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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Podcast Uarévaa #167 - Monstro do Pântano



"O Monstro do Pântano mete a cenoura!

Ou seria o aipim?"


Aderindo a Iniciativa Vertigo do Quadrimcast, hoje temos Marcelo Soares, Rafael Rodrigues e o convidado especial Delfin (Terra Zero/Comicpod) falando sobre o Monstro do Pântano, personagem importantíssimo para a criação do selo Vertigo.

E no final a leitura de comentários está de volta, com Marcelo, Modesti e Moura.





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Comentado no podcast

- Posts do Rafael sobre o Monstro do Pântano: 

O Monstro do Pântano – A criatura

O Monstro do Pântano – O Elemental


- Trailer do primeiro filme do Montro do Pântano:




- Trailer de "O Retorno do Monstro do Pântano":



- A série animada do Monstro do Pântano:




Ouçam o Delfin no Comicpod e Ninho do Coruja, 
e conheçam o trabalho do Studio Del Rey:




E acompanhem também os outros podcasts da 




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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Monstro do Pântano – Pontas Soltas

“O pântano é meu mundo.
É quem eu sou, o que eu sou.
Eu outrora fui um homem.
Eu sei o mal que os homens podem fazer.
Não traga seu mal aqui, eu lhe alerto.
Cuidado com a ira do Monstro do Pântano.”
Swamp Thing – a série.




Tema Macabro



Imagino que não seja novidade o fato de um personagem como o Monstro do Pântano ganhar outras mídias. O primeira adaptação do personagem foi um filme de 1982, Swamp Thing. Dirigido por um dos mais reconhecidos diretores de terror da época, Wes Craven (A Hora do Pesadelo, Quadrilha de Sádicos, Pânico), a história segue a premissa original do cientista Alec Holland que sofre um acidente em seu laboratório e acaba se tornando uma criatura vegetal humanóide.



A produção não foi um estouro, mas fez sucesso o suficiente para garantir uma sequência em 1989, chamada The Return of the Swamp Thing. Desta vez, no entanto, Wes Craven estava fora do projeto e a cadeira de diretorficou com Jim Wynorski, que em seu currículo tinha apenas filmes de baixíssimo orçamento e de um terror, digamos, duvidoso. O resultado foi uma produção tão ruim, mas tão ruim, que foi vendida como uma comédia, uma vez que não dava pra levar a sério aquela produção. Nesta sequência, temos Abby Arcane envolvendo-se com seu tio, Anton Arcane, o vilão da história, e com o Monstro do Pântano. Mais do que isso é irrelevante saber.



O fiasco que foi The Return of the Swamp Thing não impediu que outros tentassem emplacar o personagem. Nos anos 90, Swamp Thing – The Series tentou trazer de volta o personagem em um tom mais sério do que o do último filme, utilizando-se de alguns personagens das películas, mas ignorando algumas outras coisas. A série teve um total de 3 temporadas com relativo sucesso, por assim dizer.



Monstro do Pântano também se aventurou pelo mundo da animação. Em 91 estreava um desenho animado para a TV do personagem, que durou apenas 5 episódios. Mais recentemente, o personagem fez rápidas aparições em episódios do desenho Liga da Justiça e Liga da Justiça sem limites.



Devido à animação, foi desenvolvido, em 1992, um game do personagem para Nes e Gameboy, que teve péssima recepção. Além disso, foram também desenvolvidos outros produtos, como action figures, jogos de tabuleiro e até um bop-bag (os famosos “sacos de pancada”) do personagem.



Infelizmente, nenhuma das adaptações fez jus ao personagem ou foi recebida bem o suficiente para que o personagem ganhasse popularidade entre o público comum. Atualmente, Joel Silver anunciou que pretende desenvolver uma nova produção cinematográfica do Monstro do Pântano, que supostamente estaria sendo escrito por Akiva Goldsman (Uma Mente Brilhante, Batman & Robin).

Curiosidades:
- As adaptações (filmes, série e animação) tem uma coisa em comum: Todas ignoraram a fase escrita por Alan Moore, e se detiveram na mitologia do personagem desenvolvida originalmente por Len Wein;
- O orçamento do primeiro Swamp Thing foi de apenas 3 milhões de dólares (Em nível de comparação, um filme considerado de baixo orçamento atualmente fica em torno de 30 milhões);
- Jim Wynorski também foi o diretor de Vampirella (1996);
- The Return of the Swamp Thing é estrelado por Heater Locklear (Abby Arcane);
- O Monstro do Pântano sempre foi interpretado pelo mesmo ator, tanto nos dois filmes quanto na série de TV.


Na próxima Madrugada:
Ele foi um agente da lei. Agora, é um homem morto, que fez um trato com o demônio para voltar à Terra. Não, esse não é o personagem que você está pensando. Na próxima semana, Brimstone.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Monstro do Pântano – A decadência

Superman: Além do mais, eu nem sei se matar uma planta é contra a lei.
Monstro do Pântano: Uma vez que as leis dos homens... Convenientemente ignoram as leis da natureza... Eu não reconheço tal autoridade.
Superman: Então terá de reconhecer a minha. Eu te garanto, por mais que eu deteste Luthor e o que ele representa, eu defenderei seus direitos legais até a morte.
Monstro do Pântano: Eu sempre quis lhe perguntar o porquê disso, Superman. Porque, de todas as espécies que povoam esse planeta, você só tem ouvidos para as necessidades egoístas dos humanos?
Swamp Thing # 79



Tema Macabro


Após a saída de Alan Moore da revista Swamp Thing, o cargo foi dado para Rick Veitch, que manteve o título por dois anos, com a complicada responsabilidade de manter o nível definido pelo autor britânico pelos quatro anos posteriores. Apesar de não serem histórias geniais, Veitch conseguiu segurar muito bem o título enquanto esteve à frente dele, inclusive trazendo suas próprias contribuições para o personagem. Durante a fase escrita por Veitch, o Parlamento das Árvores, acreditando que o Monstro havia morrido, cria o Broto, uma espécie de “Monstro do Pântano 2.0”. Mas ao descobrir que ele estava vivo, o Parlamento deu ao Monstro as opçõe de matar o broto ou abandonar a Terra, uma vez que não era possível a convivência dos dois sem graves conseqüências para o planeta. Enganando o destino, o broto acabou se tornando o filho do Monstro com Abby Cable. Em meio à essa fase, a DC passou pelo evento Invasão, e os acontecimentos dessa saga acabaram por jogar o Monstro do Pântano no passado, fazendo com que ele tivesse que literalmente atravessa o tempo para voltar ao presente. Durante esse período, encerra-se a fase de Veitch à frente do título, e o personagem passa a ser escrito por alguns autores temporariamente (inclusive Neil Gaiman), até a chegada do próximo escritor regular.

Então a DC Comics trouxe o roteirista Doug Wheeler, que teve uma responsabilidade ainda pior do que a de Veitch: além da sombra de Moore nas suas costas, havia também a de Veitch e de outros autores, com Neil Gaiman, antes dele. Apesar da qualidade nitidamente inferior, o autor conseguiu se manter relativamente bem no cargo. As histórias nessa fase giraram basicamente em torno do nascimento do Broto, que o Monstro e Abby batizaram de Tefé Holland.

Depois de Wheellerm a DC Comics escalou a romancista de terror Nancy Collins para cuidar do título após a saída de Veitch. A autora trouxe de volta diversos elementos pré Moore, como Anton Arcane e a corporação Sunderland, além do tom adotado por Len Wein no início do título. O título voltou a interessar os leitores, e a revista Swamp Thing finalmente passa a ser, oficialmente, do selo Vertigo.

Após Nancy Collins, um na época desconhecido Mark Millar assume o título, inicialmente em parceria com Grant Morrison (no primeiro arco apenas), e aumenta consideravelmente o interesse dos leitores. A principal contribuição de Millar para a mitologia do Monstro do Pântano foi a descoberta de que existiam outras espécies de elementais no planeta. O Monstro do Pântano, à essa altura, já era algo tão além da humanidade e acaba se tornando o elemental da própria Terra, juntando-se ao Parlamento dos Mundos. Com isso, a segunda série da revista do Monstro do Pântano (iniciada com Martin Pasko) chegava ao fim.

A DC ainda tentou uma terceira série, escrita por Brian K. Vaughan (que anos depois escreveria Ex-Machina) que tinha como foco a filha do Monstro, Tefé Holland, mas o resultado foi decepcionante. As histórias foram tão ruins que não alcançaram o público desejado. Mesmo assim, definiu alguns conceitos próprios. O principal deles dizia respeito ao fato de que, devido ás circunstâncias que geraram Tefé, ela tinha poder sobre as plantas e também sobre a carne. A série durou apenas 20 edições e foi cancelada.

Em 2004, uma nova série foi lançada, escrita por Andy Diggle, mas não havia muito o que se pudesse fazer para manter o interesse no personagem. A série vendeu pouco e foi cancelada após pouco mais de dois anos. No entanto, ela trouxe o Monstro do Pântano de volta às suas raízes como Elemental e tornou Tefé numa simples mortal e sem poderes. E assim, a história do Monstro do Pântano se mantém até hoje...


Curiosidades:
- O principal motivo da saída de Rick Veitch do título foi uma história censurada pela DC e proibida de ser publicada. Nela, O Monstro do Pântano encontrava Jesus.
- A mudança que Mark Millar impôs ao personagem, de torná-lo um Elemental da própria Terra e praticamente um Deus, foi a mudança mais importante para o personagem desde a fase escrita por Alan Moore.
- Se você está pensando como o Monstro do Pântano engravidou Abby sendo, bem, uma planta, vale informar que, na verdade, ele tomou o corpo de John Constantine, que fez o “trabalho sujo”, por assim dizer (mas não imagino ele reclamando).



Na próxima Madrugada:
O que foi feito com o personagem em outras mídias. Se você acha que foram só os dois filmes, está muito enganado, Alec Holland apareceu em mais mídias do que você poderia imaginar. Na próxima semana, o Monstro do Pântano – Pontas Soltas

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Monstro do Pântano – O Elemental

"Sempre armas.
São elas sua única solução?
Vocês podem atirar em animais na floresta...
Mas não podem atirar na floresta"

Swamp Thing#52



Tema Macabro


No início dos anos 80, a revista Swamp Thing já havia sido cancelada devido às baixas vendas. Mas era tarde demais para esquecer o personagem, uma vez que uma adaptação cinematográfica estava à caminho dos cinemas. Para aproveitar-se do hype que seria gerado com o filme, a DC retornou ao personagem, com a revista Saga of the Swamp Thing, onde contratou Martin Pasko para escrever o personagem. Pasko tomou como base a última história onde o personagem havia aparecido (em um crossover com os Desafiadores do Desconhecido), que o mostrava como uma espécie de lenda urbana, e seguiu a partir daí. As histórias onde ele voltava a ser humano e que terminaram (literalmente) a revista foram aparentemente ignoradas. Mas com uma significativa melhora em relação às últimas histórias, Monstro do Pântano não alcançava a popularidade, mesmo com o filme nos cinemas.

Então a DC decidiu dar uma chance para um novato escritor britânico, dando-lhe liberdade total para trabalhar com o personagem. Alan Moore passou a ser escritor regular. Em sua edição de estréia, nós vemos o Monstro do Pântano sendo caçado e encontrado pelo exército, onde acaba alvejado e supostamente morto. Apesar de Moore ter iniciado na edição 20, foi a partir da edição de número 21 que essa fase do Monstro do Pântano se tornou um clássico. Nesta fase, o Monstro do Pântano descobre que nunca foi Alec Holland, e sim uma criatura vegetal que pensava ser Alec Holland. A partir daí, Moore desenvolveu uma rica mitologia ao redor do personagem, trouxe a volta de antigos vilões, transformou-o num elemental que era nada mais do que a encarnação de todo o verde e revitalizou o personagem de uma forma que teria sido impensável por outros autores. Outro ponto interessante da fase de Moore foi ter incluído a origem original do personagem (aquela publicada em House of Mistery 92) dentro da mitologia do personagem, quando ele descobre o parlamento das árvores, uma “sociedade” formada por entidades que anteriormente já foram elementais como o Monstro do Pântano, e agora estão “aposentados”, tendo como principal missão manter o equilíbrio do verde. Alex Olsen, o Monstro do Pântano “original”, é uma das entidades que hoje faz parte do parlamento.

Moore levou o personagem para os destinos mais inusitados: de encontros com super-heróis da DC ao fim do mundo, o Monstro do Pântano enfrentou vampiros, casas mal-assombradas, lobisomens, bruxaria, foi até o inferno buscar sua amada, retornou para enfrentar o fim de tudo, morreu mais de uma vez e até foi para o espaço. Na fase de Moore, cada edição era uma (ótima) surpresa. Personagens subaproveitados ou esquecidos pela editora foram magistralmente revitalizados nas histórias (como o Homem Florônico), alguns voltando a aparecer em outras revistas, assim como novos personagens surgiram nas páginas da revista e alguns até se tornaram mais famosos que o próprio Monstro do Pântano (como John Constantine). O personagem também participou da saga Crise Nas Infinitas Terras.

Moore escreveu praticamente 4 anos o personagem, mas essa fase foi responsável por revitalizar o gênero de terror nos quadrinhos, além de ter sido a primeira HQ que ignorou completamente o Comic Code Authority e tinha como público os adultos, o que incentivou a criação do selo Vertigo (que publica apenas quadrinhos voltados para o público adulto).
Curiosidades:
- As capas da revista eram um dos pontos fortes durante a fase de Moore. Magistralmente pintadas como as capas de terror de antigamente, lembrando verdadeiras obras de arte, era fácil querer arrancar aquelas capas, emoldurar e pendurar pela casa.
- Alan Moore faz uma homenagem à dois personagens, considerados de onde o Monstro do Pântano foi “Inspirado”. Entre as entidades que fazem parte do parlamento das árvores, estão o “Homem-Coisa” e “Heap” (ambos mencionados anteriormente), ou melhor, versões desses personagens.
- Alan Moore sempre foi um rato de banca, e sempre admitiu gostar de personagens obscuros. Talvez por isso ele tenha trazido quase todos eles para as histórias do Monstro do Pântano. Personagens esquecidíssimos como Sargon, o Mago, Barão Von Winter e Dr. Oculto voltaram a dar as caras na revista, mas foram sumariamente esquecidos novamente depois.
- Uma das histórias mais inusitadas da fase de Moore foi seu retorno à Terra após a saga “Gótico Americano”. No arco de histórias, ele descobre que Abigail (sua amada) foi presa no Arkham, e decide dar um ultimato à humanidade. História recomendadíssima.
- Ainda sobre histórias inusitadas, John Constantine, personagem criado por Alan Moore na revista do Monstro do Pântano, teve um curioso crossover com Batman durante a saga Crise nas Infinitas Terras, onde Constantine é tratado como um cidadão comum.


Na próxima Madrugada:
Nem tudo são flores para o Monstro do Pântano. Na próxima semana, Monstro do Pântano – A decadência.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Monstro do Pântano – A criatura

"...Mas eu não tenho respostas para dar...Dr. Holland tinha todas as respostas...
Ele era um homem inteligente... Mas Alec Holland está morto...
E em seu lugar reside apenas um Monstro do Pântano."
Swamp Thing # 1




Tema Macabro


Poucos personagens de terror nas HQs possuem tanta importância quanto o Monstro do Pântano. Um dos responsáveis por colocar editoras que antes se dedicavam mais aos super-heróis entre as grandes provedoras de conteúdo “adulto”, o personagem até hoje ocupa um lugar de respeito entre os fãs de quadrinhos.

Originalmente, o Monstro do Pântano era Alex Olsen, um cientista do inicio do século 20 que foi pego numa explosão causada por seu colega de trabalho, que queria matá-lo a fim de conseguir casar com Linda, esposa de Olsen. Ao se jogar no pântano em desespero, Olsen acabou sendo alterado pelos químicos aos quais foi submetido na explosão e pelas propriedades do pântano, tornando-se uma criatura bizarra. Olsen consegue sua vingança, Matando o ex-colega antes que ele pudesse conseguir matar Linda, mas como não conseguiu fazer com que sua esposa percebesse a verdadeira identidade dele, vai embora, de volta ao pântano, seu novo lar.

A história foi publicada em House of Secrets # 92, em 1971. A história, escrita por Lein Wein (o cara que acha que o final de Watchmen deveria ter sido diferente) e Bernie Wrightson, grande nome das HQs de terror e teve sucesso imediato. Alguns meses depois, uma série regular do personagem foi encomendada, mas os editores preferiram atualizar a história e tornar o personagem um pouco mais “heróico” a fim de justificar o fato de ser protagonista da série. E então a revista Swamp Thing foi publicada, com a origem do Monstro recontada e adaptada para os anos 70.

Assim, a revista começou a contar a história de Alec Holland, um cientista que trabalhava num laboratório da Lousiana numa fórmula biorrestauradora capaz de “gerar florestas em desertos”, mas é que sabotado quando uma bomba plantada no laboratório por agentes de um misterioso Mr. E, que queria a fórmula. Ao receber a explosão, Holland corre para fora do laboratório, onde acaba caindo no pântano, enquanto pegava fogo. Um tempo depois, Holland emerge do pântano como uma criatura humanóide-vegetal, que seria conhecida como “Monstro do Pântano”.

Len Wein foi o escritor pelo primeiro ano da revista, sendo depois substituído por David Micheline e Gerry Conway. Durante a fase de Wein, as histórias giravam geralmente em torno do sobrenatural e do insólito. Com a entrada de Micheline, as histórias passaram a contar com diversos elementos de ficção científica e aos poucos foram ficando cada vez mais parecidas com histórias típicas de super-herói. Após um bizarro e inútil arco (escrito por Gerry Conway), onde Alec Holland volta a ser humano, a revista é cancelada. A última edição da revista contava com uma história de Alec Holland, já humano novamente (mas curiosamente o Monstro do Pântano, que não aparece em nenhum momento na história, está na capa da revista...).

Curiosidades:
Len Wein antes havia sido escritor do Homem-Coisa, personagem da Marvel com premissa bastante similar ao do Monstro do Pântano, mas lançado um ano antes. Gerry Conway, um dos criadores do Homem-Coisa – e que iria escrever posteriormente o Monstro do Pântano), atentou para o fato, mas Wein se recusou a alterar a origem do personagem.
No entanto, a Marvel nunca pensou em processar a DC por plágio, e por um motivo muito simples: Ambos os personagens eram similares DEMAIS à um monstro criado nas HQs em idos dos anos 40, chamado Heap. Ou seja, se eles são plágios de algo, é do personagem dos anos 40.
Outra curiosidade é que Gerry Conway (criador do Homem Coisa, e que posteriormente escreveria Monstro do Pântano) e Len Wein (criador do Mosntro do Pântano e que já havia escrito o Homem Coisa) eram colegas de quarto na época.
Ainda assim, como dito anteriormente, O Morto do Pântano, personagem brasileiro similar criado por Eugênio Colonnese, foi criado 5 anos antes, tanto do Homem Coisa quanto do Monstro do Pântano.
Monstro do Pântano foi publicado no Brasil em uma revista chamada “Estréia”, pela Ebal. Apesar de não ser o único personagem da revista, era sempre ele que aparecia nas capas.
Originalmente, o Monstro do Pântano não falava. Os balões de diálogo eram substituídos por balões de pensamento para sabermos o que estava se passando na cabeça do personagem
Monstro do Pântano não demorou para encontrar outros personagens da DC. O primeiro foi Batman, seguido por outros, como Desafiadores do Desconhecido e Gavião Negro.
Curiosamente, o encontro do Monstro do Pântano com Gavião Negro deveria ser publicado na edição 25 da revista. Como ela foi cancelada no número 24, a história acabou levando meses para ser publicada em outra revista.



Na próxima Madrugada:
Um britânico surge, e os pântanos da Lousiana – e os quadrinhos de terror – nunca mais seriam os mesmos. Na próxima semana, O Elemental.