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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Vini no Idéias Ilustradas



Olha ai o Uarévaa fazendo jabá! Que vergonha!



Então, galera, nosso camarada Vini, aquele que sempre concorda com todos, mexeu a cadeira e colocou uma tira lá no site Idéias Ilustradas, que promove concursos de tiras com direito a prêmios para o pessoal que vota.

A tira do Vini está num processo de pré-seleção e pode receber votos até a meia noite de hoje. Para "concordar com a tira do Vini" vocês devem acessar ESSE LINK , se cadastrar lá (o que é molezinha se você optar por se logar via Facebook) e votar nela como positivo (clicando no botão +1)

Não vou nem botar a tira aqui, que é pra vocês acessarem lá para conhecer, mas veja ai a pinta do protagonista da tira.


Lembra alguém conhecido? Uma dica: o Vini acha ele uma delícia, bwahahaha

Então ajudem ai pessoal, que com isso vocês vão estar também disputando prêmios no site (para os mais participativos do mês), seus mercenários!

Então é isso, pois é, esse post jabázento foi, basicamente, apenas pra dizer:


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vigor Mortis Comics

"Será que eu parei de ser vampira?
Bom,só há um jeito de saber.
Lá fora tem um monte de filhos de uma puta criminosos cheios de sangue nas veias...Esperando por mim"

Fazer terror nos quadrinhos é bem mais difícil do que pode se pensar num primeiro momento. Imagine que, comparado com outras mídias como cinema/TV ou literatura, os quadrinhos possuem diversas limitações e armadilhas que contribuem para que uma história de terror facilmente deixe de funcionar. Cinema/TV tem as vantagens da “realidade” (usar pessoas reais), o movimento, o som (que, segundo pesquisas, é responsável por 50% ou mais da emoção transmitida em um filme), enquanto que a literatura tem a vantagem da abstração e da subjetividade a partir do uso das palavras. Quadrinhos caminham num meio termo a isso, onde a imagem pode matar a subjetividade, ao mesmo tempo que dificilmente supera a “realidade” da imagem real, não possui som e nem movimento. Além do fato de que qualquer leitor pode transgredir as regras e olhar o final da história, destruindo uma narrativa que se focasse, por exemplo, em uma surpresa final.

São muitos os obstáculos para se fazer uma história de terror que funcione em HQ, e poucos o que conseguiram concretizar isso ao longo das décadas. Felizmente, Vigor Mortis Comics é um destes exemplos. Mas também não é para menos, pois a HQ é mais do que uma (ou várias, no caso) história em quadrinhos: é o resultado de uma mistura de influências e de gêneros, que cruza mídias e mostra que o Brasil inova em diversos aspectos culturais, mas infelizmente pouco o público em geral sabe disso.

Para você entender o que eu quis dizer, é importante contextualizar as coisas: Vigor Mortis é um álbum que compila diversas histórias baseadas em personagens e situações de universos criados no teatro, pela companhia de mesmo nome, criada por Paulo Biscaia Filho, mestre em artes pela Royal Holloway University of London. Mas não pense que o título pomposo colocou Biscaia a fazer obras abstratas e intelectualóides que ninguém entende. Pelo contrário, suas influências são as mais variadas e vão desde o Théâtre Du Grand Guignol ao cinema do Quentin Tarantino, passando por diversos gêneros literários e, é claro, quadrinhos. Inclusive, os quadrinhos são uma das maiores influências para as peças produzidas pela companhia teatral.

Mas, como nunca acompanhei as peças, vamos falar da HQ propriamente dita. Em Vigor Mortis Comics, junta-se à Paulo Biscaia filho os quadrinistas José Aguiar (de Ato 5, Quadrinhofilia, Folheteen e Nada com Coisa Alguma - que tem o expressionismo alemão como uma de suas influências, o que é mais do que adequado para este tipo de projeto) e o desenhista DW, que já publicou na antologia Café Espacial e tem um projeto para sair em parceria com Rafael Coutinho, dois ótimos artistas que entendem muito bem do riscado.

Existem 3 grandes méritos em Vigor Mortis Comics: O primeiro deles é explorar de forma intensa a inter-relação entre entre gêneros e as influências principais das histórias originais. Algumas são descaradas (como Tarantino, Dario Argento, filmes trash, histórias noir, os quadrinhos de terror/erótico estilo Krypta e os quadrinhos da Marvel). A segunda é que as histórias que aparecem no álbum se passam dentro do “universo” das peças, mas são histórias inéditas e que podem ser lidas tranquilamente sem que tenha assistido a qualquer uma das obras originais. A terceira é inclusive um dos motivos pelos quais acredito que Vigor Mortis Comics consegue funcionar como um álbum de terror, que é justamente se focar menos no terror como gênero e mais em explorar quais situações que, visualmente, levam o leitor ao limite, incutindo emoções das mais diversas, desde medo e repulsa até raiva e risos. Há muito que o terror “de verdade” deixou de ter como objetivo apenas “dar medinho” (se é que alguma vez o gênero teve essa intenção) e se mostra como uma forma de arte capaz de despertar emoções primitivas e constrangedoras, usando a perturbação como instrumento para que se adentre na história (é claro que Hollywood parece ter se esquecido disso, mas isso é assunto para outro post). Visto por este aspecto, Vigor Mortis Comics é um excelente álbum de terror, que não deve nada em comparação com outras obras em quadrinhos internacionais do gênero.

Curiosidades:
- Le Théâtre du Grand-Guignol era um teatro na região do Pigalle em Paris (situado na rue Chaptal, número 20 bis), o qual, desde sua inauguração em 1897 até o seu fechamento em 1962, especializava-se em shows de horror naturalista. O termo é geralmente utilizado em termos gerais para descrever um tipo bem descrito e amoral de entretenimento de horror. As peças prezavam por um estilo teatral que escandalizou Paris no fim do século XIX/Começo do Século XX por sua postura de explorar as emoções do público através do exagero e situações obscenas;
- Os personagens de Vigor Mortis Comics são retirados de diversas peças produzidas pela companhia Vigor Mortis, como Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos, Graphic, Garotas Vampiras Bebem Vinho e Snuff Games;
- Morgue Story, uma das peças que serve como base para as histórias de Vigor Mortis Comics já teve adaptação cinematográfica em um filme independente de mesmo nome.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Malditos Asiáticos!*

Momento Uarévaa
Por Vini


As vezes fico meio receoso de colocar coisas assim aqui, porque acredito que muita gente aí que tá estudando ou pensa em estudar esse instrumento, ou até aqueles que já tocam, depois de ouvir uma criança desse tamanho tocando esse tanto, possa pensar seriamente em desistir de vez da música!

(E por falar em desistir, vocês por acaso conhecem alguém que aprendeu a tocar com o game Rocksmith?)







Se tá tocando assim com essa idade, imagina quando tiver a idade de um Slash ou de um Zakk Wylde da vida?

E olha só, não sei se é o mesmo japinha, mas acho que foi por causa desse vídeo que o feladaputinha conseguiu tocar mais tarde com o Ozzy em pessoa!!!





*O Uarévaa não tem preconceito por nenhum tipo de etnia, o título se refere apenas a uma "brincadeira" sadia onde a admiração pela inteligência oriental é expressada dessa maneira como desabafo por pessoas que não possuem a mesma competência!  

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Podcast Uarévaa #116 - Ditadura Militar


"Afasta de mim esse CALE-SE!"

Zenon, Alex Matos, Rafael Rodrigues e Luis Modesti falam do período sombrio da história recente do Brasil: A Ditadura Militar.





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Cesta Básica de Quadrinhos #9


Olá, pequenos padawans!
Hoje vou indicar uma HQ que já nasceu pra ser clássica e virou animação, uma que bem poderia virar animação e outra que apesar de vir de um ótimo livro, não é tão classe assim, mas que provavelmente vai virar filme!
Ainda nessa edição, comento aquilo que eu já sabia, mas não queria acreditar... não sirvo pra ler scans!


"Poizé", acho que descobri isso mesmo. Não consigo absorver corretamente a leitura de uma HQ se ela for via tela de computador (talvez com uma tablet eu consiga?). Essa constatação veio depois que comprei Grandes Astros Superman da Panini Books e reli, ou melhor dizendo, li pela primeira vez, prestando atenção a todos os seus detalhes!
Não vou me prolongar demais na indicação dessa revista já que tudo o que você tem que saber (ou quase tudo) está nesse podcast que fizemos sobre a revista.

Descrita por muitos como "a melhor história do Superman já feita", All-Star Superman foi publicada nos EUA entre os anos de 2005 à 2008, e se não me engano, chegou no Brasil por volta do final do ano de 2010. E uma revista que ganha um encadernado de qualidade como este depois de apenas 2 anos de publicação no  país é no mínimo algo que devemos prestar atenção. Não só por isso, lógico, já que a dupla responsável pela história são dois dos mais polêmicos artistas da indústria de quadrinhos da atualidade.
Um é o maluco escritor escocês Grant Morrison, que fez trampos fantásticos como Os Invisíveis, Batman: Asilo Arkham, Homem-Animal, Patrulha do Destino, We3 e as elogiadas fases da Liga da Justiça e dos Novos X-Men, trabalho este que fez em parceria com Frank Quitely, desenhista de obras como The Authority. Eu sinceramente curtia o trabalho do Quitely em Authority, mas não sei porque não curti muito sua fase em X-Men. Não sei se tem a ver com o roteiro em si, mas lembro que os desenhos não estavam me agradando muito. Foi por isso que não comprei All-Star Superman quando ela foi lançada aqui, preferindo depois conferir do "modo digital". E lembro que não cheguei a ler até o final. Perdi totalmente o interesse, pois não foi uma história que me prendeu de início.
Meses mais tarde, chega a animação baseada nessa revista. Eu assisti e fiquei pensando: "Cara, isso é fantástico!". Fique tentado a reler a malfadada "scan" com seus erros de português, mas acabei optando pela versão em inglês e tive a conclusão de que tinha perdido um puta material! Realmente ela pode ser considerada uma obra prima!
Afinal, não foi a toa que a série agradou crítica e público e ganhou não só uma animação, mas venceu prêmios como o Eisner, Harvard e Eagle em várias categorias.


Morrison/Quitely foram mais longe que Siegel e Shuster ou até John Byrne e reuniram 70 anos de cronologia do personagem numa só história e ela ficou magnificamente coerente! Além de divertida e emocionante. O plot inicial da história mostra o Superman salvando uma equipe de pesquisas que estavam muito próximo ao Sol (que originalmente deu os poderes ao herói) e durante a fuga, algumas rajadas nucleares da estrela parecem ter potencializado sua força e dado novos superpoderes a ele, mas na verdade, isso era parte do processo cancerígeno que o abateu, devido a essa superexposição solar. E isso era tudo parte do plano de Lex Luthor.

A partir daí, Superman tenta inspirar cada vez mais as pessoas já que tem conhecimento de que vai morrer! Ele explora os limites de seus poderes (com um paralelo interessante com a mitologia de Hércules), se revela a sua amada Lois Lane e concede 24 horas de seus poderes a ela, tenta passar um tempo com os pais adotivos em SmallVille, a sua rivalidade com Lex Luthor é brilhantemente mostrada e até sua excentricidade, quando conhecemos sua "casa". A Fortaleza da Solidão mostrada aqui faz com que a Bat-Caverna seja apenas uma mera vernissage perto desse verdadeiro museu do Superman, com direito a uma cidade engarrafada, uma grande moeda com a cara do Coringa, um ônibus espacial e até um enorme navio, entre outras coisas!

Até os coadjuvantes tem vez nessa história e as bizarrices de Jimmy Olsen realmente são bem maiores (mas divertidas) de que o inimigo inverso do herói: Bizarro.

Enfim, roteiro redondo de Morrison (Batman é menos gay que você!), junto com os desenhos minuciosos e brilhantes de Quitely (me lembrando algo entre o fantástico Moebius e o detalhista Geoff Darrow de Hard Boiled) acompanhados da perfeita arte-final e cores de Jamie Grant, fazem com que essa seja uma verdadeira obra-prima, digna de estar aí na sua estante para que você mostre com orgulho pros seus amigos e um dia pro seus filhos!


Grandes Astros Superman
Panini Books (308 Páginas)
R$ 79,90
Nota: 10


Comprei e li Fantasmópolis, de Doug Tennapel uns 3 meses atrás e achei que valia a pena indicar ela por aqui. A HQ conta a história de um garoto chamado Garth, que apesar de ter uma doença incurável, tenta levar uma vida normal. Ele acaba, sem querer, conhecendo Frank Gallows, uma espécie de detetive. Ele é agente de uma Força-Tarefa de Imigração Sobrenatural e está em crise com seu emprego de caça-fantasmas. Seu posto já está por um fio e ele acaba cometendo uma falha imperdoável, enquanto caçava um esqueleto de cavalo, acidentalmente envia o garoto para o além muito antes da sua hora. Enquanto Frank tenta reparar seus erros, indo buscá-lo com sua nave cronoplasmática, Garth conhece, além de alguém de sua família, um mundo inteiramente novo, Fantasmópolis, o centro de todo o além, e descobre que fantasmas e pesadelos povoam os sete reinos distintos, comandados pelo temível Vaugner. Mas o mundo dos mortos não é mais o que costumava ser e, em busca de um caminho para casa, Garth terá de enfrentar muitos desafios, dentre eles resolver a briga entre os senhores de cada território, o Rei Espectro do Sul, a Rainha do Fogo-Fátuo, o Faraó Múmia, o Duque dos Trasgos, o Rei Caveira do Norte, o Lorde Zumbi e o Rei dos Bichos-Papões para restaurar a paz na cidade fantasma.
Ele descobre também que no mundo dos mortos, quem não morreu tem poderes sobrenaturais!

Essa fantástica aventura bem que podia virar uma bela animação! Os desenhos de Doug Tennapel em Fantasmópolis, são fantásticos, com traços simples e cartunescos mas também carregado de detalhes. Muitas vezes me lembraram algo parecido como Scott Pilgrim e algo próximo de algumas animações da Disney também. As cores desse material também é algo digno de nota, e para isso foi necessário uma grande equipe de coloristas comandados por Katherine Garner e Tom Rhodes. O teor aventuresco e de comédia, além dos valores de família e amizade retratados no roteiro são pontos positivos para que essa HQ se torne uma animação muito boa, na minha opinião, ou que esteja simplesmente listada aqui para que um público maior tenha acesso a essa grande história.
O álbum (Ghostopolis) foi publicado em 2011 e seu autor é um artista bem conceituado e conhecido nos Estados Unidos, pelos trabalhos em Monster Zoo, Tommysaurus Rex e Creature Tech, porém por aqui, é mais conhecido pelos gamers por ter criado a minhoca esquisita Earthworm Jim, aquele joguinho de 1990, triste de difícil, feito para Nintendo.

Para quem curte Fantasia e Aventura, vale a compra!

Fantasmópolis
Editora Ática (272 páginas)
Formato: (15,5 x 23 cm)
Preço: em torno de R$ 35,90
Nota: 9


O escritor Max Brooks, filho do comediante Mel Brooks e ex-integrante da equipe de redatores do programa Saturday Night Live, um belo dia resolveu escrever sobre zumbis... E o que alguém com o humor e o sarcasmo dele poderiam conseguir escrevendo sobre os mortos-vivos? Bom, Brooks acabou se tornando o "especialista" em zumbis.
Não, isso não é exagero. Quem leu o "Guia de Sobrevivência aos Zumbis" e principalmente "Guerra Mundial Z", ambos publicados pela Rocco, sabe do que estou falando.

Ele é tão louco que afirma que os zumbis existem de fato e narra  de uma forma única sobre a questão dos mortos-vivos e a sociedade que eles deixariam para trás.

Bom, mas estamos falando dessa HQ que foi baseada no livro e O guia de sobrevivência a zumbis – ataques registrados é uma graphic novel que não traz muita novidade ao tema, principalmente se você leu o livro, mas mostra algumas das épocas descritas nele, onde houveram esses ataques e que a humanidade conseguiu registrar. Com o traço competente e detalhista do brasileiro Ibraim Roberson, a graphic novel pode ser considerada de alto nível e o desenhista conseguiu realmente executar um trabalho muito bom de narrativa, porém encontrei dois possíveis problemas nela:
Primeiro, algumas pessoas que leram o livro podem não se interessar tanto pela HQ, já que existe aquele problema de que a pessoa acaba achando que o que ela imaginou é muito melhor que aqueles desenhos, ou aquela visão do desenhista;
O outro, é que pra quem não leu o livro, pode ficar a impressão de que falta alguma coisa. Uma explicação a mais sobre aquilo, pois o texto apresentado nela é bem enxuto.

Eu acredito que ela pode ser considerada como um registro importante do momento hype que os zumbis estão "vivendo" na nossa cultura, assim como The Walking Dead, de Robert Kirkman e dos desenhistas Tony Moore e Charlie Adlard, mas não chega a ser tão essencial quanto esta e acredito que muita gente que gosta de quadrinhos de zumbis vai concordar.
Os textos de Brooks são fantásticos em relação ao que já foi apresentado em outras coisas do gênero, apresentando o humor meio mascarado dentro do tom científico que ele dá os livros, pregando uma peça nos leitores mais desavisados, porém nessa HQ, senti falta de uma coisa essencial dentro do que podemos considerar como "guia", os ensinamentos de como deter e o que é preciso saber sobre essas criaturas. Todo o humor e a curiosidade contido nesses temas, foi substituído por uma coisa mais mastigada, sem duplo sentido, desse registro de ataques mostrados.

Espero que o filme baseado no livro "Guerra Mundial Z", traga o mesmo tom bem humorado e absurdo de Max Brooks, bem como o teor detalhista das situações que o autor expõe na obra, e que a deixaram tão boa!

Vale a pena ler, de curiosidade, mas se posso dar meu pitaco, comece pelos livros. 

O Guia de Sobrevivência a Zumbis - Ataques Registrados
(Max Brooks/Ibraim Roberson)
Editora Rocco (144 páginas)
Preço: R$ 24,50
Nota: 6

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Gonzaga – De pai para filho


Hoje, excepcionalmente, não farei a minha seleção de várias maluquices vistas nas redes sociais. Quero indicar uma coisa para vocês que tem o som, a cor e a emoção do nordeste. Sendo assim não poderia deixar de indicar um filme que tem tudo para ser um sucesso nas telonas de norte a sul do país.



O cinema nacional pode não ser tão prestigiado por muitos brasileiros, principalmente quando é comparado ao que atualmente é produzido em Hollywood. No entanto podemos ainda esperar grandes obras produzidas em solo nacional nas telonas.

O diretor Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco), após mais de sete anos de pesquisas, adaptou uma das mais belas histórias de amor fraterno. Trata-se da conturbada relação entre Luiz Gonzaga do Nascimento, o nosso “Rei do Baião”, e seu filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, um dos ícones da música nacional.

A história dessa família, que começa na cidade de Exú, no interior de Pernambuco, foi permeada pelo sofrimento da seca e se transformou em alegria e em inúmeras canções tocadas em um fole de oito baixos, que tinha como seu melhor tocador o senhor Januário, pai de Luiz Gonzaga. O choque entre pai e filho é mostrado de uma maneira muito dura, tão dura quanto a vida que os dois levaram longe um do outro.

O elenco traz Silvia Buarque, Nanda Costa, Julio Andrade (no papel de Gonzaguinha) e outros grandes nomes do cinema nacional em uma interpretação que emociona o público, permeada com o melhor forró do sertão e também clássicos da MPB.

O filme foi inspirado no livro Gonzaguinha e Gonzagão, escrito por Regina Echeverria e lançado em 2006, e é parte das comemorações dos 100 anos de Luiz Gonzaga (nascido em 13 de dezembro de 1912).

A estreia nos cinemas foi em 26 de outubro, mas tive a felicidade de assistir o filme em um evento promovido pela produção do longa, no dia 16 de outubro em São Paulo, junto com os atores e o diretor do filme. Consegui tirar apenas duas fotos, onde estão Chambinho do Acordeon (devidamente paramentado como Luiz Gonzaga, papel que representa no filme) e Julio Andrade.

Pense numa pessoa que chorou até não poder mais, 
parecia que tinha visto chuva no dia de São José.


Aqui já era diretor, ator, todo mundo no meio do povo dançando.


Confiram o trailer oficial:

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dia Internacional da Animação - antes tarde do que nunca!



Pra quem curte animação e por acaso estiver hoje (06/11) pela região de Campinas/SP, vai rolar a comemoração (tardia) do Dia Internacional da Animação na cidade!

- - - Post atualizado - - -


Originalmente comemorado no dia 28 de Outubro, por conta da primeira projeção pública de imagens animadas que houve em 1892 feita em Paris, por Émile Reynaud, o DIA foi criado a 11 anos atrás pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) com o intuito de difundir ainda mais o cinema de animação no mundo!




No Brasil, o evento está em sua 9ª edição e é o maior evento simultâneo do gênero no país! Ele geralmente é comemorado com sessões gratuitas de curtas-metragens de desenho animado nacionais e internacionais. Além de várias atividades nas cidades participantes nos dias que antecedem o evento como mostras infantis, internacionais, mostras regionais e também oficinas, debates, palestras e exposições.


Em Campinas, o evento era para rolar no dia 28 de outubro como nas outras cidades, porém, por conta do segundo turno eleitoral na cidade, não foi possível fazer as exibições nesse dia, conforme constava no site. Infelizmente, a organização não foi rápida o bastante para fazer a mudança por lá, levando muitas pessoas a irem ao local.
Entrei em contato com a organização do evento, e eles informaram que a exibição ficará da seguinte forma:


Dia 06 de Novembro, às 19h30.
Mostra Nacional e Internacional.
local: SESC Campinas
R. D. José I, 270 - Bonfim CEP: 13070-741
Campinas - SP
Fone: (19) 3737-1538 Fax: (19) 3737-1503

A entrada é gratuita.



Bom, o Uarévaa vai estar por lá e veremos se dá pra tirar alguma informação a mais pra vocês. Já me informaram que câmeras estão proibidas, mas vou tentar fazer pelo menos um apanhado do que rolou, pra fazer um post especial sobre qual é o panorama da animação aqui no Brasil!
See ya!



Pra saber se o evento rolou na sua cidade, é só clicar aqui.
Você pode encontrar a lista de filmes da Mostra no seguinte site: http://abca.org.br/dia/mostras/ e outras informações aqui.

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Pois é, infelizmente aconteceram problemas que me impossibilitaram de assistir a todas as animações da mostra, mas é interessante deixar aqui registrado, que existe uma variedade de curtas de animações muito bons rolando nessas mostras. E isso eu digo não só das internacionais, mas produtos nossos mesmo!
Dos 12 filmes selecionados para a Mostra Nacional, estão em destaque “O Grande Evento”, de Thomate, feito por: Caio Martins, Duda Larson, Eric Ribeiro Christani, Gilson Filho, Jonas Brandão, Marão, Nicolas Mendes e Renato Andrade;





Cabeça de Papelão”, de Quiá Rodrigues, curta não disponível na internet, mostra a história de Antenor, uma pessoa que é absolutamente sem importância social e diferente dos demais. Percebendo que a razão de seus problemas é sua cabeça, ele decide trocá-la por uma de papelão.
Mais uma das versões baseadas no conto O homem de cabeça de papelão de João do Rio;




Um Lugar Comum, de Jonas Brandão, um curta de animação que nasceu como trabalho do último ano de Imagem e Som da UFSCar, que teve lançamento em Setembro de 2007.



O fantástico Mentiras são Contadas em Julho, de Rogério Vilela (Produzido pela Fábrica de Quadrinhos), participou do Anima-Mundi 2012 e é um dessas animações que deveriam estar na integra por aí nas internets da vida.




Acho que seria de suma importância, na minha opinião, que no Brasil, além desses centros culturais físicos, que houvessem alguns canais com acesso livre ao material completo, ou seja, que as pessoas tivessem maior acesso à essas animações de maneira integral, com as obras completas, para que os animadores, os estudantes dessa arte ou só os entusiastas, pudessem ter como registro, como arquivo, até porque acho que seria melhor para difundir essa arte no país. Seria muito interessante.
É lógico que tem suas exceções, animações mais recentes por exemplo, mas tem coisa aí de 2000! Que já participou de tantos festivais e com entrada grátis, o que os produtores perderiam com isso? Será que a venda desses materiais, dessas animações é tão grande assim? Ou melhor, será que elas existem?
Você que gosta de curtas de animação, não gostaria de ter melhor acesso a esse material? 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Zombietube - Virais da internet versão Zumbis!!

Momento Uarévaa
Por Vini




Já pensou se um dia o Apocalipse Zumbi acontecesse de verdade?
E já pensou que depois de alguns anos, se já não restasse mais ninguém "normal" por aqui pra contar história, teriamos então uma... Sociedade Zumbi?
E já pensou se essa mesma sociedade fosse tão criativa e/ou tosca exatamente como nós?
Será que teríamos hits virais tão bons no YouTube? Ou seria Zombietube?


Eu acho que sim!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lucas vende sua alma bem caro e não está feliz!

Momento Uarévaa
Por Vini

Eita, é o fim do mundo batendo às nossas portas mesmo!
Depois de constatar que a Universal  lançou o refri ungido Leão de Judá Cola e só falam da Sandy Furacão nos EUA, agora chega a notícia que a Disney comprou a Lucas Films pela bagatela de US$ 4,05 bilhões!!!


E o mais louco disso?
É que parece que o titio Lucas não tá nem um pouquinho contente com isso! Ou é impressão minha que ele está totalmente desconfortável nas fotos?

O bilionário George Lucas, emoção em pessoa! 



Poizé, macacada! A Walter Disnêy Corporation Everybody anunciou na terça-feira passada (Mais passada que a cara do George Lucas) (30/10) que comprou a conceituadis Lucas Films, a empresis de George Lucas responsável por uma caralhada de coisa desde filmes como Star Wars e Indiana Jones às divisões responsáveis por animações, efeitos especiais e games como Monkey Island, pela Lucas Arts!

Junto com a bomba, digo, a notícia veio a confirmação de que estão pensando em prolongar a saga de Guerras nas Estrelas com um novo filme, ou seja, o sétimo e que deve chegar aos cinemas em 2015. E não é só isso! A megalomaníaca Disney já está produzindo os episódios 8 e 9 e à partir do 10° filme, pensa em lançar um longa a cada dois ou três anos, expandindo assim a Guerra para além dos confins do espaço!

Umas das coisas mais toscas dessa união, só perdendo para as piadinhas
infâmes da Princesa Leia agora ser uma Princesa Disney!



No Episódio VII é bem possível que veremos um Mark Hamill velhinho re-interpretando Luke Skywalker e tentando restaurar a paz em uma nova República Galáctica com a ajuda do Conselho Jedi. Ou algo baseado naquela série animada em 3D, que tinha tudo pra dar certo, mas acabou mais enfadonha do que aquelas animações que vendem lá nas Americanas! Fazendo com que Vader se tornasse um anti-herói mais bobinho do universo.


Lucas continuará trabalhando com sua criação, mas apenas como consultor e disse que já estava na hora de passar a bola para uma nova geração de diretores. "Sempre acreditei que Guerra nas Estrelas poderia viver além de mim e eu acho que é importante iniciar essa transição enquanto eu estou vivo", declarou o moribundo Lucas, que já pensava em passar os seus domínios para outros.

A bem da verdade, vamos combinar, a série toda já está sofrendo muito desgaste com esse universo expandido que tem, com linha de revistas, animações, jogos de vídeo-game e até entrando na onda Lego! Não sei o que esperam tirar mais disto. (Você sabia que tem até pornô disto?)

Lucas foi esperto, devia ganhar lá seu cascalhinho por ano, mas nunca ia ser lembrado como diretor de algo legal além de Star Wars, agora ele vai ser lembrado como o bilionário mais infeliz do  mundo!


Eita, que "legria" danada, sô!


PS.: Sei da importância de George Lucas para o mundo do cinema, sem dúvida, muita coisa mudou depois dele, mas isso é apenas um post pra cornetar essa venda bizarra para a Disney, que tá parecendo Igreja Evangélica, querendo comprar tudo! Ai, Chessus!

Curta Você Também: ABC Monsters


Manja tudo de cinema? Conhece todos os personagens, de psicopatas à alienígenas?
Então, dá um play nesse vídeo e descubra se você é bom mesmo!




Esse vídeo é um tributo que a produtora La Pompadour fez, destacando através do alfabeto, as iniciais de alguns personagens (na sua maioria monstros) de filmes e seriados de TV.