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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Podcast Uarévaa #167 - Monstro do Pântano



"O Monstro do Pântano mete a cenoura!

Ou seria o aipim?"


Aderindo a Iniciativa Vertigo do Quadrimcast, hoje temos Marcelo Soares, Rafael Rodrigues e o convidado especial Delfin (Terra Zero/Comicpod) falando sobre o Monstro do Pântano, personagem importantíssimo para a criação do selo Vertigo.

E no final a leitura de comentários está de volta, com Marcelo, Modesti e Moura.





(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")



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com críticas, elogios, sugestões e etc e tal sobre nosso podcast.


Comentado no podcast

- Posts do Rafael sobre o Monstro do Pântano

O Monstro do Pântano – A criatura

O Monstro do Pântano – O Elemental


- Trailer do primeiro filme do Montro do Pântano:




- Trailer de "O Retorno do Monstro do Pântano":



- A série animada do Monstro do Pântano:




Ouçam o Delfin no Comicpod e Ninho do Coruja
conheçam o trabalho do Studio Del Rey:




E acompanhem também os outros podcasts da 




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quinta-feira, 29 de março de 2012

Assinatura de Qualidade


Aí nerdaiada que peida na farofa. Essa é pra quem curte quadrinhos de verdade.
Recentemente rolou uma notícia para a nooossa alegria... A Panini disponibilizou a assinatura de uma das melhores revistas em quadrinhos da atualidade. Marvel, DC? Nada disso, tô falando da VERTIGO!!!!




Depois de muitos fãs encherem o saco lá no site da Panini/Vertigo, com pedidos, súplicas e algumas ameaças, os caras resolveram atender ao chamado dos leitores e em 22 de março, anunciaram que finalmente a revista mais foda das bancas ganhará um sistema de  assinatura exclusiva! Além de estar firme e forte rumo a completar três anos em bancas, a publicação agora conta com uma opção muito mais cômoda (e em conta) para os colecionadores. Quem assinar a revista até 30 de Março (hoje no caso) tem 15% de desconto e já começa a receber a partir do n° 29!
A publicação reúne o que há de melhor dos quadrinhos adultos da atualidade e dos últimos tempos como Hellblazer, Vampiro Americano, Escalpo, Casa dos Mistérios e a estréia da fodástica HOMEM DO ESPAÇO!!!


Eu já fiz a minha!
Sério, galera, ultimamente é uma das melhores revistas mensais e tá dando pau em qualquer dessas revistas do gênero cuecas por cima das calças. Até agora não me arrependi de colecionar nenhum número.

Então, pra quem quizer fazer a assinatura é só ir lá na página da editora e ser feliz!




Esse é mais um post NÃO patrocinado e que, mesmo assim, o Uarévaa faz, puxa o saco e faz propaganda, mesmo não ganhando piçaroca nenhuma para fazer!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Plantão do Monitor: Tempestade Selvagem fora de alcance


[Monitor.jpg]
Depois de seculos, e um hiato por completa faltado que falar, o Plantão do Monitor volta falando das novidades da DC empresarialmente falando, ou seja, DC Entertainment, o fim da Wildstorm, futuro dos filmes, toda essa bagaça.

No caso quero (tentar) esclarer você, nerd revotado, dos ultimos acontecimentos da editora.Vamos falar por partes, para fins de melhor organização:

Fim da Wildstorm: A bomba que caiu no colo do grande publico e está sendo tratado de maneira extremamenrte cautelosa é o "fim" da Wildstorm, como selo no caso, já que no caso todos os personagens vão ser distribuidos entre a DC e a Vertigo, dependendo do tom de ada revista. Os titulos baseados em games, series, etc vão ser publicados pela DC, assim como as duas ultimas series vigentes do selo, Victorian Undead 2 e DV8. Acabando as duas, os outros herois da WS (como Authority, Wildcats, Gen 13, etc) serão recolocados no mercado pela DC e com olho vigente do diretor criativo Geoff Jonhs. Series mais autorais, como Astro City, terão seu destino traçado ainda essa semana, assim como uma conversa oficial de Jim Lee (em pessoa) com os funcionários da editora. Apesar de aos poucos Paul Levitz ter cortado as pernas da editora até que não sobrasse praticamente nada, isso pode ser bom, pelo acontecimento n°2 da semana

DC no Leste e Oeste: Outra mudança importante foi a mudança para a costa oeste. Mas calama minha gente, é só a marca do fogão, já que quem estará mais perto de Hollywood e das pessoas com grana para investir será a DC Entertainment. Já a DC Comics vai manter sua base de operações em Nova York, por motivos historicos e economicos. Varios personagens tiveram como base de suas crições NY, alem do fato que agora teremos todas as publicações da editora concentradas em um unico local, já que a base de operações da Wildstorm ficava na California. Suspeito que o predio onde ficava a editora vá ser reaproveitado para a instalação da DCE. Alias, com a DCE na Costa Oeste, a DC finalmente pode começar a pensar depois que "O Dia Mais Claro" acabar, já que a editora não tem ainda CEO fixo, cargo anteriormente de Dan Didio. Isso dá tempo e oportunidades de planejamento para dar passos mais ousados em todos os segmentos, incluindo aí recolocar os herois da Wildstorm no mercado, etc.
Briga de manos e de Coasts,yo!

Os filmes da DC: Bem, com a mudança pra terras mais ensolaradas, todos e speravam uma confirmação dos filmes da DC. E os fãs tiveram, mas não exatamente aquilo que esperavam, mas que me deixou feliz em saber que mesmo num ritmo muito lento,o potêncial do projetos é grande. Entre as coisas que Diane Nelson falou estão que: o foco será nos herois solo pro enquanto, (ou seja, nada de JLA)e que não necessariamente toda HQ tem que ser adaptada para virar filme, e que anuncios dos filmes sairam no fim do ano sem mais enrolações. Ou seja, nada se empurrar os herois goela abaixo para que no fim temos um filme de supergrupo (sim Marvel falo de você), já que acima de tudo a Warner quer fixar franquias para que sejam por muito tempo rentaveis,então quando acontecer um anuncio de um filme da Liga, vai ser quando a maioria desses personagens estiverem consolidados com o publico. E apesar do que dizem , acho que os filmes irão se passar no mesmo universo, com pequenos indicios que esses herois coexistem, mas sem a necessidade de junta-los por enquanto.

Demissões: Oficialmente, cerca de 20% do staff da DC Comics vai ser demitido. E aqui entra uma parte delicada,principalmente no quesito quadrinhos. Quais equipes critivas serão quebradas e quem poderá substitui-los? Haverá novas contratações? Perguntas das quais suspeito que no fim do ano tenhamos as respostas....

Vertigo, MAD e Zuda: Zuda Comics, o braço online da DC, foi fechada a algum tempo atrás depois de 3anos de funcionamento, e todo o material deve ser vendido online com o brasão da DC.Já em relação a Vertigo, a preocupação é que muitos dos personagens criados originalemnte na DC saiam e voltem para a editora matriz.DiDio em entrevista a Comics Alliance:
"Uma das coisas é que percebemos como a DC Comics é um nomereconhecido, mas também temos muita força em relação à Vertigo e a revista MAD. Quando você diz Vertigo e você diz MAD, você compreende claramente o que cada um dessas outras marcas e logomarcas representa. E nós preferimos construir cada um desses para ser ainda mais forte, com uma mensagem mais forte. Nós estamos indo sentar-se com a Editora Executiva da Vertigo Karen Berger, pois ela é tão importante para a voz e direção de Vertigo.Sendo assim, nós queremos sentar e conversar a respeito do que funciona melhor para a marca, e avançar nessa direção."

Bem, seja lá o resultado que der, isso prova que a DC está indo a batalha pra mostrar ao mundo (de novo) o quanto seus personagens são legais. Querem atingir uma boaqualidade e aceitação em todas as midias, e fico feliz que o projeto esteja indo rpafrente, apesar das percas, dos trancos e barrancos, mas afinal, nesse caso não envolve criação,mas sim negocios, oo que pode fazer os fãs de Hqs misturarem as coisas um pouco.Espero que com esse post tenha ajudado vocês a entender o que se passa, nem que seja um pouco.

OBS: Com o inicio do Festival do Rio, muitos reviews de filmes vistos por mim devem surgir por aqui! Fiquem de olho nas proximas semanas!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Losers


Uaréview
Por Monitor

A capacidade da Warner(ou qualquer estudio de roliudí) ser burra sempre me impressiona...E quando falo isso,não quer dizer necessariamente que foi um resultado negativo no final.


The Losers(Os Perdedores)é uma HQ feita com personagens classicos criados por Robert Kanigher que atuavam na epoca da segunda guerra mundial.Na versão feita para a Vertigo,foi escrita por Andy Diggle(Demolidor,Hellblazer) e Jock(2000 AD) e publicado de 2004 a 2006.No caso,a idéia para um filme começou no mesmo ano que a revista da Vertigo foi terminada,no caso produzida pelo über-produtor Joel Silver e na cadeira de diretor tinhamos Tim Story(Taxi,Quarteto Fantástico).Mas Story teve que sair e deu lugar a Sylvian White(Stomp the Yard) tendo o filme sido roteiriado por Peter Berg e James Vanderbilt.

Mas qual seria a historia do filme?Temos uma equipe militar comandada por Clay(Jeffrey Dean Morgan)fazendo uma missão na Bolivia afim de acabar com a base de operações de um traficante,sendo que de brinde teve que resgatar varias crianças que eram usadas como garoto de entregas pelo tráfico.Com o traficante morto,o lugar destruido,e as crianças a salvo,tudo pareceu correr bem,até que o misterioso Max(Jason Patric)põe tudo a perder explodindo o helicoptero onde as crianças estavam,gerando um conflito politico entre os paises.Só que Os Perdedores não estavam no helicptero,e isolados por meses,começam uma nova vida dentro do pais latino.Mas o aparecimento da misteriosa Aisha(Zoe Saldana),oferecendo a oportunidade de se vingar de Max e retomar suas velhas vidas faz eles voltarem a ativa secretamente.Na medida que se aproximam de Max e do que ele realmente faz,misterios são revelados e escolhas terão que ser feitas...

Vamos começar por partes:o filme em termos de adaptação foi bom,conseguiu captar o espirto da HQ,mesmo que o lado politico tenha sido amenizado.mas como filme,funciona?Funciona e diverte horrores.Andy Diggle é um cara que tem influências claras do que via na infância.Se pegar o Ano Um do Arqueiro Verde verá que tem coisas de Rambo e Miami Vice por lá,assim como The Losers tem coisas de Esquadrão Classe A,que certamete nas pessoas mais leigas em relação as revistas podem acusar.Mas apesar de ter comédia no filme,uma coisa que lhe faz The Losers ser melhor que o novo A-Team são,alem do fato de não ter que corresponder as expectativas de algo já anteriormente estabelecido como "classico",é o fato de que ele se leva a serio em termos do que fazer e funciona.Não tem a loucura e pirotecnia que um filme do Michael Bay por exemplo,já que foi feito com 25 milhões,mas fica bacana na tela e satisfaz seu desejo de ação.

Outra coisa que faz o filme valer a pena é o elenco.Temos Jefrey Dean Morgan ficando especialista em fazer personagens adoravelmente escrotos,porque alem de Clay ser ex-capitão do exercito deprimido,tem o lado pervertido e sacana,como por exemplo olhar a bunda da sua adversaria durante a hora da luta.Temos Idris Elba como o esquentado Roque,pra mim o elo mais fraco da corrente.Jason Patric como Max consegue ser o tipo de vilão que você simpatiza por ser um escroto de carteirinha,e funciona muito bem assim no filme,sem muitos maneirismos.

Zoe Saldana está muito bem no papel de Aisha,e mesmo magrela consegue provar ser sexy quando quer.Pooch(Columbus Short)tem umas ótimas gags,mas faz o seu e representa.Mas o que merece destaque são Chris Evans como Jensen e Óscar Jaenada como Cougar.Apesar de Cougar ser mais serio,quando se junta com Jensen não precisa de muito para fazer graça.Alias,Crhis Evans prova queé um puta comediante,não por ser exatamente engraçado,mas sim pelo alto nivel de canalhice do cara.vai dar trabalhopara convercer como Steve Rogers...

Pra completar,parabens a fotografia,que conseguiu seguir o estilo/paleta de cores do Jock,e a trilha sonora,com varias bandas bacanas de rock,alem de varias sequências ue brincam com a transição quadrinhos/filme.nofim das contas,The Losers não tem a intenção de mudar a historia da humanidade,ou outras frescuragens de fanboy,ele tem a intenção de divertir,e consegue fazer isso muito bem.Apesar de estar pago,não fez uma boa bilheteria,o que é triste,já que a Warner vendeu os filmes da DC esse ano de maneira porca(guardarei minha furia para Jonah Hex),mas se as vendas em dvd/blu ray forem boas,quem sabe não veremos eles de novo?Como diria a melhor cena do filme,dont stop believing...



NOTA: 8,0

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A vida em demonstração


Existem certas obras e autores que marcam para sempre nossa mente, quem pode dizer que não é um delírio ao se ler pela primeira vez um Watchmen ou qualquer obra de Alan Moore? E um Frank Miller no auge da carreira com seu Demolidor e Cavaleiro das trevas? Sem contar um Grant Morrison, Brian Bendis, Ed Brubaker, para colocar também a nova geração de autores. Pois, vem dessa nova geração o autor tema dessa postagem e que já não é de hoje falo pelas bandas uarévianas sobre: Brian Wood.

Primeira vez que li algo desse autor foi uma edição “xerocada” de uma minissérie em doze partes chamada Demo. A sinopse falava que eram versões “demo” do ser humano, no caso pessoas com dons especiais que não eram bem felizes com isso, me arrisquei a ler, também empolgado pelo belo desenho de Becky Cloonan. A série me mostrou mais do que a sinopse dizia, me mostrou uma história ousada onde o uso de poderes, tão banalizado na atualidade com filmes, seriados e milhões de revistas de super-heróis, era secundário, só um motivo, um pontapé, para contar histórias sobre pessoas, pessoas perdidas no mundo, com problemas como tantas outras, em busca de um (novo) caminho.

Demo também mostrava que no meio de um mercado de quadrinhos repleto de intermináveis sagas, era possível se deliciar com histórias fechadas em 24 páginas com tanta profundidade quanto um livro de 600 páginas. Em 12 histórias, Wood trazia emoção, sensibilidade, ação em personagens que vinham, encantavam e sumiam logo a seguir como aquele velho amigo que você conheceu e sumiu pelo mundo, sem deixar noticias, mas que para sempre lhe marcou.

Foram doze encontros: #1: NYC; #2: Emmy; #3: Bad Blood; #4: Stand Strong; #5: Girl You Want; #6: What You Wish For; #7: One Shot, Don't Miss; #8: Mixtape; #9: Breaking Up; #10: Damaged; #11: Midnight to Six; #12: Mon Dernier Jour Avec Toi (My Last Day with You). Todos em edições separadas que depois foram copiladas em um volume único.


Agora, Demo voltou, em um segundo volume com seis edições soltas. Mas, como dizem, nem sempre a segunda vez é tão boa quanto à primeira. E apesar da qualidade na construção da narrativa e da história estar lá, falta algo, falta o “ir além” da primeira leva de revistas. Demo Vol. 2 aparenta ser mais uma versão remake do primeiro volume, no estilo hollywoodiano de ser: mantemos a forma, porém, diminuímos o impacto. Uma pena. Mesmo assim, ainda recomendado se dar uma olhada,

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cesta Básica de Quadrinhos #3



Alguém aqui lembra dessa coluna? Acho que nem o dono dela lembra, rs... Que coisa feia, Sr. Skrull... Logo você que já foi tão assíduo, acabou ficando ainda mais relapso que o velhinho aqui que vos fala... rs..

Então, tá então... Vamo de Freud aqui hoje!! Vou falar das hqs Samurai, Homunculus, Vertigo 6 e A queda de Murdock.

Samurai, de Julio Shimamoto: Começando por uma velha dívida, pois falei dessa hq em outra ocasião em que "tapei o buraco do Skrull" (Bwahahaha) e disse que ia comprar e depois comentar sobre ela por aqui. A HQ, da EM Editora, traz 15 histórias de Samurais desenhadas pelo mestre Shimamoto (o "Samurai dos Quadrinhos", um dos pioneiros dos quadrinhos nacionais e considerado o autor da primeira história de samurai publicada fora do Japão).

A idéia é muito boa, republicar quase todas as estórias curtas de samurais feitas por Shimamoto, o preço é bem razoável (R$ 9,90) e o material vale a pena. Gostei bastante da arte do mestre e de sua narrativa. Nem todas estórias se passam no Japão feudal, muitas são nos dias atuais (pelo menos atuais quando foram publicadas originalmente) e algumas são estórias de terror (certamente criadas para publicação originalmente em gibis de terror). As "cenas" de combate são muito boas, mostrando bem a sequência dos golpes.

Infelizmente, a edição tem alguns problemas. A começar pelo formato reduzido (um pouco menor que o tradicional formatinho) que, logo na primeira estória, já prejudica o entendimento de uma sequência de quadros pequenos. Outro problema acontece na estória "O Duelo" cuja penúltima página tem um erro de impressão e a última aparece duplicada, o que não prejudica o entendimento mas deveria ser evitado. Apesar disso, recomendo se voce curte samurais ou estórias curtas ou um quadrinho nacional que tem qualidades reais, não sendo meramente curiosidade histórica.


Homunculus: Para não decepcionar o público do Skrull, vamos falar de um mangá aqui. Sim, eu aprendi a ler "de trás pra frente" e não me arrependi de comprar essa série. A estória é sobre o misterioso jovem Nakoshi, um "sem-teto por opção" que topa participar de uma estranha experiência proposta por um estudante de medicina: realizar uma cirurgia de Trepanação (fazer um pequeno buraco no seu crânio que poderia despertar uma espécie de sexto sentido). A partir da cirurgia, Nakoshi passa a, sempre que tapa seu olho esquerdo, ver e sentir muitas pessoas através de homunculi, representações surreais delas derivadas de problemas psicológicos que possuem. Isso leva a investigação desses problemas e aos poucos vamos descobrindo um pouco dos mistérios (e alguns "estranhos hábitos") dele e de outros personagens.

É bastante interessante e não é exatamente o que eu chamaria de uma leitura leve, porém é bastante fluida, muitas vezes com poucos diálogos e algumas boas reviravoltas. O autor Hideo Yamamoto procura ir fundo no interior de cada personagem e, se dizem que de perto ninguém é normal, aqui você encontra grandes exemplos disso. A arte dele também me agrada bastante e a premissa da revista permite imagens "mucho locas" quando mostra os homunculi das pessoas. Não deixo nunca de imaginar que se fosse um título ocidental, talvez algo da linha Vertigo, teria sido interessante ver isso desenhado pelo falecido Seth Fisher.

O mangá está na nona edição por aqui, publicado pela Panini, e lá fora está na edição 10, sem previsão que eu saiba, de lançamento da 11 ou de término da série. Comecei a comprar quando ja tinha a 6 nas bancas, eu acho, mas fui comprando a partir da 1 em comic shop até alcançar as bancas, porém tenho visto muitos volumes antigos em banca mesmo, inclusive o 1. Se voce curtiu o que eu falei sobre a HQ aqui, talvez valha uma arriscada no 1 se o achar de bobeira por ai. As primeiras edições custavam R$9,90 e a 9 já saiu por R$10,90.


Vertigo #6: E como o Skrull costuma falar da revista Vertigo, e eu também compro, vamos a última edição que acaba de pintar nas bancas (atrasada bagarai). Começa com a última estória de um arco do Constantine que, embora sempre seja legal de se ler, não foi lá grandes merda... A arte do Marcelo Fruisin casa bem com a revista, mas esse Mike Carey parece especialista em estórias medianas, não lembro de já ter ligo algo realmente fodão dele. Mas Ok, é legal, vai, dá pro gasto.
Vem então a segunda estória da Casa dos Mistérios, que estreou na edição passada. A estória de estréia foi melhor, mais intrigante, mas ainda assim curti essa. Gostei da proposta dessa série que envolve uma trama maior mas com estórias curtas no meio feitas por outra equipe criativa. Casa dos Mistérios melhorou o mix da revista, pois a anterior a ela, "Tessalíada", era bem fraquinha.
Vikings segue com uma arte muito boa mas roteiro oscilando de fraco a razoável. Não compromete a revista, é uma leitura rápida, mas podia ter coisa melhor no lugar dela. Escalpo se firmou mesmo como o melhor título da revista. A trama nunca fica estagnada, sempre aparecem novidades interessantes que te fazem querer saber o que vem agora.
Lugar nenhum tem feito jus ao nome.... Certamente botaram essa bomba por ser baseada num livro do Neil Gaiman e chamar o público de Sandman pra revista. Se o livro original é bom, não sei, mas essa adaptação por Mike Carey (olha ele de novo...) e Glenn Fabry não consegue me empolgar. Me parece que dura 9 edições ao todo, então acabará em breve, resta torçer pra colocarem algo que fortaleça o mix, como fizeram com "Casa dos Mistérios", ao invés de outra bomba. Simplesmente não acredito que não haja coisa melhor que isso na linha Vertigo pra por nesse mix.


E hoje na seção Naftalina do CBQ, Old But Gold:
A Queda de Murdock


Simplesmente essa é minha hq favorita de Frank Miller. Batman: Ano Um fica pau a pau mas..... não tem jeito... A queda de Murdock vai mais longe que a ótima versão de uma das melhores origens dos comics ( não querendo resumir Ano Um a só isso ). A queda de Murdock (Born Again no original) é uma estória de ruína e redenção como eu nunca havia lido nos quadrinhos.

Miller, novamente acompanhado da incrível arte de David Mazzuccheli (que também desenhou Batman: Ano Um) leva o Demolidor ao poço mais fundo que já vi um herói chegar: sem trabalho, crédito, teto, nome ou sanidade. Nesse processo, os sentidos ampliados do herói funcionam como torturantes ampliadores de sua miséria e Matt beira o patético ao ser facilmente derrotado em todos os níveis pelo Rei do Crime.

Tudo isso porque o Rei do Crime descobriu a identidade secreta do Demolidor. Identidades secretas tantas vezes parecem um recurso batido, herança dos primeiros e "inocentes" exemplares da Era de Ouro, mas que tipo de estrago um inimigo poderia realmente causar ao descobrir isso? Quando o Rei termina com Matt, a única coisa que lhe resta é um sopro de vida, mas seu estado é tão deplorável que parece improvável que possa se reerguer, recuperar algo do que era, sem uma grande forçação de barra no roteiro. Mas ele se reergue e nada soa forçado.

Não falei de Karen Page (a ex namorada responsável pela descoberta do Rei), Foggy Nelson, Ben Urich (outro grande herói da trama), de Maggie, do combate final contra o Bazuca (uma versão distorcida do Capitâo América), do próprio Capitão e até do infame Tucão, todos perfeitos em suas presenças, mas realmente não há mais o que dizer: TEM QUE LER. Infelizmente apenas edições antigas dessa saga estão disponíveis por aqui. Ela saiu originalmente na antiga Superaventuras Marvel, da Editora Abril e depois foi republicada pelo menos mais 2 vezes pela mesma Abril. A que eu guardo é a da capa ao lado, um encadernado em formatinho de Junho de 1990 (Demolidor Especial 2, custou Cem Cruzeiros, rs...). Já passou da hora da Panini, que felizmente lancou toda a fase anterior do Miller no Demolidor, republicar isso por aqui.

E por hoje é só, p-p-pessoal, espero que tenham curtido essas dicas.