É bom saber que os quadrinhos vivem um bom momento no Brasil. Prova disso é o projeto Caixa HQ Brasil, que traz leituras mensais ao Teatro da Caixa de 9 Graphic novels dos mais instigantes autores nacionais, e que tem mais uma edição nesta quarta-feira. A idéia do Cena HQ Brasil é promover discussões sobre a produção nacional de quadrinhos. Cada leitura é seguida de um debate entre o encenador e o autor da obra. Em março o projeto teve sua abertura com Vigor Mortis Comics, dirigida por Dimis Sores, da Cia Bife Seco; em abril contou com a premiada Achados e Perdidos, dos mineiros Luis Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno, com direção de Nina Rosa; maio trouxe Yuri - Quarta Feira de Cinzas, de Daniel Og, que recebeu leitura com a encenação de Paulo Biscaia Filho. Mês passado contou com a presença de Lourenço Mutarelli apresentando seu detetive Diomedes.
A leitura deste mês será a Hq Cachalote, uma das mais celebradas dos últimos anos, de autoria de Rafael Coutinho (que, para quem não sabe, é filho do grande Laerte) e Daniel Galera.
A HQ conta seis histórias independentes, mas aparentemente unidas pelo misterioso navegar de um cachalote, a maior das baleias com dentes. De um lado, um decadente ator chinês suspeito de participar da morte do astro do filme, enquanto um garoto mimado é enviado a Paris para se tornar responsável; de outro, um escultor famoso e controverso, que aceita participar de um filme baseado em sua vida por pura vaidade, enquanto um jovem vendedor de ferragens, adepto da dominação sexual com cordas, se apaixona por uma garota que gosta da mesma perversão; e, por fim, um escritor deprimido que se encontra com a ex-mulher a fim de manter esse vínculo afetivo, enquanto uma velha mulher, grávida e solitária,vaga por sua mansão onde tem encontros oníricos com uma baleia na piscina.
O projeto Caixa Cena Hq Brasil tem patrocínio da Caixa com curadoria de autores pelo quadrinista José Aguiar (Ato 5, Quadrinhofilia, Vigor Mortis) e curadoria de encenadores pelo dramaturgo Paulo Biscaia Filho.
Quem é de Curitiba, estiver de passagem ou for de cidades próximas e puder aparecer, acho que é uma boa dica. Quem não leu a HQ ainda terá a oportunidade de conferir de perto a obra; quem já leu vai poder acompanhar uma outra pegada com a encenação.
Cena Hq Brasil Apresenta Cachalote De Rafael Coutinho e Daniel Galera Leitura Cênica com direção de Luciana Barone Elenco: Luiz Bertazzo, Paulo Viniciuse Airen Wormhoudt Participação do músico Felipe Ayres
Dia 11 de Julho (amanhã) Na Caixa Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 280) Informações: (41) 2118-5111 Ingresso: um livro de quadrinhos ou um livro não didático
O universo das webcomics está repleto de gêneros, personagens e todo tipo de experimentalismos, que muitas vezes fica só pela rede de computadores. Não é o caso de Dinamite & Raio-Laser, que acabam de ganhar revista pela editora Devir.
Dinamite & Raio-Laser - Zerom, escrita por Alexandre Maki e ilustrada por Samuel Fonseca,traz uma história inédita dos personagens vencedores do HQ Mix de melhor webcomic. Ao mesmo tempo em que amplia o universo da Escola de Heróis das histórias, a revista faz referências às tiras já publicadas na web.
Dinamite e Raio-Laser são amigos e colegas de classe em uma escola de super-heróis. Sim, há uma escola de super-heróis no mundo de Dinamite e Raio-Laser. A razão disso é que no mundo deles, hora ou outra, sempre surge um cientista louco a fim de dominar o mundo, um gigantesco monstro-lagarto do meio do oceano ou até mesmo alguma entidade diabólica do plano infernal.
Dinamite [asism como o Batman] tira qualquer coisa que precise de trás das costas; é virtualmente indestrutível, resiste a quedas, cortes e ferimentos sem se machucar, tem humor irreverente e desconcertante. À primeira vista, com seu chapéu Fedora, gravata listrada e biótipo franzino, Dinamite parece deslocado num mundo de heróis de capa e collant. Engano comum, pois "Dina" merece seu posto em meio aos futuros defensores do mundo. Quem mais tem o poder de resolver problemas com ferramentas providencialmente retiradas do nada? Filosofia de Vida: "Não deixe que uma bigornada na cabeça tire o sorriso do seu rosto"
Raio Laser tem diversas formas de combate desarmado e controle do chi; engenharia e pilotagem de robôs Mecha. Impulsivo. Eficiente. Letal. Assim é Raio Laser. Ou como ele imagina ser. Esse aprendiz de super-herói se gaba de seus apetrechos tecnológicos e de sua maestria nas artes marciais, mas tanta presunção causa verdadeiros desastres, que vão de destruição de patrimônio público a baixa popularidade entre as heroínas. Filosofia de Vida: "Nada pode deter o Laser. Em fração de segundos ele pode viajar pelo espaço e atravessar qualquer barreira. Assim como eu."
Confira um trailer do lançamento:
Sempre apoiamos produções nacionais aqui, e eu em particular adoro novos lançamentos ligados mais ao público infantil. Trazer a gurizada para o mundo dos quadrinhos é mais do que uma obrigação, é uma necessidade para manter o mercado.
Dinamite & Raio-Laser: Zero
Editora: Devir
Autor(es): Alexandre Maki
Ilustrações: Samuel Fonseca
Formato: 20,5 cm × 27,5 cm
Miolo: 48 páginas coloridas sobre papel couchê 115 g/m²
Acabamento: Brochura com laminação fosca e reserva de verniz
O que você faria se você se tornasse o Homem Aranha?
Parece que foi essa a pergunta que Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves e Mark Webb, roteiristas e diretor de O Espatacular Homem-Aranha, se fizeram para trazer novamente para as telas de cinema mais uma história do herói aracnídeo, inaugurando uma nova fase ou melhor dizendo, o "reboot" da filmografia do herói da Marvel no cinema.
E como o significado da palavra diz, reboot significa desprezar, descartar muito ou tudo daquilo que já foi feito numa sérieanteriore iniciar umanovacom novas ideias.
E amiguinho, fã de Homem-Aranha "old school" como eu, deixa eu te avisar uma coisa se caso você ainda não foi assistir o filme... não espere nada relacionado com seu personagem favorito! A não ser que você tenha começado a ler as revistas do Teioso através da linha Ultimate. Aliás, acho que nem por aí você vai sentir alguma ligação ou relação com a cronologia normal dessas revistas.
Você deve estar se perguntando: "como assim, não esperar nada relacionado com o Homem Aranha no filme dele?" Pois é, é o filme do Homem-Aranha, mas de um Homem-Aranha de outra linha ou universo qualquer, menos a do que estamos acostumados.
Os caras seguiram a risca esse lance de reboot e tudo que você vê nos 136 minutos de filme é uma história de um novo Peter Parker e como ele lida com seus recém-adquiridos super poderes e com os problemas que eles acarretam em sua vida!
Para começo de conversa, logo no início do filme, já dá pra perceber que aquele Peter Parker hipster e skatista não é de longe algo relacionado com o nosso derrotado e tímidoPeter Parker. E vou te falar, não que tenha ficado ruim, mas é impossível para um fã do personagem a muito tempo, criar empatia com isso que eles tentaram criar. Essa introdução à uma nova vida para o personagem.
Não há aquela dualidade que estamos acostumados a ver nos quadrinhos, em relação ao comportamento do personagem que é mais nerd e inseguro enquanto é apenas o Peter, estudante e fotógrafo, e como esse lado é sobrepujado quando ele veste seu uniforme, se tornando um herói piadista e cheio de si! Nesse filme Parker é fodão desde o início! E piora consideravelmente depois de ganhar seus poderes aracnídeos! É meio decepcionante ver o Flash deixando de ser aquele babaca que vivia enchendo o saco de Peter para se tornar apenas um Joselito sem noção que não sabe brincar.
Enfim, sua origem, que é conhecida a mais de 40 anos, é deixada de lado para que uma extremamente nova seja contada.
E isso não atrapalha, desde que você vá ao cinema com a cabeça totalmente aberta a isso.
Sério, eu encarei esse filme como sendo um "O que aconteceria se..."
Sim, mais ou menos um "O que aconteceria se... Andrew Garfield se tornasse o Homem-Aranha"!
Essa atualização do personagem nos cinemas "matou" todo o conceito criado para ele nos quadrinhos. Ele deixa de ser a vítima e se torna o cara descolado!
Afinal, ele já é apresentado no começo como o hipsterzinho (ele faz o caminho contrário e usa óculos depois de ganhar os poderes) que tira fotos e anda de skate e enfrenta o Flash, em uma versão menos atlética e ainda como jogador de basquete e não de futebol americano, que só não consegue vencê-lo porque ainda não tem os seus poderes, e quando consegue, faz da maneira mais babaca possível.
Problemas com as mulheres? Sim, ele tem. Na verdade, só com uma, a Mary Jane tá loira?Gwen (Emma Stone) que se joga nos braços de um cara que apenas não tem tato com mulheres. Sim, Garfield não passa a impressão de ser um Peter tímido, mas apenas de um cara que não sabe lidar com uma situação onde ele curte muito a garota, mas não consegue convidá-la pra sair.
E o desenvolvimento de seu relacionamento com a Gwen Stacy é tão rápido quanto as cenas que mostram como ele inventou seu sistema de lança-teias (uma das poucas mudanças boas do filme) e da construção do uniforme...
Muitas outras coisas irão incomodar o fã de carterinha do aracnídeo, tanto as incongruências com sua origem, cronologia, o "design" do uniforme e o pior de todos, a bizarrice em relação ao fluido de teias (presta atenção nisso), quanto com os furos propositais do roteiro, que deixam pontas soltas para o segundo de uma maneira muito boba. Tô falando da relação dele com a investigação do assassino do Tio Ben e o sumiço dos pais.
Aliás, o Tio Ben é uma das melhores coisas do filme. Feito por Martin Sheenem uma atuação bem honesta, é o único que consegue demonstrar a relação do personagem com os quadrinhos, mesmo que tenham limado a famosa frase sobre Poderes e Responsabilidade. Prova do foco que deram para o personagem é a Tia May (Sally Field) que ficou irreconhecível nesse filme. Toda aquela preocupação com o sobrinho, que às vezes era até chata nos quadrinhos, deram lugar à uma apatia tão grande quanto sua cara de cachaceira! Parecia mais que ela estava com medo de um sobrinho envolvido com drogas que provavelmente iria lhe roubar sua aposentadoria.
O emaranhado de coincidências convenientes que o roteiro propõe é pobre demais para se aceitar, mesmo que isso tenha partido um pouco da ideia já mostrada na linha Ultimate e nos desenhos animados do personagem, que, por coincidência ou não, leva o mesmo nome do filme (mas que de longe é bem melhor!). A ligação entre os personagens, a "teia" que armaram para amarrar os personagens, soa cômoda demais. O pai de Peter trabalhou com o cientista Curt Connors (Rhys Ifans)que agora trabalha nas empresas Oscorp, de Norman Osborn, e Peter acha a pasta que contém documentos indispensáveis à pesquisa de Connors, que é chefe da namorada que estuda na mesma classe, que por causa dessa pesquisa genética, cria tanto o herói quanto seu antagonista e que necessita dos conhecimentos de Gwen para criar um antídodo para vencer o vilão... faz favor!
Não sei se essa foi a melhor saída para recontar a origem do personagem, nem sei se a inserção dos pais de Peter, na verdade, era tão necessária assim, porém, analisando o que foi mostrado em Homem-Aranha 1, onde também houveram grandes mudanças como a teia orgânica, a substitição da primeira namorada de Peter, a loira GwenStacy pela ruiva Mary Janepeitcholas caídas e a "Power-Rangerização" do Duende Verde, ficou dez vezes mais difícil recontar a história como ela era nos quadrinhos originais. Mas até que valeu o esforço. Apesar de todas essas diferenças com os quadrinhos, o filme não é tão ruim. As cenas de ação são muito legais. Abusaram na massa-veísse das cenas POV (Point of View), ou no português claro, ponto de vista do personagem, que deram a sensação de como é ser o herói enquanto ele "balanga" pela cidade. Uma curiosidade é que cortaram parte daquela cena que é mostrada no trailer.
Todos os CGs estão absurdamente bons! E vistos em 3D, acho que melhora bem a experiência. O Lagarto está bem diferente do que eu imaginava, meio humanóide ainda, mas as cenas onde aparece está bem críveis, quanto sua movimentação, etc.
As cenas de luta são empolgantes e renderam bons (e poucos) momentos do filme. Inclusive a participação do velhinho Stan Lee no meio da treta! Outra coisa, são os disparos de teia. Ficaram bem legais da forma apresentada. A movimentação do Aranha também ficou bem mais fluída e impactante, com direito a posições iguais as vistas nos quadrinhos! Nesse sentido, ficou muito mais fiel!
O resultado é satisfatório. Marc Webb conseguiu fazer um bom trabalho com um roteiro lixo que lhe deram e transformou num filme massa véi para o público médio. É como já cansamos de falar por aqui, a Marvel continua se especializando em fazer filmes médios bons. Pena que não esteja à altura do personagem...
Esqueça tudo que você sabe sobre o Homem-Aranha e talvez assim você se divirta no cinema!
Freud, Moura, Rafael Rodrigues, Zenon, Luis Modesti e Marcelo Soares relembram as melhores minisséries de TV Brasileiras e... bom... É isso porra, ouve ai!
E no Momento Uarévaa, Freud Marcelo e Modesti permanecem para a leitura de comentários e para falar do reboot da Marvel Comics, a luta Silva VS Sonnen, o jogo dos Curíntcha e por ai vai...
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E o RSS? E o ITunes? Já tá tudo ok?
PORRA NENHUMA...
Nem vamos mais prometer prazo nenhum, porque tá brabo. Mas vamos resolver o mais breve possivel, galera, acreditem! Devemos e não negamos, pagaremos quando pudermos.
Comentado no Podcast
- Post do Moura sobre a minissérie Som & Fúria: AQUI
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Quando um hobby se torna um vício, ter acesso a certos segredos pode ser muito perigoso...
Mais uma história do HQCX, com roteiro de Rafael Rodrigues e arte de Thiago Danieli. Basta clicar no play e navegar usando as setas do teclado ou os botões e rolagem do mouse.
No site do O Caxiense vocês podem encontrar todas as hqs já disponibilizadas, basta clicar nesse link.
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Às vezes, a jornada de uma música para alcançar os píncaros da glória e do sucesso popular passa por vários intérpretes. Esse é o caso da pérola que inaugura essa malfadada coluna. Por quantos cantores uma música precisa passar pra cair no gosto do povão? Cada um deles deixa uma marca indelével? Leia mais no post.
Ame ou odeie, VOCÊ CONHEÇE ESSA MÚSICA! E uma das músicas mais populares do Brasil teve o início de sua jornada em Portugal (Cuma?). Por acaso você conhece o bardo brasileiro que fez sucesso em terras lusitanas chamado Marcio Ivens? Cantor natural de Caçador – SC teve o início de sua carreira aos 12 anos, como revelação mirim nas rádios locais. Chegou a fazer um show para índios no Amazonas, contratado pelo presidente Juscelino. Nota-se que o histórico de agressões aos índios não tem fim.
Depois de uma passagem de relativo sucesso por Buenos Aires, o intrépido Marcio quis alçar voos maiores e se lançou para Portugal. Pro seu azar, o cantor tomou um toco da empresária e ficou sem um puto no bolso. O que restou a nosso intrépido personagem foi cantar em bares até juntar alguns Escudos e retomar a carreira. Foi quando então ele se lembrou de uma marchinha de carnaval safada, ruim pra caramba, mas tão grudenta quanto goma arábica: Bilu Tetéia.
Juntando o ritmo da marcha com alguns acordes de instrumentos portugueses, em 1974 ele lança um compacto com a referida melodia. Por algum motivo que ninguém entende, a música fez um grande sucesso. Tanto que o show do Marcio era vendido como Marcio Ivens e as Tetéias. Mas esse vídeo mostra o porquê de tanto sucesso. Nada como um cantor que não olha pra câmera e se enrola no fio do microfone.
Sensacional. Que intérprete! Ele vive a música. Dá pra sentir sua depressão por ter de fazer um biluzinho sozinho. E como dança o gajo. Parece o Godines de tão à vontade. Brilhante. Detalhe para o radical grito de Uhhhhh a 1’53’’ do vídeo.
Mas ainda faltava algo para essa música tão erudita. Faltava voltar para terra brasilis. Tal fato foi muito beneficiado pelo motivo de que muitos sucessos estrangeiros eram adaptados para o português e, no caso de Bilu Tetéia isso nem era necessário. E, em 1975, no Festival Abertura da Rede Globo, que apresentou ao mundo nomes como Alceu Valença, Luiz Melodia e Djavan, veio como um furacão aos palcos o fenômeno Mauro Celso.
Não da pra descrever simplesmente. Veja o vídeo:
Que dança, que ritmo, que figurino! Modelinho de hippie chique, saltitando tal qual uma gazela em verdes pastos, Mauro Celso conquistou corações e mentes ao interpretar Farofa-fá. Sucesso imediato. Farofa-fá foi uma das músicas mais executadas de 1975 em todo o Brasil. Com esse sucesso, claro, veio à gravação do LP “Para Crianças de até 80 anos”. E no repertório, nada poderia combinar mais com seu jeito lépido do que regravar o sucesso que vinha de Portugal.
Assim Bilu Tetéia ganhava novamente o Brasil. Confira a roupagem de Mauro Celso:
Aí vem uma coisa inesperada. MAURO CELSO ERA UM PROFETA. Prevendo que sua interpretação levaria a algo muito maior, o bardo vaticina aos 3’08’’ do vídeo quem irá substituí-lo. É assustador.
Onze anos depois, um comunicador que entraria pra história da TV escolhia músicas para o repertório do seu segundo LP. Seu primeiro disco, intitulado apenas com o seu nome, Sergio Mallandro, havia vendido muito mais do que o esperado, impulsionado pelo sucesso e popularidade obtido no Show de Calouros. Agora, com um programa infantil chamado “Oradukapeta”, seu repertório seria mais voltado para o infantil.
Mas faltava a música que ia sustentar o disco. A primeira faixa do disco, Um capeta em forma de guri, era tema de abertura do programa. Ainda faltava ao repertório uma música com o balanço e a ginga condizente com esse grande astro dos anos 80. Então veio a brilhante ideia. Por que não juntar dois clássicos da década passada eu um único e retumbante sucesso? Dito e feito. Com a junção de Bilu Tetéia e Farofa-fá Sergio Mallandro conquistou não apenas o sucesso radiofônico, mas o coração de toda uma geração de fãs. Ouro puro. Confira ai:
Depois dessa verdadeira obra-prima, só posso encerrar essa coluna de estreia com as palavras de sabedoria do filósofo Sérgio Neiva Cavalcanti:
Neo salvou a humanidade do extermínio, é o que dizem. Kaydara não acredita nisso.
Kaydaraé um membro da resistência humana que não acredita nas histórias sobre Neo, contrariando seu irmão mais novo que é totalmente crente. Mesmo com opiniões diferentes, os dois seguem em missões dentro da Matrix como mercenários, quando são contactados por um homem que os contrata para um simples trabalho: eliminar o Escolhido.
Os diretores Raphael Hernandez e Savitri Joly-Gonfard, contaram apenas com recursos caseiros, sendo dois computadores e três câmeras HD para construir sua visão sobre a obra cinematográfica cyberpunk. Confira abaixo:
Kaydara aponta ainda um caminho bem interessante para uma continuação de Matrix, porque após o fim da trilogia um armistício foi selado entre Neo e o Arquiteto. Uma trégua que todos sabem não duraria muito, mas que imagino Neo tentaria, agora inserido no sistema, mudar as coisas por dentro (como todo político honesto em inicio de vida política).
E se décadas depois, quando o Escolhido fosse já uma lenda, uma religião quem sabe, alguns se opusessem a essa história e fossem renegados dentro do mundo de Zion? O protagonista podendo ser exatamente um Kaydara da vida, alguém que não acredita em Neo e luta suas próprias batalhas. Então, um dia, ele e sua tripulação rastreassem uma anomalia e fossem investigar, e no meio de toda a sequencia de fatos eles descobrissem que Neo existia, mas agora estava agregado ao sistema como um programa de computador reconfigurado?
Poderia criar boas discussões sobre o endeusamento de heróis, como o ser humano precisa ser seu próprio "Deus", e até quem sabe criar um movimento para que a luta com a Matrix fosse finalmente extinguida quando todos os humanos despertassem e deixassem as máquinas sem alimentação.
Enfim, esse fanfilme só mostra o quanto ainda se poderia explorar desse universo criado pelos Irmãos Wachowskis, como feito em Animatrix ou no Matrix Comics.
Nos dias 23 e 24 deste mês aconteceu, em Porto Alegre, a Multiverso Comic Con (como já havíamos divulgado aqui). Este que vos escreve esteve lá e conta um pouco de como foi o evento. A Multiverso Comic Con não é o único evento voltado para quadrinhos no Rio Grande do Sul, mas tem se destacado, embora esteja apenas na sua segunda edição, por buscar um formato como o das convenções de quadrinhos americanas (as chamadas comic cons, daí o título). Para quem não está familiarizado com este tipo de evento, ele é simplesmente um resumo de tudo o que o nerd fã de quadrinhos costuma gostar: Desenhos, action figures, e muitas, mas muitas HQs.
É claro que, por ser uma convenção, ela conta também com diversas atrações, entre elas painéis e entrevistas com autores, artistas e profissionais diversos da área dos quadrinhos. E nesta edição da Multiverso comic Con não foi diferente. Nomes como o editor da MSP Sidney Gusman, o editor da DC na Panini Levi Trindade, os artistas Daniel HDR, Luke Ross, Eddy Barrows, Renato Guedes, Carlos Ruas, Estevão Ribeiro, Rafael Albuquerque e o convidado internacional Eduardo Risso, além da colorista indicada ao Eisner Awards Cris Peter e Thedy Corrêa (sim, o vocalista do Nenhum de Nós), entre muitos outros.
Entre os painéis, diversos assuntos como a ascenção das tirinhas de internet, o reboot da DC Comics, o filme Os Vingadores, os Batman de Christophoer Nolan e a polêmica sobre a homossexualidade do Lanterna Verde Alan Scott trouxeram o que há de mais interessante na produção de quadrinhos nacional e assuntos atuais que acontecem nas editoras americanas, além de muita informação sobre o mercado e artistas, com entrevistas interessantíssimas com diversos dos convidados.
Minha presença lá foi tanto como imprensa quanto como fanboy, pois tive a oportunidade de rever diversos amigos e de conhecer pela primeira vez autores e artistas dos quais sou fã (além disso, fiquei no mesmo hotel que os convidados, então pude bater um papo e trocar ideias com vários deles durante o café da manhã - e durante o evento também).
Uma das tradições mais curiosas de convenções de quadrinhos são os cosplays, que também marcaram presença no evento (embora tive a impressão de que em menor número que o ano passado).
É claro que o evento teve alguns pequenos contratempos (no primeiro dia, houve atraso na abertura dos portões e cronograma ficou meio apertado porque o evento “perdeu” um dos palcos que ia usar – além disso, não pude assistir ao último painel de domingo, sobre os filmes do Batman, que contou com Thedy Corrêa, pois ele começou tarde), mas em convenções como essa é impossível que tudo saia perfeito. Mas nada impediu que a Multiverso Comic Con desse ano tenha sido um grande evento para levar adiante a temporada de eventos de quadrinhos no Brasil.
Quem nunca foi em um evento de quadrinhos, fica a dica: procure o mais próximo de sua cidade. Para quem gosta não só de ler quadrinhos, mas de ficar por dentro, conhecer um pouco melhor do mercado e dos profissionais que fazem acontecer, não há nada melhor. Quem é do RS, posso dizer que a Multiverso Comic Con é um ótimo lugar para se estar entre fãs e leitores como você. Quem não é fã de quadrinhos, mas se interessa por algumas coisas nerds, como filmes, por exemplo, também vale para trocar ideias e conhecer mais a respeito destes temas. E que venha a Multiverso Comic Con 2013!
E fiquem ligados, pois o Uarévaa e o Daniel HDR vão em breve trazer uma surpresa bem bacana para seus leitores.
Freud, Moura, Rafael Rodrigues, Vini e Marcelo Soares pseudo discutem a pseudo ciência pseudo embutida nos Super Heróis. Qual dos heróis com super poderes é o mais científicamente plausível, hein?
E nada de Momento Uarévaa hoje galera, o "prêmio" acumulou pra semana que vem.
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E o RSS? E o ITunes? Já tá tudo ok?
PORRA NENHUMA...
Nem vamos mais prometer prazo nenhum, porque tá brabo. Mas vamos resolver o mais breve possivel, galera, acreditem! Devemos e não negamos, pagaremos quando pudermos.
Comentado no Podcast
- A verdade sobre o Homem Aranha
- Uma verdadeira picada de Aranha. Veja por sua conta e risco clicando AQUI
- Primeiro episódio de Laser Fart (em inglês, acho que ninguém nunca legendou isso).
Comentem ai ou mandem e-mails (para contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões e etc e tal sobre nosso podcast.
Lembra quando você era criança e ficava disputando com seus amiguinhos qual personagem era mais forte, mais rápido, mais bacana e tal? Agora imagina que alguns nerds, de maneira independente, resolveram botar isso na prática e fazer um versus em Live Action!
É isso que você confere a seguir!
Esse vídeo é suficiente pra causar muito mimimi entre nerds, mas a votação é feito pelo público. Você também pode conferir a peleja épica entre Darth Vader e Gandalf!
E você, querido leitor, se pudesse realizar um embate épico, quem escolheria? :)