante a operação ele corta um órgão vital de Ben e ameaça deixá-lo morrer se Kate e Sawyer não forem libertados. A dupla consegue a ajuda de Alex, filha de Ben, que na realidade fora seqüestrada por ele da verdadeira mãe, Rosseau. De volta ao acampamento eles revelam tudo a Sayid, e eles partem ao resgate de Jack, apenas para, espreitando, descobrirem que Jack estava muito bem adaptado a vila dos Outros.


Mr. Eko é morto pelo monstro de fumaça, ao ficar cara a cara com ele. Locke está cada vez mais próximo dos Outros, que o consideram uma espécie de escolhido. Jack e Juliet chegam ao acampamento, e todos desconfiam deles. Locke pede a Ben que o leve até Jacob, o misterioso grande líder dos Outros. Ao chegarem a uma barraca no meio do nada, Locke encontra um lugar vazio, e duvida da palavra de Ben. Logo tudo começa a se mover sozinho e um vulto surge em uma cadeira, enquanto Locke houve um mórbido “me ajude...”

Desmond, depois do incidente com a escotilha, passa a ter flashes do futuro, e salva a vida de Charlie mais de uma vez. Sun revela a Juliet que está grávida e se preocupa pois Jin é estéril. Juliet prova sua lealdade ao revelar que os Outros pretendem seqüestras as mulheres que possam estar grávidas. Uma mulher, Naomi, cai de pára-quedas na ilha e diz estar à procura de Desmond a pedido de Penny. Os sobreviventes arrumam uma armadilha para os Outros, com tocaia de Bernard, Sawyer e Jin. Os demais, liderados por Jack vão até a torre de rádio para usar o telefone por satélite. Charlie e Des vão à estação submersa que inibe sinais de radio. Charlie descobre por ali que Penny não é a dona do barco, e acaba se sacrificando para salvar Desmond e avisá-lo que o barco não é da Penny.


Prestes a fazer a ligação, com Ben capturado, Naomi é acertada por uma faca lançada por Locke. Locke diz a Jack que ele não deve ligar, mas Jack o ignora e pede ajuda, sendo prontamente atendido.


Quarta temporada

Um cargueiro se aproxima da ilha, e um helicóptero é mando para lá. O helicóptero acaba se acidentando, mas seus passageiros sobrevivem. Miles, um médium; Charlotte, uma antropóloga; Faraday, um físico; e Frank Lapidus, o piloto.

Logo descobrimos que apenas seis sobreviventes do vôo Oceanic deixaram a ilha: Jack, Kate, Hurley, Sayid, Sun e... Aaron – o filho nascido na ilha de Claire. Em flashes de fora da ilha, no futuro, descobrimos que os seis mentiram sobre serem os únicos sobreviventes do acidente.


Na ilha, ainda no presente (isso é meio relativo, mas enfim) os sobreviventes se dividem entre os seguidores de Jack, que acreditam no cargueiro, e os de Locke, que pretendem se esconder e tomam a vila dos Outros. O quarteto de resgate revela que salvar os sobreviventes da Oceanic não é a prioridade deles. Entre atritos e brigas, eles forjam uma aliança com os quatro, que revelam que o verdadeiro objetivo é capturar Benjamim Linus. Um grupo de soldados é mandado à ilha e uma verdadeira guerra começa. Keamy, um soldado leal a Charles Widmore, o verdadeiro dono do cargueiro, usa de força extrema em sua missão. Entre outras , ele mata Rosseau, e Alex, na frente de Ben.


Durante a fuga, Claire desaparece. Uma aliança entre os sobreviventes e os Outros garante uma vitória, dando a chance aos sobreviventes de saírem da ilha. Eles descobrem que Michael é um espião a serviço de Ben dentro da embarcação. Durante a fuga, as coisas começam a dar errado, o cargueiro explode com Jin e Michael a bordo. Sawyer pula do helicóptero para poupar combustível.

Ben diz a Locke que eles precisam mover a ilha, vai até uma roda dentada numa caverna e a gira, fazendo a ilha sumir.

O helicóptero, sem combustível, cai na água, mas Desmond, Lapidus e os Oceanic Six são resgatados pelo barco de Penny, que havia rastreado o sinal da ligação de Desmond. Os seis combinam de não revelar a verdade do que ocorrera na ilha para proteger os que ficaram para trás e Kate adota Aaron como seu filho.


Quinta temporada

Com o movimento da ilha, coisas estranhas acontecem. Os sobreviventes passam a saltar no tempo, indo para diferentes épocas na ilha. Sawyer, Juliet, Locke, Charlotte, Faraday, Miles, além de Jin, que sobreviveu a explosão, pulam de tempo em tempo até que Locke decide girar novamente a roda dentada, os prendendo em 1974, mas não antes de Charlotte morrer por não agüentar o processo da viagem no tempo.

Locke, entretanto, é teleportado para fora da ilha, no mesmo lugar onde Ben foi parar quando fez o mesmo processo. Ele logo é resgatado por homens de Widmore e passa a visitar cada um dos Oceanic Six com o intuito de convencê-los a voltar para a ilha. Ao falhar ele se desespera e tenta o suicídio, impedido por Benjamim Linus. Depois de contar tudo ao rival, ele é enforcado por Ben, que simula o seu suicídio.


Jack, transtornado pelos acontecimentos, é o único que concorda em voltar, desesperado, para a ilha. Mas por força do acaso, todos acabam entrando no avião. Kate quer reencontrar Claire e devolver-lhe o filho. Sayid é capturado por uma mulher, Illana, e forçado a embarcar. Hurley concorda após um estranho encontro em um taxi, e compra quase todos os lugares do avião. Sun se une a eles quando Ben garante a ela que Jin está vivo e bem, na ilha. Locke está num caixão. Apenas Desmond e Aaron não entram no avião, sendo que o primeiro não vê motivos para deixar Penny novamente e o segundo fica aos cuidados da verdadeira avó. E qual não é a surpresa de todos quando descobrem que Lapidus é o piloto da aeronave.

Em 1977 os sobreviventes são encontrados pela Dharma Iniciative, um grupo cientifico que vivera lá na época estudando a ilha, e do qual Ben fazia parte, até assassinar a todos e se unir aos outros, e os enganam conseguindo entrar para o grupo. Sawyer assume o codinome Lafleur e a posição de chefe de segurança. Miles e Jin também trabalham na segurança, e Juliet, agora namorando Sawyer, trabalha na mecânica.


O avião sofre uma turbulência, como esperado, e cai na ilha, repetindo o evento. Porém o avião cai no tempo presente, com Ilana, Locke, Lapidus, Ben e Sun, e mais alguns figurantes. Kate, Jack, e Hurley vão parar em 1974 e são encontrados por Jin. Sayid também vai parar no passado, porém, no meio da selva. Eles são integrados a Dharma também: Jack como servente, Kate na mecânica e Hurley na cozinha.

Jack parece perdido sem saber o que fazer, enquanto Sawyer agora toma as rédeas da liderança. Isso até a chegada de Faraday e um plano absurdo. Ele quer explodir uma bomba nuclear na escotilha, aquela que foi responsável pela queda do Oceanic 815, e mudar o futuro. Jack abraça a idéia ao lado de Sayid, que havia sido confundido com um dos Outros e mantido em cativeiro. Alias, nesse período, Sayid tentou matar o jovem Ben, mas o garoto é salvo de um tiro mortal dado pelo iraquiano por Kate e Sawyer, que o entregam aos Outros para que ele seja salvo. A iniciativa Dharma descobre a mentira dos sobreviventes e eles partem numa fuga, mesmo com Sawyer, Juliet e Kate não concordando com o plano de Jack e Sayid.

No presente, Sun parte em busca de seu marido com Lapidus, o assustado Benjamin e o recém ressuscitado Locke. A maior apreensão de Ben é que nunca ninguém ressuscitou na ilha. Eles encontram uma foto da Dharma com seus amigos nela, datada de 1977. Locke força um encontro de Ben e o monstro de fumaça, que o deixa viver, mas não sem antes tomar a forma de Alex e mandar que ele obedeça A Locke a qualquer custo. Locke diz a Ben que eles devem ir até Jacob, e Ben deve matá-lo.

No passado, os sobreviventes levam a bomba até o local da escotilha , mas um acidente causa uma descarga eletromagnética que começa a sugar tudo para o buraco. A bomba cai e não detona, mas Juliet é puxada para dentro do buraco também, se ferindo gravemente.

No presente, Locke e Ben entram no que fora uma estatua imensa, e agora apenas o pé restou, e encontram Jacob. Sobre Jacob, ele aparentemente é um homem comum, mas que esteve sempre, com a mesma aparência, em diversas épocas, inclusive nos momentos mais importantes das vidas dos sobreviventes.


A primeira cena do ultimo episodio mostra Jacob conversando embaixo da estatua com aquele que parece ser seu rival, e debatem sobre a natureza e evolução humana, até que seu rival promete encontrar uma forma de matá-lo. Depois de uma discussão, Ben apunhala Jacob, e Locke o joga no fogo. Ao mesmo tempo, do lado de fora, Illana e seus aliados abrem um baú e dele cai o corpo morto de John Locke.

Em 1977, no fundo do buraco da estação, Juliet usa suas ultimas forças para bater com uma pedra na bomba.


E um clarão surge, mostrando um fundo branco com a logo de Lost em preto, ao contrario do que sempre vimos.

E a sua cabeça explode nesse momento.

A sexta e final temporada promete responder todas as dúvidas. E eu já to maluco para
ver tudo!

É isso aê rapaziada... O post ficou longo, mas vale a pena o resumão para aproveitar ao máximo tudo que a sexta temporada vai jogar na nossa cara!

E semana que vem, uma surpresa pra quem curte Lost e o Uarévaa. Aguardem.

Até o próximo episódio!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Moura em Série

Dae Galera… essa semana estou totalmente sem tempo pra escrever uma longa coluna analisando cada sentido e metafora implicita nas nuances semânticas de Jaspion, então vou chutar logo o balde e apresentar pra vocês...

O FINAL DE LOST

Sim, isso mesmo. Não se trata do final da quinta temporada. O final da série mesmo, como ela acaba. Finito. Kaputz!

Clique aí por sua conta e risco!


Até o próximo episódio, galera!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Moura em Série

Dae rapaziada… Bom, essa semana eu vou voltar a um assunto que deixei pra trás... Sei que não estava tendo lá o melhor feedback, mas... É Lost, então eu vou continuar! Tentarei ser mais sucinto a partir de agora...

LOST – DESVENDANDO PERSONAGENS


Então, seguindo a pequena analise dos personagens (Confira as anteriores AQUI e AQUI), vou falar de outros três heróis da trama, um casal cheio de idas e vindas.

Sun Kwon

Quando conhecemos a coreana, a primeira impressão que temos é que ela é uma vitima. Uma mulher reprimida e abnegada, submissa, passiva e absolutamente inofensiva. Como se lutasse para se libertar de alguma tirania, que, a principio, acreditamos vir do marido, e logo em seguida, do pai.

Aos poucos Sun vai revelando novas camadas em sua personalidade e em seu caráter.

Antes de cair na ilha, ela sofria muito com a opressão de seu pai e a sombra dele sobre seu casamento com Jin, e ela acredita que seu pai transformou o seu marido em um monstro a seus serviços. Quanto mais sufocante se tornava sua vida, mais Sun se interligava em uma rede de mentiras para poder se safar. E por isso acompanhou Jin em sua viagem para a América – seu verdadeiro intento era fugir dele e finalmente ser livre. Mas, como descobrimos com o passar dos episódios, ela no ultimo instante se apega ao amor que sente pelo homem por quem tanto lutou para estar ao lado e embarca com ele para o misterioso destino que eles até então desconheciam.

E foi na ilha que as mentiras de Sun começam a ser abertas, uma a uma. Descobrimos, assim como Jin, que ela falava inglês. Descobrimos que ela aprendeu com um amante que possuía na Coréia. Descobrimos que Jin era estéril, mas nunca soube disso, assim como o fato de ele ser filho de uma prostituta. Tudo ocultado por Sun, durante anos. E por fim descobrimos que por toda sua vida Sun se apoiou em mentiras, pequenas e imensas, para se safar de seus problemas. Desde o conhecimento da língua inglesa até a pequena bailarina de cristal. Mas acima de tudo, ela sempre fez tudo para proteger Jin, por assim como ele por ela. Sun tem inúmeros defeitos, mas seus maiores pecados são pelo amor imensurável pelo marido.


Jin Kwon


Jin passa por um processo exatamente contrario ao de Sun. Quando o vemos pela primeira vez, logo temos a imagem de um homem agressivo, reservado. Em seu primeiro flashback o tomamos até mesmo por matador. Seja no momento em que luta com Michael, seja na forma de se isolar dos demais sobreviventes ou como trata a esposa, tudo que vemos é um vilão.

Mas, com o passar do tempo descobrimos toda a verdade. Jin é a verdadeira vitima. Filho de um pescador, realizou um sonho ao se casar, diante de vários empecilhos, com Sun, a herdeira de um milionário empresário. Mas havia um preço a pagar. Por uma divida aceita por Sun com o pai, Jin foi praticamente obrigado a trabalhar para o sogro. E o trabalho não era o mais honesto. Jin se tornou um leão de chácara do Sr. Paik, mesmo a contragosto. O sangue que vimos em suas mãos em seu primeiro flashback não era de uma vitima, mas de um homem que deveria ser assassinado, mas foi salvo por Jin.

Ele, por vergonha, escondeu tudo de Sun, que tirou suas próprias conclusões sobre o caráter do marido. Jin foi se tornando cada vez mais isolado por se sentir um monstro comprado, obedecendo a seu sogro. Uma missão dada a ele é levar um relógio para a América. É nesse vôo que ele e Sun acabam na ilha.

E é nela que começamos a conhecer o coreano. Inocente, humilde, bronco, amigo. Ele tem que encarar todas as mentiras que sua mulher sempre manteve e as revelações, o que não foi nada fácil. Mas Jin e Sun superam tudo e se reconciliam, salvando seu casamento e finalmente vivendo um amor com verdades. Porem para os dois ficarem juntos, muito ainda há de acontecer, pois a distancia que separa Sun e Jin, nesse momento da série, é muito maior do que se pode imaginar.


Desmond Hume

Desmondo entrou na série na segunda temporada, para logo se tornar um dos principais personagens de Lost. Desmond é um homem que tenta ter uma vida normal, mas é sempre jogado em situações absurdas pelo destino. É quase o contrario de personagens como Locke e Charlie (falo dele em outro post). Ele não quer ser especial, ele não quer ser herói. Mas a vida insiste em colocá-lo nesse papel, mesmo que das formas mais malucas.

A começar como ele foi parar na ilha, em um veleiro durante uma volta ao mundo. Chegando ao lugar, encontra um homem de roupa anti-contágio que diz que eles devem apertar um botão a cada 108 minutos ou o mundo acaba. Perdido, Des começa esse ritual junto ao novo companheiro, até que um acidente fatal o impede de apertar o botão, o que causa uma explosão eletromagnética que derruba o vôo 815. Quando finalmente é encontrado por Jack e companhia, foge e tenta sair da ilha, sem sucesso. Logo na volta acaba por se envolver na implosão da escotilha da qual cuidava, e aparece pelado no meio do mato, para depois descobrirmos que enquanto estava inconsciente, se viu no passado, as vésperas da viagem que o levou a ilha.

Tudo que Desmond deseja é sair da ilha e reencontrar sua amada Penny Widmore, filha do milionário Charles Widmore, que é desafeto seu. Quando volta a consciência, Desmond passa a ter visões do futuro, e da morte de seu amigo Charlie. Por mais de uma vez o escocês salva a vida do roqueiro, mas ele sabe que o futuro não pode ser mudado.

Desmond é na verdade um personagem que faz alusão a destino x livre arbítrio. Tudo em sua vida parece se encaixar para que ele se torne alguém especial, mas ele foge disso. Quando finalmente se reencontra com Penny, temos a impressão que seu plot finalmente se fecha, com um final feliz. Mas como diz a misteriosa Sra. Hawking, a ilha ainda não terminou com ele. E aparentemente, o destino ainda guarda algo grande para o Brotha.

É isso aí rapaziada, um abraço e até o próximo episódio!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Moura em Série

LOST
Além de números malditos e monstros de fumaça - Parte II


Buenas amigos do Uarévaa. Como vocês sabem, estou fazendo uma série de posts sobre Lost. Semana passada eu fiz um resumão da vida do trio de protagonistas, Jack, Kate e Sawyer.


Essa semana selecionei outros três personagens e vou tentar dar uma analisada na vida de cada um deles... O que eles tem a oferecer, de onde vieram e quais as conseqüências que A Ilha teve na vida dos mesmos.

Quem são e quem virão a ser.


Sayid Jarrah

Herói ou monstro? A base da personalidade do iraquiano é exatamente o quão dúbio ele pode ser. A priori, um torturador. Um homem capaz de fazer coisas que nenhum outro teria coragem. Porém possui um caráter nobre, e sempre luta pelo que é justo. O conflito entre quem é Sayid e o que ele faz é o grande trunfo do personagem. Capaz de matar ou morrer para defender os que ama, para se defender, para defender os seus ideais ou a verdade. Ou simplesmente para sobreviver. Sayid é ao mesmo tempo calmo e paranóico.

Ainda como oficial da guarda Republicana, no Iraque, Sayid, capturado por oficiais americanos, foi obrigado a torturar seu superior para coletar informações. Mesmo prometendo que jamais torturaria alguém novamente, acaba ficando preso a esta vida e as memórias de suas atrocidades. Sayid se apaixona por Nadia, uma prisioneira da guarda, a qual ele acaba por ajudar a escapar. Fez um serviço para a CIA, em troca da localização de Nadia. Ele convenceu seu amigo de infância Essam a aceitar a tarefa de homem-bomba para que assim pudesse descobrir muitos explosivos que haviam sido roubados. Quando Essam descobre a verdade, ele se suicida na frente de Sayid. Sayid adiou sua volta para a América, para cuidar do funeral do amigo, e por isso, entrou no vôo 815.

E é assim que ele chega a Ilha. Um conflito humano, responsável por inúmeras desgraças, mas preso a elas, com sua inocência maculada. Sayid se tornou um monstro, mesmo que seu caráter seja de um santo. Tornou-se vital para a sobrevivência de todos ali, nunca assumindo uma posição de liderança, mas sempre como a voz da razão em vários momentos. Sayid era o McGyver do grupo, além de ter uma percepção incrível sobre verdades e mentiras. A Ilha serviu como um catalisador para a redenção de todos os demônios do passado do iraquiano, e dali ele saiu um homem melhor.

De volta ao mundo real, Sayid reencontrou Nadia e por meses viveu com sua amada com muita felicidade. Mas, como diria Joseph Climber, a vida é uma caixinha de surpresas e Nadia foi morta alguns meses depois de se casar com Sayid. Cego de raiva e com sangue nos zóio, ele acaba se aliando ao próprio demônio, como ele mesmo se refere para poder proteger seus amigos fora da ilha, voltando a ser o monstro que ele se recusava a ser. A vida dele tem grandes loopings, mas acaba sendo levando-o de volta ao lado mais obscuro.

Sem mais pelo que lutar, quando todos os seus desejos de ser um homem digno e correto parecem se esvair entre seus dedos, ele vê no retorno a Ilha a sua tentativa final de tornar o mundo um lugar melhor e fazer sua vida fazer algum sentido. É se tornando o demônio que ele tanto renega que finalmente talvez eles se torne o salvador que ele gostaria de ser.


Hugo Reyes

Todo programa precisa do seu alivio cômico. Mas, obviamente, em Lost até mesmo o alivio cômico é mais profundo do que costuma se ver por aí. Hurley é o ícone do bom humor, um personagem leve, mas nem por isso raso. Alias, leve metaforicamente, porque o gordatcho de leve só tem o humor. Hurley é responsável pelas cenas mais divertidas, sempre levando a vida numa nice.

Entretanto ele guarda em seu passado momentos extremamente trágicos – e mesmo estes são mostrados de forma divertida. Hugo foi abandonado pelo pai quando criança, e criado pela mãe. Ficou internado alguns anos em um hospital psiquiátrico por problemas de trauma. No hospital ele conheceu um homem que repetia continuamente os números 4 8 15 16 23 42. Depois de sair da clinica ele usa os números para apostar na loteria, e ganha, sozinho centenas de milhões de dólares. O que deveria ser a maior alegria para o dude acaba sendo na verdade o prenuncio de desgraças. Quando vai mostrar para a mãe a casa nova que comprou, a velha quebra o pé e a casa pega fogo. Seu avo morre numa conferencia de imprensa. A lanchonete que ele trabalhava, e que compra depois de ficar rico, é atingida por um meteoro. Ele é preso, confundido com um traficante de drogas.

Acreditando que é vitima de uma maldição, Hurley investiga a origem dos números que o paciente repetia, chegando até a Austrália, descobrindo que o homem que originalmente escutou os números, em uma transmissão de radio, também acreditava que os números eram malditos e se suicidou.

Em seu retorno para a América, acabou indo parar na Ilha. Ali ele se tornou o mais amigável dos sobreviventes. Amigo de todos, ele passou a questionar sua razão ao ver ali Dave, um paciente que estava no hospício com ele. Isso apenas para descobrirmos que este era apenas um amigo imaginário de Hurley, mesmo quando ainda não estava na ilha. Hurley mantém-se como a voz da sanidade em vários momentos, mesmo sendo o que mais se considera maluco entre eles. A maldição também o persegue quando ele descobre que os números malditos estão por todas as partes na ilha. Ele consegue superar o medo da maldição quando consertar uma Kombi antiga da Dharma, ligando-a segundos antes de bater contra pedras, em um momento de confiança, e fé em si mesmo.

Depois de sair da Ilha o gordinho viveu tranquilamente, até o dia que viu Charlie, aquele que veio a se tornar seu melhor amigo na ilha, e morreu nela, aparecendo para ele com uma mensagem.

Hurley voltou a questionar sua sanidade, retornando ao sanatório. Desde então tem visto regularmente os que morreram na ilha, e por fim, depois de muita insistência de Jack, e de quase ser morto, e salvo por Sayid, ele recebe o conselho de um personagem bastante influente (e que eu não vou entregar o spoiler) para finalmente se convencer a voltar para a Ilha.


John Locke

Miserável pode ser a palavra perfeita para descrever a vida dele fora da Ilha de Lost. Locke, como ficou conhecido entre os sobreviventes do 815, foi colocado para adoção assim que nasceu renegado pela avó. Ele foi considerado um milagre, pois resistiu e sobreviveu a um nascimento prematuro e diversas doenças ainda bebê. Ainda criança ele parecia despertar a atenção de Richard Alpert, o “cara do delineador”, que o observou nascer, visitou-o ainda criança e ofereceu um estagio na fictícia Mittelos quando Locke era adolescente. Sua mãe verdadeira reapareceu quando Locke já era adulto, e disse que o careca era na verdade fruto de uma gestação imaculada. Obviamente ele não é bobo e colocou um detetive atrás da mãe, acabando por descobrir que ela possuía problemas mentais, e a existência de seu pai. Essa parte quase todo mundo conhece, mas quando reencontra o pai, John cria um vinculo com ele, até descobrir que o velho tem que fazer constantes sessões de hemodiálise. Locke não tem duvidas e trata de doar o seu rim para acabar com a aflição do pai. Santa ingenuidade.

Logo que acorda o nosso herói descobre que tudo havia sido planejado e Anthony, um verdadeiro Pai-no-Cu, havia deixado o filhote pra trás. E assim descobrimos que o aparecimento da mãe, assim como a aproximação do pai foi tudo parte de um plano para compadecer Locke e faze-lo doar seu rim. Mas a vida segue e o calvo conhece Helen, se apaixona, começa um namoro, se desliga da imagem do pai graças ao namoro e está lá, feliz da vida. Mas Anthony Cooper volta. Depois de fingir sua morte, ele conta que aplicou um golpe e precisa da ajuda do filhote para tirar a grana que roubou de uma conta. E como todo bom trouxa, lá vai Locke ajudar de novo. Acontece que Helen descobre a mutreta e manda o coitado passear, no dia em que ele ia pedi-la em casamento. Quando um rapaz aparece pedindo para que Locke o ajude a desmascarar seu pai, que está aplicando um golpe em sua mãe, Locke entra em conflito com Anthony e acaba sendo atirado de um edifício, sobrevive à queda, mas fica paralítico.

Depressivo depois de todas essas mazelas, ele vai para a Austrália a fim de encarar um desafio, mas acaba sendo negado a ele em sua chegada ao pais. Seu retorno a América foi no vôo 815.

Na ilha Locke recuperou os movimentos das pernas, numa das cenas mais surpreendentes da primeira temporada. Nesse novo ambiente o careca parece ter encontrado uma razão de viver, compreendendo o local como nenhum outro. Se a primeira impressão que temos dele é que um possível vilão devido a seus mistérios, com o tempo percebemos que ele é na verdade o maior “Obi-Wan” entre os sobreviventes. A sua cura devolveu a ele a Fé perdida – fé que vemos em todos os flashbacks nos quais o personagem sempre se vale da boa fé, e acaba se dando mal todas às vezes – e se agarra a essa fé, seja ela no crer que a ilha lhe pede coisas, na busca por uma misteriosa escotilha, no apertar de um botão ou em explodir um submarino.

As atitudes de Locke parecem sem sentido para os demais, principalmente para Jack. Mas John tem fá que ele está destinado a um futuro melhor. Porém sua fé é abalada mais de uma vez. E quanto mais longe ele fica de sua fé, mais perto fica de um destino infeliz.

O pobre homem que teve uma vida miserável e não tem mais razão para crer em nada precisa se apegar a sua fé para sobreviver.

Isso aí Uarevers... Semana que vem tem mais!

Até o próximo episódio.