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domingo, 6 de junho de 2010

PalhetadA: Os Pombinhos do Rock

Aaahhh o dia 12 de junho ta chegando...quanto amor no ar, quantas promoções nas lojas e é um inferno pra arrumar uma vaguinha num motel né? O PalhetadA de hoje SERIA o review do Show do Aerosmith, que está prontinho no gatilho fiquem calmos...vai sair vai sair. Mas como a semana é toda melosa, mais um ano o Uarévaa da uma forçinha pra lembrar você a importância dessa data comerc.....hãã comemorativa para os pombinhos. Alguém ai sabe os casais mais famosos e polêmicos que já se formaram no mundo do Rock?Vamos conferir que ta bacana!
Fiz um top 10 pra gente ver quem tem um bom gosto ou quem não tem senso do ridículo.

10 - Robert Plant (led Zeppelin) Casou-se com Maureen Wilson em 1969, com quem teve três filhos: Carmen(1968), Karac (1972-1977) e Logan(1979) porém, em 1982 eles se divorciaram.09 - David Coverdale e Tawny Kitaen foram casados entre 1989 e 1991. Pra quem não sabe ou não se lembra era ela que aparecia no clipe de “Here Go Again” do Whitesnake.08 – Mick Jagger (Rolling Stones) e Mariane Faithful que na verdade provou pro mundo que uma groupie pode fazer estragos numa banda...a mulher conseguiu pegar TODOS os Stones se não me falha a memória...teve seus 5 minutinhos de fama no clipe “The Memory Remains” do Metallica e sumiu.07 – Kurt Cobain (Nirvana) e Courtney Love (Hole) tai um casal que se enquadra nos “No Sense” do Rock, não dava pra saber quem era o mais pirado da relação...bom se bem que a Courtney ainda ta viva né? Tudo bem que perdeu a guarda da filha mas....ta viva...locona, mas ta viva...O.O
06 - Marilyn Manson e Rose McGowan Ela teve um relacionamento de três anos e meio com o esquisitasso do Mason, fez uma aparição com ele no MTV Video Music Awards de 1998 com um vestido de correntes que num tapava quase nada olha ai...piradona.
05 - Axl Rose (Guns and Roses) e Stephanie Seymour só mais um relacionamento conturbado na vida de Axl que se fodeu de verde e amarelo quando descobriu que era um pouco mais forte que a mulher e encheu ela de sopapos...bom, deve que pagar uma indenização do tamanho do mundo. Mas pra ele foi dinheiro de pinga.
04 - Gene_Simmons (Kiss) and Shannon formam um casal engraçado pacas..rs..superando o mal gosto da Shannon e olhando os dois no seriado “Family Jewels” que passa no A&E, da pra ter uma noção do relacionamento munitinho que os dois construíram...no mundo do rock é raro.03 – John Lennon ( Beatles) e Yoko Ono puta casal sem sal né? Argh! Nem sei o que posso falar disso ai pra ser sincero...acho que o Lennon conseguiu pegar a mulher mais feia num dia de porre numa exposição, casou-se e fodeu-se com os Beatles....PORRA LENNON! Dava pra pegar uma melhorzinha né puta bunda caída? -.-02 – Elvis Presley e Priscilla Presley que conheceu Elvis quando tinha 14 anos de idade e Elvis 24. Casou-se em 1967 em Las Vegas e divorciou-se em 1973. É essa coisa de ser Rei de alguma coisa ta ligado a comer criançinhas? O.õ
01 – Ozzy Osbourne e Sharon...o Casal mais pirado, mais engraçado, mais FODA do mundo do Rock na minha opinião. Já passaram por tantas coisas juntos que histórias pra contar pros netos não vão faltar...aliais já viram o Ozzy no Museu de Cera? GENIAL !!!


É isso ai pombinhos....o PalhetadA fica por aqui com a promessa do Posto do Show do Aerosmith que pode entrar ainda nessa semana ok?

Beijos pras meninas!
Let´s Rock.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Rolé no Míssil - 3D

Chucrutz Games
por Freud



Feriadão, geral de bobeira, aproveitando pra dar um rolé e...




.. eu e você que tá lendo isso aqui tivemos que bater ponto no trampo, né?

Não tem PORRA NENHUMA pra fazer, mas tem que esperar a hora de sair... Pois é, dura realidade. Então o jeito é arrumar qualquer besteira pra passar o tempo. Vamo nessa!!


Vamos ver quem se sai melhor nessa bagaça ai. O lance é pilotar o míssil pelo tubo passando pelos obstáculos e... PORRA, joga aí, nem tem o que explicar!! Basta usar o mouse.

Missile Game 3D



Dificinho né? Eu achei, rs... Mas o maior desafio mesmo é jogar essa merda sem mexer a cabeça como se você mesmo estivesse no míssil cara, hahaha, eu não consigo, não tem jeito. Tenta ai.


É isso então, bom fim de expediente procê. Comente ai até onde conseguiu chegar no jogo: se passou do qualifying já fez bonito.

Fui.

Plantão do Monitor: Vamos falar de musica!


[Monitor.jpg]
Ou o que pelo menos considero musica HAHAHAHAHAHA




Vamos começar com os quatro grandes do trash metal,Merdallica,Megadeth,Anthrax e Slayer,que vão exibir nos cinemas o show da volta da reunião dosgrandes do metal.Mas se você pensa que será algo bacana,no nivel de Flight 666(que era documentário + shows),esqueça!!!Vai ser um show com transmissão ao vivo,nas cidades do Rio de Janeiro,São Paulo, Brasília e Salvador.

"A sessões acontecerão no dia 22 de junho, às 21h, em salas da rede Cinemark no Shopping Downtown e Botafogo Praia Shopping (RJ); Eldorado Shopping (SP); Pier 21 (DF); e Cinemark Salvador (BA). As vendas antecipadas começam a partir do dia 9, no site ingresso.com e nas bilheterias do Cinemark e o ingresso custa R$80."

Os detalhes em relação os horaios e começo da venda dos ingressos vai ser dia 15 desse mês,masf rancamente,pagar 80 conto pra ver o show dos caras numa sala de cinema é pura falta de sacanagem!pra mim,nada substitui ver a banda ao vivo,mesmo que seja exibido ao vivo,eunum vou estar no show,então Uarevaa! MAS há a possibilidade de continuarem exibindo o show após o dia 22,e certamente deve sair mais barato que 80 conto.Mas a questão universal é:aceitam meia entrada? HAHAHAHAHAAHHA

E ainda na onde de filmes,o documentário premiado do Rush,“Beyond the lighted stage”,também terá sessões especias nos cinemas BR,e seus ingressos começaram a ser vendidos hoje!O longa será exibido em nove salas da rede Cinemark em São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro, no próximo dia 17, às 21h.O filme é dirigido pelos mesmos de Flight 666 e Heavy Metal:A Headbanger Odyssey,Sam Dunn e Scot McFadyen.

E pra minha alegria,que perdi infelismente o ultimo show dos caras,Twisted Sister está de volta em terras brasileiras!Por enquanto estamos assim:
26 de novembro - São Paulo - Local a confirmar
27 de novembro - Brasil (cidade a confirmar)
28 de novembro - Buenos Aires - Local a confirmar
30 de novembro - Chile (cidade a confirmar)

Matarei,roubarei,venderei minha mãe,mas irei nesse show! S.M.F unidos!

E pra completar,em Los Angeles,o Conselho da cidade declarou o dia 30 de maio como sendo o dia "Ronnie James Dio!Como estou com preguiça de traduzir,vão aqui e leiam a materia na integra!Você pode ver fotos do funeral do Deus aqui.

Ok,ok,um post todo musical,mas tem trailer novo de Os Mercenários e vocês não podem ficar sem ver isso!


Bem,por hoje acabou.Deve rolar ainda um review de Prince of Persia esse fim de semana,então,fiquem ligados!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

7 Vidas

Uaréview
Rafael Rodrigues



O ser humano ainda busca respostas para muitos mistérios da vida. Não só da vida como um todo, mas de sua própria. O que somos? De onde viemos? Para onde vamos? 7 Vidas não nos dá tais respostas, mas nos leva para uma profunda viagem através de nossos próprios pensamentos e mostra o quanto os quadrinhos nacionais podem render de histórias boas e originais.


Vidas passadas é um conceito bastante pessoal, principalmente porque está ligado à doutrina espírita. Como não sou religioso, não acredito em vidas passadas. Mas imaginem, por um momento, que isso fosse possível. Imagine agora poder, em sua vida atual, voltar no tempo e conhecer quem você foi no passado em outras vidas. Você pode descobrir que já foi um humanitário, um milionário, sonhador... Ou um criminoso, um manipulador ou um carrasco. Seria uma viagem e tanto, não seria? E é justamente essa viagem que André Diniz (Ato 5) nos proporciona.

Apesar de não ser uma biografia propriamente dita como Retalhos ou Maus, 7 Vidas de fato conta um período real da vida do autor, o momento em que ele decidiu tirar a limpo essa história de terapia de vidas passadas. Durante várias sessões, o autor viaja ao passado, passando por várias épocas de forma não linear, conhecendo quem ele foi em outras vidas. Para quem não sabe, a Terapia de Vidas Passadas ou Regressão a Vidas Passadas é um método (que geralmente utiliza hipnose) em que a pessoa regressa sua mente para pontos do passado a fim de conhecer seus outros “Eus”, de períodos anteriores à sua existência atual.

O Espiritismo possui a crença de que muitos dos nossos problemas, físicos ou psicológicos, que carecem de solução médica aparente, são na verdade resultado de ações ocorridas em outras vidas. Em muitos aspectos, lembra o conceito de Carma: O que você faz de ruim na sua vida passada, você carrega por outras vidas até que possa compensar aquilo que você fez de alguma forma. Saber disso é importante, pois a regressão a vidas passadas não é apenas uma experiência religiosa; na verdade, ela é mais uma experiência psicológica, pois visa resolver supostas experiências passadas não resolvidas, por morte prematura ou por outros meios (a pessoa que não se arrependeu do que fez, etc) e que de uma forma ou de outra afetam sua vida atual.

No entanto, não é preciso ser espírita ou sequer acreditar em vidas passadas para se submeter à terapia. Como a própria terapeuta comenta na HQ, a Terapia de Vidas Passadas pode ser aproveitada até por quem não acredita, pois se for encarada como uma experiência psicológica para trazer à tona questões do inconsciente que são expostos na forma de símbolos (assim como acontece com os sonhos – sendo a base da psicanálise), não é preciso pensar nas vidas passadas de forma literal, e sim como uma viagem ao inconsciente, com as vidas passadas representando aspectos mais profundos da mente.

E essa é uma das coisas mais bacanas dessa HQ. Ela deixa para o leitor pensar se vidas passadas são reais ou não, expondo apenas os fatos que ocorreram. A questão de acreditar nisso é pessoal e restrita a cada leitor, assim como na vida essa crença também é pessoal e restrita à cada um individualmente. Mas digo, por experiência própria, que mesmo quem não acredita vai poder aproveitar 7 Vidas como uma ótima HQ, com um tema original, uma história interessante e conteúdo profundo.

A única ressalva que faço sobre 7 Vidas é em relação à arte. Os desenhos são bacanas, mas pessoalmente acredito que não cabem para uma história com conteúdo tão sério e profundo. Diferente de José Aguiar em Ato 5, o artista aqui, Antônio Elder, traz uma arte quase caricata (provavelmente resultado do estilo do próprio autor) que, embora seja muito bem feita, diminui um pouco o peso da história. Uma história, seja qual for o meio (quadrinhos, filmes, uarevaa) é algo que o leitor/espectador tem que “comprar”. Se você não compra a história, ela não vai soar real para você e ela não terá o resultado esperado. Numa história em quadrinhos, a história é aquilo que te prende, mas os desenhos são aquilo que te faz “comprar” a história.

Acredito que o desenhista representa para uma HQ diversas coisas, mas em particular, podemos dizer que o desenhista é como se fosse o “ator” de uma história em quadrinhos. Se o artista não representar bem aquilo que é dito no roteiro, as expressões dos personagens, a emoção das cenas, assim como um ator não conseguir representar bem o personagem, a obra perde um pouco do seu peso. Acho que foi o caso da arte de 7 vidas.

É uma pena que o mercado de quadrinhos brasileiros seja algo bem diferente do americano, por exemplo. Imagino o quanto a história iria ganhar se fosse desenhada por vários artistas, cada um representando um período de tempo relatado na história. Não que uma história dependa exclusivamente de sua arte, e nem é o caso de 7 Vidas, mas imagino o quanto a HQ ganharia artisticamente nesse caso. É uma pena que nos quadrinhos brasileiros não podemos nos dar a esses “luxos”.

De qualquer maneira, é uma obra recomendadíssima, tanto para quem é espiritualista quanto para quem não acredita. Comprei 7 Vidas na Banca 2000, por R$ 19,90. Acreditem, tá muito barato pelo número de páginas - 124 - e pela qualidade da história.

Com tanta coisa saindo nas bancas e livrarias ultimamente, digo que 7 Vidas é uma HQ que se destaca, e que merece ser lida. Uma verdadeira viagem, no melhor sentido da palavra.


Nota: 9,0


Rafael Rodrigues nunca fez nenhum tipo de terapia, de vidas passadas ou presentes, mas aposta que deveria fazer.

Princesa Amazona - Parte 2

No post anterior:
Uma nova personagem é criada para representar a força feminina nos quadrinhos: A Mulher Maravilha. Criada na Ilha Paraíso, uma ilha só de mulheres, Mulher Maravilha vai para o “mundo dos homens” com a missão de ajudá-los a enfrentar a crescente ameaça nazista, colocando assim seu nome no hall dos maiores heróis de quadrinhos.

“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Um novo tipo de Mulher Maravilha


Quando os anos 50 começaram, a Mulher Maravilha carecia de boas histórias. Com seu autor e criador falecido desde 1947, nenhum escritor conseguiu segurar as pontas e manter a personagem relevante, nem com histórias interessantes. Além disso, o livro “Sedução do Inocente”, de Fredric Wertham, responsável pela criação da comissão política que levou a instituição do Comics Code Authority e levou a “ditadura” para as histórias em quadrinhos discorria longamente sobre o caráter “homossexual, fetichista e sadomasoquista” que permeava as histórias da heroína. Apesar de ter sido um período em que toda a indústria de quadrinhos sofreu com a repressão, a Mulher Maravilha foi uma das que mais esteve nos holofotes, pois era uma das mais citadas no livro de Wertham (mais sobre esse assunto aqui, aqui e aqui) Mas a Era de Prata vinha chegando e, quando muitos heróis foram reformulados para os novos tempos, a Mulher Maravilha não ficou de fora.

Então no fim dos anos 50, passando pelos anos 60, Mulher Maravilha sofreria uma reformulação que mudaria alguns conceitos de sua origem. Agora Diana era uma criança, nascida do barro e abençoada pelos deuses com diversas habilidades, sendo “bela como Afrodite, sábia como Atena, ágil como Mercúrio e forte como Hercules”. Além disso, possuía agora profundo conhecimento científico e sabia falar qualquer língua conhecida pelo homem e além (sabia falar até Marciano!). Era um dos poucos heróis da DC que não tiveram uma vulnerabilidade específica agregada á ela (Como Superman passou a ter a Kriponita, Lanterna Verde a cor amarela e Aquaman o tempo que podia ficar fora d’água), embora dependendo da história, algum tipo de vulnerabilidade sempre era criada, ainda que momentaneamente. Também passou a ter sua própria sidekick (parceiro-mirim), assim como todos os personagens da época, então a Moça-Maravilha entrou em cena, fazendo parte das histórias da amazona.

Mas a década que mais reservaria mudanças surpreendentes na personagem seria os anos 70. Na verdade, apenas uma mudança, mas tão significativa que basicamente reinventou a personagem – para o bem ou para o mal.

Buscando histórias mais realistas, face ao grande crescimento da Marvel Comics no mercado e do sucesso de personagens mais “humanos” como Homem Aranha, X-men, Demolidor e Jusiceiro, e inspirado pela série de TV britânica “Os vingadores” (não confundir com o supergrupo da Marvel), cuja protagonista era uma espiã fatal, a DC reinventou completamente a história da Mulher Maravilha.

Ao renunciar seus poderes para ficar no mundo dos homens - uma vez que as Amazonas estavam indo definitivamente para outra dimensão - a fim de ajudar Steve Trevor, que na época era falsamente acusado de vários crimes, Diana passa a atuar apenas sob o nome de Diana Prince, adota um mentor Chinês, I Ching (nome "originalíssimo”). Sob tutela de I Ching, Diana aprendeu artes marciais e a manejar armas, e passou a usar um uniforme radicalmente diferente e a combater o crime e a enfrentar aventuras de diversos gêneros, que iam de espionagem à mitologia. Mas os editores estavam na verdade interessados em limar toda e qualquer referência à velha vida da Mulher Maravilha, evitando lembrar eventos passados e inclusive matando Seve Trevor.

Mas esta mudança radical, apesar de alardeada e bastante incentivada pela DC não duraria muito tempo. Em 1973, a personagem estava de volta ás suas origens, em grande parte graças à Gloria Steinem, famosa jornalista americana que, revoltada por ver a personagem com a qual cresceu lendo descaracterizada, colocou a heroína com seu uniforme original na capa da revista feminista Ms, uma revista de grande circulação nacional. Na verdade, não era exatamente o uniforme original, pois possuía algumas sutis diferenças, mas a essência do uniforme estava ali.

Diana Prince voltou então a ser a Mulher Maravilha que os fãs conheciam, e então os anos 80 começaram com a difícil tarefa de reintegrar todos os elementos originais da Mulher Maravilha às histórias da personagem. Sob a tutela de Gerry Conway, Steve Trevor estava de volta, mais precisamente uma versão de outro universo, cujo avião caiu na Ilha Paraíso da realidade “oficial”, reencenando o acidente original da origem da heroína e os dois voltaram a trabalhar para a inteligência militar americana.

Mas muito mais coisas aconteceriam com a personagem durante os anos 80, incluindo a mais celebrada fase, surgida a partir da “morte” da Mulher Maravilha


Epílogo: Curiosidades
- Lynda Carter imortalizou o visual da personagem quando protagonizou uma série de TV da heroína nos anos 70. Até hoje ela é considerada tão insubstituível quanto Christopher Reeve foi para o Superman;



- Antes da Mulher Maravilha, A Moça-Maravilha teve uma adaptação para a TV. A Filmation desenvolveu nos anos 60 um desenho animado da Turma Titã (equipe composta pelos sidekicks dos heróis), com segmento solo de vários personagens, incluindo a Moça Maravilha;



- Em 1974 um filme para TV foi produzido inspirado na fase sem poderes da Mulher Maravilha. Estrelada por Cathy Lee Crosby, o telefilme mostrava a personagem como uma superespiã sem poderes cujo uniforme era um amálgama de seu uniforme clássico com o uniforme da versão sem poderes. O telefilme fez sucesso, mas o estúdio preferiu investir numa série com a versão mais clássica da personagem. Pouco tempo depois, estreava a série protagonizada por Lynda Carter;



- Assim como aconteceu com virtualmente todos os personagens da DC na época, a versão da Era de Ouro da Mulher Maravilha foi "transferida" para a Terra-2, enquanto a versão da Era de Prata era da Terra-1. Mais tarde foi incluído na história da Mulher Maravilha “original” que ela casou com Steve Trevor e teve uma filha, que futuramente se tornaria a heroína Fúria;

- Antes da famosa série de TV e do telefilme dela como espiã, foi produzido em 1967 um vídeo apresentativo de uma série inspirada na série de TV do Batman, que fazia muito sucesso na época, voltando-se mais para a comédia do que para a aventura e estrelado por Linda Harrison. Mas a série não foi aprovado (ainda bem);





A seguir: Novas – e velhas – Mulheres Maravilha

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Star Wars, Online Editora: O Universo Expandido

Uaréview
por Ser Supremo


Desculpem os fãs mas eu acho os filmes de Star Wars muito mais ou menos. A trilogia clássica, que usa o ciclo da Jornada do Herói demonstrada por Joseph Campbell, é até bacaninha com o lance de o bem vence o mal, espanta o temporal, azul amarelo tudo é muito belo... Mas prefiro muito mais o universo expandido pelos livros, gibis, jogos e outras mídias mais inúteis.

Para se ter uma leve noção do tamanho de material que tem esse universo expandido, existem mais de 100 livros, mais de 150 jogos, trocentos livros de RPG e incontáveis quadrinhos! É coisa bacarai!


Infelizmente no Brasil, não existe muito material traduzido. Alguns livros foram publicados no Brasil a um pusta dum tempo atrás, (acho que um deles é a trilogia de Thrawn), e tu só os encontra em sebos bem ensebados. Os quadrinhos tiveram um pouco mais de conteúdo, desde as histórias não canônicas da Marvel publicadas pela editora abril dentro de Heróis da TV, a uns gatos pingados aqui e acolá, mas sem continuidade ou cuidado nenhum.

Mas esse quadro está mudando, pelo menos nos quadrinhos! A editora online desde o ano passado publica a revista Star Wars no Brasil, com um cuidado lazarentamente fodônico!

Old Republic, essas histórias se passam a aproximadamente quatro mil anos antes do Darth Vader ter pelinho no sovaco, conta a história de um padawan acusado injustamente de trucidar todos os outros padawans de seu templo e suas desventuras para limpar seu nome, isso tudo em meio a maior invasão Mandalorian da história. Interessante destacar que nenhum sith aparece na história e para os que como eu gostaram do jogo Knights of Old Republic, tem umas referências pra lá de batutas ao longo das edições. Altamente batuta!


Dark Times cobre o período entre a trilogia bunda e a trilogia clássica, exatamente após a tal ordem 66. A história desse período gira em torno de três visões distintas: O império se estabelecendo na galáxia esmagando toda e qualquer resistência no processo; a visão de piratas espaciais; e finalmente a visão de um dos únicos Jedi que escapou da cilada do imperador. Uma curiosidade: a revista publicada aqui no Brasil tem somente 1 mês de diferença da publicação americana, isso mesmo somente um mês! Isso é porque a online editora ainda tem de montar e mandar uma edição para a Lucas Arts aprovar, se não teria lançamento quase simultâneo! Dá nem tempo de tu baixar o scanner... Aprende Panini!


Rebelion, se localiza em algum ponto no meio da trilogia clássica onde o pega pra capar com o Império está em seu ápice. Como não gostei, não vou nem perder o tempo falando mais, ainda bem que a série já acabou.

Invasion, se passa uns par de ano depois da trilogia clássica, não lembro mas acho que é uns vinte e cinco anos. Aqui a história é sobre uma nova ameaça fodona, a raça de conquistadores biotecnológicos Yuuzhan Vong. A abertura dessa série é muito animal, dá até vontade de ver isso na telona!

Legacy, Conta a história de Cade Skywalker, um dos únicos sobreviventes do ataque ao templo Jedi que matou seu papai e toda a galera que ele conhecia. Heroicamente o garoto vira um bandido drogado chorão e tenta escapar do legado que de seu sobrenome. Acho essas histórias a mais fraquinha da revista, não que seja uma merda completa, mas é meio nhé...


No balanço geral é uma excelente publicação altamente recomendável para os fãs de boas histórias em quadrinhos!

Star Wars, editora online, publicação mensal, R$ 7,90, um montão de páginas coloridas. A editora vende online as edições passadas e já lançou três encadernados das primeiras seis edições de seus principais títulos.


E agora um videozinho que eu tava louco para colocar e nunca tive uma desculpa:


terça-feira, 1 de junho de 2010

Especial "Como fazer Tiras?" - Entrevistas #2


Fala, molecada!
O especial "Como Fazer Tiras?" continua com força total nas entrevistas, mostrando diretamente através dos autores como é que eles preparam e executam suas tiras. Isso tá ficando cada vez melhor!
Hoje, a bola da vez é o roteirista Cadu Simões, com o qual já trabalhei uma época, à frente das tiras do atrapalhado super-herói brasileiro Homem-Grilo!
Cadu é um dos fundadores do coletivo Quarto Mundo, mas recentemente se afastou para tocar seus projetos pessoais, como Nova Hélade.
Abaixo você confere o bate-papo que tive com ele!



Clique na imagem para ampliar

1) Acho que você é um dos únicos “roteiristas de tiras” por aí, não é, Cadu? Geralmente, o próprio desenhista monta suas tiras e tal. Como funcionou esse processo no inicio, como foi a procura por desenhistas para o trabalho?

Cadu - Bem, há também o A. Moraes, que roteiriza as tiras da série Desvio, desenhada pelo Jean Okada. Não conheço mais nenhum outro roteirista que faz tiras além de nós dois, mas deve haver.
E na verdade eu nem curto fazer tiras. Exige uma boa habilidade de síntase que eu não possuo, por isso prefiro fazer HQs mais longas. Comecei a fazer as tiras do Homem-Grilo pois era uma forma mais rápida de atualizar o site do personagem enquanto o Ricardo não terminava de desenhar as HQs. As tiras também são mais práticas de serem lidas na Internet. Mas como eu disse, não é a minha praia. =)


2) O Homem-Grilo é um dos seus trabalhos mais conhecidos. Qual foi sua intenção na criação dele?

Cadu - Sinceramente eu não tinha nenhuma intenção maior com o Homem-Grilo (e continuo não tendo). Nunca levei o Homem-Grilo realmente a sério, diferente de outras HQs minhas como Nova Hélade. Mas das minhas HQs, o Homem-Grilo é a mais fácil de escrever, o que acabou gerando uma maior produção, pois não requer muita pesquisa nem estudo anterior antes de começar a escrever os roteiros.
Basicamente uso o conhecimento que já possuo pra poder escrever. Isso já não dá pra fazer com Nova Hélade, por exemplo, em que cada capítulo dessa história requer meses de estudo e pesquisa sobre mitologia e literatura grega antes de ser escrito. Mas por ironia das ironias do destino, apesar de ser a HQ que eu menos me empenhei em fazer, o Homem-Grilo foi a que mais acabou dando certo. Vai entender! =)

3) Então vc provavelmente pensou num público-alvo para essas tiras?

Cadu - Pensei. Mas com o tempo descobri que o público alvo que eu tinha pensado estava completamente errado. =)
No começo, pensei que o Homem-Grilo atinigiria um público alvo mais ou menos da minha idade, que lia muito gibi de super-heróis na adolecência, mas que depois de sagas do clones e várias crises infinitas, se cansou de ser tratado como idiota e acabou se enxendo desse tipo de quadrinhos. Mas então descobri que o público que estava lendo as HQs do Homem-Grilo não era esse que eu imaginava no começo. Esse público, aliás, ainda continua lendo e levando a sério as HQs de super-heróis, e por isso normalmente odeiam o Homem-Grilo, já que a última coisa que eu faço é levar os super-heróis a sério. =D
O público dele na verdade é uma galera muito mais nova, pertencente a geração digital, que nunca comprou um único gibi de super-herói na vida (ou mesmo qualquer tipo de gibi), mas lê muito quadrinhos na Internet, e só conhece os super-heróis como Homem-Aranha e Batman por causa dos filmes ou desenhos animados. Esse é o público que de fato lê e acompanha o Homem-Grilo. Então hoje em dia procuro criar os roteiros focando esse público, o que acabou gerando um fato curioso, pois acho que ele é o único super-herói lido por quem normalmente não lê, ou até mesmo nem gosta de quadrinhos de super-heróis. =)

4) Então, o Grilo nasceu pra quadrinhos e você acabou utilizando-o em tiras como propaganda desses quadrinhos, certo? Vc acha que o resultado no final foi satisfatório?

Cadu - No começo sim, as tiras serviam como um chamariz pros quadrinhos. Mas com o tempo, conforme as tiras foram sendo publicadas, elas acabaram reforçando o conteúdo uma das outras, e funcionando por si mesmas. Aliás, muitos leitores me dizem que gostam mais das tiras dos que das HQs. Saber disso, pra mim, foi uma supresa, o que me deixou motivado pra quem sabe algum dia, imprimir um álbum reunindo apenas as tiras dos personagens.


5) Conta como é a produção dessas tiras? O processo de roteirização antes do desenho.

Cadu - Bem, basicamente eu penso numa piada e vejo como posso melhor encaixar ela num espaço de três a quatro quadros, de forma que o timing dela, assim como o punchline, fiquem legais e criem o efeito cômico esperado. Aliás, saber dosar esse timing é algo que acho incrivelmente difícil numa tira, justamente pela minha falta de habilidade em sintetizar idéias.

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6) Você se utiliza de várias ideias da cultura pop interligados a fatos de quadrinhos de super-herói, ou seja, você descobriu um mote e tanto para produção dessas tiras, pois tem muito assunto pra discutir... isso dá oportunidade também de expor suas ideias, opiniões e perspectiva das coisas. Essa era a intenção desde o começo?

Cadu - Não, no começo minha intenção era apenas fazer uma simples paródia com os super-heróis e seus clichês. Com o tempo é que eu fui percebendo que dava pra fazer algo mais e ir além, usar outras referências culturais que nem mesmo são relacionads com quadrinhos ou super-heróis, e também adicionar uma crítica social e politica, como na sequência de tiras em que os vilões do Homem-Grilo explodem o congresso nacional e são considerados heróis por isso, invertendo completamente os valores morais, que em geral nas hqs de super-heróis costumam ser maniqueistas.

Homem-Grilo no magnífico traço de Samuel Bono.
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7) O que vc pensa sobre a produção de tiras direto para internet, não depender de “sindicatos”, editores ou de espaço em jornais? Isso quantifica, mas na sua opinião, qualifica essas produções?

Cadu - Eu acho maravilhoso. Eu mesmo nunca teria começado a fazer e publicar quadrinhos se não fosse a Internet. E na Internet descobri várias webcomics extraordinárias, melhores do que muitos quadrinhos impressos.
Afinal, uma boa HQ não é determinada pelo meio em que ela é publicada, mas sim pela habilidade de seu autor em contar uma boa história.
E essa habilidade você só ganha e desenvolve se você estiver produzindo e publicando constantemente. E não há lugar mais fácil e mais simples para publicar do que na Internet. =D

8) Vc acha que programas como Bitstrips, etc., agregam algo, ajudam essas pessoas ou é só mais um desses programas “modinha” que logo cairão em desuso?

Cadu - Como eu não desenho, sou uma pessoa que particularmente me divirto muito com esses programas. Mas eles, acredito, são mais pra se fazer tiras e quadrinhos de forma despretensiosa, como brincadeira. Se a pessoa prentende fazer quadrinhos de forma mais séria, aí esses programas já não rolam...

Clique na imagem para ampliar

9) Qual é a dica para o leitor que tem interesse em fazer tiras?

Cadu - Bem, a dica mais importante é, diferente de mim, desenvolver uma boa habilidade de síntese. =) E se for fazer quadrinhos de humor, leia as artes poéticas que tratam da comédia, desde a antiguidade clássica até os dias de hoje (comece por Aristóteles, apesar dele tratar mais em sua poética sobre a tragédia do que sobre a comédia).
E claro, além de ler sobre, você tem quer conhecer as obras dos bons comediantes, de Aristófanes na grécia antiga a trupe do Monty Phyton.
Ajuda também estudar como o humor funciona e é interpretado pelo nosso sistema linguistico. Ainda que, como os próprios linguistas alertam, ao estudar isso muitas piadas deixarão de ser engraçadas pra você (afinal, as piadas lhe serão explicadas, e todo mundo sabe que quando isso acontece, perde-se a graça), por outro lado ao saber como elas funcionam, isso o ajudará a criar e desenvolver piadas melhores ainda.

10) Vc gostaria de deixar alguma mensagem, recado, jabá, etc?

Cadu - Bem, vou aproveitar então pra divulgar a segunda edição do Sideralman, que será lançada em Outubro, e possui roteiro meu e desenho do Will (que é o criador do personagem).
Nessa edição será publicada também uma HQ de um outro personagem do Will, o Demetrius Dante, que eu também escrevi e foi desenhada pelo Laudo. É isso. =)


Se o pequeno padawan aí se interessou, pode buscar mais informações sobre os trampos do Cadu Simões por aqui:

Cesta Básica de Quadrinhos #3



Alguém aqui lembra dessa coluna? Acho que nem o dono dela lembra, rs... Que coisa feia, Sr. Skrull... Logo você que já foi tão assíduo, acabou ficando ainda mais relapso que o velhinho aqui que vos fala... rs..

Então, tá então... Vamo de Freud aqui hoje!! Vou falar das hqs Samurai, Homunculus, Vertigo 6 e A queda de Murdock.

Samurai, de Julio Shimamoto: Começando por uma velha dívida, pois falei dessa hq em outra ocasião em que "tapei o buraco do Skrull" (Bwahahaha) e disse que ia comprar e depois comentar sobre ela por aqui. A HQ, da EM Editora, traz 15 histórias de Samurais desenhadas pelo mestre Shimamoto (o "Samurai dos Quadrinhos", um dos pioneiros dos quadrinhos nacionais e considerado o autor da primeira história de samurai publicada fora do Japão).

A idéia é muito boa, republicar quase todas as estórias curtas de samurais feitas por Shimamoto, o preço é bem razoável (R$ 9,90) e o material vale a pena. Gostei bastante da arte do mestre e de sua narrativa. Nem todas estórias se passam no Japão feudal, muitas são nos dias atuais (pelo menos atuais quando foram publicadas originalmente) e algumas são estórias de terror (certamente criadas para publicação originalmente em gibis de terror). As "cenas" de combate são muito boas, mostrando bem a sequência dos golpes.

Infelizmente, a edição tem alguns problemas. A começar pelo formato reduzido (um pouco menor que o tradicional formatinho) que, logo na primeira estória, já prejudica o entendimento de uma sequência de quadros pequenos. Outro problema acontece na estória "O Duelo" cuja penúltima página tem um erro de impressão e a última aparece duplicada, o que não prejudica o entendimento mas deveria ser evitado. Apesar disso, recomendo se voce curte samurais ou estórias curtas ou um quadrinho nacional que tem qualidades reais, não sendo meramente curiosidade histórica.


Homunculus: Para não decepcionar o público do Skrull, vamos falar de um mangá aqui. Sim, eu aprendi a ler "de trás pra frente" e não me arrependi de comprar essa série. A estória é sobre o misterioso jovem Nakoshi, um "sem-teto por opção" que topa participar de uma estranha experiência proposta por um estudante de medicina: realizar uma cirurgia de Trepanação (fazer um pequeno buraco no seu crânio que poderia despertar uma espécie de sexto sentido). A partir da cirurgia, Nakoshi passa a, sempre que tapa seu olho esquerdo, ver e sentir muitas pessoas através de homunculi, representações surreais delas derivadas de problemas psicológicos que possuem. Isso leva a investigação desses problemas e aos poucos vamos descobrindo um pouco dos mistérios (e alguns "estranhos hábitos") dele e de outros personagens.

É bastante interessante e não é exatamente o que eu chamaria de uma leitura leve, porém é bastante fluida, muitas vezes com poucos diálogos e algumas boas reviravoltas. O autor Hideo Yamamoto procura ir fundo no interior de cada personagem e, se dizem que de perto ninguém é normal, aqui você encontra grandes exemplos disso. A arte dele também me agrada bastante e a premissa da revista permite imagens "mucho locas" quando mostra os homunculi das pessoas. Não deixo nunca de imaginar que se fosse um título ocidental, talvez algo da linha Vertigo, teria sido interessante ver isso desenhado pelo falecido Seth Fisher.

O mangá está na nona edição por aqui, publicado pela Panini, e lá fora está na edição 10, sem previsão que eu saiba, de lançamento da 11 ou de término da série. Comecei a comprar quando ja tinha a 6 nas bancas, eu acho, mas fui comprando a partir da 1 em comic shop até alcançar as bancas, porém tenho visto muitos volumes antigos em banca mesmo, inclusive o 1. Se voce curtiu o que eu falei sobre a HQ aqui, talvez valha uma arriscada no 1 se o achar de bobeira por ai. As primeiras edições custavam R$9,90 e a 9 já saiu por R$10,90.


Vertigo #6: E como o Skrull costuma falar da revista Vertigo, e eu também compro, vamos a última edição que acaba de pintar nas bancas (atrasada bagarai). Começa com a última estória de um arco do Constantine que, embora sempre seja legal de se ler, não foi lá grandes merda... A arte do Marcelo Fruisin casa bem com a revista, mas esse Mike Carey parece especialista em estórias medianas, não lembro de já ter ligo algo realmente fodão dele. Mas Ok, é legal, vai, dá pro gasto.
Vem então a segunda estória da Casa dos Mistérios, que estreou na edição passada. A estória de estréia foi melhor, mais intrigante, mas ainda assim curti essa. Gostei da proposta dessa série que envolve uma trama maior mas com estórias curtas no meio feitas por outra equipe criativa. Casa dos Mistérios melhorou o mix da revista, pois a anterior a ela, "Tessalíada", era bem fraquinha.
Vikings segue com uma arte muito boa mas roteiro oscilando de fraco a razoável. Não compromete a revista, é uma leitura rápida, mas podia ter coisa melhor no lugar dela. Escalpo se firmou mesmo como o melhor título da revista. A trama nunca fica estagnada, sempre aparecem novidades interessantes que te fazem querer saber o que vem agora.
Lugar nenhum tem feito jus ao nome.... Certamente botaram essa bomba por ser baseada num livro do Neil Gaiman e chamar o público de Sandman pra revista. Se o livro original é bom, não sei, mas essa adaptação por Mike Carey (olha ele de novo...) e Glenn Fabry não consegue me empolgar. Me parece que dura 9 edições ao todo, então acabará em breve, resta torçer pra colocarem algo que fortaleça o mix, como fizeram com "Casa dos Mistérios", ao invés de outra bomba. Simplesmente não acredito que não haja coisa melhor que isso na linha Vertigo pra por nesse mix.


E hoje na seção Naftalina do CBQ, Old But Gold:
A Queda de Murdock


Simplesmente essa é minha hq favorita de Frank Miller. Batman: Ano Um fica pau a pau mas..... não tem jeito... A queda de Murdock vai mais longe que a ótima versão de uma das melhores origens dos comics ( não querendo resumir Ano Um a só isso ). A queda de Murdock (Born Again no original) é uma estória de ruína e redenção como eu nunca havia lido nos quadrinhos.

Miller, novamente acompanhado da incrível arte de David Mazzuccheli (que também desenhou Batman: Ano Um) leva o Demolidor ao poço mais fundo que já vi um herói chegar: sem trabalho, crédito, teto, nome ou sanidade. Nesse processo, os sentidos ampliados do herói funcionam como torturantes ampliadores de sua miséria e Matt beira o patético ao ser facilmente derrotado em todos os níveis pelo Rei do Crime.

Tudo isso porque o Rei do Crime descobriu a identidade secreta do Demolidor. Identidades secretas tantas vezes parecem um recurso batido, herança dos primeiros e "inocentes" exemplares da Era de Ouro, mas que tipo de estrago um inimigo poderia realmente causar ao descobrir isso? Quando o Rei termina com Matt, a única coisa que lhe resta é um sopro de vida, mas seu estado é tão deplorável que parece improvável que possa se reerguer, recuperar algo do que era, sem uma grande forçação de barra no roteiro. Mas ele se reergue e nada soa forçado.

Não falei de Karen Page (a ex namorada responsável pela descoberta do Rei), Foggy Nelson, Ben Urich (outro grande herói da trama), de Maggie, do combate final contra o Bazuca (uma versão distorcida do Capitâo América), do próprio Capitão e até do infame Tucão, todos perfeitos em suas presenças, mas realmente não há mais o que dizer: TEM QUE LER. Infelizmente apenas edições antigas dessa saga estão disponíveis por aqui. Ela saiu originalmente na antiga Superaventuras Marvel, da Editora Abril e depois foi republicada pelo menos mais 2 vezes pela mesma Abril. A que eu guardo é a da capa ao lado, um encadernado em formatinho de Junho de 1990 (Demolidor Especial 2, custou Cem Cruzeiros, rs...). Já passou da hora da Panini, que felizmente lancou toda a fase anterior do Miller no Demolidor, republicar isso por aqui.

E por hoje é só, p-p-pessoal, espero que tenham curtido essas dicas.

Corram para as montanhas, a invasão começou!

A verdade está Algures
por Algures



Algures de volta momentaneamente para dar essa notícias deveras bizarra: Uma cratera simétrica de cerca de 100 metros de diâmetro surgiu do nada nas ruas da Guatemala, engolindo um prédio inteiro de 3 andares e matando 3 pessoas. Os cientistas alegam que é uma ocorrência natural, resultado das chuvas que vem castigando o país.





Chamado aqui de Ravina ou Voçoroca, são formações geológicas que consistem na formação de grandes buracos de erosão, causados pela chuva e intempéries, em solos onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo, que fica cascalhento e suscetível de carregamento por enxurradas [/wikipedia].

Já ocorreu outra ravina na Guatemala, mais precisamente em 2007. O processo geralmente é lento, mas os cientistas ainda não sabem explicar porque essa surgiu literalmente "do nada".

Enquanto os cientistas não encontram uma resposta definitiva, eu digo:

CORRAM POR SUAS VIDAS, ELES FINALMENTE CHEGARAM E COMEÇARAM O ATAQUE!!!!


Até a próxima (se houver uma proxima)
Algures