Social Icons

Pages

quinta-feira, 20 de março de 2008

Freud explica

E ae, seus desocupados!!! Resolveram me boicotar? Só 14 comentários na coluna passada? Preguiçosos do baraio... Tudo bem, pelo menos assim pude responder tudo e ainda catar duas perguntas antigas do Cembi e diminuir minha lista de pendências.

Pergunta de Romenique Zedeck: Por que a Mulher Maravilha tem um jato invisivel se ela voa?
Quando tiveram a idéia de jegue desse infame jato invisível pra Magavilha, durante a era de ouro dos quadrinhos, ela não voava (assim como o Superman tambem não voava quando foi criado). Futuramente ela passou por várias etapas do processo natural do enfodecimento, assim como 99% dos personagens que fazem sucesso, e passou a ter diversos poderes além dos originais, inclusive o vôo. Claro que o jato não ficou totalmente esquecido e servia pra carregar personagens buchas, inúteis e pobres que não podiam voar nem tinham seu próprio jato (cof,cof... Aquamen...) durante os desenhos dos Superamigos. O jato ainda “aparece” até hoje por aí, muito de vez em quando, pois roteiristas adoram desenterrar coisas toscas do passado usando as explicaçõs mais bizarras possíveis pra isso.

Aproveitando a pergunta acima, desenterrei essas duas pendentes do Cembi sobre o mesmo tema.

Perguntas do Cembi:
1) Como a Mulher-Maravilha acha o avião invisível dela se ele é invisível?
No início ela tinha que tatear à beça procurando por ele e inclusive passou a usar a tiara justamente proteger a testa das pancadas que levava quando “achava” o jato. Mas isso não é nada: foda mesmo nessa época eram os mecânicos do jato, como esse da foto ai em cima, que tinham que regular e abastecer o jato invisível.

2) E sendo ele invisivel como ela pilota o mesmo?
Pedir pra ela pilotar algo diferente de um tanque de roupas já é foda, agora imagine um jato invisível? Toda vez que ela decolava, tateando os controles pra sair por ai, era uma calamidade pública e um trabalho para o Superman. Por isso mesmo, depois de um tempo, ela aposentou o jato original e trocou por esse da segunda foto, um invisível paraguaio, feito na verdade de acrílico vagabundo, no qual ela podia ver os controles e todo mundo enxergava os contornos. Como nessa época ela já voava, a única utilidade do jato era a galera, lá embaixo, poder ver bem as calcinhas dela.

Pergunta de Starman: Quando alguém escreve primeiro em um comentário algum Deus adquire mais poderes ou é só falta do que fazer mesmo?
Ambos. Segundo a Mitologia Internetiana, Blogus, o deus dos blogs, se fortalece a cada comentário feito em qualquer post de um blog. O primeiro comentário de cada post é especialmente importante, mesmo que venha escrito apenas a palavra primeiro e não tenha nada a ver com o tópico, pois Blogus se ressente muito de posts não-comentados. Ele é muito carente, meio emo, assim como grande parte dos blogueiros, e posts que não recebem comentários por vezes o deixam na maior deprê. Como a grande maioria dos que comentam nos blogs não sabe disso, no caso deles isso é pura falta do que fazer mesmo.

Pergunta de O PODEROSO HAMMER: Se os mutantes da novela "Caminhos do Coração" fizesem um clossover com "Smallville" e "Heros" e todos se encontrasem na ilha de Lost apenas para fazerem pactos com demonios, isso seria obra do Quesada ou dos Skrulls?
Bom, em primeiro lugar, obra do Professor Pasquale isso não é. PELAMORDEDEUS!!! Fizesem? Clossover? Encontrasem? E que seriado é esse: "Heros"? Eu costumo relevar os erros aqui e corrigi-los antes de postar (menos na pergunta do Jeet na primeira coluna, mas ali era implicância natural e tinha a ver com a pergunta em si, hehehe), mas o Hammer tá abusando.... Além de tudo essa pergunta não tem nexo, afinal o Quesada é o chefe dos Skrulls, qualquer obra deles é a mando do Quesada, logo, Hammer, voce não deixou opções diferentes pra que se fizesse uma escolha.

Perguntas de Chuck Norris:
1) Se sairmos do planeta Terra e formos direto sem parar, onde chegariamos?
Chuck, err... em que direção mesmo? Da forma como voce perguntou, a única resposta possível é: Num lugar beeeeem longe da Terra, hehehe....

2) Por que se deve usar agulha esterilizada para injeção letal em um condenado a morte?
Para o futuro defunto morrer da causa certa, e não contaminado por qualquer outra doença. Além disso, que mão-de-vaca desgraçado vai ficar reutilizando agulha na hora de matar o condenado? E vai reutilizar agulha de onde? Vai passar no hospital recolhendo agulha usada? Isso seria arriscado até pra quem está aplicando a injeção.

Pergunta de Al Lock, O Ser Supremo!: Desconsiderando o vento e o fato de não existir cocos na Europa, qual a velocidade média de uma andorinha Africana carregando um côco de Londres na Inglaterra para Londres do leste na Africa do sul? Considere que a andorinha Europeia auxilia a africana a carregar o mesmo coco por intermédio de um barbante amarrado em seu bico, mas não cobrará honorários para tal trabalho, fará só pela amizade.
ZERO Km/h. Mesmo com a ajuda da andorinha européia, a andorinha africana não é capaz de voar levantando um côco.

Perguntas do Dr. T:
1) Sobre o Poderosos Hammer:
a) Pq o Poderoso Hammer comete erros de português exdrúxulos como "pocha" , "tresuda" , "oniciencia" se todos aqui tem escolaridade suficiente pra ter uma grafia correta?
Eu prefiro crer que, como boa parte dos leitores e até de mim mesmo, ele escreva com pressa e não revise direito antes de comentar, mas realmente o garoto tem maltratado demais a língua portuguesa. Imagine ele participando do Soletrando?

b) Considerando Podreoso Hammer, Ribas, um analfabeto, há riscos dele ser eleito um dia presidente do Brasil?
Claro que é possível, mas esse “Podreoso”, foi erro de digitação ou trocadilho seu?

c) Para que isso ocorra, é necessário que cortemos o dedo dele fora?
Não é necessáriamente necessário, a necessidade disso depende se é necessária a continuidade de uma figura arquetípica que represente a necessidade do povo brasileiro ser enganado sem ter suas reais necessidades atendidas.

2) Sobre a vida, o universo e tudo mais:Imagine, Freud, que nosso amigo Codinome V tem um cachorro chamado Nabunda. Ele e seu animal estão na praia. O cão resolve entrar na água e começa a se afogar. V leva Nabunda ou deixa Nabunda?
Essa pergunta apenas o próprio V pode te reponder com certeza, mas sendo nosso caro colega um amigo camarada, acredito que ele teria pena do cachorro, nadaria até ele e levaria Nabunda até a areia.

3) Sobre o skrull no blog, Freud...em quem você confia?
Apenas em mim mesmo. TRUST NO ONE!!!

É isso. Não percam, na próxima quinta-feira, mais um Freud explica, nessa mesma Freud-Hora, nesse mesmo Freud-Canal. E não deixem de comentar e perguntar ai, pô!!!

O Ser Supremo Especial

Terror nos quadrinhos
Por Algures

Sim, você leu certo! Uma edição especial de “O Ser Supremo” escrita por Algures, este que voz fala! Devido à uma dívida de jogo, eu, Alex e Al Lock fizemos um troca-troca (heterossexual) de nossas colunas. E hoje falarei sobre um gênero que rende muitas boas histórias (e muitas ruins também), o Terror.

Embora eu sinta a tentação de aqui falar tudo sobre o gênero (desde à história do terror nos quadrinhos até o terror nos quadrinhos contemporâneos) precisarei me conter, pois é muita coisa e o espaço é curto. Apenas dissertarei de forma rápida sobre o assunto.

Foi no início dos anos 80 que comecei a ler quadrinhos, e duas revistas são responsáveis por isso: Novos Titãs, da DC Comics (qual criança não quer ler sobre heróis adolescentes?) e A tumba de Drácula. Obviamente, eu não comprava a tumba de Drácula, era uma revista muito assustadora (para uma criança de 8, 9 anos da época); quem comprava era minha mãe, que sempre foi grande apreciadora do gênero. Eu, como todo bom nerd, era curioso, e acabei lendo essas histórias que claramente não eram pra mim. E esse foi o meu primeiro contato com o mundo dos quadrinhos de terror.

Hoje em dia, muita gente confunde o terror clássico com o horror gore; filmes como Jogos Mortais e o Albergue, apenas reforçam a idéia de que terror bom tem que ter cenas fortes e muito sangue. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. As histórias de terror clássicas eram, na verdade, dramas filosóficos disfarçados de terror, onde o sobrenatural era na verdade metáforas para a condição humana, seus medos, seus pesadelos e, principalmente, o desconhecido. Pessoas atormentadas por seus próprios medos subconscientes, narrativas metalingüísticas e idiossincrasias psicológicas eram as ferramentas para se criar uma história assustadora, onde o que importava era o clima, a tensão, e no caso das verdadeiras histórias de terror, finais nada agradáveis.

No caso dos quadrinhos, nós tínhamos, além de histórias marcadas por esses elementos, muito erotismo e uma arte que geralmente dava o clima certo para a história. Eu, particularmente, adorava as capas de revistas como Kripta, Frankestein, Kripta do Terror, Vampirella, entre outros. Belíssimas capas pintadas a mão, davam o tom necessário para as publicações (cujo miolo, pelo menos aqui no Brasil, geralmente eram em preto e branco) e, diferente de hoje em dia, mostravam que fazer uma história em quadrinhos de terror era mais do que entretenimento. Era arte.

As editoras mais conhecidas na época eram a EC Comics (que já tinha sido extinta nos EUA, mas que ainda tinha histórias publicadas aqui) e a Bonelli Comics (Italiana). Aqui no Brasil, histórias de terror foram publicadas por diversas editoras, como a Bloch, RGE, Ediouro, EBAL, Record, Vecchi, entre outras.

Foram muitos os artistas que contribuíram para a ascensão do gênero, tanto aqui quanto lá fora. Berni Wrightson e Frank Frazetta estavam entre os mais reconhecidos de sua época nos EUA, enquanto que Eugênio Colonnese, era um dos mais reconhecidos por aqui. É até injustiça não citar todos os artistas, principalmente os brasileiros que contribuíram nesse período, mas infelizmente o espaço é curto.

Para quem quiser conhecer mais sobre os quadrinhos de terror, sua história e sua passagem marcante pelo Brasil, visite o site Nostalgia do Terror, disparado a melhor referência do gênero no país. Histórico, editoras, capas, reportagens, contos, e tudo o que você puder imaginar sobre esse fascinante e assustador universo.

E foi nesse cenário que eu cresci. Lendo, além de histórias de super-herói, histórias de Terror, o que fez eu me tornar um entusiasta dos dois gêneros, motivo pelo qual resolvi fazer este post. Infelizmente, não demorou muito para essas histórias assustadoras serem sepultadas por um terror mais real chamado COMICS CODE. Mas isso é uma outra história.

Curiosidade:

Eugênio Colonnese, um dos grandes nomes do quadrinho de terror no Brasil criou diversos personagens, entre os mais famosos Mirza, a mulher Vampiro, e o Morto do Pântano. No segundo caso, é impressionante a semelhança do personagem com o Monstro do Pântano (DC Comics, EUA) e o Homem-Coisa (Marvel Comics, EUA). Mas, acredite se quiser, o personagem de Colonnese foi criado pelo menos cinco anos antes dos outros dois.

Sala de Star ESPECIAL


Em Homenagem ao falecimento de Arthur Clarke uma edição especial sobre um dos livros dele que mais me cativaram. Afinal, toda Sala que se preze tem uma estante de livros também:

"Só então Reinhold Hoffman soube, da mesma forma que Konrad Schneider e nop mesmo momento, que tinha perdido a corrida. E soube que a tinha perdido não por uma questão de semanas ou meses, conforme temera, e sim de milênios

A decada era a de 50, a corrida espacial fervia na mente e nas emoções de russos e americanos. Chegar primeiro ao espaço e a lua era ordem de primeiro grau em orçamentos, noticiários, discussões e planos internos dos governos envolvidos. Anos de planejamento são jogados no lixo quando várias naves gigantescas surgem nos céus das principais cidades do mundo. O Homem devinitivamente não estava só no universo, a pergunta que não calava durante anos fora respondida. E agora?

Assim começa o livro O Fim da Infância (Childhood´s End, 1965) uma das inúmeras obras do mestre da ficção científica Arthur C. Clarke (e se você não sabe quem é ele em que setor espacial você vive?). Nessa história ele trata da chegada de uma raça extraterrestre de uma forma surpreendente, não vemos presidentes pilotando naves em uma guerra, nem um pai de familia correndo com a filha fugindo de insetos gigantes, mas sim extraterrestres que querem evoluir a raça humana, torná-la mais pacifica e unida. Anos depois do surgimento das naves nos céus do mundo o mundo passou a acatar algumas ordens para o “bem estar dos humanos” vindas dos estrangeiros terrestres; o secretário-geral da ONU vive de reuniões com os novos Senhores Supremos (nome dado pelos humanos aos ocupantes alienigenas) onde nem uma olhadinha neles ele pode dar – imagine uma sala onde você fica de um lado e atrás de um telão uma sombra gigantesca.

Como falei antes sempre existem os contrários ao modo vigente, e nesse caso é a Liga da Liberdade com suas passeatas e até sequestros. Esse é o mundo no fim do século vinte…e da primeira parte do livro, que na minha opinião já dava um belo roteiro de filme ou seriado – cheio de intrigas sobre a descoberta por parte de um jornalista da possivel vinda das naves e a chegada delas em um end season da primeira temporada (uma das minhas viagens roteiristicas com propósito de 3 temporadas somente) - e quem sabe um quadrinho até, por sinal minha parte favorita do livro. A segunda parte salta 50 anos no tempo para mostrar a Terra modificada pelos Senhores Supremos e várias surpresas que já apontam para onde a história seguirá e o finale avança mais ainda no tempo para mostrar o que o ser humano se tornou e qual o próposito de tudo isso de forma surpreendente.

Li pela primeira vez O Fim da Infãncia quando tinha treze anos e desde lá pelo menos uma vez por ano a releio, para ver novos angulos a partir de novas experiencias e conhecimentos meus. O livro pode ser visto de várias formas, uns dizem ser uma forma pessimista de se ver o futuro da humanidade – onde para evoluir deixaremos de ser o que somos - outros uma forma otimista a partir do ponto de libertação e integração com algo maior, tudo isso porque ao invés de tratar de naves em ataque e explosões sem sentido, a história de Arthur Clarke trata de mudanças no ser humano; no convivio entre raças; sobre a curiosidade humana e seu potencial. É leitura recomendada para qualquer fã de ficção científica e admirador da arte de tentar entender o ser humano e suas atitudes, uma leitura fácil, instigante e reflexiva.

Escrito por Jack Starman


quarta-feira, 19 de março de 2008

Moura em Série


Sai de Baixo - O Humor do improviso e o teatro na TV.

Acho que todos os "Uarevers" que acessam nosso humilde blog lembram do Sai de Baixo. Uma comédia que estreou em 1996 e acabou com o estigma dos programas "pós-Fantástico". Até então, seja qual fosse a porcaria que entrasse no ar depois do programa do Seu Cid era um retumbante fracasso. O doutor Abravanel dominava as noites dominicais com seus bingos televisivos, deixando a Grobis sempre pra trás. Mas um belo dia o ator Luis Gustavo e o diretor Daniel Filho chegaram com a idéia de uma sitcom, ao vivo, em um teatro. A fórmula informal do seriado - em que o elenco interagia com o público e os erros eram mostrados durante o episódio, quase sem edição, conquistaram o público e o humorístico virou um Hit.
Sai de Baixo bebia da fonte de outros programas, como "A Família Trapo" e "Bronco". Porém o elenco "pop" contando com Marisa Orth, Claudia Jimenez, Aracy Balabanian, Tom Cavalcante e Miguel Falabella, além do próprio Luis Gustavo conquistou o público - e uma identidade própria.
Logo os bordões dos personagens tomaram conta do vocabulário brasileiro. Era impossivel passar um dia sem ouvir alguém gritar "CALABOCA MAGDA" ou olhares cruzados ao som de "ÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ...". A segunda-feira virou o dia oficial de comentar o programa. A audiência era inacreditavelmente alta e os atores viraram astros de primeira grandeza, e a famosa "prata da casa" da Globo.
Para quem estava lá na Conchinchina na época, e não sabe do que se trata a trama, um breve resumo: Vavá (Luis Gustavo) viva tranquilamente no seu apartamento no Arouche, sempre acessorado pela empregada Edileuza (Jimenez) e pelo porteiro debilóide Ribamar (Cavalcante). Sossego este que acabou no dia em que sua irmã, Cassandra (Balabanian), uma socialite viúva e falida, procura abrigo na casa de Vavá, levando a tira-colo a filha estupidamente burra, Magda (Orth) e o genro picareta Caco Antibes (Falabella). Da convivência entre o honesto Vavá e o mutreteiro Caco eram o cerne da maioria dos episódios.
Creio que o grande sucesso da série foi devido exatamente a informalidade da mesma. A "quarta parede" não existia, o público era parte do espetáculo e os atores costumeiramente saiam do texto, envolvendo suas vidas reais no trama. O roteiro, aliás, virava um mero detalhe frente a improvisação do elenco.
A lista de participações especiais é extensa, contando com medalhões como Tarcisio Meira, José Wilker, Milton Nascimento, Suzana Vieira, e até mesmo a imortal (literalmente) Dercy Gonçalves.

Bom, mas nem tudo são flores. O sucesso subiu a cabeça do elenco e as brigas começaram. Cláudia Jimenes, que defendia uma das personagens mais engraçadas do programa saiu no segundo ano, dando lugar para a perdida Ilana Kaplan, que durou apenas quatro episódios como a empregada substituta. Márcia Cabrita assumiu a posição em seguida, e mesmo não tendo todo o talento humorístico da sua antecessora, até que segurou o rojão numa boa com sua Neide Aparecida.

Tom Cavalcante saiu em 99, pois, diz a lenda, sempre quis ser o protagonista da comédia e seu personagem perdia cada vez mais espaço para o malandro Caco, inegavelmente o cerne humoristico da trama. A saída dele resultou em uma mudança drástica no programa, mudando o cenário fixo do apartamente de Vavá para um restaurante. Mas o público achou aquilo tudo uma grande mierda e o apartamente voltou a ser o cenário. Nesse ano foram introduzidos (ui!) os personagens Pereira, um milionário pão duro interpretado por Ary Fontoura, e seu acessor puxa-saco Ataíde, do recém falecido Luis Carlos Tourinho. Ary durou apenas uma temporada, saindo em seguida, e Ataíde assumiu o posto de porteiro.
Marisa Orth engravidou, e, portanto, Magda idem. Assim foi introduzido o personagem Caquinho, a principio um boneco animatronic assustador que sentava no carrinho de forma bizarra e falava, e depois pelo ator mirim Lucas Hornos, no que eu chamo de uma das atuações infantis mais CHATAS que eu vi em toda minha vida. Ganha até do mala do Pedro Malta.
Márcia Cabrita saltou do barco por conta de uma gravidez, sendo substituida por Cláudia Rodrigues, como Sirene, a nova empregada.


Mas Sai de Baixo não era mais aquilo tudo. Tourinho e Rodrigues não tinham o charme e o humor de Cavalcante e Jimenez. Os roteiros ficavam cada vez mais repetitivos e forçados. Os personagens estavam desgastados e extremados. Caco se transformou, de um malandro boa vida, em um extelionatário criminoso. Cassandra, de uma socialite arrogante, em quase uma psicopata. Magda, de uma mulher fútil e burra, em uma pessoa com problemas mentais. O próprio elenco parecia cada vez mais de saco cheio de interpretar os mesmo personagens. O humor foi se esvaindo e isso refletiu na audiência, que caiu rapidamente, e nas frequentes mudanças de horário de exibição.

Em 2002 Sai de Baixo se despediu, no episódio O Último Golpe no Arouche. Deixando um bando de fãs indignados e uma baita campanha na web para mantê-lo no ar.

Sai de Baixo sofreu de um mal que assola muitos seriados: o desgaste. Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres encerraram Os Normais antes que isso ocorresse. Já o Sai de Baixo tentou tirar leite de pedra até no último momento, e a repetição levou o programa ao ponto de perder ... a graça.

Mas ainda temos a primeira temporada pra lembrar e rir bagaraio. Seja de Caco falando mal de pobre ou Magda e seus provérbios sábio (“Quem confere conta, com conta será conferido”) Sai de Baixo foi um marco na TV brasileira ao conseguir, finalmente, alcançar o público e faze-lo se sentir a vontade no meio daquela família pouco admirável.

Abraços pra todo mundo ae!

terça-feira, 18 de março de 2008

A verdade está Algures especial

O Sumiço do Zenon:

Parte 1: Usando o feitiço contra o feiticeiro;

Recentemente você, leitor assíduo do Uarévaa (sim, Romenique, estou falando de você), deve ter percebido que Zenon, colaborador da famosa coluna Ponto Z, desapareceu misteriosamente. Todos ficaram confusos, nossos leitores (o Romenique e nós mesmos), não sabiam o que estavam acontecendo, houve certo tumulto e confusão, algumas garrafas foram quebradas, bem como alguns ossos, e uma nova guerra mundial quase foi iniciada. Tudo isso porque nosso maior representante da liberdade de expressão (e por “expressão” entenda-se “mostrar peitinhos”) desapareceu misteriosamente.

Muitas hipóteses foram levantadas: Abdução alienígena, ida para a concorrência (nota: sim, nós temos concorrentes; o bar do Tonho, onde se discutem quase os mesmo assuntos que aqui com a diferença que é um espaço físico, e não virtual), troca de sexo (ele na verdade seria a Kika), e por aí vai. Bom, chegou a hora de responder algumas perguntas e revelar toda a verdade sobre essa que é uma das maiores conspirações da história.

Como pode, no mesmo blog que denuncia a putaria como forma de manipulação das massas haver uma coluna sobre putaria? Porque o Zenon sumiu por tanto tempo? O que ele foi fazer? Ele voltou? Foi mesmo o Zenon que comentou no blog ou um impostor?

Todas essas perguntas, e mais, serão respondidas, mas antes vocês vão precisar conhecer eventos que iniciaram junto com esse blog.

Quando a idéia do Uarévaa surgiu nós tínhamos como principal foco a liberdade de expressão (isso já fica claro pelo nome do blog, né, seu mané). Quando fui convidado a fazer parte desse grupo de pessoas interessantes, todos conheciam minha notória habilidade de inventar besteiras expor as mais sinistras conspirações. Sabiam também que isso poderia significar problemas. Nesse meio tempo, eu já havia tomado conhecimento da conspiração pra fazer da putaria um instrumento de controle mental e sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria de falar sobre isso.

Bem, como eu disse, minha habilidade em desvendar conspirações é notória, inclusive entre os conspiradores. Meu post de introdução da coluna atraiu gente que não gostou do que leu, e logo trataram de tomar medidas para me calar. Obviamente, tentaram usar a tática que mais dá certo: a putaria.

Recebi um convite de uma revista de “conteúdo naturalista” para participar de uma festa VIP, eu e mais diversas mulheres que já posaram para a mesma, numa noite de loucuras intermináveis. O plano deles era QUASE perfeito, não fosse um pequeno detalhe: Um Nerd NUNCA receberia um convite desses, a menos que fosse pra sacanear com ele.

Mandei, então, Zenon no meu lugar, o único dos colaboradores que estava coçando apto a embarcar nessa missão. Ele sabia dos riscos, e mandou eu me fuder mesmo assim foi obrigado concordou em me ajudar. Lá, foi tentado das mais diversas formas, para que não percebesse que um modelo muito sarado de Itú estava prestes a encoxá-lo. Quando a situação apertou, ele finalmente percebeu o GRANDE problema que estava por vir, sua única opção foi dar um peido fedido pa caralho usar sua arma secreta, garantindo sua fuga.

Após a Fuga, Zenon veio até mim e disse: “Seu filho duma puta, viado do caralho, me empurrou numa merda de missão onde quase me foderam!”

“Você estava certo, era uma armadilha Estão mesmo usando putaria para nos foder.”

Zenon agora também estava a par da verdade. Enquanto isso, chegava o dia da estréia de sua coluna, mas ainda não sabia sobre que assunto seria. Eu sabia que se continuasse minha coluna, o modelo sarado de Itu viria (literalmente) atrás de mim. Zenon, por outro lado, queria uma coluna que unisse as pessoas, criasse laços de amizade e mostrasse que todos somos iguais e compartilhamos dos mesmo objetivos.

Foi então que decidimos virar o feitiço contra o feiticeiro. Se eles usam a putaria para nos distrair, porque não podíamos fazer o mesmo? A partir daquele dia, nossa estratégia começou. Eu poderia revelar as conspirações, enquanto Z mostraria peitinhos.

Continua...

segunda-feira, 17 de março de 2008

PalhetadA

Cobertura do Show Iron Maiden

O Duende me pediu para contar a vocês leitores do UARÉVAA como foi minha ida ao Show do Iron Maiden. Como bem sabem, o maior roqueiro deste blog ficou com medinho de ir, disse que tem horríveis pesadelos com o Eddie desde que era criancinha...

Comecemos pelo começo. Como moro em Campinas, foram fretados quatro busões para levar os roqueiros daqui da frescolândia para a capitár, o busão era chique no úrtimo, pena que o ar condicionado quebrou no meio do caminho e devido as janelas estarem lacradas, passamos 50km suando que nem porcões no natal, nem eu estava agüentando meu próprio cheiro.

Finalmente em São Paulo me espantei pela quantidade de cabeludos vestidos de preto, se eu soubesse tinha ido de branco, tomado um banho, cortado a barba e os cabelos, pô, eu era só mais um no meio daquele montão de metaleiro! Era gente pra caralho! Cabeludo pra caralho! Gente de preto pra caralho! Mulher feia pra caralho! Enfim, todos ali eram roqueiros de verdade! Um tiuzinho sacana exclamou que o morto devia ser bem gente boa para atrair tanta gente para seu enterro...

Após uma fila dos diabos, consegui um lugar batuta nas arquibancadas que com um pequeno esforço ocular, dava até para enxergar uns pontinhos que se mexiam lá no palco. Comprei uma merda de binóculo dum carinha, enxergaria melhor seu fechasse os olhos com aquilo... dez conto jogado fora! O sol estava de rachar, novamente me arrependi de ter ido de preto, infelizmente não tenho nenhuma roupa colorida no armário.

Movimentação no palco, bateria batuta, guitarras chubidubas, baixo legalzinho, quem era a banda que iria abrir o show do Iron Maiden? Porra era Iron Maiden! Não era qualquer bandinha xulê quem iriam abrir o show certo? Hã... quem é aquela menininha pula pula de bracinhos abertos? Ah não! Olha, a banda da pivetinha até que é boa, a menininha é até empolgadinha, tem um pai fodão (Steve Harris), até parecia ser jeitosinha, mas definitivamente não tem porte para metal, se abrisse o show para a Pitty ou para uma dessas bandas furrecas que tem de montão por ai, lá vai... Mas tudo nem! Geralmente sou muito rabujento mesmo, sendo filha de quem era, dei um desconto, afinal nada podia ser pior que aquilo, certo? Errado! Caiu uma pusta chuva filhadaputamente gelada e molhada! Chinguei até a mãe do capeta nessa hora!

Mas o azar acabou quando a banda finalmente entrou. A chuva parou no exato momento em que Bruce botou os pés no palco e começaram a tocar! Foda-se que eu tava fedeno, molhado, que tinha torrado no sol, porra! Era o Iron Maiden! Tocando bem na minha frente, beeeeem na minha frente mesmo! Os caras despejaram tudo o que sempre quis ouvir ao vivo ….Putaqueopariu que show fodão! Bruce Dickinson estava em plena forma, correndo de uma lado para o outro feito doido, não parava um segundo! Rolou até uma deslizada pelo palco molhado, um malabarismo de guitarra, mas infelizmente como eu tava longe pra caralho não deu pra ver quem fez, mas foi batuta! E a banda simplesmente perfeita! Eu com trinta anos não faço metade que os caras com cinqüenta fizeram... puta inveja!

Fiquei todo arrepiadão (de uma forma toda heterosexual, claro!), quando as luzes se apagaram e a galera acendeu os isqueiros ao som de Fear of the Dark! Como não se empolgar com o estrondoso “ÔÔÔÔÔ” entoado por mais de 35mil pessoas? E o que dizer do famoso The number of the beast? Tudo vermeião, mó climão de ritual satânico no maior país católico do mundo! Os caras são fodas mesmo!

Confira o setlist da apresentação:

Aces high, Two minutes to midnight , Revelations, Trooper, Wasted years, The number of the beast, Can I play with madness, Rime of the ancient mariner, Powerslave, Heaven can wait, Run to the hills, Fear of the dark, Iron Maiden, Moonchild, The clairvoyant, Hallowed be thy name.

No final da apresentação, Bruce disse (traduzi que nem minha bunda, afinal mal deu para entender tudo da distância que eu estava): “Muito nego não pôde comprar o ingresso para estar aqui esta noite, esses cambistas são todos uns filhos da puta mesmo! Mas temos uma boa notícia para vocês: Prometemos que vamos voltar e torturá-los um pouco mais. Vamos voltar muito em breve. Mas... será um show maior, com explosões, fogos e mais luzes. Vamos voltar em 1 ano para o Brasil, para São Paulo e para outras cidades...”, o bacana era a quantidade de gente que ficou prestando a atenção em mim enquanto eu porcamente traduzia para meus camaradas, inventei umas partes só de sacanagem... Curti muito, mesmo não sendo um fã do grupo, foi um momento que guardarei com carinho na minha lembrança. Quem não foi se fodeu, pois perdeu um pusta showzão! Rezem agora para que cumpram sua promessa de voltar ano que vem mesmo...

Agora fiquem com um certo diálogo presenciado durante o show:

Um gordão com cabeça raspada, lotado de tatuagens, mal encarado pá porra senta na minha frente, atrás dele, um cabeludo barbudo, também todo tatuado, fortão e igualmente mal encarado fica encarando a tatoo do gordão. Derrepente agarra o braço do cara e vocifera:

“Ei! Essa porra de tatuagem que tu tem no braço é minha! Foi eu quem fiz!”
Os dois se encaram.
“Foi o caralho! Essa aqui quem fez foi o Jairzão daqui de sampa mesmo!”
O Gordão já fecha a mão e estufa o peito.
“O jairzão é um fêdaputa memu! Esse desenho eu fiz pra um personagem meu de D&D...”
O cabeludo aponta o queixo e estala o pescoço.
“É memo cara? Que doido! Tu jogava com anão guerreiro?”
Com um sorriso no rosto.
“Não, não... Clérigo de Moradin! Tinha uma armadura de mithril fodapacarai!”
Dando tapinhas no ombro do gordão.

Por isso que sempre digo: nerd é uma merda mesmo!

Por Al Lock (O Alex não foi...)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Niver Algures!!! - Plantão Uarévaa

FEEEEESSSSSSTTTAAAAAA NO UAAAAARÈEEEVAAAAAAAA!!!!!

Galera, hoje dia 14 de março nosso amigo da verdade Algures está ficando mais velinho!!!

E isso não é conspiração nenhuma é de verdade.....

TIM-TIM cara, muitas mulheres, muita saúde e tudibão!
Parabéns Uarévanos garoto!!!


Sucesso!

Naftalina

Uma região Além da Imaginação

eu sei que talvez essa matéria se encaixasse melhor no Moura em série, mas esperemos que ninguém note isso


Por Algures


"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação."

Assim iniciava mais um episódio de Além da Imaginação (Twilight Zone, no original), uma das séries mais inteligentes, instigantes, e marcantes da minha vida. Apesar da série ter sido apresentada originalmente entre 1959 e 1964 e tido apenas 5 temporadas, houveram algumas reprises em momentos diferentes da história, e foi num desses momentos, no início dos anos 80, que eu tive a oportunidade de conhecer esta que foi uma referência para o que faço hoje.

Criada por Rod Serling (grande Mestre da TV americana na época), a série apresentava histórias que variavam entre a ficção científica e o terror, com situações, ora inexplicáveis, ora absurdas, mas sempre tão interessantes que era impossível não querer acompanhar.

Tudo era diferente nessa estranha série, a começar pelo formato: Episódios de meia-hora, que não tinham nenhuma relação um com o outro. Cada história era autocontida, como se fosse uma série diferente a cada semana. Só isso já dava uma boa vantagem sobre outras séries, pois você podia começar a assisti-la quando quisesse. As histórias variavam de maneira absurda; enquanto o episódio da semana passada poderia ser uma ficção científica passada no espaço, o dessa semana poderia mostrar uma realidade onde os nazistas venceram a segunda guerra.

Outro diferencial era a produção: calcando-se apenas nos roteiros (que variavam do muito bom ao genial) e numa boa direção, as histórias não usavam efeitos especiais e o orçamento para cada episódio era ínfimo. Ainda assim, todo mundo ficava apreensivo para ver um novo episódio na semana seguinte. Particularmente, o que me chamava mais a atenção eram os finais. Sempre inesperados, e muitas vezes nem um pouco felizes, os finais dos episódios de além da imaginação eram, de fato, surpreendentes, para dizer o mínimo.

Me lembro muito bem de dois episódios que me chamaram muito a atenção pelo final: Num deles, uma cidade isolada do mundo depois de um desastre nuclear, tem sua sociedade organizada por um homem que recebe ordens de um ancião que mora numa caverna ao longe. Apenas o homem tem permissão de ir até à caverna e falar com o ancião, de onde pega do instruções de distribuição de comida, entre outras coisas. Em determinado momento, a população passa a achar que existe mais nessa história do que o homem diz, e passam a pensar que não há comida faltando, e sim ele o pega pra si. Depois de um motim, a população vai até a caverna, onde descobre que o Ancião, na verdade era um computador, que fazia os cálculos para distribuição de comida e outras funções de organização da sociedade. Sim, esse era o final.

Outra história interessante era a de uns astronautas que durante uma viagem ao espaço, acabaram com problemas em sua nave e caíram em um lugar desconhecido. Descobriram que lá poderiam respirar e passaram a tentar descobrir um meio de sobreviver, ou voltar pra casa. Como é de se imaginar, a falta de comida, o desespero e a tensão acabam dando resultados inesperados, e acaba que um dos astronautas mata os outros (não lembro quantos eram, faz tempo, então me desculpem). Não demora muito, ele avista, ao longe, numa elevação, estranhas luzes, que apareciam e desapareciam em intervalos específicos. Desesperado, subiu a elevação para descobrir o que eram aquelas luzes; ao chegar no topo da elevação, encontrou uma estrada comum, e carros passando. Eles não haviam caído em outro planeta, e sim numa área remota do nosso próprio.

Essas histórias podem hoje em dia não soar tão originais, mais Além da imaginação foi o pioneiro nos finais “inesperados”. Um grande marco da TV americana, e uma das maiores influências no meu trabalho. Não só no meu; hoje em dia é possível ver referências à série (e muitos plágios) em diversos filmes, séries e desenhos.
Infelizmente, a série não foi lançada aqui em DVD. Mas provavelmente é possível de encontrá-la, nos e-mules e torrents por aí.

Curiosidade: Num dos primeiros episódios de Halloween dos Simpsons, Bart está com outras crianças no ônibus da escola e é o único que vê um monstro (meio macaco, se não me engano), tentando sabotar o ônibus, ninguém acredita nele e então acaba enlouquecendo por causa disso. Essa é uma homenagem à um episódio de Além da imaginação, onde um homem está numa viagem de avião e acaba enlouquecendo porque é o único que vê um monstro sabotando o avião e ninguém acredita nele.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Freud explica

E ai galera, esse é a quinta quinta-feira que eu respondo suas perguntas de quinta categoria por aqui. Aposto que o Algures tem alguma conexão conspiratória para tantas quintas juntas... Sem mais papo furado, vamos nessa.

Pergunta de Dr T: Porque a Hillary Clinton continuou casada com o Bill depois de ser corneada e o fato dela ser corna ter sido divulgado mundialmente?
Ok, humilhada ela já tinha sido mesmo, então pra ela é muito mais útil usar isso para tentar ser a primeira presidenta “tadinha ela é chifruda” americana da história dos Estados Unidos da America nos EUA do que ficar fingindo por ai que não se conformou. Ela provavelmente só não contava com a astúcia nerd de Barack Obama, que hoje lidera a disputa pela candidatura democrata. Voce não sabia que o Obama é nerd? Sim, ele usa frases de Sandman na campanha, posa em frente a estátua de Superman e ainda por cima é leitor do MDM e fâ do Change, como voces podem ver na foto acima, citada pelo orkuteiro Jefferson lá na comunidade do MDM no Orkut.

Perguntas de Ribas:
1) Qual a cor do cavalo branco de Napoleão?
Alvo.

2) O Duende Amarelo vai virá Skrull?
Ninguém vira Skrull, nasce-se Skrull. Desconfio que exista pelo menos um Skrull (além do leitor Romenique, claro) no Uarévaa, mas não é um bom momento para revelar o nome do suspeito ainda.

3) O Bob Esponja fuma orégano?
Não só fuma, como também cheira orégano e toma orégano na veia.

Pergunta de Chuck Norris: Enquanto Freud explica as coisas o Diabo fica dando toque?
O Raulzito dizia isso, eu não vou discordar dele, mas felizmente eu ainda não levei nenhum toque. Talvez, se o capeta for proctologista, no futuro eu tenha que passar por isso.

Pergunta de Jeetkunejoe: Qual o segredo da ilha de Lost?
Aquilo ali não tem pé ne cabeça. O verdadeiro segredo é não revelar segredo nenhum e manter todo mundo especulando enquanto a série tiver audiência e os criadores puderem faturar alto com isso.

Perguntas de HomemVergonha:
1) Qual foi o primeiro super-herói da DC?
Há controvérsias, porém eu considero o Superman como o primeiro super-herói, pois antes dele o próprio termo super-herói não exstia, apesar de já existirem outros personagens que podem ser considerados super-heróis.

2) Pq o Superman usa a cueca sobre a calça?
Ele sempre se veste apressado e cometia muito essa gafe no início da carreira. Quando ficou sabendo que o fantasma tambem fazia isso, acabou adotando como padrão pra não ter que ficar se explicando.

Perguntas de BIRIGUI NINJA:
1) Qual foi o motivo da mãe do Hell ter dado a ele o nome de IVOMAR KLEBER?
Ivo significa arqueiro, mar é Mar, logo: IVOMAR= Arqueiro do mar. Kleber: Significa colador de papel de parede. Juntando tudo fica algo como “Arqueiro do mar colador de papel de parede!”, a aposta de quem quer que tenha escolhido o nome do Hell deve ter sido que ele fosse um decorador de interiores de transatlânticos, só que felizmente o moleque cresceu, conheceu cerveja, mulheres e um bando de nerds desocupados de um site safado! Isso levou o cara a desvirtuar seu nome, desfalcando para sempre o hall dos célebres estilistas náuticos!

2) Porque diabos o bucha do Robin usava cuequinha verde e sapatinhos de gnomos? Seria uma tara do batima, dele, dos dois, do desenhista ou seria outro motivo que eu não consigo imaginar agora?
Na verdade é uma tara geral ali, uma verdadeira suruba de desejos sexuais reprimidos, inclusive de pessoas que fazem esse tipo de pergunta.

Perguntas de Duende Amarelo:
1) Por que o Corinthians contratou o Acosta?
Foi a pedido do Lula, que quer ver seu xará Lula Molusco no time.

2) Pq o Iron Maiden toca mais no Brasil do que o Tchan?
Simples, o Iron, diferente do Tchan, tem público no Brasil.

3) Pq todo mundo fala GRATUÍTO?
Todo mundo não!!! Muita gente fala porque o analfabetismo é um problema grave, que já foi comentado no primeiro Freud explica.

Pergunta de Romenique Zedeck: Onde os muçulmanos compram bandeiras dos EUA pra queimar?
No camelódromo de lá, bandeiras americanas fabricadas no Paraguai.

Perguntas de Blefe: Para que DIABOS servem os milhares de "bolsos" nos uniformes e cintos dos super heróis?
O Batman era cheio de bolsos, mas preferia guardar o Bat-escudo no CÚ! O caso do Bátima é muito simples. Ele usa seu bat-cinto de 1001 utilidades pra guardar batarangues, bombinhas de fumaça e produtos cosméticos diversos (como uma super-necessaire, coisa de bicha mesmo), ou seja, produtos que não tem tamanho suficiente para gerar o efeito que seu escudo causa no fiofó dele.

Pergunta de Cembi:
Se os skrulls podem replicar vários super-heróis, pq não fazer um exército de Thor ou outros cara fodasso e dominar logo a terra?
Porque uma saga assim não serviria para a Marvel justificar trocentos furos de cronologia que ela precisa apagar. Afinal, não dá pra todos os personagens da editora fazerem pacto com o capeta, dá? Pensando bem... Não divulguem esse blog pro Quesada!!!

É isso, galera. Fora duas perguntas que eu considerei bem respondidas nos próprios comentários (Uma do Chuck Norris sobre kamikazes, respondida pelo Ribas, e uma do Romenique sobre árvores que caem, respondida pelo Al Lock) dessa vez respondi todas. Parabéns aos dois pelas respostas mas parem com essa mania senão eu perco minha vaga aqui. Duplo agradecimento ao Lock, que me ajudou em mais duas perguntas na coluna de hoje. Eu sei, eu sei, eu ainda tou devendo uma porrada de respostas pendentes de outras semanas, MAS CALMA, OK? Assim que puder eu respondo. Cometem e perguntem ai, até quinta.

Sala de Star

Olá pessoal, essa semana entrevisto Glauco Guimarães um dos responsáveis pelo selo de quadrinhos da editora Bossa Nova, que será lançado esse ano e está à procura de projetos, roteiristas e desenhistas.

Mas antes, respondendo ao Sr. 02, vulgo Ribas, em referência ao comentário postado na coluna da semana passada: “o novo filme da seção da tarde: QUANDO O UARÉVAA FICA SEM ASSUNTO! Sinopse: Esses amiguinhos vão arranjar autas comfusões na hora de escrever uma materia para não ficarem com um Blog idiota que nunca é atualizado, e pra isso chamaram essa turminha da pesada de Skrulls!!!” Senhor Fanfarrão Ribas, quando ficar “sem assunto” de novo convido você para a entrevista ok? Lembranças para sua “tia” de português... Agora fiquem com algo mais produtivo que sem a Frederica, chinchila-secretária, isto aqui está uma bagunça e minha paciência pouca. Qualquer dúvida, reclamação ou sugestão podem comentar na caixa de comentários (se não sabe o que é volte para o curso básico de informática tabajara) ou no e-mail uarevaa@gmail.com.

Star: Para iniciarmos, como surgiu a editora Bossa Nova?

Glauco: A editora Bossa Nova surgiu com o objetivo de publicar livros sobre comunicação há alguns anos. Atualmente possui um catálogo de cinco livros especializados na área.

Star: A editora está atualmente procurando artistas para fazer trabalhos na área das histórias em quadrinhos, mas vocês já publicam livros há algum tempo não é?

Glauco:
Sim. Os primeiros pelo selo Bossa Nova HQ serão esses que escolheremos através dessa iniciativa.

Star:
Estão trabalhando com que material no momento?

Glauco:
A editora Bossa Nova acaba de lançar um livro ótimo sobre roteiro, é espetacular. “COMO APRIMORAR UM BOM ROTEIRO” da Linda Seger.

Star: O que levou vocês a se interessarem pela publicação de quadrinhos, visto que esse mercado é bem complicado no Brasil, ainda mais para quem está começando na área editorial?

Glauco: Não vejo dessa forma. O publico de HQ muda o tempo todo, assim como em qualquer área do entretenimento. Tenho visto trabalhos de artistas nacionais com muita qualidade, abrindo novos rumos de mercado. Um exemplo são os álbuns vendidos em livraria com excelente acabamento e a quantidade de artista brasileiro desenhando para editoras fora do país sem sair do Brasil. O motivo de termos tido a iniciativa de publicar somente álbuns nacionais é porque acreditamos no talento dos artistas brasileiros e queremos incentivar a produção nacional.

Star: Você pode dizer, em sua opinião, qual editora atualmente no Brasil trabalha melhor com quadrinhos?

Glauco: Não sei dizer. Mas uma coisa é certa, o objetivo da Bossa Nova HQ é achar e publicar as melhores histórias, as mais criativas, que quebrem paradigmas e sejam inusitadas. Não sei se outras editoras estão empenhadas nisso.

Star:
Algumas editoras começaram a lançar HQ´s de artistas nacionais nos últimos anos, você acredita que a visão das editoras em relação ao material nacional está mudando ou são só casos isolados?

Glauco:
Percebi que a qualidade das obras melhorou sensivelmente. E o leitor percebeu. Consequentemente as editoras que só trabalhavam com quadrinhos importados também perceberam.

Star: O público brasileiro tem preconceito com quadrinhos nacionais?

Glauco:
O publico Brasileiro é o mais difícil de agradar. Mas eu nunca vi alguém recusar uma boa história, seja ela manga nacional, super-herói nacional ou o cotidiano brasileiro.

Star: A internet é um celeiro de novos talentos, você acompanha esses novos desenhistas e roteiristas? Algum site/projeto em especial?

Glauco:
Acompanho tudo referente a HQ, seja na internet, seja nas bancas ou livrarias. Tem muita coisa, muita mesmo. Acho que os sites com notícias sobre HQ fazem um trabalho primoroso. Pra mim é um grande diferencial hoje em dia. Isso não existia quando comecei a me interessar por quadrinhos e fiz meu primeiro fanzine na década de 80.

Star: Por fim, pode lembrar para o leitor do Uarévaa como deve ser o processo para se enviar os projetos para a o selo Bossa Nova HQ?

Glauco:
Bem, para saber como enviar seu projeto basta acessar a pagina www.bossanovaeditora.com.br/quadrinhos Tem tudo que vocês precisam saber, caso ainda tenham alguma duvida podem mandar e-mail para quadrinhos@bossanovaeditora.com.br. Um grande abraço e parabéns pelo blog!