Freud, Rafael Rodrigues, Zenon e Modesti recebem Daniel HDR (do ARGCast) e Coveiro (do site Marvel 616 e podcast Inominata 616) para falar do Surfista Prateado e de Galactus e seus outros Arautos, num podcast especial que faz parte do mega crossover Excelsior, um homenagem aos 90 anos de Stan Lee.
Na leitura de comentários do pod #120 temos Freud, Rafael, Marcelo Soares e o Sr. Alex Matos que garantiu um "belo" Selo Modesti de Qualidade a esse pod.
Desde que foi lançada a hq vem obtendo enorme sucesso, teve a primeira tiragem esgotada e está colecionando elogios de todos os lados.
Mas Astronauta Magnetar é a última bolacha do pacote?
Por ser fã do trabalho de Danilo Beyruth desde o volume 1 de Necronauta, aguardo todo novo trabalho do quadrinista com uma expectativa alta, felizmente, sempre correspondida.
Sua arte empolgante e expressiva, sua habilidade em trazer temas universais para a história, criando uma grande empatia entre o leitor e os personagens (e, muitas vezes, real identificação com eles) e sua constante evolução da já ótima narrativa, estão todas ai e quem acompanha suas hqs facilmente reconhece se tratar de uma típica obra autoral dele.
Mas em Astronauta Magnetar, mais alguns ingredientes se somam a tudo isso. Primeiro o fato de Danilo trabalhar com um personagem já conhecido e, em sua reinvenção, usar bem mais do que eu esperava das características da criação original de Maurício de Sousa, sendo bastante fiel mas, ainda assim, acrescentando muitas coisas.
Na arte, o deleite da colorização feita por Cris Peter, que trabalha muito bem com os diferentes ambientes e etapas da história e faz com que seja difícil pra mim, que gosto bastante das hqs em preto e branco do Danilo, imaginar essa sem as cores.
E por fim, o fato de ser uma ótima hq de ficção científica, tema que sempre foi meu favorito. A trama lida com a solidão do espaço, com o Astronauta se tornando um náufrago em sua imensidão e sua tentativa de sobreviver. Assim, a revista foge do óbvio de lasers, perseguições de naves e combates galáticos contra alienígenas hostis que, embora também rendam muitas boas histórias, nunca foram coisas obrigatórias para se ter grandes obras do gênero.
Astronauta Magnetar é mais um trabalho incrível do Danilo e uma hq perfeita para iniciar o projeto das Graphic Novels da Maurício de Sousa Produções para o publico adolescente e adulto capitaneado por Sidney Gusman. O projeto Graphic MSP já prevê mais 3 novas versões de personagens feitas por outras feras do quadrinho nacional e depois deve prosseguir por muito mais tempo ainda pois personagens do Maurício para trabalhar e grandes artistas nacionais é o que não faltam.
Recomendo fortemente que, se você não conseguiu comprar Astronauta Magnetar ainda, não perca a segunda tiragem que está saindo. Felizmente não é a última bolacha do pacote... É apenas a primeira, e já estou salivando pelas próximas.
Astronauta Magnetar
Autor: Danilo Beyruth (com colorização de Cris Peter) Editora: Panini Comics Formato: 19 x 28 cm Páginas: 80 Preço Médio: R$ 19,90 (capa cartonada, disponível em bancas), R$ 29,90 (capa dura, disponível em livrarias)
Você já leu o problema do conhecimento de Descartes? Como podemos saber se somos mesmo reais e não apenas parte de uma história?
Mais uma história do HQCX, com roteiro de Rafael Rodrigues e arte de Thiago Danieli. Basta clicar no play e navegar usando as setas do teclado ou os botões e rolagem do mouse.
No site do O Caxiense vocês podem encontrar todas as hqs já disponibilizadas, basta clicar nesse link.
E não deixe de apoiar o projeto, curtindo a fanpage do facebook:
Esse mês (dia 28) Stan "The Man" Lee vai completar 90 anos e o Uarévaa está participando de uma grande homenagem organizada pelo Quadrimcast.
Confira ai, com direito a SPOILER sobre nosso podcast dessa sexta.
Está rolando um mega crossover de podcasts idealizado pelo pessoal do Quadrimcast, com todos falando de algo relacionado ao homenageado Stan Lee e fazendo participações uns nos pods dos outros, uma grande suruba em homenagem ao lendário velhinho safado dos comics, hehehe
Essa semana saiu o ARGCast com participação do Rafael e, nessa sexta, Daniel HDR e Coveiro (do site Marvel 616 e podcast Inominata 616) estarão aqui no Uarévaa para falarmos da melhor criação do Stan Lee que ele na verdade não criou: O SURFISTA PRATEADO.
Além do Surfista, sua criação e histórias, falaremos também, claro, do Galactus e outros de seus arautos e, na semana que vem, teremos todo dia uma resenha diferente de hqs do Surfista.
Vejam ai quem são os outros participantes do crossover:
Além da participação do Rafael no ARGCast, o velho Freud aqui que vos escreve estará no pod do Ovos Zumbis e no do MdM, mas no MdM não como crossover, mas como Triplo, que na verdade nem sou eu então não sei porque falei isso, deve ser a idade...Uarévaa...
Não deixem de acompanhar os podcasts envolvidos nessa iniciativa, é uma ótima oportunidade para quem não conhece toda essa galera que também curte e fala de quadrinhos.
Freud e Rafael Rodrigues recebem os convidados Afonso Andrade, Cris Peter e José Aguiar para um papo bastante informativo sobre as Convenções Brasileiras de Quadrinhos.
Na leitura de comentários do pod #119 temos Freud, Zenon, Modesti, a ilustre presença do superstar desbocado Daniel HDR e SPOILERS sobre o próximo episódio do Uarévaa.
No CBQ de hoje, Freud fala sobre as hqs The Walking Dead #1, Conseqüências e do encadernado Grandes Astros do Faroeste.
The Walking Dead #1 Devido ao sucesso do seriado televisivobaseado nessa HQ, a publicação de Walking Dead no Brasil segue agora o caminho inverso ao original americano: começou saindo em encadernados pela Editora HQM (usando o nome Os Mortos-Vivos), quando o seriado ainda não existia, e agora passa a ter suas edições "avulsas" saindo nas bancas, pela mesma editora.
Sobre isso vale mencionar algumas coisas: a HQM continuará publicando os encadernados normalmente e quem os acompanha já está muitas edições à frente na trama, mas para quem vai começar a ler a série agora, a desvantagem dessa defasagem pode ser compensada pelo tamanho das páginas, que são um pouco maiores que as dos encadernados, e pelo preço, pois os encadernados tem saído a um preço por história proporcionalmente mais caro que a versão mensal (eles vem com 6 edições a R$34,90 e 6 edições da mensal, se mantido o preço atual de R$3,90, saem por R$23,40).
Na primeira edição o roteirista Robert Kirkman acerta em cheio ao jogar o protagonista Rick Grimes abruptamente em meio ao caos gerado por um inexplicado apocalipse zumbi, deixando o personagem e os leitores exatamente no mesmo pé a respeito do que diabos está acontecendo. A leitura flui bem rapidamente e a boa arte de Tony Moore se destaca ainda mais na emoção das expressões faciais dos personagens e na representação dos zumbis.
Nota: 9,0
Conseqüências
Essa HQ curta escrita e desenhada por Caio Majado, tem 16 páginas (sendo 10 de história e as demais com uma apresentação, esboços e informações sobre sua criação), tamanho 23 X 15 cms, capa colorida e miolo em preto e branco e foi lançada em 2008.
Ela se passa num cenário medieval e fala de um garoto abandonado sozinho em sua vila devastada pelo ataque de soldados de um reino vizinho. Gostei da capa e da arte interna, e a trama, embora simples, é bem desenvolvida, com um final que consegue se mostrar interessante mesmo não sendo surpreendente.
Adquiri meu exemplar durante a segunda Rio Comicon, por R$2,00, mas embora tenha sido lançada a 4 anos atrás, ela ainda se encontra a venda clicando AQUI.
Nota: 7.0
Grandes Astros do Faroeste A DC Comics em seu reboot comenteu erros e acertos, mas um dos acertos foi manter a dupla Justin Gray e Jimmy Palmiotti, então responsáveis pelos roteiros da revista de Jonah Hex, trabalhando com o personagem em seu novo título, Grandes Astros do Faroeste. Mais ainda, acertou ao escalar o incrível artista Moritat como fixo no título, que antes era dividido por vários desenhistas.
Outra mudança foi acabar com as histórias independentes e integrar o anti herói ao universo DC, com uma trama que continua mensalmente, situando Jonah na antiga Gotham City e colocando Amadeus Arkham como coadjuvante. Por já ter me decepcionado com algumas histórias em várias partes de Jonah pelos autores, isso era algo que eu temia dar errado, e realmente acabou levando a algumas situações mal trabalhadas na série. Pra mim, a dupla de roteiristas trabalha melhor em histórias fechadas mas, apesar disso, relevados alguns deslizes, a série é interessante.
Sobre a arte, confesso que gostava do revezamento de artistas na revista mas, ao escolher um para se tornar fixo, Moritat sem dúvida foi uma das melhores opções possíveis, senão a melhor, pois sua arte e narrativa são o ponto forte da revista.
A opção da Panini por encadernar as histórias em arcos é perfeita para essa série e espero que sua publicação continue pois, segundo a editora, a série anterior de encadernados de Jonah Hex foi infelizmente interrompida aqui não pela chegada dos Novos 52, mas por baixas vendas. O encadernado, que além das histórias de Jonah Hex tem também hqs curtas de outros personagem do velho oeste da DC, galeria de capas e um texto de duas páginas falando sobre a publicação do pistoleiro no Brasil, tem 180 páginas e custa R$21,00.
Não é novidade alguma dizer que a internet é a forma mais rápida de transmitir a informação, ainda mais com o boom das redes sociais, onde tudo pode ser disseminado com um simples clique no botão compartilhar (ou um retweet, no caso do Twitter). As redes sociais são verdadeiras armas na busca por mais popularidade, por mais seguidores, ou... Mais fiéis. E esse foi o mote da Igreja Católica Apostólica Romana para criar sete perfis para o Papa Bento XVI, em sete línguas diferentes: @pontifex é a conta original, mas tem versões em português (@pontifex_PT), espanhol (@pontifex_es), italiano (@pontifex_it), alemão (@pontifex_de), francês (@pontifex_fr) polonês (@pontifex_pl) e árabe (@pontifex_ar).
Até o dia para o início das postagens é um tanto “especial”, será em 12/12/12. Os textos possivelmente serão escritos por uma equipe do Vaticano, mas o Papa fará a aprovação dos mesmos antes de cada postagem. Tudo o que for postado na conta original será também traduzido nos outros idiomas. O que impressiona é a quantidade de seguidores dos perfis, antes mesmo da primeira postagem.
Agora eu quero só ver as piadinhas do gênero: “P1: Onde está o seu Deus agora? P2: Ele eu não sei, mas o representante já está no Twitter”
Fiz uma breve pesquisa sobre o assunto com algumas pessoas e coletei interessantes opiniões, mas não vou revelar os nomes dos santos para não dar processo celestial:
“Papa no Twitter? Não, obrigada!”.
“Esse papa quer ser mais Pop que o outro é?”.
“Esse sabe das coisas”.
“Pense num cabra esperto”.
“O departamente de marketing do Vaticano está melhor que o do Corinthians”.
“Se o Papa twittar algo de madrugada vai ser a Missa do Galo?”.
“Sete perfis no Twitter? PENSE EM UM HOMEM ESCREVEDOR”.
Perfil oficial do Papa
Pronto, aqui é o lugar onde a gente pode ler as “coisa” que o Papa escreve. Acho que vou ver a Missa do Galo por aqui mesmo (troço chato, “creindeuspai”).
E então fica uma pergunta... Será que vamos ter até fotos linkadas de algum perfil do Instagram? Papa chique, pop e VINTAGE? Ahahahahah. Beijo me twitta Papa.
Esta é a história de uma velhinha que quer dar seu último adeus ao falecido marido. Ela recebe em casa uma equipe estranha equipe de assisência funeral em sua, mais estranha ainda, casa cheia de animais empalhados. É hora de dizer adeus para quem vai e para quem fica.
“Cuidado ao abrir a porta esta noite. Pode ser o maligno São Nicolau”
Amanhã é dia 5 de dezembro, e, se for lua cheia, é bom você tomar cuidado, pois São Nicolau pode estar por aí. Diz a lenda que, a cada 32 anos, quando o dia 5 de dezembro casa com a exibição de uma lua cheia no céu, São Nicolau surge para buscar você, não importa se é criança, adolescente ou adulto. Ele vem para pegar todos nós.
Não conhece essa lenda? Bem, eu me surpreenderia se você conhecesse, afinal esta lenda é parte da premissa do filme Sint (Saint, nos EUA), vindo dos países baixos e que conta uma história diferente da que conhecemos sobre o “bom velhinho” que entrega presentes para as crianças em dezembro.
Mas antes de falar sobre o filme, vale algumas considerações: Nos países baixos, comemora-se o que eles chamam de Sinterklass, celebração em homenagem a “São Nicolau” (Saint Nicholas), santo patrono das crianças, dos marinheiros e da cidade de Amsterdã. Esta é uma comemoração antiquíssima e – imagino que você já deve ter suspeitado – é uma das fontes que inspiraram a criação (especialmente o visual) do Papai Noel que conhecemos através da América (nos EUA, Santa Claus). Mas, ao invés do dia 25 de dezembro, que é o dia em que comemoramos o Natal, o Sinterklass é comemorado entre os dias 5 e 6 de dezembro, já que o dia 5 é o “Dia de Saint Nicholas”.
O Saint Nicholas holandês não é muito diferente do nosso Papai Noel, sendo considerado uma figura bondosa e que deixa presentes para as crianças. Mas a produtora de Amsterdã A-Film e o diretor Dick Maas trazem em Sint a “verdadeira” história de Saint Nicholas, que foi escondida da população, que até hoje pensa no personagem como uma figura bondosa. No filme, Saint Nicholas é um criminoso que lidera saques e mortes. Uma vila, cansada de seus abusos, decide queimar Saint Nicholas e seu comparsa até a morte. Isto aconteceu em 5 de dezembro de 1492, durante uma noite de lua cheia e, com o tempo, o incidente foi esquecido pela história e distorcido a ponto de a população hoje acreditar que dia 5 de dezembro se comemora o nascimento de Saint Nicholas, e que este era um santo homem que distribuia brinquedos para as crianças.
Mas o que pouquíssimas pessoas sabem é que Saint Nicholas retorna a cada 32 anos, sempre que o dia 5 de dezembro cai numa lua cheia, para a desforra, capturando e matando quem estiver em seu caminho, e esse pessoal vai ter que correr contra o tempo para convencer a polícia do problema, evitar mortes e vencer a maligna criatura. Tudo isso no dia em que diversas pessoas estarão fantasiadas de Saint Nicholas e seus ajudantes nas ruas, o que não ajuda em nada.
Sint é um dos filmes mais inusitados com o tema “Natal” (embora não seja, a rigor, sobre o Natal e o tipo de temática esteja longe de ser original) e, apesar de não ser um filme genial, é uma ótima diversão para quem não gosta de ver os mesmos filmes sobre Natal todo o ano (ou para quem, assim como eu, odeia Natal). Infelizmente, acho que não saiu por aqui, então se você tiver a fim de assistir, vai ter que procurar por outros canais que tenham o filme disponível.
Curiosidades: - Na lenda de Saint Nicholas, seu ajudante é negro de pele. Em Sint, é explicado que que a cor negra não é por causa de sua etnia, e sim por conta dele ter sido queimado;
- O pôster do filme, exibido nas ruas das cidades causou polêmica por mostrar um Saint Nicholas cadavérico e macabro. Muitos pais reclamaram que as crianças que ainda acreditam em Saint Nicholas poderiam se confundir e ficar assustadas achando que aquele era o “verdadeiro”. O caso foi levado para a justiça, pedindo a remoção de todos os pôsteres; Dick Maas (o diretor do filme) argumento que, se os pais puderam fazer seus filhos acreditarem que SinterKlass existe, eles podem então informar suas crianças que o homem no pôster não é o “real” Sinterklass. A corte decidiu em favor do diretor, apontando também que o rosto macabro quase não era visível no pôster, encerrando o caso;
- A lenda verdadeira de São Nicolau conta a história de 3 moças que não poderiam se casar porque seu pai não tinha condições de pagar seus dotes, na época, indispensáveis. Assim, a sorte das moças estava lançada ao cruel destino de escravidão ou prostituição. São Nicolau, comovido com a situação, jogou três sacos de moedas de ouro pela chaminé da casa das moças. Os sacos caíram dentro das meias das moças que estavam secando junto ao fogo da lareira. Por essa razão, costuma-se dependurar meias nas lareiras das casas no dia 5 de dezembro à noite, véspera de São Nicolau, fazendo orações. Costuma-se também colocar sapatinhos na janela, para as crianças que não tem lareira. São Nicolau, durante a madrugada, enche de doces as meias ou os sapatinhos das crianças que se comportaram bem durante o ano. São Nicolau costuma andar acompanhado de Pedro Preto (Black Pete, Zwarte Piet, Svarte Petter), seu ajudante para verificar o comportamento das crianças e distribuir doces, pãezinhos de mel, bengalinhas coloridas de açúcar e moedas de chocolate envoltas em papel dourado.
"Você ri de alguém que caiu da calçada. Isso é engraçado. É uma quebra de uma coisa que estava linear, e de repente quebrou. Quebras são engraçadas. Você só ri dessa pessoa que caiu, primeiro porque ela não morreu, e segundo porque não é você."
Marianna Armellini
É aquele velho papo de "você ri porque não é com você". E geralmente é verdade. E isso nos leva a uma pergunta inquietante, que surpreendentemente raras pessoas se faziam (pelo menos até se começar a falar sobre isso mais recentemente, com a onda de processos contra comediantes): Existe um limite para o humor? O que é "politicamente correto" e "politicamente incorreto" O que é uma piada preconceituosa? Uma piada é "só uma piada"?
Estas e outras questões são a base do documentário "O riso dos Outros", dirigido por Pedro Arantes. O vídeo é extremamente recomendável nos dias de hoje, considerando que vivemos em uma época em que crítica se confunde com censura e transgressão se confunde com perpetuar estereótipos. Assistam, e tirem suas conclusões.