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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Dízimo é o C@#@/%*!

Aproveitando o post anterior do meu camarada Moura, eu vinha há muito tempo querendo postar isso por aqui, mas não encontrava brecha, então, já que o assunto tá em pauta com o nobre pastor malacão chamando blogueiros de filhos do demônio e tals... resolvi deixar minha impressão sobre uma de suas "verdades": o dízimo!





Mas pra começo de conversa: O que é dízimo? Dez por cento dos seus rendimentos para os cofres da igreja? Tá, mas será que Deus ainda exige algo que estava escrito lááá na lei do Antigo Testamento, no qual foi instituído o dízimo? Isso mesmo depois do sacrifício de Jesus para remir o homem do pecado?
 
Já adianto que não pertenço a nenhuma igreja, mas fico puto da vida quando vejo essas pobres almas sendo enganadas de forma desonesta levando-os a crer nessa forma desvirtuada de "obrigação" feita pelos seus muitos pregadores.

Dízimo é a décima parte de qualquer coisa menos dos seus rendimentos. Sabe porquê? Porque a fração equivalente a 10% dos rendimentos chama-se dízima. Isso, com A no final.
E qual é a diferença?
Bom, não sou expert no assunto, mas vamos tentar ser racionais (isso faz um bem danado, acredite se quiser!). Se a gente voltar no tempo, lá na época em que era a lei de Moisés que tava valendo, o dízimo nunca foi dinheiro ou espécie para os cofres das igrejas. Os dízimos dos quais eram válidos na época, eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado período, que eram direcionados aos levitas (ou descendentes de Levi) que eram sacerdotes e seus auxiliares, servidores dos tabernáculos, ou seja, aqueles que serviam de alguma forma aos lugares de culto. Resumo da ópera: Era o alimento destinado a suprir as necessidades desses servidores que não tinham parte nem herança na terra prometida. 
 
Conforme dito em Deuteronômio 14.24-27: "E quando o lugar que escolher o Senhor teu Deus para fazer habitar o seu nome, for tão longe que não os possa levar, vende-os e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor teu Deus e compre tudo o que a tua alma desejar, e come ali perante o Senhor teu Deus, e alegre tu e tua casa. Porem, não desamparará ao levita que está dentro das tuas portas e não tem parte e nem herança contigo."
Presta atenção na parte em que é evidenciado que, se o lugar que Deus escolheu para levar o dízimo, for tão longe que não se possa levar, Ele instrui que o dízimo deve ser vendido e o dinheiro atado a mão do dizimista, (observe que não é na mão de nenhuma outra pessoa). Portando, se o dízimo fosse dinheiro, não seria pedido que se vendesse o que já era espécie.
Muitos pastores afirmam ser os novos levitas, pois se dedicam integralmente a igreja (mas nem sempre, alguns acabam fazendo bico de político, etc). E porque então não fazer uso disso através de mantimentos, então?
Porque com comida não se compra luxo, carros nem mansões, não é verdade? A não ser que você seja dono de um supermercado Pão de Açucar...
 
Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder ou dono da igreja, como também a cúpula de organizações religiosas, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. E como diz convenientemente a ex-apresentadora infantil Mara Maravilha, isso já não é problema do fiel. Sei...
Na minha humilde opinião, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover suas despesas pessoais, nem tão pouco para construir templos gigantescos banhados à ouro.
 
E pastor, paga dízimo?
Se paga, deve tirar do bolso direito para o esquerdo, certo?
Ou ele joga o dinheiro pra cima, o que Deus pegar é Dele, mas o que cair no chão... 
 
Um amigo meu, cristão, fez certa vez uma coisa que nunca vou esquecer tamanho sua nobreza e dicernimento do correto, negou pagar o dízimo ao pastor de sua igreja (que chiou um montão), e se ofereceu a trabalhar num desses lugares que servem aquele sopão para carentes e moradores de rua. Ele passou um bom tempo lá descascando batatas e trabalhando para o bem comum. Isso é ajudar quem precisa. Isso é saber aonde estão direcionadas suas intenções. Isso é o que verdadeiramente se pede quando se fala em dízimo.
 
E pra terminar, um pouco de opinião polêmica (mamilos!) pra esquentar um pouco os ânimos daqueles que insistem em não serem racionais e deixam serem levados por aquele papinho 171!





Desafio Malafaia

SOMOS FILHOS DO DIABO!




O Pastor Malafaia desafiou, o Não Salvo aceitou, o O Lolco admitiu e agora é a vez do Uarevaa aceitar:

SOMOS FILHOS DO DIABO




Isso me deixou com a pulga atrás da orelha e fui questionar os meus pais, que negaram veementemente. Alguns familiares colocaram em questão o padeiro e o entregador de jornal, mas o Diabo, segundo eles, estava fora de questão.
Por isso estou verificando com os blogueiros uma excursão com até o SBT para ir no Ratinho pedir DNA.

E me leva a pergunta: Se nós somos filhos do diabo, o senhor supracitado seria filho de quem?

domingo, 16 de outubro de 2011

A História da EC Comics – Fim

“Vocês vêm nos sacaneando e tornando impossível que coloquemos qualquer coisa na rua simplesmente porque vocês nos querem fora dos negócios”
Editor/Roteirista Al Feldstein para o Juiz Charles Murphy





Tema Macabro:




Foram diversas as batalhas que Willian Gaines teve que travar com o Comics Code Authority para manter suas publicações livres de censura, e diversas as vezes que ele teve que encarar perguntas constrangedoras de pessoas que não estavam preocupadas em cuidar da segurança nacional, e sim apontar o dedo e colocar alguém como culpado pelos problemas da América na época (não que os problemas tenham mudado, mas os “culpados” passaram a ser agora os filmes e os games).

Num dos casos mais notórios relacionados ao caso EC/Comics Code, Gaines ameaçou processar o juiz Charles Murphy, que era o administrador do Comic Code na época, por conta da ordem que o juiz dera de alterar a história de ficção científica “Judgment Day”, publicada em “Incredible Science Fiction #33”, que era uma reimpressão de uma história de Weird Fantasy pré-Comics Code e inserida após a história que seria publicada nesta edição ter sido rejeitada pelo código. O problema com esta HQ era que o personagem principal era negro.

A edição em questão contava a história de um astronauta humano, um representante da república galáctica, visitando um planeta habitado por robôs e encontrando-os divididos entre raças laranja e azul funcionalmente idênticas, sendo que uma das raças tinha menos direitos e privilégios que outras. O astronauta decide que, devido ao preconceito encontrado entre os robôs a República Galáctica não poderia admitir o planeta em suas fileiras. No quadro final, ele remove seu capacete, revelando ser um negro. Murphy queria que o astronauta negro fosse removido, mesmo que isso não fosse um motivo real dentro das regras do código, o que era bizarro porque, removendo a etnia do personagem, toda a história perderia o sentido. Gaines e o roteirista da história, Al Feldstein brigaram e ameaçaram processar o juiz, que mesmo tendo insistido e ordenado a remoção do personagem negro, acabou vendo a história ser impressa do jeito original.

Esta não foi a única briga que a EC Comics teve para evitar seu fim e combater a censura. Quando foi criado o Subcomitê de Investigação da Delinquência Juvenil do Senado, presidido pelo Senador Estes Kefauver (que nada mais era do que um oportunista em busca de autopromoção – anos antes ele havia alcançado notoriedade por ter presidido a audiência com o mafioso Frank Costelo, que fora transmitida pela televisão), a audiência foi marcada na mesma corte que anos antes havia dado fama ao Senador, que intimou várias testeminhas a depor sobre o assunto, todas contra os quadrinhos (incluindo aí Fredric Wertham). A favor dos quadrinhos o único que se propôs a depor foi Willian Gaines, que estava sozinho contra uma horda de gigantes.

Obviamente, Gaines foi massacrado pelos seus inimigos. Incredible Science Ficion # 33 foi a última HQ publicada pela EC. Gaines mais uma vez mudou o foco da EC para “Picto-Ficção”, que era uma linha de revistas em preto e branco com histórias ilustradas, além da tentativa de reescrever histórias publicadas anteriormente em outras revistas da EC. Mas a mudança de foco não rendeu e, quando o distribuidor nacional da EC foi à falência, Gaines encerrou todos os títulos com exceção da MAD que, já em formato magazine, podia escapar do crivo do Comic Code Authority. Foi o fim de uma era.


Tradução (do site Universo HQ) do discurso que Willian Gaines leu diante do Subcomitê de Investigação da Delinquência Juvenil do Senado (antes de prestar depoimento):

Meu nome é William Gaines. Sou graduado pela School of Education of New York University. Tenho qualificação para dar aulas na escola secundária.
Então, o que estou fazendo diante desse comitê?
Eu publico histórias em quadrinhos. Meu grupo é conhecido como EC - Entertaining Comics. Vim voluntariamente como testemunha. Pedi e vocês me deram essa chance de ser ouvido.
Duas décadas atrás, meu falecido pai foi o instrumento que iniciou a indústria dos quadrinhos. Foi ele quem editou as edições iniciais da primeira revista em quadrinhos, a Famous Funnies.
Meu pai estava orgulhoso da indústria que ajudou a criar. Ele levou diversão a milhões de pessoas. A herança que deixou, a vasta indústria das histórias em quadrinhos, emprega milhares de escritores, artistas, estampadores e impressores. Ela levou milhares de crianças ao costume da leitura. Ela sacudiu a sua imaginação, criou uma válvula de escape para seus problemas e frustrações... Mas o mais importante: deu a elas horas e horas de diversão.
Meu pai, que comandava a editora antes de mim, estava orgulhoso daquilo que publicava. Ele via os quadrinhos como um instrumento potencial para a educação visual. Ele foi um pioneiro, algumas vezes à frente do seu tempo.
Ele publicou títulos como Picture Stories from Science, Picture Stories from World History e Picture Stories from American History. E também Picture Stories from the Bible.
Desde 1942 vendemos mais de cinco milhões de cópias da Picture Stories from the Bible. Essa revista é largamente usada em igrejas e escolas para tornar a religião mais interessante, vívida e real. Picture Stories from Bible está sendo agora publicada pelo mundo, em dezenas de línguas. E trata-se de, nada mais, nada menos, que uma revista em quadrinhos.
Além da Picture Stories from the Bible, eu publico muitas outras revistas.
Por exemplo, publico histórias de terror. Fui o primeiro nos Estados Unidos a publicá-las. Eu sou o responsável! Eu as iniciei!
Alguns podem não gostar delas. É uma questão de gosto pessoal. Mas é difícil explicar a inofensiva emoção que uma história de terror causa numa pessoa como o Dr. Wertham, assim como seria difícil explicar a sublimidade do amor a uma frígida solteirona.
Meu pai estava orgulhoso das revistas que publicava e eu estou orgulhoso das que publico agora. Nós temos os melhores escritores e artistas. Nós nos esmeramos para que cada revista, cada história, cada página seja uma obra de arte.
Como resultado, temos os maiores índices de vendagem.
Uma revista em quadrinhos é um dos poucos prazeres que uma pessoa ainda pode comprar com uma moeda de dez centavos.
Nós vendemos prazer. Diversão. Recreação escrita.
As crianças americanas são, em sua maioria, normais. São crianças inteligentes. Mas aqueles que querem proibir as histórias em quadrinhos parecem ver nossas crianças como sujas, pervertidas e depravadas, pequenos monstros que usam os quadrinhos como modelo de suas ações.
O que tememos? Temos medo de nossas próprias crianças? Será que estamos nos esquecendo que elas também são cidadãos e, por isso, são livres para ler e julgar o que quiserem?
Ou achamos nossas crianças tão distorcidas e com a mente tão pequena a ponto de uma história sobre assassinato as levar a cometer assassinato... ou uma sobre roubo as levar a cometer roubo?
Jimmy Walker (ex-prefeito de Nova York) disse uma vez que nunca viu uma garota estragar sua vida por causa de um livro.
Assim, também ninguém vai destruir sua vida por causa de uma revista em quadrinhos. Já foi visto em testemunhos anteriores que nenhuma criança saudável e normal se tornou uma pessoa pior só por ter lido uma revista em quadrinhos...
Acredito que nada que já foi escrito até hoje pode fazer uma criança se tornar agressiva, hostil ou delinquente. As raízes dessas características são muito mais profundas.
A grande verdade é que a delinquência é produto do ambiente em que a criança vive; e não da ficção que ela lê.



Nota Macabra:
A partir de agora, por motivos de força maior, o Madrugada Macabra será uma coluna MENSAL.

sábado, 15 de outubro de 2011

Álbum de pentelhinhos do Uarévaa



Promessa é dívida que quase sempre a gente não paga, mas dessa vez taí!

Pra fechar essa semana especial confira quem acaba de estragar sua infância enviando fotos suas aqui pro Uarévaa.


Durante essa semana quase todos os posts terminaram com fotos dos uarévianos ainda pivetinhos, só o Vini não se ligou na parada, mas não vai escapar desse mico.

Esse galho era resistente hein, Vini. 


E tivemos uns redatores relapsos que não fizeram post algum, mas ao menos mandaram suas fotos. Não reclamem deles, teve gente que fez pior ainda e nem isso enviou. RATINHOOO! 

Vejam o nariz em destaque! Esse só podia ser o Zenon mesmo.


Olhai o Shazam, o garanhão do futuro!


E agora é a vez de quem topou estragar as próprias infâncias espontaneamente, mandando suas fotos pra gente.

Luiz Modesti, a risada mais famosa do nosso podcast, com cara 
de quem fez uma baita merda e tá se segurando pra não rir.


Aliches Pickles enquanto era apenas um Anchovas Pepinos.


E pra fechar, Nicodemus, que infelizmente enjoou de mandar posts 
pro De fora da panela, mas eternizou sua imagem aqui nessa pocilga.


É isso galera, espero que tenham curtido mais essa semana especial, com certeza pra gente foi muito legal fazê-la, e obrigado a Modesti, Aliches e Nicodemus por participarem da farra.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Podcast Uarévaa #66 - Mitologia - Parte 2



MÍÍÍÍTICO!

Freud, Zenon, Alex Matos, Rafael Rodrigues, Vini e Duende Amarelo continuam a papear sobre Mitologia, falando de jornada do herói, mitologias criadas em livros e jogos, curiosidades, etc e tal.

E o boêmio Moura está de volta no Momento Uarévaa junto com o Freud.


Se ainda não ouviu a parte 1, comece do começo, porra! Ouça AQUI.



(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


Clica ai pra assinar o RSS e passar a receber
o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!



E tamo até no iTunes, rapá!!!



COMENTADO NO PODCAST

- Post do Alex sobre a jornada do herói: AQUI

- Revista do Zé Carioca citada pelo Zenon: AQUI

- Animação citada pelo Vini na parte 1



Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

De volta para o passado

Por Freud

Nada melhor que uma semana extremamente nostálgica aqui no Uarévaa, como tem sido essa dedicada as crianças, para estrear minha nova coluna que já estou pra iniciar faz um tempão.

Aqui no “Da arca do velho” pretendo relembrar coisas “dos meus tempos” (que não, não chega a ser a pré-história, como alguns vão dizer) , praticamente um naftalina particular pra falar das mais diversas coisas que já curti e me são caras até hoje, ou até simplesmente indicar coisas interessantes lançadas já faz, pelo menos, alguns anos.

Mas vou aproveitar pra iniciar, justamente nessa semana, falando da minha infância. Não apenas a que passou, mas minha infância de agora também.


O pessoal aqui já deve estar cansado de me ver usar meu “bordão” que diz ”Sou casado, fiel e pai de família”, e a parte do pai de família é graças a um garoto elétrico, hoje com quase 5 anos de idade já, que me trouxe um parte da infância de volta.

Sim, apenas parte, pois assim como, acredito, todos desse blog, nunca deixei a criança em mim morrer. Mas, por mais que essa criança permaneça viva em nós, muitas coisas tão importantes daquela fase nós nunca mais voltamos a fazer. Continuamos a exercitar a imaginação e tentamos manter a maior parte possível de nossa inocência e sinceridade, o que não costuma ser uma tarefa fácil, mas e aquelas coisas as quais dedicavamos as horas mais importantes dos nossos dias?

Quem, já adulto, volta a brincar de pique, ou com bonequinhos, carrinhos, bola de gude, soltar pipa, chutar bola só de farra, caçar bolinhas de sabão, jogar balão de aniversário pro alto e ficar batendo nele pra não deixar cair, guerra de travesseiros, brincar de luta mas sem nenhum intenção de machucar de verdade, super herói, polícia e ladrão, brincar no parque de gangorra, escorrega, balanço, contar histórias conhecidas do seu próprio jeito se incluindo no meio delas, brincar de piloto de nave espacial na rua usando as bicicletas, fazer e receber cosquinhas até pedir arrego ou simplesmente correr até não guentar mais de tão cansado, ofegante e suado, mas feliz?


Criamos nossos substitutos adultos para muitas dessas atividades, pois realmente soa idiota voltar a fazer qualquer uma dessas coisas, simplesmente por fazer.

Mas admita que bateu saudade lendo isso ai, vai, eu sei que bateu, hehehe

Tudo isso hoje está de volta pra mim, por ter um filho, um verdadeiro clone daquele moleque bagunceiro que fui, com quem eu, claro, devo e me preocupo muito em cuidar, orientar e dar exemplo, mas com quem também procuro ao máximo possível ser outra criança ao seu lado e dobrar a bagunça feita na casa.

Claro que as coisas mudaram pra molecada de hoje, mas.. será que mudou TANTO assim? Pelo menos na faixa etária dele, não sinto tanta diferença pro que eu mesmo fazia. Brincava-se mais na rua, isso é certo, e uma pena mesmo pois a violência de hoje rouba um pouco algumas experiências importantes, mas ele também tem seus colegas pra brincar.


Mas os carrinhos ainda são carrinhos, e a melhor parte da brincadeira ainda é fazer eles baterem. Bolas de gude hoje as vezes parecem praticamente aposentadas pelos tais Go-Gos, mas diverte-se com eles da mesma forma. As pipas as vezes dão a vez pra brinquedos voadores por controle remoto, sim. O River Raid do Atari agora é Mario Kart do Wii, ou tantos outros. E boa parte dos personagens são outros, os brinquedos com mais firulas, mas a brincadeira com eles não mudou nada. Se a brincadeira é com o Ben 10 ou os Superamigos, faz mesmo tanta diferença assim?



Sim, as coisas mudam, eu concordo que muitas coisas de outras épocas hoje perderam grande parte da graça, seja por excesso de zelo de alguns, ou por mentalidades adultas deturpadas ou simplesmente porque os tempos são outros mesmo, e contra isso não há como lutar.

Mas criança quer é se divertir, e acredite, sabem aproveitar ao máximo o que tiverem a disposição pra isso.

Agora, a real intenção desse post, é deixar um convite e um desafio.

Não, não é pra todo mundo fazer filhos somente pra ter desculpa pra voltar a brincar não, rs... Filho é algo muito sério. É algo maravilhoso, sempre quis ser pai, um caminho cuja satisfação mais que compensa na minha opinião, mas como todo caminho tem sua cota de pedras e é de cada um escolher ou não trilhá-lo.

O convite é: quando ninguem puder ver, dá uma disfarçada e brinque de novo. Escolha uma dessas que você não faz a muito tempo, vai. Não sei se vai valer a pena, não sei o que voce vai sentir....

... mas em homenagem aquela criança de 5 anos que você já foi, ao menos tente, uma vezinha só.


Aquela criança merece isso.

Jackpot #7


Esse lance de que "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar"...

Sei não, viu?


Clique nas imagens pra ampliar! 


(João Kleber mode on)
PARA! PARA! PARA! PARA! PARA... PARA TUDO!
(João Kleber mode off)

Guenta ai! Antes da tira de hoje, vale a pena dar uma relida na primeirona.

Agora sim, seguimos com nossa programação "normal".


Jackpot #7


Extras



E ai, curtiram a tira de hoje? Não deixem de comentar o que acharam.

Agora, nossos perspicazes leitores já repararam que o Uarévaa tem dedicado essa semana para as crianças de todas as idades, e a tira de Jackpot não teve nada a ver com o tema, certo? Ainda bem, pois Jackpot já é surreal pra cacete mesmo, então fica perfeito!

De qualquer forma releia a tira 4 se quiser se manter no clima da semana das crianças do Uarévaa. E o Balbi não vai escapar de ter uma foto sua de quando era moleque aqui não, como temos tido na maioria dos posts.


Guilherme Balbi pelado agor... quer dizer... em 1982.


Confira as tiras anteriores: #1 - #2 - #3 - #4 - #5 - #6


Conheça também os endereços oficiais do projeto:



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As crianças de ontem e as crianças de hoje.

Eu vejo os desenhos de hoje, os heróis de hoje e as crianças de hoje, que coitadinhas sofrem “Bullings” nas escolas com os amiguinhos, ficam revoltados e xingam muito no twitter. ..nhooo

Esse post não é pra vocês!



To nem ai ¬¬’

Definitivamente não da pra falar de criança e infância feliz sem citar a TV Manchete!

Prepare os olhos por que o post tem muita coisa das antigas que passava nesse canal que fez parte da sua história e ouso dizer que chegou a ajudar na educação da galera mais velha de hoje.

É fato consumado que nos dias de hoje existe uma frescura exagerada com a criançada que assiste TV. Não pode ter violência, sangue e nada de palavras de baixo calão! (Veja só você, logo nos dias de hoje que ensinam até a fazer bomba na internet, enfim) Pois era exatamente isso que tínhamos ao ligar a televisão na época.

A Manchete trazia uma porrada de desenhos e seriados japoneses que deixavam os finais de tarde sem criança na rua! Afinal quem perdesse os episódios de Jaspion, Changeman, Cavaleiros do Zodíaco, yu yu hakusho entre tantas outras coisas não tinha assunto na escola no dia posterior.

Vamos dar uma relembrada nas aberturas mais fodas dessas séries e desenhos na sequencia?







Cara, sensacional lembrar disso ai tudo...o que rendia de porrada na rua não tava escrito! Rs

Vamos rever as aberturas de desenhos? Tinha muita coisa boa naqueles tempos.







Não consegui achar o “embed” da abertura dos Thundercats, mas fica aqui a lembrança dessa abertura fodastica.

A Mtv funcionava como um canal de rebeldia, programas como Garganta e Torcicolo eram os preferidos por ter João Gordo falando palavrão a torto e a direito e por que não, mostrar a bunda ao vivo por que demorou pra começar o jogo...rs.



Trash não? Se fizer isso nos dias de hoje é processo!

A Emêtevê ainda tinha um grande trunfo na programação que fazia a cabeça da galera na época, a dupla mais “no sense” do universo... Beavis and Butthead. Eu adorava isso ai.



Naquele tempo era diversão... quem não se lembra do desenho sanguinário Akira que ninguém entendia porra nenhuma mas adorava o visual da animação?


Desenho que virou febre no país foi cavaleiros do zodíaco, sem dúvida um dos mais violentos e sanguinário exibidos na época, sem levar em conta que os frangos de Athena tinham uma média de idade de 14 anos e caiam na porradaria geral e matavam sem dó...vale rever a abertura.



E a porradaria entre seiya e shiryu que teve mais sangue ai nessa cena que muitos filmes de ação.



O programa Tv Pirata que era exibido na globo estavam pouco se lixando se a piada era sobre gays, pretos ou brancos. Não era visto como agressão ou tão pouco como preconceito... era uma crítica com um belo tapa na cara da sociedade. Mesmo sendo crianças entendíamos as conotações e levávamos isso pra dentro das salas de aula pra zuar com os amigos, mas nunca de forma agressiva.



Trapalhões era um dos mais politicamente incorretos e assistidos do país, ouso dizer que os mais queridos naquela época! Se liga na piada com o Mussum...que esse sofria piada o tempo todo.



AHUAHuAhUAHUAHua era um tempo em que o pessoal tirava isso ai de letra e não se ofendia, pelo contrário, dava risada apertavam as mão quando um chama o outro de Cearense e Urubu e tava tudo certo.

E os jogos de vídeo-game então? O Primeiro jogo do Mortal Kombat saia areia dos oponentes, só dava pra arrancar sangue fazendo um código! Logo que perceberam que a molecada queria sangue nas telas libaram os fatalities com litros de sangue...delírio total dos gamers!



Eram horas nas filas dos fliperamas e casas de aluguel de video-game!
Tem muita coisa ai que não deu pra colocar, o post ficaria maior do que já está...mas da pra ter uma noção de como foi bom os anos 80/90 né? A criançada de hoje precisava parar de frescura e mimimi ta loco.

Ahhh num gosto?



Duende Amarelo.

Agente G


Há muito tempo atrás, em plenos anos noventa, um homem lutava contra as forças do mal e trazia inúmeros conhecimentos para nós, crianças, colocarmos em prática em nossa luta noturna. Esse “obeso amigo” era conhecido por um simples codinome: Agente G.




Eu sempre fui um grande fã do poder que a imaginação tem, e como toda criança a usava com todo o gosto seja lutando contra piratas invisíveis, jogando grandes finais de copas do mundo ou simplesmente acreditando na veracidade e ludicidade de bonecos de fantoche e apresentadores que sabiam o que estavam fazendo e não tratavam as crianças como idiotas.

Um desses bons exemplos era o programa Agente G, uma atração infantil de horário nobre (isso mesmo meus caros, programas para crianças em horário nobre, eram outros tempos mesmo) da Rede Record, exibida entre 1995 e 1997.

O programa foi uma criação do ator Gérson de Abreu, que também era o apresentador e o agente do titulo, após sua saída da TV Cultura – onde participou de Quem Sabe Sabe, Som Pop, Bambalalão e X-Tudo. A série contava as aventuras do agente interpretado por Gérson, membro da organização G.E.L.O. (Grupo Especial pela Lei e a Ordem), contra os planos da C.O.I.S.A. (Central Odiosa de Inimigos Safados e Abomináveis), uma organização do mal (com risada diabólica).

G enfrentava essas forças malignas junto com os outros membros da G.E.L.O., que moravam em sua geladeira, afinal eram todos algum tipo de alimento. Destaco aqui o guru, o sábio e fantástico Mestre Iodo (manipulado por Fernando Gomes), uma óbvia referencia ao mestre Yoda de Star Wars.

O sistema era bem típico: todo episodio tinha uma história do Agente G contra as atividades da C.O.I.S.A., recheada de lições de moral (mas não moralistas), teor pedagógico com quadros educativos, e grande conteúdo humorístico, além dos tradicionais desenhos animados e series, como O Mundo de Beakman; Zorro; O Gato Félix; Faisca e Fumaça; Bill Body e Beetlejuice.

O programa tinha roteiros de Rosana Rios, Lúcia Tulchinski e Andréa Egídio, e ao longo de sua existência ganhou o prêmio de melhor programa infantil pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 1997. Gerson ainda chegou a lançar um CD interpretando dois temas do programa e canções infantis.



Lembro com carinho desse programa, pois, junto com TV Cruj, Castelo Rá-Tim-Bum e TV Colosso, foi um programa formador de minha curiosidade por novos conhecimentos. Como era divertido ver um episodio do Mundo de Beakman e suas experiências milaborantes, sem contar que o próprio Gerson de Abreu fazia experiências do mesmo tipo, ou ainda ver as peripécias da luta entre as corporações secretas dentro de uma realidade lúdica.

Eu não vou aqui cair no lugar comum de dizer “como não se fazem mais programas infantis como antigamente”, pois estamos em outros tempos, outra geração, onde tudo é mais rápido, dinâmico, diria até “duro”, e o espaço para a ilusão e ingenuidade na TV já não existe mais. Uma pena, pois programas como esse eram bem planejados, estruturados e tinham uma grande preocupação com a formação infantil, sem deixar de lado a inteligência e diversão.

Lembro que até tinha (não me pergunte como) um livro “Guia Prático do Agente G”, com modo de preparo de experiências qumicas e físicas simples e que foi levado pelos duendes (seriam parentes do amarelo?) e nunca mais o vi.



Infelizmente, Gérson de Abreu morreu de infarto cardíaco em 18 de julho de 2002 na cidade de Iguape, em São Paulo, local que o homenageou dando seu nome a um espaço cultural do município chamado “Oficina Cultural Regional Gérson de Abreu”. Mais informações aqui.

Curiosamente, outro integrante do programa também morreu de ataque cardíaco na Tailândia em 1997, o ator Cláudio Chakmati, que interpretava o personagem “Sinistro”. Porém, nesse caso, a suspeita é que a culpa não tenha sido de excesso de peso ou algo relacionado, mas sim, que teria sido overdose de heroína. Sinistro não? (trocadilho infame, eu sei).

Agente G foi um programa até de curta duração, nos parâmetros de hoje em dia em que produtos são criados para duraram décadas se possível, mas deixou pelo menos um fã e saudoso aspirante a agente que não deixa de lado a maravilha que é imaginar, adentrar um mundo lúdico de cores vivas e ingenuidade dentro desse mundo real frio e cruel.


Ainda a mesma criança que sonha em criar seus próprios mundos lúdicos, quem sabe até para outras crianças, nem que sejam só para as minhas futuras.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

(Más?) Influências Infantis na TV


Olá, amiguinhos!
Como todos vocês sabem, boa parte de nossa formação se deve a tudo que a gente aprende quando criança. Quantos de nós não aprendemos a ler com os quadrinhos e a brincar e agir segundo nossos maiores heróis tanto das revistas quanto da TV.
Seriados, desenhos animados e até filmes sempre fizeram a cabeça da molecada e não obstante fazem com que haja uma certa postura de vida e influenciam a maneira até de como falar e pensar!
Sério! E essa influência dos desenhos animados e afins são discutidos amplamente na psicologia até hoje, principalmente quanto a seu recurso educativo, por serem fonte de brincadeiras das crianças


Lembro que quando era moleque assistia um seriado que muitos que lêem esse blog provavelmente nem fazem ideia de sua existência, os Chips!
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Chips (sigla para California Highway Patrol) era uma série de TV americana que durou 6 temporadas e foi de 1977 a 1983 e que mostrava as aventuras de dois patrulheiros rodoviários californianos, Jon Baker (Larry Wilcox) e Frank "Ponch" Poncherello (Erik Estrada), que andavam em belas motos pelas estradas da Califórnia.
Lembro que eu e meu irmão ficavamos brincando com nossas bicicletas como se fossem motos envenenadas pelo quintal de casa. Como ele era loiro, fazia o papel do Jon que era o cara mais correto, mais na dele e eu era o porra loca que sempre era o primeiro que saia no braço, o latino Poncherello!
É engraçado, mas isso se extendeu mais tarde para nossas vidas. Ele (meu irmão) sempre foi mais retraído e sempre se identificava com personagens assim.
Logo depois, de 1983 a 1987, foi a vez da gente conhecer outros personagens da TV que gostavamos muito, o Esquadrão Classe A. Só que dessa vez, era mais complicado para ele. Quando a gente inventava de brincar com a molecada na rua disso, um tipo de polícia e ladrão, percebo hoje, que era meio foda pra ele... ele não se reconhecia em nenhum personagem, acredito.
Ele sempre mudava de personagem ou simplesmente não brincava. Ele é dois anos mais velho que eu e sempre foi mais afim de jogar bola do que ficar inventando, sendo lúdico e "fazendo teatro" como o resto da molecada. Eu pelo contrário me amarrava em fazer personagens na minha cabeça, vai ver por isso descambei pra área de arte e ele não...
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Invariavelmente ele brigava pelo posto de Coronel Hannibal, o cara que comandava todas as operações do grupo e eu, lógico, ficava entre Murdock (ou Mad Murdock), o maluco do grupo ou o "Cara-de-pau" (Templeton "Faceman" Peck) que era o responsável por conseguir os recursos para cada missão utilizando sua conversa fiada ou seu charme com a mulherada. E isso explica outras muitas coisas de nossa personalidade, anos mais tarde, quando adolescentes. Geralmente eu era o cara que chegava chegando na mulherada e ele sempre querendo controlar a situação antes.
E isso é a pura verdade, porque meu primo que sempre fazia o John "Hannibal" Smith, era um dos caras mais dissimulados e mentirosos que já conheci. =)
Igualzinho ao personagem que ganhava a vida como ator figurante e sempre aparecia disfarçado de outras pessoas e que geralmente dizia sua imortal frase: "adoro quando um plano dá certo" no final das missões. A gente até tinha um amigo que era o estilo do B.A., briguendo e birrento!

Foi graças a Super Máquina (Knight Rider - 1982 à 1986) que fiquei completamente apaixonado por tecnologia e carros. Foi graças a Moto Laser (Street Hawk - que durou apenas um ano - 1985) que tomei meu primeiro capote homérico de bicicleta, uma BMX preta que eu tinha... eu acreditava piamente que poderia correr em alta velocidade pela ladeira de casa sem que nada me parasse, assim como no seriado.



Foi graças aos seriados Águia de Fogo e Trovão Azul que fiquei conhecido como louco lá na minha escola, depois de várias vezes ser retirado de uma árvore que tinha lá e que eu fazia de conta que era meu cockpit e manche do helicóptero utilizando os galhos.

Foi graças ao Manimal que minha mãe achou que eu tinha sérios problemas mentais enquanto eu me imaginava transformando em algum animal do seriado, principalmente na Pantera Negra.



Não ria! Na época essa transformação fazia todo sentido!

Isso sem contar nos desenhos animados da época!
Pessoas da minha idade pegaram o começo de Caverna do Dragão, Thundercats, He-Man, Os Caça-Fantasmas, Rambo, G.I. Joe, além dos antigões desenhos da Hanna-Barbera (que ganhou um podcast só pra eles por aqui), Mightor, Space Ghost, Herculóides e dos Super Amigos. Esses, na verdade, não me faziam agir como eles nas brincadeiras (tirando os personagens da Marvel e seus desenhos super desanimados, ThunderCats e principalmente o Coisa de 1979 da HB), mas ficar por horas reproduzindo suas figuras no papel. E eu me lembro até hoje que foi graças a um Pernalonga, que rabisquei num caderno logo depois de ter visto ao desenho animado na tv, que comecei a ganhar elogios e incentivo pelos meus desenhos.


Fiz minha primeira história em quadrinhos com 8 anos de idade, utilizando os personagens do desenho D'Artagnan e os Três Mosqueteiros (D'Artacan y los Tres Mosqueperros - Manchete, 1984). História completa. Igualzinho ao que passava na tv. De tanto assistir tinha decorado o enredo.


E quem não se lembra de nossas mães nos proibirem de assistir a Cavaleiros do Zodíaco na Manchete (ou seria TV Bandeirantes? Nunca lembro...) por ele ser muito violento, cheio de sangue e vísceras? Foi tema de várias revistas, tipo Veja, e reportagens de tv na época. Diziam que poderia influenciar as crianças e adolescentes à violência desenfreada. Vai vendo...
Eu sempre achei que aquelas bichinhas tinham mesmo que tomar atitude de homem, porra! Eles tinham poderes celestiais pra quê, então? Bwahahaha...
E o que dizer das porradarias e sacanagens que rolavam em desenhos como Pica-Pau e Tom e Jerry? Só por que não tinha sangue era de boa, mané?

Bom, antigamente achava isso tudo uma besteira, mas conforme eu apontei em vários exemplos acima, parece existirem coisas que a gente "pinça" para as nossas características pessoais, podendo elas serem atenuadas ou amplificadas, dependendo do caso e, principalmente, de orientação educacional. Não acho que através de censura você possa fazer isso, mas, ao meu entender, de observação e orientação mesmo.
As crianças, usando da imaginação, interagem com colegas imitando seus personagens favoritos e pode ser que algumas passem do limite do bom senso numa brincadeira. E esse é o ponto...
Se esses instrumentos midiáticos fossem utilizados de maneira orientativa pelos pais ou até através de um recurso pedagógico, fazendo parte do contexto escolar, por exemplo, a criança pode se desenvolver melhor e aprender sobre esses limites. Isso pode contribuir para o seu desenvolvimento e para a aprendizagem crítica diante da realidade em que elas vivem.
Fora que acho muito importante que ainda exista essa forma lúdica de brincadeiras. Vejo muita molecada hoje em dia mais travada que o Windows 95 num 386.


Acho massa pra caramba quando vejo uma criança vestida de Ben 10 e pais que estimulam ela a brincar com isso. 
Não vou entrar muito no mérito desenhos antigos versus desenhos modernos, qual é melhor ou pior, para não ficar parecendo papo de velho saudosista (coisa que eu verdadeiramente não sou) até porque curto muitos dos desenhos atuais como Bob Esponja, Avatar, Duelo Xiaolin e Liga da Justiça sem Limites (bem como qualquer um da Warner/DC), mas é fato que os “clássicos” contavam com mais sensações, envolvimento e raciocínio mais criativo.
Alguns desenhos de hoje são mais bizarros e parecem ser feitos mais para os pais do que para uma criança, existem algumas tiradas que provavelmente só os mais velhos vão entender, como nos desenhos: As Aventuras de Billy e Mandy, As Trapalhadas de FlapJack e o próprio Bob Esponja. E aqueles que são direcionados para adultos, mas que as crianças também curtem como Os Simpsons e Family Guy.

Um que eu acho perfeito para as crianças é A Mansão Foster para Amigos Imaginários. E era exatamente sobre esse desenho que eu inicilamente estava pensando em falar por aqui hoje, mas resolvi fazer um post só pra ele mais pra frente!

Enfim, não quero me estender num post quilométrico, apesar de hoje ser feriado, provavelmente ninguém terá saco pra ler tudo, mas a intenção era discutir um pouco sobre as nossas influências da tv e lembrar um pouco da infância, que é sempre bom!

Espero sinceramente que todos curtam esse dia da melhor maneira possível, ou seja, conseguindo alimentar, nem que seja um pouco, essa chama da infância que espero ainda estar viva aí dentro de você, com velhas, mas ótimas lembranças!!!