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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Podcast Uarévaa #68 - DC: A Nova Fronteira



Freud, Rafael Rodrigues, Marcelo Soares e Guilherme Balbi falam do passado do Universo DC mostrado na hq DC: A Nova Fronteira, de Darwin Cooke e sobre a animação baseada nela.




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E tamo até no iTunes, rapá!!!



Comentado no Podcast

- Post do Marcelo sobre A Nova Fronteira: AQUI

- Trailer da animação



Mais links em breve

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Encruzilhada


Uma obra que fala das tensões sociais urbanas de nossa sociedade moderna. Está é a promessa desde a sua orelha de Encruzilhada, e Marcelo d'Salete não nos dá menos que isso. 



Pelas páginas da história em quadrinhos nos deparamos com um ambiente que pode muito bem ser São Paulo, como qualquer metrópole nos dias de hoje, repleta de malandros, policiais, meninos de rua, vendedores de pirataria e um caldeirão humano preste a explodir. Contudo, e inteligentemente, o autor não mostra essa explosão, ou ainda sensacionaliza em cima das conseqüências possíveis dela – como é comum vermos em programas policiais.

Na contramão do comum, d'Salete no mostra exatamente essa tensão social, as desconfianças dos personagens urbanos entre si, as relações cheias de obstáculos, incompletudes e até mesmo certa dose de esperança e humanismo em meio ao tom cinza da bela arte da revista.

A edição é dividida em cinco histórias: Sonhos; 93079482; Corrente; Brother e Encruzilhada, trazendo temas até bem conhecidos de outras obras tanto em quadrinhos quanto cinema, música e TV, como os meninos de rua pré-julgados pela polícia, o viciado que rouba para comprar drogas, preconceito que leva um jovem negro a ser preso por engano ou ainda a prostituta observada pelo seu vizinho em uma relação um tanto quanto platônica.

O charme das histórias é mais como o Marcelo trabalha esses temas, muitas vezes utilizando mais de imagens em detrimento do texto para passar uma sensação de “silêncio”, isto é, se podemos considerar sem “sons” realmente imagens que representam ruas, movimentos de pessoas e olhares sobre o cotidiano. Pelo menos em minha mente muito barulho, seja sonoro ou psicológico, reverberou da leitura de tais desenhos.

Outra coisa que me chamou atenção em Encruzilhada foi o uso de marcas conhecidas do nosso dia-a-dia em fachadas, garrafas, celulares e afins. Normalmente desenhistas buscam fugir de ícones ou marcas reais em suas histórias, acredito que até com a intenção de não ligar a obra a publicidades, empresas ou ainda por uma liberdade artística. D'Salete faz questão de por um símbolo de uma empresa de celulares bem em destaque, assim como de franquias de fast food, refrigerantes, etc., no intuito de retratar de fato a vida urbana como ela é, com os costumes de consumo principalmente da população periférica, afinal, não é porque não se tem tanto dinheiro que não se pode querer o que todo mundo quer.


Tenho também que ressaltar o bom trabalho de editoração feita pela Editora Leya, que adentrou bem no universo criado dentro das histórias e colocou não só uma capa com material diferenciado, lembrando, pelo menos pra mim, papel utilizado em panfletos mais caseiros ou ainda papelão, como também um tamanho que valoriza os desenhos sem ser exageradamente grande. Além disso, podemos contar com um belo prefácio do música e ativista social Marcelo Yuka.
"O traço é sujo e poético. É Repleto de uma escuridão, de uma dinâmica que remete inevitavelmente a asfixia urbana e o convívio imagético do cinema, da TV, das artes de Rua na criação de um universo jovem contundido pelo desemprego e pelo acaso cruel das grandes cidades" - Trecho do prefácio
Encruzilhada é uma obra não só contemporânea, mas também crítica, reflexiva e importante para a discussão não só dos embates sociais que vivemos como também da função das histórias em quadrinhos como mídia nesse debate. Um trabalho mais que recomendado.
 
Preview




Serviço:

Encruzilhada
Edição especial
Autor: Marcelo d'Salete (texto e arte).
Editora: Leya / Selo Barba Negra
Número de páginas: 128
Preço: R$ 29,90

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Liga da Justiça Brasileira!

Buenas rapaziada!

Hoje eu tava sem inspiração nenhuma pra coluna, então vou fazer uma gambiarra com um post bem sem noção.


Como percebemos no podcast sobre novelas tem uma galera que acessa o blog e curte / curtia assistir essa pérola da cultura popular brasileira.

E como eu sei que também curtem (pelo menos acredito) super-heróis, vamos brincar ae de criar a Liga da Justiça brasileira de heróis das telinhas?




Já começo dizendo que cortei qualquer personagem de Os Mutantes da Record. Aquilo não merece sequer ser lembrado!

E preparem-se, porque eu fui fundo na memória afetiva pro que vem por aí!

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Raimundo Flamel (Fera Ferida)

Bem, alguém precisaria reunir os heróis para enfrentar a ameaça que surgisse. E, claro, alguém teria que patrocinar a Liga. Sendo assim, logo pensei em Raimundo Flamel. Ele perdeu os pais ainda criança, saiu pelo mundo treinando as artes da alquimia, e voltou a sua cidade anos mais tarde, com outra identidade, em busca de justiça contra os poderosos. Ao final, ele conseguiu enganar toda a cidade e ainda derrubar um por um seus inimigos, dando um novo destino a cidade de Tubiacanga.

Rico e excêntrico, com um senso de justiça aflorado, Flamel seria o líder e cabeça por trás da organização do grupo. Além disso, sua experiência com alquimia o torna um potencial herói. Flamel era praticamente um Bruce Wayne brasileiro.




Natasha (Vamp)

Se a Liga dos Cavaleiros Extraordinários do Moore tem a sua Mina, nós temos nossa vampira brasileira. Natasha trocou sua alma com o poderoso vampiro Vlad por sucesso e dinheiro. Mas arrependida, ela passou a lutar contra o monstrengo e ajudou a salvar Armação dos Anjos ao lado de seus novos aliados.

Vampira, Natasha tem uma sorte enorme de poderes (ainda mais em novela brasileira, que inventa o poder que quiser pra vampiros) e seria a personagem dúbia, perdida entre o heroísmo e a sua natureza monstruosa.



Uma vampira com a Transilvânia muito peluda.


Esteban “Pescador Parrudo” (Kubanacan)

Toda a equipe precisa do seu porradeiro Wolverine casca grossa. Na década de 50, Esteban acordou desmemoriado no litoral de Kubanacan, e logo de cara mostrou que, mesmo não se lembrando como, era altamente treinado em diversas artes marciais. Esteban conseguiu derrubar um governo ditatorial e ainda pegou o elenco feminino praticamente inteiro. No fim descobrimos que o Pescador Parrudo na verdade era um viajante do tempo enviado dos dias atuais de volta. Ele era tão super-herói que teve direito a um nêmeses que era ele mesmo: O Dark Esteban.

Bom de briga, totalmente treinado e viajante do tempo, Esteban tem que ter seu lugar nessa liga.

Ah, e qualquer coisa diz que ele conseguiu voltar pro nosso tempo... Tipo quadrinhos mesmo.



E, por favor, usando camisa.


Alef (Olho no Olho)

Alef estava internado em uma clínica psiquiátrica, considerado maluco, até que o parapsicólogo Guido Bellini o resgatou. O rapaz passou a ser disputado pela organização criminosa liderada por Cesar Zapatta, que desejava usar os poderes do garoto para o mal. Alef não sabia usar os seus poderes, e foi no pior estilo Smallville, aprendendo dia a dia a controlar sua paranormalidade, até enfim derrotar os vilões, salvando o país de uma quadrilha que controlava os bastidores do poder.

Toda a equipe precisa de um telepata e telecinético. Alef pode mover objetos com o pensamento, tem visão além do alcance, e ainda pode se teleportar. 20 anos depois dos acontecimentos da novela, ele agora tem controle total sobre seus poderes e seria a Fênix da equipe.




Mario Fofoca (Elas por Elas)

Mario Fofoca ficou tão conhecido que depois da novela ganhou sua própria série, e depois um filme. Detetive atrapalhado e cheio de manias, meio Monk, meio Didi Mocó, ele sempre tem problemas seguindo pistas erradas, mas sempre consegue desvendar o caso que tem em mãos.

Como toda a equipe precisa de um detetive e de um alivio cômico, o personagem ta dentro da equipe.

Seria aquele personagem bucha, que entra na equipe por acaso, mas acaba eventualmente sendo responsável pela resolução do problema.



Tipo o Robin.


Tatuapu (Uga-Uga)

O jovem Adriano Karabastos caiu de avião na floresta amazônica com seus pais, e foi criado por índios, muito longe da civilização. Mas um dia seu avô descobre sua inocência e manda resgatar o garoto, que tem problemas para se adaptar a cidade grande e ainda age como um silvícola. Porem seu bom coração e suas habilidades, aprendidas por uma vida toda na selva, além de grande agilidade, ajudaram o rapaz a acabar com aqueles que queriam prejudicar seu combalido avô.

O Tarzan da equipe, com um que de Homem-Aranha ainda viveria entre o mundo dos brancos e dos índios, e seria convidado a se unir ao grupo. Seria a imagem da inocência aliada à selvageria.



E por favor, usando calças.


Naomi (Morde e Assopra)

Essa novela eu confesso que não assisti. E pelo jeito deve ter sido ruim demais. Mas vá lá, tinha uma mulher robô superforte. E toda super equipe de heróis tem que ter um robô ou alguém superforte. Pelo que entendi nas pesquisas aqui pro post, ela fugiu das pessoas no final da novela, mas nada que a fortuna de Flamel não pudesse resolver, resgatando a robozinha e tornado-a aliada do grupo. O famoso lance do robô que vai se tornando se cada vez mais humana e talz.

O Visão da equipe, mas mais gostosa.




Herculano Quintanilha (O Astro)

Herculano era um pilantra que passou o golpe numa cidade inteira e acabou na cadeia. Preso, ele conheceu o mago Ferragus, e se tornou seu aprendiz. Saindo da cadeia, passou a usar a magia para ganhar dinheiro, até que se tornou uma peça central na luta de uma família pelo poder das empresas Hayalla. Depois de ajudar o herdeiro legitimo a tomar o que era seu, Herculano teve que fugir do Brasil e se tornou o braço direito do presidente de um país da América Central. Em uma revolução, foi cravejado de balas e ainda assim sobreviveu.

Quer dizer, essa mistura de Dr. Estranho com Highlander seria importante para fechar a equipe, sendo o mago do grupo.



Praticamente o Rajá Azul.


Fechando a equipe, um importante colaborador. Toda a equipe precisa do seu cientista, e quem melhor do que o homem que criou o primeiro clone humano?

Doutor Albieri (O Clone)

Eu sei que ele é geneticista, mas vamos pela lógica dos quadrinhos, que todo cientista é bom em qualquer área de ciência. Albieri com suas sobrancelhas fartas é a equipe de apoio do grupo.



E depois de anos andando pelo deserto, ele decide redimir a cagada que fez e se tornar um herói.

Afinal, não tem cagada maior que clonar o Murilo Benicio.



E é isso que temos pra hoje.

Digam ae nos comentários quem mais vocês gostariam de ver nessa Liga.

Ou melhor ainda, digam quem seriam os vilões pra enfrentar esse grupo =D

As melhores sugestões aparecem aqui semana que vem.

Até o próximo episódio.

La Jetée

CURTA VOCÊ TAMBÉM
por Freud


A história de um homem marcado por uma imagem de sua infância.



La Jetée é um curta de ficção científica francês de 1962, em preto e branco, feito por Chris Marker. Foi montado usando uma sucessão lenta de fotos, com alguns efeitos de aproximação ou distanciamento, acompanhada de trilha e narração, exceto por um trecho mínimo realmente filmado.

Queria ver esse curta desde que soube ter servido de inspiração para Os 12 Macacos de Terry Gilliam, através dos extras do DVD, e esses dias finalmente lembrei de procurá-lo na internet (achei AQUI).

Embora o final do curta seja óbvio, desde o início, para quem já assistiu Os 12 Macacos (e o mesmo vale pra 12 Macacos se você vir esse curta antes), La Jetée é uma bela obra que vale muito a pena conhecer.







Um ótimo conto envolvendo viagens no tempo e futuro apocalíptico que mais do que inspirou Os 12 Macacos. Não só a história mas até muito do visual do filme de Terry Gilliam vieram de La Jetée.

Os 12 Macacos compartilha mais do que o final com La Jetée, mas acrescenta coisas únicas a história, se tornando mais do que um remake, no entanto, sem diminuir meu prazer em conhecer o curta que com seu ritmo, beleza de imagens e narração, cria empatia com o protagonista e emociona.

La Jetée foi o único filme de ficção de Chris Marker, artista multimídia cujos outros filmes são documentários. La Jetée ficou em primeiro lugar numa lista da Time dos 10 melhores filmes sobre viagens no tempo.

Apesar do final conhecido e do ritmo lento (pros que reclamam da lentidão de Blade Runner, esse ai então...) espero que tenham curtido essa dica de curta.

domingo, 6 de novembro de 2011

LULU

Eae galera! To de volta e hoje u vou falar sobre o Projeto do MetallicA com o Lou Reed, que pra mim é justamente o contrário é um projeto do Lou Reed com o MetallicA.

E ta dando polêmica pra cacete esse novo trabalho!!


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Vamos bater um papo sobre isso?

Eu vou tentar ser mais imparcial possível na análise do CD e depois vocês jogam as pedras beleza?

Antes de começar a ouvir o CD você PRECISA saber que não vai encontrar NADA do que espera do trabalho do Metallica...dito isso (ainda mais por mim). Encare “Lulu” como um a peça de teatro do mais alto nível e amplie seus conhecimentos culturais, musicais e se liberte do preconceito.

Pra dar uma base sobre qual a idéia de se gravar o “LULU” Lou Reed se inspirou nas peças teatrais de Frank Wedekind. Um dramaturgo Alemão que escreveu "Erdgeist" (Espírito da Terra) e "Die Büchse der Pandora" (A Caixa de Pandora), foram escritas por volta do século XIX para o XX, e contam a história de LULU, uma vagaba que morava em Londres e fazia a festa dos homens por lá, chegando a se prostituir fodidamente (redundante?) até ser vítima dum famoso Estripador chamado...Jack. (Entenderam agora a capa?)

Com essa Idéia Reed, fez versos fortes e perturbadores como “"I will swallow your sharpest cutter. Like a colored man's dick." Ou “Little dog don't have much at all. A puny body and a tiny dick." trecho da faixa Little Dog" Ah, preciso dizer que Lou Reed quando era moleque foi submetido a um tratamento de choque para “Curar” seu Bissexualismo....pesado né?



É um trabalho difícil de se ouvir, confesso. Não vão achar melodia na voz de Lou Reed....a letra é recitada, como se narrasse um trecho de um filme....ou no caso uma peça de teatro. É perturbador o contraste entre o peso do MetallicA e a voz fúnebre do cara.

Sendo curto e grosso...não gostei do trabalho logo de cara...mas aprendi a ouvi-lo. Esse é o segredo.

Por que? Duas coisas me incomodam... Poesia (coisa que eu realmente não gosto) e a falta de melodia na voz de Lou Reed, realmente musicalmente não me agrada nenhum pouco! Mas, virando a “chavinha” dentro da cabeça e imaginando uma grandiosa peça teatral na sua frente com uma trilha sonora dessas rolando...é um trabalho para se tirar o chapéu!



É totalmente contraditório eu falar que não gosto do que ouço, mas quando a sua imaginação entra e cria um mundo na sua mente, com cores, personagens e situações...LULU vira uma grandiosa obra de arte.

Não é um CD pra ouvir indo viajar...é um CD pra ouvir E viajar.

Essa é a magia desse trabalho ousado e absurdo! Incomoda, dói no ouvido...como eu disse antes, é perturbador. Mas não dá pra ignorar o fato de ser um desafio gigantesco das duas partes (Metallica e Lou Reed) envolvidas, fazendo um terceiro desafio nascer naturalmente, fazer VOCÊ ouvi-lo.



Alguns falam que é uma merda completa...outros falaram que é uma obra prima musical como a muito tempo não se ouvia, o fato é que certamente só você vai poder responder se é bom ou não, é pessoal e intransferível.

Ninguém vai sentir a emoção de uma Montanha-Russa por você.

Dica que eu dou aqui é deixe o preconceito de lado e dê uma chance aos seus ouvidos. É uma experiência estranha, desconfortante...desafiante.

Por que no momento em que eu termino essa matéria eu estou ouvindo LULU em alto e bom som... continuo dizendo que não é meu estilo favorito de “arte” mas que tenho que dar os devidos créditos...tenho!

Vou encerrar com uma frase de James Hetfield que disse em uma entrevista.

“Tenho certeza de que alguns fãs do Metallica vão pensar ‘este é o novo álbum do Metallica e eu não gosto’. E não é isso. Este é um projeto que nos foi apresentado e nós quisemos encarar o desafio."

E você topa o desafio? (clica na foto)


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HOJE (8 de Novembro) o Lou Reed e Metallica fizeram uma apresentação no programa Later... With Jools Holland, da BBC2, onde tocaram "Iced Honey" e "White Light/White Heat". Confira os vídeos abaixo.







Let´s Rock
Duende Amarelo

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Podcast Uarévaa #68 - DC - A Nova Fronteira


"Estamos hoje à beira de uma nova fronteira"


Freud, Rafael Rodrigues, Marcelo Soares e Guilherme Balbi falam do passado do Universo DC mostrado na hq DC: A Nova Fronteira, de Darwin Cooke e sobre a animação baseada nela.

Gostou do tema? Que tal, hein?

ENTÃO VOLTE NA SEXTA QUE VEM pra ouvir ele porque hoje estamos aderindo a campanha #DiaMundialSemPodcast por um mundo melhor e com menos merda no seu ouvido!



Ok, quer a verdade mesmo?

O EDITOR ESBARROU O NARIZ NA TECLA "DELETE" QUANDO ESTAVA QUASE PRONTO E PERDEU A PORRA TODA!!

BWAHAHAHAHA

Foi mal ai, bom final de semana, galera.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uarévaa no FIQ 2011


E atenção, molecada!
Dois dos integrantes mais simpáticos desse blog já estão de malas prontas para o 7° FIQ que acontece de 09 à 13 de Novembro em Belo Horizonte.
Como todo o resto dos editores do Uarévaa ou moram longe demais ou são uns duros da porra, sobrou pra mim e para o narigudinho do Z (O burro sempre na frente! Aprendi no Chaves!) a nobre missão de trazer cachaça e doce de leite todas as informações de um dos maiores eventos de quadrinhos do planeta e porque não dizer da galácta!

Confira aí o que teremos no FIQ de 2011:




São várias oficinas, avaliação de portfólios, exposições e programação gastronômica, só pra começar...
O FIQ apresenta, nessa edição, exposições como “Criando Quadrinhos: da ideia à página impressa”, que abrange todas as outras e com curadoria do colecionador Ivan Freitas da Costa, que foi responsável pela exposição “Batman 70 Anos” no último FIQ, o que lhe rendeu um HQMix em 2010. Mais outras sete exposições integram o FIQ, a começar pela “Quadrinhos Rasos”, de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho. Artistas que transformaram músicas em quadrinhos sem se prender ao sentido óbvio da letra.


Já a exposição “Coreia do Sul”, país homenageado nesta 7ª edição, mostra um recorte da atual produção contemporânea dos quadrinhos nesse país. Além de obras das duas artistas sul-coreanas presentes ao evento, Park Sang-Sun e Chon Kye-Young, é possível conferir outros trabalhos de artistas dos Manhwas.


Teremos também a apresentação dos trabalhos da premiada ilustradora Marilda Castanha, uma exposição que mostra os desenhos e pinturas que fazem parte do livro Delírio, adaptação ilustrada de um dos capítulos do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Outra mostra importante é a do Mauricio de Sousa que, por ter grande relevância no cenário dos quadrinhos no Brasil e no mundo, foi escolhido como homenageado dessa edição. Sua exposição apresenta a trajetória do artista que, em 2009, completou 50 anos de carreira.


A exposição “Adaptações Literárias”, que vem conquistando uma grande parcela do mercado editorial de quadrinhos com suas adaptações de clássicos da literatura, apresenta quatro dessas adaptações: O Cortiço (Aluísio de Azevedo) e Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida), ambos feitos por Rodrigo Rosa e Ivan Jaf; Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto) e O Alienista (Machado de Assis), adaptados por César Lobo e Luiz Antônio Aguiar.
Outra, interessantíssima, trata-se da “Dominó em quadrinhos”: uma exposição interativa, com a participação de vários convidados do festival. A história será construída durante o evento, onde cada um acrescenta um quadrinho e, como no dominó, a posição escolhida pode alterar completamente a narrativa.

E por último, a “Galeria dos Convidados”, que apresenta as obras de alguns dos convidados internacionais do evento, como Jill Thompson e Bill Sienkiewicz.


E falando de convidados internacionais, além desses dois aí que mencionei antes, também teremos as presenças de C. B. Cebulski, Horacio Altuna, Larry Ganem (no lugar de Eddy Berganza que teve que ficar nos EUA resolvendo as cagadas do reboot da DC) e Matt Fraction, entre outros que podem ser conferidos aqui.
Como convidados nacionais teremos Danilo Beyruth e Adriana Melo (dois dos artistas que já participaram de nossos podcasts), André Dahmer, Bira Dantas, Daniel Esteves, Érica Awano, Fábio Moon e Gabriel Bá, Fernando Gonsales, Ivan Reis e Mike Deodato, além do homenageado do ano Mauricio de Sousa, entre outros que podem ser conferidos aqui. Os artistas mineirinhos também vão pintar por lá, como Eddy Barrows, Eduardo Pansica, Luciana e Vitor Cafaggi, Rodney Buchemi e Will Conrad, entre outros.

Artistas que estarão trabalhando durante todo o FIQ, na hora e para quem quiser ver. Bom, pelo menos, essa é a proposta do Estúdio Ao Vivo que acontece pela terceira vez no evento. Será um espaço para que o público possa interagir com os profissionais de quadrinhos nas suas diversas áreas, como lápis, arte-final e colorização. A ideia é simular um estúdio de produção de quadrinhos.
O público em geral, e principalmente os aspirantes a profissionais, com certeza vão curtir esse tipo de interação.
 
E é para esses aspirantes e curiosos que também irão acontecer diariamente as oficinas básicas de quadrinhos. As aulas ficam por conta da Casa dos Quadrinhos e são atividades gratuitas!!!
O primeiro tema da oficina é “Desenho e expressão”, onde será apresentado técnicas de utilização de formas gráficas para introdução ao mundo do desenho, para explorar o potencial expressivo e lúdico do aluno, com o foco em história em quadrinhos e o segundo tema é “HQ e sua linguagem”, que vai tratar da linguagem visual, ou seja, da criação de personagens e da construção de roteiro.
 
A programação completa do evento e horários você pode conferir aqui.


Uma dica boa é que, como o FIQ é o maior evento de quadrinhos da América Latina e, como qualquer um desse porte, precisa de muitas pessoas dispostas a fazer com que ele aconteça, a organização está convocando voluntários para trabalhar por lá. Uma boa oportunidade para adquirir conhecimento e poder participar dos bastidores de um grande evento.
Os interessados devem enviar um email para voluntariofiq@gmail.com, com nome, idade, mini currículo, disponibilidade e telefone. As inscrições serão analisadas e selecionadas pessoalmente pela organização do FIQ.

Bom, eu e meu sidekick narigudo estaremos lá fazendo uma cobertura completa do evento e dos principais bares de BH na companhia de Guilherme Balbi (o maior desenhista do Uarévaa) e do Buchemi, além dos buchas daquele blog que vive arrebatando nossos membros pro lado de lá, o MDM (se é que aquelas bichinhas bebem)!
Já separei meus sketchbooks, canetas, lápis e minha espingardinha de matar viado e o Z sua super câmera TecPix, seu talento de galã de academia e o Rinossoro.

Ah! Possível cobertura via Twitter, hein? Isso vai depender do nosso nível alcóolico...

Esperamos vocês lá, amiguinhos!


PS. Estaremos com uma camiseta mais ou menos assim! Quem aparecer por lá e fizer a sábia pergunta: "Vocês são do Uarévaa?", vai ganhar uma bala Juquinha e uma senha para o sorteio de uma camiseta igual (só que é a baby-look que o Z não quis mais)...

Jackpot #9


E você, acredita em alienígenas?



Clique nas imagens pra ampliar! 

Jackpot #9



Extras


A Máfia


Confira as tiras anteriores: #1 - #2 - #3 - #4 - #5 - #6 - #7 - #8


Conheça também os endereços oficiais do projeto:


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rabisqueira Uarévaa #6


E lá vamos nós com mais um Rabisqueira Uarévaa, hoje mostrando a fuça desse ser cor de hepatite, o músico da troupe e amigo daquele cara que, apesar do seu grande indíce de inteligência, toca na banda do programa do Danilo Gentili.
Dêem as boas vindas ao Sr. Duende Amarelo!


Depois de ter ido ao inesquecível show do Queen (a velha história do show do Queen. ¬¬), dentro do ventre da mamãe Duende grávida de 8 meses, esse ser anêmico amarelado de orelhas pontudas nunca mais ficou longe da música e de guitarras e baterias, tentando insistentemente montar uma banda decente para tocar nas noites de São Paulo!

O Duende Amarelo é dotado de alguns dons peculiares, como o dom de fazer baquetas virarem pó nos ensaios, irritar os vizinhos com um som ensurdecedor quando está tocando a Darkness (sua amada bateria) e sustenta a fama de pavil curto e mal encarado do blog!
O que em sua opinião é uma grande mentira, pois reza a lenda que ele toma banho e escova os dentes todos os dias!


O publicitário paulista e corinthiano (sim, ninguém é perfeito) Duende apesar de andar por aí com sua guitarra voadora que solta raios musicais (igual aquele carinha do Silver Hawks) é baterista e é o (ir)responsável pela parte musical do blog. Na verdade, ele não manja bosta nenhuma disso, mas sempre taí pra dar pitaco.
Irmão de outro membro da equipe, o Z (embora ninguém acredite), escreve a coluna PalhetadA e tem o bom gosto de ser Marvete de carterinha!




A Galeria Rabisqueira Uarévaa é um grande besteira inventada por desocupados que busca divulgar desenhos medonhos de artistas manetas, que por acaso são leitores deste blog. Se você é um desses desenhistas sem talento, faça um desenho da galera do Uarévaa e mande para contato@uarevaa.com 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Andreas Englund: O velho como novo


É fato que nossa sociedade tem uma cultura, ou pelo menos um fetiche, maior voltada pra juventude, corpos belos, fortes, repletos de cores, atitude e ação. Mas, também é fato que a faixa de população idosa cresce consideravelmente a cada dia e são ou menosprezados ou muito mal representados tanto em termos de cultura quanto de mídias. 

Então, mais do que curioso, fiquei animado em ver um trabalho dentro do universo dos quadrinhos, em especifico dos super-heróis que tanto gosto, que busca trazer esse lado pós vida adulta e juvenil. Estou falando do trabalho de Andreas Englund.



Diretor de arte numa empresa de publicidade de Estocolmo, Englund já abocanhou vários prêmios internacionais, inclusive três Leões de bronze de Cannes. O artista sueco se apropriou da cultura quadrinhistica dos super-heróis para mostrar o cotidiano de um já aposentado e idoso personagem, produzindo uma série de pinturas hiper-realistas colocando um super-herói em problemas comuns do humano e da sua idade, sempre com um toque de humor.

“O humor pode ser o portador de mensagens que são de outra forma difícil de transmitir. Para mim, liberta meus pensamentos e idéias e, ao mesmo tempo, abre portas para novas rotas e ângulos”

Segundo a Folha de São Paulo, seu super-herói nasceu há sete anos. De lá para cá, o artista já pintou 18 telas, que capturam momentos da vida dessa insólita figura. Seu trabalho vem sendo exposto em galerias e hotéis de Estocolmo, além de ter figurado numa mostra na Noruega e de ter recebido citações em concursos internacionais.

Achei simplesmente fantástica a idéia, não que seja inédita, afinal já vimos caricaturas de heróis velhos em todo tipo de blog sem qualidade por aí, mas eram mais brincadeiras com icones já existentes que algo novo, criado do "zero". Me fez questionar por que não um super-herói de terceira idade? Será que aquele leitor de quadrinhos das antigas que hoje é um avó não gostaria de ver um herói que o representasse? 

Tá, eu sei que quadirnhos de supers são escapismos e o que o cara vai querer é menos ler sobre alguém com dificuldades para segurar sua própria urina, mas eu mesmo gostaria quando velho de ver algo assim. E ainda por cima seu trabalho tem uma qualidade artística muito legal, que enche os olhos, será que seria mesmo legal uma HQ dentro dessa temática ou é só viagem alucinógena minha mesmo?

Enfim, confira mais um pouco do trabalho desse excelente artista:


Além do “velho herói”, Englund tem outras maravilhosas pinturas em seu site oficial: http://artofdala.com/