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domingo, 8 de agosto de 2010

Palhetada - by Z



Olá, pessoas! Aqui é o Z pra mais um Palhetada de improviso, já que o Duende Amarelo tá meio enrolado com uns trampos.

Hoje vamos falar um pouquinho de peculiares personagens que por si só fazem o nome da banda. Os nomes não estão por ordem de importância, mas sim porque foi nessa ordem que me vieram à mente. Clica aí!


As bandas mais marcantes do rock'n'roll sempre tem uma figurinha carimbada que é reconhecido até pela tiazinha do café. No Palhetada de hoje vamos citar alguns deles.


Robert Trujillo (MetallicA)

Considerada a melhor banda de heavy metal de todos os tempos, o Metallica por si só dispensa comentários. James Hatfield e Lars Ulrich sempre foram os caras mais emblemáticos da banda, mas ninghém pode deixar de notar a presença mais do que amalucada do "gorilão" Robert Trujillo a partir do ano de 2003.

Quem teve a chance de assistir a um DVD ou algum show dos caras pôde notar que Trujillo vez por outra rouba a cena seja com sua caretas, seus giros malucos pelo palco ou se esgueirando como um soldado usando seu baixo como arma.




Freddie Mercury (Queen)

As músicas do Queen quebraram vários tabus e preconceitos da década de 70 e 80 e em grande maioria isso se deve à genialidade musical e vocal insuperável de Freddie Mercury. As apresentações espalhafatosas e teatrais de Freddie sempre garantiram um espetáculo a parte.




Gene Simmons (Kiss)

Pode perguntar pra qualquer um que seja se conhece a banda "Kiss" e tenho certeza que a grande maioria vai lhe descrever as feições de seu baixista e vocalista, Gene Simmons. Alguns vão falar com mais entusiasmo, outros vão dizer que tinham medo da banda quando eram crianças e aquela tia chata da igreja vai dizer que é coisa do demônio. Não importa a opinião, Gene Simmons é a grande figurinha carimbada da banda.






PS: Quem conhece a banda vai dizer que Paul Stanley é o cara mais carismático e que mais cai no agrado dos fãs, mas estamos falando de popularidade e não de carisma, ok?

Angus Young (AC/DC)

Essa é pra não dizerem que os escoceses só sabem tocar gaita de fole. Angus Young é um dos fundadores do AC/DC. Graças a Angus, a Gibson SG vendeu como nunca e virou meio que um símbolo da banda junto com seus chifrinhos presos à boina (chifrinhos esses que impestiam todo e qualquer show de rock por aí).





Kurt Cobain (Nirvana)

Símbolo de uma juventude transviada (se você, pequeno nerd, acha que "transviada" tem alguma coisa a ver com homossexualismo, sai daqui e vai ler um livro!!), seja por suas atitudes rebeldes dentro ou fora dos palcos ou por suas frequentes cenas de embreaguez e quase-overdose, Kurt Cobain se sagrou como um dos pricipais responsáveis pela proliferação do movimento grunge. Seu suposto suicídio em 94 só serviu para popularizar seu nome no mundo do rock.



Igor e Max Cavalera (Sepultura)

Eu lembro de quando eu era bem novinho e que minha vó ficava horrorizada quando meus primos chegavam na casa dela com uma camiseta preta escrito "Sepultura" com um índio todo estranhão na frente. Me esgueirando pelos quartos do pessoal mais velho eu pude entrar em contato com o som pesado da banda brasileira, com o vocal rasgado de Max e com a bateria acelerada de Igor Cavalera.





Michael Jackson (Jackson Five)

Saindo um pouco do Heavy Metal e indo pro lado do pop. O que seria dos pobres Jackie, Tito, Jermaine e Marlon se não fosse o inocente e genial Michael Jackson.
O moleque passou toda sua infância integrando o grupo por livre e espontânea pressão do "simpático" papai Jackson. O talento do pimpolho chamou a atenção das gravadoras e em alguns anos o pequeno Michael começou a andar por suas próprias perninhas até conquistar o mundo da música.



Bon Jovi (Jon Bon Jovi)

Alguém aí sabe de bate-pronto o nome de, sei lá, um ou dois integrantes do Bon Jovi?
Ok, próximo.




Mick Jagger e Keith Richards (Rolling Stones)

Um é o mais recente pé-frio da Copa do Mundo e rockstar acusado de pagar a maior pensão para o filho de uma anta. Já o outro já cheirou tudo o que um nariz humano poderia cheirar, inclusive as cinzas do próprio pai. Não precisa nem citar nomes, né?!







Slash (Guns'n Roses)

Todo mundo sabe que o Axl sempre foi uma paquita muito stressada e egocêntrica e que vivia criando confusão com os membros do Guns. E todo mundo sabe também que o Slash era muito mais legal que o Axl. Afinal, smoking esculachado, cartola e cigarro na boca eram muito mais legais que shortinhos jeans curtos e camisas xadrez.

Ah, só pra você ter uma ideia do egocentrismo da paquita, vocês sabiam que ele simplesmente proibiu a venda de cartolas e camisetas do Slash na turnê Chinese Democracy? Pois é...






Então é isso!
Tenho certeza que muitos outros nomes poderiam ter sido citados, mas vamos deixar pra uma próxima vez, beleza? Espero que tenham gostado.

Até a próxima.

Let's rock!

PS: Esse é um post queima-língua dedicado especialmente para o Freud e para o Duende Amarelo.

[piada interna /mode off]


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Podcast Uarévaa #6 - Super Filmes



SE JOGA, PAQUITA!!!

No podcast de hoje temos Freud, Rafael Rodrigues, Moura, Vini e Diogo cagando uma regra violenta sobre a iniciativa de se criar um "Universo Marvel" nos cinemas e os  filmes do Thor, Capitão América, Vingadores e Lanterna Verde .

Confere ai essa galerinha do barulho aprontando muita confusão e também os bizarros temas que o "cara da edição" botou durante o podcast.



(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


E agora tem RSS dessa bagaça aqui, clica ai e assine para receber o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!

COMENTADO NO PODCAST

- O vídeo com o Trailer do Thor que comentamos.... NOT!!! Foi tudo removido da internet já, rs.... (Se alguém tiver um link funcionando ainda, avise que colocaremos)



- A foto do elmo do Thor


- O post do MDM sobre as declarações do Chris Evans

- O uniforme do Lanterna já divulgado e a esquife do Abin Sur usada na Comic Con





P.S.: Agora vai, hein galera!! Pretendemos manter agora a regularidade semanal do podcast aqui. Semana que vem teremos um papo muito legal com o Danilo Beyruth, criador do Necronauta.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um Besouro à moda antiga

No post anterior:
Uma década de crises, assassinato, separação da trindade e controversos ataques dentro e fora dos quadrinhos termina com mais uma reformulação para a Princesa Amazona. E o resumo vai ser só isso mermo, porque quem tá aqui hoje é o Freud e quero ir logo pro post.



“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.

O Besouro "Vigilante"

O Besouro Azul é um dos personagens mais antigos dos comics, aparecendo pela primeira vez na revista Mystery Man Comics #1, de agosto de 1939 (pouco mais de 1 ano após o Superman e apenas 3 meses após o Batman), pela editora Fox Feature Syndicate. É um personagem interessante de se analisar pois se mantém até hoje, mas sempre passando por mudanças drásticas a cada período de tempo, se renovando para novos públicos. Sua primeira estória, na Era de Ouro dos Comics, foi criada por Charles Nicholas Wojtkoski (embora há quem diga que o script possa ter sido de Will Eisner).

Dan Garrett, o primeiro Besouro Azul, era um policial novato, cujo pai (também policial) havia sido assassinado por mafiosos, e combatia o crime protegido por seu uniforme, feito de cota de malha, que o tornava "praticamente invulnerável". Em pouco tempo ele se tornaria mais poderoso, passando a ter super força e invunerabilidade quando ingeria a "Vitamina 2-X", inventada por seu amigo cientista Dr Franz.


Com o crescente sucesso dos comics e a boa aceitação do personagem, ele passou de estórias curtas na Mystery Man Comics para a capa da revista, e depois para seu título próprio, que durou até 1950. Nesse periodo o sucesso foi tal que acabou indo parar tambem nas tiras de jornal (desenhado por Jack Kirby) e até tendo seu próprio show de rádio, o máximo de prestígio que um personagem podia alcançar antes do advento da televisão.



Junto com os heróis "Samson" e "O Flama", ele era considerado um dos "3 Grandes" da Fox, chegando a existir um título justamente reunindo esses 3 personagens, uma trindade que lembra, de certa forma, a da DC.


Sua galeria de vilões era grande e variada, incluindo gangues (The White Face Gang e The Roof Killers), empresários malignos (como Big Dix, responsável pela morte de crianças por "vender brinquedos defeituosos a parquinhos"), vilôes nazistas (The Skull, Blitz, Red Robe, Masked General, Princess Brunhild e até o próprio Adolph Hitler) e outros realmente bizarros como o Sky Ruler (que soltava carros do céu como bombas), Galgo (que fazia seus capangas se vestirem de gorilas), Countess Belladonna, the Sphinx, Death, The Eye e Prophetic Painter (esse fazia pinturas dos assassinatos que iria cometer para depois encená-los iguais as pinturas).


O "Super Besouro"

Poucos anos após o fim de seu título na Fox, o personagem foi adquirido pela Charlton Comics que inicialmente apenas republicava estórias antigas, mas resolveu reformular o herói, alterando sua origem e poderes, em 1964. Era o início da era de prata e o interesse por super heróis foi renovado, e isso pedia um novo Besouro para um novo público.

O policial deu lugar ao arqueólogo Daniel Garrett, cuja superforça e resistência, agora acompanhadas também de võo, projeção de raios pelas mãos e olhos e visão de raio x, foram adquiridos através de um escaravelho mágico encontrado numa tumba egípcia. Ao segurar o artefato pela primeira vez, Dan teve a visão de um faraó que diz que ele foi escolhido para ser o campeâo da humanidade. Sempre que ele segurava o escaravelho e pronunciava “Kaji Dha”, se tornava o Besouro Azul.

Apesar de ter rapidamente construído uma grande galeria de vilôes (que incluia The Praying Mantis Man, Mr. Crabb e seu Escorpião Sinistro, Dr. Thunderbolt, the Red Knight, Mentor the Magnificent, Magno Man e The Eye of Horus), o "Super Besouro" da Charlton não fez o sucesso esperado e, logo no ano seguinte, veio outra reformulação. Agora o Besouro mudaria completamente, praticamente mantendo apenas o nome do herói, dessa vez pelas mãos do grande talento recém contratado (que acabava de deixar a Marvel, insatisfeito com o rumo que a editora escolheu pra sua criação favorita, o Homem Aranha): Steve Ditko.

CURIOSIDADES:

- O Besouro Azul original teve um sidekick, chamado Sparky, que curiosamente começou usando uma roupa similar a seu mentor mas, depois de um tempo, a abandonou e passou a atuar usando trajes comuns.

- O primeiro Besouro Azul serviu de inspiração para o primeiro Coruja de Watchmen. Ambos eram policiais, usavam cota de malha e até a máscara era similar. Alan Moore, que baseou os personagens de Watchmen em personagens da Charlton, optou pela versão mais antiga de Dan Garrett para servir como base para Hollis Mason, o que fazia perfeito sentido já que o "Super Besouro", além de muito menos longevo que o Besouro original, não se encaixaria na proposta de herói realista que Moore queria.

A seguir: New Beetles (não confunda com Fuscas)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Heroes: Uma odisséia rumo ao ostracismo

Em 25 de setembro de 2006 nascia na TV Americana, uma série filha de fenômenos pops da primeira década do século XXI. Juntando a fama dos super-heróis, o fetiche pelos seus poderes e o sucesso comercial de filmes baseados neles, com o retorno com tudo das series de intrigas e mistérios, principalmente ancorado em Lost, que surgiu Heroes, uma criação de Tim Kring e que em sua primeira temporada logo alcançou índices altos de audiência e uma legião de fãs.

Porém, passados os primeiros impulsos a série percorreu uma estrada em declive para o fracasso e a repudia até dos seus próprios fãs, concluindo com seu cancelamento em 2010. Mas, por que uma série que prometia tanto terminou como terminou? È isso que vou tentar explicar no Documento Trolóló... quer dizer, no post de hoje.


"Como se parar uma série que explode?"
Em sua primeira temporada (que eu curto) a série se “inspirou” não só nos X-Men (afinal, qualquer mutante depois dos anos 60 é inspiração nos mutunas da Marvel não é? Sei!), mas no plot de Watchmen, onde uma “grande catástrofe irá destruir Nova York e juntar o mundo na caça aos responsáveis”. Porém, ao fim dela o fato foi impedido – infelizmente de uma forma idiota, sem grandes lutas pirotécnicas, mostrando bem o que vinha pela frente – e o rumo dos personagens deixado em aberto.

Para mim, ali já começaram os erros, mostrando como a produção não tinha coragem de se desfazer de personagens que não tinham mais como existir (Sylar, Hiro, Peter, oi?). Na segunda temporada simplesmente repetiram o plot de salvação do mundo e para não perder seus Wolverines jogou cada um dos três em jornadas sem sentido principalmente por serem overpowers, em uma boa mostra de como estavam perdidos. Como os respectivos personagens estavam no auge do sucesso, então, mesmo que não ajuda-se a trama, eles continuaram.



Acho que esse foi o problema principal de Heroes. Todas as temporadas viamos um mau uso de personagens, jogando-os para “lá” e “para cá” com o intuito de enrolar e no final estarem onde deviam estar. Na 3 temporada, por exemplo, tentaram ir para o lado mais próximo dos quadrinhos, até personagens mortos ressuscitaram, mais vilões surgiram – no bom estilo Image de personagens sem passado, com grandes poderes e situações que se resolvem de formas absurdas e sem lógica, buscando reviravoltas e cliffhangers. Em suma, se afastaram drasticamente da lógica de pessoas com poderes tentando viver com eles. E no meio disso tudo soaram forçados e descaracterizaram personagens.

Então, veio o volume 4: Fugitivos – integrando ainda a terceira temporada da série - trazendo um plot que deveria ter sido o da 2 temporada: Em um mundo de pessoas com poderes o que acontece quando o governo resolve caçá-los? Digo que era para ter sido o inicio da segunda temporada porque, afinal, uma explosão nuclear nos céus de Nova York nunca passaria despercebida pelos órgãos de inteligência do país. Porém, nesse volume, os “heróis” só são perseguidos por que o Senador Petrelli, em uma mudança gigantesca de personagem, entrega ao presidente uma pasta com o nome de todos conhecidos por ele, buscando “fazer o melhor para todos e para o país”.

Nesse meio tempo, o co-produtor executivo e colaborador nos roteiros da primeira temporada Brian Fuller - que se ausentou dela no fim da primeira temporada e foi fazer sua própria serie: Pushing Daisies – retornou com o status de “homem que salvará a todos”. Com sua supervisão a coisa melhorou, poderes foram diminuídos – Peter, por exemplo, passou a copiar poderes só a partir do toque em alguém, e Hiro com um tumor por excesso de uso de poderes passou a não usá-los mais tanto. Criou-se limites e problemas, buscando tornar mais humano e menos super. Em suma, ele organizou a casa, além de escrever um episódio épico passado em 1961 – copiando o plot de Rising Stars de um campo de concentração para mutantes, e deixou pronto (pelo que dizem) o principal da quarta temporada até o 14º episodio. Assim, a série ganhou um novo fôlego e conseguiu se manter na grade de programação por mais um ano.

Não por coincidência, para mim, ate o 14º episodio da 4ª temporada tinha-se um ritmo legal, depois a série desandou novamente com saídas fáceis, correria e o lugar comum, seguindo assim até seu final no 19º episodio. Para quem não acompanhou, e para mostrar como a coisa tava feia, a seguir faço um apanhado do que vimos no último ano de Heroes. Se você tem problemas cardíacos, crianças no recinto ou não viu, não quer saber e tem raiva de quem sabe, não siga adiante, porque temos, obviamente, SPOILERS:

O plot da 4 temporada, para variar, não era muito original: Um cara que comandava um circo de "especiais" – alias, denominação criada nessa temporada emulando o nome usado também em Rising Stars - que ficava mais forte de acordo com o numero de especiais perto, já que cada especial irradiava uma energia própria que ele absorvia e convergia em poder, mais uma vez Rising Stars feelings,

Samuel, vilão da temporada
O grande plano de nosso Magneto genérico? Botar o circo no Central Park, Nova York, reunir o máximo de pessoas e derrubar o chão sob seus pés, mostrar ao mundo “do que os freaks eram capazes”. Ah, e o grande papel de Hiro nessa temporada foi aparecer no circo e teletransportar os especiais para longe do vilão, assim, ele ficou sem forças e pode ser derrotado por Peter. Fantástico hein para um fim de serie.

Ao fim de toda essa “aventura”, Claire se revela para o mundo como uma supergarota em frente a câmeras de TV, Sylar se torna bonzinho depois de ter matado Nathan – no fim do volume 3 e tomar sua forma (depois de manipulação mental de Matt Parkman inserindo as memórias do Petrelli na sua mente) e se arrependido, virando amigo de Peter. Hiro continua o mesmo boboca sem propósito e acho que de (ir) relevante só. Cool hein man? Not.

Para mim, o que destruiu com Heroes foi exatamente o seu criador: Tim Kring. Um cara que já disse em entrevistas não conhecer nada sobre o mundo dos quadrinhos, de seres com poderes, que queria só fazer sucesso como Lost estava fazendo e aproveitou os ganchos existentes. E não podemos esquecer que quando Fuller saiu da série quem entrou no seu lugar? Jeph Loeb, conhecido como um simples mercenário do mundo do entretenimento, além deles, a emissora, produtores e afins envolvidos no trabalho buscavam somente lucro, não só contar uma boa história.


Tim Kring
Se a serie fosse feita por pessoas de “culhões”, tinham descartado Sylar e Hiro na segunda temporada (pelo menos temporariamente), Nathan tinha morrido mesmo na explosão ao fim da primeira, Peter se tornaria um tipo de super-herói com menos poderes mesmo, sendo enfermeiro de dia e herói de noite - como ate chegou a se flertar na 4ª temporada - e a partir daí inseririam novos personagens interessantes tentando conviver com seus poderes. Pelo menos ate a metade do volume quando poderia surgir um perigo real para uni-los.

Bem, é uma pena que uma série que prometia, e por um pouco tempo trouxe, ser bem interessante e atiçar o gosto pelo gênero heróico em telespectadores que não viam com bons olhos esse tipo de história, tenha se perdido no caminho. Acho que com o hype de Heroes nenhuma outra serie do gênero vá surgir tão cedo, isto é, serie com temática nerd, quadrinhistica, que não deixa de ser pop, mas diferente de uma Big Bang Theory mostre os superpoderes, não só fale deles. É esperar para ver as promessas que surgem ao horizonte e torcer para que algo legal apareça e continue bom até seu fim.

PS: Abaixo coloco um vídeo que mostra um resumo do último episodio e coloca bem como a serie era algo somente de imagens e nada de diálogos fortes, se entende tudo só vendo, isso para mim não é algo positivo para uma historia audiovisual:


PS2: Se você estiver dizendo: “mas a coluna é sobre quadrinhos, porque ta falando de series”, se não entendeu ainda a ligação de Heroes com quadrinhos, te deixo a par com os Links aqui, aqui e aqui. Bom proveito


Marcelo Soares é jornalista, estudioso dos quadrinhos e cinema, busca ser  escritor literário e um dia quem sabe publicar algo de vergonha.

Bacanudo!


Fala, molecada!
O Tira de Letra de hoje vai falar sobre um cara que provavelmente você já conhece, mas nunca é demais falar sobre tiras que são boas, certo?
Eu ainda não havia pensado em falar sobre Macanudo! e apesar de já ter lido as tiras na Folha de SP e ter gostado bastante, tive a oportunidade de conhecer mais sobre o artista no evento HQ em Pauta e, sem sombra de dúvida, pode ser que ele seja considerado num futuro não muito longínquo um próximo Schulz. Só que latino-americano!

 
 
O argentino Ricardo Liniers Siri, está hoje com aproximadamente uns 37 anos, e começou a trabalhar com tiras para um grande jornal da Argentina, o "La Nación", em 2002. Nessa época, Liniers disse que ficou desesperado com a ideia de publicar tiras, pois não sabia se iria conseguir desenhá-las todo dia! E acho que é o que passa na cabeça de muitos tirinistas.
Vocês lembram que eu comentei no especial sobre tiras, que depois que você faz as primeiras, tudo vai fluindo aos poucos?
Pois é, em alguns casos o que começa como um desafio acaba se tornando uma prazerosa rotina. Foi o que acanteceu a Liniers que hoje produz muito e o resultado desse esforço aparece quando a gente vê que seu trabalho ultrapassou as fronteiras do seu país de origem e agora caminha para se tornar um sucesso mundial! Livros compilando “Macanudo” já foram lançados no Peru, Espanha, Canadá e França e no Brasil (lançado pela editora Zarabatana Books).
 

Macanudo” significa algo como “bacana” na gíria dos argentinos. E é exatamente isso que as tiras são. Bacanas. Algumas são tão regionais e pessoais que talvez você não ache graça ou razão para aquilo, mas não se esqueça que assim como o autor, existem milhões de pessoas que passam pelas mesmas coisas nessa vida. Como essa tira por exemplo:
Se aprofundando mais nas tiras, você consegue perceber que algumas são direcionadas mais ao pensamento, Liniers bebe na fonte de Charles Schulz e produz tiras bem filosóficas, mas também consegue arrancar muitas risadas de situações cotidianas.
 
 

Apesar de falar sobre o cotidiano das pessoas, alguns de seus personagens não são nada  "humanos", mas se encaixam perfeitamente como exemplos de gente, como é o caso dos pingüins, que a gente pode traduzir como sendo a idéia de uma massa comunista ou de um grupo de pessoas que se tornam unidos por um ideal ou característica social.
 
 
Além deles, têm duendes, monstrinhos, o gato Fellini e até pessoas comuns, porém esquisitas.
 
 
Liniers coloca situações familiares, provavelmente vividas por ele mesmo, nessas tiras e talvez a menina chamada Enriqueta seja um reflexo de uma de suas filhas.
É nessa parte que a gente percebe suas influências, como "Peanuts", "Calvin & Haroldo" e "Mafalda". As crianças têm realmente aspecto de crianças, falam e se comportam como uma, mesmo que delas saia uma pérola de sabedoria, às vezes incomum pra maioria dos adultos, mas  sem descaracterizá-las como crianças. Isso pode muito bem acontecer, quem tem filhos ou convive com crianças sabe disso.


Liniers é formado em publicidade e partiu para a área de ilustrações, em 99 começou a publicar seus primeiros quadrinhos. Desenha com lápis, nanquim e aquarela. Seu humor é sutil, às vezes bobo,  é sensível e otimista e existencialista na maior parte do tempo.
É por isso que acaba se tornando uma grande tira de sucesso!

Agora um dado curioso. No mínimo insólito!
O sexto volume de Macanudo! tem uma tiragem de 5 mil exemplares e todas as capas vieram em branco! Sim, pequeno padawan, mas isso não foi relaxo da editora, não. É que Liniers vai autografar todos os exemplares, desenhando à mão, um por vez.
Na sua passagem pelo Brasil, ele já havia desenhado 1.300 capas!
Não sei se podemos chamar isso de generosidade ou de um dos melhores marketings  da história em quadrinhos!


Para saber mais:

É Proibido Fumar (2009)

Uaréview
Por Marcelo Soares

Sempre gosto quando um filme me faz sentir que realmente o que estou vendo é cinema e não um simples amontoado de imagens coladas sem sentido. Cinema é algo, pelo menos para mim, que passa um sentido além do óbvio, do simples, seja no uso de uma cor, de uma fala ou pequenos gestos que mostram o poder que a imagem – arma principal da sétima arte – não está ali só por estar. Alguns filmes nacionais nos últimos tempos tem me dado o prazer de ver que em nosso país ainda existem narradores de ficção que sabem o que fazer com a ferramenta cinema, e um desses filmes foi exatamente o tema de hoje: É Proibido Fumar.


O filme da diretora e roteirista Anna Muylaert conta a história de Baby (Glória Pires), mulher solteira que vive sozinha no apartamento que herdou da mãe. Ela dá aulas de violão para alguns alunos e vive em atrito com as irmãs. Quando o músico Max (Paulo Miklos) se muda para o apartamento vizinho, Baby vê nele a grande chance de voltar à vida. Para que o romance dê certo ela está disposta a enfrentar qualquer ameaça, inclusive seu vício compulsivo por fumar. Aliás, a questão do cigarro a primeira vista pode parecer como um discurso antitabagismo, porém, é mais uma metáfora para a psique da personagem de Gloria Pires do que um acessório sociológico.

No cigarro nas mãos, estão depositados todas as inseguranças, desesperanças, comodidades e falta de vida de Baby, alguém apegado a mãe falecida e a um desejo que nunca cumpriu de viver a vida e ser feliz. Em seu encontro com Max, e no sopro de vida que ele lhe dá, a primeira atitude da personagem é buscar largar o fumo em prol de uma vivencia nova e sem conflitos. Porém, na primeira duvida e angústia a ânsia de fumar retorna e a empurra para o caminho final de sua história.

É Proibido fumar é um filme sobre pessoas comuns, em vidas comuns, com problemas comuns, que se cruzam e tornam algo ordinário em especial, diferente. Muylaert mostra bem isso em sua direção, mostrando ângulos ao mesmo tempo tão simples e óbvios até e ao mesmo tempo diferentes, como a cena de uma conversa de Baby com sua irmã onde as vemos por uma fresta de janela ou ainda o dançar de pernas ao redor de uma mesa de centro em uma discursão de Max e Baby, mostrando bem a confusão e desordem de pensamentos dos dois no momento. Sutileza e sensibilidade, talvez seja como podemos definir o cinema de Muylaert.

Outro ponto positivo do filme é sua ambientação. Em um mercado cinematográfico recheado de obras históricas, favelísticas ou de regionalistas, bom ver uma que trata da urbanidade comum pelo menos a boa parte das capitais brasileiras, com seus problemas, encontros e desencontros típicos. Seguindo a linha de Chega de Saudade e As Melhores Coisas do Mundo, ambos de Laís Bodansky, É Proibido Fumar se finca como um dos filmes que procura ver além do cotidiano de uma grande cidade, observar com suas lentes a angustia e sonhos de pessoas como você, eu e tantas outras que nos deparamos ao andar por aí.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Prova de Morte

Uaréview
Por Marcelo Soares


Quentin Tarantino definitivamente é um dos melhores diretores dessa geração, alguém que sabe bem o que quer, com fazer e tem o controle do que faz. Em À Prova de Morte (Death Proof), lançado em 2007 nos Estados Unidos dentro do projeto Grindhouse – que contemplava ainda Planet Terror de Robert Rodriguez - e só agora chegando ao Brasil, o gênio louco da autoreferencia está de volta e em grande estilo.


O filme conta duas histórias em seus 113 min, com o mesmo mote, mas mostradas de formas diferentes. Nelas, três amigas saem para se divertir e chamam a atenção de todos por onde passam, inclusive a do misterioso Stuntman Mike (Kurt Russel), um dublê temperamental que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível. Mas porque eu disse que elas são contadas de formas diferentes? Puro e simplesmente pelo vicio de Tarantino em homenagear estilos cinematográficos. Em Kill Bill tivemos uma ode aos filmes de kung fu e faroeste, em A Prova de Morte temos uma apaixonada homenagem ao estilo exploitation famoso nos anos 70, com suas belas garotas, trilhas fortes, perseguições de carro e imagens sujas. E ai também se encontra, para mim, outro ponto de genialidade do filme. 

Em sua primeira parte vemos a história como se fosse um filme feito nos anos 70 mesmo, com cortes bruscos, filme queimado, marcas na película e toda sorte de erros de continuidade, tudo propositadalmente, obvio. Na segunda investida do filme já vemos cenas coloridas limpas, com movimentos de câmera nada bruscos ou cortes estranhos. Já me falaram de uma possibilidade de subtexto de Tarantino ai: como um diretor das antigas, ele teria feito a primeira parte do filme e teria sido “despedido”, ficando a cargo de outro diretor continuar, daí tanta diferença. Eu já vejo de outra forma, para mim, Tarantino quis tirar uma onda com a maré hollywoodiana de remakes e continuações. 

Afinal, tirando Kurt Russel – por sinal maravilhoso no papel do maníaco motorizado – todo o resto na segunda parte diferencia da primeira, como se fosse uma continuação ou refilmagem, com até um desfecho bem diferente do “original”, o qual eu preferi, pois – tirando uma seqüência de perseguição muito instigante – o “segundo filme” é bem abaixo da qualidade do primeiro – uma critica bem pertinente ao que têm sido feito com novas roupagens de velhas histórias.

Concordo com o Pablo Villaça do Cinema em Cena que algumas cenas são desnecessárias para o andamento do filme, mas, eu que não reclamo dessa. Certo que a versão saída no Brasil é mais longa, e perde um pouco do charme em não ter a lógica da sessão dupla com Planeta Terror e os trailers falsos – um que deu até origem ao filme Machete – mas não deixa de ter seu charme e vale a conferida.


Titulo: À Prova de Morte (Death Proof)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Kurt Russell , Rosario Dawson , Vanessa Ferlito , Jordan Ladd , Rose McGowan
Duração: 113 min
Gênero: Terror
Site oficial: http://www.grindhousemovie.net/
Distribuidora:Dimension Films / The Weinstein Company / PlayArte
produção:Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez, Erica Steinberg e Quentin Tarantino
figurino:Nina Proctor
Edição:Sally Menke

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Doutor Oculto

“Olhe atrás de você, criança.

Nós já deixamos seu mundo.

Este portão emadeirado existe em ambos os mundos – aqui e lá.

Há muitos lugares comuns a mais de um plano, acessível àqueles que conhecem o caminho a ser trilhado.”

Doutor Oculto








Tema Macabro









A maioria de vocês talvez nunca tenha parado para pensar nisso, mas já imaginaram como era a vida sem televisão? Atualmente, mesmo com a Internet crescendo em progressão geométrica, podemos dizer que a TV ainda exerce muita influência social, sendo de fonte de notícias a ferramenta de entretenimento. E entretenimento é o que mais temos na TV hoje em dia. Parte do entretenimento estão nas histórias seriadas, que aqui no Brasil tem pouca aceitação em caso de produtos nacionais (até porque o público geral prefere os folhetins), mas que têm grande aceitação entre os produtos americanos, principalmente. E os americanos são especialistas em produzir séries de TV.



Mas não é sobre as séries de TV que vamos falar, e sim de histórias em quadrinhos. Mas porque então falei sobre a TV e as histórias seriadas? Lembram o que eu perguntei no começo? Imaginem como era a vida antes da televisão. A vida não era muito diferente, apenas as notícias não chegavam até nós em tempo real e o que víamos na TV era aquilo que líamos impresso, ou seja, notícias líamos nos jornais, e para histórias seriadas líamos histórias em quadrinhos.



Entre o fim do século XIX e a metade do século XX, a produção de quadrinhos americana contava, em grande parte com histórias que mais tarde foram conhecidas como “Pulp”. Este termo descrevia quadrinhos seriados de aventura e ficção, de entretenimento fácil e leitura rápida, histórias sem pretensões artísticas ou intelectuais, mas que garantiam a diversão dos leitores. Em termos de formato, podemos dizer que os Pulps eram o “primo rico” dos fanzines, quadrinhos produzidos de forma rápida, com histórias curtas e impressos em papel barato, geralmente com capa colorida e miolo preto e branco. Guardadas as devidas proporções, os quadrinhos Pulp representavam para uma sociedade sem televisão o que as séries atualmente representam para nossa sociedade.



O surgimento do Superman, na revista Action Comics nº 1 marcou o início da transição da era Pulp para a Era dos Super-Heróis e, durante esse período, havia muito pouca distinção de gênero entre as histórias, pois ambos os estilos compartilhavam diversos elementos, uma vez que os supers não são outra coisa a não ser “descendentes” dos heróis das revistas Pulp.



Neste cenário, surgia, em 1935 (antes do Superman), um personagem que pode ser considerado o “elo perdido” que liga as ficções Pulp e as histórias de Super-herói: Doutor Oculto.



Criado na edição número 6 da revista More Fun Comics, Doutor Oculto, também conhecido como “O Detetive Fantasma” era um investigador particular com poderes sobrenaturais com visual típico das histórias noir, que tratava de resolver casos envolvendo o paranormal, o místico e o sobrenatural. Eventualmente, o detetive passaria a contar com uma parceira, chamada Rose Psychic.



Como a grande maioria das histórias da época, não havia muita preocupação em mostrar sua origem, e sim estabelecer o personagem no seu presente e mostrando-o a cada mês investigando um caso sobrenatural diferente (num formato semelhante a muitas séries de TV de antigamente, como Carl Kolchak, jornalista e personagem da série homônima que inspirou mais tarde a série de TV Arquivo X), então muito pouco se sabe hoje sobre as origens oficiais do personagem.



E teria continuado assim se o personagem não tivesse sido resgatado nos anos 80, na revista All-Star Squadron, uma hq de equipe que se passava durante a Segunda Guerra. Na revista, a origem do personagem foi finalmente contada, usando-se de um retcon (atualização ou modificação de informações no passado dos personagens), mostrando que Oculto e Rose eram irmãos que, quando crianças foram oferecidos como sacrifício a Satã por um culto místico em algum ponto do ano de 1889. Algo no ritual deu errado e o demônio invocado foi, ao invés de Satã, Koth, uma criatura que não se alimentava de almas puras, e sim corruptas. Assim, ele eliminou todos os membros do Culto enquanto os dois irmãos foram resgatados por um homem chamado Zator e levados para uma cidadela que era lar de uma poderosa organização de místicos chamada de Os Sete (não confundir com o livro brasileiro homônimo). Após passarem anos estudando as artes místicas, mudaram-se para Nova York onde abriram uma agência de detetives com o intuito de resolver casos sobrenaturais.



Oculto foi aproveitado também por Neil

Gaiman
na série Livros da Magia (a história do VEDADEIRO Harry Potter), onde o personagem, junto com John Constantine e outros místicos (a “Brigada dos Encapotados”), ajudam Tim Hunter a adentrar no mundo da magia. Neil Gaiman também deu uma outra visão da relação Doutor Oculto/Rose Psychic, mostrando que, ao invés de irmãos ou parceiros, os dois eram na verdade as facetas feminina e masculina da mesma persona e essas facetas se alternavam dependendo da situação (Rose entrava em cena quando a situação exigia tato, delicadeza e comunicação, enquanto que Doutor Oculto aparecia quando a situação exigia força e conflito).



Atualmente, Doutor Oculto faz parte do grupo “Sentinelas da Magia” que antecedeu, por assim dizer, o Pacto das Sombras.





Curiosidades:

- More Fun Comics foi a primeira revista em quadrinhos publicada pela editora que mais tarde se tornaria a DC Comics;

- Doutor Oculto foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, os mesmos criadores do Superman;

- Apesar de ter sua primeira aparição creditada em More Fun Comics, Doutor Oculto apareceu antes em outra revista, The Comics Magazine #1, da editora Centaur Publications. O curioso desta informação é que, além dele ter outro nome (Dr. Mystic), ele era mostrado como alguém que viajava por mundos místicos, sendo capaz de voar e usando uma roupa que era apenas uma sunga e uma capa. Ou seja, embora ele tenha sido reformulado logo depois, isso faz com que ele também seja o primeiro super-herói americano, antes mesmo de O Fantasma (1936) e do Superman (1939);

- Outros personagens que surgiram na revista More Fun Comics ao longo dos anos foram o Espectro, Senhor Destino, Arqueiro Verde, Aquaman e Superboy.






Na próxima Madrugada:

Mais uma vez Stephen King nos traz uma visão diferente e mais aterradora de uma situação - relativamente - comum. Na próxima semana, conheça o Kingdom Hospital.

US PULIÇA!!

Fica ixxxpertu, rapá, que hoje o bicho tá pegano aqui no PalhetadA, sacô? Comu que o Duende tá de sirvíço, é o carioca Freud que tá sentando o dedo nessa porra hoje!!


E vô falá dus cana, us zômi, us meganha, us coxinha.... US PULIÇA, PORRA!! Senta o dedo no mouse ai e leia mais, porra!!

Foi o rádio mesmo quem me apresentou The Police. No final do anos 70 até meados dos 80 esses caras tocavam direto nas FMs e naquela época se ouvia muito mais rádio do que hoje, pois toca fita de carro era algo feito pra estar sempre quebrado e não tinha essa molezinha de CD nem MP3.

A banda começou em Londres em 77, quando o baterista Stewart Copeland procurou músicos pra formar um trio e embarcar na onda do Punk. Sting (baixo e vocal) e Henry Padovani (guitarra) se juntaram a ele e gravaram seu primeiro single ("Fall Out"/"Nothing Achieving") que não deu em nada. Logo depois, flertando com outra banda (Strontium 90) Sting e Copeland conheceram Andy Summers e trouxeram ele pro Police, que teve 4 integrantes por pouco tempo, pois Padovani logo foi limado da banda por ser meio "fraquinho na guitarra".

Em pouco tempo eles descolaram um contrato com gravadora, gravaram seu primeiro album (Outlandos d'Amour) e emplacaram um hit, "Roxanne", música onde um cara pedia pra uma "profissional do séquissu" largar dessa vida porque ele tava com ciúmes. Algo como um "Eu vou tirar você desse lugar" em Rock/Reggae style.



Acredite se quiser, mas "Roxanne" foi composta inicialmente por Sting como uma BOSSA NOVA. Apesar da premissa punk da banda, os integrantes eram bons músicos com diversas influências e o som do Police não era limitado aos famosos "3 acordes Do It Yourself" do Punk. A banda tinha uma veia Pop e incorporou no seu som muito Reggae, Ska e até um pouco de World Music e Jazz mais a frente. Duas músicas crássicas desse album que tambem gosto muito são "Can't Stand Losing You" e "So Lonely".

Veio o segundo album (Reggatta de Blanc) e o sucesso na Inglaterra se consolidou com os hits "Message in a Bottle" (música favorita do Sting na banda) e "Walking on the Moon".



O terceiro album (Zenyattà Mondatta) foi gravado, por pressão da gravadora, no meio de uma turnê mundial, e o resultado do "trampo corrido" desagradou a banda. Mesmo assim emplacou os hits "Don't Stand So Close to Me" e "De Do Do Do, De Da Da Da".



Paralelo ao sucesso crescente da banda, Sting começou a virar figurinha fácil por ai, atuando em filmes como "Quadrophenia", "Radio on" e "Duna". Os "egos inflados" aumentaram os já sempre existentes desentendimentos entre ele e Copeland, mas isso não os impediu de lançar mais 2 grandes albuns: Ghost in the Machine (com os sucessos "Every Little Thing She Does Is Magic" e "Spirits in the Material World") e o último album de estúdio e o mais bem sucedido, Synchronicity, que tinha os hits "Synchronicity II", "King of Pain", "Wrapped Around Your Finger" e o maior sucesso da história da banda, "Every Breath You Take".



E parou porque? Porque parou? Porque sim.... Sting emplacou sua carreira solo (que de rock não tem praticamente nada mas tambem curto bastante), cada um seguiu seu caminho e eles nem sequer chegaram a anunciar o fim da banda, simplesmente não gravaram mais... Quer dizer, até gravaram uma nova versão de "Don't Stand So Close to Me" para uma coletânea, mas ficou por isso mesmo, fora raríssimas ocasiões em que tocaram juntos.

Atééééé 2007, quando os 3 se reuniram de novo para uma turnêzinha safada e caça níquel em comemoração aos 30 anos da banda. O tipo de coisa ridícula que músicos velhos e canalhas fazem só pra faturar uma grana em cima dos OTÁÁÁÁÁRIOS que pagam pra assistir algo requentado e...



...BOM PARA CARÁLEO, PORRA!!!


Puta merda, o show foi muito bom. Eu já tinha assistido o Sting no Rock in Rio 3 e o Andy Summers num show instrumental de violões com o brasileiro/argentino Victor Biglione, mas não perderia um show desses por nada. O ingresso foi carinho mas valeu a pena, os velhinhos mandaram muito bem. Difícil destacar meu momento favorito do show, mas curti muito a versão de "Wrapped around your finger".




É isso por hoje, galera, segunda que vem o Duende volta.... ou não, rs...