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quinta-feira, 15 de março de 2012

Bem Vindo ao Distrito X



Imagine-se sendo um policial em uma Nova York repleta de criminosos e problemas dos mais diversos todo dia. Agora imagine isso tudo acrescentado de uma população com poderes sobrehumanos, situações das muito perigosas e você ainda não sendo completamente feliz em sua própria família. Essa é a vida do policial Ismael Ortega no Distrito X.




Relendo algumas HQs de meu acervo, me deparei com essa obra lançada em 2006 e que saiu aqui no Brasil na famigerada linha Pocket Panini - uma tentativa escrota de formatinho mal elaborado. Com algumas tramas paralelas e uma narrativa atrativa do escritor David Hine (Spawn), a HQ derivada do universo mutante da Marvel trouxe uma realidade longe do Instituto Xavier, dos colantes e milhares de formações de equipes mutunas, confrontando a relação dos humanos e mutantes. Uma relação explicitada na convivência do policial Ortega e o mutante Lucas Bishop.

Bishop é um personagem surrado no Universo X, primeiro um exilado do futuro no nosso tempo com a missão de impedir um futuro caótico; depois veio a Era do Apocalipse e ele se tornou um sobrevivente em um presente apocaliptico (não deu pra fugir do trocadilho pessoal).

Então veio o Massacre e acabou com todo o sentido de existência do personagem, mostrando que seu futuro era só mais uma realidade alternativa entre tantas outras, e agora? Devem ter se perguntado os editores da Marvel. Que fazemos com ele agora? Qual desgraça vamos inventar?

E então que ele surge em Assassinato na Mansão X (New X-Men de Grant Morrisson) como um Bishop policial do mundo mutante ao lado de Sábia. O conceito foi tão aprovado que o inseriram no Distrito X.

Após o parceiro de Ismael sofrer um contratempo e ficar inativo, Lucas assume seu lugar e passa a investigar problemas com uma droga mutante nova surgida nas ruas da cidade.

Ortega é um policial como todo outro, pai de dois filhos (uma menina e um garoto), casado com uma bela mulher e cumpridor do seu dever com a sociedade. Porém, nem tudo são flores num mundo onde você não pode dormir abraçado com sua esposa por causa do poder mutante dela, onde seu parceiro é controlado mentalmente e acaba cometendo duplo assassinato e onde você vive em um lugar do qual gostaria de saber só em notas de jornal.


Na minha opinião Distrito X tem um bom potencial para um seriado televisivo. O sistema de tramas paralelas, personagens interessantes a serem trabalhados gradativamente (como acontece na revista) e cenas de impacto são ingredientes primordiais de boas séries. Tendo seu primeiro arco (Sr. M) como plot da primeira temporada, bem no estilo HBO, com 10 episódios. Aqui deixarei minha idéia de como seria a sequência de episódios e acontecimentos.

Episódio 1- Bem vindo ao Distrito X: Logo no primeiro episódio nos seria mostrado o que aconteceu com o parceiro de Ismael, tendo um narração em off do policial., um pouco dos personagens principais e da trama principal

Episódio 2 - Uma Lenda Urbana: Vemos a história do garoto sapo, um mutante de onde é retirada uma toxina chamada Girinina, uma droga que causa eufória em quem a utiliza.


Episódio 3 - Um estranho no ninho: Conhecemos melhor a vida do policial Ismael Ortega, suas duvidas e preocupações dentro do caso que é a vida no Distrito X.


Episódio 4 - Verdades: A trama se desenvolve com a invasão ao QG produtor de Girinina, a distribuição da droga e um embate psicológico.





Episodio 5 - Deuses: A intervenção de Absolon na produção de Girinina.


Episodio 6 – Feito a vossa imagem: A história de Absolon e o uso da girinina nas ruas.


Episodio 7 - Efeitos: O inicio da guerra de gangues.


Episodio 8 - Conflitos: Encontro da policia com Absolon e a explosão da guerra de gangues.

Episodio 9 - A mão de Deus: A situação no Distrito X se complica e vidas são postas em risco.

Episódio 10 - A vida no Distrito X: Conclusão da temporada com o desfecho da história do Sr. M

Claro que aqui coloquei uma base de como seriam os episódios, sendo óbvio que ficaria mais detalhado dentro de uma hora de duração de cada um, deixando o final de temporada fechado caso a série não obtive-se exito e pensando em um retorno mostrando a história da vida de Luscas Bishop.

Esqueça viagens no tempo, na minha série Bishop seria filho de mutantes que viveram a vida inteira em Nova York até serem assassinados por anti-mutantes, e ele só despertaria os poderes já na policia, sendo desiguinado para o Distrito X por isso. E se vocês não tiveram paciência de ver todas as imagens podem baixar o arco aqui. Claro, que toda essa idéia poderia se perder se a produção não fosse de qualidade, como isso aqui:



Infelizmente, a série foi cancelada após o evento Dinastia M, onde durante a saga mostrava como era viver em um bairro humano, chamado Mutopia X, em um mundo totalmente mutante. Hoje em dia Bishop novamente foi relegado ao papel de messias do fim do mundo durante o Complexo de Messias - onde ele passa a caçar Hope Summers, a primeira mutante a nascer pós a Dinastia - e um grande potencial foi deixado de lado.

E você, gostaria de ver mais "versões teleseriadas" de histórias em quadrinhos? Deixe sua opinião nos comentários e até a próxima coluna (lembrando que o Irmão Olho agora é mensal).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Trailer japonês dos Vingadores mostra várias cenas inéditas

Esse post nem carece de "leia mais". Confere logo ai.



Mostra um pouco melhor o "exército do Loki", uma luta entre ele e o Thor, o porta aviões da SHIELD.. até a Pepper Pots deu as caras.

Como bem disse o Marcelo ao me indicar o trailer, esse tá bem melhor que os anteriores.

Dia 27 de abril tá chegando, galera!

O Mundo é Incrível e Ninguém Está Feliz

Você costuma reclamar das coisas corriqueiras da vida? Acha que tudo demora?
Tem uma síncope se seu celular não manda uma mensagem ou fica sem sinal por 30 minutos?
Fica revoltado por levar 3 horas numa viagem que deveria levar 2?




Louis C.K. tem um recado para você:



Sim. Nós somos uns idiotas.

Até mais.

sábado, 10 de março de 2012

Morre Moebius, um dos grandes mestres dos quadrinhos!


O ilustrador, quadrinista e cartunista francês Jean Giraud, mais conhecido como Moebius, tem em seu currículo grandes obras dos quadrinhos como a série de faroeste do tenente Blueberry e até em diversas produções para o cinema. Hoje, dia 10 de Março, ele morreu, aos 73 anos, após longo período com estado de saúde debilitado.
Essa notícia realmente pegou de surpresa muitos de seus fãs e quadrinistas e confesso que fiquei bem triste com isso. Moebius foi pra mim uma das grandes inspirações no mundo dos quadrinhos e não é exagero da minha parte dizer que o mundo, hoje, perdeu um dos maiores artistas que já passou por aqui!

O desenhista francês era criador de um universo muito pessoal, dono de um traço sem igual e muito minucioso. Mas sua história não se resume só ao mundo dos quadrinhos, para vocês verem a importância de criação do artista, ele foi responsável pelo design, arte e/ou concepção visual de personagens de vários filmes como Alien - O 8º PassageiroO Quinto ElementoO Segredo do AbismoTron (de 1982), entre outros.



Ter as habilidades de contar uma história com a destreza de Moebius é o sonho de qualquer quadrinista que se preze e eu sempre invejei essa sua habilidade.
Era tudo aquilo que eu sonhava em fazer nos quadrinhos, ter essa visão do extraordinário que só ele parecia ter. 

Uma de suas grandes obras, Arzach ou Arzak, ganhou uma série de "quadrinhos animados" que pode ser conferido aqui nesse vídeo:




Fiz um post mais completo sobre a trajetória do artista e algumas impressões minhas aqui, pra quem tiver interesse em saber mais sobre...
Não sei se todos aqui do Uarévaa conheciam ou gostavam de sua obra, mas é altamente recomendável ler algumas de suas obras-primas. Se você não curte quadrinhos europeus e é mais ligado ao mundo de super-heróis, dê uma olhada na graphic novel do Surfista Prateado, feita em parceria com Stan Lee


Perdemos mais um grande artista, mas suas obras, felizmente, serão sempre eternas!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Podcast Uarevaa #81 - Filmes de Paródia


Apertem os cintos, o podcast chegou!

Freud, Moura e Zenon relembram as melhores paródias do cinema e respondem a grande questão: O QUE afinal é Emilio Estevez?

No Momento Uarévaa, Freud e Marcelo Soares fazem suas "pseudo-áudio-resenhas" dos filmes do Motoqueiro Fantasma, Tintin e da segunda temporada da série Walking Dead.




(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")

E o RSS? E o ITunes?

POIS É, NADA AINDA..

Ocorre que o Mevio, o site onde hospedávamos o podcast suspendeu as contas de uma cacetada de shows por ai, inclusive o nosso. Ainda estamos buscando outra solução no momento e com isso mudou o player do post, a forma de baixar o arquivo e esperamos em breve acertar os feeds e iTunes.


Comentado no Podcast

- "Acalmando uma passageira" em Apertem os cintos, o piloto sumiu!




- Algumas cenas de Top Secret, incluindo o Mousse de Chocolate metralhando os inimigos aos 4 minutos do vídeo.




- O apedrejamento em A vida de Brian.




- "Enrico Palazzo" cantando o hino americano em Corra que a polícia vem ai.




- "Saiam devagar e com calma!", cena de Corra que a polícia vem ai 2 1/2.




- Trailer de Top Gang 2.




- O duelo de Spaceballs.




- O Whazuuuuup! de Todo mundo em pânico.




- A "bêbada" de Todo mundo quase morto.




- Trailer de Máquina Quase Mortífera.




E curtam nossa página do Facebook!



Comente ai ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher!

Nós do Uarévaa ficamos pensando no que postar nesse dia.....é muita coisa fofinha que acontece hoje, cafés da manhã na cama, flores no farol, almoço executivo (Caham), jantar romântico e tudo mais.

O Fato é que apesar de tarde, nós do Uarévaa sempre deixamos aqui uma lembrança nessa data...é pra vocês mulheres!






Parabéns as mulheres, e as corajosas que nos lêem, sabemos que vocês não tem vergonha de assumir esse gosto bizarro...rs.

Equipe Uarévaa.

PS: Menos pra Ioko Ono ¬¬'

Chronicle - Poder Sem Limites

Uaréview
por Moura



E se você tivesse o poder para afastar tudo que te faz mal?

Andrew é um adolescente nerd americano.
Ele adora sua nova câmera de vídeo, que usa como barreira entre ele e o mundo.
Seu pai é alcoólatra. Sua mãe está morrendo numa cama.
Ele não tem amigos, a não ser o primo, Matt, que eventualmente o carrega por aí.
Matt é o cara que tenta ser popular. Está cansado da luta por ser legal na escola.
O cara que corre atrás da garota dos seus sonhos, que o acha um babaca.
Steve é o astro do colégio. E carrega consigo toda panca de quem ostenta o título.
Quer ser presidente de turma. Quer ser presidente dos Estados Unidos.


Tudo muda quando esses três encontram uma misteriosa cratera.



Chronicle é um filme de superpoderes. Mas esqueça tudo que você sabe sobre super-heróis.
Esqueça até o que não trata de super-heróis, mas de pessoas com poderes, como Heroes ou Push.

Aqui, garotos são apenas garotos. E vão usar seus poderes para se divertir e se dar bem com garotas.
Telecinésia. Vôo. Superforça. Resistência sobre-humana. Dê essas habilidades para adolescentes de 17 anos e não espere que eles virem os Novos Titãs.

O filme é todo feito no estilo pseudo-documentário. Assistimos ao filme pela câmera de Andrew - mesmo que ele use sua telecinésia pra isso. E não só por ela. A direção trata de usar qualquer câmera ao redor para te situar - sejam os vídeos de uma colega blogueira, as câmeras de segurança espalhadas na cidade ou os celulares dos curiosos na rua. Em um tempo em que tudo é filmado o tempo todo, esse recurso se mostrou bastante eficaz, nos dando uma visão melhor dos acontecimentos, sem depender de estar na primeira pessoa do protagonista o tempo todo.


O enredo nos mostra, sem pressa e, ironicamente, sem demora, as etapas pelas quais passam os jovens protagonistas.
Cada um dos três tem sua própria idéia do que fazer com os poderes. Mas esqueça capas e colantes.
Chronicle está muito mais para Akira do que para Vingadores.

O "vilão" da trama é construído pouco a pouco. E é impossível não, ao menos, entender o que o motiva.
Sim, vilão entre aspas porque não é mal. É uma vítima dos fatos. Como muitos são. O próprio "herói" da trama afirma isso em dado momento.
E note que herói também está entre aspas.

De onde nasce o bem? De onde nasce o mal? Mais que isso: existe esse tipo de maniqueísmo?
Ou somos todos apenas resultados dos caminhos tortuosos aos quais somos jogados?


Quem assistiu ao trailer tem certa idéia do que acontece, mas vou evitar spoilers aqui.

O que posso dizer sem medo é que a trama se constrói aos poucos, nos fazendo identificar com o trio protagonista, até chegar ao ápice.
O clímax do filme é excelente. A idéia dos vídeos amadores ajuda muito nos efeitos, mas eu, pelo menos, me senti dentro daquela loucura toda.
Efeitos muito bons em uma cena final que dá de dez nas resoluções dos filmes Marvel. É sufocante, angustiante, assustador.

Enfim, não é um filme épico ou histórico. Mas é um ótimo filme para ser apreciado.
E para ser repensado eventualmente.



Afinal, se você tivesse o poder, você tem certeza que não faria o mesmo?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Black Mirror: A sombra em nosso reflexo tecnológico


Cercado de aparelhos eletrônicos, com acesso a uma infinidade de conteúdo, o ser humano demonstra não ter capacidade mental de absorver a quantidade de informações que estão à sua disposição. Até onde a “era mídia” pode nos levar?


Narrada em três episódios com histórias e elenco independentes, a série inglesa Black Mirror adota uma visão de humor negro para apresentar a influência das novas tecnologias na vida moderna. Discutindo desde a idolatria as estrelas até a força das redes sociais, a série mostra um futuro (próximo?) onde nem sempre ter avanços tecnológicos significa a felicidade.

Parte I: The National Anthem

Digas que vídeo vês e te direi quem és!


"O Primeiro Ministro Michael Callow (Rory Kinnear, de “Five Days” e “Vixed”) enfrenta um dilema quando um dos membros da família Real é sequestrado. O problema é que a história passa a ser acompanhada pelo público via Twitter e You Tube, onde um vídeo enviado pelos sequestradores alcança audiência recorde". 

È impressionante como ideia simples podem ser muito boas. Afinal, forçar pessoas, ainda mais políticos, a fazerem algo utilizando as redes sociais, em um ciberterrorismo, pode não ser algo comum hoje em dia. Mas, com o avanço do ciberativismo, que pode levar rapidamente a um ciberterrorismo mais “presencial” – já vemos algumas cabeças disso em casos como os ataques dos Anonymous, não duvido nada que algo assim surja logo.

Outro ponto interessante mostrado pelo episódio é a força que as mídias digitais conquistaram em cima das chamadas “mídias tradicionais” (TV, rádio, jornal). Fato cada mais mais cotidiano, ainda mais no caso dos jornais impressos que vemos fecharem mundo a fora e migrarem para a internet, ou ainda como essa “velha” mídia se pauta na atualidade por acontecimentos “online” (onde a Luisa estava mesmo?).


Parte II: 15 Million Merits


A mídia transforma até a verdade em um show.

Estrelado por Rupert Everett, o episódio faz uma sátira aos programas de reality shows explorando a sede do público por distração e fuga da realidade. Na história, situada em um universo paralelo, todos estão condenados a horas intermináveis de trabalho árduo. A única forma de escapar deste modo de vida é participando de um programa de caça talentos conhecido como Hot Shot, uma espécie de “The X Factor”.

Apesar de menos impactante que o primeiro episódio, aqui temos algumas questões que particularmente adoro debater. Primeiramente o sistema de celebridades e como nós, meros “mortais”, idolatramos elas como se estar na televisão, cinema e afins, fosse ser algo além de humano. Assim, nós seriamos nada.

Ainda dentro disso, põe em cheque os programas de “fabricação” de celebridades, os chamados reality shows, como atrações de humilhação pública. Além de criticar, sutilmente dessa vez, o que chamo de “vida artificial ainda em pele viva”, ou seja, sermos robôs sem o metal quando não vivemos de fato, só somos alimentados pela tecnologia (“quer comprar o novo aplicativo que não vai melhorar em nada sua vida Senhor?”) e mídia (“Oh loco meo, vamos ver o mais novo evento midiático do momento”).



Parte III: The Entire History of You


Me mostre o que você viu.

Também situado em uma realidade paralela, o episódio, estrelado por Toby Kebbell, traz um mundo onde todos carregam um implante que lhes dão acesso a um sistema de informática, que grava tudo o que eles viram, ouviram ou fizeram na vida. Desta forma, ninguém esquece nada.

O mais fraco dos três episódios, ainda trás umas discussões interessantes acerca da “paranoia memorial” que vivemos hoje em dia. Isto é, com as tecnologias digitais podemos quase que completamente não esquecer mais nada, afinal, temos vídeos, postagens, celulares, tablets, todo tipo de aparelho para gravar nossos momentos vividos e nos lembrar deles no futuro.

Em uma vibe bem Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, o episódio levanta a reflexão sobre a importância de se ter o prazer de esquecer, ou pior, de que os outros não vejam o que nós vivemos. Pois, mesmo que você não filme sua viagem ou saída na balada, sempre terá alguém fazendo isso e trazendo a tona até o que você não gostaria. E, muitas vezes, nos deixando presos a memórias passadas e não vivendo o presente.


Eu sou fascinado nessas discussões que a ficção científica trás sobre nosso presente revestida em uma camada de futurológismo. Black Mirror faz isso muito bem, um reflexo sombrio de nossa sociedade atual e dos rumos que podemos tomar. Mais do que recomendado para quem curte tais discussões.

2 Coelhos


Edgar tem um plano e ele pretende derrubar dois coelhos com uma cajadada só.



Há algum tempo uma leva de filmes mais focados na ação e intriga tem surgido no cinema nacional. Obras como Tropa de Elite e Assalto ao Banco Central buscam se garantir em tramas repletas de reviravoltas e planos mirabolantes, recheadas de tiros e explosões. É nessa levada que 2 Coelhos, filme de Afonso Poyart, aposta.

A história trás Edgar (Fernando Alves Pinto), um homem que volta dos Estados Unidos depois de dois anos, em um tipo de “exilio” depois de escapar de ser preso após atropelar a mulher e a filha de Walter (Caco Ciocler), que agora trabalha no restaurante de seu pai. Ao voltar ele vê uma possibilidade de mudar sua vida aproveitando das relações entre Maicon (Marat Descartes), criminoso sob investigação da policia federal, a promotora pública Julia (Alessandra Negrini), seu marido e um renomado Deputado Federal, e, assim, dar um grande golpe.

Ahhh Alessandra Negrini...
O filme trabalha um roteiro que a principio seria uma história pura e simples de “assalto”, isto é, um plano para roubar algo e somente isso. Mas, inteligentemente, Poyart, se aproveita desse plot e, seguindo os passos de um Tarantino, o usa como pano de fundo para trabalhar as relações entre os personagens e os dramas modernos, utilizando de bem encaixadas intercalações de flashbacks para mostrar como nossas vidas podem ser interconectadas tanto para o bem quanto para o mal.

2 Coelhos é uma obra com um roteiro bem construído, uma montagem bem estruturada, atuações adequadas e efeitos especiais que se poderiam ser melhores, não atrapalham a qualidade do filme. Mas, que espero que em trabalhos futuros o diretor se contenha mais em utilizá-los, e ainda mais com tanta constância, pois, em alguns momentos se tornam até desnecessários – como na sequencia a “la Sucher Punch”.

Bem que a Negrini podia estár mais Babydoll né?
Outra coisa que me incomodou foi a mania do roteiro de querer sempre enganar o público, jogando reviravoltas o filme todo tornando o recurso cansativo com o passar do tempo. Em contrapartida, alguns recursos visuais e de montagem bem no estilo Jorge Furtado de ser - a utilização do off, o uso da linguagem infográfica para explicar determinada ação na história – são muito bem elaborados e contribuem de forma agradável á história. Assim como uma trilha pautada em ritmo frenético, rock e “porrada”, aliada a uma boa montagem de som, dá o impacto sinestésico necessário que o filme pede.

Em resumo, 2 Coelhos é divertido, bem dosado em ação, intriga, humor e cumpre o que se propõe: ser uma aventura “massa veio” pra caramba, e isso é bom para nós e o cinema tupinikim.



Serviço:

2 Coelhos
Ação/Policial
Direção e Roteiro: Afonso Poyart: Afonso Poyart
Elenco: Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Marat Descartes, Neco Vila Lobos, Roberto Marchese, Norival Rizzo, Thogun, Thaíde, Yoram Blaschkauer, Robson Nunes, Aldine Muller
Duração: 104 min.
Censura: 16 anos

terça-feira, 6 de março de 2012

The Ghastly Awards


Visando premiar os criadores dos quadrinhos de horror e nomear os melhores do ano, foi criado em 2011 o prêmio Ghastly Awards. Fundado por Decapitated Dan com a ajuda de Steve Banes, Mike Howlett, Lonnie Nadler e Mykal Banta, The Ghastly Awards está em sua primeira edição. Após meses de nomeações por profissionais e editoras de quadrinhos, os indicados foram revelados.

Os juízes dessa edição são: Decapitated Dan, Lonnie Nadler, Steve Banes, Mike Howlet e Mykal Banta.

Categorias:

Melhor Título em Andamento: 

Animal Man (DC) 
The Goon (Dark Horse) 
Walking Dead (Image Comics) 
Sixth Gun (Oni Press) 
Hellblazer (Vertigo) 

Melhor Minissérie: 

Hellboy: The Fury (Dark Horse) 
Locke & Key: Keys to the Kingdom (IDW Publishing) 
Witch Doctor (Image Comics) 
The Vault (Image Comics) 
’68 (Image Comics) 

Melhor One-Shot: 

Hellboy – Buster Oakley (Dark Horse) 
Locke & Key: Guide to the Known Keys (IDW Publishing) 
’68 Hardship (Image Comics)
 Hellblazer Annual (Vertigo) 
Fail of the Dead (Antarctic Press) 

Melhor Série Nova: 

Animal Man (DC) 
Witch Doctor (Image Comics) 
Green Wake (Image Comics) 
Hellraiser (BOOM! Studios)
I, Vampire (DC) 

Melhor Antologia: 

Hellraiser Masterpieces (BOOM! Studios) 
Creepy (Dark Horse) 
Fubar 2 (Alterna Comics) 
Strange Aeons Magazine (Strange Aeons) 
A Very Zombie Christmas (Antarctic Press 

Melhor OGN: 

Flesh & Blood (Monsterverse)
Crossed 3-D (Avatar) 
Black Fire (Archaia) 
Deadworld: Last Siesta (IDW Publishing) 
Dear Creature (Tor) 

Melhor Coleção de Arquivo: 

Awakening Omnibus (Archaia) 
Bob Powell’s Terror (IDW Publishing) 
Creepy Archives Vol. 10 (Dark Horse) 
Deadworld Classics Vol. 2 (IDW Publishing)
 Creepy Presents: Bernie Wrightson (Dark Horse) 

Melhor Roteirista: 

Cullen Bunn – The Sixth Gun 
Joe Hill - Locke & Key 
Robert Tinnell – Flesh & Blood 
Steve Niles – Doc Macbre, Criminal Macabre 
Robert Kirkman – Walking Dead 

Melhor Desenhista: 

Gabriel Rodriguez – Locke & Key 
Riley Rossmo – Green Wake 
Neil Vokes – Flesh and Blood 
Garrie Gastonny – The Vault 
Jacen Burrows – Neonomicon 

Melhor Arte-Finalista: 

Mark Bloodworth – Deadworld Last Siesta 
Riley Rossmo – Green Wake 
Jonathan Case – Dear Creature 
Charlie Adlard – The Walking Dead 
Terry Moore – Rachel Rising 

Melhor Diagramador: 

Thomas Mauer – Awakening Omnibus 
Kelly Tindall – Green Wake 
Menton Matthews III – Monocyte 
Marshal Dillion – Skullkickers 
Terry Moore – Rachel Rising 

Melhor Colorista: 

Dave Stewart – BPRD 
Matt Webb – Flesh and Blood 
Jay Fotos – Locke & Key, ’68 
Misty Coats – Skullkickers 
Atilla Futaki – Severed 

Melhor Web Comic: 

Disappointing Monsters 
Tales of Mr. Rhee 
Romantically Apocalyptic 
Sex and Monsters 
Frankenstein Superstar 

Os vencedores serão anunciados em 31 março de 2012. Para mais informações sobre o Prêmio Ghastly ou apresentar suas indicações ao prêmio para a temporada 2012 acesse o site oficial: www.ghastlyawards.com

As inscrições para candidatos 2012 estão abertas desde o dia 29 de fevereiro e vão até o dia 31 de dezembro de 2012.