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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Podcast Uarévaa #137 - Homem de Ferro 3


"Tony Stark agora é eunuco que nem o Bátema!"

Freud, Marcelo Soares, ViniAlex Matos e os chapas Daniel HDR (do ARGCast) e Hugo Soares (do Pauta Livre News) falam dos erros e acertos do novo filme do Homem de Ferro e, pra variar, acabam metendo o malho nele, até quando tentam elogiar.

No final, uma participação inédita e especial no Uarévaa e a boa e velha leitura de comentários do podcast anterior.

CLARO que se você ainda não viu o filme e está fugindo de SPOILERS, não é uma boa ouvir o podcast ainda, né? Se for esse o caso, salve ele ai e ouça depois de ver o filme.




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a Angélica no banner de hoje, 
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Atualização: 
Saiu um novo episódio do ARGcast justamente sobre os 50 anos do Homem de Ferro, confiram clicando
AQUI.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Plantão do Monitor: Easter Eggs de Homem de Ferro 2 envolvendo os Vingadores!


[Monitor.jpg]
Agora é a hora!Homem de Ferro 2 já estreou,foi bacana,mas ao mesmo tempo seu maior defeito é sua maior qualidade:ser parte do prequel dos Vingadores.Aqui e agora vou falar sobre todos os easter eggs,os segredos sujos escondidos e citações bacanas que vão preparar o terreno pros proximos filmes da editora.

Iria colocar as cenas separadinhas parte a parte,mas o site onde achei essas fotos deletou tudo.Mas eu sou carioca malandrops e conseguei ela pra vocês.Clique para diminuir de tamanho ainda mais.

Bem vamos começar:
Primeira fileira de fotos
1-Escudo do Capitas:Se no primeiro filme apareceu de brinks,agora virou coisa seria.Recentemente foi confirmado que Howard Stark e sua familia armamentista serão parte essencial no projeto SuperSoldado,e a explicação de porque raios isso está na garagem de Stark estarão em The First Avenger.

2-A cena final com Nick Fury esconde os grandes easter eggs do filme.No caso da tela atrás de Stark,a direita,já temos a pista do que seria a cena pós creditos,com a cratera deixada pelo martelo de Thor no Novo Mexico.

Segunda fileira de fotos:
3-Avengers Iniciative:Preciso falar algo?Tá escancarado agora.

4-Aqui a coisa começa a ficar maneira.É provavel que a S.H.I.E.L.D. esteja já de olho em varios metas ao redor do globo para queos Vingadore se torne realidade.No caso da foto vemos Homem de Ferro em LA,Thor no Novo Mexico,Hulk na costa leste e algo que provavelmente seria Atlântica,ou seja,Namor seria uma opção pra equipe?Ou como vilão?Lembrando que os direitos do personagem estão com a Universal,e não com a Marvel Studios.Mas devido ao bom relacionamento entre o estudio e a editora,quem sabe ela não abre uma brecha?

Terceira fileira:
5-A reporter japa falando sobrea destruição do Hulk no campus da universidade,estabelencendo uma linha temporal de fato entre os filmes da editora.

6-No outro angulo do mapa dos metas,temos Alemanha e Africa.No berço da civilização,é obvio que seria Wakanda,terra do Pantera Negra,quenão teve nenhum estudio para aboncanha-lo,e que tem uma serie animada com Djmon Hounson(que também seria perfeito pra live action).Em filmes,o Pantera Negra foi citada como opção pra participar do terceiro Quarteto Fantástico de Tim Story,claro,se a Fox não decidisse rebootar a franquia.E na Alemnha amigos?Caveira Vermelha em animação suspensa (a desculpa preferida das historias do Capitas),mas minhas apostas estão no novo corpo de Arnin Zola(Toby Jones) em ação.

7-Agente Inglês:Está vendo o grid de largada do GP de Monaco?Observe o inglês que está na segunda posição.
Clique pra ampliar,diferente da letra que vai continuar pequena

Chapman, de Joey Chapman,fazendo referencia ao Union Jack,contraparte da terra da rainha de Steve Rogers e personagem que desde o principio suspeitei que estaria no filme do Capitas.No caso Joey é o que atualmente usa o manto inglêsno Universo Marvel,sendo que na epoca da segunda guerra tivemos dois caras usando a identidade: James Montgomery and Brian Falsworth.Um deles pode aparecer em 2011...

8-Martelo do Thor (ORLY?)

9-Dentro do báu do Howard: Dentro do báu do pai de Tony aparece algumas coisas bastante interessantes.Primeiro a praticamente inperceptivel edição numero 1 de Captain America(momento piscou-perdeu).Em segundo,pra que um mapa da Antártica?Terra Selvagem?Mas ela não pertennce a Fox,já que está no Universo dos X-Men?Ou isso tem ligação como novo elemento quimico?

Dinamo estava lá!
Mesmo que a armadura tenha ganhado chicotes e ter mudado de cor,a armadura do Dinamo Escarlate estava lá.Apesar do personagem do Mickey Rouke seruma fusão entre o primeiro Dinamo e o Chicote Negro,uma homenagem ao personagem original foi feita.Observe o nome que está na roupa de Ivan Vanko:
No caso Boris Turgenev no universo Marvel foi o segundo cara a usar a armadura do Dinamo.No caso,ele pretendia se vingar de Anton Vanko,dar um cacete (Ui!) na Vuiva Negra,e porrar Stark e seu "segurança",o Homem de Ferro, no processo.O porque? Não faço idéia,não li a HQ(RS).Mas no fim das contas,foi morto por Anton.
Bem,acabei por aqui.deve ter mais coisas,que aos poucos surgiram ao publico,mas até agora o que apareceu é bem interessante.Até a proxima!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

As namoradas de Tony Stark


Olha só que honra nós finalmente temos aqui: Um post enviado pela nossa ilustríssima e querida leitora de longa data, MARIANNE RODGERS!! FINALMENTE!! A incrível Camila Téo botou uma pilha forte pelos Uarécados e funcionou, Valeu Camila!

Post da Mari, o assunto só poderia ser ele: Tony Pinga, o cachaceiro mais mulherengo dos quadrinhos (a Mari vai odiar esse comentário, rs...). Confere ai e mande o seu post pra gente também! O tema é livre, basta enviar texto e imagens pra contato@uarevaa.com.

Vai daí, Mari!!



Depois da “simpática” referência do nosso querido Rafael às “eventuais namoradas de Tony Stark”, achei que eu devia me manifestar.



Desde a sua criação (inspirada no empresário americano Howard Hughes), Tony foi mostrado como um aventureiro-inventor-multimilionário e playboy de carteirinha, logo, mulheres não faltaram em sua vida. Contudo, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, ele nem sempre se deu bem em sua vida amorosa.

Na ordem cronológica da Marvel, a primeira namorada do Tony foi uma garota chamada Meredith McCall, uma coleguinha de infância que se tornou um namoro sério na juventude. Como os pais de Tony e Meredith se odiavam, o romance não deu certo. Anos mais tarde, quando Tony a reencontrou e quis dar uma segunda chance à relação, Meredith já estava casada. Namoradas 1 x 0 Tony.

Já por ordem editorial, a primeira namorada de Tony foi Pepper Potts. A tensão sexual sempre esteve presente, mas depois de trocarem um megabeijo, eles perceberam que eram apenas bons amigos. Pouco tempo depois, Pepper casou-se com o Happy, que sempre arrastou um bonde por ela. Namoradas 2 x 0 Tony.

Depois de Meredith veio Sunset Bain, que se tornou uma paixão avassaladora. Um dia, ela pediu a ele que lhe desse os códigos de segurança das Indústrias Stark. Como Tony era muito jovem e queria impressionar a namorada, ele os entregou. Alguns dias depois, as Indústrias Stark foram atacadas e vários protótipos foram roubados. Sunset terminou o namoro e, menos de um ano depois, abriu a Baintronics, uma companhia rival. Namoradas 3 x 0 Tony.

Tivemos, então, Joanna Nivena, que namorava Tony na época em que ele sofreu o acidente no Vietnã. Convencido de que não seria um bom marido por causa de seus problemas de saúde, ele terminou o namoro. Alguns anos depois, ao reencontrá-la, ele decidiu contar a verdade. Joanna foi compreensiva, mas deu o fora nele. Namoradas 4 x 0 Tony.

Depois ele namorou Janice Cord, filha de um rival. O romance cabou tragicamente com a morte dela, num confronto com o Homem de Titânio e o Dínamo Escarlate. Vamos considerar empate. Ninguém marcou pontos.

Aí vem a mais adorável e querida de todas: Marianne Rodgers, a primeira a quem ele propôs casamento e apresentou aos Vingadores. Tony a levava de um lado para o outro e ela esteve no meio de muitas aventuras do Homem de Ferro. Marianne odiava o Homem de Ferro, mas era perdidamente apaixonada pelo Tony. A mocinha tinha dons de premonição e achava que seria a causa da morte do amado. Um dia, depois de uma dura batalha contra o Adaptóide, Tony precisava de uma recarga na bateria e Marianne – tendo uma visão de que ele morreria – recusou-se a ajudá-lo. Ele se recuperou, mas o namoro não. Marianne foi para uma clínica psiquiátrica, de onde fugiu algumas vezes para tentar matar o Tony. Mais tarde, foi explicado que os surtos de Marianne eram frutos das manipulações de Immortus. Durante a saga The Crossing, os dois voltaram a ser amigos. Namoradas 4 x 1 Tony.

Marianne Rodgers

A próxima foi Natasha Romanova, a Viúva Negra. Esse foi um namoro curto e terminou quando descobriu-se que ela era uma agente soviética, com o objetivo de espionar as Indústrias Stark. Namoradas 5 x 1 Tony.

Com Whitney Frost, a Madame Máscara, foi uma relação impossível, já que ela era inimiga do Homem de Ferro e amante do Tony Stark. Acabou quando ela descobriu que eles eram a mesma pessoa e ficou bastante brava. Namoradas 6 x 1 Tony.

Tony voltou-se para Indries Moomji sem saber que a danada tinha sido contratada por Obadiah Stane, para seduzi-lo e depois abandoná-lo. A infeliz foi a responsável pelo retorno dele ao alcoolismo. Namoradas 7 x 1 Tony.

Como desgraça pouca é bobagem, Tony começou a namorar a ex-namorada maluca e bêbada do Demolidor: Heather Glenn. Os dois se afundaram na bebida e quando deu por si, Tony estava sem casa, sem dinheiro e sem as Indústrias Stark. Heather cometeu suicídio pouco depois. Vamos considerar outro empate sem pontos.

Aí temos a mais duradoura: Bethany Cabe. Contratada como sua guarda-costas, tornou-se namorada e manteve o relacionamento por muito tempo, participou da crise com o alcoolismo e conheceu bem sua vida como o Homem de Ferro. Mas voltou para o ex-marido (que ela dizia ter morrido), viciado em drogas pesadas. O infeliz morreu de overdose e Bethany perdeu dois coelhos com uma mentira só. Namoradas 7 x 2 Tony.

Aí sim veio uma série de garotas que podemos chamar de eventuais, com as exceções de Kathy Dare que por não manter um relacionamento sério se descontrolou e atirou nele, causando paralisia e depois se suicidou. (Empate) e Rumiko Fujikawa, que manteve um tórrido romance com Tony após a saga Massacre, quando seu pai tinha se tornado o novo dono das empresas Stark. Ela acabou sendo surpreendida pelo Tony com outro homem. Eventualmente, eles se reconciliaram, fizeram planos de casamento, mas a tal foi morta por um inimigo tão mequetrefe do Homem de Ferro, que eu nem me lembro do nome. Vamos dar um pontinho para a Rumiko por ter conseguido a façanha de colocar chifres no Tony: Namoradas 8 x Tony 2.

Bom... ao longo da série do Homem de Ferro, Tony Stark namorou mais de 20 mulheres (que eu possa citar os nomes, bem dito). De algumas ele permaneceu amigo, mas a maioria jurou nunca mais olhar na cara do pobrezinho.

Acho que o Tony é meio como o Lanterna Verde da DC: tem uma arma poderosíssima, participa de organizações importantes, mas nunca consegue se dar bem na vida pessoal. Particularmente, acho que quando ele está com uma namorada firme (Marianne, Bethany, Rumiko) suas histórias ficam mais interessantes. É gostoso torcer pela mocinha, mas precisamos saber quem ela é, né?

De mais a mais, com o filme, acho que veremos a personalidade do Tony dos quadrinhos se tornar cada vez mais a personalidade do Tony dos filmes (que, na minha humilde opinião, é a do Downey Jr.). Com isso, vejo duas possibilidades: o traço de playboy mulherengo não vai desaparecer tão cedo ou Pepper Potts (agora viúva, nos quadrinhos) será a próxima mocinha pela qual nós torceremos.

É isso!

Beijocas, meus amores!


Pra fechar, mais Marianne Rodgers pra voces!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Demônio, a armadura e o guarda-costas

No post anterior:
Uma interrogação ambulante e um detetive determinado em cumprir sua missão até a morte, Questão serviu de inspiração a personagens emblemáticos dos quadrinhos e trilhou um caminho único dentro do Universo DC.


Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte"


O Exército de um Homem Só
Por Marcelo Soares


A década de 60 foi um grande marco para os quadrinhos, foi nesse período que Stan Lee e Jack Byrne criaram uma legião de heróis que formaram uma nova geração de leitores, humanizando os personagens e criando a Marvel Comics. Entre essas criações surgiu um multimilionário que para salvar sua vida usa uma armadura ultra tecnológica, uma verdadeira arma de guerra em pleno o auge da Guerra Fria.

Lee e Kirby, auxiliados pelo roteirista Larry Lieber e pelo desenhista Don Heck, lançaram no número 39 da revista Tales of Suspense, de março de 1963, o Homem de Ferro (Iron Man), personificação heróica de Tony Stark, fornecedor de armamentos para o governo Norte-Americano. Na história, em uma inspeção no Vietnã do uso de uma arma projetada por sua fábrica, Stark é vítima de um acidente que aloja estilhaços de bomba em seu coração, deixando-o a beira da morte.

Os vietcongues o capturaram e o levam até o líder Wong Chu. Restavam apenas alguns dias de vida para o americano, e Chu o forçou a criar uma poderosa arma e prometeu que depois ele seria operado dos estilhaços. Tony decidiu obedecer, mas não criou uma arma, e sim algo que o mantivesse vivo e permitisse derrotar os vietcongues. Preso com ele estava outro gênio, o professor Yin Sen. Stark revelou seu plano ao professor, e Sen o ajudou a construir a armadura que o manteria vivo. Inventou um traje especial, um exo-esqueleto superequipado semelhante a uma armadura.

Quando Stark experimentava a armadura, homens de Wong Chu se aproximaram. Para impedir que entrassem na sala e interrompessem o processo que recuperaria o coração de Tony, o velho professor começou a gritar contra a tirania para lhes chamar a atenção. O cientista foi fuzilado. Mas foi o tempo suficiente para que Stark se recuperasse e se acostumasse a usar a estranha e patética armadura cinza que criaram. Chu tentou fugir, e o Homem de Ferro incendiou o galpão de munições fazendo com que a explosão o matasse. Após retornar aos EUA, Stark começou uma carreira como super-herói.


No começo de suas atuações, e para que ninguém desconfiasse, Stark espalhou o boato de que o Homem de Ferro era seu guarda-costas. Nas aventuras dos anos 70 e 80, era comum heróis, vilões e coadjuvantes do Universo Marvel se referirem ao Homem de Ferro como "o lacaio de armadura". Apenas seu motorista, Harold "Happy" Hogan, e sua secretária, Virginia "Pepper" Potts, sabiam da identidade secreta de Stark.

Na versão original Tony Stark colaborava com as forças armadas americanas, desenvolvendo armas e maquinários destinados aos confrontos da Guerra Fria. Seus inimigos freqüentes eram os comunistas (russos, asiáticos ou latino americanos), enfrentando como Homem de Ferro rivais tecnológicos como o Dínamo Vermelho (ou Escarlate) e o primeiro Homem de Titânio, Mandarim, Bárbaro Vermelho, ou espiões especiais como a Viúva Negra e o Espião Mestre. Duramente atacado na época da reação à Guerra do Vietnã, amenizou sua postura anticomunista. Nesse período, Tony tornou-se pacifista e negou-se a continuar inventando armamentos, entrando em uma nova fase de sua vida.

Em 1968, o Homem de Ferro ganha uma revista própria, passando a dividir-se entre os dois títulos, Tales of Suspense e The Invincible Iron Man. No entanto, em essência, as tramas não variam tanto de uma publicação para outra. Em geral, suas histórias giravam em torno dos conflitos pessoais de Stark (seus desencontros amorosos com Pepper Potts ou com outras namoradas eventuais), a constante ameaça à sua vida (devido aos estilhaços de bomba em seu coração) e o aparecimento de vilões que, de um modo ou de outro, tentavam solapar o mundo capitalista (incluindo aí organizações como a IMA e a Maggia). De destaque, na época, a mudança de cor e design da armadura de cinza para dourado, que lhe deu maior mobilidade e atrativo gráfico e, por tabela, valeu ao herói a denominação de Vingador Dourado.

O Homem de Ferro não chegou a ter o mesmo impacto na indústria de quadrinhos que tiveram outros heróis da Marvel, como o Homem-Aranha, X-Men ou o Quarteto Fantástico, se tornando mais presente em sua colaboração nos Vingadores. No entanto, ele contou com bons desenhistas, destacando-se Gene Colan e John Romita Jr., indiretamente responsáveis pela permanência do Homem de Ferro nos quadrinhos.

Com o passar dos anos, Stark foi levado à falência por um rival chamado Obadiah Stane (criador da armadura do Monge de Ferro), que o levou a um colapso emocional e problemas com alcoolismo, culminando na famosa saga O Demônio na Garrafa. Ele teve de abandonar a identidade do Homem de Ferro, transferindo-a para um de seus empregados, o ex-militar James Rhodes. O segundo Homem de Ferro agia sob as instruções de Tony Stark e participou de momentos decisivos da cronologia do universo Marvel (como, por exemplo, as Guerras Secretas). Stark recuperou-se financeiramente criando uma nova companhia, a Circuits Maximus, mas enquanto a reerguia, Rhodes continuou no controle do traje.


Com o tempo Rhodes foi se tornando cada vez mais agressivo. O motivo era o traje estar calibrado para funcionar em conjunto com a mente de Stark. Depois de salvar Rhodes e derrotar Stane, Tony decidiu se dedicar a destruir todos os trajes de combate baseados no seu Essa perseguição aos vilões cibernéticos teve uma conclusão trágica quando Stark, ao lado da Viúva Negra e de um novo Dínamo Escarlate - o militar russo Valentin Shatalov - enfrentaram o ensandecido Homem de Titânio original (Boris Bullski)., culminando na morte do vilão.

A esse choque psicológico, se seguiu outro físico: o uso constante do traje do Homem de Ferro estava destruindo o sistema nervoso de Tony Stark. Enfraquecido e, mais tarde, paraplégico após ser baleado por uma ensandecida ex-amante, Stark não podia mais lutar em pessoa e teve que desenvolver uma versão do traje do Homem de Ferro controlável à distância. Quando essa versão provou não ser suficiente ante uma ameaça em particular, Stark produziu uma nova armadura, mais poderosa que veio a ser chamada de Máquina de Combate. Essa foi mais eficiente contra seus inimigos mas tinha os mesmos efeitos que sua armadura antiga sobre sua saúde. Muito tempo depois, Stark recobrou a mobilidade das pernas após - literalmente - exigir o uso em si mesmo de um revolucionário biochip.

Stark decidiu fingir sua morte enquanto se recuperava. Rhodes, que não foi avisado sobre esse plano, assumiu o comando das Empresas Stark e da Máquina de Combate. Quando Stark reapareceu curado, Rhodes ficou furioso por ele ter enganado a ele e a outros amigos e partiu, levando consigo a Máquina de Combate.Rhodes passou a atuar esporadicamente usando o traje do Máquina de Combate. A mini-série War Machine lançada em 2004 pelo selo Marvel Max mostrou Rhodes no comando de um esquadrão formado por várias Máquinas de Combate a serviço da S.H.I.E.L.D. Tony Stark, que havia brigado com Rhodes, é mostrado furioso e confuso pelo fato dessa agência governamental ter conseguido acesso à sua tecnologia robótica secreta.

Anos depois, a médica Maya Lopes, desenvolveu um vírus que foi injetado no terrorista Mallen. Este vírus garantia superforça, fator de cura bem avançado velocidade, e no caso de Mallen, fogo e raios. Após uma sangrenta batalha, o Homem de Ferro sai muito ferido e é levado para o hospital de Maya, que o convence de que a única forma de sobreviver seria injetando o vírus Extremis nele. Tony Stark aceita receber o vírus, fazendo com que a primeira camada da armadura saisse dos orificios de seus ossos. Como ele mesmo diz, "agora Tony Stark é o Homem de Ferro, por dentro e por fora", o vírus beneficiaria a mesma em conjunto com seu corpo. Após a injeção do vírus, ele luta contra Mallen, luta esta que resulta na morte do terrorista.

Quando os Novos Guerreiros atacam um grupo de super-vilões em seu programa de TV, um deles se detona e destrói a metade de um bairro de classe média nos Estados Unidos. O medo de seres poderosos faz com que o governo americano crie uma lei obrigando o registro de cidadãos com super poderes. Isso dá início a saga Guerra Civil, que coloca em lados opostos os antes aliados, Capitão América (pela liberdade dos cidadão de seu país) e Homem de Ferro (trabalhando para o governo e apoiando o registro). O fim da saga mostra a suposta vitória do grupo liderado pelo Homem de Ferro, com a subsequente prisão e morte do Capitão América, e Tony Stark assumindo o comando da S.H.I.E.L.D.

Nesta saga, se descobre que o Homem de Ferro é um dos Illuminati. Sociedade secreta dos heróis mais poderosos e influentes que determinam, de certa forma, os destinos dos outros entes super-poderosos do planeta. Esse grupo é composto por Homem de Ferro, Reed Richards, Namor, Doutor Estranho, Raio Negro e Charles Xavier (Professor X). As decisões deste poderoso grupo, de alguma forma, influenciaram nas vidas de todos os super heróis e vilões do Universo Marvel, como o exilio do Hulk para outra galáxia (Saga Planeta Hulk) e interferências na Guerra Kree-Skrull.

Apesar de estar à frente da mais poderosa potência militar dos Estados Unidos, o Homem de Ferro e as equipes sob seu comando foram incapazes de evitar a devastação causada pelos skrulls, que se infiltraram entre os Vingadores e, por pouco, não dominaram o planeta na saga Invasão Secreta. Diante de tal falha, Stark e os demais comandantes foram destituídos da S.H.I.E.L.D., a agência bélica foi desativada e, no seu lugar, foi implantada a M.A.R.T.E.L.O., uma agência comandada pelo Patriota de Ferro, Norman Osborn (ex-Duende Verde), usando uma versão da armadura do Tony Stark. Ele e a última versão dos Thunderbolts assumiram a identidade heróica de quase todos os Vingadores (clandestinos, devido à Lei de Registro de Super-humanos).

O Homem de Ferro passou a ser caçado com Inimugo Público número um da América, sendo perseguido pessoalmente por Norman pelos céus do mundo. Nesse período, Stark ficou sem o virus Extremis, já que não tem mais acesso ao seu patrimônio tecnológico (confinado na Torre Stark, sede operacional dos Vingadores Sombrios), e com a armadura tendo falhas.Atualmente, Tony Stark prepara o contra-ataque as forças de Norman em um grande Cerco, buscando recuperar seu status quo e o do Universo Marvel em si.


Epílogo: Curiosidades

- Nos anos 60, o Homem de Ferro foi um dos cinco heróis adaptados na série The Marvel Super Heroes. A animação era limitada, basicamente uma transcrição dos quadrinhos, e a série ficou conhecida pela música tema (no Brasil, traduzida como "Tony Stark / Tira onda / Que é cientista espacial / Mas também é / Homem de Ferro / Elétrico, atômico, genial").




- Iron Man, outra série animada fora lançada em 1994, durando duas temporadas com Robert Hays fazendo o herói na dublagem original. Essa versão também participou em episódios dos desenhos animados do Hulk e do Homem-Aranha que passavam ao mesmo tempo. Um filme animado, O Invencível Homem de Ferro, foi lançado em DVD em 2007, e uma nova série, Iron Man: Armored Adventures, foi lançada no canal pago Disney XD em 2009.

- O Homem-de-Ferro também fez pontas no desenho dos anos 80 Homem-Aranha e Seus Incríveis Amigos, e na animação recente do Quarteto Fantástico, além de aparecer em duass animações de 2006 dos Ultimate Avengers (Os Supremos, no Brasil).

- Três jogos foram estrelarados pelo herói: Iron Man and X-O Manowar in Heavy Metal (Acclaim, 1996, diversas plataformas), The Invincible Iron Man (2002, Game Boy Advance) e Iron Man (Sega, 2008, diversas plataformas), a última sendo uma adaptação do filme.

- O personagem também é jogável em Captain America and the Avengers (1991) , Marvel Super Heroes: War of the Gems (1996), nos jogos de luta da Capcom Marvel Super Heroes e a série Marvel vs. Capcom, Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects, Marvel Ultimate Alliance e Marvel Ultimate Alliance 2: Fusion. O Homem de Ferro aparece como personagem secreto nos jogos Tony Hawk's Underground (após terminar o jogo) e X-Men Legends II: Rise of Apocalypse (após achar as 4 partes de sua armadura nas 4 primeiras fases e na quinta fase encontrar Tony Stark).

- Tony Stark e suas empresas fazem uma ponta no jogo de 2005 do Justiceiro, e no jogo de 2008 The Incredible Hulk, o Homem de Ferro aparece para enfrentar o Hulk caso este cause muita destruição.

A seguir: Uma estrela no céu

Tempos de Guerra e um Homem de Guerra


1960, o mundo vivia o auge da Guerra Fria, nos quadrinhos surge o Homem de Ferro forjado em meio a uma guerra perdida para os americanos: A guerra do Vietnã. 2003, os Estados Unidos se metem novamente em uma guerra especializada, a do Iraque, dessa vez saindo vitoriosos. Apesar da teórica vitória, o mundo inteiro, e muitos no próprio Estados Unidos, ficou contra a empreitada em território do Oriente Médio.

A missão se mostrava como salvadora de um povo, defensora de um ideal, mas, até onde os fins justificam os meios? Foi com esse pensamento que Mark Millar e a Marvel Comics criaram uma das sagas mais interessantes e revolucionárias do Universo 616: Guerra Civil, e, com ela, trouxeram um novo tempo para o Homem de Ferro, um herói criado na guerra, símbolo de guerra, que perdia seu significado em tempos de paz.


Como transportar para os quadrinhos as discussões político-sociais que fervilhavam em nosso mundo? Como resituar os super-heróis em um mundo de atentados terroristas e descrença nos salvadores? Millar fez isso trazendo o conflito para o quintal da America do Norte, jogando a culpa de seus males para eles mesmos, no caso, os super-heróis. Para tanto, mexeu no status quo do Universo que tinha em mãos e nas relações pessoais desse macrocosmo.

O plot, algo tão cotidiano, em moda, como também complicado. Se em nosso mundo celebridades surgem há todo momento e de toda forma, em um mundo de heróis isso não seria diferente, não é? Quando os Novos Guerreiros descobrem o esconderijo de quatro fugitivos eles tentam ganhar audiência para seu reality show enfrentando os vilões. O que não esperavam era a enorme explosão causada por um dos vilões que mata centenas de pessoas, incluindo dezenas de crianças que estavam na escola ao lado.

Entendamos, mortes colaterais por lutas entre heróis e vilões sempre ocorreram, porém, nunca foram tratadas com devida realidade – tudo era simplificado e esquecido logo uma edição se passasse. Nesse caso foi diferente, tudo foi trabalhado para gerar uma situação de revolta da população contra os abusos dos chamados heróis. Após esse desastre, um importante assunto foi de novo levado a mesas do Congresso Nacional Norte-Americano: A Lei de Registro de Super-Humanos, afinal, se policiais precisam de registro e treinamento, porque não super-heróis?

Esse pensamento gerou um dilema para o clã dos heróis: Aderir à lei ou ir contra ela e se tornar um criminosoprocurado? Inteligentemente, Mark Millar colocou aquele que todos poderiam achar que aceitaria de bom grado as decisões governamentais contra o governo. Steve Rogers, o Capitão América, foi o primeiro a se negar a ter o direito de liberdade negado com a obrigação de se expor ao mundo. Com um símbolo nacional contra seu próprio governo e liderando uma revolta heroística, era preciso se ter um algoz com a força necessária para tanto. Com uma guerra em eminência de acontecer, Tony Stark, a essa altura alçado ao posto de gênio bélico e estratégico, foi convocado a ser o rosto a favor da Lei de Registro.

Mas, não foi só o governo que convocou Tony Stark, ele se autodispôs. Após ser agredido pela a mãe de uma criança morta no acidente, Stark viu que mais do que nunca, ele deveria apoiar a iminente lei e fazer algo para mudar o futuro do mundo. Assim, Millar colocava o Homem de Ferro não só como um herói para brigas de rua, mas sim, um alguém que acreditava fortemente que poderia mudar o mundo com sua mente, com seus planos e precisava fazer os companheiros de batalha entenderem isso. Contudo, convenhamos, Stark não estava ali só por altruísmo, mas também porque agora seria alguém a mais, não só um herói, isso alimentava muito bem o seu ego, um simbolismo que não visão de Millar era o próprio americano, arrogante, achando que pode salvar todo o mundo.


Esse momento da história do Homem de Ferro foi sua grande reviravolta, alçou o personagem novamente ao primeiro escalão da editora, liderando a S.H.I.E.L.D., organizado a Iniciativa – projeto de criação, treinamento e organização de uma defesa nacional composta por super-heróis – preparando estratégias que iam até cinqüenta anos no futuro, dando-lhe participação em mais revistas. Em suma, tornando o personagem em alguém central. Stark desde então manteve-se nesse posto, mesmo depois de enfrentar seu melhor amigo em luta campal no meio de Nova York, ter se tornado pessoa non grata por muitos colegas heróis, ele seguiu acreditando que tudo era por uma boa causa, que no futuro aquilo tudo se justificaria.

Para mim, esse período da Marvel foi o mais criativo e filosófico dos últimos 20 anos. Para o Homem de Ferro, a saga trouxe a discussão de se seria correto trair seus amigos, impor regras, atacar a todos como terroristas por um bem maior? Era a critica ácida de Millar a situação dos Estados Unidos naquele período e suas guerras “cirúrgicas”, atos de vigilantismo internos iniciados pós 11 de setembro, e sobre o papel do heroísmo em tempos onde a realidade parecia mais ficção. Como ser herói quando você mesmo erra, quando o perigo pode vir de qualquer lugar, quando confiar demais em seu julgamento pode trazer conseqüências muito graves?

Tony Stark tomou um lado, lutou para mostrar aos outros e defender a importância desse lado, venceu o quebra de braço, porém, descobriu depois que ações totalitárias e arrogantes trazem conseqüências, cegam para os pequenos detalhes ao redor e abrem brechas para os inimigos o destruírem. Logo vem uma derrocada aqui, uma invasão ali, e você que era o Grande Irmão se torna o homem mais procurado do mundo. Stark no após a Guerra Civil aprendeu que ser herói não é nada fácil, ainda mais quando se está em um pedestal e gosta disso.

A Seguir: Em um mundo de super-heróis até onde vai a ética? Crise de Identidade.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Uaréview
Por Vini


Para analisar o desempenho de Homem de Ferro 2 temos que colocar alguns pesos na balança e analisá-lo sob vários aspectos. Como sequência do primeiro, acho que o filme se saiu acima da média. Geralmente sequências, ainda mais sendo de super-heróis, tendem a fraquejar bastante, mas na minha opinião são três os fatores mais importantes para que esse filme segurasse as pontas e se tornasse um bom filme: Robert Downey Jr., Mickey Rourke e Jon Favreau.

Isso porque não estou contando com a presença de Scarlett Johanson como a Viúva Negra e Don Cheadle como Máquina de Combate, que substituiu Terrence Howard e seu apático Jim Rhodes, fazendo um papel bem melhor que seu antecessor.

Fato: Downey nasceu para esse papel, porque ele simplesmente faz ele mesmo!
Não que eu conheça o cara, mas por tudo que a gente acaba lendo dele por aí, não dá pra simplesmente dizer que o ator só está fazendo um bom papel e pronto. É ele que imprime emoção no filme todo, de drama (por estar muito doente e preocupado com as consequências disso), da parte de ação (tanto como Homem de Ferro ou analisando maneiras de se curar da infecção ao paládio) e até da parte cômica (do jeito com que o personagem se porta durante seu depoimento ao congresso americano e na festa em sua mansão).

Ele certamente é o nome do filme e grande responsável por segurar as pontas com a simpatia de seu personagem. Mickey Rourke está matador no papel do vilão Whiplash. O cara é um grande ator e deu um ar todo sinistro ao personagem. Não só pela sua cara feia, mas pelo seu talento em atuar mesmo! Ele foi do brilhante cientista transtornado ao brucutu que usa a força pra conseguir seus intentos de uma maneira fantástica.


E por fim, fechando a trindade, o diretor e ator Jon Fraveau que foi responsável por dar continuidade no jeito divertido e despretensioso do filme e pela participação como alívio cômico nele. Ele conseguiu terminar uma cena fantástica de ação (aquela onde a Viúva Negra ataca vários seguranças) com uma piada, sem estragar nada dela! Por ser a sequência de um filme de sucesso, esse filme veio carregado de pressão para que ele fosse até maior, tão bom quanto o primeiro. Eu acho que não conseguiu, mas também não deixou de ser um filme bom e divertido!


Imagino que o fato desse filme estar ligado ao plano da Marvel em conectar todos os filmes dentro de uma mesma linha cronológica para a preparação do filme dos Vingadores seja em parte responsável por não termos um filme mais fácil de assimilar como continuação do primeiro. Isso "travou" um pouco o desenvolvimento do filme e pode prejudicar os outros filmes que estão por vir.

Muitos tiveram medo antes do filme estrear! Digo isso porque num primeiro momento, imaginar um filme onde o vilão além de não fazer parte da galeria de vilões mais "bad ass" do Ferroso ainda é um "bucha" nos quadrinhos, faria qualquer um imaginar que o filme estava fadado ao fracasso! Mas como eu disse antes, tudo foi salvo por grandes atores, um diretor muito comprometido e principalmente um roteiro competente. Daqueles que você tem a sensação de que está lendo um bom arco de histórias do personagem nos quadrinhos. Nós que estamos acostumados a ler Homem de Ferro já sabemos, o personagem não teve lá muitos grandes momentos nos quadrinhos a não ser na fase da "pilecagem", na guerra das armaduras e mais recentemente em Extremis e Civil War.


Mas o roteiro é competente por isso. Apesar de não fazer menção direta ao problema do alcoolismo, uma parte está lá durante sua festa de aniversário. Aliás, cena hilária, que logo após, se transforma numa das melhores tretas entre super-heróis que um filme já registrou!



Nesse segundo filme, temos Tony Stark como uma celebridade mundial por ter se revelado como o herói enlatado. Suas preocupações agora são ter que enfrentar o governo dos EUA, que quer confiscar a armadura para utilizá-la em benefício de seus interesses como uma arma de guerra, e pensar numa maneira de se livrar da doença que o está acometendo e que piora cada vez que ele usa a armadura, isso por causa de um composto presente na bateria peitoral. Portanto, alguns dos elementos mais importantes de várias histórias do personagem estão no roteiro. Inclusive a criação do Máquina de Combate, que segue quase a mesma linha traçada nos quadrinhos e a presença de Justin Hammer, seu antagonista, brilhantemente feito por Sam Rockwell.


Por falar em elementos importantes da história do personagem, é fato que o Homem de Ferro tinha muito mais fama na década de 70 do que hoje nos quadrinhos (apesar dos ótimos filmes), e a impressão que eu tive até certa parte do filme, pra ser mais exato durante a corrida em Mônaco, é que o clima da película era totalmente anos 70! Não sei se mais alguém percebeu isso, mas dá pra notar um climão daqueles filmes antigos de heróis (esses menos poderosos e mais humanos) que passavam na TV.


A presença da SHIELD e de Nick Fury (Samuel L. Jackson também sendo ele mesmo!) estão muito mais fortes agora e serviram como ponta para incluir o Homem de Ferro dentro do universo dos Vingadores, já a Viúva Negra de Scarlett Johanson apesar de ser um colírio para os olhos, teve bons... mas pequenos momentos no filme. A não ser a cena da luta que na minha opinião quase rivalizou com o ataque do Noturno à Casa Branca no filme dos X-Men.


Achei a participação dela como funcionária do Jurídico das empresas Stark, meio morna e mexeu com muita coisa no filme, pois para que ela tivesse maior participação, ela meio que virou a secretária de Tony, depois a secretaria da Pepper (Gwyneth Paltrow) enquanto ela assumia o cargo de CEO da empresa. Isso acabou dando uma importância desnecessária pra Pepper no filme. Inclusive acho que teremos surpresas caso aconteça um terceiro filme. Ela provavelmente estará assumindo um papel ainda mais importante na vida de Stark.

No final do filme ele fala algo sobre estar se acertando, estar honrando ela. Será que vão querer mexer tanto assim com o Ferroso? Nesse filme ele já parece estar menos "playboy" e mais comedido com as mulheres (efeito Disney?)


Bom, mas voltando à Viúva... Sem essa desculpa, dela trabalhando pras empresas, certamente ela não teria muito tempo no filme, já que sua participação como a heroína foi mínima. Talvez o que tenha atrapalhado não é nem isso, mas o fato das coisas se darem muito rápidas.

Aliás, isso é uma coisa que me incomodou. A passagem de tempo. Considerando que Pepper ficou só uma semana no cargo, sua amizade com Natalie (ou Natacha Romanova), a montagem da nova armadura com a nova tecnologia, as armaduras construídas pelas empresas Hammer e o upgrade no War Machine foram feitas em dois dias no máximo!


Outro detalhe importante que lembrei agora é que o filme deve algumas cenas cortadas como aquela em que ela atira com a luva do Homem de Ferro e a cena onde Pepper está com Tony no avião e beija o capacete antes de jogá-lo ao ar.


Por fim, a cena da luta final é espetacular!

Começa com uma briga entre o Homem de Ferro e o Máquina de Combate (já disse que ele está perfeito no filme?) contra um monte de Hammerdroids numa espécie de jardim oriental! Muita porradaria depois e uma cena hilária envolvendo um pequeno foguete que tem o singelo nome de ex-esposa, o Vingador Dourado resolve disparar um raio que me lembrou muito um golpe que ele tinha no game Marvel Vs. Capcom. Animal!!!

A luta contra Whiplash, agora com elementos de outro vilão, o russo Dínamo Escarlate é rápida, assim como foi a luta entre ele e o Monge de Ferro no primeiro filme. O que é uma pena!


Costumo achar que quando um filme não tem muitos buracos de roteiro, ele já conseguiu passar da média. Homem de Ferro 2 não é lá estas coisas se comparado a um Batman Begins e nem é muito memorável, mas é divertidíssimo! E o tipo de filme que dá vontade de ver de novo!!! Assim como o primeiro, não quer te fazer pensar muito, apenas quer divertir.

E cumpriu a missão com méritos!

Nota: 8

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uaréview – Homem de Ferro 2


Você gostou do primeiro Homem de Ferro? Essa é a primeira coisa que você deve ser perguntar antes de assistir essa sequência. Se você gostou do primeiro filme, vá para o cinema tranqüilo que é garantia certa de diversão. Se você não gostou, bom... Aí é melhor passar longe. É um flme divertido, mas vá para o cinema de mente aberta.



Homem de Ferro 2 é um filme que pode – e deve – ser analisado sob diversos aspectos. Primeiro porque sendo a sequência de um filme de sucesso, vem com uma responsabilidade e pressão grande por ser tão bom ou melhor que o primeiro. Segundo porque faz parte de um plano muito maior da Marvel Studios de conectar todos os filmes dentro de uma mesma linha cronológica que leva ao filme dos Vingadores. E terceiro porque ele precisa necessariamente evoluir a história para que o filme não fique parecendo um plágio do seu antecessor. Por isso, para falar desse filme, vamos por partes.


Primeiro, a trama básica: Homem de Ferro agora é uma celebridade, já que Tony Stark revelou ao mundo ser o herói e não só ele, mas todos ao seu redor têm de lidar com as conseqüências disso para sua vida pessoal, física e psicologicamente. Nesse meio tempo, um homem planeja vingança contra Stark e seu legado, que une forças com um rival de Stark para atingir seus objetivos.



Lembro que quando o primeiro Homem de Ferro saiu, muitas pessoas viram no filme uma inspiração muito forte de Batman Begins (Homem passa um tempo fora de seu mundo natal, aprendendo novas coisas e voltando com um objetivo específico em mente, quando todos o davam como morto, decidindo usar o que tem para proteger os inocentes. O vilão é alguém que foi como um pai para ele, mas que acaba sendo seu antagonista por ter uma visão diferente de mundo; herói e vilão se enfrentam no final culminando em um clímax que deixa em aberto o retorno do vilão). Se realmente o primeiro Batman do Nolan foi uma inspiração para o primeiro Homem de Ferro, pode-se também dizer que O Cavaleiro das Trevas foi inspiração para Homem de Ferro 2.. As comparações são várias: Vilão com visual ameaçador, imprevisível e que parece estar sempre a um passo do herói; vários personagens coadjuvantes, todo tendo seu tempo de brilhar; varias subtramas ligadas à trama principal, mas que são parte de um mesmo todo; a forte sensação de que você está lendo um arco de histórias do personagem nos quadrinhos. Até troca de atores ocorreu nos dois filmes (Kate Holmes por Meggie Gyllenhaal como Rachel Dawes e Terence Horad/Don Cheadle como James Rhodes).

Mickey Rourke é Whiplash, que no filme pega elementos do vilão Dínamo Escarlate, e faz seu papel de forma muito competente. Dá até pra acreditar que o cara é mesmo russo, dado a fidelidade do sotaque. Jon Favreau, o diretor, foi muito astuto na contextualização desse personagem, pegando dois vilões completamente inexpressivos e limitados e transformando-os num personagem que é basicamente o Coringa do Homem de Ferro.

Na verdade, Favreau fez questão de trazer para este filme vilões que fossem a antítese do herói. Como Tony Stark é um gênio milionário mimado e excêntrico, Favreau dividiu esta personalidade em duas, criando Whiplash (o gênio que cresceu errado) e Justin Hammer (o mimado que cresceu... mimado). As motivações dos dois vilões não poderiam ser mais distintas: Enquanto um culpa Stark e sua família por terem destruído a família dele (olha os elementos básicos de arquiinimigo aí), o outro é apenas uma sombra de Stark, alguém que sempre quis ser como ele, mas nunca foi tão bom ou tão carismático.

Os personagens coadjuvantes estão extremamente competentes. Destaque para Gwyneth Paltrow, que se mostra uma personagem muito mais interessante e complexa neste filme (e talvez tenha conquistado seu lugar de par romântico mais relevante dos filmes de heróis até agora – depois da Lois Lane Margot Kidder, claro) e para o próprio Jon Favreau, que dá a si mesmo um papel um pouco maior desta vez, participando até de uma cena de ação. Os diálogos são com certeza o ponto forte do filme, mesmo nos momentos mais exageraodos, explicitam bem o que a cena exige e dão o tom da história.

As sequências de ação me empolgaram muito mais do que os do primeiro filme, e me pareceram bastante justas. Inclusive, a sequência final – que é enorme – acaba sendo um laboratório (proposital ou não) para como deverão ser as cenas de ação no vindouro filme dos vingadores, com diversas sequências acontecendo ao mesmo tempo, todas relacionadas entre si ao clímax da história.

No entanto, apesar do filme ser bastante divertido, ele tem seus problemas. Primeiro porque ele segue a fórmula do “em time que está ganhando não se mexe” e não ousa muito, mantendo o mesmo tom do filme anterior, com uma ou outra empreitada mais exagerada. Segundo, porque Favreau, para não tirar o tom leve do primeiro filme, inclui a clássica saga “Demônio na Garrafa” de forma muito sutil e descaracterizada, mostrando Stark com um popstar excêntrico e dado a exageros como muitas celebridades cujas vidas sempre foram tumultuadas. Mas o que nos quadrinhos foi uma fase bastante dramática do personagem se tornou motivo de piada no filme, literalmente. Há também uma série de forçadas de barra que em alguns momentos quase chegam a ser difíceis de engolir, mas você deixa passar mesmo assim.

Outro problema da película, e que eu não vi ninguém comentar em nenhuma resenha por aí é que a iniciativa da Marvel que leva aos Vingadores prejudicou o desenvolvimento do filme, pois Favreau esteve de certa forma limitado na evolução da história, já que o futuro dela já estava comprometido e ligado a outros filmes e franquias. Os personagens amadureceram, a história evoluiu do primeiro filme para esse, mas de forma tímida, para não atrapalhar o desenvolvimento dos outros projetos alheios a ele.

Falando em Vingadores, a participação de Nick Fury é pequena, mas importante, levando o enredo para uma outra direção. Se não houvesse essa subtrama atrelada à trama principal, a história não sustentaria um filme de 2 horas. Mas apesar da participação do personagem ser bacana e evoluir a história, inclusive inserindo um retcon (nem os filmes escaparam dessa), ela serve mesmo apenas para incluir o Homem de Ferro dentro do universo dos Vingadores, o que, isoladamente, poderia ter sido deixado de lado para dar uma encorpada melhor na trama principal. Mas a cena pós-créditos, apesar de boba, não deixa de ser muito emocionante para quem é nerd. Além disso, o filme também possui vários Easter Eggs bacanas (alguém mais além de mim viu que um exemplar de Capitain America nº 1 aparece nas coisas de Howard Stark?)

O saldo final do filme acaba sendo mais positivo do que negativo, mas apesar de eu ter gostado da decisão de Favreau de não incluir nenhum gancho no final de seu filme, a história ficou com cara de “episódio para encher lingüiça”, ou apenas uma grande introdução para os outros filmes que virão por aí.

No fim das contas, voltando às comparações com os Batman de Christopher Nolan, Homem de Ferro prova mais uma vez que ele e o homem morcego estão em dois extremos, sendo um a exata antítese do outro, o que não é necessariamente ruim. Seria muito chato se no mundo existisse apenas um sabor de sorvete. Um filme extremamente divertido, que não é para ser levado muito a sério, raso, mas não imbecil (apesar dos exageros e de algumas cenas forçadas) e com ótimas cenas para se ver no cinema. E se eu não falei da Viúva Negra e do Máquina de Combate é porque eles agregam muito pouco ou nada à trama.


Nota 7,5 (o que para um filme de super-herói tá bom)


Rafael Rodrigues gosta mais do Thor do que do Homem de Ferro, mas na verdade ele é fã mesmo do Superman.