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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Freud Explica

Viagens no Tempo - Parte 2
Fala galera!! Após uma breve ausência, o Freud Explica tá de volta. O trampo tem sido brabo, por isso só tive hoje, sábado, pra continuar nossa jornada pelo tempo.
Perai, sábado? Mas o post tá com data de sexta!!

Claro, é pra isso que existem máquinas do tempo, para enviar posts como esse para o passado, hehehe

E é justamente sobre viagens para o passado que vamos falar hoje. Simbora!!

Pergunta de Flávio: Vemos em revistas em quadrinhos, filmes e até em livros, sobre viagens do tempo, porem se no futuro de fato fosse criado uma maquina do tipo, como funcionaria nas leis da fisica?
Pois bem, no post passado já falamos das viagens só de ida para o futuro. Perdeu? Então clique AQUI e leia antes de continuar. Mas e voltar para o passado, e então, quem sabe, do passado pro presente, que na verdade é o futuro do passado pra onde se tinha ido? E que tal depois disso uma outra viagenzinha pro futuro mesmo, o futuro do presente, pra então aprontar altas confusões e então ter que voltar prum passado mais passado ainda, tipo o velho oeste e.... Bem, isso é roteiro de trilogia, CONCENTRAÇÃO, FREUD, CONCENTRAÇÃO!!

Ok, o fato é que não existe forma comprovada cientificamente de se viajar para o passado. O que existem são teorias, ainda impossíveis de se constatar na prática e baseadas em suposições de como o universo funciona. Vejamos algumas delas:

Viajando mais rápido que a luz
Baseado na Teoria da Relatividade, já vimos que viajar próximo a velocidade da luz afeta a passagem do tempo. Mas e se viajarmos ALÉM da velocidade da luz? Sim, mizifio, ai sim, conseguiríamos realmente voltar no tempo. Mas que moleza, é só isso? Sim, só quero ver você conseguir viajar A MAIS DE 300.000 KILÔMETROS POR SEGUNDO!! Construir algo que se mova a essa velocidade certamente é impossível.

Buracos de minhoca
Não, não estou falando das minhocas do seu quintal. Buracos de minhoca são supostos atalhos que existiriam no universo ligando uma região do espaço a outra muito distante. Entrando nesse atalho, uma nave alcançaria velocidade mais rápida que a da luz e chegaria em pouco tempo ao lado oposto. Além da improbabilidade desses buracos de minhoca existirem, há ainda o fato de que teriam tamanho muito menor do que o de um núcleo atômico e durariam muito pouco tempo. Usá-los para viagens necessitaria conseguir detectá-los e manipulá-los para aumentar seu tamanho e prolongar sua duração.

Táquions
São SUPOSTAS (sempre suposições...) partículas capazes de se mover mais rápido que a luz. Caso se conseguisse criar feixes de táquions em laboratório, talvez fosse possível enviar, não matéria, mas pelo menos informação de volta no tempo. E falando em enviar somente informação, vem logo a idéia de passar o resultado da Mega Sena pra voce mesmo no passado, né?

Buracos negros rotativos
Buracos negros são o fim da linha, meu camarada. Uma vez sugado por um, voce certamente vai acabar parando num ponto dele chamado singularidade, onde toda matéria é esmagada até ficar irreconhecível. Legal, né? Só que especula-se a existência de um tipo específico de buraco negro formado por um anel de neutrôns rotativo, que impediria a formação dessa singularidade, e permitiria, entrando nele, se viajar através do tempo (ou talvez até a realidades paralelas!!).

Cordas Cósmicas
Outra especulação sobre o universo, as cordas cósmicas seriam longas concentrações de energia, na forma de filamentos mais finos que um átomo, que exerceriam forte força gravitacional e distorceriam a perspectiva do tempo ao seu redor. Se tivéssemos duas cordas dessas passando uma pela outra em velocidades opostas, talvez fosse possível pra uma nave espacial realizar uma trajetória específica ao redor delas que a faria viajar no tempo. Parece bem SIMPLES de se conseguir isso, não? Hehe...

Pergunta de Diogo: No primeiro filme, Superman girou a terra ao contrario ou poderia haver a possibilidade dele voltar no tempo e a cena da terra girando ao contrario fosse uma representação disso? Ou foi as duas coisas?
Rapaz, se ele girou a terra ao contrário, fodeo geral, porque isso não provocaria uma viagem de volta no tempo P**** nenhuma, e sim uma cacetada de desastres naturais no planeta pra ninguém botar defeito. Ninguém mesmo, porque seria difícil algum ser humano sobreviver a tamanha desgraça que isso causaria, hehehe
Prefiro imaginar que o roteirista que bolou a cena colocou a Terra girando ao contrário pois seria essa a visão que o Super teria enquanto viaja em direção ao passado. E afinal, como ele foi pro passado? Alcançando uma velocidade maior que a da luz? Pelo visto sim, afinal na Era de Prata dos quadrinhos ele conseguia ATÉ ISSO!! Mesmo para o Super Homem, eu acho uma forçada de barra federal, mas.... Uarévaa!!


Pergunta de Creed: Viajar no tempo será algo possível no futuro? Se sim, por que ninguém veio de lá até hoje?
Se um dia será possível, só o tempo dirá (Tudum-Tssssss), mas sua segunda pergunta é exatamente o argumento usado pelo sabidão Stephen Hawking para ironizar as viagens no tempo. Segundo ele, se isso fosse possível, o passado e o presente estariam cheios de "turistas do tempo" visitando essas épocas. Eu, pessoalmente, acho MUITO improvável que algum dia se consiga viajar no tempo da forma como as obras de ficção mostram, mas admitindo que seja possível, talvez a própria forma como a tal "máquina do tempo" funcione, ou como o universo se comporta diante dessas viagens, explique a ausência dos tais "turistas" citados por Hawking.

Pergunta de Ortogonal: Que tal ir ao futuro e corrigir erros gramaticais?? - "e considerarmos uma viaJem de ida e volta" - Viajou mesmo na viAgem, Froide.
Aeeeee, troféu Pasquale pro rapaz!! Carai, esse posts tem a palavra "viagem" o tempo todo e, se na frase ela é usada como verbo, é com J, mas se for como substantivo, é com G. E não é que, no meio do post passado, o cara não me pescou uma em que eu errei? Palmas pra ele e, principalmente, pra mim tambem, afinal eu sinceramente estou pasmo de só ter errado uma vez, huahaaua
Mas... ir ao futuro corrigir erros? Acho que ai o vacilo foi seu, pelo menos de lógica. O cara vai adivinhar que vai errar e vai pro futuro corrigir algo que nem fez ainda? Se o cara já sabe que vai errar ele evita o erro sem necessidade de viajar no tempo. Mais lógica teria voltar ao passado para corrigir o erro (coisa que inclusive já fiz no post passado, hehehe).

Então é isso galera, isso aqui deve tá chatinho bagarai, muita teoria rala e poucas respostas pras perguntas que a galera fez, 99% delas sobre um assunto ainda intacto aqui: paradoxos e complicações geradas pelas viagens no tempo. Semana que vem prometo fechar essa trilogia de posts (eu tinha que fazer uma trilogia, hehehe) respondendo sobre isso tudo.

E semana que vem também vamos fechar o...

VOCÊ EXPLICA

...que ainda tá em aberto, então
digam ai nos comentários: Se você pudesse viajar no tempo, pra que época iria e porque?

Já tenho um caminhão de perguntas sobre paradoxos pra responder (quero ver caber tudo num post só), mas mesmo assim, se voce tiver mais alguma outra dúvida sobre viagens no tempo, bota ela ai nos comentários ou cale-se para sempre!

Hasta la vista, baby!! I'll be back.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Irmão Olho

A Crise vem aí!
Por Marcelo Soares

O moderno encontra o tradicional


Já está nas bancas à revista especial Prelúdio para a Crise Infinita. Venho nessa postagem falar porque, mesmo com críticas e comentários que você vai ler por meses, deve comprar e acompanhar a Crise Final de Morrison se for fã mesmo da DC Comics.

Primeiramente meu caro, quem escreve essa mini-série não é um autor pago uma miséria para cobrir por um breve tempo alguém. È sim um escritor megalomaníaco, polêmico, genial e alucinógeno: Grant Morrison. Ou seja, não espere um blockbuster de verão simples, mas uma complexa narrativa cheia de coisas que a primeira vista não se entende, como um bom filme de mestres como Kubrick e Fellini, onde referências, interpretações pulam em seus olhos.

"É minha visão do alto, de um Monitor, do Universo DC como uma entidade; antes que eu tire umas aguardadas férias para fazer outros trabalhos. É minha versão de terror/sci-fi de tudo que amo na DC, tudo que já pensei ou senti sobre a DC, em uma série. É sobre a confusão e a agitação de entrar neste continuum ficcional selvagem e colorido quando criança, e uma tentativa de definir o que torna a DC singular e vibrante em relação a outros universos de super-heróis. Também oferece uma cosmologia completa de dimensões superiores, incluindo a nossa, e um vislumbre do impulso criativo de Deus, então acho que vale o preço na capa, gosto de dizer. Está recheada de segredos ocultos, filosóficos e transformativos também e quanto mais você lê, mais você vai entendê-los” (Grant Morrison)

O arquiteto da DC

Claro que Morrison sempre que comentou sobre a série exagerou em muita coisa, típico do autor, porém, em uma coisa ele está correto: é a sua visão do Universo DC, de como as coisas são e como os super-heróis terrestres são importantes para esse cosmo. Conforme o roteirista, a idéia para a saga surgiu em 2004, logo que deixou o título Novos X-Men. Originalmente intitulado Hypercrisis, o projeto envolvia, é claro, o Hipertempo (conceito sobre infinitas realidades alternativas possíveis criado por Mark Waid, no fim das contas abandonado pela DC), durante 12 edições, cada uma servindo de número um para novas séries, que se interligariam num grande épico.

Morrison explicou que a trama teria início com uma cena do Superman em frente à lápide do Capitão Marvel, afirmando; “Marvel está morto!”, clara alusão a editora concorrente. A DC acabou por não aprovar o projeto, partindo para outro, Crise de Identidade.

Mas Dan Didio queria fazer um grande projeto com Morrison, e o procurou quando ele fazia Sete Soldados da Vitória, em 2006, querendo renovar os Novos Deuses, ao mesmo tempo aproveitando algumas idéias de Hypercrisis. Então aí surgiu Crise Final, com a vontade de inovar e revolucionar (como sempre GM diz que quer fazer com suas histórias, e na maioria acerta) os quadrinhos.

“Também é uma tentativa deliberada de mostrar como as ditas 'regras' podem ser quebradas para criar diferentes efeitos nos nossos quadrinhos. É uma forma de usar gibis de super-heróis para falar do mundo 'real' que não depende de manchetes de jornal, 'relevância' falsa ou linguagem e imagens 'adultas'. Me vi pensando como seria se a narrativa dos quadrinhos parasse de copiar o cinema e a TV e buscasse alguns recursos da ópera, por exemplo. Que tal quadrinhos densos, carregados de referências, herméticos, que parecem mais poesia do que prosa? Que tal quadrinhos carregados de significados e possibilidades múltiplas, prismáticas? Quadrinhos compostos como música? Em um mercado dominado por séries 'lado esquerdo do cérebro' [que geram reações racionais], achei que seria revigorante oferecer uma alternativa 'lado direito' [reações emotivas]”. (Grant Morrison)

Só pela intenção eu aplaudo Morrison, ele fala exatamente de algo que comentei aqui e aqui, uma busca por algo novo nos quadrinhos, por surpreender em narrativa, conteúdo e relação com o leitor. Crise Final é um bom tratado sobre isso, e sobre o Universo Dc em si, com conceitos filosóficos, de relações humanas e uma explicitação de algo que há décadas a DC cogita e nunca fez realmente: E se Darkseid domina-se a Terra? E se o inferno, o mal encarnado, vence-se o bem, o que os heróis, “ícones de gerações”, “incorruptíveis”, “puros”, fariam? Para mim é sobre isso que a série fala, e faz muito bem até seu clímax na sexta edição, a última, bem, aquela não é uma edição só do Morrison é do Dan Didio também e deixo essa discussão para quando ela sair por aqui.

“Assim como Marvel Boy, em 1999, precedeu as tendências narrativas da última década, Final Crisis tenta predizer como as técnicas 'zapping' podem se desenvolver enquanto entramos no Quinto Mundo da Era da Informação de Obama e ela começa a se definir em oposição às 'regras' da geração passada” (Grant Morrison)

Mas tudo isso que disse infelizmente nos Estados Unidos, e aqui no Brasil não será diferente, só foi percebido por quem quis entender a proposta e não um leitor “massa veio”, que procurava um Transformers com pipoca e refrigerante no fim de tarde, esses pularam de barriga e tudo em Invasão Secreta da Marvel, essa sim, em minha opinião, rasa, corrida, mal desenvolvida e só pretexto para milhões de tie-ins.

“Eu queria espremer tudo que amo nos gibis de super-herói em um... artefato, carregado e condensado, o que significou usar todas as lições que aprendi em uma vida inteira vivendo de escrever". (Grant Morrison)

Com Grant Morrison no comando me sinto lendo quadrinhos assim como vejo filme, olhando a capa para saber bem quem é sua equipe técnica e procurando conhecer melhor como é seu trabalho e assim saber o que irei ver. Se você não sabe quem ele é: ele é um escocês, conhecido por sua narrativa fora dos padrões dos quadrinhos, fez sucesso nas reformulações do Homem-Animal e do Kid Eternidade, ambos da DC Comics. Ainda para a DC, teve uma passagem controversa pela Patrulha do Destino, onde escreveu 40 edições. Esta passagem fica marcada por uma temática recorrente a escola surrealista de arte, Na Marvel, passou por uma fase bem recebida em Novos X-Men, na qual redefiniu muitos conceitos do universo mutante da editora.

Atualmente, é roteirista exclusivo da DC Comics, onde lançou a maxissérie Sete Soldados da Vitória, a minissérie Grandes Astros: Superman e escreveu regularmente Batman, a qual também sai por aqui sua polêmica ultima fase: RIP, essa fica para outra coluna.

Falas de Grant Morrison retiradas de entrevista ao Newsarama

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Moura em Série

As Ex-Crianças Prodigio

Ae rapaziada do Uarévaa... essa semana a vidinha desse vosso amigo está absolutamente abarrotada de afazeres, então a coluna vai ser um pequeno tapa-buraco feito nas coxas.
Mas meu amigo... em alguns casos aqui nessa matéria... que coxas!

Vocês devem lembrar daquelas criancinhas nhui que faziam as séries que assistíamos quando crianças. Alguém já parou para pensar que elas cresceram?


Punky a Levada da Breca


Qualquer um que viveu na década de 80 lembra dessa série. A pequena Punky e seus amigos, que vivia com o pai adotivo Artur Bicudo. A atriz Soleil Moon Frie tornou-se esse mulherão da foto abaixo.


Ela está com 33 anos, tem duas filhas, fez participação em Friends e hoje cuida de uma de uma boutique para crianças. Ô uma levada da breca dessa em casa heim?
Aliás, a Levada de Breca tem a maior cara de titulo criado pelo seu Silvio, tem não?


Winnie Cooper

Em anos incríveis ela tirou o sono de Kevin Arnold por toda a sua adolescência. A musa do garoto cresceu e hoje a gente entende melhor de onde veio toda essa paixão que ele sentia. Quem não ia querer descobrir o primeiro amor com um peixão desse?

Danica McKellar fez participação em Babylon Five, The West Wing, King of The Hill, Nova York Contra o Crime, além de dublar a Safira Estrela no desenho da Liga da Justiça, e Jubileu no jogo X-Men Legends e a Mulher-Invisivel em Marvel Ultimate Alliance. Musa Nerd total.


Stephany Tanner

Steph era a irmã do meio e pentelha de Full House – Três é Demais no SBT – e enchia o saco da irmã mais velha e dos pais e tios por fazer as vezes da sempre insuportável criança adulta. Crianças adultas sempre são um saco. Que o diga aquele mala do Pedro Malta. Era interpretada por Jodie Sweetin. A vantagem é que ela ficou assim.

Ela não fez mais do que pequenas participações em Brotherly Love (Amor Fraternal) e O Quinteto. Está com 27 anos e casada pela segunda vez.


Grace Sheffield

Ela era a caçula de Maxwell Sheffield no seriado The Nanny, e ao contrario da moleca anterior, era nhui e nada chatinha. Mas quem diria que Madeline Zima ia crescer pra virar isso tudo?

Depois de The Nanny ela fez alguns papéis em King of The Hill, Gilmore Girls, Greys Anatomy, Ghost Whisperer. Mas o auge foi sua participação em Californication, onde ela dá uma bela catracada com o agente Mulder. E isso é para não dizerem que o Uarévaa não tem PEITCHHHINHOOOO...

Ah se a Fran Fine te visse assim, heim Grace?


Maria Joaquina

Ah vai, confessa. Você, entre 25 e 30 anos, ASSISTIU SIM a novelinha Carrossel. Deve até lembrar a letra da musiquinha (embarque nesse Carrossel...), e lembra muito bem quem é Jaime Palilo, Professora Helena, Cirilo, e principalmente, a Maria Joaquina. Cirilo, coitado, puxava um vagão de esterco pela menina e ela nem tchuns pro moleque. Arrogante, metida, irritante. Mas imagina o que ele não faria hoje.

Ludwika Paleta é o nome da coisinha aí em cima. Depois de Carrossel ela fez mais uma dúzia de novelas mexicanas (ou colombianas, venezuelanas, uarévaaa...) e é algo como a Sandy lá da terra da gripe suína. MAS EU SOU MAIS VOCÊ, LÚ!

E eu fico por aqui rapaziada. Um grande abraço.

Até o próximo episódio.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sushi de Sardinha

Download de animes e mangás


Salve salve simpatia!!! Hoje to realmente sem assunto. Por isso o post de hoje será simples, mas muito útil para quem quer curtir um bom anime e um mangá de graça!
Clica ae no link e veja mais links!

Clan Anima - Download de Anime, Hentai, Mangá, Musicas e tal em português.

Anime Paper - Download de Wallpapers
Só aceitam wallpapers feitos pelos membros com as scans e super high ultra mega resolução que eles mandam e pra você pegar esses scans você precisa de uns créditos chamados "papers" que você ganha comentando wallpapers dos membros.

Anime Blade - Download de Anime e Mangá em português
Todo lançamento de fansub nacional é reportado nesse site. Mangás também.

AniDB - Download de Animes em inglês
Quando quiser porcurar um anime e não sabe direito onde começar: AniDB!

Mininova - Downloads de bem...de tudo que vc procurar. Basicamente em todas as linguas usadas modernamente.

Animes Shade - Download de Animes em português.

É isso ae pessoal! Hoje o post foi curtinho mas foi sincero..Semana que vem eu volto com algo especial!

Referencias: www.maps.google.com

Bazaaaaaaaaaaaai lol

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Black Sabbath (I Tre Volti Della Paura)

“Aproximem-se, por favor. Tenho algo a lhes contar. Senhoras e senhores, sou Boris Karloff. Estou aqui para lhes apresentar três pequenos contos de terror e do sobrenatural. Espero que não tenham vindo ao cinema sozinhos. Como perceberão vendo este filme, os espíritos, os vampiros, estão por toda parte. Talvez haja um sentado ao seu lado agora. Sim, porque eles também vão ao cinema, eu lhes asseguro. Os vampiros têm um aspecto perfeitamente normal e na verdade, o são. Apenas tem o estanho hábito de beber sangue, especialmente o sangue daqueles que amam... Mas estou falando e perdendo tempo... Portanto, vamos ao primeiro conto.”

Boris Karloff na abertura de I Tre Volti Della Paura




Tema Macabro:



Embora muito se fale na mídia (americana, claro) sobre grandes nomes do terror como Wes Craven, John Carpenter e Clive Barker, o cinema de terror deve muito, em grande parte, ao cinema ITALIANO. Na chamada “Era dourada” dos filmes de terror, muitos dos cineastas italianos produziram obras de terror inesquecíveis e até hoje são referência para o gênero. Entre os nomes imortalizados na história do gênero de terror, estão - Lamberto Bava, Dario Argento, Lucio Fulci, Ruggero Deodato e Mario Bava.

Este último foi responsável por uma obra prima do gênero, hoje não tão lembrada pelo público em geral, mas muito conhecido dos entusiastas do gênero: I Tre Volti Della Paura, ou, como ficou conhecido na Inglaterra e nos EUA, Black Sabbath.

Lançado em 1962, Black Sabbath, que conta com Boris Karloff como host, é na verdade uma antologia que apresenta 3 contos de terror: O Telefone, O Wurdalak e A Gota D’água.

“O Telefone” conta a história de uma bela mulher que é ameaçada pelo telefone.

"Il Telefono" (O telephone – audio original em italiano)



Em “O Woldulak”, uma família aguarda o retorno do seu patriarca que, quando volta ao lar, foi transformado num vampiro.

"I Wurdulak" (O wurdulak – Áudio original em italiano)


No último, “A Gota D’água”, durante os preparativo para o funeral de uma condessa, seu fantasma retorna do além para cobrar um anel roubado.

"La Goccia D'Acqua" (A gota D’água – Áudio original em italiano)


É possível encontrar este filme em DVD aqui no Brasil, em edição especial recheada de extras, inclusive. Procurem na cidade de vocês que vocês encontram.

Curiosidades:
- Na época em que o filme passou na Inglaterra, um jovem que integrava uma banda chamada Earth viu o cartaz do filme e achou que aquele seria um nome que tinha tudo a ver com a nova atitude e novo som da sua banda. O jovem era Ozzy Osbourne e o Earth passou então a se chamar Black Sabbath.
- Ozzy Osbourne nunca viu esse filme.
- O título italiano quer dizer “As três faces do medo”
- O primeiro conto, “O Telefone”, possui originalmente um subplot que sugere o lesbianismo da personagem principal, que foi cortado na versão americana do filme. Visionário como ele só, Bava usara um assunto que ainda hoje é considerado tabu em muitos lugares, imagina então na década de 60.
- O filme Pânico, de Wes Craven, se utiliza de um plot igual ao do conto “o Telefone”, só que mais amplo.


Na próxima Madrugada:
Porque esta é a noite de Thriller, e ninguém vai te salvar da criatura que está prestes a atacar. Semana que vem, Quando os mortos retornam.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Momento Uarévaa

Olá cambada, como vão essas mentes insanas de sempre. Pois bem, eu vim aqui hoje para lançar exclusivamente para esse povo que nos adora (?) a segunda edição do sucesso de público (??) que arrebatou fãs pela web afora. Sejam bem vindo ao UARÉTV #2, sua revista (???) de informações inutéis e a mais absurda falta do que fazer. O que estão esperando, apertem o play e depois fujam para as montanhas.







Por Marcelo Soares



De fora da panela

Essa é a coluna escrita por voce, leitor do blog, que viu, leu, ouviu, pensou, etc... algo legal por ai e quer dividir com a gente. O tema é livre, se coça ai e manda seu texto para uarevaa@gmail.com.

Quando vocês não mandam Nádia pa noise (felizmente isso tem sido raro, vlw galera!!), chupinhamos um post legal de algum parceiro, a famosa ("?") Mão Grande do Uarévaa. Hoje vamos lá no Cara de Macaco, pra pegar esse post impagável feito pela Angie. Confere ae!!



Incrível, Sensacional, como nós conseguimos viver até hoje sem esses produtos?


A lista abre com o confortável "colinho da namorada", um tipo de travesseiro feito de espuma em forma de pernas femininas dobradas. O toque sexy é a minissaia que veste o travesseiro (Incrível né? Agora todos vão querer com colinho desse, ops, um travesseiro desses para ficar deitado em casa assistindo anime).


Essa é para os que não agüentam, hehehehe, aquela velha frase.... Não agüenta bebe leite, no Japão é não agüenta bebe Bilk...=3
A segunda invenção da nossa lista é a cerveja de leite, batizada de "bilk" (beer + milk). A idéia surgiu depois que produtores japoneses de leite e derivados se viram com um enorme excedente de produção.O filho do gerente de uma loja de bebidas em Nakashibetsu, região eminentemente produtora de leite na ilha de Hokkaido, sugeriu a fabricação da cerveja de leite à cervejaria Abashiri Beer. Eles toparam. Ela é descrita por cervejeiros como sendo frutada, de baixa fermentação e com um terço de leite em sua fórmula. Uma garrafa de 330 ml custa 380 ienes (R$ 5,60).


Essa é maravilhosa, agora ainda no inverno, que é a época que todo mundo entrana academia etc, pois é... apresento a você a inovadora água diet: "Todo o sabor da água comum com metade das calorias", diz o texto promocional. Até onde se sabe, a água comum tem zero caloria. A água diet é fabricada pela Sapporo, uma gigante do ramo das cervejas.

Sorvete de chocolate é coisa do passado agora a moda é sorvete de carne de cavalo vem a seguir. A empresa que produz essa iguaria (chamada basashi ice) é conhecida pelos sabores inusitados de seus sorvetes - muitos deles com uma popularidade bastante limitada.
Ficaram com vontade de experimentar agora né?


Esse sem duvida é sensacional, e eu vou tentar importar pra gente, o quinto item da lista é o chiclete B2UP, que promete aumentar os seios femininos, melhorar seu formato e deixá-los durinhos. Tudo isso graças ao miraculoso extrato da planta Pueraria mirifica (no Brasil, batata tailandesa).
Silicone, que nada vamos de batata tailandesa...


Sexto lugar para o balão de gosto duvidoso que infla instantaneamente e fica com formato de pescoço de cisne. A embalagem une uma singela bailarina (provavelmente dançando O Lago dos Cisnes, que idéia maravilhosa) e um homenzinho com cara de tarado exibindo seu cisne inflável amarrado à virilha(olhem a cara dele, é muito boa mesmo).
O texto diz: "Aperte e a cabeça pula para fora! Seja o rei da festa com este incrível cisne!" A seguir, uma advertência: "Materiais para conexão (no corpo) não incluídos".

Por ultimo mais não menos importante, algo vital para a nossa vida. A máscara de ar fresco.
A máscara é presa à cabeça e cobre o nariz e a boca. Dela sai um tubo flexível, similar aos de aspiradores de pó. O tubo termina em um grande saco plástico. Por uma abertura, introduz-se a planta da preferência do cliente no saco. Fecha-se a abertura e pronto: o felizardo pode começar sua perfumada e purificada respiração.
Será que alguém já cheirou maconha por esta mascara de ar fresco? Acho que ainda não, pois se tivessem, talvez já teriam produzido algo mais moderno.

E aqui foi nosso Top 7 de coisas Bizarras Orientais...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Moura em Série

Dae rapaziada… Bom, essa semana eu vou voltar a um assunto que deixei pra trás... Sei que não estava tendo lá o melhor feedback, mas... É Lost, então eu vou continuar! Tentarei ser mais sucinto a partir de agora...

LOST – DESVENDANDO PERSONAGENS


Então, seguindo a pequena analise dos personagens (Confira as anteriores AQUI e AQUI), vou falar de outros três heróis da trama, um casal cheio de idas e vindas.

Sun Kwon

Quando conhecemos a coreana, a primeira impressão que temos é que ela é uma vitima. Uma mulher reprimida e abnegada, submissa, passiva e absolutamente inofensiva. Como se lutasse para se libertar de alguma tirania, que, a principio, acreditamos vir do marido, e logo em seguida, do pai.

Aos poucos Sun vai revelando novas camadas em sua personalidade e em seu caráter.

Antes de cair na ilha, ela sofria muito com a opressão de seu pai e a sombra dele sobre seu casamento com Jin, e ela acredita que seu pai transformou o seu marido em um monstro a seus serviços. Quanto mais sufocante se tornava sua vida, mais Sun se interligava em uma rede de mentiras para poder se safar. E por isso acompanhou Jin em sua viagem para a América – seu verdadeiro intento era fugir dele e finalmente ser livre. Mas, como descobrimos com o passar dos episódios, ela no ultimo instante se apega ao amor que sente pelo homem por quem tanto lutou para estar ao lado e embarca com ele para o misterioso destino que eles até então desconheciam.

E foi na ilha que as mentiras de Sun começam a ser abertas, uma a uma. Descobrimos, assim como Jin, que ela falava inglês. Descobrimos que ela aprendeu com um amante que possuía na Coréia. Descobrimos que Jin era estéril, mas nunca soube disso, assim como o fato de ele ser filho de uma prostituta. Tudo ocultado por Sun, durante anos. E por fim descobrimos que por toda sua vida Sun se apoiou em mentiras, pequenas e imensas, para se safar de seus problemas. Desde o conhecimento da língua inglesa até a pequena bailarina de cristal. Mas acima de tudo, ela sempre fez tudo para proteger Jin, por assim como ele por ela. Sun tem inúmeros defeitos, mas seus maiores pecados são pelo amor imensurável pelo marido.


Jin Kwon


Jin passa por um processo exatamente contrario ao de Sun. Quando o vemos pela primeira vez, logo temos a imagem de um homem agressivo, reservado. Em seu primeiro flashback o tomamos até mesmo por matador. Seja no momento em que luta com Michael, seja na forma de se isolar dos demais sobreviventes ou como trata a esposa, tudo que vemos é um vilão.

Mas, com o passar do tempo descobrimos toda a verdade. Jin é a verdadeira vitima. Filho de um pescador, realizou um sonho ao se casar, diante de vários empecilhos, com Sun, a herdeira de um milionário empresário. Mas havia um preço a pagar. Por uma divida aceita por Sun com o pai, Jin foi praticamente obrigado a trabalhar para o sogro. E o trabalho não era o mais honesto. Jin se tornou um leão de chácara do Sr. Paik, mesmo a contragosto. O sangue que vimos em suas mãos em seu primeiro flashback não era de uma vitima, mas de um homem que deveria ser assassinado, mas foi salvo por Jin.

Ele, por vergonha, escondeu tudo de Sun, que tirou suas próprias conclusões sobre o caráter do marido. Jin foi se tornando cada vez mais isolado por se sentir um monstro comprado, obedecendo a seu sogro. Uma missão dada a ele é levar um relógio para a América. É nesse vôo que ele e Sun acabam na ilha.

E é nela que começamos a conhecer o coreano. Inocente, humilde, bronco, amigo. Ele tem que encarar todas as mentiras que sua mulher sempre manteve e as revelações, o que não foi nada fácil. Mas Jin e Sun superam tudo e se reconciliam, salvando seu casamento e finalmente vivendo um amor com verdades. Porem para os dois ficarem juntos, muito ainda há de acontecer, pois a distancia que separa Sun e Jin, nesse momento da série, é muito maior do que se pode imaginar.


Desmond Hume

Desmondo entrou na série na segunda temporada, para logo se tornar um dos principais personagens de Lost. Desmond é um homem que tenta ter uma vida normal, mas é sempre jogado em situações absurdas pelo destino. É quase o contrario de personagens como Locke e Charlie (falo dele em outro post). Ele não quer ser especial, ele não quer ser herói. Mas a vida insiste em colocá-lo nesse papel, mesmo que das formas mais malucas.

A começar como ele foi parar na ilha, em um veleiro durante uma volta ao mundo. Chegando ao lugar, encontra um homem de roupa anti-contágio que diz que eles devem apertar um botão a cada 108 minutos ou o mundo acaba. Perdido, Des começa esse ritual junto ao novo companheiro, até que um acidente fatal o impede de apertar o botão, o que causa uma explosão eletromagnética que derruba o vôo 815. Quando finalmente é encontrado por Jack e companhia, foge e tenta sair da ilha, sem sucesso. Logo na volta acaba por se envolver na implosão da escotilha da qual cuidava, e aparece pelado no meio do mato, para depois descobrirmos que enquanto estava inconsciente, se viu no passado, as vésperas da viagem que o levou a ilha.

Tudo que Desmond deseja é sair da ilha e reencontrar sua amada Penny Widmore, filha do milionário Charles Widmore, que é desafeto seu. Quando volta a consciência, Desmond passa a ter visões do futuro, e da morte de seu amigo Charlie. Por mais de uma vez o escocês salva a vida do roqueiro, mas ele sabe que o futuro não pode ser mudado.

Desmond é na verdade um personagem que faz alusão a destino x livre arbítrio. Tudo em sua vida parece se encaixar para que ele se torne alguém especial, mas ele foge disso. Quando finalmente se reencontra com Penny, temos a impressão que seu plot finalmente se fecha, com um final feliz. Mas como diz a misteriosa Sra. Hawking, a ilha ainda não terminou com ele. E aparentemente, o destino ainda guarda algo grande para o Brotha.

É isso aí rapaziada, um abraço e até o próximo episódio!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sushi de Sardinha

Uma Jornada para o Oeste


Salve salve simpatia! O Sushi de Sardinha orgulhosamente “apresenta” hoje para vocês um clássico da literatura chinesa. Uma história que envolve intrigas, aventura, comédia e por ai vai! Usando o “Narrador da Seção da Tarde Title Generator”: Uma turminha da pesada aprontando altas confusões numa viagem em busca do conhecimento!
Você caro leitor, deve achar que não conhece essa história, mas duvido que não conhece. Mas se continua na dúvida, clica no link abaixo e mate a dúvida!

Basicamente, Uma Jornada para o Oeste é sobre a jornada do monge Tang San Zang para o leste oeste (até a Índia, terra do Prabhu Deva) e as dificuldades que eles e seus discípulos encontram em busca de umas escrituras sagradas para realizar um ritual para o rei dragão. A história é cheia de mágica, demônios, deuses, imortais, ação sem escrúpulos e aventura.


O ponto cômico geralmente fica na mão do Rei Macaco Sun Wu Kong, que é brigão e adora aprontar peças. Ele já roubou o banquete dos deuses, apagou o nome dos macacos do livro da morte, treinou-os para serem armas letais, roubou as pílulas da imortalidade, derrotou o exercito celestial de 110 mil soldados e por ai vai!
Ele possui um bastão mágico que pode aumentar ou diminuir de acordo com sua vontade, e uma nuvem (ou névoa) dourada, que leva ele aonde ele quiser ir. Também pode se transformar e disfarçar do que quiser, desde uma arvore até uma bela jovem!


Outro discípulo é o porco demônio Zhu Ba Jie. Ele é o segundo mais forte do grupo. Tambem voa em nuvens e se transforma em outras coisas, mas em ambos os casos não tão bem quanto o Rei Macaco. Zhu Ba Jie era imortal, mas durante uma festa dos deuses, bebeu de mais e deu em cima da divindade da lua, e foi banido do céu! O pior é que no mundo dos homens, a roda da reincarnaçao cometeu um erro e ele ficou sendo meio porco, meio humano! Si fu geral!

O terceiro discípulo de San Zang é Sha Wu Jing, outro imortal. Ele era um general que foi castigado por esbarrar e quebrar um globo de crystal da Rainha Mãe.
Ele usa uma espada e também usa a transformação. É muito obediente, sadio e educado e extremamente forte em combates aquáticos.

Um personagem que também aparece é o príncipe Yu Long – O Dragão Jade. Também conhecido como White Dragon Horse (ele é jade branco), ele não tem senso de identidade, pois passa basicamente a história inteira como um cavalo branco que leva o monge nas costas.

E ai meus chuchus? Já descobriu quem usou essa história no seu mangá?



DRAGON BALL!!!!



Ta tudo ai: Bulma = San Zang (na sua busca sagrada); Ulong = Zhu Ba Jie (o porco), Yu Long = Shen Long, As escrituras sagradas = as bolas esferas do dragão e craro Sun Wu Kong = Son Goku!
O excelentíssimo Akira Toriama se baseou nesse conto para elaborar a primeira(e a melhor) fase do anime Dragon Ball!
Recentemente eu vi nas livrarias um livro/mangá da história e to me coçando para comprar! Vale a pena conferir.. É um de capa azul e é um pouco maior que o formato utilizado nasqueles pockets books.
Espero que vocês tenham gostado da matéria e procurem ler a história, porque ela é demais!

Referencia: Depois do jardim, no centro do templo
Banzaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii lol

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Uma séria casa num sério mundo

“Vejo agora a virtude na loucura.
Pois este é um lugar que não conhece leis nem fronteiras.
Tenho pena das pobres sombras confinadas na prisão euclidiana que é a sanidade.”

Dr. Amaddeus Arkham




Tem Macabro



Nos primeiros posts desta coluna, falei muito sobre o que poderia ser considerada uma história de terror de verdade. Muito do que foi escrito estava mais relacionado ao cinema de terror, uma vez que é onde este gênero atualmente é mais evidente. Mas entre aquelas que eu considero as obras definitivas do gênero se encontra uma HQ que, considerando o protagonista, dificilmente seria relacionado ao terror pelos mais leigos: Batman.

Uma das grandes vantagens das histórias em quadrinhos é a variedade de gêneros com as quais nós podemos encaixar as histórias e, como já foi dito na coluna Irmão Olho, Batman é talvez o personagem psicologicamente mais indicado para ser utilizado em qualquer forma de narrativa. Mas a relação de Batman com o Terror não é nova; na verdade, em toda a sua história e desde sua criação, Batman foi muito influenciado por esse gênero e diversas homenagens foram prestadas em elementos da cidade, nomes ou personagens. Sua origem, segundo os próprios criadores – Bob Kane e Bill Finger – tem raízes principalmente nas histórias do Zorro e em um filme pouco conhecido de 1926 pelo público de hoje, The Bat (O morcego). Conceitos do personagem como a capa e o capuz em forma de morcego com o intuito de ser ameaçador e o Batsinal estão entre os elementos inspirados neste filme, que teve ainda duas outras versões: Em 1930, com o nome The The Bat Whispers (e dirigido pelo mesmo diretor do original) e um remake em 1959, estrelado por – adivinhem? – Vincent Price. Além disso, os principais vilões do Batman também são inspirados em diversas obras do gênero de terror. O Coringa, por exemplo, foi inspirado em um filme de 1928 chamado The Man Who Laughs (O homem que ri), que é a adaptação de um romance obscuro de Vitor Hugo.

Como todos – ou pelo menos todo mundo que lê esse blog – devem saber, um dos lugares que são presença constante nas histórias do Batman é o Asilo Arkham, sanatório onde se encontram os mais perigosos e psicóticos vilões do personagem (não por acaso praticamente todos eles). O sanatório foi construído por Ammadeus Arkham, que teve uma vida bastante perturbada, tendo enlouquecido logo após sua família ter sido assassinada por um maníaco que posteriormente veio a ser interno do asilo. Não por acaso, Arkham é o nome de uma cidade fictícia que aparece em inúmeros contos de H.P. Lovecraft. Mais uma referência ao gênero de terror entre muitas encontradas nas histórias do personagem.

Asilo Arkham – Uma séria casa num sério mundo (Arkham Asylum: A serious house on serious earth) é uma Graphic Novel originalmente publicada em 1989 pela DC Comics e cujo protagonista é Batman e os internos do Asilo Arkham. Escrita por Grant Morrison (que recentemente retornou ao personagem numa história polêmica que está para ser publicada em breve pela Panini aqui no Brasil) e Ilustrada por Dave Mckean (colaborador usual de Neil Gaiman), a Graphic Novel usa um motim dos internos do sanatório liderada pelo Coringa, para fazer uma assustadora viagem pela mente humana.

A história conta com duas narrativas principais: A história de Ammadeus Arkham, o fundador do asilo, contada através de seu diário, e o motim liderado pelo coringa, onde os vilãos têm apenas uma exigência: a presença de Batman entre eles. Batman terá então de adentrar no Asilo e acabar com o motim, antes de ser devorado pela loucura do lugar. Na história, para vocês terem uma idéia, o lugar é tão perturbador que, e dado momento, Batman precisa cortar a si mesmo para manter a sanidade.


Embora utilize o universo do Homem-Morcego, a Graphic Novel é muito mais do que uma simples história em quadrinhos. É uma perturbadora visão da humanidade do ponto de vista dos loucos. A história, além de assustadora, nos faz refletir sobre uma série de aspectos estabelecidos na nossa sociedade, como a origem da loucura, o que é realmente ser louco, e mais importante: Que realidade é a verdadeira: A nossa, ou a deles? Parte do sucesso da obra se deve ao fato de ter sido feita como uma resposta ao crescente “realismo” aplicado principalmente as histórias do Batman, o que tornara o personagem um psicótico atormentado. Asilo Arkham é, sem fugir à essência do personagem, uma obra complexa, psicologicamente densa e lúdica.

A Graphic Novel ainda conta com citações a Lewis Carrol e sua obra mais famosa, Alice no País das Maravilhas e lembra bastante os contos de Edgar Allan Poe e o terror psicológico de H.P. Lovecraft. Leitura altamente recomendada para os fãs do Homem-Morcego, mas principalmente para os fãs de Terror. Também possui uma coleção de citações próprias, assustadoras e perturbadoras por si só, que já valem a leitura.

“Sou eu. É de mim que tenho medo. Medo de que o coringa esteja certo sobre mim. Às vezes, questiono a racionalidade das minhas ações. Estou com medo de que, quando atravessar os portões do asilo... Quando eu entrar no Arkham e os portões se fecharem atrás de mim... Vai ser como voltar para casa.”
Batman

“A lua está tão bonita. Ela é como uma moeda lançada por Deus. E caiu com o lado riscado para cima. Assim ele fez o mundo.”
Duas-Caras

“Às vezes, eu acho que o Asilo é uma cabeça. Estamos dentro de uma cabeça que nos sonha. Talvez seja a sua cabeça, Batman. Arkham é um país dos espelhos. E nós somos você.”
Chapeleiro Louco

“É difícil pensar com a cabeça cheia de chuva. Eu fui pregado numa cruz de carvalho e, quando caminho, arrasto-a comigo. Eu sou o messias elétrico. Aquele que desceu, trancafiado nesta sala escura, neste século negro. Eles mutilaram e aprisionaram o rei divino. É de surpreender que o mundo adoeça e morra?”
Maxie Zeus

Batman (para os internos do Arkham): Estão livres. Todos vocês.
Coringa: Ah, nós já sabemos disso. Mas e você?


Batman – Asilo Arkham fan film



Na próxima Madrugada:
Black Sabbath. Mas não exatamente o que você está pensando.