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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Trailer do filme Calvin e Haroldo


Percebi que de uns anos pra cá tem saído algumas coisas não oficiais sobre o Calvin e Haroldo. São coisas que os fãs estão fazendo, como vídeos, animações e até tiras!



Já faz mais de 10 anos que não sai nada oficial do personagem, e volta e meia, quando sai alguma coisa "fanfic" assim, geralmente logo sai do ar por violar direitos autorais. O que eu acho uma besteira sem tamanho! Puxa-vida! É uma homenagem!
Será que Bill Watterson é tão anticapitalista e chato a ponto de ficar proibindo tudo que sai do personagem?

Bom, a galera do canal Gritty Reboot fez uma dessas homenagens, um trailer para um filme imaginário de Calvin & Haroldo… assista enquanto não tiram do ar!






terça-feira, 6 de julho de 2010

Calvin & Haroldo!


Fala molecada!
Tava pensando em começar a série de posts aqui no Tira de Letra por alguma coisa nacional e desconhecida (ou não muito desconhecida assim), até já tinha escolhido quem seria o representante, mas depois que fiquei sabendo que Bill Watterson estava fazendo aniversário neste mês, mais precisamente a dois dias atrás, tinha que fazer algo relacionado com o Calvin!
Parece que é chover no molhado falar desse persnagem tão importante pro mundo dos quadrinhos, mas não tem como deixar de ser. Curto muito as tiras do Calvin e acho que é uma das melhores, se não a maior, série de tiras de humor que existem até o momento!
E o motivo disso é muito simples.
Mas primeiro vamos aos fatos, pequeno padawan!


Calvin and Hobbes (ou Calvin e Haroldo aqui no Brasil) é uma série criada, escrita e ilustrada pelo autor norte-americano Bill Watterson e publicada em mais de 2000 jornais do mundo inteiro entre 1985 e o fatidigo dia 31 de dezembro de 1995, quando seu autor jogou a toalha, pra tristeza de muitos fãs!


Foram 10 anos de boas histórias e até hoje existem discussões sobre esse fato. Alguns acreditavam que era pura jogada de marketing, mas hoje sabemos que isso não é verdade.
Será que ele desistiu na melhor hora?
Pois toda obra é perfeita, não tendo nenhum ponto baixo. Talvez ele pensou que seria uma boa largar enquanto o time estava ganhando. Saiu sem nenhum arranhão na sua carreira. Depois, também não fez nada que chamasse a atenção. Apesar disso, suas tiras continuam a ser publicadas em vários jornais até hoje.
A série ganhou o Reuben Award (86 e 88), da Associação Nacional de Cartunistas dos EUA, na categoria "Excelência em Cartunismo do Ano" e um prêmio "Tiras de Humor" da mesma Assossiação em 88.


Calvin é um garoto de seis anos de idade cheio de personalidade e imaginação, que tem como companheiro o tigre Haroldo, um sábio e sarcástico amigo imaginário, que não passa de um bicho de pelúcia para os outros, mas para o pequeno garoto, ele está mais vivo do que todos!
De acordo com algumas visões, as fantasias mirabolantes de Calvin constituem frequentemente uma fuga à cruel realidade do mundo moderno para a personagem e uma oportunidade de explorar a natureza humana para Bill Watterson.
Inclusive, a inspiração dos nomes dos personagens é bem curiosa, pois temos dois pensadores aí, um era um religioso e outro filósofo.
O nome de Calvin foi inspirado no reformador religioso do século XVI, João Calvino, que discorreu, entre outros, acerca da depravação total do homem, ou seja, que o homem está naturalmente inclinado para promover o mal a seu próximo.
Hobbes, por sua vez, recebeu o nome de Thomas Hobbes, o filósofo inglês do século XVII que tinha aquilo que Watterson chamou de "uma visão obscura da natureza humana", sendo o autor da famosa máxima "O homem é o lobo do homem" — ou seja, cada homem é o predador de seu próximo.
De acordo com Watterson, a fonte dos dois nomes é entendida como uma piada para as pessoas que estudam ciência política e filosofia, e que poucas outras pessoas a iriam perceber.
Para alguns fãs, a tradução de Hobbes para Haroldo no Brasil, desagradou um pouco já que perdeu um pouco desse significado todo pomposo, mas nada disso compromete a essência do personagem a meu ver, já que apenas seu nome foi baseado no filósofo. Toda a filosofia e psicologia inserida nas tiras é coisa da cabeça do próprio Watterson mesmo.


Até hoje os fãs consideram Calvin como uma obra prima! Pela visão única do mundo que o protagonista tem, além de sua imaginação fértil e pelas situações insólitas que se estabelecem.
O legal é que ele agrada tanto ao público masculino como ao feminino, crianças e adultos! Enfim, todo mundo!


Calvin e Hobbes foram inicialmente concebidos quando Watterson trabalhava com publicidade, coisa que ele detestava. Era um escape nas horas vagas e acabou virando seu grande amor.
Antes de chegar nesse conceito, Watterson explorou várias idéias de tiras, mas todas foram rejeitados pelos sindicatos aos quais ele havia enviado. Só houve uma resposta positiva quando o United Features Syndicate o orientou sobre uma das tiras que ele havia mandado, nela o pequeno Calvin ainda era retratado como sendo o irmão mais novo do personagem principal. Calvin e seu tigre de pelúcia eram os mais promissores e Watterson deveria centrar suas tiras neles. Mesmo assim, ele sofreu mais algumas rejeições antes desse sindicato aceitar suas tiras.


A primeira tira foi publicada em 18 de novembro de 1985, e a série transformou-se rapidamente um fenômeno editorial.
As tirinhas de Calvin & Haroldo já figuraram em mais de 2400 jornais em todo mundo e foram impressos mais de 23 milhões de livros e, cada um dos 14 livros da coleção vendeu mais de 1 milhão de cópias no seu primeiro ano de publicação. A coletânea mais recente lançada no Brasil, "Deu "Tilt" no Progresso Científico" da Conrad Editora, dá continuidade à publicação completa por aqui de suas histórias com o sétimo título da série.



Os principais personagens da série são:

- Calvin: um menino de seis anos que vive diversas aventuras e não perde uma chance de se aventurar com sua própria imaginação.


- Haroldo: o tigre de pelúcia e maior parceiro de Calvin.

- Mãe e Pai de Calvin (nunca recebem um nome na série) responsáveis por cuidar dessa "criaturinha".

- Susie Derkins: vizinha e colega da escola de Calvin, aparentemente destinada a ter uma eterna relação de amor/ódio com ele.


- Miss Wormwood: a professora de Calvin.


- Rosalyn: a "terrível" babá de Calvin. A única na cidade disposta a fazer esse serviço!



- O valentão Moe: O moleque que vive perturbando Calvin na escola.




Ainda que obtenha recursos monetários de seus desenhos, Bill Watterson não permitiu o lançamento de qualquer merchandising, exceto alguns artigos únicos de edição limitada, como postais e pôsteres originais (que se tornaram item de colecionador), e professou seu sentimento anticapitalista quando proibiu expressamente sua editora de vender os direitos para lançar no mercado qualquer artigo baseado em seus personagens. Isso foi motivo de guerra aberta contra a Universal Press durante vários anos. Essa proibição imposta por Bill Watterson ao merchandising da série significa também que nunca será criada uma série de desenhos animados, como aconteceu com Garfield e Snoopy, por exemplo.


Apesar disso, não é nada difícil encontrar camisas estampadas, adesivos ou qualquer coisa com imagens do Calvin.
No começo, Bill não era contra o merchandising, mas tal postura foi tomada porque o autor achava que esses produtos parecia violar o espírito da tirinha, contradizendo a sua mensagem, e o afastando do trabalho que tanto amava.
Sua última tira de número 3.160, foi impressa num Domingo, dia 31 de dezembro de 1995, e não mostra nada parecido com uma despedida, como era de se esperar, apenas uma mensagem de "Vamos explorar" dita por Calvin no último quadro, talvez fazendo alusão ao sentimento de Bill Watterson em trabalhar com outras coisas, em um ritmo mais calmo e com menos compromissos artísticos.

Talvez, a lição final que Bill Watterson nos deixou é: Joguem muito Calvinbol na vida! Ou seja, tente e faça algo diferente sempre, pois segundo a única regra do jogo é que você nunca deve repetir a mesma regra duas vezes!
A vida é assim como no jogo inventado por Calvin: "Nenhum jogo de Calvinbol pode ser igual a outro"!


Mais tirinhas no incrível, Depósito do Calvin.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Especial "Como fazer Tiras?" - Entrevistas #3

Fala, molecada!
Continuamos nossa saga de entrevistas com os melhores roteiristas/desenhistas nacionais!
Depois da entrevista com o Cadu, que você viu por aqui, agora é a vez dele... o cara que fez todo fã do Homem-Aranha relembrar a boa fase do personagem através de tirinhas inteligentes, bem feitas e sensíveis.
Tô falando do Vitor Cafaggi, o criador de Puny Parker (ou o Pequeno Parker), o personagem que é uma homenagem ao herói da Marvel, mostra em seu trabalho um aspecto bem diferenciado no que se refere à tiras.
Então, pequenos padawans, vamos à entrevista!



Ah! É bom lembrar antes que ele também foi o responsável por uma das grandes histórias que compõe o álbum que homenageia Mauricio de Sousa.
Conversei com o Vitor sobre seu trabalho e você confere agora o bate-papo que tive com esse grande artista!
1) Além de homenagear o Homem-Aranha, Puny tem um traço bem característico, lembrando muito as tiras dos Peanuts, feitas por Schultz e com um pouco da “alma” de Calvin de Bill Watterson, não é mesmo? Você se baseou nesses grandes mestres pra produzir as tiras? Como foi que o Pequeno Parker “nasceu” na sua cabeça?
Vitor Cafaggi - Não sei exatamente de onde surgiu a ideia. Não houve um momento específico que eu me lembre como sendo o da criação dele.
Acho que o Puny é uma mistura de tudo o que eu gostava na minha infância nos anos 80. Eu lia as revistas do Homem-Aranha, as tirinhas do Calvin, assistia o desenho do Charlie Brown na TV, ia ao cinema para ver De volta para o Futuro, Os Goonies e os filmes do Stallone.. acho que a ideia não surgiu.. ela sempre esteve aqui comigo!

No final, acho que ficou bem forte essa influência do Schultz e do Bill Watterson nas tirinhas. Hoje, para mim, nosso jovem Peter Parker é um menino muito parecido com o Charlie Brown (tímido, azarado, apaixonado..) que vive uma vida parecida com a do Calvin (tem problemas com valentões na escola, tem uma imaginação muito fértil e figuras paternas bem marcantes).

2) Qual era a intenção no começo e o que você sente que mudou depois de mais de um ano de produção? 
Vitor Cafaggi - Quando eu comecei a fazer as tiras semanais meu objetivo principal era me condicionar a desenhar sempre. Muitas vezes a gente tem ideias que não coloca no papel, ou ideias que começamos e nunca terminamos por falta de tempo ou mesmo por preguiça. Quando fiz a segunda tirinha do Puny decidi que faria isto semanalmente. Comecei colocando as tirinhas no Orkut e avisei aos amigos que ia fazer isso toda semana. Dessa forma eu meio que me obriguei a manter essa produção semanal de tirinhas.
Depois disso, outras pessoas conheceram a tirinha, eu fiz o blog e hoje, pouco mais de um ano depois, eu cumpri esse objetivo: desenho melhor do que desenhava há um ano, o Puny me trouxe outros projetos e a receptividade à tirinha foi ótima!
 

3) Você pensou num público-alvo para essas tiras? 

Vitor Cafaggi - Quando eu comecei a fazer essas tirinhas, minha idéia era ‘tirinhas feitas por um fã do Aranha para os fãs do Aranha’. Esse sempre foi meu público-alvo, os antigos leitores do personagem.
4) Como é a produção dessas tiras. Você as roteiriza antes de desenhar? 
Uma vez que eu já estou com a idéia da tira pronta na minha cabeça, eu faço apenas um rascunho antes de desenhar cada tira. Esse rascunho me ajuda a visualizar a tira antes de desenhar, eu vejo de quantos quadrinhos eu vou precisar e o que acontece em cada um deles.

5) Você adiciona algumas “curiosidades” depois das tiras. Achei um recurso fantástico e bem diferente. Necessariamente, para o leitor, não é preciso recorrer a esse recurso para entender a piada, mas você acha que se a tira fosse publicada em jornal ou revista, o fato de não existir esse recurso, prejudicaria seu trabalho final?
Vitor Cafaggi - Nunca pensei nisso.. na verdade, eu nunca pensei em publicar Puny Parker em jornais ou revistas. Como eu disse, o público-alvo são os fãs do Aranha, mas muita gente que conhece o personagem apenas pelos filmes tem lido as tirinhas (o que é bem legal). Eu escrevo as curiosidades principalmente pra essas pessoas e às vezes escrevo também sobre algum detalhe escondido que possa passar desapercebido ou mesmo sobre o processo de criação daquela tira. 
 
6) Além de se utilizar da cultura pop e de ser um profundo conhecedor do herói da Marvel, vc se espelha em algum fato da sua vida pra criar situações na vida do seu personagem? Qual é a mensagem que vc espera passar nas tiras?
Vitor Cafaggi - Sim, várias situações vividas pelo Puny são inspiradas em minha infância. O fato é que eu leio os quadrinhos do Aranha desde que tinha sete anos. Isso me acompanhou pela minha vida inteira. Posso dizer, sem exagero, que muito de quem eu sou, minha personalidade e dos meus valores eu aprendi nas histórias desse personagem. Tendo essa identificação, sinto que nas tirinhas do Puny Parker posso colocar experiências pessoais porque sei que vão se encaixar com o que o personagem representa.
Pra mim, os temas principais em Puny Parker são a história de amor (platônico) entre ele e a MJ e a vida dele em família. Muitas vezes eu até deixo a piada de lado em uma tira ou outra pra poder trabalhar melhor esses dois temas.
 
7) Qual é a dica para o leitor que tem interesse em fazer tiras? 
Vitor Cafaggi - Desenhe sempre, todos os dias. Pense sobre qual seria o tema das suas tiras, quem são os personagens que aparecem nela.. o que esses personagens querem, quais são suas características mais marcantes.. Uma vez que você criou a tira tenha sempre ela em mente.. desse jeito, a todo momento você vai ter idéias para novos episódios.
8) Conta como foi que você teve a idéia de fazer “produtos” como o cd com a “trilha sonora” das tiras e Cubeegrafts dos personagens.
Vitor Cafaggi - Eu não queria deixar o blog parado durante as férias do Puny. E, como eu sempre gostei de pensar nas tiras como um seriado com temporadas definidas, pensei que seria legal termos alguns extras, como se fosse um DVD. Pensando nesse lado seriado do Puny, a trilha sonora era um extra indispensável. Os cubeecrats são pra aqueles que adoram colecionar bonecos (como eu) e os outros extras serviram mais como curiosidade mesmo.
Fiquei sabendo que o Wallpaper fez bastante sucesso e hoje, sempre que vão falar sobre o Puny em outros blogs eles usam essa imagem pra ilustrar o texto. 
 
9) Em pouco tempo, seu personagem se tornou hit na internet, te premiando, na minha opinião, com um dos melhores presentes que é participar de uma comemoração como a de 50 anos do Mauricio de Sousa. Como você está se sentindo agora com tudo isso acontecendo? 
Vitor Cafaggi - Como eu disse, a receptividade com as tirinhas tem sido ótima, muito além do esperado e eu fui convidado pra participar de outros projetos como o Pequenos Heróis e o MSP 50 graças ao Puny. Devo muito a ele. Esse convite para participar do MSP 50 foi o máximo!
A chance de criar, escrever e desenhar no meu estilo uma história do Chico Bento foi uma surpresa gigante. Digo sem exagero que foi o primeiro grande sonho da minha vida realizado. 
 
10) Você gostaria de deixar alguma mensagem, recado, jabá, etc? 
Claro! Jabá time!
O MSP 50, o livro em comemoração aos 50 anos de carreira do Maurício de Sousa, sai agora em setembro (essa entrevista foi realizada em Agosto), em breve nas bancas teremos Pequenos Heróis e continuem acompanhando as aventuras semanais do Puny! Valeu, gente!
 
Não perca por nada desse mundo o próximo capítulo!
Fiz uma entrevista hilária o autor Benett, e o cara é muito louco!
Será a última entrevista da série, por enquanto! Então, esteja aqui!
Para saber mais acesse: 
http://punyparker.blogspot.com/ 
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