Social Icons

Pages

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mercado Editorial de Quadrinhos... nos anos 80!


Aproveitando o podcast dessa sexta, que vai falar sobre o mercado editorial nacional e quadrinhos independentes, vamos aproveitar para ver um programa jornalístico (sic) "especial" feito para TV sobre quadrinhos brasileiros, realizado no começo da década de 90!
Preparados para tirar o pó de cima de sua tv valvulada, pequeno padawan?

Essa pérola que consegui logo após ter gravado o podcast, é um programa que passava na Rede Manchete do Rio e se chamava "Documento Especial". Lembro que nessa mesma época, quando descobri os quadrinhos nacionais, que estavam realmente bombando, eu assistia a essa porcaria que sempre tinha pautas um tanto quanto escabrosas. Na época eu "se divertia todo" com isso! Era nossa internet lado B, digamos assim. Sempre tinha algo bizarro e curioso nesse programa. E lógico, peitinhos... é mais ou menos o que o MDM faz hoje, só que falando menos de quadrinhos.

O que surpreende realmente é o entusiasmo do apresentador!

Nesse vídeo, é mostrada a "cena" nacional dos quadrinhos da época, onde eles entrevistam os caras que estavam começando a acontecer, como o Laerte (antes de parecer uma tia velha com brincões de argola), Angeli e Fernando Gonzales.
É falado ainda sobre os quadrinhos de Terror, onde um dos personagens mais famosos era o Zé do Caixão e o grande autor do gênero Flávio Colin, os catequismos eróticos do desconhecido Carlos Zéfiro, uma parte sobre os zines da época, o grande anarquista Marcatti e até falam do filme "Homem de Preto" de Emir Ribeiro! Pura alegria de viver!


Ainda temos o passado escabrosso de Lourenço Mutarelli e de um certo editor de uma revista chamada DUNDUM, de nome Adão Iturrusgarai, que tomou uma bronca dos vereadores e defensores da moral lá de Porto Alegre por publicar uma revista de "alguém dando uma trepada numa porca"! É, os tempos eram outros!
A molecada de hoje não acredita, mas a censura era bem brava!
A pergunta que fica é... será que a gente evoluiu?

Videos tu.tv

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

The Cranberries no Credicard Hall


Olhai nosso "leitor Aruévaa" na área!! Depois de nos mandar o fantástico vídeo onde arriscou sua vida por esse blog, Renver está de volta, dessa vez falando sobre o show dos Cranberries em Sampa.

Confira ai e mande o seu post tambem!! Envie DJÁ seu texto e imagens pro "De fora da panela", através do e-mail contato@uarevaa.com.

The Cranberries no Credicard Hall
São Paulo, 14 de Outubro de 2010

Antes de mais nada quero deixar bem claro eu não sou fã xiita da banda, nem ao menos um apreciador médio deles... No entanto, The Cranberries é uma banda que sempre teve meu respeito e sem dúvida representa o melhor dos anos 90.


Vamos começar pelo Credicard Hall, que estava lotado, mais de 3000 pessoas. Sendo a primeira vez que eu fui lá, eu achei uma excelente casa de show, com uma infra estrutura bonita e imponente além de bem organizada. Meu primo que foi ao show do Queen ano passado diz que ainda prefere a Via Funchal que entre outras coisas tem a pista mais barata que a “arquibancada” (sendo o Credicard Hall o inverso, pelo menos no nosso caso). Nós esquecemos de levar uma máquina digital, mas apesar das restrições, eu percebi que se podia tirar fotos à vontade (desde que você fosse ligeiramente discreto).


Quanto ao show, eu realmente não tava muito animado (tava até com sono), mas quando apagou a luz e começou a introdução musical, sério arrepiou! Show é show, não tem como você não se empolgar ,ainda mais de uma banda legal como The Cranberries. Eles começaram com Analyse, ao contrário das nossas expectativas/apostas. Não é uma música agitada, mas é relativamente agradável de se ouvir.



Até chegarmos ao primeiro grande hit da noite Linger (do meu ponto de vista, vamos deixar isso claro) tivemos How, Animal Instinct, Dreaming My Dreams. Pra mim esse combo de baladas foi um erro de critério, afinal emendar: Dreaming My Dreams, Linger e Ode To My Family, deram uma previsível esfriada na empolgação da galera, além de que podiam ser melhor distribuídas ao longo do show. A propósito vou importar agora Ode To My Family, essa não pode faltar na minha playlist.



De resto podemos considerar um excelente show, de 1h:30, pra fã nenhum botar defeito, o público curtiu bastante, tinha muita gente nas arquibancadas em pé. Quase todas conhecidas foram tocadas: Linger, Ode To My Family, Just My Imagination, Free to Decide, Salvation, Zombie, Promises, Dreams (só faltou Kiss Me).



Quando chegou na Zombie, todo mundo ficou de pé... sem dúvida essa parte foi o ponto alto do show. Aonde eu quase perdi a voz.



Depois disso a banda deu uma pausa, voltando finalizar com um Bis de 4 músicas, que na minha opinião 2 delas (Shattered e Astral) podiam tranquilamente ser substituídas por uma das 3 baladas que eu disse no começo do texto, não entendam mau, mas eu como apreciador esporádico da banda fiquei meio perdido nas músicas lado B. Independente disso a banda demonstrou uma excelente perfomace e a vocalista soube segurar bem o público com sua simpatia. E pra finalizar eles encerraram com chave de ouro, Dreams.



- Algumas ressalvas:

Sobre o Credicard Hall:

O preço dos lanches no Credicard Hall não é tão caro quanto à gente esperava, porém não é o melhor tratamento pro seu bolso, tipo um hot-dog simples 7 reais, portanto recomendo não ir morto de fome pro Credicard Hall; Estacionamento também não é barato (35 reais) mas vale a pena, a única reclamação, na hora de ir embora ficamos quase 30 minutos pra sair do estacionamento; Os funcionários são extremamente simpáticos e flexíveis, desde os seguranças à galera dos guichês.

Sobre o Show:

O fato de o show durar 1h30 você pode achar pouco tempo, mas acredito que a banda não tenha um set list tão grande assim (pelo menos pro público brasileiro); Aconteceu algo inusitado com a vocalista Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton, quando ela ia tocar e cantar uma das baladas voltou com o violão pendurado mas o microfone sumiu do pedestal, foi engraçado isso (quase empatou com o momento moonwalker dela, hauahuahu); não posso deixar de dizer que ela é muito simpática, agradecia sempre quando o público acompanhava as músicas, pegava todos os presentes, brincava com eles (até deu nome pra um ursinho que ela ganhou), na última música (Dreams) ela desceu no meio do público; já os outros integrantes foram meio secos, não interagiam com a platéia; preciso mencionar o cocar de índio que a vocalista usou no final do show? (Depois reclamam do Stallone) hauahuahau.


Resumindo, excelente show (por enquanto o melhor da minha vida, rsrs). A banda está em ótima forma. O Credicard Hall não atrasou muito (quase 30 min). E o público saiu muito satisfeito.


Setlist:
Analyse
How
Animal Instinct
Dreaming My Dreams
Linger
Ode To My Family
Wanted
Just My Imagination
Desparate Andy
When Ure Gone
Daffodil
Can Be With YoU
Waltzing
Electric Blue
Free to Decide
Salvation
Ridiculous Thoughts
Zombie

Bis:
Shattered
Astral
Promises
Dreams

Essa é primeira vez que eu escrevo pro Uarévaa, agradeço o apoio do Duende Amarelo, Camila Téo, e toda galera do Uarévaa. E claro ao pessoal que foi comigo ao show, principalmente o meu primo, valeu mesmo pessoal. E aguardem a próxima resenha, e quem sabe eu faça do Angra em Sorocaba dia 19 de Novembro.

Aruevaaaaaaá...

Batman Footloose

Momento Uarévaa
Por Skrull

Footloose foi uma das músicas mais marcantes dos anos 80. O Batman de Adam West, foi ( e acho que ainda é) o Batman mais conhecido de todos! O que então dá se misturarmos Batman e Footloose?



Eu e meus amigos estávamos conversando que qualquer dancinha combina com Footloose. Pois bem, esperem mais videos com a galera dançando Footloose. Quem sabe isso não vira um meme?

Tá me Tirando?


Fala molecada!
Tio Vini na área de novo pra falar sobre tiras! E o papo de hoje vai ser bem prazeroso, pelo menos pra mim! He,he,he. 
Depois que eu comecei a ler essas tiras virei fã imediato!
Já tinha lido alguma coisa antiga do mesmo artista, mas por alguma razão, todas as que eu vi eram no estilo "homens-palito" e essas que eu vi recentemente não! E isso me deixou com a impressão de que houve uma evolução de anos luz no trabalho dele.
Vamos falar hoje da evolução desses homens-palito pra algo beeeem melhor!
E então, vamos lá?

 
Não sei se sempre foi assim, mas conheci o trabalho do cartunista e ilustrador paranaense Will Leite através de tiras mais simples, e pesquisando um pouco percebi que na mesma época em que ele postava suas tiras de "homens-palito", ele já fazia outras tiras com um traço mais elaborado. Ainda não entendi o lance de utilizar desenhos mais fáceis nesse caso, mais enfim...


O fato é que o cara desenha muito bem! E me recuso a aceitar que o cara se utilizou do mesmo recurso safado de um certo tirinista que só fazia no estilo simplão por ser mais fácil e rápido de desenhar! =)
Não deve ser. O cara é designer, não pode fazer isso!


Will mantém um blog desde Abril deste ano, chamado Will Tirando e seu lema é: "Piadas boas ou não, o que vale é a intenção"!
Achei sua série fantástica! Ri muito com as piadas, de uma maneira que fazia tempo que não ria com uma tira nacional!
O lance todo da comédia de costume, da graça nas pequenas coisas do cotidiano estão contidas nessa série. E Will faz isso muito bem, porque imprime na feição dos personagens aquilo que contém no texto. Os punchlines são perfeitos, os desenhos ficam mais elaborados dependendo das cores utilizadas e das hachuras que preenchem bem o desenho dando uma cara de "iluminação" ao traço e até de profundidade. As tiras contém detalhes e cenários mais bem feitos, diferente de muita tira por aí.



Outra coisa que agrega muito, são as tiras em gifs que ele faz! Simplesmente profissa!

Mas acho que o sucesso dessas tiras está na maneira com que ele conta essas histórias, tendo bastante coisa nonsense, piadas bobas que ficam fantásticas pelo o absurdo ou até você coisas comuns do dia-a-dia que qualquer um pode se identificar. Outra maneira de chamar público, ele acertou quando abriu para que o público-leitor participasse das tiras, roteirizando-as ou apenas dando uma ideia para que ele trabalhasse em cima!

É, realmente o Will é um tirinista cara-de-pau!


Publicitário e designer, ele veio de uma cidadezinha ao norte do Paraná, chamada Porecatu e tem grandes chances de ser um próximo grande artista do mundo das tiras, cartuns e charges! Eu aposto que sim.
Ainda não há muito o que falar do artista, pois o material disponível sobre ele ainda é escasso. Não encontrei nenhuma entrevista ou algo de muito curioso sobre sua pessoa, mas seu trabalho já é mais que suficiente para se fazer um post!

Um deles, que é bastante interessante, é o Certo, o Errado e o Sem Noção que é uma série de tiras exclusivas para o blog Chongas desenhada por ele e com roteiros de Flávio Lamenza e Rodolfo Aquino!





Portanto, se você quer se divertir bastante, tire uns minutos pra ver o site do cara e ler uma das melhores série de tiras da atualidade na internet!
Foram tantas tiras que eu curti e separei pra postar aqui que o post ficou abarrotado de imagens que só sobrou espaço pra mais uma... essa é especial, porque lembrei na hora da galera lá da Universidade.
Simbora beber!

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Azincourt

Uaréview
por Zenon


"...há uma infinidade de mortos e um grande número de carcaças; e não há fim para os cadáveres. Eles tropeçam nos cadáveres. "
Naum 3:3 "




Se Tolkien é o mestre das obras de fantasia medieval, Bernard Cornwell é sem dúvida o mestre dos contos da idade média. Em seu livro, Azincourt, Cornwell conta a história do arqueiro Nicholas Hook que logo no início se envolve em um massacre de hereges em plena praça pública. Junto dele estão seus desafetos (Padre Martin e os irmãos Tom e Robert Perril). Após tentar proteger uma garota cujo pai fora executado, Nicholas acaba atacando o padre Martin, o que provoca sua prisão e julgamento.

Esse é apenas o início do livro que tem como plot principal a guerra travada na região de Agincourt ( no livro, a letra "g" do nome foi trocado por "z" porque era a forma como os franceses pronunciavam o nome e porque o autor achou essa forma mais sonora), onde o exército inglês venceu de forma quase milagrosa o exército francês.

O destaque está em sua linguagem simples, cheia de ação e com personagens que variam entre o cômico e o repugnante. Além disso, Cornwell consegue conduzir com maestria de detalhes as constantes cenas de batalha e o sofrimento do flagelado exército inglês conduzido por Henrique V com um número absurdamente inferior de homens famintos e doentes. Os personagens reais e as referências históricas também são constantes, além de retratar os podres dos líderes religiosos da época representado pelo asqueroso padre Martin. As cenas de luta também são um detalhe a parte - violentas, detalhadas e cruéis.

Outro ponto histórico interessante é a utilização de um arqueiro como personagem principal, já que geralmente são personagens marginalizados nos livros, mas que tiveram um papel essencial na vitória do exércio inglês. A preparação e o treinamento desses arqueiros desde a juventude deixa a leitura e a caracterização dos personagens muito mais real. E por falar em pontos históricos, Cornwell não peca em momento algum em sua extensa pesquisa pelo mundo medieval. É como se descrevesse algo que vivenciou tamanha a descrição de personagens, eventos e lugares. Uma das interessantes curiosidades do livro é o do sinal de "V" de vitória. Os cavaleiros franceses diziam que cortariam os dedos indicador e médio dos arqueiros ingleses quando os capturassem e em resposta eles levantavam estes dois dedos mostrando que ainda estavam intactos.

Personagens cativantes, batalhas sangrentas e referências históricas fazem parte dessa que é uma das obras-primas de um dos melhores escritores do gênero.

Livro: Azincourt
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Nota: 9,5

Não deixe de ler também outras obras de Bernard Cornwell:
Crônicas Saxônicas e a trilogia As Crônicas de Artur.




Smallville - Episódio 200


Dae rapaziada. Quem é vivo sempre aparece.
Depois de um grande hiato o Moura em Série está de volta, com a promessa de tentar ser novamente semanal. Mas não contem 100% com isso porque eu ando mudando de idéia mais frequentemente que a Dilma e o Serra.

Bom e eu já volto trazendo polêmica: vou falar da série mais odiada pela maioria dos nerds do mundo, a infame Smallville.


E pra quem pensa que eu vou simplesmente detonar o programa, há de se surpreender; bem, na real eu vou comentar especificamente o

EPISÓDIO 200 DE SMALLVILLE

É. E lá vem polêmica.

O episódio é, impressionantemente, muito bom. Mesmo.
Claro que pros padrões de Smallville.

O lance é que o episódio parece finalmente dar um rumo a Clark Kent.
A temporada, que parecia promissora antes da estréia, logicamente está decepcionando.
Até esse momento, Clark enfrentou um clone do Lex, salvou Cat Grant do Pistoleiro, usou uma jaquetinha vermelha ridícula e conheceu Darkseid – que deve ter feito expediente em Lost, porque é uma fumacinha preta que domina as pessoas. Alias burro ele. Se tivesse virado o Locke tinha chutado a bunda do Superman mais bundão da história.


Mas então chegou o ducentésimo episódio para me iludir. E conseguiu.

Durante àquela hora eu esqueci todas as bostas supracitadas e me deixei levar por um capitulo muito bem ponderado, significativo e saudosista.

Tudo começa com Clark ainda se questionando se ele será um herói. O FLOCKERSEID está querendo dominá-lo, pois ele tem uma escuridão dentro de si que ele não sabe de onde se origina.

Lois resolve convidá-lo para a reunião do colégio em Smallville, e ele, relutante, aceita. Ele sabe que não tem boas lembranças de lá.

Logo de cara uma das bobagens dos roteiristas: a diretora quer se vingar de Clark porque todos os Krypton Freaks só falam dele. Ela tem até um bonequinho medonho do Clark. E do nada o tempo para e surge Brainiac fazendo uma lobotomia nela, e acabando com o impacto da cena que viria mais adiante.

O bacana fica por conta, inicialmente, do Clark relembrando cenas como o dia em que juntou os livros de Lana e eles conversaram pela primeira vez, ou quando Chloe lhe apresentou seu Mural do Esquisito, numa época em que ainda achávamos que o seriado poderia ser bom.

Os flashbacks fazem o trabalho de nos trazer de volta aquele tempo mais coeso e gostoso de assistir de Smallville.

Bem, ali o Clark é aclamado como astro, relembrando quando ele foi o capitão do time e conquistou o campeonato. Mas nenhum dos personagens originais deu as caras, nem Lana (que até agora eu não entendi direito que fim levou), Chloe, que está desaparecida, ou Pete. Isso dá uma estranha sensação de que falta algo no episodio, como se fosse algo de improviso as cenas. E impressionantemente o roteiro parece mostrar que Clark compartilha com o espectador essa sensação.

Porem no baile, o tempo para e de uma porta cheia de luz surge... BRAINIAC. Pam pam paaaaam. – Grandes coisa, sabíamos que era ele porque o roteiro fez questão de estragar a surpresa.


Bom, mas esse é o Brainiac 5, reformado depois que foi levado para o futuro pela Legião. Ele veio aconselhar o Clark a seguir seu destino.

Pausa pra explicação. No inicio da temporada Jor-El dá um piti, diz que Clark não esta pronto, que não é mais seu filho e que ele vai dormir sem jantar. Então ele prende a roupa de Superman, que a dona Martha deixou pro Clark na temporada passada, em um cristal. Puta cara chato. Se foi a doce senhora Kent quem deu a roupa pra ele, quem é ele para tirá-la. E nesse momento peço que algum fã de Smallville me explique: O QUE É A PORRA DO JOR-EL? COMO ELE PODE TER TANTOS PODERES E FALAR COM TODO MUNDO COMO SE ESTIVESSE VIVO SE ELE MORREU NA PORRA DA EXPLOSÃO DE KRYPTON? Ele teletransporta coisas e pessoas, clona, tira poderes, volta o tempo, ressuscita e mata gente. Esse porra é Deus?

Enfim, Brainy diz a Clark que ele precisa se desligar da culpa que guarda pelas coisas para poder seguir em frente. E teletransporta o superbocó para o dia do velório de Jonathan Kent, explicando a ele que aquele foi o dia em que Clark passou a viver com medo e culpa. Depois eles voltam ao momento da morte do papai Kent, quando ele está arrebentando as fuças de Lionel Luthor na muqueta e acaba tendo um infarto. Clark entende que a culpa não é dele, que seu pai adotivo escolheu ser seu grande protetor na Terra.


Depois eles voltam ao presente e vêem Oliver Queen vendo a repercussão de ter assumido que era o Arqueiro Verde. ALEAS não fez sentido nenhum ele ter feito isso, mas vá lá.

Oliver pergunta a sua secretaria se recebeu alguma ligação e ela diz que sim, de vários jornalistas, mas ele pergunta se Clark ligou. Diante da negativa ele fica tristonho e Clark percebe que está sendo egoísta ao não apoiar o amigo. E isso tudo ficou com uma puta cara do Conto de Natal.

Mas o que Brainiac queria mostrar ao nosso inexpressivo herói é que ele precisa deixar de se prender ao passado e temer o futuro, para que possa viver o presente. Eu sei que soa brega (e é), mas faz sentido.

De volta ao colégio vemos uma parte que me impressionou. Nunca foi tocado muito no assunto de como a Lois se sentia sendo a segunda a tomar o coração de Clark, afinal Lana Lang nunca teve muita importância para o publico até aparecer como protagonista de Smallville interpretada pela Chun Li. E ela nota que os alunos do colégio estranham que Clark não esteja com Lana e começa a sentir a sombra do amor adolescente sobre ela.

Quando um krypton-freak da primeira temporada – o garoto inseto – se aproxima de Lois, Clark tenta forçar Brainiac a levá-lo de volta, e acaba indo parar no Planeta Diário, 7 anos no futuro.

Essa parte é bem bacana. Vemos um jornal com a noticia “Superman salva o dia novamente”, Lois mais velha colocando o óculos nele e discutindo com o Perry e até um não nominado Jimmy Olsen. Clark tenta convencer Lois que ele esta deslocado no tempo e ela apenas o enche de cuidados e demonstra que sabe o segredo de Clark, o ama incondicionalmente e o protege.


E no elevador a inesperada cena. Clark Kent encontra Clark Kent. E nesse momento lamentei o quanto Tom Welling é mau ator. O Clark do futuro é bem artificial devido às limitadas capacidades interpretativas do modelete. É como se Ruth e Raquel fossem interpretadas pela Susana Werner. O que segue é uma vergonhosa cena de efeitos especiais em que Clark vê a si mesmo salvando a cidade como Superman. Ele apenas, claro, porque tudo que nós vemos é um tornado feito por um risco vermelho animado no paint.


De qualquer forma, Clark (o do passado) vai até o telhado e impede a queda do helicóptero de Lois, que o agradece com um beijo apaixonado.

“Nem todo homem está destinado a encontrar uma mulher como a Lois”.

De volta ao colégio, o garoto-inseto se aproxima de Lois e diz a ela que tem uma mensagem para Kent: Obrigado. O freak conta à repórter que Clark lhe deu uma chance de se redimir, e a muitos que estão ali. Isso reitera o que B5 disse a ele antes. E justifica a posição que o personagem teve em todas as temporadas, de sempre esperar a redenção até do pior dos vilões. Se até hoje ele era chamado de bobo por pensar dessa forma, essa cena mostra o que diferencia o Superman dos outros super-heróis. Ele inspira até mesmo seus inimigos.

O que segue é Clark procurando amadurecer. A cena dele no cemitério é emocionante, quando, na lapide de Jonathan, diz que veio fazer algo que nunca teve coragem: dizer adeus. E promete ao pai se tornar o homem que ele sempre acreditou que o filho poderia ser. Depois ele vai à casa de Oliver, onde ele esta dando uma entrevista e se vê encurralado pela jornalista. A presença de Clark dá ao playboy a força para um discurso inspiradíssimo que toca até na política americana – coisa que não me lembro de ter visto até hoje na serie.


Por fim, os produtores prometiam que a ultima cena seria embasbacante.
Clark convida Lois para ir ao celeiro, e lá ele remonta o baile de formatura. Eles perderam a dança no baile original, então ele quer dar essa dança a ela. Quando o desajeitado pisa no pé dela, ele diz para ela colocar seus pés sobre os dele. Eles trocam um “eu te amo” e dançam. Dançam até que Clark começa a levitar.

E essa cena simplesmente significa muito.
Primeiro porque traz a idéia de Lois voando com os pés sobre os de Clark, e firma a importância de Lois Lane na existência do Superman. Clark já voou ou levitou em algumas situações no decorrer dos episódios, mas sempre sob influencia de algo ou inadvertidamente, como dormindo, por exemplo.
Se a idéia de que ele não estava pronto por duvidar de si mesmo pode ser expressa de alguma forma, seria na sua incapacidade de voar. É como se ele precisasse se desligar de seus medos e inseguranças para pode voar. Com Lana, ele sofreu muito, e ela nunca conseguiu ser para ele uma parceira incondicional. Ela não o deixava seguro.

Lois, por sua vez, o ama sem restrições, e ele a ela. Quando o Senhor Destino, na temporada passada, disse que Lois era a Chave, era isso que ele quis dizer.

Com Lois Lane, Clark Kent finalmente se sente seguro, firme. E é nessa paz e amor que ela traz para ele, que ele pode deixar para trás os receios.

E voar.


Moura não recomenda Smallville. Mas recomenda o episodio Homecoming, da décima temporada.


PS: Dae eu vejo que semana que vem a Lois vai ser possuída pelo espírito da Isis, sendo que ela já foi possuída por trocentos espíritos (isso parece serie do Chico Xavier ao invés do Superman) e broxo de novo com o programa. Vá lá, nem tudo são flores.

Até o próximo episódio.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bando de Dois

UARÉVIEW
por Freud


Tinhoso e Cavêra de Boi são dois cangaceiros que sobrevivem ao massacre de seu bando pela Volante do Tenente Honório. Agora, cada um por suas próprias razões, eles vão tentar revidar essa emboscada para libertar as cabeças decepadas de seus ex-companheiros.

Bem vindo ao "Nordestern" de Danilo Beyruth, o criador do elogiado Necronauta.

O Necronauta é uma das mais interessantes e promissoras séries de quadrinhos recentes: estórias curtas, com uma premissa que permite crônicas tão diversas quanto o autor queira nos contar. Ação, tecnologia, sobrenatural e conflitos psicológicos, tudo num mesmo pacote, atraente graças a arte dinâmica e talentosa.

Um ótimo início mas, olhando por outro lado, talvez nada além de um punhado de boas estórias, metade delas roteirizadas por convidados (pelo menos metade das publicadas no Volume 1, resenhado AQUI).

Bando de Dois chega como a primeira estória longa inteiramente concebida por Danilo, totalmente independente do Necronauta. Na arte, não havia como duvidar que ele se sairia bem, mas será que o "todo" funcionaria?




De cara temos em mãos um produto ainda mais atraente que o Necronauta. A capa é impactante e tem uma "textura porosa" conseguida criativamente invertendo-se frente e verso da tradicional capa cartonada (repare que a contracapa é "plastificada", como normalmente seria a capa). Há também um "local estratégico" pro autor personalizar cada edição em sessões de autógrafos.

No traço, Danilo não conseguiu me surpreender, simplesmente porque a expectativa já era bem alta. O formato do álbum, maior que o "padrão americano", é muito bem vindo pois ajuda a apreciar os detalhes da arte. Mas é na narrativa que Bando de Dois mostra uma grande evolução comparado com Necronauta: com uma duração bem maior pra desenvolver a HQ, Danilo cadencia muito bem a trama e faz alguns excelentes movimentos de câmera que favorecem a imersão na estória.



A estória é bem direta, fechada, uma aventura no cangaço à moda do velho oeste. A trama flui muito bem e tem boas sacadas de roteiro. Todos os personagens, incluindo os "carismáticos mal-encarados" cangaceiros Tinhoso e Cavêra de Boi, são desenvolvidos na medida do que cada um é necessário à estória e seu clima, nem mais nem menos. Mesmo com a divisão do álbum em capítulos, é difícil interromper a leitura no meio.

Outro ponto positivo é que, embora a estória tenha uma forte identidade brasileira, não há patriotismo ou juizo de valor inseridos na estória, que realmente não caberiam na proposta da HQ. É simplesmente uma empolgante aventura passada no nordeste e, claro, isso já é um chamativo especial.

Recomendo Bando de Dois a quem quiser conferir uma ótima aventura, uma hq nacional produzida com esmero e qualidade. Agora quero é ver até quando o Danilo vai continuar se superando em seus próximos trabalhos, não é uma tarefa fácil.

Bando de Dois

Autor: Danilo Beyruth
Editora: Zarabatana
ISBN: 978-85-60090-26-6
Formato: 21 x 28 cm
Capa: Cartonada
Páginas: 96, em preto e branco
Preço Médio: R$ 36,00
Site Oficial: www.bandodedois.com.br
No site é possível ver um trailer e baixar a trilha sonora criada especialmente para ele.


Você pode conferir 2 podcasts bem bacanas que o Danilo Beyruth gravou conosco AQUI e AQUI.

Monster Hunter Orage


Salve salve simpatia! Começando mais um Sushi de Sardinha, e aproveitando o layout novo, estréia o novo banner do shusi! E hoje vamos de falar de mangá novo no mercado: Monster Hunter Orage. Confira comigo no replay!

Pra quem nunca ouviu falar de Monster Hunter, é uma série de jogos para Playstation 2, PSP e mais recente Wii, que consiste em…bem…caçar monstros. Você caça, corta partes dele e faz novas armas e armaduras, para caçar novos monstros. Mas a diversão está em jogar em grupo!


Como podem ver há diversas classes de armas (se não me engano são 10 no PSP) e diversas armaduras ou combinações dessas armaduras. Cada armadura tem habilidades especiais, e por isso cada jogador prefere usar uma.
E por que eu expliquei tudo isso? Porque, caro leitor, o mangá é basicamente fidelíssimo ao game!
A história se passa em um mundo imaginário cheio de monstros e aventureiros chamado Monster Hunters, que, como ja disse, caçam os monstros. O enredo gira em torno de um jovem caçador, Shiki, que foi tomado como um aprendiz a um Monster Hunter chamado Gurelli quando criança. Alguns anos após a morte Gurelli, devido a um incidente de bombas, ele volta à residência de seu mestre, Akamaaya Town, para se juntar a guilda lá. Nesta guilda, ele conhece uma garota chamada Irie e após uma série de eventos, ele descobre que ela é filha de seu mestre. A partir deste momento, eles formam um time para encontrar o lendário dragão Miogaruna, que era o objetivo de Gurelli.
No mangá, apesar de todo o climão do jogo, o ritmo de aventura deixa tudo bem fácil de acompanhar para quem nunca jogou o jogo. O personagem principal é bem carismático, e todo seu time tem caracteriscas e personalidades diferentes, o que da margem para boas piadas.




A tradução está boa, sem muitas surpresas ou expressões forçadas. Acho que vale a pena comprar se você curte uma historia de aventura sem compromisso.
O mangá é escrito e desenhado por Hiro Mashima (ainda falarei mais desse cabra), possui apenas 4 volumes e foi publicado entre 2008 e 2009 na Monthly Shonen Rival. Aqui no Brasil é publicado pela JBC, tem 160 páginas em media, custa R$10,90 com miolo em preto e branco e papel jornal.
Referencias: Kokoto Desert, Area 3.
Banzaaaaaaaaaaaaaaaail lol

Rush: Beyond The Lighted Stage

Uaréview
Por Monitor

Rush é uma deas maiores bandas de rock do mundo, isso é fato inegável. Mas por muito tempo permaneceu renegada pelos criticos ditos "especializados", e só agora conseguiu estar entre os panteão dos grandes astros do gênero, apesar deles mesmos nunca ligarem muito pra isso, afinal, sua doentia e fiel legião de fãs nunca os abandona. E com o documentário do competente Sam Dunn (Flight 666, Global Metal, Headbanger's Journey) mostra a trajetória do grupo do inicio até os dias de hoje.


O filme conta com participações de inúmeros artistas e fãs da banda, como Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Taylor Hawkins (Foo Fighters), Jack Black (dispensa apresentações), Gene Simmons, Sebastian Bach (irreconhecivel e com a voz mais fina que nunca) e o atual desempregado Mike Portnoy. Todos comentam suas expêriencias com a banda, dentro e fora dos palcos, e como a música deles foi importante para defini-los como artistas e pessoas. Além disso, o espaço para os fãs desconhecidos também foi aberto, mostrando que ser fã de Rush é, especialmente / definitivamente, viver para a banda.



Mas o que importa no Rush não é o que eles poderiam ter sido se fossem rock stars fazendo merda, o que mostra o grande diferencial de outros documentários sobre bandas. O que faz o Rush é sua musica, é dela que gerou a amizade entre os integrantes, e sua sintonia musical que a tornou o que é hoje. Como por exemplo na trunê com o Kiss, onde ficaram no mesmo andar com varias lideres de torcida (ou algo do tipo) no mesmo andar e não fizeram nada. Se fosse o Kiss, cada uma delas sairia grávida de lá (rs). Mas em compensação, ver uma sessão de gravação do 2112 é uma viagem muito mais doida do que qualquer coisa.


Mas não só o ponto de vista do fã para a banda foi mostrado, mas também da banda com os fãs (como por exemplo a suposta "antipatia" de Neil Peart) e a relação entre eles, assim como os problemas que influciavam eles a tomarem certas decisões, como parar as atividades depois da turnê do test of Echo após a morte da filha de Neil. Em especial a batalha até a banda conseguir se soltar das amarras da gravadoras no começo da carreira, e as coisas insanas pra gravar as músicas da "fase progressiva" (coloco entre aspas porque sei que o fãs mais hardcore vão reclamar de toda e qualquer classificação), as mudanças da decada de 80, a volta ao rock nos anos 90 e, como o filme cita " A Vingança dos Nerds", nos dia de hoje.


No fim das contas, Geddy Lee estava errado em relação a algo que diz numa cena durante os creditos. A história do Rush é nada tediante, é empolgante, porque foca naquilo que de certo modo vai ser sempre o legado de qualquer artista musical: não é aquilo que ele faz ou deixa de fazer, seja coisas comuns ou extravagâcias, mas sim a sua música, essa sim nos levando a outras histórias, sensações e sentimentos.

NOTA: 9,0