Social Icons

Pages

quinta-feira, 23 de abril de 2009

De fora da panela

Blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... Não enviaram nada... blá... blá... blá... blá... blá... blá ... tema livre... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá: uarevaa@gmail.com.

Blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... na MÃO GRANDE.. Blá... blá... blá... blá... de um de nossos parceiros. Blá... blá... blá... blá... blá... blá... Vini do Submundo Mamão... Blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá... blá.

Usagi Yojimbo
Por Vini

Tenho estado afastado do blog por um tempo, pois além de estar trampando muito, quando tenho um tempo, acabo fazendo algumas coisas relacionadas aos meus projetos em Hqs. Mas uma coisa que não deixo de fazer, é ler. E agora entre o final de Março e começo de Abril estive lendo uma grande HQ.




Comprei essa na semana passada. A revista está fantástica! Os desenhos estão melhores, a ação e o roteiro estão redondos e se você, assim como eu, se encanta pela cultura e pelo folclore nipônico, pode comprar sem erro. Aliás, aconselho a comprar todas essas que falei logo acima! (Via Lettera e Devir, quero a minha parte em quadrinhos, pelo jabá, hãn?!)

A edição abre com uma história bem Taoísta, mostrando um monge que ensina Usagi sobre a música de uma flauta antiga e compartilha com ele de seu maior sonho, ouvir a "A Música do Céu". A próxima mostra Usagi envolvido num duelo por dinheiro, o que achei ser a continuação de alguma outra história da qual eu ainda não li. A história que comanda essa edição é sobre suas espadas, daí o nome da revista: Daisho, que significa o conjunto das duas espadas usadas pelos samurais, a mais longa, chamada de Katana e a menor chamada de Wakizashi. Um enraivecido Usagi sai à caça do líder de um grupo de bandoleiros que as roubou e para recuperá-las, ele se unirá a dois mercenários. Um deles muito conhecido de quem acompanha suas aventuras. Os detalhes de como uma espada de samurai é feita e do que ela representa para o samurai é uma divertida lição de História!

Portanto, Usagi Yojimbo, não é mais uma história de “bichinhos engraçados”. Apesar do humor, as histórias têm ação, muita ação e por vezes é emocionante. E o aspecto histórico de Usagi é fantástico, tornando as histórias mais autênticas, apesar de serem estreladas por animais falantes.

Stan Sakai é um velhinho muito criativo! Eu me identifiquei muito com ele, pois é mais ou menos isso que quero fazer com meus personagens samurais. Além disso suas maiores influências são quase as mesmas que as minhas, entre elas Sergio Aragonés, Milo Manara, Moebius, Jack Kirby, Carl Barks e Akira Kurosawa. Stan também é um premiado letrista por seu trabalho na série Groo, de Sérgio Aragonés, nas tiras dominicais do Homem-Aranha e em Usagi Yojimbo. Recebeu vários Eisner Awards e um Inkpot Award.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Moura em Série

Toma Lá Dá Cá
(Ou a dificuldade em fazer um sitcom brasileiro)

Na metade da década de 90 um programa humorístico ousou desafiar os preceitos dos limites do padrão de qualidade global, com um elenco estelar de línguas afiadas. O uso da platéia e a interação com a mesma, quebrando totalmente a barreira da quarta parede, faziam o elenco do Sai de Baixo apresentar ao publico um humor totalmente novo e surpreendente para a época.
Mas então você se pergunta: Moura, se o titulo do post é Toma Lá Dá Cá, porque pícara você está falando do Sai de Baixo??
E a resposta é simples e você mesmo já deve ter respondido mentalmente. Toma Lá Dá Cá quer ser o novo Sai de Baixo.
A começar pelo elenco que traz Miguel Falabela e Marisa Orth. A continuar pela presença da platéia.
Mas tenho a impressão que a vontade, a principio, não era essa.


O programa tinha por intento, em seu inicio, ser uma sitcom com platéia, assim como é a maioria das séries americanas. Sim, já expliquei isso e repito. Sabe aquelas risadas que você ouve ao fundo nas piadas de Friends, Two And a Half Men e Big Bang Theory? Aquilo meus amigos, é a platéia.

A idéia inicial da série é muito boa. Mário Jorge (Falabela) era casado com Rita (Marisa Orth), mas separou-se dela e acabou por se casar com Celinha (Adriana Esteves), que por sua vez era casada com Arnaldo (Diogo Vilela), que após o divórcio acabou se apaixonando por Rita, e se casando com ela. Mario Jorge e Rita têm dois filhos, Tatalo (George Sauma) e Isadora (Fernanda Souza), e Arnaldo e Celinha são os pais de Adonis (Daniel Torres). Completando a família temos Copélia (a figuraça Arlete Sales), mãe de Celinha, e a empregada Bozena (Alessandra Maestrini). Completa o elenco a Sindica do condomínio Jambalaya, Alvara (Stela Miranda).

As duas famílias vivem em apartamentos vizinhos de porta, e isso, como diria o narrador da Sessão da Tarde, causa várias confusões.

O elenco também é bom. As estreantes na TV Alessandra Maestrini e Stela Miranda roubam a cena, ao lado de Arlete Sales. A empregada Bozena, uma paranaense cheia de histórias surreais sobre sua cidade, Pato Branco; a sindica sociopata Alvara, que rege o condomínio com mão de ferro; e a ninfomaníaca, alcoólatra e baladeira Copélia, que em nada lembra uma avó de verdade, são sem duvida os destaques do elenco. Perto deles o quarteto principal de estrelas globais fica quase apagado. Isso sem citar o elenco juvenil, que é a parte mais fraca do grupo, com destaque para Fernanda Souza que está, com o perdão da palavra, uma PATCHA GOSTOSA.

Como todo humor brasileiro, ou quase todo, TLDC se vale de bordões que caem no gosto popular, como o “Daí” de Bozena ou o “Prefiro não comentar” de Copélia.
Mas, e sempre tem um, mas, o grande problema do programa é exatamente o roteiro.

Enquanto Sai de Baixo se valia dos improvisos dos atores e a graça era que tudo era exatamente aquilo, uma grande brincadeira, o fato de Toma Lá Dá Cá manter a quarta parede por quase todo o tempo (e nem poderia ser diferente, ou as comparações seriam ainda mais fortes) exige uma melhor qualidade de roteiros. E falta exatamente isso.

Não existe uma linha de roteiro que siga em piadas e gags levando a um final, com uma trama amarrada, como vemos em Friends ou mesmo no brasileiro Os Normais. São apenas piadinhas, trocadilhos e comentários engraçadinhos amarrados por um fio muito fino de roteiro.
O elenco superlotado (chegando a 12 pessoas no fixo na segunda temporada) também prejudica, visto que alguns personagens só estão lá para constar e ganham uma linha de fala sem a menor relevância (ou sequer graça) apenas para não passar em branco.

Isso fica visível principalmente nos personagens Adonis e Deise, uma lésbica totalmente masculinizada vivida por Norma Bengell. Ambos não têm sequer uma trama pessoal, estão ali dentro apenas para marcar presença e em nada adicionam para o programa. A personagem Deise até era interessante, quando era apenas uma participação esporádica, mas a necessidade de colocá-la como recorrente acabou com a personagem que se tornou irrelevante. Algumas falas dedicadas a ela dão vergonha alheia.

Uma feliz aquisição ao elenco, esse sim, foi Ítalo Rossi como Ladir. Na primeira temporada ele era citado frequentemente, mas nunca fora mostrado. O marido de Alvara tinha costumes um tanto quanto peculiares, e sua estréia no primeiro episódio da segunda temporada é de chorar de rir. Ítalo construiu um personagem absolutamente non-sense, uma bicha louca cheia de testosterona, chocando quem é acostumado a ver o ator sempre em papéis sérios. É Mara!


Mas voltando ao problema. Os episódios têm em média 40 minutos de duração. Para uma comédia, muito tempo. Isso faz o roteiro ficar prolixo, gordo, com sobras. A necessidade de se explicar as piadas, a repetição das piadas, o exagero de falas desnecessárias... Falta tornar o roteiro enxuto, limpar um pouco, deixar realmente só que é engraçado.
Outro problema é a quebra da quarta parede. Existem três formas de fazer isso. A primeira é destruir a quarta parede e falar direto com o publico (como em Sai de Baixo). A segunda é quebrar de forma discreta, fazendo humor dessa sutileza (como em Scrubs). E a terceira é simplesmente não quebrar.
Toma Lá Dá Cá quebra e reergue a parede de forma tão sem critério que perde a graça. Fica forçado.
Dois exemplos disso:
Em um episódio, Aracy Balabanian faz uma participação como uma amiga de Copélia. Quando ela e Miguel Falabela se encontram, Miguel pergunta: “Já nos conhecemos?” – Aracy responde: “Seria de Yerevan?” – E Miguel finaliza: “Eu acho que é do Arouche mesmo...” – toca ao fundo a musiquinha do Sai de Baixo e a piada está ótima.
Mas sabe o que eu falei sobre estender demais a piada? Pois então. Marisa Orth entra em cena e estende a conversa com alusão ao antigo programa até o ponto de você pensar: TA, EU ENTENDI A PIADA.

Outro caso foi no episódio de ontem (21 de abril). Na semana passada, em um episódio que mostrava o destino de Ladir, um travesti vai a casa de Celinha dar noticias sobre o marido da sindica e acaba por descobrir que Deise é sua prima. As duas se abraçam e Marisa Orth comenta: “Um travesti e uma sapatão se agarrando na sala. É por isso que a gente não consegue merchandising”. Ok, piada legal, você ri pelo momento de interação entre o publico e o personagem. É tipo ler uma HQ do Deadpool. Porém no episódio de ontem, no qual a Hellmann´s estreou merchan, quase TODAS as piadas foram sobre isso. No mínimo do mínimo, idiota. Um episódio inteiro de TA, EU ENTENDI A PIADA.

Ainda tem a descaracterização que acontece com os personagens. Mario Jorge começou como um surfista despretensioso e irresponsável, mas hoje em dia Miguel o interpreta como se fosse... Caco Antibes. Picareta, chamando a empregada de serviçal, ganancioso. Parece que é ator de um personagem só, o que não é o caso, claro, visto o talento reconhecido do mesmo. Mas aparentemente é mais fácil tentar conquistar a audiência com uma fórmula pronta do que tentar inovar.
A temporada tem mais de 30 episódios, e em meio a momentos hilários, tem muita, mas muita, encheção de linguiça.

A terceira temporada estreou, e continuarei acompanhando por simpatizar com a performance de alguns dos atores.
Mas ainda tenho ressalvas e me pego pensando toda a vez que assisto: Será que nunca teremos um roteiro de humor decente no Brasil? E ainda... Penso como TLDC poderia ser muito, mas muito melhor. Assim como todo o humor brasileiro.

Até o próximo episódio galera.

Uaréview

Todos os caminhos levam a Roma!
Por Marcelo Starman


Sempre ouvi falar da série da HBO Roma, como era uma história forte, violenta, sexy, e com mensagens impactantes, não só pelo lado histórico, mas também por falar de coisas que ainda hoje podemos ver: Corrupção, traição, honra, amizade, enfim, tão atual quando interessante. E foi exatamente isso que vi ao assistir recentemente a primeira temporada do seriado, dividida em doze capítulos, mostrando a ascensão e queda de Caio Julio Caesar ao poder da Roma Antiga.

Considerado o seriado mais caro da história da TV, com orçamento de cem milhões de dólares por temporada, Roma mistura personagens históricos a outros fictícios. Entre os personagens fictícios principais estão Lucius Vorenas (Kevin McKidd), um oficial do exército romano, Titus Pullo (Ray Stevenson) também soldado de Roma, é o melhor amigo e seguidor de Lucius. Dos “oficiais”, podemos ver um Marco Antonio (James Purefoy) fanfarrão e seguidor da “boa luta”; Brutus (Tobias Menzies), melhor amigo de César; Octavian (Simon Woods), sobrinho de Julio e futuro imperador romano; uma Cleópatra (Lindsey Marshal) exuberante e divertida. Contudo, eles não estão ali somente como às figuras históricas que nos acostumamos a ver nos livros na escola, mas sim, como pessoas com defeitos, qualidades, erros e acertos, reais e que se tentam sempre seguir no meio das situações que surgem.

Além do plano político, óbvio foco principal da história, temos subplots bem interessantes: Como a luta por conquista do coração de César, ou melhor dizendo, do poder que essa conquista traz, da relação de amizade de Titus e Lucius, os segredos familiares, as artimanhas que se pode fazer pelo poder, a corrupção romana, enfim, são tantas coisas que se fala-se muito poderia estragar as surpresas, e confiem em mim, surpresas é o que mais se tem nessa série. Acho que o momento mais divertido dela, para mim, foi a viagem da comitiva de César ao Egito para recuperar o corpo de um inimigo e por fim a eminente guerra civil no local. Um bom paralelo pode-se ser feito com a forma que os governantes americanos agiram nos últimos anos, também temos passagens hilárias, como as piadas de Titus – por sinal, um personagem até simples por boa parte da temporada, comediante, mas com um impacto emocional forte nas pessoas ao seu redor.

Aliás, o vinculo criado por Pullo e Verona ao longo da série é em particular responsável pelo carisma do seriado. Feito de uma forma cadenciada, de inicio não se suportando até chegar ao ponto de um lutar numa arena para salvar o outro, essa progressão é bonito de se ver na televisão, onde muitos personagens de produções são descaracterizados ou ligados de uma forma muito rápida (cof.. coff.. Heroes cof.. cof). E essa progressão acontece co todos os personagens, até de formas surpreendentes, aliás, já falei que é cheio de surpresas? Mas, para quem gosta de muita porrada em histórias históricas não precisa se preocupar. Desde a primeira cena, temos batalhas bem feitas e instigantes de lhe prender com os olhos na tela, até ter um certo nojo com tanto sangue e decepações. Porém, se você gosta de ver algo sobre antiguidade por que pensa: “Pô, esse povo devia ser tudo cheio das putarias”, aqui você também irá encontrar: é escravo com patrão, mulher com mulher, entre familiares, sem contar com as belas mulheres que passam pela tela, como Atia (Polly Walker) - sobrinha de César, mãe de Octavian e Octavia (Kerry Condon) – a própria Cleópatra, enfim, tudo de um pouco se encontra em Roma.

Então, quando passar por uma locadora e ver o Box do seriado dando sopa, e tendo tempo livre – porque acredite em mim, quando começar não vai querer parar até terminar – pegue e seja feliz durante boas horas. Prometo que ao terminar a primeira temporada estará sedento por mais uma, assim como fiquei.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sushi de sardinha

Anime Kamen no Maid Guy – O empregado de máscara


Salve salve simpatia!!! E ai galera! O Skrull ta de volta, mais verde do que nunca! Depois de ter passado maul (com u e l mesmo para não ter como errar) para caramba, eu to de volta com uma dica de desenho, que me entreteve durante meu período de trono cama: Kamen no Maid Guy!
Curioso? Já sabe os procedimentos! Clica ae no leia mais!

A história é até bem simples: A Naeka Fujiwara é neta de um multi bilionário e a herdeira direta da bufunfa. Cara é muita grana. Só para ter idéia da grana do velho, ele proclama feriado municipal, só para a escola não funcionar e ele poder ver a netinha querida! Pois bem, a Naeka ta com 17 anos, e faltam 200 dias para ela se tornar a herdeira, mesmo sem o avô morrer. Como a linhagem do avô é bem ramificada outras famílias querem a jovem Naeka fora do caminho. Por isso o avô contrata o Maid Guy Kogarashi!
E é ele que é a alma do anime! Ele é simplesmente foda! Ele é um super-homem vestido de empregado. Com seus incríveis 37 sentidos (supera até os cavaleiros de ouro que têm 8), visão de raio-x, que ele usa indiscriminadamente nas garotas, conectividade USB, mesmo sendo completamente (!?) humano, com um currículo que vai desde cozinheiro de reis e famosos até professor de matemática no MIT, ele é quem cria a maior parte de situações engraçadas, absurdas e etc!

Os outros personagens também são muito bem construídos. Cada um tem sua motivação, suas características, traumas e etc. Como a Fubuki, a outra empregada que tem medo de ser chamada de empregada desleixada, ou a Naeka tem seios muito grandes para o padrão japonês. Ah, espere muita piada sobre peitos grandes!
Outro fator para assistir Kamen no maid Guy é que ele mostra muita coisa do cotidiano japonês. É um anime que não foca em batalhas, mundos irreais e etc, foca no cotidiano de Naeka e seu irmão nerd punheteiro, enquanto os dois empregados se esforçam para mantê-los vivos, bem alimentados e com a casa em ordem! Naeka apesar de ser herdeira do avô ricão, estuda em escola pública, anda a pé, faz compras sozinha e etc. Vale muito a pena assistir só para entrar na cultura oriental!
Para me despedir vou deixar o primeiro episódio aqui para quem quiser rir muito poder conferir!

Kamen no Maid Guy – Episódio 1 parte 1



Kamen no Maid Guy – Episódio 1 parte 2



Referência: Na praça de alimentação do shopping
Banzaaaaaaai lol

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O Pai do Medo

Tranque as portas do quarto! Apague as luzes, mas não feche os olhos! Remova todos os objetos cortantes de perto de você, abra as portas do armário! Fixe sua mente no presente e desespere-se, pois a hora negra chegou!



É possível que não exista, atualmente, ninguém mais influente no gênero de Terror que o americano Howard Phillips Lovecraft, ou simplesmente H.P. Lovecraft. Digo isso porque a geração atual, a que realmente faz terror hoje em dia – desculpem, meninas, mas não tem como considerar “Crepúsculo” uma história de terror; seria o mesmo que dizer que Zorra Total é comédia de verdade - tem como inspiração autores como Stephen King, Clive Barker e séries como Arquivo X e Millenniun, que por sua vez têm (com acento, porra, foda-se a reforma ortográfica) assumidamente um “pé” na literatura perpetrada por Lovecraft.

Para quem não sabe, Howard Phillips Lovecraft é uma americano de Providence, Rhode Island, nascido em 20 de Agosto de 1840. Criado pela mãe, duas tias e pelo avô, foi uma criança precoce e com dois anos já recitava poesias sob o pseudônimo Abdul Alhazred, que seria mais tarde um nome importantíssimo para uma de suas maiores contribuições para a literatura de terror. Se interessou pela cultura árabe, grega, pela Odisséia e aos oito anos já se enveredava pela ciência e astronomia. Teve uma infância com muitas doenças, muitas provavelmente psicológicas. Muitas de suas histórias, inclusive, são atribuídas aos freqüentes pesadelos que tinha durante sua vida.

Lovecraft nunca teve uma publicação de capa dura enquanto vivo, apenas alguns contos em revistas como Weird Tales e algumas poesias em revistas pulp e só ficou realmente famoso depois de morto, mas suas contribuições para a literatura fantástica e de terror até hoje são inspiração para outros autores, seja na literatura ou em qualquer outra mídia.

Definitivamente, Lovecraft não era um autor para as massas. Nunca fora famoso em vida, mas atraía uma enorme legião de seguidores, muitos escritores de renome com quem o autor se correspondia frequentemente. Um dos maiores méritos do autor era renegar histórias básicas de vampiros ou outras criaturas sobrenaturais, acreditando que o terror maior se encontrava no terror cósmico-científico, que tinha forte conotação psicológica – daí o termo “terror psicológico”, onde elementos como sofrimento, angústia, depressão e suicídio dão o tom e a ambientação traz o clima perturbador.


Suas maiores contribuições para o gênero foram, sem dúvida, as histórias relacionadas ao mito do Cthulhu (nunca tente pronunciar esse nome) e, dentro dela, o livro Necronomicon.

Os Mitos do Cthulhu – nomeados assim por um amigo após a sua morte, pois foi no livro “The Call of Cthulhu” que os mitos foram apresentados com maior explicação e abrangência – dizem respeito à uma vasta mitologia que inclui seres alienígenas assustadores, chamado de “the old ones”, que estavam aqui antes mesmo da criação. Seres imensos, grotescos e poderosíssimos, eles foram relegados ao obscurantismo. Há cultos que tentam a todo custo trazer esses seres de volta, mas até agora – para a nossa sorte – isso ainda não aconteceu. O mais conhecido dos “old ones” (apesar de não ser o principal) é o Cthulhu, mestre das profundezas do oceano e da mente, aprisionado abaixo do oceano da terra, onde dorme um sono profundo num ciclo de hibernação que, um dia, irá acabar. Mesmo em repouso, ainda consegue influenciar humanos mais suscetíveis. Há quem diga que o principal dom do Cthulhu é negar a realidade, ou seja, quando ele acordar...Não haverá mais nada.

Além disso, outra criação interessante de Lovecraft foi o Necronomicon, livro muitas vezes citado com um livro maldito, mas na verdade ele é apenas uma espécie de “Bíblia” sobre os seres antigos. O nome original era Al-Azif (que em árabe designava o som noturno produzidos pelos insetos que se supunha ser o uivo dos demônios), foi escrito por Abdul Alhazared, um poeta louco de Sanná, no Yemen.

Peraí, mas o livro existiu de verdade ou não?

Essa é um dos motivos pelos quais o Necronomicom é uma das maiores contribuições do autor para as histórias de terror. O mito criado sobre ele foi tão bem estabelecido que até hoje muitos juram pela morte da mãe que o livro e o autor existiu mesmo. Mas a verdade é que o livro, além de nunca ter sido escrito, é uma das criações da mente fértil de Lovecraft, e Abdul Alhazared, o autor do livro nada mais é do que o pseudônimo que Lovecraft criou quando criança. O motivo pelo qual esse mito perdura até hoje está no fato de que Lovecraft se correspondia frequentemente com outros escritores, muitos que se tornaram seus amigos íntimos, e por conta disso, passaram a compartilhar personagens e objetos em suas obras. Isso fez com que o Necronomicon fosse citado por diversos outros autores, aumentando a veracidade do objeto. Além disso, diversos filmes citaram ou tiveram como tema o Necronomicon, com destaque para Evil Dead 2 – Dead by Dawn (mais conhecido como Uma noite Alucinante 2).




Entre as principais inspirações do autor estão Edgar Allan Poe, Lord Dunsany, Algernon Blackwood, Arthur Machen e Ambrose Bierce.

Infelizmente, no Brasil é difícil encontrar os livros de HP Lovecraft, muitos vocês encontrarão apenas em sebos, sendo que apenas alguns contos (como A tumba) e “Nas Montanhas da Loucura” possuem reedições recentes. Mas, caso encontrem, é recomendadíssimo para os iniciados.

Esse foi apenas um resumo bem curto sobre a vida e obra do autor, sei que falta muita coisa, mas seria difícil colocar tudo aqui sem tornar a coluna extremamente extensa. Ao invés disso, recomendo visitarem o Site Lovecraft, maior e mais completa fonte de informações que eu encontrei sobre o autor, inclusive com e-books disponíveis para download. Por falar nisso, aí vão meus agradecimentos ao site, pois muitas das informações (e das imagens), “roubei” respeitosamente de lá.

Na próxima Madrugada:
Um autor de livros de terror desaparecido, leitores com surtos psicóticos. E uma jornada rumo aos mais assustadores pesadelos da mente humana. Um post que vai deixar você... À Beira da Loucura

Marvelous Pin

Olá meus queridos... segunda de feriado, então como ninguém tem que ler rapidinho pra não tomar bronca do chefe, a coluna de hoje vai ser um pouco mais trabalhada do que as usuais.

Em homenagem ao grande símbolo da Marvel (Wolverine o escambau!), que acabou de ter sua historia entrando para o topo das mais vendidas da historia (a revista com a participação especial do Sr.Obama!), hoje eu vou citar alguns dos momentos mais memoráveis da carreira desse herói que sofre por demais nessa sua vida e citar algumas curiosidades que eu acredito que só quem é muito fã do amigão da vizinhança, ou tem a idade do Freud, deve conhecer.
Vamos??

Começando pelo começo... A primeira aparição do Homem Aranha foi um tiro no escuro que o Sr. Stan lee resolveu dar na ultima edição de Amazing Fantasy em 1962. Sabendo que a revista seria cancelada ele não tinha nada a perder e resolveu escrever a tão famosa historia de Peter Parker. Nessa mesma edição apenas Flash Thompson, seus tios e seu primeiro interesse amoroso (Liz Allan, sem ser nomeada na época) apareceram na revista.
Mas adivinha só? O velho doido que teve uma diarréia de idéias na década de 60 acertou em cheio e depois de sua aparição, a Marvel foi bombardeada com cartas de fãs pedindo a volta do personagem, sendo assim seis meses depois de sua aparição o Aranha ganhou seu próprio título em Março de 1963.

E nesses 47 anos de carreira o Homem Aranha já enfrentou diversos probleminhas na sua vida... vilões, mortes, clones, amores (porque até isso é problema pra ele!), e em cada um desses setores de sua vida, há momentos memoráveis que eu quero lembrar e dividir com vocês...

Em maio de 1963 começou a ser construído um dos maiores Hall de vilões da Marvel, com a primeira aparição de Abutre na segunda edição de The Amazing Spider-Man e com Dr. Octopus dois meses depois, sendo o primeiro vilão a derrotar o Homem Aranha no primeiro encontro. E ainda no mesmo ano em Setembro, o Homem Areia foi criado e apresentado aos leitores. E 1964 foi um ano importante em termos de vilões, foi nele que apareceram Electro, Kraven e o querido Duende Verde que apareceu na edição 14 da revista mas teve sua origem contada (revelando a identidade de Norman Osborn) apenas na edição 40.
Como esses vilões deram muito pano pra manga pros roteiristas da Marvel, demorou mais 2 aninhos até que um novo vilão fosse criado, e em 1966 Rhino apareceu como novidade pros fãs do Aranha. E pra quem não sabia, muito antes de Wilson Fisk dedicar sua vida a infernizar Matt Murdock, ele era o rei do crime de New York e lutou diversas vezes com o Aranha, até que foi convencido por sua mulher a se retirar de lá.

Mas foi em 1984, na edição 252 que apareceu um dos meus vilões favoritos de todos os tempos, com uma idéia de fã reformulada começou nesse ano a primeira de muitas sagas do uniforme negro, com a chegada do simbionte na Terra. E foi em 1988 que a segunda saga do simbionte foi escrita, onde finalmente Eddie Brock assumiu o uniforme e se tornou o tão famoso Venom. E seu primo de primeiro grau apareceu 4 anos depois em The Amazing Spider-Man 361, mostrando uma sede de sangue jamais vista nos quadrinhos do Aranha antes, foi com muita morte e muito sangue que Carnificina foi apresentado ao publico.

Além deles, alguns personagens conhecidos da Marvel tiveram sua primeira aparição nas paginas do amigão da vizinhança: como a dupla Manto e Adaga em 1982, o fodão Justiceiro em 1974 e até tivemos algumas participações um tanto quanto especiais em sua revista como King Kong que apareceu em 1971, e até o Superman juntou forças com ele pra combater Lex e Octopus em 1976.

Mas como não só de vilões vive o Aranha, vou falar um pouco das mulheres que entraram na vida desse Herói. Em sua historia de estréia fomos apresentados a seu primeiro interesse amoroso Liz Allan. Mas sua primeira verdadeira namorada foi a eterna amiga de Peter, Betty Brant que apareceu pela primeira vez na quarta edição, a mesma em que o Areia fez sua estréia.

Mas foi em 1965 que começou a ser citada nas historias a que seria a segunda mulher mais importante na vida de Peter, Mary Jane Watson foi citada durante meses na revista sem ter seu rosto revelado, e em junho de 1965 na edição 25 ela foi mostrada mas apenas Liz e Betty puderam ver, pois no único quadrinho em que ela aparecia nessa edição, ela teve seu rosto tampado por uma planta para os leitores... mas na edição 42, após 2 anos de provocação, ela finalmente foi revelada para todos lançando seu eterno apelido carinhoso logo no primeiro quadrinho em que mostrou seu rosto. Mais de duas décadas depois, em The Amazing Spider Man Anual 21, Mary Jane e Peter se casaram, com direito a estilista de verdade desenhando o tão aguardado vestido da noiva.

Alguns meses depois da planta na cara da MJ, foi apresentada a única mulher que um dia foi capaz de fazer Peter ser feliz sem ser ao lado de Mary Jane: Gwen Stacy (nessa mesma edição Harry Osborn também foi apresentado!). Eles se enrolaram, namoraram foram felizes até que foram atingidos por uma tragédia.

Mas em 1979, Peter conheceu provavelmente a maior encrenca de sua vida: Felicia Hardy. No começo uma vilã que rapidamente virou aliada e até namorada... mas como seu personagem foi inspirado num símbolo de má sorte, a peituda de cabelo branco trouxe tanta felicidade quanto problemas pra Peter.

Mas como qualquer pessoa que conhece um pouco do universo aracnídeo sabe que ele tem uma das historias mais sofridas das HQs com um numero de mortes significativas recorde para um personagem só. Começando pela sua primeira história em que seu tio Ben morre, Peter nunca se perdoou quando soube que quem o matou foi justamente um ladrão que ele não impediu de sair de um prédio. Em 1970 a morte ataca outra vez, e a vitima da vez foi ninguém menos que o seu sogrinho da época Capitão Stacy, que morreu em uma atitude heróica ao salvar uma criança da morte. Mas como desgraça pouca é bobagem, 3 anos depois o Aranha foi atingido por uma das maiores tragédias de sua vida, seu primeiro amor, Gwen Stacy, morreu em junho de 1973 ao ser jogada de uma ponte pelo Duende Verde, Peter ainda tentou salva-la ao agarra-la com uma teia... na historia original, seu pescoço quebra com o tranco que a teia provoca ao toca-la, mas ela foi modificada anos depois pra tirar a culpa do Aranha, dizendo que ela já estava morta ao ser jogada.

Todos sabem que Norman Orborn também morreu ao enfrentar o Aranha como o Duende Verde original, e que a partir dessa morte seu filho, Harry Osborn, o melhor amigo de Peter Parker ficou obcecado pelo Homem Aranha, achando que esse fosse culpado pela tragédia. E em 1993, na edição especial de numero 200 de Spectacular Spider-man, no auge da sua loucura, Harry Osborn morre vítima de seu próprio veneno.

E ai? Cinco mortes importantes já é o suficiente? Mas é claro que não o Aranha precisa sofrer mais um pouco, foi quando em The Amazing Spider-Man 400 no ano de 1995, o inacreditável aconteceu, depois de sofrer um derrame na saga do clone (não é pra menos né meu povo?) a eterna tia May se sente melhor e sai do hospital apenas pra dizer a Peter que sabia de sua segunda vida, ela morre em casa ao passar mal momentos depois de dar adeus a seu sobrinho. Essa morte foi desmentida depois afinal a Tia May é eterna, mas na época foi um choque.
Depois dessa nem o Aranha deveria ligar pra morte nenhuma certo? Wroooooong ainda na saga do clone mais 2 mortes aconteceram: Chacal bateu as botas em agosto de 1995 e em dezembro de 1996, Ben Reilly (personagem importante da saga do clone) também morreu atingido pelo planador do Duende Verde no alto de uma ponte.

Como todo personagem de sucesso a Marvel fez com Aranha o que normalmente faz com todos seus personagens que mostram um pouquinho se sucesso com os leitores, o usou de todas as formas possíveis e imagináveis ao longo desses 47 anos, aumentou seu numero de revistas, sendo que em Dezembro de 1976 ele foi o primeiro personagem a ter 3 revistas mensais ao mesmo tempo.

Além de manter essas revistas mensais, ao longo dos anos o Aranha ainda participou de diversos especiais como Spider-Man manga em 1997 e em 2002 dois dos melhores especiais do personagem foram lançados em meses consecutivos: Homem Aranha Azul e O mal no coração dos homens com a participação especial da Gata Negra.

E novos inícios? O Homem Aranha teve a rodo, em 1998 a história foi recontada em Spider-Man Chapter One, e com um novo universo surgindo não demorou para o amigão da vizinhança ter seu próprio titulo Ultimate, e em 2000 era lançado Ultimate Spider-Man. Ainda tivemos a volta da clássica The Spectacular Spider-Man, e a introdução do personagem na série Marvel Knights em 2004.

E pra um personagem sobreviver durante tantos anos com tanto sucesso, a Marvel teve que apostar em grandes sagas e grandes roteiristas... Algumas foram um sucesso, outras nem tanto. Quando chegou na edição 50, The Amazing Spider-Man trazia a saga que foi utilizada como roteiro para o segundo filme do Aranha: Spider-Man no more. Em 1994 se inicia uma das sagas mais criticadas da historia do Aranha, A saga do clone... sendo que esse assunto já havia sido abordado anos atrás em 1975. E a mais atual e provavelmente a maior cagada que já foi feita na cronologia Aracnídea, Um dia a mais. No meio disso tudo ainda tivemos pequenas sagas memoráveis como A morte de Gwen Stacy, A última caçada de Kraven, a edição em homenagem ao 11 de setembro, entre outros... Além de suas próprias, Peter ainda participou de praticamente todas as megas sagas da editora, tendo participação extremamente importante em algumas delas, como quando revelou sua identidade ao publico em Guerra Civil, da onde meses depois surgiu uma das mais bonitas historias do Aranha que eu já li, quando ele lembra da importância do Capitão América em sua vida após a morte do Herói.

Nesses muitos anos o personagem passou pela mão de diversos roteiristas mas apenas 3 estão citados no meu livro que me serve de pesquisa: seu criador Stan Lee... Todd Macfarlane que iniciou um título do Aranha do zero em 1990 e a fase de J. Michael Straczynski que assumiu The Amazing Spider-Man em 2001.

Vale citar a quantidade de personagens hilários e até inúteis que foram baseados no Aranha e que até chegaram a ganhar seus próprios títulos: como Spider-Ham, que em 1985 teve sua própria revista. Um Spider-Boy ganhou vida e sua revista em 1996 e 2 anos depois uma Spider-Girl nasceu em um especial O que aconteceria se..? , como filha de Peter e MJ e meses depois ganhou sua revista também. Lembrando que até a Gata Negra chegou a ganhar um titulo em meados 1994.

E que tal umas curiosidades agora?

- Você sabia que o primeiro teste do Aranha para os Vingadores foi em 1966, e ele conseguiu derrotar o Hulk (que era o teste na época!) mas ficou com pena de terminar o serviço quando esse se transformou de volta para Bruce Banner no meio da briga e por isso não foi aceito...

- Você sabia que o Aranha já fez uma historia contra as drogas como parte de uma campanha anti-drogas em 1971, tendo como personagem principal Harry Osborn e seu vicio por pílulas após a morte de seu pai....

- Você sabia que a Tia May quase se casou 2 vezes? A primeira delas com o Dr. Octopus e outra com um velhinho que ela conheceu após sofrer um ataque do coração onde se recuperava, mas o veio bateu as botas um pouco antes do casamento (oooo zica!)...

- Você sabia que o Aranha já teve seu próprio carro, tipo um Aranhamóvel, em 1974... mas a iniciativa não agradou os fãs e logo foi cortada das historias...

E é isso meus queridos...
Impossível fazer uma matéria curta quando estou falando de um dos maiores ícones da historia das Hqs... provavelmente o personagem que mais atrai novos leitores para o nosso mundinho nerd... seja por seu jeito simples, extrovertido e sofrido de ser ou seja pela popularidade que sua trilogia nas grandes telas trouxeram para o Aranha. E depois de 47 anos na ativa, que venham outros muitos... ele merece!

Go Get Them Tiger...
Kisses...
And I will see you next Week…
Pin!

Matéria dedicada ao meu querido amigo Duende Amarelo que é fã de Peter desde pimpolho.... Todos os dados foram retirados do livro Marvel Chronicles: A year by Year History.

domingo, 19 de abril de 2009

PalhetadA

Fala galeeeeeeeeeeeera como foram de fim de semana??? Alguns felizes com o título regional e alguns tristes por amargar a derrota no clássico (Bye São Paulinos, abraços do Fenômeno..rs) Mas, como essa coluna não é esportiva vamos deixar a bola de lado e vamos falar de Rock and Roll ok??
E a banda da vez é mais uma que surgiu do fim de outra grande banda...alguém ai se arrisca a falar?
Pooois bem, antes de falar dessa banda preciso corrigir o começo do meu texto. “banda da vez é mais uma que surgiu do fim de DUAS GRANDES bandas!” Rage Agaisnt The Machine e Soundgarden. Aaaaahhh taaaaaa agora ficou mais fácil né? Tá vamos parar de enrolação e vamos ver o que o Audioslave tem para nos mostrar. Clica ai pra ler ouvindo um som dos caras...

Audioslave - Be Yourself


A banda teve início em 2001 com Chris Cornell (ex-soundgarden) nos vocais e o restante do Rage Against Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria). Cornell já estava num projeto solo a algum tempo quando foi convidado pelos remanescentes do RATM para um ensaio e ver o que sairia dali, o resultado foi tão bom e inesperado que fecharam a banda e decidiram dar um novo nome a banda que estava se formando....Audioslave nascia ali. Até rolou um fuazinho de gravadoras na época por que o Rage tinha contrado em vigor com a Epic/Sony Music e Chris Cornell com a A&M/Interscope do grupo Universal, depois de muitas reuniões e conversa a coisa deslanchou de vez e em Março de 2002 a banda confirmou sua participação no Ozzfest o maior festival intinerante dos EUA promovido pelo principe das trevas Ozzy Osbourne. Depois de tudo definido com datas e horários tudo bonitinho, Chris Cornell já anunciava a sua saída da banda mesmo sem estreiar na mesma...(poha!!). Mas a gravadora (EPIC) continuou divulgando que o CD do Audioslave seria lançado, ai o Corno..er..Cornell acabou ficando na banda. Que por sinal nem teria esse nome sabia? Seria “Civilian” (eca!Nome de joguinho..) até que numa conversa Chris sugeriu Audioslave, mas já existia uma bandinha de merda com esse nome que obóviamente vendeu o nome por uma bela quantia...hehehe. Alguns fãs xiitas das duas falecidas bandas quase tiveram filhos pelo bingulim ao saber da união dos músicos, uns falavam que o RATM tinha se vendido, outros falavam que Chris Cornell não era coerente nas suas atitudes referente aos anos de carreira solo e num sei o que mais...nhé...(Xiitas, o mundo sem vocês seria muito melhor, no war, no blood, no violence...Uarévaa..).
No processo todo de criação e transmissão digital das músicas da banda, uma hora ia cair nas “garras erradas” (há sempre quis falar isso...) e pra ir pra internet foi um peido (escapô mal aê) coisa que deixa qualquer músico putinho da vida como podemos ver na declaração do guitarrista Tom Morello..
“Foi uma pena porque a gente gravou 21 músicas, e vazaram cerca de 13, exatamente o número para um álbum. E então foi muito frustrante, porque a gente sabia que aquelas demos tinham tanto em comum com o disco quanto um carvão e um diamante. Três ou quatro vezes por dia, alguém vinha me dizer ‘eu ouvi o seu disco’, e eu respondia ‘não, você não ouviu! Eu juro que você não ouviu!’ e eles tentavam me convencer ‘Ah não cara, eu ouvi seu disco!’.”
Mesmo depois do vazamento o albúm alcançou a marca de 500.000 cópias e levou o disco de ouro, chegaram a fazer alguns shows pequenos e aparições em programas de tv para depois sair em turnê porraí. Depois do lançamento do disco debut a banda mostrou que continuava firme e forte no cenário musical e colocou nas lojas o álbum Out of Exile, segundo da carreira. O material mais uma vez contou com a produção de Rick Rubin, que trabalhou ao lado do grupo no disco de estréia, e mostra um Audioslave mais entrosado, conciso, dosando o peso e o potencial pop das músicas, e tem como principais destaques faixas como "The Curse", "Doesn't Remind Me", "Be Yourself" e "Your Time Has Come". E para o lançamento a banda viajou para Cuba para fazer a gravação do DVD “Live in Cuba”, até ai beleza...mas os caras gravaram isso na ilha de Fidel Castro (Carajo!!) o material é fruto de um registro de uma apresentação da banda na praça do anti-imperialismo, indo contra a política americana de embargo imposta àquele país em Havana e traz, além de faixas ao vivo, um documentário sobre a passagem do grupo pelo país. Depois vazaram para tocar na Zoropa e para a alegira dos fãs incluiram no setlist os sucessos do Rage Against e do Soundgarden, após a turnê se enfiaram num estúdio para gravar as idéias que sempre surgem nessas viagens, é bom que os caras estavam embalados!
Em 2006 saiu o último albúm da banda, “Revelations” e em 2007 com o anúncio e uma reunião do Rage Against the Machine durante o festival de Coachella e com Chris Cornell falando que ia “sair fora” da banda alegando “Diferenças Irreconciliaveis” o Audioslave mórreu! Cornão..digo..Cornell ainda falou que estava deixando a banda pela batida desculpa de divergencias musicais e um pouco de atrito pessoal mesmo “Devido a conflitos de personalidade que não podem ser resolvidos, assim como diferenças musicais, estou deixando permanentemente a banda Audioslave. Desejo aos outros três membros nada além do melhor em seus futuros empreendimentos”, dizia o comunicado de Cornell. O CD foi lançado mas nem rolou turnê, um dos motivos disso foi o projetos solo do vocalista que estava sendo produzido, Cornell lançou "You Know My Name"

Chris Cornell - You Know My Name


(Trilha do Tiririca Bond: Cassino Royale). E foi cada um pro seu lado e acabou mais uma banda no mundo do Rock...Dammit!

Vou deixar o clipe que eu mais curto do Audioslave...


Let´s
Duende Amarelo

sábado, 18 de abril de 2009

Irmão Olho


Nessa edição de Irmão Olho eu vou escrever especialmente para você pimpolho que acompanhou a Guerra dos Anéis na revista do Lanterna Verde e se amarrou nas histórias, passando a ser fã do personagem, guardando com carinho o chaveiro dele e acompanhando tudo que veio depois. Porém, diferente do que algum desavisado possa pensar, essa não é a grande história do portador da chama esmeralda não. Falarei sobre algumas histórias que marcaram época nos arquivos de OA, e você vai ver que o que Geof Johns está fazendo sob o comando do Universo Esmeralda é só dando o respeito que o personagem merece.

Diferente dos outros heróis "pesos-pesados", o Lanterna Verde nunca foi hábil na luta corpo-a-corpo. Por isso, um dos maiores atrativos das suas histórias sempre foi à mistura de dois ingredientes que, a princípio, não combinam: magia e ficção científica. Os poderes mágicos do Gladiador Esmeralda estavam sempre bem-amparados por roteiros repletos de ficção científica, que garantiram grandes aventuras e momentos inesquecíveis.

A saga que pode ser considerada como "a maior de todas" pelos fãs aconteceu no ano de 1970. Com textos de Denny O’Neil e desenhos de Neal Adams, Hal Jordan aceita o desafio de seu amigo Arqueiro Verde e parte numa viagem pelos Estados Unidos, a bordo de uma camioneta e com a companhia de um Guardião do Universo, para conhecer os "verdadeiros problemas da América". Depois de confrontar o racismo, a fome, as drogas e a miséria, o Lanterna Verde viu que, mesmo tendo a arma mais poderosa do universo nas mãos, muitas vezes, ela não era suficiente. Esse arco de histórias pode ser definido como um clássico dos quadrinhos de super-heróis, colocado por alguns como um dos pontos de partida para o lado mais sério que viria nos anos seguintes nas histórias de super-heróis.


No pós-crise, de cara aponto Amanhecer Esmeralda como outro clássico. Na história vemos os primeiros dias de Jordan como Lanterna, seu treinamento e descobertas, culminando na derrocada do Lanterna Sinestro, que dominava seu setor espacial com mãos de ditador e foi descoberto por Hal. Temos também a famigerada Crepúsculo Esmeralda, onde Jordan enlouquece depois que sua cidade Coast City foi destruída. As imagens de Hal Jordan enlouquecido derrubando os Lanternas Verdes um a um; e colocando seus anéis nos dedos são eternas. A maneira como ele mata os Guardiões do Universo e o assassinato de seu amigo Kilowog, que ficou reduzido apenas ao seu esqueleto, deixaram fãs do mundo inteiro incrédulos. Pra arrebatar, veio a cena em que Jordan destrói seu anel, pisando sobre ele. Essa história tornou-se especial também porque marcou o fim da era Hal Jordan e o início dos tempos de Kyle Rayner.


Sobre Rayner, não podemos dizer que tenha grandes histórias em seu currículo. Tem boas participações como integrante da Liga da Justiça de Grant Morrison (saída aqui na saudosa Melhores do Mundo) e uma mini que destaco: Gerações Esmeralda/Gerações do Medo. Nessa mini-série, uma entidade do medo se encontrava em três épocas diferentes com Alan Scott (primeiro Lanterna Verde da Terra), Hal Jordan e Kyle, só sendo derrotada pelo último, que ao contrário dos outros que fugiam do medo, se permitia ter medo e, assim, saber como controlá-lo.


A introdução das histórias da Tropa dos Lanternas Verdes (publicada no Brasil na extinta revista Superamigos) também foi um marco para os leitores brasileiros, bem como a saga Odisséia Cósmica, onde, por pouco, John Stewart (um dos inúmeros lanternas da Terra, que por sinal é bem privilegiada) não cometeu suicídio após, por arrogância, ser culpado pela explosão de um planeta inteiro.


Como vocês vêem o passado já trouxe coisas boas para os fãs do personagem, e o futuro, pelo menos próximo, aponta para o mesmo. Afinal, a revista do Lanterna, e também da Tropa dos Lanternas Verdes, é considerada a melhor publicação atual da DC Comics, tanto por crítica quanto público, e esse ano promete ser melhor ainda com a mega-saga A Noite Mais Densa chegando, onde todas as tropas coloridas criadas ao fim da Guerra dos Anéis se uniram para combater a Tropa Negra.


Pois então, se sente na cadeira de seus PC´s, ou se preferirem em qualquer outro trono, e acompanhem o que o futuro nos reserva para um dos personagens mais legais dos quadrinhos, e do qual sou muito fã.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

DublagenZ

Freakazoid



Olá, queridas pessoas! Aqui é o Zenon recuperado da ressaca do feriado (rumo à ressaca do próximo feriado. Esse ano promete). Semana passada o seu Rosalvo mandou bem e segurou a barra do DublagenZ, e hoje "tamus aí de volta" pra falar de um desenho (e lógicamente, sua dublagem) muuuito supimpa: FREEEEEEEAKAZOOOOID!!!!!

Freakazoid foi criado por Steven Spielberg e Warner Bros. Animation e teve duas temporadas de 1995 a 1997 e, simplificando a história, o nerd Dexter Douglas ativa um bug do seu novo processador que o leva ao ciberespaço, tornando-o um super-herói amalucado de pele azul, o Freakazoid.

Simples, não? Pois é. Inicialmente a série foi imaginada por Bruce Timm como uma animação séria, ao estilo de Batman: The Animated Series, mas o produtor Spielberg sugeriu um desenho de comédia e aí virou a bagunça que conhecemos hoje.

O responsável pela dublagem é o excelente Guilherme Briggs que tinha liberdade total na voz do personagem. Também pudera, o desenho em si não poupa ninguém. Pega no pé desde personagens da própria Warner como Batman e Animaniacs até os "pica-grossas" como o próprio Spielberg e os executivos-chefes da empresa (a Warner, pô!).

E isso é um prato cheio pra qualquer dublador, tanto que o próprio Guilherme usa dessa liberdade para inserir piadas e expressões de diversas regiões do Brasil. Me lembro até hoje que em um dos episódios ele soltou um "Ô xente, bixim!" que me fez rolar de rir. E sem demagogia, a dublagem faz SIM muita diferença. No idioma original há muitas piadas que só quem é americano entende e muitas situações que são muito mais engraçadas na versão dublada.

Duvida? Veja abaixo um episódio em duas partes e aproveite pra matar um tempinho no trampo. =P




Freaka eu!
Freaka você!
XD

quinta-feira, 16 de abril de 2009

De fora da panela

Hora de mais um belo post enviado por nossos leitores e.. err... Não enviaram nada de novo né? (sniff...) O tema é livre, galera, cuméquié? Se coçem ae e mandem seu post pra uarevaa@gmail.com.

Enquanto isso, seguimos pegando na MÃO GRANDE algo legal de um de nossos parceiros. A vítima hoje é o Rodrigo Galhano, do Reviews HQ, que resenhou a animação Hulk Vs Wolverine. Será que a Marvel acertou a mão nessa animação? Confira ai!!

Eu vi: Hulk Vs Wolverine

hulk-vs-wolverine-dvd

Acabou de chegar na minha casa o DVD que eu baixei via torrent importei dos EUA. Vamos ao review!

A animação Hulk vs Wolverine foi lançado esse ano e ainda não chegou ao Brasil (não que eu saiba pelo menos). Ela tem um pouco mais de meia hora e lá dos states está sendo vendida juntamente com outra animação, Hulk VS Thor.

O que me parece é que a Marvel quer preparar terreno para o filme solo do Wolverine, introduzindo personagens como o Deadpool, que já tem presença confirmada no filme, e outros como o Ômega Red, preparando terreno para uma possível continuação e tentando despertar o interesse do público mais jovem nas Histórias em quadrinhos de *narrador de sessão da tarde mode on* Wolverine e sua Turma do barulho *narrador tosco off*, já que atualmente os mangás estão fazendo muito mais sucesso com os leitores mais novos de quadrinhos. Ah, dar uma ajudinha nas vendas do DVD do último filme do Hulk, que foi mal nas bilheterias, também deve estar nos planos.

As mesmas afirmações valem pra animação do Thor, já que o filme solo do personagem está confirmado pra 2011 (se não me falha a memória). Bom, falando da animação em si, quem acompanhou os quadrinhos dos x-men na década de 80 ou pra quem, como eu, viu o desenho animado dos x-men da década de 90 (não o mais recente, o evolution) não vai ter nenhuma surpresa em relação a história.

hulk_wolverine

Apesar de ser um cross-over entre Hulk e Wolverine, a trama se centra mais no passado do baixinho nervoso, deixando o Hulk como um coadjuvante de luxo. A trama é bem previsível, igual a imensa maioria dos cross-overs: Os dois começam quebrando o pau, depois tem que se unir pra enfrentar inimigos em comum. A única diferença é que no final Wolverine e Hulk não ficam amiguinhos, pelo contrário, a animação termina com eles se estapeando ainda. Quero dizer, não tem final, eles ficam lutando eternamente. Tosco.

O filme vale por alguma cenas de luta entre os dois, que estão até bem violenta pros padrões de desenhos animados voltados prum público mais jovem. No mais, quem salva é o Deadpool, com suas piadinhos e comentários engraçadinhos. O Wolverine está overpower demais, aguenta vários socos na cabeça, sendo esmagado contra o chão, e em menos de de DEZ SEGUNDOS consegue levantar e voltar a lutar como se nada tivesse acontecido…

"Ô meu filho, olha aonde você vai enfiar essa garra!"

Animação legal de ver, se você quer ver umas ceninhas de de luta intercalada com umas piadinhas. Pro pessoal mais jovem vale pra conhecer um pouco da origem do Wolverine.

Nota: 6,0