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sexta-feira, 21 de março de 2014

CulturaMila: Alemão



Não vou mentir... Adoro ver filmes nacionais com a temática “do alto do morro”, e se a trama é baseada em fatos reais, só me faz gostar mais ainda. E assim fui ver ALEMÃO!



O filme é baseado em reportagens e outros relatos publicados na imprensa em novembro de 2010, noticiando a ação ocorrida em novembro de 2010 no complexo de favelas do Alemão, que consistia na entrada da polícia com o intuito de derrubar o tráfico de drogas e pacificar a região, instalando ali uma Unidade de Polícia Pacificadora – UPP.



Sendo assim, a película do diretor José Eduardo Belmonte não trata exatamente de como aconteceu a invasão. A narrativa tem início alguns dias antes da data na qual aconteceu a entrada da polícia no morro. Cinco policiais (interpretados por Gabriel Braga Nunes, Caio Blat, Milhen Cortaz, Marcelo Melo Jr. e Otávio Müller) estavam executando uma operação militar de inteligência não autorizada, mas são descobertos pelos agentes do tráfico e o líder deles (Cauã Reymond) autoriza uma caçada sanguinolenta por aqueles que “enganaram o movimento”.

Uma das ações de divulgação do longa foi a divulgação do retrato falado do chefe do tráfico no morro:


Vejam o trailer abaixo:



Um dos destaques do filme é a empolgante trilha sonora, o outro fica pela atuação de Milhen Cortaz, que interpreta novamente um policial, mas que em nada se assemelha ao militar de Tropa de Elite. Também merece uma menção honrosa aqui a participação de Antônio Fagundes, como o delegado que cuida da operação clandestina.

 Milhen “Sangue NoZóio” Cortaz em ação, ao lado de Marcelo Melo Jr.

Ainda que o filme não conte exatamente o que aconteceu naquela ocasião, muitos relatos de autoridades são mostrados no filme, com um grande destaque para o de Sergio Cabral.

O filme vale o ingresso, bem como uma boa conversa posterior no bar, para discutir a situação das favelas no Brasil e os resultados obtidos pelas UPPs quase quatro anos depois das primeiras ocupações.

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CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!

quarta-feira, 12 de março de 2014

CulturaMila: Clube de Compras Dallas



CulturaMila é uma coluna que tem o intuito de fazer com que você vá mais ao cinema, ao teatro, ao parque e até mesmo ao bar. Comentários relevantes ou não sobre os diversos locais que visitei, filmes e peças de teatro que vi e que valem a indicação por algum motivo. Hoje vamos de cinema.




Com o intuito de fazer uma inveja foda compartilhar com vocês uma série de indicações legais, ou nem tanto, de filmes, peças de teatro, eventos, passeios e outros belos ingredientes que formam a minha maravilhosa cultura inútil apresento a vocês essa coluna.

Poderia iniciá-la indicando algum filme indiano ou um livro espanhol do século XIX, mas prefiro seguir o fluxo e indicar a vocês um filme que foi notícia nas últimas semanas: Clube de Compras Dallas.

O filme é baseado na história real de Ron Woodroof, um eletricista “heterossexupreconceituoso” que vê sua vida revirada quando é diagnosticado com o vírus da AIDS no ano de 1985, quando “somente os bichas” tinham a doença. Após o choque inicial da descoberta do vírus e de seus supostos 30 últimos dias de vida, ele resolve estudar e fazer de tudo para que 30 dias sejam apenas o começo de uma nova vida.


 Ron Woodroof, o cara que transformou 30 dias em 7 anos

Na luta pela sobrevivência consegue o contato de um médico no México, que perdeu sua licença, mas é capaz de ajudar Ron a multiplicar seu tempo de vida, salvar outras vidas e iniciar um lucrativo negócio, que incomodou o país inteiro e foi notícia no mundo todo: o Clube de Compras Dallas, onde cada associado pagava uma mensalidade de US$ 400 e receberia em casa a medicação que desejasse para lutar contra a doença.

Destaque para os dois personagens principais e ganhadores dos Oscars de melhor ator (Matthew McConaughey – Ron Woodroof) e melhor ator coadjuvante (Jared Leto – Rayon) que protagonizam as cenas mais emocionantes do filme. Duas pessoas esquálidas, de pele acabada (maquiagem premiada também com um Oscar) e marcadas pelo total sofrimento e descaso diante de uma doença que dizimava suas vítimas em pouquíssimo tempo, foram capazes de vencer o preconceito tornando-se sócios na luta contra o mal do século XX.


 McConaughey e Leto totalmente irreconhecíveis, 
protagonizando cenas emocionantes

Se até agora você não ficou curioso, vá ao cinema só para saber como um filme gravado em apenas 25 dias, com baixissimo orçamento e uma câmera de mão foi capaz de ser indicado, e até mesmo ganhar, diversos prêmios do cinema mundial.



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CAMILA TÉO  

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), leitora constante que mora em uma pequena biblioteca, professora, revisora, tradutora e viciada em cinema e cultura em geral. Escreve também a coluna Keep Calm...ila!


segunda-feira, 10 de março de 2014

Curta Resenha #01: Meio homem, meio máquina, totalmente humano!


Curta Resenha é um breve comentário sobre filmes, livros e quadrinhos. Nesse programa opiniões sobre Robocop (2014), remake dirigido pelo brasileiro José Padilha, e o que o filme tem em comum com um vencedor do Oscar.




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MARCELO SOARES 

Mestre em Comunicação, jornalista, trabalha com Assessoria de Imprensa e é editor do nosso podcast. Colabora com textos para o blog, como resenhas e notícias. 


sexta-feira, 7 de março de 2014

Rádio Uarévaa #1 - Rock Party



Está no ar a Rádio Uarévaa, sua vitrolinha digital quinzenal.

No primeiro programa nosso DJ Modesti ataca com uma seleção de 
Glam Rock para você chacoalhar o esqueleto.




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A Rádio Uarévaa tem Feed próprio, 
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Setlist de hoje:

Left Side - Mamma mia
The Cars - Tonight she somes
Twisted Sister - Were not gonna take it
Garry Glitter - I'm the leader of the gang
Sweet - AC/DC
Fleetwood Mac - Can't go back
Creedence - Hey tonight
Bto - Hold back the water
The Equals - Baby come back
Rolling Stones - She's so cold
Status Quo - Whatever you want
Boney M - Going back west
Ace Freeley - N.Y. groove
Nazareth - Love leads to madness
Shocking Blues - Venus
Peter Shelling - Major town
Bonney M - Rivers of babylon




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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Podcast Uarévaa #172 - Marvel x DC, O Conflito do Século



"O poder da Jubileu é assustar cachorro."


Moura, Marcelo Soares, Luiz Modesti e Romenique relembram o "grande" confronto das editoras Marvel e DC numa das mais conhecidas sagas dos quadrinhos.

No final, Freud se junta a Marcelo e Moura com a leitura de comentários e falando do trailer dos Guardiões da Galáxia.



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Comentado no Podcast:

- Trailer dos Guardiões da Galáxia



- Questionário do Podpesquisahttp://www.podpesquisa.com.br/



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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Podcast Uarévaa #171 - Os Picaretas da Música



"Cada um tem o Milli Vanilli que merece"


Freud (será?) e Marcelo Soares falam sobre as maiores safadezas do mundo da música, com alguns exemplos pra que vocês mesmo julguem.





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Comentado no Podcast:

- Johnny Percebe, "o Milli Vanilli brasileiro": Clique AQUI.



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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Podcast Uarévaa #170 - Evolução dos Games



"Nessa época reinava o Color... de Mello."


Marcelo, Zenon, Fábio Catena e Kodoji (Cidade Gamer) e Ana Recalde (Argcast) relembram e comentam o desenvolvimento dos videogames.

No final, Marcelo e Moura com a leitura de comentários e falando do reboot do Quarteto Fantástico, Vingadores 2 e do seriado do Flash.



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Acompanhe Fábio Catena e Kodoji 
nos podcasts do Cidade Gamer.


Ouça a Ana Recalde no ARGCast e leia o quadrinho online Beladonna, feito pela Ana e Denis Mello.


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Podcast Uarévaa #169 - Universos Compartilhados no Cinema



"Eu não curto, só compartilho."


Romenique, Marcelo Soares, Moura e Modesti estão de volta após nossas merecidas férias em janeiro, para comentar sobre as iniciativas atuais de interligar personagens diferentes num mesmo universo cinematográfico.

No final, Marcelo e Moura com a leitura de comentários pra começar 2014 logo com mais de 2 horas de podcast e saciar o pessoal que tava com saudades.



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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Uaréview: O Lobo de Wall Street



Dinheiro é a mola que move nossa sociedade você goste ou não. Independente de nossas convicções, ideologias ou gostos, precisamos de dinheiro todo dia dentro de uma sociedade capitalista. Dentro desse contexto, alguns não só precisam desse papel moeda abstrato, mas, o idolatram, o buscam incansavelmente e de todas as formas para satisfazer suas vontades e mais incrívéis loucuras.

É o que encontramos no novo filme de Scorsese, que retrata a história real de Jordan Belfort (Leonardo Di Caprio) um corretor de Wall Street que não mede esforços para crescer no meio e ter seu próprio império.



Durante seis meses, Jordan Belfort trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos, mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer.

O filme traz em seu cerne uma crítica forte ao estilo de vida dos ditos ricos e famosos, com seus belos iates, grandes mansões, transações de milhões, orgias, drogas e etc., e me deixa muito triste ver que pessoas não percebam essa critica e achem que o diretor defende as ações do personagem e que a obra seja algo ofensivo - relatos de espectadores saindo no meio da sessão por isso e de críticos de cinema que só viram isso, por exemplo.

Você pode não concordar com Jordan, mas não pode negar o carisma criado por Di Caprio, em uma interpretação mais do que inspirada, que dá diversos contornos ao correntista: de um tímido e ingênuo, passando por um verdadeiro lobo insaciável, a alguém descontrolado e perdido.



Em suas quase 3h de duração, Scorsese não deixa o ritmo cair, e chega tranquilo ao final sem fazer um julgamento direto do protagonista, mas mostrando os prós e contras da vida de luxo e exageros que ele vivia. O que nos dá o exato tom de porque tantas pessoas fazem todos os dias exatamente o que Belfort fez e, ao mesmo tempo, porque outras tantas nunca fariam.

Jonah Hill em seu personagem muitas vezes ridículo - não no sentido de ser mal realizado, mas de ser uma pessoa que qualquer um chamaria de idiota se não fosse rico-, dá um ótimo tom de comédia. Aliás, a comédia permeia todo a obra, revelando o quão absurdo pode ser o mundo dos milionários e suas vidas repletas de gastanças e desejos esdrúxulos.

O diretor consegue em meio a um cenário de loucura tocar mordazmente em várias feridas do "american way of life", e sua busca insana por sempre mais e mais grana e prazer. Curioso ver como o personagem de Di Caprio é retratado diversas vezes como um tipo de "messias" da bolsa, um "pastor" que prega seus métodos e seu estilo de vida profissional a um "rebanho" sedento pela cor verde dos dólares em suas mãos - o que, claro, não é por acaso, mas, com certeza, um paralelo bem pautado na realidade.

Inclusive, o Jordan é posto como alguém tão arrogante, o qual pouco se importa com os outros, que até quando quebra a quarta parede, e se dirige ao público, nos trata como se fossemos pessoas tão inferiores a ele que nem entenderíamos o que ele quer explicar.

O Lobo de Wall Street é um filme divertido, crítico e reflexivo, que merece ser visto mais de uma vez e pensado além da superfície, essa armadilha que geralmente as pessoas adoram cair.




O Lobo de Wall Street
Direção: Martin Scorsese
Duração: 180 minutos
Música: Robbie Robertson, Howard Shore
Prêmios: Globo de Ouro: de Melhor Ator em Comédia ou Musical; Critics' Choice Award : Melhor Ator em Filme de Comédia





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MARCELO SOARES 

Mestrando em Comunicação, jornalista, trabalha com Assessoria de Imprensa e é editor do nosso podcast. Colabora com textos para o blog, como resenhas e notícias. 

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Curta Você Também: Superman Animated Series - O Homem Invencível


Criado em 1996, o desenho Superman: The Animated Series,  junto com a serie animada do Batman, foi um marco no ramo de animações para televisão de super-heróis. Realizada pelo produtor Bruce Timm, a série teve 54 episódios e se encerrou no ano 2000. Entre tantas histórias, uma marcante foi o encontro do Último Filho de Krypton com o último Czarniano vivo: Lobo

Confira a primeira aparição do personagem na série nos nono e décimo episódios da primeira temporada, ambos escritos por Paul Dini, intitulados O Homem Invencível (em inglês, The Main Man).



Parte 1




"The name's Lobo. That's L as in 'lacerate', O as in 'obliterate', B as in 'disembowel', and O as in, uh... well, I guess I can use 'obliterate' twice" 
(Lobo)

Parte 2