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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Arte na plantação

Sushi de Sardinha

Salve salve simpatia! Shazam na area para mais um Sushi de Sardinha, sua dose rara pra caecete semanal de cultura oriental!
Hoje trago uma galeria de fotos de deixar qualquer alien com inveja! Se você acha que desenhar um circulo no milharal é maneiro, o que você acha de um Napoleão montado no cavalo?
Curioso? Clica ae no leia mais!

A tradição começou em 1993 no vilarejo de Inakadate a 965 kilômetros ao norte de Tóquio e hoje atrai mais de 150 mil visitantes para o vilarejo de apenas 9 mil habitantes.
























































Espero que tenham curtido! Até semana que vem ou não

Referência: Na plantação, perto dos boía frias!
Banzaaaaaaaaaaaaaai lol

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Exorcismo de Anneliese Michel – Fatos

“O maior feito do diabo foi fazer todos acreditarem que ele não existe”





Tema Macabro




Desde que o ser humano foi amaldiçoado abençoado com o dom da consciência, somos instigados a nos questionar sobre as coisas que acontecem na natureza e com a nossa vida. Nosso destino está escrito? Bondade e maldade são coisas com as quais nós nascemos, ou algo que é aprendido socialmente? E de onde vem o mal? Ele sequer existe?

Tal dicotomia sempre foi o principal tema das religiões monoteístas e tem grande influência histórica principalmente dentro do cristianismo (que representa a maior parte do pensamento ocidental popular), na forma de deus e de seu maior adversário, o diabo. Embora hoje a maior parte dos padres e teólogos admitam que o diabo seja mais uma forma metafórica de ver o conceito de mal como o conhecemos, ainda encontramos um grande número de pessoas comuns que leva a palavra de forma literal, acreditando já ter tido encontros com demônios, ou até já terem sido possuídos (inclusive eu tenho um livro chamado “O Livro dos Demônios”, onde o autor, um padre, alega ter “entrevistado” de verdade diversos demônios). Eu mesmo já tive, em minha família, experiências semelhantes (embora para preservar a integridade das pessoas envolvidas, não possa falar muito a respeito). Será mesmo que tudo isso vem de nossa mente, de nossa vontade de justificar atrocidades que não acreditamos que algum ser humano seja capaz de fazer? Ou existe mesmo algum ser invisível e inalcançável pela nossa percepção e nossa ciência, que move cordas invisíveis e é capaz de nos persuadir a fazer coisas terríveis e nos tornar monstros irreconhecíveis para nós mesmos?

Estas questões não possuem resposta até hoje, mesmo em pleno século XXI. Mas o objetivo desta série de posts não é dar respostas; e sim levantar outras perguntas.

Anneliese Michel era uma garota comum que vivia num pequeno condado no estado da Baviera, na Alemanha, entre os anos 60 e 70. De família com fortes tradições religiosas, Anneliese cresceu com a palavra das Escrituras em sua consciência e levava uma vida pacata e voltada para o estudo e a religião. Mas sua tranqüilidade seria abalada por eventos que ultrapassariam a compreensão de todos ali, inclusive ela própria. Em 1969, quando tinha apenas 16 anos, Anneliese sofreu seu primeiro ataque epiléptico, seguido pouco tempo depois por alucinações, que geralmente aconteciam quando ela rezava. Não demorou para começar a ouvir vozes, entre as quais lhe diziam que era amaldiçoada. Em 1973, Anneliese já estava sofrendo de depressão e considerando o suicídio. Seu comportamento começara a ficar cada vez mais bizarro, rasgando suas roupas, comendo carvão e chegando inclusive a lamber sua própria urina.

Anneliese chegou a ser admitida em um hospital psiquiátrico, mas infelizmente os médicos pouco puderam fazer. Sua condição apenas se agravara e sua depressão ficava cada vez mais profunda. Com o tempo, começou a perceber a dificuldade de tocar, ver ou passar por símbolos religiosos e, por conta disso e de suas origens católicas, uma conhecida da sua congregação atribuiu a condição de Anneliese à possessão demoníaca, ao que fez muito sentido para a jovem, uma vez que compartilhava das mesmas crenças.

Foram 10 meses de tratamento psiquiátrico infrutífero até que, no verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando que submetessem a filha ao ritual de exorcismo. À princípio o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica no que diz respeito a essas práticas é muito restrita. Mas um tempo depois, um padre considerado perito no assunto concluiu que Anneliese já reunia condições suficientes para a realização do exorcismo e, após uma “verificação da possessão” (ou o que quer que isso signifique) feita pelo Bispo de Würzburg, foi autorizado o procedimento, que seria realizado por dois padres: o perito que levou o caso à igreja Ernest Alt, e Arnold Renz. Foram, ao todo, 67 sessões de exorcismo durante cerca de nove meses, durante os quais ela muitas vezes tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada, o que causou diversas lesões. Além disso, ela própria recusou tratamento e assistência médica durante o período, recusando-se também a comer. Essa sequência de acontecimentos levou posteriormente, em 1976, à morte da jovem, por falência múltipla dos órgãos devido ao estado avançado de desidratação e desnutrição em que se encontrava. Anneliese Michel faria, naquele ano, 24 anos.



Até hoje estes eventos são considerados controversos por diversos motivos. Logo após a comunicação do óbito, tanto os dois padres quanto os pais de Anneliese foram levados à julgamento, sendo condenados posteriormente pela promotoria por homicídio causado por negligência médica. O julgamento do processo ficou conhecido como o Caso Klingenberg, despertando grande interesse da opinião pública alemã, devido à natureza Fé X Ciência do caso (que sempre chama atenção). Enquanto de um lado havia médicos afirmando que Anneliese sofria de um raro quadro clínico que precisava ser estudado e curado, do outro havia a cautela de não culpar as crenças cristãs dos pais de Anneliese pela morte da garota, especialmente numa cidade pequena em que a quase totalidade, se não todos, eram católicos devotos. O tribunal pisava em ovos, mas tinha uma morte nas mãos que tinham uma causa clara. Ninguém sabia o que Anneliese de fato tinha, mas todos sabiam como e porque ela havia morrido.

Embora até hoje a opinião pública – hoje mundial – fique dividida no que acreditar (se na versão sobrenatural ou a médica), uma coisa é fato: Anneliese Michel, uma jovem que poderia ter tido um brilhante futuro morreu por conta, simplesmente, de sua humanidade. Talvez se ela tivesse sido levada de volta à força para um instituto psiquiátrico, forçada a comer e a tomar os remédios, a história tivesse sido bem diferente. Talvez para melhor, talvez para pior. Não dá para saber. E infelizmente, independente de crenças, essa é uma das únicas verdades absolutas da vida: Não há como voltar atrás, podemos apenas aprender com o passado e seguir em frente.

Curiosidades:
- A Igreja Católica possui critérios rigorosos para casos de possessão, que estão compilados no Rituale Romanum, publicação exclusiva da Igreja que lista as condições a serem avaliadas e testadas para se confirmar uma possessão. Em 1999, foi apresentada uma nova versão do livro, revisada e atualizada, que é oficialmente adotado por toda a igreja católica até hoje;
- Posteriormente uma comissão da Conferência dos Bispos Alemães declarou que Anneliese Michel não estava possuída de fato (nota do autor: legal eles terem decidido isso só DEPOIS que ela morreu. Parabéns, campeões);
- O vídeo deste post é extraído das fitas de áudio gravadas durante os rituais de exorcismo, uma das exigências da igreja católica para autorizar o ato. O áudio está no original em alemão e talvez por isso (ou não), ele pareça tão assustador;
- Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário. Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas.
- Embora a igreja católica hoje admita a não possessão de Anneliese Michel, o Papa Bento 16 abriu um curso para a formação de exorcistas (obviamente, apenas para padres).


Na próxima Madrugada:
Vamos analisar o caso de Anneliese Michel através da ficção, usando uma perspectiva sobrenatural. Na próxima semana, O Exorcismo de Anneliese Michel – Emily Rose.

domingo, 9 de janeiro de 2011

PalhetaA

Statu quo (da expressão in statu quo res erant ante bellum) é uma expressão latina que designa o estado atual das coisas, seja em que momento for. Emprega-se esta expressão, geralmente, para definir o estado de coisas ou situações.
Na generalidade das vezes em que é utilizada, a expressão aparece como "manter o statu quo", "defender o statu quo" ou, ao contrário, "mudar o statu quo".
O conceito de "statu quo" origina-se do termo diplomático "in statu quo ante bellum", que significa "no estado (em que se estava) antes da guerra".
Na realidade, a expressão não define necessariamente um mau estado, e sim o estado atual das coisas. Em uma citação, por exemplo, "Considerando o statu quo...", considera-se a situação atual.
(Segundo o Wikipedia).
Eu tenho outra concepção de Status Quo... clica ai.

A banda foi formada em 1962, na Inglaterra. É formada por Francis Rossi (guitarra, vocalista), Alan Lancaster (baixo), Rick Parfitt (guitarra, vocalista) e John Coghlan (bateria). Mas algumas alterações na formação original em 1981 e 1985 sairam John Coghlan e Alan Lancaster, respectivamente. Pra quem nunca ouviu falar da banda e que tipo de som os caras fazem, eu indico o vídeo abaixo para apresentação.
Psicodelia total mermão!!
Esse foi o primeiro grande sucesso da banda que atingiu o número 7 nas paradas inglesas rapidão e “Ice In The Sun” atingiu o oitavo lugar nas paradas. Bastou para que a banda conseguisse produzir seu primeiro álbum de estúdio, “Picturesque Matchstickable Messages from the Status Quo” Não tinham outro nome mais complicado pra batizarem essa porra, então foi esse mesmo. Com o passar do tempo a banda foi meio que se enchendo do rumo que a coisa estava indo, musicalmente falando...e aqui entre a gente som psicodélico é chato bagarai (Pink Freud que me desculpe!). Começaram a notar que a imagem da banda aliada ao som podiam melhorar, e mudaram as duas coisas...deixaram os cabelos crescerem e aplicaram um peso maior nas composições.

Beeeeem melhor hein? Rock and Roll cláassico! Foi nessas mudanças que o Lynes deixou a banda alegando que o som mudou e mimimi, ta muito pesado, mimimi eu tenho medinho e mimimi. Daí pra frente só cresceram como banda e como músicos, vieram discos e o sucesso...alcançaram o ápice quando “Down Down” chegou no topo da parada britânica, ai nego segura os caras! O Quo começou a fazer clássicos atrás de clássicos nessa época, logo perceberam que a evolução “pedia” um tecladista (Andy Bown).
(Eu particularmente acho essa umas das melhores!!)

Essa fase da banda durou até 1984 quando a banda, cansada, anunciou que estava encerrando suas atividades... Bobby Geldof conseguiu reunir a banda de novo, em 1985 para tocar no "Live Aid" ai fodeu, não conseguiram ficar longe dos palcos, já que a recepção da banda foi fantástica. A merda foi que Rossi e Lancaster não concordavam em nada, musicalmente falando. Parfitt tomou o partido de Rossi e Alan pegou suas coisas e saiu da banda. O "novo" Quo incluia 2 novos membros, Jeff Rich na bateria e John "Rhyno" Edwards no baixo. produziram cada vez mais músicas leves ao invés do estilo pesado dos anos 70, não que isso seja ruim, mas mudaram o estilo uma vez mais. Em 1991 Rossi conseguiu produzir “Rock Till You Drop” que relembra os bons tempos do Status Quo, aquele rock and roll contagiante e alegre. O disco comemorava os 25 anos de amizade entre Rossi e Parfitt que lindo não? No ano seguinte rolou até um ao vivo “Live Alive Quo” que é excelente! Em 1996, “Don´t Stop” celebrou os 30 anos de Rossi e Parfitt e da banda...sei não essa coisa de comemorar amizade é coisa de...deixa pra lá. O Quo ainda está na ativa, inclusive tocando covers e meadleys, que eu acho fodaralhaço!
Duvido que você ai não ficou batendo os pezinhos embaixo da cadeira! =D

Leeeeet´s Rock! Duende Amarelo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CinemaScope: Adaptações de HQs em 2011


O Plantão do Monitor mudou de casa, mas não signifique que ele vai parar de trabalhar aqui no Uarevaa! Esse aqui é o CinemaScope, onde falarei de filmes e sobre cinema especificamente. E mantendo a tradição, vamos falar dos filmes que chegaram esse ano, começando com adaptações de quadrinhos fora do eixo Marvel/DC, e se estendendo pelo mês afora com os filmes obscuros e adaptações da Marvel e DC. Clique no leia mais e vamos em frente!


Ah, os quadrinhos. A nona arte conseguiu neste ultima década ganhar respeitabilidade dentro do mundo concorrido de Hollywood e se tornou um dos pilares principais para a sobrevivência da industria. Mas mais do que isso, nestes anos que se aproximam, especialmente 2011 e 2012 os filmes adaptados de quadrinhos vão lançar tendências e estabelecer pilares de como fazer filmes, sejam eles espetáculos ou obras densas. Como foi dito acima, os filmes aqui citados são obras fora do eixo das grandes editoras, mas que não significa que também não sejam grandes histórias. (Observação: as datas presentes são nos lançametos nos Estados Unidos)

Besouro Verde (14 de janeiro)
De: Michael Gondry Com: Seth Rogen, Christoph Waltz, Jay Chou, Cameron Diaz

Atualmente sendo publicado pela Dynamite, Besouro Verde já passou por todas as mídias: filmes, seriados de TV, programas de rádio e, obvio, quadrinhos. No filme que chega esse mês nos States (fevereiro em terras brasilis). O playboy vagabundo Britt Reid (Seth Rogen) vivia na gandaia, até que sei pai, um milionário do jornalismo é assassinato. Assumindo o jornal do pai, ele decide junto com Kato (Jay Chou) , antigo assistente do seu pai, derrotar o mundo do crime dominado por Chudnofsky (Christoph Waltz) assumindo a identidade de Besouro Verde, e com um modos operandi bem curioso: agindo infiltrado nos bandidos para depois destruí-los por dentro.

Bem, meu único contato com o personagem fiz com a serie de TV na década de 60, e sempre achei que era tudo aquilo que o seriado do Batman com Adam West deveria ter sido e não foi. Além do milagre que esse filme já sair, e das reações que dizem que fará todos aqueles que xingaram o filme iram queimar a língua, meus únicos motivos para eu ter fé no filme são: Seth Rogen e Evan Goldberg nunca escreveram um filme ruim, Gondry na direção, e a possibilidade de termos o primeiro filme com um super herói cafetão na historia do cinema HAHAHAAHAHAHA.


Dylan Dog: Dead of Night (Março 2011)
De: Kevin Munroe Com: Brandon Routh, Peter Stormare, Sam Huntington, Anita Briem, Brian Steele

Bem, como vocês perceberam, o filme não saiu ano passado, mas tem data pra sair em 2011 na Itália (Março) e na Rússia (fevereiro), mas por enquanto sem sinal nos States ou outros países. Os trailer até então revelados não melhora a má situação perante os fãs e o publico, mas Kevin Monroe disse que os trailers não condizem com o atual status do filme. É ver para crer. Já falei dele muito no ano passado.


Priest (13 de maio)
Dirigido por: Scott Charles Stewart Com: Paul Bettany, Karl Urban, Maggie Q

Num mundo pós-apocalíptico, vampiros e seres humanos estão em conflito por gerações para a sobrevivência da espécie.Num mundo dominado pela Igreja Católica, um padre (Paul Bettany) que era um antigo herói de guerra vive renegado neste mundo, até que sua sobrinha Lucy (Lily Collins) é seqüestrada por uma gangue de vampiros liderada pelo Chapéu Negro (Karl Urban). Agora ele será obrigado a se juntar a membros da Igreja (Maggie Q), o namorado de sua sobrinha e um xerife(Cam Gigandet) para salvar a garota e punir os culpados. Baseado no manhwa (mangá coreano) da CHAMP/TokyoPOP.

Se vocês pararem e perceberem, nestes últimos anos o western está voltando com força total, especialmente aqueles que adicionam outro estilo ao consagrado velho oeste.Começou com o remake de 3:10 to Yuma, mas teve o BOOM com “Onde os Fracos não tem Vez”, e agora o estilo genuinamente americano tenta reencontrar seu espaço nesses tempos moderninhos.Ano passado o que mostrou ser um resultado sucessivo de “western misto” foi O Livro de Eli, e depois do remake de True Grit pelos irmãos Coen, o gênero volta a ganhar força. Jonah Hex perdeu a oportunidade de ser um dos grandes nesta nova onda, porem Priest corre o mesmo risco de não saber onde western começa e o sci-fi termina, limite esse determinado pela reação do publico. Observação: nunca li a revista, pra mim o filme vai ser bom ou um massa-véio extravaganza que nem legião.


Cowboys & Aliens (29 de julho)
Direção: Jon Favreau Com: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Sam Rockwell

No velho oeste, um homem sem memória chamado Jake Lonergan (Daniel Craig) acorda no meio do deserto do Arizona com um estranho dispositivo em seu pulso.Chegando a uma pequena cidade comandada a mão de ferro pelo xerife Woodrow Dolarhyde (Harrison Ford), ele descobre que é procurado por assassinato e condenado a forca. Mas nada iria preparar eles para uma invasão alienígena, abduzindo e destruindo boa parte da cidade. Sem saber como mas percebendo que tem ligação direta com os invasores, Jake terá que ser o elo entre índios e os sobreviventes das cidades caso eles queriam ver o dia de amanhã, preparando uma ofensiva contra os alienígenas. Baseado na graphic novel da Platinum Comics.

C&A também é outro dos westerns mistos que tentaram firmar o gênero Western de volta a audiência. Mas diferente de Priest, ele tem certas vantagens por causa do hype ( e competência) dos envolvidos: fato esse comprovado quando Jon Favreau botou a ultima San Diego Comic Con abaixo com a presença de Harrison Ford no evento, junto com o respeitável/impressionável trailer, mais com o elenco competente. Mas além de ser um filme que tenta firmar um gênero a um publico que não está tão acostumado mais com faroestes, esse filme é a prova de ferro de Favreau que quer mostrar que não precisa do Homem de Ferro para chutar bundas, além de ser a primeira história em quadrinhos adaptada de uma editora criada por um estúdio de cinema, mostrando que há muito mais em jogo do que se pode pensar.


Os Smurfs (3 de agosto)
De: Raja Gosnell Com: Hank Azaria, Neil Patrick Harris, Sofia Vergara

Se no desenho Gargamel que comer os Smurfs, no filme ele vai querer ele para fazer ouro e ficar RYCOOOOOOOOH! Mas, durante a perseguição aos azulzinhos, ele acaba despachando os Smurfs para o meio do Central Park em Nova York, tendo como únicos aliados os humanos Johan (Neil Patrick) e Odile (Sofia Vergara). Agora na cidade grande, Gargamel e os Smurfs vão aprontar todas na Sessão da Tarde.Baseado nas tirinhas feitas pelo cartunista belga Peyo.

Bem, vocês não querem profundidade psicológica e densidade narrativa num filme infantil, então mesmo que você fique pagando de “sou Cult demais pra isso” vocês vão dar uma olhada uma hora ou outra, afinal todos ainda curtimos aquilo que gostamos da infância. Espero diversão descompromissada.E Neil Patrick Harris rules.


Conan O Bárbaro (19 de agosto)
De: Marcus Nispel Com: Jason Momoa, Ron Perlman, Rose Mcgowan, Stephen Lang

O reboot do personagem dos cinemas mostra o básico: temos Conan (Jason Momoa), único sobrevivente de uma aldeia devastada pelo cruel Khalar Zym (Stephen Lang) , rondando os mistérios e perigos do mundo de Hyboria para cumprir sua vingança em nome de CROM! Atualmente o personagem é publicado pela Dark horse.

Bem, o filme que todos estão cagando e andando este ano é Conan. Entre os motivos da falta de confiança são a duvida se o protagonista vai dar conta do recado e se podem recontar uma historia que foi muito bem feita por Arnold Schwarzenegger no primeiro ( e clássico) Conan. Mas por ter Ron Perlman e Rose Mcgowan como uma bruxa de roupinhas curtas, e também por ser Conan, vale o voto de Minerva. Apesar deste filme usar os livros mais como base, é inegável e perceptível nas fotos da produção a influência dos quadrinhos da Dark Horse.

A Invenção de Hugo Cabret (9 de dezembro)
De: Martin Scorsese Com: Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Asa Butterfield, Chloë Moretz Jude Law, Ray Winstone , Christopher Lee

Baseada na graphic novel de Brian Selznick, é uma historia fictícia baseada na vida de Georges Méliès, um dos primeiros diretores de filmes do mundo, que fez o clássico Viagem a Lua. A historia mostra o jovem Hugo Cabret (Asa Butterfield), que mora com seu pai (Jude Law) dentro de um relógio na estação de Paris. Quando seu pai morre, ele descobre um pequeno andróide, mas tem um problema: ele não sabe como ligá-lo. Na sua busca para resolver esse mistério, ele encontra vários personagens, como a excêntrica garota Isabelle (Chloë Moretz, puro awesomess) e o próprio Georges Méliès, interpretado aqui por Ben Kingsley.

Martin Scorsese vem fazendo um filme foda atrás do outro e aqui vai ser sua primeira experimentação com o 3D. Além do elenco impressionante, a historia parece ser bem bacana, e espero que até o lançamento do filme eles tenham vergonha de publicar isso por aqui, porque a arte é linda e a historia parecer ser muito boa. Tintin por Jackson e Spileberg e Scorsese com Hugo Cabret deixará o mês de dezembro tenso...

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne (28 de dezembro)
De: Peter Jackson/Steven Spielberg Com: Jaime Bell, Daniel Craig, Simon Pegg, Nick Frost, Cary Elwes, Andy Serkis

Baseado nas histórias clássicas de Hergé, O Segredo do Licorne mostra Tintin (Jaime Bell) e o capitão Haddock (Andy Serkis) ao encontro do tesouro do antepassado do capitão. Eles partem para encontrá-lo com a proteção de um fugitivo da prisão, assim como os detetives Thompson e Thomson (Pegg e Frost).O filme reúne 3 historias do personagem em uma só, no caso O Segredo de Licorne, O Caranguejo das Pinças de Ouro e O Tesouro de Rackham o Terrível.

Bem, temos dois dos maiores diretores da historia do cinema juntos, filmando uma dos melhores quadrinhos que o ser humano já ousou criar. Sendo curto e grosso: pra esse filme ser ruim tem que fazer muita, mas MUITA merda com o personagem. A idéia é de fazer uma cinesserie com o personagem englobando sempre 3 HQs em um filme, em trilogias, sendo que nesta primeira Jackson e Spielberg dirigirá dois filmes separadamente, e o terceiro filme juntos, usando, abusando e evoluindo a técnica de motion capture, abrindo infinitas possibilidades com o personagem.Só lembrando que Tintin não é novato nas telonas, já saíram 3 filmes com o personagem antes destes.

Bem gente, acabou por aqui. Nos vemos na próxima semana!

Podcast Uarévaa #28 - O MAKING OFF


OLÁ, MEUS AMIGAS!!


Toda gravação desse podcast é uma zona!! Falamos um monte de merdas que acabam não entrando nos pods, ou por serem off-topic, ou pra que o pod não fique gigante e até papos paralelos e erros de gravação.

Hoje o "cara da edição" fez uma coletânea dessas bagunças pra gente ter uma semaninha de descanso. É, só a gente, o Marcelo não teve descanso.... Bwahahaha

E ainda, a volta do Momento Uarévaa com Freud, Zenon, Marcelo e Vini.

Novamente eu digo: Se você é leitor/ouvinte fiel do Uarévaa, siga adiante, senão... bom, eu recomendo ouvir outro Podcast Uarévaa de algum tema que te agrade mais. SIMBORA!!




(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")


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E agora tamo até no iTunes, rapá!!!





Comentado no Podcast Momento Uarévaa

- Possíveis spoilers do filme do Thor: AQUI

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Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast!! 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Mundo Assombrado pelos Demônios

Uaréview

Por Rafael Rodrigues

“A mente crédula [...] experimenta um grande prazer em acreditar em coisas estranhas, e quanto mais estranhas forem, mais facilmente serão aceitas; mas nunca leva em consideração as coisas simples e plausíveis, pois todo mundo pode acreditar nelas.”
Samuel Butler, Characters




Aliens, OVNIS, astrologia, bruxaria. Temas que causam arrepios para muitos, mas que para a maioria dos cientistas não passam de superstições defasadas. Embora hoje tenha aumentado o número de cientistas que assume uma postura crítica e cética em relação a esses elementos (mas ainda existam muitos que preferem não se envolver em nenhuma discussão para não polemizar), Carl Sagan foi um dos mais populares a iniciar uma quase cruzada contra as chamadas pseudociências*.


Carl Sagan é um nome indiscutível. Astrônomo e escritor, o cientista foi um dos grandes pilares da ciência moderna, tendo trazido imensas contribuições para nosso compreensão do universo e valorização da ciência. Foi um dos maiores defensores da popularização da ciência (no sentido de difundi-la para todos, não distorcê-la para parecer outra coisa como costuma fazer a mídia popular), tendo criado programas como a série Cosmos e livros como Contato (que também virou filme, um dos preferidos do nosso colega Shazam).

Mas o que talvez muita gente não saiba sobre Carl Sagan era seu empenho em fazer as pessoas entenderem o que é realmente ciência. Atualmente, é fácil assumir que todo mundo sabe o que ciência quer dizer, mas infelizmente isto não poderia estar mais longe da verdade. Remédios que tratam de problemas de desequilíbrio energético, misticismo quântico e contatos com seres alienígenas são apenas alguns exemplos de temas que usam o nome da ciência para vender ao público algo que é tudo, menos científico. Embora a superstição não seja uma coisa nova, vinda desde os primórdios da humanidade – e, de fato, do ponto de vista evolutivo superstição já foi muito útil para o homem primitivo que não conhecia tanto a natureza e seus fenômenos e precisava ficar atento aos perigos que poderiam ocorrer – há nas últimas décadas uma preocupação com o mau uso da credibilidade que a ciência traz para validar tradições e crenças que custam a desaparecer do imaginário popular.

Um grande exemplo é a física quântica, que devido às suas características exóticas, caiu como uma luva entre os místicos que precisavam desesperadamente de uma forma de validar suas crenças – e na quase totalidade das vezes justificar suas fontes de renda. Uma vez que as particularidades da física quântica são esquisitas e difíceis de entender até para os cientistas (inclusive um deles cunhou uma frase que se tornou famosa entre os especialistas: “Se você acha que entendeu a física quântica, é porque você não entendeu nada da física quântica”), imagine então para as pessoas comuns. Logo, com o rótulo de “comprovadas cientificamente”, muitos absurdos são proferidos e descritos como parte da física quântica, quando não são nada mais do que besteirada pura que não tem nada a ver sequer com ciência.


O que nos traz aO mundo Assombrado pelos Demônios – A Ciência Vista como uma Vela no Escuro. O livro, escrito no agora um pouco distante ano de 1996, nos traz uma luz sobre as principais pseudociências e como podemos, nós que somos pessoas comuns que não estamos dentro da “panelinha” e não somos cientistas, nos prevenir e identificar tais fraudes, separando o joio do trigo do que é realmente ciência e o que não é.

Eu sei que muitas pessoas acham que superstições são, até certo ponto, saudáveis, principalmente se trouxerem conforto às pessoas. Eu discordo. Numa hipótese análoga, seria o mesmo que dizer que é aceitável o governo esconder uma epidemia com a desculpa de não querer provocar pânico na população. A verdade DEVE ser encontrada e disseminada. E, correndo o risco de parecer contraditório, como diz a própria bíblia: “A verdade os Libertará” (nota: É impressionante como essa frase nunca é vista em seu escopo por quem lê a Bíblia, mas isto é assunto para outro post). Por isto eu concordo com Carl Sagan quando ele diz que, por mais que a ciência tenha suas falhas, por enquanto ela é a melhor coisa que temos para explicar a realidade.

O Mundo Assombrado pelos Demônios tenta alertar de forma geral sobre os perigos da pseudociência (a mais evidente e imediata é, é claro, o seu bolso), mas destaca alguns temas que permeiam o imaginário popular há muitas décadas e, mesmo tendo sido desacreditados pelos cientistas, ainda continuam firmes e fortes, como a (não) ida do Homem à Lua, a face em Marte, alienígenas, o acobertamento do governo com relação aos ETs, bruxaria e outros. É uma leitura extremamente agradável, embasada bibliográfica e cientificamente e, diferente de Deus, Um Delírio de Richard Dawkins, muito mais suave e bem menos incisiva. É um verdadeira mostra de uma argumentação razoável e plausível, que, para aqueles sem a “Síndrome de Fox Mulder” (a predisposição a acreditar em qualquer coisa, mesmo sem nenhum evidência confiável), vai ser difícil voltar a acreditar firmemente em discos voadores, cristais e forças sobrenaturais.

O livro foi publicado aqui (na edição mais recente) pela Companhia das Letras. O preço vou ficar devendo (porque comprei há um bom tempo e, como sempre, com várias outras coisas juntas). No entanto, sei que está disponível na Saraiva por R$ 30,50**, o que é um preço muito bom. Vale a pena adquirir O Mundo Assombrado pelos Demônios – A Ciência como uma Vela no Escuro para quem quer um sopro de sanidade em um mundo cada vez mais mergulhado numa nova era das trevas.


Nota: 10 (e olha que não dou nota máxima para qualquer coisa)


P.S.: Vale lembrar que falamos de alguns assuntos que passam pela pseudociência nos podcasts Uarévaa. Se não ouviram ainda, confiram o de Alienígenas, o de Fantasmas e o de Viagens no Tempo.
P.S2.: Para quem se interessa por ciência de verdade, fica a ótima dica do nosso leitor Beetlejuice, o programa Fronteiras da Ciência, uma iniciativa do Depto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que conta com cientistas de diversas áreas e visa tratar de diversos assuntos e fazer a distinção entre o que é ciência e o que é pseudociência. Altamente recomendável.

*Pseudociência, caso não tenha ficado claro durante a leitura do post, é tudo aquilo que usa jargões científicos, palavras rebuscadas, termos e explicações que usam conceitos científicos para validar algo que na verdade não tem nada de científico (e que quase nunca tem a ver com as argumentações que usam).
**Este não é um post patrocinado pelo Submarino, mas se o site estiver interessado em contribuir com algum, estamos aí.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Masters of Horror

“Ela chegou. Sua alma está em perigo.”
Masters of Horror





Tema Macabro




Tudo começou em 2002, quando um documentário de 2 horas para um especial de Halloween foi desenvolvido com o nome de Masters of Horror. Apresentado por Bruce Campbel (da cinessérie Evil Dead e mais recentemente o filme My Name is Bruce), o programa trazia entrevistas com grandes diretores do cinema de terror, entre eles Wes Craven (A Hora do Pesadelo, As Criaturas atrás das Paredes), Tobe Hopper (O Massacre da Serra Elétrica), John Landis (Um Lobisomen Americano em Londres, Os Irmãos Cara de Pau), John Carpenter (Halloween), Guillermo Del Toro (A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno), George Romero (A Noite dos Mortos-Vivos, Exército de Extermínio), Stuart Gordon (Re-Animator) e Dario Argento (Suspiria, Trauma).

Foi então que Mick Garris, colaborador de Stephen King em suas várias produções para a TV, decidiu convidar todos estes realizadores para um jantar, onde discutiram diversas ideias sobre o gênero. Diversos jantares se seguiram depois e, eventualmente, surgiu a ideia de se fazer uma série. Foi criado então Masters of Horror.



A ideia por trás da série é simples: Um formato de antologia, onde cada episódio é uma história fechada por si só, cada uma dirigida por um nome reconhecido do cinema de terror. Cada diretor tinha em mãos um orçamento de um milhão e meio de dólares, com total liberdade para filmarem o que quisessem. Mas com apenas um adendo: todos os episódios deveriam ser filmados em Vancouver, Canadá, e em apenas dez dias (cada episódio). O resultado, longe de ser insatisfatório, é uma série que lembra muito o formato de Além da Imaginação e é indispensável para os fãs do gênero.




A série foi exibida nos EUA pelo canal Showtime (o mesmo que exibia a série Dead Like Me) e teve duas temporadas com 13 episódios cada e contou com diversos diretores renomados do terror (embora alguns não muito conhecidos pelo público em geral), mas nem todos os Mestres do Horror “originais” puderam participar da iniciativa. Não sei dizer se a série passou no Brasil (tenho a impressão que sim), mas infelizmente ela não foi lançada em DVD no Brasil. No entanto, alguns episódios foram lançados separadamente como se fossem filmes isolados. Na falta da série inteira, procurem estes episódios que foram lançados em DVD, pois valem muito a pena.

Curiosidades
- O episódio Jennifer, dirigido por Dario Argento, é baseado em uma HQ curta dos anos 70 escrita por Bruce Jones;
- Dance of the Dead é um episódio escrito por Richard Christian Matheson, baseado num conto escrito por seu pai, Richard Matheson;
- Haeckel's Tale é um episódio baseado num conto de Clive Barker;
- Imprint, o último episódio da primeira temporada estava programado originalmente para ser veiculado entre os primeiros episódios, mas foi adiado por ser considerado perturbador demais (eu mesmo não consegui assistir o episódio inteiro sem fechar os olhos algumas vezes - é sério);
- Nomes como Eli Roth (O Albergue), David Cronenberg (A Mosca), Hideo Nakata e Rob Zombie foram cotados para a série, mas não puderam aceitar devido aos seus outros projetos;
- Está sendo discutido uma série chamada Masters of Italian Horror, com os grandes diretores italianos de terror como Lamberto Bava e Umberto Lenzi.


Na próxima Madrugada:
Dizem que a verdade é mais estranha que a ficção. Apenas sei que às vezes ela é muito mais assustadora. Na próxima semana, conheçam a história real sobre O Exorcismo de Anneliese Michel.

JOGUINHO

Uma história sobre a caixinha de areia do pátio da escolinha do filho do vizinho vesgo marido da dona Cleusa. - Ou A Origem!


Bom dia para tarde nobres 5 leitores. Ano novo, cueca nova e mesma ladainha de sempre. Atendendo a sugestão de um cara que não lembro o nome, hoje eu vou falar de jogos. Não qualquer joguinho de bosta não, vamos falar dos mais fodões jogos do universo! Cujo enredo fabuloso e muito bem administrado já valeu horas de desocupação e diversão! Vamos falar de RPG!

Se quiser ler mais, já sabe onde clicar. Se não quiser vá pra #*%$ que o $#@%*!


Vamos começar com uma historinha, afinal, sou formado em história e adoro exercer minha profissão. Vamos começar com o ano de 1994, ano que o Brasil ganhou o treta, ano em que a vizinha gostozona me dava mole, ano em que aumentei exponencialmente minha coleção de gibi.

Eu já jogava Phantasy Star no Máster, (manja a versão inteiramente em português?) e já detonava minha cachola jogando Shinning Force sem entender merda nenhuma de inglês. Já tinha lido um ou dois livros jogos do Steve Jackson, Aventuras Fantásticas, mas nada havia me preparado para esse fatídico dia.

Estava honestamente matando aula quando avistei ao longe uma bela casa velha com um pusta dum dragãozão vermeião pintado em toda sua fachada, curioso me perguntei que diabos era aquela merda foda e quando menos percebi já tinha entrado no lugar. Foi minha primeira vez em uma nerdolândia, lá tinha de tudo: gibis importados, livros chubidubas, bonequinhos bacanudos, cards, dados estranhos, fitas de videogame, jogos de tabuleiro e ausência de mulheres, caras cheios de espinhas...


Sem avisos uma luz se iluminou em uma estante ao som de Blind Guardian: lá estava aquela caixa preta com um dragão vermelho estampado na capa, a coisa sabia meu nome e me chamou carinhosamente como uma puta barata! No dia seguinte roubei a cartela de passes da minha mãe e comprei o jogo!

Todo pimpão chamei meus amigos para testar o jogo estranho. Com o manual de mais de trezentas páginas na mão esquerda e uma caralhada de dados na outra mão, comecei a aventura nas masmorras de Zanzer Tem, o objetivo era escapar do lugar enquanto o trouxa do carcereiro, Axel marcava toca. Iniciava ali uma longa jornada de diversão sem igual, tardes ensolaradas longe das piscinas e mulheres, sábados à noite em volta de uma mesa bebendo Fanta Uva e discussões acaloradas sobre anões, cyborgs e vampiros em busões lotados!


Anos se passaram e minha experiência dava saltos a cada sistema novo que jogava. Diferente de muitos que conheço, nunca gostei de ser jogador, sempre preferi ser o mestre do jogo, controlar apenas um personagem e ter de somente reagir à história sempre foi muito frustrante, gosto mesmo de ser o participante mais importante do jogo, controlar tudo, dar ordens e ser o centro das atenções! Justamente por gostar tanto de criar, manipular e fazer meus jogadores se divertirem, hoje me considero humildemente um pusta mestre fodão bacarai!


Na próxima matéria vamos falar de Legend of The Five Rings, meu RPG favorito.

乾杯 !!!