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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Encadernado de Grandes Astros Superman está prestes a sair pela Panini



Cansado de esperar sentado pelo encadernado brazuca de All-Star Superman?

Bom, eu estava, mas parece que a espera acabou...

Sabe-se lá através de que fontes excusas, o uaréviano Marcelo Soares descobriu detalhes do lançamento, que parece estar na boca do forno já! Veja a imagem de divulgação e clique nela pra ampliar.


Rapaz, vou ter que coçar meu bolso e comprar isso, pois o velhinho Freud aqui que vos escreve sequer tem a versão em 12 edições, mas gosto muito dessa minissérie, Grant Morrison e Frank Quitely se esmeraram muito no trabalho.

Se você já leu a minissérie e, como eu, curtiu esse lançamento, aproveite e vá se aquecendo ouvindo nosso podcast sobre a obra. Se ainda não leu, salve esse pod pra ouvir depois de ler, não vá estragar sua leitura descobrindo o que acontece na revista. 

Clique AQUI para o post do podcast.

Importante detalhe final... INFORMAÇÃO EXCLUSIVA DO UARÉVAA!!!

CHUPA OMELETE!
CHUPA MDM!
CHUPA TERRA ZERO!
CHUPA JOVEM NERD!

 e mais importante..

CHUPA WIZMANIA!
(Bwahahahahahaha)

Mauricio de Sousa lança HQ sobre crianças portadoras de HIV



O cartunista Maurício de Sousa lançou recentemente seu primeiro gibi com personagens portadores do vírus HIV, Amiguinhos da Vida. A ideia é atingir o público infantil e os pais, para tentar reduzir o preconceito com os doentes.




A edição especial, que tem por objetivo estimular a socialização entre crianças soropositivas e saudáveis, usa os personagens Igor e Vitória para tratar de temas como as formas de contágio da doença, a importância do convívio e da aceitação social das crianças portadoras e os cuidados especiais que devem ser tomados com elas.

Na história, Igor e Vitória têm uma vida normal, são crianças ativas e praticam esportes. O contato entre a "turminha" e os recém-chegados acontece na escola e as informações sobre a doença são fornecidas na aula, pela professora.

A ideia para o projeto veio do presidente da ONG Amigos da Vida, Christiano Ramos, que desde 2000 atua na disseminação de informações de prevenção da aids, no combate à doença e na promoção dos direitos humanos dos portadores.

A primeira tiragem do gibi foi de 30 mil exemplares, entregues gratuitamente em hospitais, consultórios médicos, entidades e escolas. Para o começo de 2013 estão previstos mais 2 milhões de exemplares, que serão distribuídos em várias capitais, como Rio, São Paulo, Curitiba, Salvador e Recife. A publicação está sendo traduzida para o inglês e será levada a outros países.

Segundo Maurício de Sousa, as novas personagens podem vir a fazer parte da revistas de linha, mas sem citar constantemente o fato de elas serem soropositivas. Já apareceram na obra do cartunista as personagens Humberto, que não fala, Dorinha, que é deficiente visual, Luca, cadeirante, Tati, que possui síndrome de Down, e André, que é autista.

Fonte: Copiado e replicado da Isabela Lamster - Estadão.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eleições 2012: qual o seu candidato?


Eleições desse ano chegando e muitas pessoas reclamando da falta de opções e qualidade dos candidatos na disputa. Pensando nisso, o Uarévaa traz para vocês alguns bons candidatos que tiveram suas campanhas realçadas pela internet para se votar dessa vez. Confira, escolha o seu e vote com consciência.





















E ai, qual o melhor candidato para sua cidade? 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cesta Básica de Quadrinhos #6


O CBQ deu uma pequena atrasada, mas por motivos justos, que foi o post do resultado da promoção Uarévaa da Liga, mas hoje, Vini vai indicar algumas HQs que você só encontra nas melhores livrarias do ramo... Diomedes (A Trilogia do Acidente), Necronauta #1 e 2 e Usagi Yojimbo (O Limiar da Vida e da Morte).



Diomedes (A Trilogia do Acidente)

A começar pela capa, a HQ do detetive bonachão e escroto de Lourenço Mutarelli, é um show de design, paginação e formatação impecáveis! O cuidado que a Quadrinhos na Cia. tem com seus produtos é realmente algo digno de nota e elogios. A HQ Diomedes - A Trilogia do Acidente (formato 18,70 x 27,50 cm, 432 páginas, R$ 59,00) não é bem um lançamento, estando mais próximo do título de "relançamento especial", já que dela faz parte a HQ: O Dobro de Cinco, lançada originalmente em 1999, como o primeiro álbum da série, que mais tarde ganharia a continuação através dos livros "O Rei do Ponto" e "A Soma de Tudo".
Lourenço Mutarelli já é um quadrinista de renome, tendo duas fantásticas obras literárias transportadas para o cinema e, apesar de ter uma mente hiper-criativa e caótica em questão de roteiros, seus desenhos deixam um pouco a desejar... mas nada que atrapalhe o bom andamento da história. É engraçado, mas é justamente seu traço sujo e tosco que dá o contraste brilhante para essa obra.
Você pode até se incomodar um pouco, já no primeiro capítulo, com esse traço, mas a medida que Mutarelli vai evoluindo em sua história, incrivelmente seus desenhos vão se tornando cada vez melhores, chegando a uma diferença gritante no final do livro.
Continuando com sua maneira peculiar de fazer histórias, com um caráter bem pessoal e intimista e personagens atormentados, o autor dessa vez traz um ex-policial gordo, sedentário, duro de grana e que passa a maioria do tempo bebendo e fumando, metido à detetive (intercontinental e que nunca conseguiu resolver nenhum caso), a voltas com um mistério sobre um mágico que se ramifica em outros (tão incríveis quanto) e que são, fantasticamente bem definidos no roteiro, sem pontas soltas, fechando muito bem toda a trama.
Outro ponto positivo do álbum são as ambientações, facilmente reconhecíveis para quem mora em São Paulo ou já esteve em Lisboa!
Eu ainda penso em fazer uma resenha mais completa desse álbum, pois muita coisa interessante rolou enquanto lia ele.

A nova edição reúne, então, num único volume, os quatro álbuns anteriormente publicados pela Devir Livraria, com a diferença que, os desenhos originais foram reescaneados e o balonamento totalmente redesenhado, além de conter esboços inéditos e tiras que não constavam na publicação original.

Nota: 9



Necronauta # 1 e 2

Danilo Beyruth estreou no mundo dos quadrinhos em 2009, depois que a Editora HQM resolveu apostar na HQ do "super-herói" Necronauta em O Soldado Assombrado e outras Histórias (88 pgs., R$29,90). A bem da verdade, essas histórias se tornaram conhecidas para uma parcela maior de leitores de quadrinhos, mas existia um grupo de pessoas que já conheciam o trabalho de Beyruth através dos fanzines dos quais o Necronauta era publicado anteriormente. Essa edição contém os 5 primeiros números das histórias publicadas de maneira independente, todas em p&b, sendo que a última (#6) é totalmente colorida e também foi publicada pela Image Comics, na antologia Popgun #3!
Como alguns de vocês, que acompanham o blog a mais tempo, já sabem, o Danilo já chegou a gravar um podcast com a gente e já deixamos bem claro que é opinião da grande maioria de editores do Uarévaa, que Necronauta é um dos quadrinhos de heróis que mais deram certo na história editorial desse país.
Não que tenha vendido horrores, a ponto de ser comparado com algo da DC ou da Marvel, mas é sem dúvida, uma das leituras mais recompensadoras dos quadrinhos nacionais.
Isso porque, além do talento indiscutível do autor nos desenhos e na narrativa visual, as histórias em si, os roteiros que foram feitos tanto por ele, como por alguns convidados (Stephen Lindsay, da série Jesus Hates Zombies, Marcelo Briseno Melo e Luiz Costa Pereira Junior), são inteligentes, bem escritos e seguem uma característica muito certeira, na minha opinião, que é algo que podemos comparar a certas (e boas) HQs produzidas na década de 50/60 (as pulps americanas) ou até algo produzido na Europa.
Começar por esta HQ é leitura garantida de bons momentos!  

Nota: 8,5
Desde que a segunda edição foi lançada, em Setembro de 2011 e logo após do encontro que tivémos com Danilo Beyruth lá no FIQ, estava com vontade de não só recomendar, mas fazer uma resenha dessa fantástica HQ, mas sabe como é... exato 1 ano depois, ela está aqui no CBQ como recomendação mais do que natural.

Necronauta 2 (Zarabatana, 112 pgs., R$36,00) veio na esteira do sucesso que foi o álbum Bando de Dois, graphic novel que Beyruth também publicou pela mesma editora, e trouxe de volta o personagem de uma maneira mais madura e  competente, com roteiros mais elaborados e a arte muito mais detalhada e melhorada (se isso é mesmo possível de afirmar).
Com destaques para a primeira aventura do álbum, Eterno entardecer, que mostra um design de narrativa bem parecido com que o grande mestre Will Eisner costumava utilizar (algo que Beiruth, a meu ver, também utilizou em Bando de Dois) e as duas partes de Sala de espera, que mostra uma jovem que está em coma, mas tem seu espírito preso e vagando por um hospital. Outra boa história é A rainha do grito, uma divertida homenagem aos filmes de horror antigos, com roteiro feito por Hector Lima, única participação especial da  HQ.
Disputa de jurisdição, a última HQ e única colorida, seguindo assim o mesmo modo da primeira edição, traz uma interessante história, onde o autor apresenta outros "condutores de almas", entidades que, assim como o personagem principal, são designados a tarefa de recolher almas. E, embora tenham as mesmas atividades, eles podem disputar com o Necronauta, pela alma no caso da pessoa sofrer uma morte com certas características.
Essa história é a que mais se aproxima do que os leitores estão acostumados em relação a super-heróis (lembra bastante coisas como as vistas nas revistas do Spawn e/ou Motoqueiro fantasma).
Revista mais do que recomendada! A qualidade da narrativa e dos desenhos é muito superior à primeira e além disso, a edição conta com participações especiais em ilustrações do Necronauta, feitas por feras do calibre de Mateus Santolouco, Marcelo Campos, Gustavo Duarte, Rafael Albuquerque, entre outros.

Nota: 9,5
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte
Muitos não conhecem essa série, mas praqueles que estão familiarizados, sabem que ela é uma das melhores séries já feitas para quem curte, assim como eu, histórias da época do Japão feudal. Isso porque os roteiros estão abarrotados de menções históricas dessa época. E não só isso, os desenhos, apesar de um pouco mais infantil ou cartunesco, como preferir chamar, seguem a mesma premissa, tanto nos cenários, quanto armas e roupas.
Stan Sakai, o pai da criança, é o artista responsável pela adaptação dessa bela e empolgante lenda samu­rai para os qua­dri­nhos.
Usagi Yojimbo é um dos mai­o­res suces­sos de público e crí­tica. 
Usagi Yojimbo - O Limiar da Vida e da Morte (Devir - 216 páginas PB em papel off-set, formato 16,5 cm × 24,0 cm, Preço: R$ 32,00) é o ter­ceiro volume da cole­ção publicada no Brasil e traz as HQs publi­ca­das no livro 10 de sua cole­ção defi­ni­tiva lan­çada ori­gi­nal­mente pela Dark Horse Comics.
Essa Hq em tom de fábula, mostra as aventuras do coelho samurai (na verdade, ronin) que viaja sozi­nho por vila­re­jos e cida­des do Japão do final do século 16, se deparando com diversos tipos de per­so­na­gens, repre­sen­ta­dos também como ani­mais e trazendo sempre alguma lição de moral, como em toda fábula. Mas, não pense que a leitura é sacal, não. A fluidez dos roteiros são ótimas, interessantes e remete às anti­gas can­ções japo­ne­sas que mis­tu­ram aven­tura e ação com men­sa­gens edificantes.
Usagi Yojimbo, criado em 1984, é o per­so­na­gem mais famoso de Sakai, e transformou-se numa das obras essen­ci­ais dos qua­dri­nhos, indis­pen­sá­vel em qual­quer cole­ção. É muito perceptível a vasta pesquisa que o autor fez sobre a cul­tura japo­nesa, principalmente em relação a era Edo, principal mote da série, onde mostra com detalhes desde as leis até os hábi­tos dos habi­tan­tes daquele período.
Mas, não se engane, se você acha que, por ser o autor um japonês, o traço seja algo parecido com mangá... é bom avisar que a HQ se apro­xima muito mais das HQs americanas. Algo como as Tartarugas Ninjas (que aliás, participam de um dos álbuns da série).
A edi­ção traz ainda um pos­fá­cio do autor sobre suas pes­qui­sas e um artigo com curiosidades de bastidores, um pre­fá­cio assi­nado pelo escri­tor Kurt Busiek, galeria de capas e mais uma vez, uma arte exclu­siva para o público bra­si­leiro feito pelo autor.
Esse personagem já foi publicado por aqui pela Via Lettera, porém, já ouvi alguns leitores reclamando da falta de organização da editora em relação ao personagem. Eu tenho os volumes Ronin, Samurai e Bushido e realmente não sei dizer agora se houve problema com a cronologia do personagem nesses livros, porém, a qualidade editorial desses álbuns, realmente deixa a desejar... Mas não dá pra reclamar muito, já que é sabido que na época as editoras tavam é cagando pra edições especiais com qualidade (tipo papel, capas e conteúdo exclusivo no material).

Vale a pena ler.
Nota: 9,5

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Podcast Uarévaa #110 - Eleições


Pior do que tá... 
...FICA! 
Ahhh, se fica!


Freud, Rafael Rodrigues, Luis Modesti, Marcelo Soares e Moura debatem sobre o sistema eleitoral  e a política brasileira. No final, a leitura de comentários mais lotada e caótica da história do Uarévaa.





(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")



E o RSS? E o ITunes?

Tá ai, porra!! Clique e assine!


Sim, promessa de campanha se cumpre assim: 
às vésperas das eleições, bwahahaha

Mas CLARO que cumprimos só uma parte pois se não tiver
nada pra fazer pro próximo mandato, ninguém vota na gente.
Os 10 últimos podcasts já estão ai no feed novo e vamos
atualizar os antigos toda semana.

Agradecemos ao Hugo e ao Tourinho do Pauta Livre News por ajudar 
nossas magníficas mentes  incompetentes a resolver esse problema.


Comentado no Podcast

- Posts do Rafael sobre política:

Ideologia, eu quero uma pra viver





Comentem ai ou mandem e-mails (para contato@uarevaa.com
com críticas, elogios, sugestões e etc e tal sobre nosso podcast.


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PROMOÇÃO LIGA DA JUSTIÇA UARÉVAA: CONHEÇA A LIGA VENCEDORA




Pois é, pessoal, já anunciamos no Podcast #108 que o vencedor da promoção foi o Lucas Rosa, já fizemos contato com ele e, com a normalização dos correios após a greve, em breve ele receberá seu fodástico poster. Quer ver com que Liga ele venceu?



Clique ai no Leia Mais e conheça a história dessa "Liga Extraordinária Brasileira".

"Ahhh, mas que filhosdaputa! Falaram que mandar desenho não ia influenciar muito no vencedor e blá, blá, blá... E OLHA AI!"

Calma, eu posso explicar, não é isso que você está pensando, bwahahahaha

Sério, não é mesmo. O Lucas mandou apenas texto e venceu, assim como poderia ter vencido alguém que enviasse algum desenho ou montagem foda também, a ideia e desenvolvimento foi determinante, não o meio utilizado. Veja ai o resumo de livro que ele fez, que deixou muita gente do Uarévaa interessada mesmo em ler um livro completo com essa trama.
- - - - - - - - - - - - - - 

A minha Liga da Justiça ideal trata-se não exatamente de um grupo de personagens que se une para lutar juntos contra um mal comum eternamente; na realidade, seria um evento muito singular que reuniria esse grupo de personagens - e posso dizer, com a maior convicção possível, que esse grupo também se deixaria de existir após o acontecimento que o fez surgir. Imagino que isso não vá desclassificar a minha Liga, afinal, a banda d'Os Cascavelletes durou apenas quatro anos e os Engenheiros do Hawaii foram formados para tocarem apenas uma noite, apesar de terem seguido com a banda.

Em um momento da década de 1940, no Brasil, uma adolescente chamada Emília acordou-se e levantou numa manhã qualquer para ir para escola. Sem bocejar ou mesmo praguejar por levantar cedo, ela despertou e pulou da cama numa incrível facilidade, que até ela mesmo estranhara. Mas o que poderia estar acontecendo para ela estar se sentindo tão leve?

Emília pegou umas peças de roupas do roupeiro e atirou na cama, e, então, caminhou até o espelho. Quando ela enxergou o reflexo, não conseguiu reconhecer-se, nada era nada do que ela havia sido antes nos seis quatorze anos de vida. A menina havia se tornado uma boneca de pano; ela podia enxergar as costuras ao redor de todo o seu corpo, podia sentir sua composição de algodão, não havia mais nenhuma pulsação e muito menos um coração bombeando sangue, afinal, não havia sangue, veias, órgãos, tecidos orgânicos... nada!

Ela tirou seu pijama e os pequenos seios que ela tinha até um dia atrás não existiam mais, nem sexo ela tinha. Emília tentou gritar, mas sua boca havia sido costurada. Assim como não podia gritar ou falar, a pequena Emília não conseguiu se alimentar e, da mesma maneira que não pôde ir na aula aquela manhã, ela não conseguiu sobreviver àquele fato idiota que ocorreu naquela manhã. Uma pequena boneca de pano, sem as roupinhas, foi encontrada caída da cama, já sem vida. Esta não é a estória de Emília, infelizmente.

Mas é a estória de um grupo de ilustres pessoas que resolveram matar o Anticristo, mais ou menos uma década depois de quando os demônios passaram a povoar o planeta Terra e causaram consequências como a estória de Emília.

Reunidos pelo Império Brasileiro, em 1923, esse grupo foi incumbido de matar o maior que pode existir, o Anticristo, e impedir de acontecer o apocalipse. Um velho mago armênio [personagem de A Luneta Mágica, de Joaquim Manuel de Macedo], cego e dono de uma aparência que espantava os mais desacostumados, era muito alto, com quase dois metros de altura, mas também muito magro, com uma barba já embranquecendo um pouco grossa e longas e sujas unhas, fora responsável por reunir o grupo. O mago possuía a função de conselheiro na corte do Império e havia sido ele quem havia identificado, através de profecias e revelações divinas, quando o apocalipse aconteceria. As cartas recrutando os nobres cavalheiros a integrarem a esse grupo foram enviadas.

Não havia possibilidade de recusar o "convite". Alguns meses depois do envio da carta, conforme combinado, o mago reunira todos em uma mesma sala. Santos Dumont, proficiente inventor retornava à Corte brasileira, depois de longos problemas com uma invenção sua que o Império havia expropriado, mesmo sem estar em total conclusão, estava na sala sempre pontual, como de costume. Do outro lado da sala, em cima de uma mesa, havia uma cabeça falante, era o homem que fora conhecido como Tiradentes. Com um rosto ossudo, barba e uma calvície que atacava cabeça adentro, apesar de permitir-lhe manter longos fios de cabelos nas laterais, tão esbranquiçados quanto a barba. A cabeça se mantinha viva graças aos experimentos de Santos Dumont que, não só mantiveram Tiradentes vivo, como ainda desenvolveram um tripé a vapor para ele movimentar-se. Na mesma sala, de pé, aparentemente incomodado com toda a situação, havia o gaúcho General Netto.

Apesar dos registros considerarem que estava morto à mais de cinquenta anos, na realidade, o general mantinha a mesma aparência que tinha desde a última vez que fora visto. Durante a Guerra dos Farrapos, ele havia comprado de uma mascate que vivia da guerra uma bebida que lhe concedeu um prolongamento único de sua vida. Netto sabe que não é imortal, mas ele viveu mais de cinquenta anos sem sentir um ano de envelhecimento, logo, nem imagina o quanto ainda a vida o reserva. Com apenas os quatro na sala e um cachorro quieto em um canto, o mago armênio começou a reunião apresentando a proposta de criação do grupo. Em meio a tantas explicações, um jogo de porcelana despencou no chão e ouve-se uma voz.

Sem necessidade de muitas apresentações, o grupo percebeu que era o fantasma de Machado de Assis, o escritor que teve o mesmo fim de um de seus personagens, Brás Cubas. Dono um perturbador humor negro, Machado de Assis não dá a mínima para a existência dos vivos, tal qual seu personagem. Ironizar as fraquezas humanas é um passa-tempo para ele, que não pôde recusar o recrutamento para juntar-se ao grupo pois as extensões de poderes do mago armênio iam além do mundo dos vivos. Depois de dar seguimento à reunião, havia ainda um membro que precisava ser apresentado. O Império havia o capturado e ele estava preso naquele momento. O mago levou os demais membros há uma prisão escondida, onde podia se ver um homem esguio, de características nordestinas, era o Lampião. Apesar de uma personagem de "difícil convivência" (e por isso leia-se que ele tentou atacar o grupo três vezes antes de partirem para sua missão), ele fora convencido pelos poderes místicos do mago de que estaria agindo de maneira justa.

O plano passava a entrar em ação: Santos Dumont levou três meses ou um pouco mais para concluir a sua invenção que o Império o havia roubado, uma máquina do tempo. Segundo Dumont, a máquina falharia ao tentarem viajar ao passado, porém, ao futuro, ela funcionaria bem. E, então, o grupo que reunira Santos Dumont, Tiradentes, General Netto, Machado de Assis, Lampião e um mago armênio avançou algumas centenas de anos até chegar no Brasil da década de 1950 para enfrenta o apocalipse. O garoto que eles procuravam por ser a encarnação do Anticristo, vivia em São Paulo e se chamava José Mojica Marins. O garoto falava línguas de demônios e compreendia cada vez mais os planos para o apocalipse. A luta dos heróis não podia impedir uma profecia divina, o céu e o inferno já se preparavam para aquele fim. O mago armênio aproveitando-se de um momento singular, mata o jovem José, porém profecias não podem ser simplesmente desfeitas. No instante seguinte da morte de José, toda a alma do mago estava já impregnada por toda maldade demoníaca existente. Nenhum dos outros heróis pôde impedi-lo. Nenhum deles retornou.

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Que tal? Acabou mais próxima da Liga Extraordinária do Alan Moore que de uma Liga da Justiça, mas como a gente tinha dito, valia tudo, e essa foi muito bem votada pelo pessoal daqui.

Já o desenho no início do post foi esse ai abaixo, feito pelo Vini após definirmos o vencedor, para a capa do livro que vamos fazer o Lucas escrever pra ganhar grana em cima dele, bwahahahaha
Clique AQUI para abrir em tamanho maior

Parabéns ao Lucas e aguardem mais um último post relativo a essa promoção, com um apanhado de outras participações bem legais que tivemos.

UARÉVAA!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Imigrante


Entre a vida que esperaríamos de ter e a vida que gostaríamos de esquecer, é onde se encontra a tragédia.


Mais uma história do HQCX, com roteiro de FTF e arte de Adan L Marini. Basta clicar no play e navegar usando as setas do teclado ou os botões e rolagem do mouse.


No site do O Caxiense vocês podem encontrar todas as hqs já disponibilizadas, basta clicar nesse link.

E não deixe de apoiar o projeto, curtindo a fanpage do facebook:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Andrício de Souza.com




André Cintra de Souza, 26 anos, desenhista, adorador do Pereio, crítico da politica e de si mesmo, jornalista, desempregado. Não sabe desenhar, mas não o impede de desenhar.






Segundo André, começou as tiras com um piada sobre o candidato José Serra durante as eleições presidenciais de 2010. Desde então vem postando em seu site pessoal desenhos toscos (ele mesmo assume que não sabe desenhar). 

Fora das publicações por editora, o quadrinista reuniu parte de seu trabalho na revista “As 100 primeiras melhores tirinhas de Andrício de Souza”, 72 páginas e orelha assinada por Allan Sieber (Malvados). Confiram um pouco do trabalho dele:










segunda-feira, 24 de setembro de 2012

The Rolling Stones vs. Liz Gillies


Hora de mais uma briguinha musical aqui no Uarévaa!

E chego a ter dó do resultado, mas não custa tentar, né? Vai que o cabra curte algo diferente?

- - - Post atualizado com o resultado - - -


Enquanto seguem tomando uma surra de pau mole dos garotos de Liverpool, a banda do bocudão Mick Jagger entra também em outro ringue e há quem diga que nesse eles estão muito mais preparados pro desafio...

Mas pra falar a verdade, hoje quem ganha é quem curte boa música.

Isso porque os Rolling Stones quando lançaram a música em 1971, talvez não soubessem que estavam criando uma das músicas mais belas do mundo!

"Wild Horses" foi lançada no álbum Sticky Fingers, com autoria de Mick Jagger e Keith Richards e os fãs achavam, na época, que ela tinha sido inspirada no relacionamento do vocalista com a também cantora Marianne Faithfull. Algo que Jagger desmentiu muitos anos depois, no encarte da coletânea da banda de 1993, Jump Back: The Best of The Rolling Stones.



Antes de seu lançamento em Sticky Fingers, Gram Parsons, guitarrista e vocalista do The Byrds, convenceu Jagger e Richards a permitir que ele gravasse a música com sua banda.

Embora os Rolling Stones já tivessem gravado a faixa, a versão de Parsons acabou sendo a primeira a ser lançada de fato, em abril de 1970.

Isso é um fato interessante acerca dessa canção, ela acabou confirmando-se como uma das mais populares músicas que viraram cover através de diversos artistas, como:
Garbage, The Sundays, The Cranberries, Elvis Costello, Neil Young, Guns N' Roses, Bush, Chris Cornell, Jewel, Dave Matthews, Alicia Keys, Stone Sour, Sheryl Crow e até Susan Boyle (!), entre muitos outros. Inclusive da nossa nobre desafiante... Liz Gillies!!!

Pra quem não sabe (e, pra falar a verdade, nem eu sabia) a cantora Elizabeth Egan Gillies é também atriz e modelo, mas é mais conhecida pela molecada que assiste a sériezinha adolescente da Nickelodeon, Brilhante Victória, interpretando a personagem Jade West e também de alguns filmes como Garotas S.A e Harold, onde faz, em ambos, uma personagem secundária. Ela também participou de um curta chamado The Death and Return of Superman (2011).

Essa minazinha que tá cantando aí, começou sua carreira estrelando comerciais de chiclete e celular, depois fez a série dramática The Black Donnellys e a comédia para TV, Locker 514 e até participação na série Crimes do Colarinho Branco, da FOX. Descobriu que cantava no musical adolescente "13" que fez para a Broadway e acabou gravando um single da trilha sonora de uma animação para garotas, chamada Winx Club, onde também dubla uma das personagens. Em 28 de julho desse ano, estava em estúdio, gravando demos para o seu 1° álbum.

Veja bem, então... sei que vários grandes nomes da música já gravaram essa música, mas achei que seria uma disputa interessante colocar uma bela voz feminina e um som mais "country" para a disputa musical. Até porque, se fosse um concurso de beleza, já teriamos o vencedor... né Mick?


Agora, a escolha é sua, pequeno padawan!

Vote na enquete abaixo, o resultado sai quinta feira aqui mesmo nesse post.

Musical Kombat: Rolling Stones Vs. Liz Gillies

Qual versão de "Wild Horses" você prefere?


A original dos dinossauros do rock Rolling Stones

A cover da iniciante Elizabeth Gillies

 

 - - - RESULTADO - - -

Olha só, vejam vocês... Os Rollings Stones, como bons velhinhos que são, andam, literalmente, mal das pernas. Além de levar uma surra Os The Beatles conforme vimos no último podcast (você viu o resultado?), acabou numa situação no mínimo... constrangedora!
Isso porque a velha banda de rock n´ roll, pela primeira vez na história desta coluna, empatou com a iniciante gatinha com "puta vozinha delícia"!!! Isso mesmo, EM-PA-TOU! Heh,he,he...
Foram 50% pra cada lado, e já que, quem vence tem um clipe a mais divulgado aqui no post, os dois merecem às honras...

E já que falamos em Beatles, Liz Gillies por acaso também canta uma bela versão de "Jealous Guy" composta por John Lennon, na época de sua carreira solo.


Já os Rolling Stones aparecem com o clipe mais lisérgico da carreira (sem duplo sentido aqui, já que o clipe faz menção a uma viagem de LSD), justamente uma cover, "Like A Rolling Stone", escrita por nada menos que Bob Dylan e com a participação da atriz Patricia Arquette!