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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Plantão do Monitor:Novidades em Escarlate


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A Warner confirmou que teremos filme do Flash(e de outros herois da DC) nos proximos anos.O que eu acho de tudo disso?Será uma decáda boa!Vejamos abaixo:

Como a seculos foi informado pelo IESB e finalmente confirmado pelo Heat Vision durante uma apresentação da Warner de seus filmes em 2011,foi confirmado que o proximo Batman realmente chegará dia 20 de julho,o Superman do Nolan no natal de 2012,e ainda o sinal verde para que o filme do Flash(finalmente) saia do papel e vá para as telas.

Bem,vamos aos fatos.o heroi do filme será certamente Barry Allen,e ele precisa de popularidade desesperadamente.Alguns xingam,outros elogiam(o Rebirth dele já começou a sair no Brasil,lerei e depois comento),mas a recepção dele perante o publico está mais dificil que Hal Jordan,por exemplo.pra mim,o defeito de Barry Allen é sua qualidade:ele é o velocista mais antiquado do mundo.Ele tem um pensamento de quem nasceu a duas decadas antes da dele.Mas em compensação,ele como detetive e heroi é brilhante.Etm um pensamento mais purista sobre as coisas que o Superman,mas é alguem que pode ser tão inteligente quanto o Batman.Em especial tem grande medo das novidades,sejam elas boas ou ruins.Decidiu ficar de fora quando iria lobomotizar o Dr Luz em Crise de Identidade,e agora enfrenta seus vilões no futuro,que são considerados a nova força policial.Entende o que digo?A graça de ver o personagem é ele encarando situações que estão fora de seu controle,porque são coisas que vão além do que acredita ou pode alcançar.Então aí,só lhe resta correr.Os ultimos rumores diziam que Greg Berlantti dirigira o filme,e em breve nossas perguntas serão respondidas na Comci-Con.

Mas não só isso foi anunciado lá,também foi dito que os filme da Mulher Maravilha,Aquaman e um com personagens da MAD também ganharão versões live-action.Meu palpite nesse caso é que seja Spy vs Spy,o que seria bacana pacas,mas só uma pessoa no mundo que poderia fazer Alfred E.Newman(RS):

Sobre Mulher Maravilha,como disse uma vez um amigo meu,é bem simples:você pega 300 e põe lesbicas nele HAHAHAHAHA.Brincadeira,mas o filme animado que saiu a alguns anos mostra que sim,tem como fazer algo bacana na telona.Mas minha preocupação é em relação ao Aquaman,porque sou fã dele(sim,eles existem O_o)e muitas pessoas só o vêm como o cara que fala com os peixes e coisas do tipo,o que é errado defini-lo assim.Ele não funciona como heroi de colant batendo em bandidos,mas sim como rei de 3/4 da terra.Ele vem de uma cultura que já pagou o preço por se achar superior a natureza,e vive soterrada no mar desde então.Ele sabe da capacidade do ser humano de ser filha da puta,e luta pelo direto de defender o ambiente que ele vive(no caso,o mar) das merdas alheias dos outros(as vezes em sentido literal),o que pode levar a mostrar certas cenas com tom mais politico(não no nivel aproveitador de Avatar,mas vocês entenderam),alem do fato que o mar esconde tantos misterios quanto o espaço,dá pra se criar um mundo inteiro debaixo do mar.Outra coisa,a sociedade dele está seculos a frente da nossa,ou seja,tudo por lá é mais evoluido,desde ciência até taticas de guerra e combate,ou seja,você e qualquer outra pessoa pode apanhar tensamente por Aquaman.Bem,mas temos varias interpretações do personagem,o conheci nos anos 90,mas basicamente é isso aí o que ele é hoje em dia,até antes de mandá-lo pra cova.Uma historia que acho que seria foda de mostrar nos cinemas é a fase do Peter David.lembrando que quem cuida do filme é a produtora do Leonardo DiCaprio.

Pra finalizar,Lanterna Verde vai ter uma serie animada(mas não foi confirmado se vai ser algo do zero ou se vão pegar o DCAU) e Jonah hex animado ganha suas primeiras imagens para seu DC Showcase,que virá junto com Under The Red Hood.Para os videosnovosdo filme live action,vá aqui.




Bem,acabamos por aqui pessoal,nos vemos semana que vem!E não se esqueça de votar na gente no TopBlog!

Esse post é dedicado a Stephen Perry,criador de clássicos da nossa infância como Thundercats e SilverHawks que foi morto após quase uma semana desaparecido.Ele estava com cancer,e com poucos trabalhos,ficou desaparecido a um bom tempo até ser achado...Dona Morte tá foda... =(



sábado, 20 de março de 2010

Plantão do Monitor: Invasão DC nas telas!


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Troque "Judas" por "Dc Enterteinament" que você entenderá do que se trata o post do hoje.


Bem amigos e amigas,a apresentação da Warner na ShoWest 2010 foi muito bem elogiada,com a apresentação das cenas de Furia de Titãs (disseram que a conversão em 3D ficou uma bosta),Inception e o novo Harry Potter.Mas Alan Horn soltou a noticia que deixou muitas pessoas felizes,que depois de Harry Potter,o foco da nova decada seria transpor o universo DC de fato,sendo que a partir de 2011 teriamos no minimo,um filme com personagens da editora.E o Collider soltou a noticia que depois de Lanterna Verde for lançado,Flash (ou o "The Flash" por essas terras) seria o proximo heroi a aparecer na telona.Ou seja em 2012 teriamos a sequencia já confirmada de TDK e o Velocista Escarlate,e provavelmente em 2013 teriamos o Superman do Nolan (Chris ou Jonah? Só o futuro pode dizer)e Mulher Maravilha (finalmente!!!!) nas telas.
Equipe da DCE
Demorou pra tomar vergonha na cara né Warner?Mas como já tinha dito no PdM anterior,chuto que a estrategia deles é marcar na mente das pessoas como os personagens são,suas caracteristicas e,em especial pro estudio,firmá-los como franquia para depois ver se exploram todos juntos num filme da Liga da Justiça.A grande duvida em relaçao a essa abordagem é se os personagesn vão interagir em seus filmes.Mesmo Martin Campbell tendo negado,a possibilidade de algum heroi da editora aparecer no filme do Lanterna Verde ainda é valida,de acordo com entrevista em video via Latino Review feita com Greg Berlanti,roteirista do Lanterna e provavel diretor (ou não) do filme do Flash.


Se ele já toca na possibilidade,Chris Nolan deconversa quando o assunto é crosssovers e Liga da Justiça,vejam:


Sendo que vocês pararem e perceberem,o fato de Nolan produzir Superman hoje em dia surgiu de um "impasse" no roteiro do proximo Batman,impasse esse imagino que seria uma citação ,até mesmo um encontro entre os dois herois.Dizem que Bruce Wayne deve virar um leitor assiduo do Planeta Diario no proximo filme,mas por enquanto classifique como rumor mesmo...


Em relação ao Flash,entendo porque a pressa em faze-lo,e logo.Wally West teve um polêmica volta (apesar de muito bem escrita) em Final Crisis,mas nas suas outras historias (em especial as reclamações em relação a Flash:Rebirth) não foi tão sucetiva a ideía de trazer opersonagem aosnossos dias mas sem muda-lo por dentro.Com o filme,pode se encontrar o tom certo para essa geração,e tambem dar um rumo ao personagem nas revista,com a sua recem criada "Tropa de Velocistas".

Mas as novidades sobre a editora em relação a filmes não param por aí,vejam mais abaixo:

The Losers tem novo poster,e ele já está nas ruas de Los Angeles!Durante a semana uma versão com melhor qualidade dele deve aparecer,mas mesmo assim dá pra perceber que tá bão!


Jason Todd,atual Capuz Vermelho,ganhará uma mini-serie aproveitando o lannçamento da filme animado Under The Red Hood.Lost Days,escrito por Judd Winnick,trará a tona aquilo que não foi explicado na sua historia de retorno, seu treinamento pelo mundo e como a sua vingança foi orquestrada. Arte da capa e interiores feita por Pablo Raimondi .E não é a primeira vez que lançam uma revista por causa de uma animação de dvd da DC,em 2007 saiu tambem Justice League: The New Frontier Special,com historias intercaladas com acontecimentos da hq.


Você já viu as fotos do set de Lanterna Verde? Pode ver uma penca delas aqui!

Perguntaram ao Jonh Cusack sobre o filme do Preacher...A resposta dele foi "Que Preacher?" (via Splashpage)

E ainda falando no Guardião Esmeralda,com a chegada do filme,o personagem pode ganhar uma serie televisiva própria!O foco seria na fase de Geoff Jonhs,de Guerra dos Anéis até hoje,mais ou menos.Mais detalhes no Multiverso DC.

Passando rapidamente pelos quadrinhos,saiu as capas de Batman Beyond e a épica capa de Superman Beyond/Batman Beyond,baseado no desenho Batman do Futuro,olhem.


E pra acabar,algo que não tem muito a ver com a DC,mas com a editora concorrente,a Warner,e o Google,mas que merece ser comentado.Se você botar "Kick Ass" na pagina do Google UK,verá uma propaganda de Furia de Titãs que sacaneia a rival de bilheteria e ao mesmo tempo divulga o épico mitologico!HAHAHAHAHAHA Deus salve a propaganda!

Bem,o Plantão saiu mais tarde do que o planejado,mas estamos aqui e já acabou.Continue acompanhando o Uarevaa e meu blog para mais novidades.Até!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os Homens Mais Rápidos do Mundo - Final

No post anterior:
Bart Allen, o ultimo a levar adiante o legado dos Flash, passa por períodos turbulentos, que vão desde a transformação em Kid Flash, a alegada morte de Wally West, e por fim uma violenta morte, até que, mil anos no futuro, Bart é trazido de volta à vida e então consegue retornar ao presente, continuando como Kid Flash. E esta é toda a história dos Flash. Ou será que não?


“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Os outros homens (e mulheres) mais rápidos do mundo

O legado dos Flash nas histórias em quadrinhos vai muito além do nome, passado de geração para geração. Ao longo das eras, surgiram diversos outros personagens na DC Comics (ou em outras editoras que eventualmente foram incorporadas à DC Comics) que também possuíam – ou possuem supervelocidade. Estes são os outros homens e mulheres mais rápidos do mundo através dos tempos.


Liberty Bell
Existiram duas mulheres com esse codinome. A Liberty Belle original foi Libby Chambers, que ficou famosa ao escapar nadando da Polônia à França para escapar dos nazistas que mataram seu pai. Seus poderes incluíam superforça e supervelocidade, poderes que estavam originalmente sincronizados com as badaladas do Sino da Liberdade (ver curiosidades). A segunda e Atual Liberty Bell é Jesse Chambers, filha de Libby e que anteriormente atuou sob o codinome de Jesse Quick.

Johnny Quick
Johnny Chambers era um fotógrafo de um jornalzinho cujo padrasto era um cientista que descobriu uma estranha equação dentro da tumba de um faraó. Ele ensinou a equação ao seu filho que descobriu que, ao recitá-la, ele podia correr à velocidades intensas, bem como voar.



Jesse Quick
Filha de Johnny e Libby Chambers, herdou os poderes de ambos os pais: Podia correr em supervelocidade e voar recitando a mesma equação de seu pai, bem como a superforça de sua mãe. Atuou primeiramente como Jesse Quick e atualmente é a segunda Liberty Belle.


Max Mercúrio
Originalmente um personagem da Quality Comics, quando surgiu pouco se sabia sobre ele a não ser se primeiro nome (Max) e que possuía supervelocidade. Nos anos 90, Mark waid trouxe o personagem de volta como coadjuvante das histórias do flash dando um background para o personagem. Assim, Max Mercúrio passou a ser um superser que está vivo há mais de 200 anos, e que já teve diversas identidades. Sua identidade original é a de um mensageiro militar, amigo das tribos indígenas americanas que encontrou uma delas massacrada e, a partir de um encantamento feito por um shaman moribundo, adquiriu supervelocidade. Max havia sido um dos únicos que conseguira fugir do “chamado” da força da aceleração (que é uma forma bonita de dizer que ele ia morrer), por isso ele acabou se tornando imortal. O personagem ficou bastante conhecido por ter se tornado, por um bom tempo, tutor de Bart Allen na época em que ele atuava sob o codinome de Impulso.

Gêmeos Tornado
Don e Dawn Allen são os filhos de Barry e Íris Allen, com um detalhe interessante: Ambos nasceram no século XXX, Durante o período em que o casal passou seus últimos meses (antes da morte de Barry). Os dois se tornaram heróis por um tempo, mas atuando secretamente, pois era uma época em que havia uma xenofobia muito grande para como seres com aliens e seres com superpoderes. Don é o pai de Bart Allen e Dawn é mãe de XS.


Xs
Jenni Ognats é filha de Dawn Allen, neta de Barry Allen e prima de Bart Allen e vive no século XXX, onde atua como membro da Legião dos Super-Heróis.





Kid Flash
3
Íris West II, filha de Wally West e Linda Park, vive num futuro indefinido anterior ao século XXX (provavelmente o futuro imediato ao nosso presente). Também é irmã gêmea de Barry West.





Mas supervelocidade também é o superpoder de vilões e outras entidades, como poderemos ver a seguir.



Professor Zoom
Existiram dois personagens com esse nome na história da DC. O primeiro, Eobard Thawne (também conhecido como Flash Reverso) foi um dos principais nêmesis de Barry Allen na época em que ele era o Flash, e na verdade vem do século 25, sendo um criminoso com um particular ódio pelo Flash que voltou no tempo para destruí-lo e a sua imagem. Como sua origem está no futuro, não se sabe ao certo como ele veio a se tornar o flash reverso, embora exista mais de uma possível explicação para tal. Barry Allen assassinou Thawne quando este supostamente assassinou sua esposa, Íris, mas o personagem retornou dos mortos junto com seu inimigo mortal recentemente em Flash: Rebirth.
O Professor Zoom atual é Hunter Zolomon, um policial que ficou paralítico devido à uma luta entre Grodd e o Flash (Wally West). Quando Zolomon pediu à Wally que voltasse no tempo para impedir esta tragédia e este recusou, procurou as pesquisas do FBI sobre a esteira cósmica do flash e tentou ele mesmo voltar no tempo. Um acidente ocorre e Zolomon recobra o movimento das pernas, mas também passa a possuir supervelocidade. Acreditando que o Flash precisa de um exato oposto para torná-lo heróico e mostrar os sacrifícios que um herói deve fazer (quem aí lembrou de “Corpo Fechado”?), Zolomon decide se tornar o novo Flash Reverso.

Inércia
Um clone de Bart Allen desenvolvido no século XXX por seu avô, o Presidente Thawne (que também é descendente do Professor Zoom original), foi criado para ser o “Impulso Reverso” e para destruir o legado de Bart no século XX. Para isso, teve seu crescimento demorado, inversamente ao que ocorreu com Impulso para que, quando atingisse a idade dele, Inércia tivesse mais maturidade e pudesse vencê-lo. Inércia também foi modificado e treinado para ser mais maligno que Bart.


Black Flash
Em resumo, Black Flash é a morte para os Flash. Não se sabe ao certo se a sua existência se dá pelo fato de que os Flash são rápidos demais para a morte ou se é apenas um efeito colateral da conexão destes com a Força da Aceleração. É teorizado que entidades como Black Flash, o Corredor Negro (a morte para os Novos Deuses) e Nekron (A morte para os Lanternas Verdes), entre outros, sejam manifestações diferentes da mesma entidade: A morte propriamente dita.



Epílogo: Curiosidades
- Liberty Bell ou o Sino da Liberdade é o nome de um sino localizado na Filadélfia e um dos mais notáveis símbolos da Revolução americana e da Independência dos Estados Unidos;
- Liberty Belle foi um dos membros fundadores e subsequente líder do All-Star Squadron, um grupo da época da Segunda Guerra Mundial, que contava com membros de outros grupos, inclusive da Sociedade da Justiça;
- O nome original de Max Mercúrio quando personagem da Quality Comics era Quicksilver, mas quando foi retomado por Mark Waid nos anos 90, o nome mudou para Max Mercury para não haver confusão nem problemas legais com a Marvel por conta do personagem Mercúrio (cujo nome original também é Quicksilver);
- O nome original do Flash vilão, membro do Sindicato do Crime e residente da Terra 3 também é Johnny Quick
- Irís West II, a Kid Flash 3 é parte do future alternativo visto em “Reino do Amanhã”, mas ela e seu irmão existem na cronologia oficial, obviamente ainda como crianças. No entanto, por enquanto a menina pode apenas vibrar seu corpo através de objetos sólidos;
- Hunter Zolomon, o professor Zoom II na realidade não possui supervelocidade; seu poder deriva de dar “saltos” no tempo, que fazem com que ele pareça muito rápido. Por conta disso, ele aparenta ser mais rápido que Wally West;
- Na saga Crise Final, Wally deduz que o Black Flash e o Corredor Negro são, na verdade, a mesma “pessoa”;
- Todos os heróis com supervelocidade na DC atualmente tem seus poderes atribuídos à Força da Aceleração;
- Muitas das descrições desse post ignoram alguns incidentes e revelações ocorridas na mini-série Flash: Rebirth.



A seguir: Das profundezas

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Os Homens Mais Rápidos do Mundo - Parte 4

No post anterior:
Para salvar o universo, Barry Allen sacrifica sua própria vida. Para honrar sua memória, Wally West, seu pupilo e mais conhecido como Kid Flash, decide levar o legado adiante e se tornar o novo flash. Mas será que o destino final de Wally é o mesmo de seu mentor?




“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Bart Allen

Um dos conceitos mais interessantes abordados pela DC Comics desde que a moda dos sidekicks (parceiros mirins) acabou fazendo com que praticamente todo o super-herói tivesse um, foi o conceito de legado. Assim como os heróis da DC inspiram atos nobres em cidadãos comuns (esse é o verdadeiro objetivo dos heróis DC – ou pelo menos deveria ser), eles também inspiram outros a seguirem seus passos, ou seja, Batman recrutou Robin para que no futuro ele se tornasse Batman, Kid Flash para ser Flash, Moça-Maravilha para ser Mulher-Maravilha, e assim por diante. Infelizmente, esse conceito não é seguido à risca, por uma série de motivos, que vão desde fatores editoriais e mercadológicos até a não destruição do “status quo” do personagem em questão.

Mas o fato é que, de todos, o nome que mais está ligado à esse conceito de legado é, sem dúvida o Flash. Jay Garrick. Barry Allen. Wally West. Para seguir a tradição, surgiu Bart Allen. Mas quem é Bart Allen? Para entender sua história, um pouco mais complexa que a dos outros Flashes, é preciso saber de algumas coisas relacionadas ao segundo Flash, Barry Allen.

Após uma saga que colocou o Flash em julgamento pela morte do Professor Zoom – que havia supostamente matado Íris, sua esposa - Barry descobre que sua esposa está viva, e que na verdade nasceu no século XXX, tendo vindo posteriormente para o passado. Após a confusão ser resolvida, os dois resolveram passar seus próximos dias no futuro. Cerca de um mês depois, a Crise nas Infinitas Terras chegou e Barry Allen morreu salvando o multiverso. Sem saber, no entanto, Íris ficou grávida e deu a luz à um casal de gêmeos, conhecidos como os Gêmeos Tornado; estes foram posteriormente assassinados por um descendente do Professor Zoom daquele futuro, mas a filha deixou um filho, que foi criado por Íris West. Esse filho seria Bart Allen.

Nascido com supervelocidade, Bart tinha seu metabolismo muito acelerado, o que estava acarretando um envelhecimento muito precoce, que faria com que ele eventualmente fosse envelhecer e morrer em pouco tempo. Para tentar retardar esse envelhecimento, Bart foi criado numa realidade virtual isolado do mundo exterior. Com o tempo, Íris percebeu que aquilo não estava funcionando e, como último recurso, mandou Bart para o passado, a fim de que Wally (que já havia passado por situação semelhante) pudesse ajudar o parente do futuro. Depois do problema resolvido, Bart acabou permanecendo no passado.

A principal (e mais interessante) característica do personagem era que, por ter sido criado numa realidade virtual e isolado do mundo exterior, Bart cresceu até certa idade sem noção do perigo e sem medo, o que fazia com que ele tomasse atitudes que poderiam ser consideradas estúpidas, sempre por impulso, e foi daí que veio seu primeiro codinome heróico.

Bart atuou como Impulso por um tempo, até entrar para a nova encarnação dos Novos Titãs (junto com Robin, Superboy e outros heróis adolescentes), onde passou por um processo de amadurecimento que o fez se tornar o segundo Kid Flash.

Durante os eventos da saga Crise Infinita, Bart, Wally e Jay usaram suas velocidades para tentar derrotar de vez Superboy Prime (o vilão da saga), o que fez com que os três heróis passassem um tempo numa realidade estranha onde o tempo passava diferente para cada um. Quando apenas Jay e Bart conseguiram voltar, Bart estava mais velho, e passou a usar o manto de Flash, uma vez que Wally, aparentemente estava morto.

Após a saga Crise Infinita, todas as revistas da DC tiveram um salto no tempo de um ano (esse ano perdido foi contado na série semanal 52), e a revista do Flash passou a se chamar Flash: The Fastest Man Alive (Algo como “Flash: O Homem mais rápido vivo”), cujo protagonista era Bart Allen vestindo o manto que um dia foi de Barry e de Wally e iniciando do número 1.

A revista durou poucos números, e terminou com a morte de Bart, encurralado pela Galeria de vilões (uma espécie de “quadrilha” formada pelos principais vilões do personagem, como Capitão Frio, Mestre dos espelhos e Capitão Bumerangue). O autor dessa história Marc Guggenheim, revelou depois que as últimas cinco edições da revista tiveram seus rumos definidos pelos editores e que a morte de Bart Allen foi uma imposição editorial.
Atualmente, Bart retornou à vida durante a saga Legião dos 3 mundos, ligada à Crise Final.


Epílogo – Curiosidades:
- o nome completo de Bart é Bartholomew Allen II (o “primeiro” é Barry);
- O codinome “Impulso” foi dado à Bart por Batman, que disse isso como precaução, e não como elogio;
- Originalmente, o piloto da série animada da Liga da Justiça continha três protegidos dos super-heróis: Robin, Impulso e uma versão feminina do Cyborg (membro dos Novos Titãs). A idéia foi abandonada para que a série não se aproximasse muito do desenho Superamigos;
Este episódio piloto pode ser encontrado no Box da série animada da Liga da Justiça (a versão americana, óbvio);
- Bart Allen também fez mais de uma aparição na série Smallville; em sua primeira aparição, ele é mostrado como um garoto que usa seus poderes para roubar as pessoas. São feitas diversas homenagens aos flashes, sendo que o garoto usa diversas identidades, entre elas, Jay Garrick, Barry Allen e Wally West, ficando difícil saber qual dessas é sua verdadeira identidade;



- Bart Allen surgiu no futuro da Legião dos Super-Heróis (o século XXXI), mas de uma versão diferente da Legião original; recentemente, na história “Legion Of Three Worlds” (que faz parte da saga Final Crisis e que trouxe o personagem de volta à vida), a Legião do futuro de Bart é descrita como de uma outra realidade, que não a “oficial”. Curiosamente, isso automaticamente coloca Bart como uma versão alternativa dos Flashes, que teoricamente não faria parte da cronologia “oficial”.
- Se a origem de Bart é complicada, o mesmo pode-se dizer de sua volta ao mundo dos vivos. Bart foi ressuscitado no século XXXI, junto com Superboy, pela Legião dos Super-heróis, e depois trazidos ao presente, fazendo com que, tecnicamente, eles estejam na nossa era mortos e vivos ao mesmo tempo.


A seguir: Na última parte desse arco, os outros homens (e mulheres) mais rápidos do mundo. E ainda, o Black Flash.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os Homens Mais Rápidos do Mundo - Parte 3

No post anterior:
Seguindo a tradição do seu herói de infância, Barry Allen, que adquiriu supervelocidade após um acidente de laboratório, se torna o herói conhecido como Flash. Mas em meio à grandes aventuras de viagens no tempo e realidades paralelas, Barry sacrifica a própria vida para salvar o universo. E agora? Será que o legado do Flash se foi para sempre?




“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Wally West

Os anos 80 viram surgir uma nova era nos Comics. Os personagens estavam mudando, as histórias se tornando mais maduras e lidando com temas mais próximos à realidade. Personagens como Homem-Aranha e equipes como os Novos Titãs refletiam uma nova geração de adolescentes que, após a Guerra do Vietnã, queriam mais do que apenas as histórias de sempre em que o bem vencia o mal, uma vez que o mundo que eles conheciam não era tão simples. Essa mudança no status quo dos quadrinhos e dos adolescentes americanos veio bem a calhar para que a DC pudesse tomar um passo audacioso para redefinir seu universo de personagem.

O Multiverso DC (Iniciado originalmente nas histórias do Flash) estavam causando uma tremenda bagunça editorial, assim como nas histórias. Ninguém mais sabia o que estava valendo, o que tinha acontecido de verdade, se tinha acontecido no presente, no futuro, ou em outra realidade, nem os roteiristas, nem os editores e muito menos os leitores. Por esse motivo, a DC resolveu colocar ordem na casa com Crise nas Infinitas Terras, uma maxi-série em 12 edições que prometia não só redefinir todo o universo, mas mudar origens, matar heróis e destruir mundos inteiros. E realmente foi o que aconteceu. Apenas um universo sobreviveu, e muitos heróis (e vilões) perderam suas vidas na maior de todas as sagas... Dos personagens clássicos, as baixas foram a Supermoça e Barry Allen, o Flash. Após a saga, Wally West fica no lugar de Barry como o novo Flash.

Wally West é o sobrinho de Barry, que era apenas um garoto comum que adorava o Flash até que, numa visita ao seu tio, é atingido por um raio e banhado por produtos químicos exatamente como o tio (coincidência pouca é bobagem...) e adquire supervelocidade. Após algum tempo, passa a atuar junto com Barry sob o codinome de Kid Flash. Primeiramente, Wally usava um uniforme exatamente como o de Barry, posteriormente transformado em uma versão amarela e vermelha para diferenciar os personagens (pois Wally parecia um flash em miniatura, e não um sidekick).

Kid Flash, junto com Robin (sidekick do Batman), Aqualad (sidekick do Aquaman), Moça-Maravilha (sidekick da Mulher-Maravilha) e Ricardito (sidekick do Arqueiro Verde) formaram a Turma Titã, após salvarem seus mentores da possessão de uma criatura extradimensional.
Apesar da popularidade do Flash e da Turma Titã, Kid Flash nunca pode ser considerado um personagem extremamente popular em seu início de carreira. Isso só mudou quando Marv Wolfman reformulou a jovem equipe, que passou a se chamar Novos Titãs e contou com novos membros, como Estelar, Ravena, Ciborg e Mutano. Essa formação é considerada até hoje a melhor pela maioria dos leitores.

Após Crise nas Infinitas Terras, Wally se tornou oficialmente o novo Flash. Diferente dos Flashes anteriores, Wally tinha identidade conhecida pelo público, usando a máscara e o uniforme apenas para honrar o nome de Barry. E essa veneração pelo seu tio e mentor foi tema da maioria das histórias relacionadas ao personagem.

Apesar da mudança radical, tanto no ritmo e estilo das histórias quanto no status quo do personagem como um todo, o personagem fez sucesso. Wally foi um dos únicos personagens que conseguiu substituir um personagem clássico com êxito, criando uma nova geração de fãs, e permitindo que o legado dos Flash seguisse adiante e mantivesse Barry morto (pelo menos até recentemente).

Além disso, Wally foi um dos personagens que evoluiu de forma mais verossímil em toda a história dos Comics; de um garoto que adorava um super-herói, tornou-se um parceiro do herói que venerava, assumiu seu legado com louvor e hoje é um dos personagens mais importantes do Universo DC, sendo a versão mais facilmente encontrada em adaptações do personagem para outras mídias.

Foi nas histórias de Wally que surgiu uma das maiores contribuições contemporâneas para a mitologia dos Flashes: A Força da Aceleração (“dimensão” que equivale ao “paraíso” dos velocistas, de onde os flashes retiram sua velocidade; isso “explica” porque eles podem chegar a velocidades consideradas impossíveis por seres vivos comuns), que passou a ser parte constante das histórias do personagem. Na mitologia dos Flashes, os Flashes que morrem passam a fazer parte da força da aceleração.

Epílogo – Curiosidades:
- O nome correto de Wally é Wallace;
- Em O Reino do Amanhã, a maioria dos personagens é representada por suas versões da era de Prata; curiosamente o Flash da mini-série, no entanto, é Wally;
- Ainda sobre o Reino do Amanhã, no futuro visto na série, Wally tem dois filho gêmeos, Barry e Íris (em homenagem aos seus tios); enquanto Barry não quer saber de supervelocidade, Íris assume o legado da família como a Kid Flash;
- Recentemente Linda, a esposa de Wally teve gêmeos, mostrando o que fora profetizado na mini-série;
- Na primeira fase dos Novos Titãs, Wally descobriu que seus poderes poderiam matá-lo, uma vez que ele os recebeu quando estava passando por mudanças hormonais e fisiológicas, diferente de Barry que já era adulto. Por essa razão ele deixou a vida de herói, pois quanto mais usasse seus poderes, mais perto da morte ficava. Apenas na Crise é que essa situação se reverteu;
- Originalmente, Wally não possuía a mesma velocidade que seu mentor, Barry. Enquanto Barry podia vibrar tão rápido que atravessava paredes e viajar mais rápido que a luz e viajar no tempo, Wally podia “apenas” quebrar a barreira do som. Até que Wally quase morreu e descobriu a força da aceleração, percebendo que suas limitações eram mais psicológicas que físicas.
KId Flash aparece em um episódio do desenho Teen Titans (Jovens Titãs no Brasil).





A seguir: Bart Allen

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Os Homens Mais Rápidos do Mundo - Parte 2

No post anterior:
Um acidente com vapores químicos transforma o estudante Jay Garrick passa a adquirir supervelocidade e a ficar conhecido como o herói Joel Ciclone em plena Segunda Guerra, criando um legado heróico que continuaria ainda por muitas décadas!

“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 9ª arte.




Barry Allen

Após a Segunda Guerra, os heróis perderam a popularidade conquistada, uma vez que seu sucesso foi devido basicamente ao sentimento que a população tinha à Guerra, o que fazia com que as pessoas buscassem leituras fáceis em histórias onde o mundo era preto e branco e o bem sempre vencia o mal. Quando a guerra acabou, tudo parecia estar resolvido, e não era mais necessário se fugir da realidade através dos quadrinhos, e estes perderam o valor adquirido no conflito. Com exceção de poucos personagens, como Superman, Batman e Mulher-Maravilha, os super-heróis acabaram tendo, em sua maioria, suas revistas canceladas e suas aventuras deixadas no limbo. Até o Capitão América, por ser a principal propaganda americana na Guerra deixou de ter importância quando esta acabou.

Apenas no início dos anos 50 é que a DC Comics decidiu reagir, trazendo sues heróis esquecidos de volta, reformulados e com origens mais ligadas à ficção científica (em voga na época). Foi nesse cenário que, em outubro de 1954, no número 4 da revista Showcase, estreava uma nova versão do Flash.

Este Flash era Barry Allen, cientista da polícia que, após ser atingido por um raio e banhado por produtos químicos, descobre poder mover-se a velocidades inacreditáveis. Inspirado pelo seu herói de quadrinhos favorito, Jay Garrick, Barry assumiu a identidade secreta de Flash. Apesar do nome e das referências, Barry tinha muito pouco a ver com seu predecessor. Começou a carreira já adulto, o uniforme era completamente diferente, além de ser muito, mas muito mais rápido que Jay. Logo em suas primeiras histórias, por exemplo, Barry já descobre poder ultrapassar a velocidade da luz e usar sua velocidade para viajar no tempo.

Showcase marcou o início de uma nova era nas histórias em quadrinhos e foi o pontapé inicial para uma nova fase nos comics americanos. Devido ao sucesso comercial da revista, outros heróis foram relançados em novas versões (Como Lanterna Verde, Gavião Negro, Átomo e até Superman e Batman, que não tinham sido cancelados, passaram pela tal “reformulação”), novamente colocando os comics no interesse dos americanos.

Barry ficou famoso o suficiente para ter seu próprio sidekick (parceiro mirim), Kid Flash, que junto com Robin e outros parceiros de heróis fundaram a Turma Titã (precursora dos Novos Titãs), foi o Flash por mais tempo que todas as suas encarnações, passadas e futuras, e indiretamente acabou se tornando o responsável pela saga que culminou em sua morte.

Nos anos 60, os editores e escritores do Flash queriam escrever uma história homenageando os dois Flash (Jay e Barry), promovendo um encontro entre eles. O problema é que, para Barry Allen, Jay era apenas um personagem de histórias em quadrinhos. A solução encontrada foi a seguinte: Barry fazia parte de um universo, e Jay de outro. No universo de Jay, os heróis iniciaram suas carreiras na época da Segunda Guerra, enquanto que no universo de Barry, eles estavam em início de carreira. Os heróis deduziram então que o autor da revista, no universo de Barry, tenha de alguma forma “captado” o universo de Jay e passado para as páginas pensando se tratar de sua própria criatividade. Aproveitando a oportunidade, a DC “transferiu” Superman, Batman e Mulher Maravilha em suas versões da década de 40 para o universo de Jay, deixando suas versões reformuladas no universo de Barry. Após a história, que se chamou “Os Flash de Dois Mundos”, passou a serem comuns aventuras em conjunto, não só dos dois heróis, mas das principais equipes das duas terras: A Sociedade da Justiça e a Liga da Justiça.

A carreira de Barry Allen durou até 1986, quando ocorreu o crossover Crise nas Infinitas Terras. Nele, para destruir uma máquina do Antimonitor e salvar o planeta, Barry sacrifica sua própria vida. Barry seria um dos raros personagens de quadrinhos que morrera e não havia ressuscitado. Até recentemente, quando ressurgiu no Crossover “Crise Final”. Atualmente, nos EUA, está sendo publicada a mini-série Flash: Rebirth, que mostra como o personagem retornou da morte.


Epílogo – Curiosidades:
- Apesar de Barry ter ressuscitado apenas há pouco tempo, mesmo morto ele apareceu em diversas ocasiões. A explicação para isso (além dos plots de “fraudes”) é o fato de Barry ter passado os últimos meses da sua vida no futuro, o que permitiu que, em certas ocasiões, histórias que envolviam viagem no tempo pudessem contar com a presença de um Barry que ainda não havia morrido;
- Barry não é seu nome “verdadeiro”: Na verdade, é um diminutivo do seu verdadeiro nome, Bartholomew;
- No início dos anos 90, a rede de TV CBS transmitiu uma série Live action (com atores reais) do personagem. O Flash retratado era Barry Allen, mas possuía elementos das histórias de seu sucessor, Wally West;



- Ainda sobre a série, muitos dos vilões clássicos apareceram, embora só um (o Trapaceiro) caracterizado como nos quadrinhos. Outros tiveram alterações para deixá-los mais “realistas” (uniformes eram coisas que não sei viam nos vilões da série, que tinha um tom mais policial do que de super-herói);
- O vilão Trapaceiro foi interpretado na série por Mark Hamill (o Luke Skywalker de Star Wars)
- O Flash que aparece no longa animado Liga da Justiça: A nova Fronteira, é Barry Allen.
- A episódio duplo “Lendas”, do desenho da Liga da Justiça, é uma homenagem à Sociedade da Justiça e seus criadores, além de Jay Garrick. Na história, alguns membros da Liga vão parar em um universo onde existe o Grêmio da Justiça, uma versão da liga que John Stewart conheceu quando criança, pois eles eram personagens de quadrinhos. A explicação para isso é a mesma usada na história “O Flash de Dois mundos”.



A Seguir: Wally West.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os Homens Mais Rápidos do Mundo - Parte 1

Um Legado que se iniciou há muito mais tempo do que se pensa. Eles são os homens e mulheres mais rápidos do mundo, e são o assunto da próxima série de posts!

“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.




Jay Garrick

Em 1940, os EUA estavam vivendo uma verdadeira revolução cultural. A Segunda Guerra havia começado, mas o país ainda estava em cima do muro e, enquanto o resto do mundo lutava pelos seus próprios interesses, os EUA tinham quem lutava pela verdade, justiça e o modo de vida americano. Superman era um sucesso absoluto nos comics, e agora em forma de uma radionovela de grande sucesso. E foi embarcando nesse sucesso que a All-American publications (empresa que logo seria fundida com a DC Comics) lançou, em Janeiro de 1940 a revista Flash Comics, que traria um novo super-herói.

A publicação era uma compilação de várias histórias, mas o carro-chefe era mesmo a história do estudante Jay Garrick, que ao derrubar sem querer estranhas substâncias químicas, acabou inalando seus vapores e descobriu, posteriormente, que havia adquirido a habilidade de correr em velocidades muito acima do normal (mais tarde apelidada de “supervelocidade”, por motivos óbvios). Não demorou muito para Garrick decidir usar seus poderes para combater o crime como Flash. Sua marca mais importante, além do raio amarelo em sua camisa, era seu capacete de metal com asas nas laterais, em alusão à Hermes, Deus Grego da velocidade (ok, na verdade ele era o deus dos viajantes, mas isso não é uma aula de história grega).

O Flash foi um personagem extremamente popular em seu tempo, sendo presença constante em diversas revistas: além da sua “oficial”, ainda participava de All-Flash Quaterly, Comics Cavalcade e da revista All-Star Comics, que publicava as aventuras da Sociedade da Justiça, a primeira equipe de super-heróis do mundo, da qual era um dos membros fundadores, e tendo se encontrado algumas vezes com outros personagens da DC.

Com o fim da Segunda Guerra, no entanto, os heróis deixaram de ser tão populares. Uma sombra de dúvidas acerca do que o futuro lhes reservava pairou sobre os americanos, que estavam preocupados demais com o que aconteceria agora que as regras do mundo haviam mudado (vale lembrar que esta era a geração que “presenciou” a destruição de duas cidades japonesas pelo tão temido poder atômico) que histórias de seres superpoderosos pareciam agora, ingênuos, bobos, para não dizer desnecessários (afinal, quem poderia dizer o que viria a seguir? Talvez estivessem surgindo heróis de verdade! Quem iria querer perder essas grandes descobertas da humanidade lendo gibis? – muitas coisas estavam acontecendo naquela época e muito se falava sobre muita coisa, a maioria apenas especulação).

E, com a perda de popularidade e de seu nicho de mercado, Flash comics chegou ao fim em 1949. Jay ainda seria visto por mais 2 anos na revista All-Star Comics, que encerraria suas atividades em 51. Apesar da aposentadoria, Jay viria a reaparecer anos mais tarde, e apesar de não ter mais uma revista mensal, é presença constante nas histórias da DC Comics, principalmente junto à Sociedade da Justiça


Epílogo - Curiosidades:

- No Brasil, este Flash foi traduzido como Joel Ciclone, e o nome nunca foi corrigido. A outras gerações de flash permaneceram com seu nome original, mas Jay Garrick continua até hoje sendo chamado de Joel Ciclone;
- O capacete de Jay era um típico capacete usado por soldados da I Guerra Mundial. Na história, o capacete pertencia ao seu pai;
- Flash Comics nº 1 também marcou a estréia de outro super-herói da DC Comics: O Gavião Negro (Hawkman, no original)
- Mais tarde, num retcon, foi dito que os gases que Jay inalou apenas ativaram um “metagene” (predisposição genética para adquirir superpoderes) que ele já possuía. Outro conceito incluído posteriormente foi o da força da aceleração (ou força da velocidade, dependendo da tradução);
- A revista All-Star Comics contou a última história da Sociedade da Justiça em 51, mas continuou sendo publicada com o nome de All-Star Western (onde passou a contar apenas com histórias de Faroeste). Foi nessa revista que surgiu o personagem Jonah Hex.


A seguir: Barry Allen