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sábado, 15 de outubro de 2011

Álbum de pentelhinhos do Uarévaa



Promessa é dívida que quase sempre a gente não paga, mas dessa vez taí!

Pra fechar essa semana especial confira quem acaba de estragar sua infância enviando fotos suas aqui pro Uarévaa.


Durante essa semana quase todos os posts terminaram com fotos dos uarévianos ainda pivetinhos, só o Vini não se ligou na parada, mas não vai escapar desse mico.

Esse galho era resistente hein, Vini. 


E tivemos uns redatores relapsos que não fizeram post algum, mas ao menos mandaram suas fotos. Não reclamem deles, teve gente que fez pior ainda e nem isso enviou. RATINHOOO! 

Vejam o nariz em destaque! Esse só podia ser o Zenon mesmo.


Olhai o Shazam, o garanhão do futuro!


E agora é a vez de quem topou estragar as próprias infâncias espontaneamente, mandando suas fotos pra gente.

Luiz Modesti, a risada mais famosa do nosso podcast, com cara 
de quem fez uma baita merda e tá se segurando pra não rir.


Aliches Pickles enquanto era apenas um Anchovas Pepinos.


E pra fechar, Nicodemus, que infelizmente enjoou de mandar posts 
pro De fora da panela, mas eternizou sua imagem aqui nessa pocilga.


É isso galera, espero que tenham curtido mais essa semana especial, com certeza pra gente foi muito legal fazê-la, e obrigado a Modesti, Aliches e Nicodemus por participarem da farra.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Podcast Uarévaa #66 - Mitologia - Parte 2



MÍÍÍÍTICO!

Freud, Zenon, Alex Matos, Rafael Rodrigues, Vini e Duende Amarelo continuam a papear sobre Mitologia, falando de jornada do herói, mitologias criadas em livros e jogos, curiosidades, etc e tal.

E o boêmio Moura está de volta no Momento Uarévaa junto com o Freud.


Se ainda não ouviu a parte 1, comece do começo, porra! Ouça AQUI.



(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


Clica ai pra assinar o RSS e passar a receber
o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!



E tamo até no iTunes, rapá!!!



COMENTADO NO PODCAST

- Post do Alex sobre a jornada do herói: AQUI

- Revista do Zé Carioca citada pelo Zenon: AQUI

- Animação citada pelo Vini na parte 1



Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

De volta para o passado

Por Freud

Nada melhor que uma semana extremamente nostálgica aqui no Uarévaa, como tem sido essa dedicada as crianças, para estrear minha nova coluna que já estou pra iniciar faz um tempão.

Aqui no “Da arca do velho” pretendo relembrar coisas “dos meus tempos” (que não, não chega a ser a pré-história, como alguns vão dizer) , praticamente um naftalina particular pra falar das mais diversas coisas que já curti e me são caras até hoje, ou até simplesmente indicar coisas interessantes lançadas já faz, pelo menos, alguns anos.

Mas vou aproveitar pra iniciar, justamente nessa semana, falando da minha infância. Não apenas a que passou, mas minha infância de agora também.


O pessoal aqui já deve estar cansado de me ver usar meu “bordão” que diz ”Sou casado, fiel e pai de família”, e a parte do pai de família é graças a um garoto elétrico, hoje com quase 5 anos de idade já, que me trouxe um parte da infância de volta.

Sim, apenas parte, pois assim como, acredito, todos desse blog, nunca deixei a criança em mim morrer. Mas, por mais que essa criança permaneça viva em nós, muitas coisas tão importantes daquela fase nós nunca mais voltamos a fazer. Continuamos a exercitar a imaginação e tentamos manter a maior parte possível de nossa inocência e sinceridade, o que não costuma ser uma tarefa fácil, mas e aquelas coisas as quais dedicavamos as horas mais importantes dos nossos dias?

Quem, já adulto, volta a brincar de pique, ou com bonequinhos, carrinhos, bola de gude, soltar pipa, chutar bola só de farra, caçar bolinhas de sabão, jogar balão de aniversário pro alto e ficar batendo nele pra não deixar cair, guerra de travesseiros, brincar de luta mas sem nenhum intenção de machucar de verdade, super herói, polícia e ladrão, brincar no parque de gangorra, escorrega, balanço, contar histórias conhecidas do seu próprio jeito se incluindo no meio delas, brincar de piloto de nave espacial na rua usando as bicicletas, fazer e receber cosquinhas até pedir arrego ou simplesmente correr até não guentar mais de tão cansado, ofegante e suado, mas feliz?


Criamos nossos substitutos adultos para muitas dessas atividades, pois realmente soa idiota voltar a fazer qualquer uma dessas coisas, simplesmente por fazer.

Mas admita que bateu saudade lendo isso ai, vai, eu sei que bateu, hehehe

Tudo isso hoje está de volta pra mim, por ter um filho, um verdadeiro clone daquele moleque bagunceiro que fui, com quem eu, claro, devo e me preocupo muito em cuidar, orientar e dar exemplo, mas com quem também procuro ao máximo possível ser outra criança ao seu lado e dobrar a bagunça feita na casa.

Claro que as coisas mudaram pra molecada de hoje, mas.. será que mudou TANTO assim? Pelo menos na faixa etária dele, não sinto tanta diferença pro que eu mesmo fazia. Brincava-se mais na rua, isso é certo, e uma pena mesmo pois a violência de hoje rouba um pouco algumas experiências importantes, mas ele também tem seus colegas pra brincar.


Mas os carrinhos ainda são carrinhos, e a melhor parte da brincadeira ainda é fazer eles baterem. Bolas de gude hoje as vezes parecem praticamente aposentadas pelos tais Go-Gos, mas diverte-se com eles da mesma forma. As pipas as vezes dão a vez pra brinquedos voadores por controle remoto, sim. O River Raid do Atari agora é Mario Kart do Wii, ou tantos outros. E boa parte dos personagens são outros, os brinquedos com mais firulas, mas a brincadeira com eles não mudou nada. Se a brincadeira é com o Ben 10 ou os Superamigos, faz mesmo tanta diferença assim?



Sim, as coisas mudam, eu concordo que muitas coisas de outras épocas hoje perderam grande parte da graça, seja por excesso de zelo de alguns, ou por mentalidades adultas deturpadas ou simplesmente porque os tempos são outros mesmo, e contra isso não há como lutar.

Mas criança quer é se divertir, e acredite, sabem aproveitar ao máximo o que tiverem a disposição pra isso.

Agora, a real intenção desse post, é deixar um convite e um desafio.

Não, não é pra todo mundo fazer filhos somente pra ter desculpa pra voltar a brincar não, rs... Filho é algo muito sério. É algo maravilhoso, sempre quis ser pai, um caminho cuja satisfação mais que compensa na minha opinião, mas como todo caminho tem sua cota de pedras e é de cada um escolher ou não trilhá-lo.

O convite é: quando ninguem puder ver, dá uma disfarçada e brinque de novo. Escolha uma dessas que você não faz a muito tempo, vai. Não sei se vai valer a pena, não sei o que voce vai sentir....

... mas em homenagem aquela criança de 5 anos que você já foi, ao menos tente, uma vezinha só.


Aquela criança merece isso.

Jackpot #7


Esse lance de que "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar"...

Sei não, viu?


Clique nas imagens pra ampliar! 


(João Kleber mode on)
PARA! PARA! PARA! PARA! PARA... PARA TUDO!
(João Kleber mode off)

Guenta ai! Antes da tira de hoje, vale a pena dar uma relida na primeirona.

Agora sim, seguimos com nossa programação "normal".


Jackpot #7


Extras



E ai, curtiram a tira de hoje? Não deixem de comentar o que acharam.

Agora, nossos perspicazes leitores já repararam que o Uarévaa tem dedicado essa semana para as crianças de todas as idades, e a tira de Jackpot não teve nada a ver com o tema, certo? Ainda bem, pois Jackpot já é surreal pra cacete mesmo, então fica perfeito!

De qualquer forma releia a tira 4 se quiser se manter no clima da semana das crianças do Uarévaa. E o Balbi não vai escapar de ter uma foto sua de quando era moleque aqui não, como temos tido na maioria dos posts.


Guilherme Balbi pelado agor... quer dizer... em 1982.


Confira as tiras anteriores: #1 - #2 - #3 - #4 - #5 - #6


Conheça também os endereços oficiais do projeto:



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As crianças de ontem e as crianças de hoje.

Eu vejo os desenhos de hoje, os heróis de hoje e as crianças de hoje, que coitadinhas sofrem “Bullings” nas escolas com os amiguinhos, ficam revoltados e xingam muito no twitter. ..nhooo

Esse post não é pra vocês!



To nem ai ¬¬’

Definitivamente não da pra falar de criança e infância feliz sem citar a TV Manchete!

Prepare os olhos por que o post tem muita coisa das antigas que passava nesse canal que fez parte da sua história e ouso dizer que chegou a ajudar na educação da galera mais velha de hoje.

É fato consumado que nos dias de hoje existe uma frescura exagerada com a criançada que assiste TV. Não pode ter violência, sangue e nada de palavras de baixo calão! (Veja só você, logo nos dias de hoje que ensinam até a fazer bomba na internet, enfim) Pois era exatamente isso que tínhamos ao ligar a televisão na época.

A Manchete trazia uma porrada de desenhos e seriados japoneses que deixavam os finais de tarde sem criança na rua! Afinal quem perdesse os episódios de Jaspion, Changeman, Cavaleiros do Zodíaco, yu yu hakusho entre tantas outras coisas não tinha assunto na escola no dia posterior.

Vamos dar uma relembrada nas aberturas mais fodas dessas séries e desenhos na sequencia?







Cara, sensacional lembrar disso ai tudo...o que rendia de porrada na rua não tava escrito! Rs

Vamos rever as aberturas de desenhos? Tinha muita coisa boa naqueles tempos.







Não consegui achar o “embed” da abertura dos Thundercats, mas fica aqui a lembrança dessa abertura fodastica.

A Mtv funcionava como um canal de rebeldia, programas como Garganta e Torcicolo eram os preferidos por ter João Gordo falando palavrão a torto e a direito e por que não, mostrar a bunda ao vivo por que demorou pra começar o jogo...rs.



Trash não? Se fizer isso nos dias de hoje é processo!

A Emêtevê ainda tinha um grande trunfo na programação que fazia a cabeça da galera na época, a dupla mais “no sense” do universo... Beavis and Butthead. Eu adorava isso ai.



Naquele tempo era diversão... quem não se lembra do desenho sanguinário Akira que ninguém entendia porra nenhuma mas adorava o visual da animação?


Desenho que virou febre no país foi cavaleiros do zodíaco, sem dúvida um dos mais violentos e sanguinário exibidos na época, sem levar em conta que os frangos de Athena tinham uma média de idade de 14 anos e caiam na porradaria geral e matavam sem dó...vale rever a abertura.



E a porradaria entre seiya e shiryu que teve mais sangue ai nessa cena que muitos filmes de ação.



O programa Tv Pirata que era exibido na globo estavam pouco se lixando se a piada era sobre gays, pretos ou brancos. Não era visto como agressão ou tão pouco como preconceito... era uma crítica com um belo tapa na cara da sociedade. Mesmo sendo crianças entendíamos as conotações e levávamos isso pra dentro das salas de aula pra zuar com os amigos, mas nunca de forma agressiva.



Trapalhões era um dos mais politicamente incorretos e assistidos do país, ouso dizer que os mais queridos naquela época! Se liga na piada com o Mussum...que esse sofria piada o tempo todo.



AHUAHuAhUAHUAHua era um tempo em que o pessoal tirava isso ai de letra e não se ofendia, pelo contrário, dava risada apertavam as mão quando um chama o outro de Cearense e Urubu e tava tudo certo.

E os jogos de vídeo-game então? O Primeiro jogo do Mortal Kombat saia areia dos oponentes, só dava pra arrancar sangue fazendo um código! Logo que perceberam que a molecada queria sangue nas telas libaram os fatalities com litros de sangue...delírio total dos gamers!



Eram horas nas filas dos fliperamas e casas de aluguel de video-game!
Tem muita coisa ai que não deu pra colocar, o post ficaria maior do que já está...mas da pra ter uma noção de como foi bom os anos 80/90 né? A criançada de hoje precisava parar de frescura e mimimi ta loco.

Ahhh num gosto?



Duende Amarelo.

Agente G


Há muito tempo atrás, em plenos anos noventa, um homem lutava contra as forças do mal e trazia inúmeros conhecimentos para nós, crianças, colocarmos em prática em nossa luta noturna. Esse “obeso amigo” era conhecido por um simples codinome: Agente G.




Eu sempre fui um grande fã do poder que a imaginação tem, e como toda criança a usava com todo o gosto seja lutando contra piratas invisíveis, jogando grandes finais de copas do mundo ou simplesmente acreditando na veracidade e ludicidade de bonecos de fantoche e apresentadores que sabiam o que estavam fazendo e não tratavam as crianças como idiotas.

Um desses bons exemplos era o programa Agente G, uma atração infantil de horário nobre (isso mesmo meus caros, programas para crianças em horário nobre, eram outros tempos mesmo) da Rede Record, exibida entre 1995 e 1997.

O programa foi uma criação do ator Gérson de Abreu, que também era o apresentador e o agente do titulo, após sua saída da TV Cultura – onde participou de Quem Sabe Sabe, Som Pop, Bambalalão e X-Tudo. A série contava as aventuras do agente interpretado por Gérson, membro da organização G.E.L.O. (Grupo Especial pela Lei e a Ordem), contra os planos da C.O.I.S.A. (Central Odiosa de Inimigos Safados e Abomináveis), uma organização do mal (com risada diabólica).

G enfrentava essas forças malignas junto com os outros membros da G.E.L.O., que moravam em sua geladeira, afinal eram todos algum tipo de alimento. Destaco aqui o guru, o sábio e fantástico Mestre Iodo (manipulado por Fernando Gomes), uma óbvia referencia ao mestre Yoda de Star Wars.

O sistema era bem típico: todo episodio tinha uma história do Agente G contra as atividades da C.O.I.S.A., recheada de lições de moral (mas não moralistas), teor pedagógico com quadros educativos, e grande conteúdo humorístico, além dos tradicionais desenhos animados e series, como O Mundo de Beakman; Zorro; O Gato Félix; Faisca e Fumaça; Bill Body e Beetlejuice.

O programa tinha roteiros de Rosana Rios, Lúcia Tulchinski e Andréa Egídio, e ao longo de sua existência ganhou o prêmio de melhor programa infantil pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 1997. Gerson ainda chegou a lançar um CD interpretando dois temas do programa e canções infantis.



Lembro com carinho desse programa, pois, junto com TV Cruj, Castelo Rá-Tim-Bum e TV Colosso, foi um programa formador de minha curiosidade por novos conhecimentos. Como era divertido ver um episodio do Mundo de Beakman e suas experiências milaborantes, sem contar que o próprio Gerson de Abreu fazia experiências do mesmo tipo, ou ainda ver as peripécias da luta entre as corporações secretas dentro de uma realidade lúdica.

Eu não vou aqui cair no lugar comum de dizer “como não se fazem mais programas infantis como antigamente”, pois estamos em outros tempos, outra geração, onde tudo é mais rápido, dinâmico, diria até “duro”, e o espaço para a ilusão e ingenuidade na TV já não existe mais. Uma pena, pois programas como esse eram bem planejados, estruturados e tinham uma grande preocupação com a formação infantil, sem deixar de lado a inteligência e diversão.

Lembro que até tinha (não me pergunte como) um livro “Guia Prático do Agente G”, com modo de preparo de experiências qumicas e físicas simples e que foi levado pelos duendes (seriam parentes do amarelo?) e nunca mais o vi.



Infelizmente, Gérson de Abreu morreu de infarto cardíaco em 18 de julho de 2002 na cidade de Iguape, em São Paulo, local que o homenageou dando seu nome a um espaço cultural do município chamado “Oficina Cultural Regional Gérson de Abreu”. Mais informações aqui.

Curiosamente, outro integrante do programa também morreu de ataque cardíaco na Tailândia em 1997, o ator Cláudio Chakmati, que interpretava o personagem “Sinistro”. Porém, nesse caso, a suspeita é que a culpa não tenha sido de excesso de peso ou algo relacionado, mas sim, que teria sido overdose de heroína. Sinistro não? (trocadilho infame, eu sei).

Agente G foi um programa até de curta duração, nos parâmetros de hoje em dia em que produtos são criados para duraram décadas se possível, mas deixou pelo menos um fã e saudoso aspirante a agente que não deixa de lado a maravilha que é imaginar, adentrar um mundo lúdico de cores vivas e ingenuidade dentro desse mundo real frio e cruel.


Ainda a mesma criança que sonha em criar seus próprios mundos lúdicos, quem sabe até para outras crianças, nem que sejam só para as minhas futuras.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

(Más?) Influências Infantis na TV


Olá, amiguinhos!
Como todos vocês sabem, boa parte de nossa formação se deve a tudo que a gente aprende quando criança. Quantos de nós não aprendemos a ler com os quadrinhos e a brincar e agir segundo nossos maiores heróis tanto das revistas quanto da TV.
Seriados, desenhos animados e até filmes sempre fizeram a cabeça da molecada e não obstante fazem com que haja uma certa postura de vida e influenciam a maneira até de como falar e pensar!
Sério! E essa influência dos desenhos animados e afins são discutidos amplamente na psicologia até hoje, principalmente quanto a seu recurso educativo, por serem fonte de brincadeiras das crianças


Lembro que quando era moleque assistia um seriado que muitos que lêem esse blog provavelmente nem fazem ideia de sua existência, os Chips!
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Chips (sigla para California Highway Patrol) era uma série de TV americana que durou 6 temporadas e foi de 1977 a 1983 e que mostrava as aventuras de dois patrulheiros rodoviários californianos, Jon Baker (Larry Wilcox) e Frank "Ponch" Poncherello (Erik Estrada), que andavam em belas motos pelas estradas da Califórnia.
Lembro que eu e meu irmão ficavamos brincando com nossas bicicletas como se fossem motos envenenadas pelo quintal de casa. Como ele era loiro, fazia o papel do Jon que era o cara mais correto, mais na dele e eu era o porra loca que sempre era o primeiro que saia no braço, o latino Poncherello!
É engraçado, mas isso se extendeu mais tarde para nossas vidas. Ele (meu irmão) sempre foi mais retraído e sempre se identificava com personagens assim.
Logo depois, de 1983 a 1987, foi a vez da gente conhecer outros personagens da TV que gostavamos muito, o Esquadrão Classe A. Só que dessa vez, era mais complicado para ele. Quando a gente inventava de brincar com a molecada na rua disso, um tipo de polícia e ladrão, percebo hoje, que era meio foda pra ele... ele não se reconhecia em nenhum personagem, acredito.
Ele sempre mudava de personagem ou simplesmente não brincava. Ele é dois anos mais velho que eu e sempre foi mais afim de jogar bola do que ficar inventando, sendo lúdico e "fazendo teatro" como o resto da molecada. Eu pelo contrário me amarrava em fazer personagens na minha cabeça, vai ver por isso descambei pra área de arte e ele não...
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Invariavelmente ele brigava pelo posto de Coronel Hannibal, o cara que comandava todas as operações do grupo e eu, lógico, ficava entre Murdock (ou Mad Murdock), o maluco do grupo ou o "Cara-de-pau" (Templeton "Faceman" Peck) que era o responsável por conseguir os recursos para cada missão utilizando sua conversa fiada ou seu charme com a mulherada. E isso explica outras muitas coisas de nossa personalidade, anos mais tarde, quando adolescentes. Geralmente eu era o cara que chegava chegando na mulherada e ele sempre querendo controlar a situação antes.
E isso é a pura verdade, porque meu primo que sempre fazia o John "Hannibal" Smith, era um dos caras mais dissimulados e mentirosos que já conheci. =)
Igualzinho ao personagem que ganhava a vida como ator figurante e sempre aparecia disfarçado de outras pessoas e que geralmente dizia sua imortal frase: "adoro quando um plano dá certo" no final das missões. A gente até tinha um amigo que era o estilo do B.A., briguendo e birrento!

Foi graças a Super Máquina (Knight Rider - 1982 à 1986) que fiquei completamente apaixonado por tecnologia e carros. Foi graças a Moto Laser (Street Hawk - que durou apenas um ano - 1985) que tomei meu primeiro capote homérico de bicicleta, uma BMX preta que eu tinha... eu acreditava piamente que poderia correr em alta velocidade pela ladeira de casa sem que nada me parasse, assim como no seriado.



Foi graças aos seriados Águia de Fogo e Trovão Azul que fiquei conhecido como louco lá na minha escola, depois de várias vezes ser retirado de uma árvore que tinha lá e que eu fazia de conta que era meu cockpit e manche do helicóptero utilizando os galhos.

Foi graças ao Manimal que minha mãe achou que eu tinha sérios problemas mentais enquanto eu me imaginava transformando em algum animal do seriado, principalmente na Pantera Negra.



Não ria! Na época essa transformação fazia todo sentido!

Isso sem contar nos desenhos animados da época!
Pessoas da minha idade pegaram o começo de Caverna do Dragão, Thundercats, He-Man, Os Caça-Fantasmas, Rambo, G.I. Joe, além dos antigões desenhos da Hanna-Barbera (que ganhou um podcast só pra eles por aqui), Mightor, Space Ghost, Herculóides e dos Super Amigos. Esses, na verdade, não me faziam agir como eles nas brincadeiras (tirando os personagens da Marvel e seus desenhos super desanimados, ThunderCats e principalmente o Coisa de 1979 da HB), mas ficar por horas reproduzindo suas figuras no papel. E eu me lembro até hoje que foi graças a um Pernalonga, que rabisquei num caderno logo depois de ter visto ao desenho animado na tv, que comecei a ganhar elogios e incentivo pelos meus desenhos.


Fiz minha primeira história em quadrinhos com 8 anos de idade, utilizando os personagens do desenho D'Artagnan e os Três Mosqueteiros (D'Artacan y los Tres Mosqueperros - Manchete, 1984). História completa. Igualzinho ao que passava na tv. De tanto assistir tinha decorado o enredo.


E quem não se lembra de nossas mães nos proibirem de assistir a Cavaleiros do Zodíaco na Manchete (ou seria TV Bandeirantes? Nunca lembro...) por ele ser muito violento, cheio de sangue e vísceras? Foi tema de várias revistas, tipo Veja, e reportagens de tv na época. Diziam que poderia influenciar as crianças e adolescentes à violência desenfreada. Vai vendo...
Eu sempre achei que aquelas bichinhas tinham mesmo que tomar atitude de homem, porra! Eles tinham poderes celestiais pra quê, então? Bwahahaha...
E o que dizer das porradarias e sacanagens que rolavam em desenhos como Pica-Pau e Tom e Jerry? Só por que não tinha sangue era de boa, mané?

Bom, antigamente achava isso tudo uma besteira, mas conforme eu apontei em vários exemplos acima, parece existirem coisas que a gente "pinça" para as nossas características pessoais, podendo elas serem atenuadas ou amplificadas, dependendo do caso e, principalmente, de orientação educacional. Não acho que através de censura você possa fazer isso, mas, ao meu entender, de observação e orientação mesmo.
As crianças, usando da imaginação, interagem com colegas imitando seus personagens favoritos e pode ser que algumas passem do limite do bom senso numa brincadeira. E esse é o ponto...
Se esses instrumentos midiáticos fossem utilizados de maneira orientativa pelos pais ou até através de um recurso pedagógico, fazendo parte do contexto escolar, por exemplo, a criança pode se desenvolver melhor e aprender sobre esses limites. Isso pode contribuir para o seu desenvolvimento e para a aprendizagem crítica diante da realidade em que elas vivem.
Fora que acho muito importante que ainda exista essa forma lúdica de brincadeiras. Vejo muita molecada hoje em dia mais travada que o Windows 95 num 386.


Acho massa pra caramba quando vejo uma criança vestida de Ben 10 e pais que estimulam ela a brincar com isso. 
Não vou entrar muito no mérito desenhos antigos versus desenhos modernos, qual é melhor ou pior, para não ficar parecendo papo de velho saudosista (coisa que eu verdadeiramente não sou) até porque curto muitos dos desenhos atuais como Bob Esponja, Avatar, Duelo Xiaolin e Liga da Justiça sem Limites (bem como qualquer um da Warner/DC), mas é fato que os “clássicos” contavam com mais sensações, envolvimento e raciocínio mais criativo.
Alguns desenhos de hoje são mais bizarros e parecem ser feitos mais para os pais do que para uma criança, existem algumas tiradas que provavelmente só os mais velhos vão entender, como nos desenhos: As Aventuras de Billy e Mandy, As Trapalhadas de FlapJack e o próprio Bob Esponja. E aqueles que são direcionados para adultos, mas que as crianças também curtem como Os Simpsons e Family Guy.

Um que eu acho perfeito para as crianças é A Mansão Foster para Amigos Imaginários. E era exatamente sobre esse desenho que eu inicilamente estava pensando em falar por aqui hoje, mas resolvi fazer um post só pra ele mais pra frente!

Enfim, não quero me estender num post quilométrico, apesar de hoje ser feriado, provavelmente ninguém terá saco pra ler tudo, mas a intenção era discutir um pouco sobre as nossas influências da tv e lembrar um pouco da infância, que é sempre bom!

Espero sinceramente que todos curtam esse dia da melhor maneira possível, ou seja, conseguindo alimentar, nem que seja um pouco, essa chama da infância que espero ainda estar viva aí dentro de você, com velhas, mas ótimas lembranças!!!

15 Anos da Morte de Renato Russo – O que você vai ser quando você crescer?


“Não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.”



Se essa é a semana temática das crianças, também é o aniversário de 15 anos da morte do músico Renato Russo.

E uma coisa tem muito a ver com a outra, pra mim.


Eu, como quase todo mundo no mundo, teve aquele impacto assustador quando foi jogado da infância para a adolescência.

Do nada, você não é mais o garotinho que brinca de lego e chuta bola na rua (mesmo que sem a menor coordenação, no meu caso). Você é um garoto cheio de duvidas, de novos sentimentos, que se enche de revolta ao mesmo tempo em que se questiona.

“Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou. Mas tenho muito tempo.”

É quando o mundo se mostra não mais tão inocente quanto parecia. Tudo fica mais complexo. E mais intenso. Afinal, pra todo adolescente, tudo parece ter uma importância muito maior do que realmente tem. Amizades, amores, intrigas, decepções, tudo é extremamente assustador e visceral.

“Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém?”

Bobagem? Que nada. Realmente é dilacerador o sentimento que brota dessa fase. Convenhamos, o mundo ainda te vê como uma criança, mas passa a te cobrar como adulto. As brincadeiras de rua ficam cada vez mais distantes, ainda mais quando você quer impressionar a menina mais bonita da sala ou os amigos com quem precisa se enturmar.

Convenhamos, pouco tempo antes, você jogaria areia na menina mais bonita da sala e não estava nem aí pro que seus amiguinhos pensavam de você.

E é exatamente essa dramaticidade da adolescência que faz dela uma fase tão importante. Afinal, é quando a gente aprende que tem contradições. Os hormônios explodem, as inquietações também.

“Vamos lá, tudo bem. Eu só quero me divertir. Esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir.”

E tudo isso estava engasgado na minha garganta. Dentro do peito. O mundo estava se abrindo diante de mim, e eu cada vez mais assustado com aquilo tudo que havia de encarar.

Afinal, acima de tudo, eu tinha que encarar finalmente a mim mesmo.

Quando você entra na adolescência, chega a hora de descobrir quem você é. E isso é o mais assustador. E, assim como qualquer jovem dessa idade, me senti perdido e sozinho.

O famoso ninguém me entende.

Até que uma voz muito grave, que nem era tão afinado assim, acompanhado de um arranjo simples, mas bom de ouvir, disse ao mundo o que eu queria dizer.

“Vem cá meu bem, que é bom viver. O mundo anda tão complicado. E hoje eu quero fazer tudo por você.”

A Legião Urbana nasceu em 1982. Ano do meu nascimento. E cresceu, amadureceu junto comigo.

Renato Russo, ao lado de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, cantou a juventude de toda uma geração – coca-cola. Renato escreveu sobre política, escreveu sobre as mazelas, sobre o sofrimento do brasileiro e sobre o quanto é difícil se ter esperança em um país como nosso.

“Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão. Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente...”

Renato era como eu e você, que está lendo. Alguém que queria ser ouvido. Alguém que, perdido como todos nós, escreveu o que lhe afligia. Não posso falar por ninguém, mas tenho certeza que falo por muitos: ele escreveu ali as minhas aflições.

Não vou aqui fazer um resumo da vida dele. Não é minha intenção. Há de se dizer, sim, que Renato tem uma história bonita e muito legal de ser revista. Mas o que procuro aqui é mostrar o quanto as músicas dele influenciaram minha vida.

Mais que isso, me acalentou em momentos de angustia adolescente.

“... sem saber que o pra sempre, sempre acaba.”

E com os anos passando, a gente vai aprendendo a lidar com o novo eu que está nascendo. A criança vai ficando para trás quando o mundo nos trás a paixão, a responsabilidade, a preocupação com o futuro.

A vida vai mandando a gente se tornar mais maduro, mais sério, menos passional.

E por quê?

Quer coisa mais humana do que ser passional? Do que sentir na alma a dor de estar ou não sozinho? O adolescente pode ter muito defeito, mas raramente é egoísta. Afinal, todo adolescente sabe que, irrefutavelmente, dentro do mundo que ele conhece, é ele e sua turma contra o mundo.

“O sistema é mal, mas minha turma é legal”

Se antes sua preocupação era a menina bonita que não te deu bola, e isso parecia o fim do mundo, ou o seu melhor amigo que cometeu uma traição imperdoável ao beijar aquela mesma menina que não estava nem aí pra você, agora existe uma porta com o letreiro: FUTURO. Vestibular, faculdade, carreira.

Caramba. Você mal conseguiu atinar que a menina bonita não vai ficar com você e que seu amigo não é um mau caráter por também gostar dela, e já querem que você escolha o que fará pro resto da vida?

Mais do que isso, você finalmente tem o conceito de que é um homem (ou mulher). Você amadurece aqueles sentimentos sufocantes, apenas para sufocá-los em algum lugar onde não transpareçam. Ou que fique escondidos o suficiente para que não coloque em risco a imagem de amadurecimento imposta a você.

Mas eles estão lá... Esperando para não morrerem.

“Dos nossos planos é o que tenho mais saudade.”

Renato Russo, acima de tudo, me ensinou que amadurecer não é matar os sentimentos fortes que a juventude traz. É domá-los, aprender com eles.

Mas também é se apaixonar pela vida a cada dia, como se estivesse a conhecendo novamente.

Renato nos deixou em 11 de outubro de 1996. Suas cinzas foram lançadas sobre o jardim de um sítio.

Suas letras foram lançadas na história.

“Podem até maltratar meu coração, mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar.”

Renato Russo deixou um legado para toda uma geração. Mais que isso, ele deixou músicas atemporais, regravadas por dezenas de músicos e letras, que por falarem dos mais intrínsecos sentimentos do ser humano, jamais ficam datadas.

Tanto que uma campanha de marketing conseguiu se disseminar rapidamente, trazendo a empolgação ao país inteiro, retratando uma história de amor que já estava desenhada no subconsciente de todo mundo.



E está em produção um longa metragem sobre a mais trágica história de amor da música brasileira.

Sua mensagem marcou minha geração, e indiscutivelmente, as gerações que me seguiram. Tanto que, 15 anos depois de sua morte, Renato Russo conseguiu reunir cem mil pessoas ao vivo, mais milhões assistindo em casa, cantando em uníssono uma frase que deveria ser um lema:

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar para pensar, na verdade, não há.”



Parando pra pensar, 15 anos que Renato se foi, eu estava no auge da adolescência.

Ele me ensinou que mesmo adulto, ainda temos os mesmos medos, anseios e frustrações de um adolescente.

“E eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir.”

Hoje ouvindo as músicas da Legião, eu percebo, que mesmo 15 anos mais velho, eu ainda sou aquele garoto que sofreu com a mudança de cidade.

Aquele garoto que era introspectivo no colégio, e aprendeu a fazer amigos.

O garoto que escutava música no quarto pensando na menina que gostava.

E que tremia na base, gaguejando, pra falar com ela.

O garoto que queria fazer grau com a turma, e ficava bêbado com meio copo de cerveja.

Que gostava de se impor pros pais, só pra correr pro colo deles quando o bicho pegava.

Do garoto que rabiscava os cadernos com desenhos ao invés de fórmulas matemáticas.

Eu posso crescer, posso ter milhares de responsabilidades e preocupações na cabeça, mas quando ouço o que Renato Russo escreveu eu percebo que ainda sou aquele garoto.


Percebo que ainda sou aquele menino que acreditava em super-heróis.

Feliz dia das crianças.

Obrigado Renato Russo.

E até o próximo episódio.

Quem tem que aprender com quem

"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade"
Karl Mannheim


Quem não gostaria de voltar a ser criança? Ter de volta o tempo para aproveitar a vida, ter olhos mais inocentes, ser feliz com as coisas simples, viver uma vida de fantasia...É engraçado que a infância geralmente é lembrada como o período de felicidade plena que nunca mais voltará. O que a gente esquece é que a infância nunca nos deixou; nós é que deixamos ela.


Ser criança é algo positivo quando falamos do passado, mas pejorativo quando falamos de presente, já repararam isso? Tanto é que “infantil” se tornou um xingamento. No mundo de hoje, a inocência, a simplicidade e a falta de conhecimento das crianças são vistos de forma depreciativa, como se elas fossem apenas pequenas ignorantes, coitadas, que não conhecem a verdadeira realidade. O mundo é difícil, sim. E não é cheio de flores, realmente. Existem problemas que não podemos ignorar, coisas que nos impedem de continuar pensando como crianças. Mas será que as coisas foram sempre assim, ou passaram a sê-lo justamente porque deixamos de ser crianças?



Quando criança, eu tive uma vida plena. Achava que era possível voar apenas com o impulso necessário (inclusive, certa feita me esborrachei todo no chão tentando correr a uma grande distância e saltando). Eu me vesti de Robin com 7 anos, vivendo em um bairro perigoso, e levei umas broncas de uns marginais porque tentei combater o crime de verdade (eles provavelmente não me fizeram nada porque conheciam e respeitavam meus pais). Eu tinha “laboratório” improvisado nos fundos da minha casa, onde eu tentava fazer experiências e criar os mais diversos dispositivos (mas não se preocupem, minhas experiências nunca envolveram seres vivos) e desmontava aparelhos eletrônicos com defeito para tentar descobrir como funcionava. Também enterrava meus animais de estimação com uma cruzinha sobre o “tumulo” e tudo, pois acreditava que toda a vida era importante e merecia respeito.

Chorei quando meu primeiro cachorro, o Fuscão Preto (sim, ele tinha o nome da música) morreu. Foi meu primeiro grande amigo não humano. Muito outros se seguiram depois dele. Esqueci de muitas coisas ao longo dos anos, mas nunca esqueci de nenhum deles. Briguei com minha irmã mais vezes do que posso contar, mas também a defendi outras tantas. Hoje, somos melhores amigos. Minha mãe e meu pai sempre tiveram que trabalhar muito para colocar comida na mesa, e eu passava minhas tardes assistindo televisão, lendo quadrinhos e me aventurando com meus brinquedos. Durante a semana só havia eu na casa, mas eu nunca estava sozinho.

Minha vida deixou de ser tão interessante assim quando me tornei adulto. Mas não muito. Isso porque, vou contar um segredo para vocês: Eu nunca consegui deixar de ser criança. Para vocês terem uma ideia, na minha infância, eu chorava sempre que pensava que um dia eu ia crescer. Eu dizia constantemente, aos prantos: “Mãe, eu não quero crescer” (é sério, vai entender de onde as crianças tiram essas coisas). Na infância, eu já entendia o que significava se tornar adulto. Talvez por isso eu me recusei a deixar minha infância. É claro que houve momentos em que o mundo adulto tentou de todas as maneiras tirar a infância de mim. Seja quando meus pais se separaram, ou quando minha casa foi destruída devido a um temporal e tivemos que morar na casa de parentes por um tempo. Seja quando eu tive minha primeira decepção amorosa e todas as (muitas) outras que se seguiram. Quando passei pela morte de alguém próximo. Quando estudei em uma escola e conheci pessoas que iam lá apenas pela merenda, porque não tinham o que comer em casa. Ou quando eu descobri que meus amigos de infância tomaram rumos em suas vidas que o levaram para caminhos perigosos.


É, foram muitos os artifícios usados pelo mundo adulto para tirar a infância de mim. E confesso que, em alguns momentos, eu quase cedi. Quase cedi, mas nunca desisti. E assim eu sigo, não escondendo minha infância em uma bolha e deixando-a isolada do mundo, muito pelo contrário: constantemente faço-a enfrentar o mundo adulto, o que ela vence todas as vezes; em alguns momentos por pouco, outras vezes com folga, mas sempre vence. E assim chegamos a esse texto.

Ser "infantil" é um defeito. Mas não deveria. Os adultos dizem que as crianças tem muito o que aprender. Eu digo que nós é que temos muito o que aprender com as crianças. Eis algumas coisas que as crianças podem nos ensinar:

Nada é impossível. Foi com esse pensamento que os maiores gênios trouxeram progresso para a humanidade, que pessoas saíram de situações de pobreza e se tornaram famosos comediantes que nos alegraram e muitos nos alegram até hoje. O mundo não é feito por pessoas inteligentes, sortudas ou ricas, e sim por gente que nunca desistiu, pois nunca deixaram de acreditar que seu sonho era possível.

Felicidade nas coisas mais simples. Nossa sociedade se foca tanto em necessidades fabricadas que às vezes no esquecemos daquilo que realmente nos faz feliz: Um olhar, um sorriso, um dia de sol, um dia de chuva, um abraço, um aperto de mão, um beijo, uma risada, passear com seu cão. Não precisa ser rico, culto, famoso ou popular para aproveitar as coisas simples da vida. E garanto que qualquer uma dessas coisas deixará seu dia muito melhor do que qualquer dinheiro do mundo.


Atividade física. Crianças são esportistas natos. Não importa se eles gostam mais de correr, brincar de “lutinha”, jogar bola ou subir em árvores; toda criança sua, se machuca, se suja, estraga seu tênis novo. E isso não é ruim, muito pelo contrário; isso é celebrar a vida na sua melhor forma.


Curiosidade. Crianças também são cientistas naturais. Elas duvidam, questionam, querem saber, perguntam, procuram e descobrem. Com as crianças, poderíamos aprender a não dar as coisas como certas e achar isso bom; melhor, achar isso natural. Sempre haverá uma nova descoberta, uma nova informação e seu mundo sempre se transformará em cada uma delas. Não achar que está sempre certo e admitir sua pequenez perante o universo, mas nunca deixar de descobrir, nunca deixar de aprender.


Sem preconceitos. Crianças são totalmente desprovidas de preconceitos de qualquer natureza. Se algum comentário preconceituoso sai da boca de qualquer criança, não a critique, pois este comentário não é dela, e sim dos pais. O ser humano, em seu estado mais puro, não possui preconceitos. Não se vê superior a outra pessoa, não critica as diferenças; ao contrário, as celebra. Taí algo que nós, adultos, poderíamos aprender muito com as crianças.



Sinceridade. As crianças são inerentemente sinceras, doa a quem doer. E porque deveria ser diferente? Quando não se tem interesses escusos ou segundas intenções, coisas típicas de adultos, não há nada errado em ser sincero, pois cria um ambiente propício para discussão e a troca de ideias.

Como podemos ver, existem muitas coisas que as crianças podem nos ensinar. Então acho que deveríamos rever nosso conceito sobre “quem deve aprender com quem”. E, mais importante, sobre o significado do adjetivo "infantil".

Mas existe uma última coisa que as crianças nos ensinam sem saber. Que existem coisas boas no mundo, que as pessoas não são inerentemente más. Que ainda é possível imaginar um mundo onde se possa ser eternamente como uma criança.



Mais do que tudo isso, as crianças nos ensinam que existem motivos para continuarmos lutando, para não desistirmos e não deixarmos o mundo adulto obliterar completamente nosso lado criança. Ouçam as crianças. O que elas têm a dizer pode ser muito mais relevante para o futuro do que qualquer filósofo, político, pai, celebridade ou formador de opinião.

“Quem não gostaria de voltar a ser criança?” foi a pergunta que fiz no começo desse texto. Vou continuar lutando por um mundo onde todo mundo se pergunte: “E porque eu deixaria de ser criança?”

domingo, 9 de outubro de 2011

PalhetadA - Dia das Crianças

Segunda-Feira chegando....todos chora! Feriado chegando...todos comemora!! \õ/

E aqui no Uarévaa já é tradição ter semanas temáticas e eu vou fazer o PalhetadA de hoje totalmente voltado pro Dia das Crianças.


Legal! Semana da criançada no Uarévaaaaaaa mas já vou começar de um jeito diferente o texto.

Criança é um papagaio de chupeta, por mais puto da vida que você possa estar é uma obrigação sua se controlar e ensinar o que é certo, ser totalmente presente e influenciar positivamente no caráter da criança.

Tem gente que não tem noção do quanto é importante dar o exemplo e servir de espelho para essas pessoinhas.

Não me venha com “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” Isso soa com um ar de superioridade que mais tarde se voltará contra você, geralmente no pior momento. Para um segundinho ai e confere o vídeo, não precisa ter caixas de som....



Te fez pensar na cagada que você fez no fim de semana com seu Sobrinho? Priminho? Neto? Filho....

Ser criança é o segredo da juventude...é o que dizem os especialistas. A real é que crescer é legal demais, o chato é começar a ver as coisas com um olhar diferente de quando éramos crianças. Não podemos perder as piadas, o humor e as risadas...ser criança hoje em dia não é ser imaturo, é ser malandro no melhor sentido da palavra!

Agora que já dei meu recado pros adultos, vou mostrar alguns vídeos que pipocaram na net essa semana com a pivetada mostrando que os tempos mudaram, e ainda existe esperança!!



“No, No NOOOOOO” Cara, muito bom aHUaHUAhauaHUahuahauahua



Não tem como não abrir um sorriso vendo moleque curtindo um som!

Mas nada na semana me chamou tanta atenção como o Mini-MetallicA.... eu sonho em ver meu filho tocando qualquer coisa dessa banda. *_*




Criança é um bichinho interessante né? Sincero, ingênuo e inofensivo...hãã inofensivo? Quando você menos espera é que...



Mas poUrra vó cantando uma música dessas eu fazia o mesmo com o meu boneco dos Thundercats!! AHUAHuAHAUAHUa Sumemo Júlia! o/

A nossa leitora Naty cresceu (acredito eu) mas não deixou de lado suas raízes infantis e sem a menor cerimônia, imitou o famoso grito do menino viciado em Pokémon...



Nós do Uarévaa ficamos realmente felizes em saber que existe uma criança ai dentro de você!! =D

Não sei se vocês lembram (Eu mesmo não lembrava) mas já gravamos um Podcast "Dia das Crianças" falando todas as barbaridades que fazíamos quando eramos tampinhas! Lembram?


Já que estou encerrando nesse clima vou lançar uma brincadeira aqui, mas se ninguém participar não terá a menor graça, não é promoção, ninguém ganha nada...a idéia é fazer um post com fotos de vocês na infancia para sair na quarta-feira!!

E ai? Bora topar a brincadeira e enviar uma foto sua criança pro uarévaa?? Enviem as fotos para o nosso mega-ultra-blaster e-mail contato@uarevaa.com e seja eternizado nessa pocilga pô!! Vamo ai? =P

Eu começo, esse ai sou eu já fazendo a maior meleca....rs



Let´s Rock!
Duende Amarelo.