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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bruxaria – Na Ficção

“Tente controlar seu temperamento. Lembre-se,‘Paz na terra, boa vontade aos homens’ também inclui bruxas.”
A Feiticeira





Tema Macabro




Existe uma infinidade de obras através dos séculos nas mais diversas mídias que se utilizam da bruxaria, das bruxas e de seus derivados, que é até injusto querer listar todas, uma vez que é impossível conseguir lembrar ou encontrar referências de todas. Vamos nos ater então apenas a algumas obras de ficção importantes em diversos aspectos (e quaisquer outras não especificadas aqui podem ser lembradas nos comentários por quem conhece mais o assunto).

Não existem muitas pesquisas sobre bruxaria na cultura popular, até porque é um conceito que há muito é utilizado (talvez o mais antigo utilizado na ficção, em relação a mitos como vampiros ou lobisomens). Provavelmente as primeiras obras de ficção remontam à mitologia antiga, como a grega, romana, egípcia, escandinava, entre outras, ainda associando a bruxaria às forças da natureza e colocando tais poderes nas mãos dos deuses. Em termos de bruxaria como a conhecemos, mais especificamente descrita e relacionada à práticas de humanos que possuem o poder de manipular forças sobrenaturais durante o fim da idade média, podemos citar Macbeth, peça de William Shakespeare escrita entre 1603 e 1606, que traz 3 bruxas que informam Macbeth que ele está destinado a ser rei.

Na literatura encontramos também um sem número de obras relacionadas, entre as quais podemos destacar as bruxas malvadas que são presença constante nos contos de fadas, além de histórias como As Brumas de Avalon, As Bruxas de Eastwick, a série de Livros de Harry Potter, Stardust, de Neil Gaiman, todos tendo sido adaptados para o cinema.



Falando em cinema, uma das obras mais antigas sobre o tema (se não a mais antiga) é The Witch, de 1916, do qual se tem muito pouca informação sobre; entre os anos 20 e 30 temos basicamente um filme sobre bruxaria por ano (e só em 1916 temos The Mysterys of Myra, Witchcraft e Joan the Woman – no cinema americano), destacando-se Häxan, um filme mudo sueco de 1921, o clássico Mágico de Oz, I Married a Witch, uma comédia romântica de 1942, La Strega in Amore, filme italiano e o horror The Witches, da Hammer, ambos de 1966, Season of the Witch, filme de baixo orçamento de George Romero de 1972, o clássico Suspiria de Dario Argento, de 1977 e A Bruxa de Blair, só para citar alguns.



A televisão também produziu muitas bruxas famosas, dentre as quais vamos destacar Samantha, da clássica série A Feiticeira (que teve uma versão cinematográfica recentemente, com Nicole Kidman e Will Farrel); Willow, presença marcante em Buffy, a caça-vampiros, a série adolescente Sabrina, a Feiticeira e a série Charmed, que ajudou a trazer de volta a popularidade das bruxas “boazinhas”.



Os quadrinhos também já lidaram com o tema muito mais vezes do que podemos contar, mas destaco aqui alguns persoangens como a Feiticeira Escarlate, Encantor, Agatha Harkness e Doutor Estranho na Marvel; Zatanna, Ametista, Enchantress, Traci 13, Feiticeira Branca, Sargon, Doutor Oculto, Cigana e Zatara na DC (citando apenas alguns). Além disso, podemos citar também W.I.T.C.H., hq em estilo manga originalmente publicada na Itália, mas que obteve grande sucesso em diversos países do mundo.

Obviamente, não há com cobrir tantas obras baseadas no tema, mas as histórias citadas aqui mostram a variedade e abrangência da bruxaria na cultura pop (e isso que eu nem cheguei a citar as influências no mundo da música, ou este post ficaria extenso demais).


Curiosidades:
- Em 2004 foi produzida um versão japonesa da série A Feiticeira, chamada de Okusama wa Majo (também conhecida como Bewitched in Tokio);
- Foi desenvolvido o piloto de uma série spin-off de Charmed, chamada Mermaid, protagonizada por uma Sereia, que não decolou;
- Ainda sobre Charmed, a Zenescope Entertainment publica atualmente uma série em quadrinhos baseadas na série.


Na próxima Madrugada:
E a série de posts sobre bruxaria encerra-se discorrendo sobre qual o lugar da bruxaria no mundo de hoje em Bruxaria – Na Atualidade.

domingo, 8 de maio de 2011

PalhetadA

Hoje eu falo sobre uma banda que eu sempre quiz mas dava sono... -. -
 MAS É CLÁSSICA!!! E vale a pena conferir... Vai por mim.


REM é uma sigla para um dos estágios do sono! É durante o REM que sonhos ocorrem, a fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo... Sabendo disso, surge em 1980 a banda montada por Michael Stipe (vocalista) Peter Buck (guitarra) Mike Mills (Baixo) e Bill Berry (bateria) o R.E.M! Ok, na verdade eles eram amigos que notaram que nas festinhas da faculdade ter uma banda podia render algumas coisas interessantes...e acabou vingando!

O Primeiro show rolou numa igreja abandonada, na festa de um amigo e daí pra frente começaram a tocar em barzinhos, restaurantes e claro...mais festas por todo o país. Com issoa banda foi agradando e meteram as caras pra lançar em 1981 o compacto “Radio Free Europe” e logo na sequencia em 1982 a banda conseguiu um contrato com a pequena I.R.S e gravam o EP “Chronic Town” e um ano depois gravam o primeiro álbum, “Murmur” que bateu vendas de bandas já consagradas como U2, que tinha lançado o álbum War e também Michael Jackson com Thriller (Lembrando que foi durante muito tempo o disco mais vendido da história).

Com o grande sucesso do primeiro álbum a galera se empolgou legal e se trancou no estúdio por 11 dias e dali sai o segundo “Reckoning” e um ano depois sai Fables of the Reconstruction, o terceiro álbum e o maior sucesso até então, com destaque para a música "Feeling Gravity´s Pull" álbum esse que quase colocou um fim a banda por discussões sobre que rumo a banda levaria dali pra frente.

Em 1986 sai “Lifes Rich Pageant” e consegue o seu primeiro disco de ouro com a música “"Fall on Me” ainda no mesmo ano sai outro CD da banda “Document” e descolam um disco de platina com o som “The One I Love” estavam pegando o jeito do sucesso definitivamente. Dois anos se passam e em 1988 ocorrem vários fatos que marcaram a banda, sendo três de muita importância: O lançamento do álbum Green, o sexto da carreira, com hits como "Stand" e "Pop Song 89”. O R.E.M. é eleito pela revista Rolling Stone a melhor banda de Rock and roll dos Estados Unidos e eles assinam contrato com a milionária gravadora Warner Bros. A Green World Tour, dura onze meses.

Out of Time sai depois de 3 anos sem o R.E.M graver nada, e se torna o trabalho mais bem sucedido dos caras, Os hits "Losing My Religion" e "Shiny Happy People", deram a banda três Grammy Awards e seis MTV Video Music Awards (Bons tempos em que a MTV prestava). Vale lembrar a participação de Kate Pierson, uma das vocalistas do B-52's, nas músicas "Me In Honey" e "Shiny Happy People". Vamos ver dois clipes ai.



(Tudo bem estar traduzido pro espanhol né? Conseguir só o clipe foi um saco.)
Duvido que você ai não bateu os pezinhos em baixo da mesa enquanto trabalhava...rs. Ah, com essas música o nome do R.E.M começa a ser mencionado nas rádios aqui do Brasil, saindo do circuito underground para o mundo em definitivo.

Depois desse avassalador sucesso, a MTV que não era boba nem nada, convidou a banda para gravar um acústico...que não sei por que não foi lançado um álbum...retiro o que eu disse sobre o canal de televisão ali em cima ¬¬. Em 1992 a crítica já começa a duvidar do próximo trabalho da banda, se eles conseguiriam manter o mesmo nível musical do álbum anterior...em resposta, lançam o oitavo trabalho, “Automatic for the People” que contem "Man on the Moon" (dedicado ao humorista Andy Kaufman), "Everybody Hurts" (uma das canções mais triste do mundo na minha opinião.)



1994 é o ano de lançamento do nono álbum “Monster”. Foi dedicado ao ator e amigo River Phoenix, que morrera naquele ano e uma faixa, "Let Me In", ao músico, cantor e amigo Kurt Cobain, que também bateu as botas no mesmo ano. Essa tour foi a mais traumática pra banda, Michael Stipe teve de ser operado para a retirada de uma hérnia, Mike Mills entrou no centro cirúrgico por problemas estomacais, e o mais grave, durante um show, Bill Berry simplesmente apagou sobre a bateria devido a um aneurisma cerebral e teve de ser operado às pressas.

New Adventures in Hi-Fi sai do forno em 1996 se tornando o primeiro álbum gravado inteiramente em estúdio, as músicas foram feitas em sua grande maioria na passagem de som da banda durante a turnê anterior. Nice! Em 97 Bill Berry depois do primeiro dia de gravação do décimo primeiro álbum anuncia que estava deixando a banda, amigavelmente, alegando que toca bateria desde os 9 anos de idade e que perdeu o encanto. Deu aquele gelo na banda...mas os outrso 3 decidiram não parar e no ano seguinte “Up” é lançado. Segundo o próprio vocalista Michael Stripe é o álbum mais depressivo, onde ele conseeguiu escrever toda a sua tristeza nas letras.

Como a cicatriz da saída de Bill já não incomodava mais, o décimo segundo álbum é gravado “Reveal” um trabalho forte musicalmente, com excelentes arranjos e deixando claro que Stipe era sem dúvida um dos melhores letristas daquela geração.



Em 2004 é a vez do “Around the Sun” sair para as lojas, com letras politizadas, refletindo a tensão que os EUA viviam por conta das eleições presidenciais, e uma sonoridade mais acústica. Around the Sun foi o álbum que teve a pior repercussão até hoje. 2008 a banda lança o álbum “Accelerate” mas também não consegue uma boa crítica por fãs e crítica.

Em 2010 a banda anunciou o nome do seu décimo-quinto álbum de estúdio “Collapse Into Now” o empresário da banda jura de pé junto que é o melhor trabalho já feito pelo R.E.M mas eu tenho lá as minhas dúvidas...no final do ano passado a banda liberou o single "Discoverer" para download gratuito..vamos ver o que vem por ai.

Não podia terminar a matéria sem postar a música que mais curto do R.E.M uma música que tem uma das letras mais fodas de complicadas de decorar pra cantar...



Let´s Rock!
Duende Amarelo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Podcast Uarévaa #45 - BALADAS


ATENÇÃO: Não
ouça durante refeições!

(Estão avisados...)

Duende Amarelo, Pin, Alex Matos, Moura e Zenon aprontam altas confusões nas baladas mais inusitadas de suas vidas onde masmorras, "irmãos retardados" e planos mirabolantes se encontram. E tem bebida... MUITA. E ai, já viu: Não sabe beber, acaba "chamando o Raul"...

E no Momento Uarévaa, Freud, Zenon e Shazam cagam regra sobre o filme do Thor, a aposentadoria de uma diva e as novidades do mundo dos games.




(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")

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o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!



E tamo até no iTunes, rapá!!!



Comentado no Podcast

- Duende com a Mônica Mattos (mais fotos e relato do show AQUI)




Comentado no Momento Uarévaa

- Não conhece o Farrazine? Acesse e baixe as revistas AQUI

- Deviant Art da nossa ouvinte Karina, veja AQUI.

Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast.

CinemaScope: WWE Studios


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgfDsCJuSCV6TGel5RQpX2JQD6KCumsls6TnDL-KQ9sZyDb61_AxA7G5J1JIqaoy4wzAPSk_DPCepHrNE7fJevjCKTyx0ohKJgyT7ccpvF8QBVBKN4BsuMsgdWXylBld6SCfN2aciwEYs/s1600/cinemascope.GIF

Com a chegada de Velozes e Furiosos 5 (conhecido como Fast Five, o filme do punheteiro marombeiro), o CinemaScope dá uma olhada em uma produtora especializada em filmes de brucutus porradores, porque é originada de uma fabrica de brucutus porradores: WWE! BRING IT MORE!


Bem, o WWE Studios começou em 2002 com o objetivo de produzir longas metragens, filmes pra TV e series com seus lutadores, obviamente. neste ano, eles começam a fazer distribuição indepêndentes de seus filmes, alguns deles saindo do ambito de filmes de luta e vendo outras vertentes. Abaixo temos alguns filmes da companhia que devem sair esse ano.

That’s What I Am
Filme estrelado por Randy Orton junto com Ed Harris, fala sobre um tema recorrente esses dias, o bullying.Vemos o jovem Andy Nichol(Chase Ellison) que sofre com as zoações de seus colegas na escola.Pra completar, seu professor Simon (Helms) o põe junto com o pária da escola Big G (Alexander Walters), sacaneado por sua grande cabeça ruiva.Juntos eles tentaram superar os problemas por ser julgados por pessoas que acham que seu status de popular vão durar para sempre.

The Chaperone
Mais uma daquelas comédias bobinhas, dessa vez estreladas pelo Triple H. Ex-prisoneiro vira motorista de ônibus escolar e acaba se metendo em altas confusões quando numa escursão, dois bandidos ficam de encontro a eles.Nada que você não tenha visto antes na Sessão da Tarde.Coincidentemente esse filme foi dirigido por Stephen Herek, de 'Bill e Ted', Rock Star e 101 Dalmatas, crássicos dos anos 90.

Inside Out
Dos 3 filmes citados, Inside Out é o unico que ainda não saiu. Também estrelando Triple H,junto com Michael Rapaport (Prison Break) e Parker Posey (Highland Park).Pelo cartaz que vazou deve ter assalto, briga e explosões relacionados.

WWE Pictures no Cinema
Antes de ter ido de ve pro mercado de home video, WWE produziu ou co-produziu alguns filmes que chegaram a ficar bem famosos (graças ao The Rock).Vejamos alguns deles.

Bem Vindo a Selva
Um dos melhores filmes do the Rock, principalmete pros brasileiros e sua semifidelidade ao páis (EU VOU QUEBRRAR AH TUA CARA!), além de ser um competente e divertido filme de ação. A tocha do Xuazineguer foi passada para A Rocha neste filme.

O Escorpião Rei
O spinoff da Múmia com a estreia de The Rock no papel principal é um Conan pra crianças, mas pelo menos não anda modelando pra Loreal Paris que nem o novo Conan em Trêis Dê.Além de trazer o fodão Michael Clake Duncan e o ex-lutador Tyler Maine(X-Men, Halloween) e agostosa da Kelly Hu em cena, tem uma puta trilha sonora, como por exemplo essa parceria entre Rob Zombie e Ozzy Osbourne.

12 Quadras
O ultimo filme da produtora nos cinemas traz o garoto propaganda da Subway, Jonh Cena, que faz um policial que tem que passar por 12 trabalhos dignos de Hercules para poder salvar sua ex-namorada que foi sequestrada por um antigo inimigo.

Bem,acabei por aqui.Semana que vem o Palhetada e o Madrugada Macabra se encontrão no CinemaScope para falar do filme de Terror do Dee Snider (vocalista do Twisted Sister): Morbido Silêncio.Inté!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Cinema na Palma da Mão


Quando crianças, assistíamos filmes como Guerra nas Estrelas e viajávamos em sua tecnologia avançada, repleta de hologramas e comunicadores móveis que podiam transmitir informações interconectadas com anos-luz de distancia. Pensávamos quando algo similar poderia surgir realmente e como seria a vida em nosso mundo com sua existência.

Com o avanço tecnológico, sonhar com cenas vistas em filmes de ficção cientifica não se é mais tão utópico. Ao andar por uma metrópole podemos nos deparar com pessoas ouvindo música em aparelhos cada vez menores, usando máquinas fotográficas digitais cada vez mais modernas e portando aparelhos de telefone móveis com vários recursos integrados – indo além do uso comum de ligações para outro telefone. Um verdadeiro Admiravél Novo Mundo.



Sempre bem definidos em suas funções separadas, jornais, TV e rádio, foram balançados com o surgimento de uma rede de informações integrada por computadores, a internet, abrindo novas possibilidades e configurações, além de gerar novas formas de interação do público com esses meios de comunicação de massa.

Esses meios tiveram também que se adaptar ao novo mundo informacional e participativo que a internet proporcionou, desde aprimoramento técnico, interligação com a rede web, até concorrência virtual, afinal, sites e aplicativos de informação surgiram e se tornaram referência para uma geração já nascida na chamada revolução digital. Uma geração que busca cada vez mais a velocidade da troca de informações e de contato.

Contudo, esse fenômeno da era digital não se restringe a computadores pessoais, se espalha por aparelhos tão triviais como televisões e geladeiras, até modelos modernos de celulares que conectam o individuo a sites, serviços e todo tipo de novidade sem precisar estar sentado em frente a um computador. É claro que o cinema não ficou para trás no uso desse tipo de nova tecnologia.


Cada vez mais a indústria cinematográfica utiliza aparelhos celulares, Iphones, Ipads, e outros suportes móveis como forma de distribuição de seus filmes, seja somente com a liberação de trailers exclusivos ou a obra completa a disposição. Mas, provavelmente, o mercado independente é o que mais se beneficia de tais recursos, haja vista que - sem apoio financeiro para um alcance mássivo aos meios de comunicação mais tradicionais - a distribuição de suas obras na rede web para serem consumidas por tais aparelhos se torna uma forma de propagar, com baixo custo, sua arte.


Não é a toa a existência de um festival como o Cel.U.Cine (Festival de Micrometragens) que visa a incentivar a criação e difusão de conteúdo audiovisual para novas mídias, inclusive celulares. O festival exibe obras com duração entre 30 segundos e três minutos, de qualquer gênero (animação, ficção, documentário etc.), produzidos por profissionais ou amadores.

Realizado pela Associação Revista do Cinema Brasileiro, em parceria com o Oi Futuro, o Cel.U.Cine teve sua primeira edição realizada em 2008, com o vencedor “Sheila”, de Sergio Bloch. Em 2009, na sua segunda edição, o festival teve mais de 600 filmes inscritos e o vencedor foi “A Palavra mais Difícil”, de Bruna Baitelli. Em 2010, o campeão foi "O Mala Man", de Marina Puech e Lana Sultani.

O Cel.U.Cine tem como objetivo promover a produção e a segmentação desses conteúdos para mídia de celular. Além disso, a realização busca revelar novos talentos e criar e difundir uma cultura de produção audiovisual. Para saber mais sobre o festival acesse o seu twitter, facebook ou site.

Como visto, as novas tecnologias facilitaram, e muito, as possibilidades do cinema nos dias de hoje, dando acesso a equipamentos para qualquer pessoa, de qualquer nível social e geográfico, possa soltar sua criatividade na sétima arte. Então, se você tem seu celular ou camera fotográfica/filmadora, pense em uma idéia, filme e se inscreva, quem sabe além de ganhar um bom prêmio não se torne um diretor de renome logo, logo? Sonhar não custa!


O Mala Man

terça-feira, 3 de maio de 2011

Thor, O Filme

Uaréview
Por Freud

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Bom, pra variar, segue minha opinião depois de todo mundo... (Menos dos americanos, esses tem que esperar até o dia 6!! Bwahahahaha!)

Só vi o filme ontem, e já adianto que gostei bastante.


Voces já leram a merda da sinopse em todo lugar, certo? A maioria já até viu o filme... Não vou ficar me demorando nisso. Começa com o Thor "Sou Foda", esporro do Papai Odin, "cantinho da disciplina" na Terra, momento deprê, paixão carente e, finalmente, redenção.

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O herói começa mais imponente, quando ainda é babaca e meio fraco das idéias, do que fica depois, enquanto e depois de seu amadurecimento, e isso se reflete nas três lutas do filme tembém (sim, três. Porque lutinha de marmanjo na lama não conta).

A primeira é a melhor, com a paquita não precisando se conter e descendo o sarrafo em gigantes do gelo. A segunda, embora tenha toda uma preparação legal pro combate entre Thor e o Destruidor, tem uma resolução rápida demais. Isso serve ao propósito de mostrar a recuperação do herói e a dimensão de seus poderes, mas ainda assim podia ter sido melhor. A luta final, pela necessidade de manter a postura heróica do protagonista e ser o desfecho do filme, acaba sendo bem menos interessante do que deveria.

Mas, no geral, gostei das lutas. Sim, poderiam ser mais "impactantes" (como o Ultra mimizou a beça) e definitivamente não são "O" ponto forte do filme, mas tem momentos legais e foram num estilo clássico de super heroi mesmo, isso agradou o velhinho aqui.



O ritmo do filme é bom, a trama não tem furos ou forçadas de amizade como em outros filmes da Marvel, e o desenvolvimento do Thor e do Loki são bem feitos. Thor passa de arrogante a fodidasso pra terminar de forma heróica e Loki não é mostrado de cara como vilão, o que torna interessante ver a relação dele com o irmão e outros asgardianos antes e depois de mostrar sua verdadeira face (potencializada por revelações sobre sua origem).

O filme realmente é centrado nos irmãos, não restando espaço pra aprofundamento dos outros personagens que, mesmo com várias boas atuações (entre todos, não há como não destacar Anthony Hopkins como Odin), viraram "coadjuvantes de luxo", peças pra fazer a engrenagem andar, mais ou menos como dito na resenha do Diogo.

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Não vejo isso como um problema. Acho que, se levasse mais tempo do que foi gasto com outros personagens ou até aumentando as cenas que mostram a mudança de atitude do Thor, perderia ritmo. Entendo especialmente que essa parte do filme, da mudança de atitude, pareça corrida pra muita gente, mas a casa tinha caido para a paquita e a dor da culpa que ele tinha, pra mim, justificou que ele não quisesse jamais repetir com outros o mesmo tipo de atitudes que o levaram a desgraça.

Visualmente o filme também me agradou muito, seja na majestosidade de Asgard ou no trio de gatas escalado. Delas o destaque vai pra Jamie Alexander como a guerreira Sif. Apesar de uma participação como guerreira genérica e amiga leal, ela se saiu muito bem. Jane Foster (Natalie Portman) serve apenas como guia e par romântido pro Thor e Darcy (Kat Dennings), como alívio cômico, cuja grande maioria das piadas já tinham saido em trailers. Outra coisa que me agradou no filme: pela quantidade de tiradinhas divulgadas antes, achei que seria bem mais "comédinha" do que realmente foi.

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Vi o filme já sabendo mais da metade do que acontecia, inclusive a maioria das aparições e referências, e achei que isso fosse atrapalhar muito minha diversão, mas não me decepcionei. Se eu entrasse no cinema sem saber nada, provavelmente teria saido bastante empolgado, mas mesmo sabendo de tudo, gostei muito.

No geral, achei um adaptação muito boa, um bom filme de origem, no mesmo nível de Homem de Ferro 1. Eu realmente esperava algo diferente: quando Kenneth Brannagh assumiu a direção do filme, pensei que fugiria mais do "padrão Marvel" que vem se estabelecendo, e o filme seria ou um épico inesquecível ou uma gororoba intragável.

No final, nem um nem outro, um bom blockbuster que se encaixa perfeitamente no projeto da Marvel, introduzindo a "magia científica" de forma eficiente em seu universo cinematográfico, mas tenho certeza que o diretor foi crucial para que o drama e interpretações funcionassem sem tomar um espaço maior do que o filme pedia. Brannagh conseguiu dosar bem os elementos todos do filme.

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Resta ver o que vem por ai, se nos Vingadores e numa continuação teremos um Thor mais fodão e imponente ou se vão encher de firulada que nem em Homem de Ferro 2 e cagar no pau (RATINHOOOO!!!). Tem MUITA coisa a ser explorada ainda no universo do Thor: personagens importantes como Balder, Encantor e Surtur sequer são mencionados no filme.

Nota: 8,5

Estamira (2005)

“A minha missão, além d’eu ser Estamira, é revelar a verdade...”

Estamira é uma senhora de mais de 60 anos que apresenta distúrbios mentais, vivia e trabalhava no aterro sanitário de Jardim Gramacho, local que recebe os resíduos produzidos na cidade do Rio de Janeiro. Estamira é um exemplo, não de tristeza, mas de uma sabedoria maior que muita gente.



Dirigido por Marcos Prado e lançado em 2005, o documentário Estamira teve grande sucesso em vários festivais, abocanhando prêmios de Melhor Documentário no Festival do Rio (2004), na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo – 2004, no Festival Internacional de Documentário de Marseille – 2005, Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary – 2005, Festival Internacional de Cinema de Viena (Viennale) – 2005, Festival Internacional de Havanna – 2005, Festival Internacional de Direitos Humanos de Nuremberg – 2005, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – 2005, e mais uma extensa lista de menções honrosas.

Todo esse reconhecimento não é a toa, o filme não só fala da vida da catadora de lixo, mas discute as condições de vida desses trabalhadores, a questão ambiental do lixo urbano, problemas mentais e as condições dos manicômios, além de outros subtemas que vão surgindo com menor destaque durante a obra.


No aspecto técnico, o longa também não deixa a desejar com uma fotografia belíssima, ângulos inspirados e um ritmo lento e, ao mesmo tempo, intenso enquanto coletam os depoimentos de familiares, companheiros de trabalho e da própria Estamira em épocas e locais diferentes. Aliás, as passagens da personagem principal são antológicas, trazendo a tona suas paranóias, ilusões e filosofias que podem em um primeiro momento parecerem absurdas, engraçadas e loucas, mas que não deixam de ter um sentido por trás da fachada de insanidade.

Inclusive, é tocante a forma como o documentário trata a questão da loucura, ainda mais dentro de nossa sociedade tão conturbada e caótica, cheia de violência, tristeza, frustrações. Quando nos encontramos pela primeira vez com Estamira podemos cair na armadilha de taxá-la de doida, e provavelmente se a víssemos andando pela rua viraríamos o rosto, ignorando-a por um pré-conceito. Mas, ao ouvirmos a história sofrida dela entendemos melhor sua atuação condição e até frases ditas por ela, e, assim, também um pouco do mundo das pessoas com distúrbios mentais.

Um filme belo, sensível, denunciante e recomendado não só para quem se interessa pela mente humana, mas também pela vida humana e as conseqüências de como a vivemos.



Ficha Técnica

Título: Estamira
Gênero: Documentário
Duração:1h55
Site oficial: http://www.estamira.com.br
Direção e Roteiro: Marcos Prado
Produção: Marcos Prado e José Padilha
Música: Décio Rocha

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bruxaria – No princípio

"Na Bruxaria, cada um de nós deve relevar sua própria verdade"
The Spiral Dance: a Rebirth of the Ancient Religion of the Great Goddess




Tema Macabro


Muito já foi falado no Madrugada Macabra sobre os mistérios da natureza e da realidade, além da crença no sobrenatural, na existência de criaturas míticas e na influência de fatores paranormais nas vidas humanas. Falamos sobre criaturas com poderes paranormais, sobre homens brincando de deus, sobre maldições milenares. Ignorando, é claro, a discussão sobre a veracidade ou não destas e para efeitos de argumentação admitindo que tais forças sobre/supranaturais de fato existam em algum nível, seria possível para o ser humano adquirir a capacidade de manipular estas forças ao seu favor? Controlar a natureza, ser senhor da vida e da morte? É exatamente disso que se trata um dos temas mais antigos da humanidade (relacionado ao sobrenatural), a Bruxaria.

As origens dos conceitos relacionados ao que hoje chamamos de Bruxaria remontam à pré-história. Embora seja difícil precisar qualquer época, é seguro afirmar que tudo começou ainda quando o homem estava nas cavernas, e atribuía a seres invisíveis (geralmente mulheres – me desculpem os que gostam de ver deus como um ser masculino, mas as primeiras deusas eram provavelmente mulheres) a responsabilidade pelas forças da natureza (sol, vento, noite, tempestades, etc). Estas crenças se repetiram em diversas outras culturas, tornando-se mais complexas em lugares como a Grécia e o Egito Antigo, mas mantendo as mesmas características: seres humanóides aos quais eram atribuídos os inexplicáveis mistérios da natureza, bons ou ruins, muitos deles possuidores de dons mágicos. A noção de que a própria natureza seria uma entidade por si só (a “mãe natureza”) também é um conceito bastante antigo (tanto é que a palavra “natureza” vem do latim “natura”, e significa “nascimento”). Aliás, a comunhão, respeito e adoração à natureza era a base da bruxaria original (e embora alguns discordem desta afirmação, a bruxaria é provavelmente a “religião original”).

Não há como se precisar com certeza onde as alegações de que era possível manipular as forças da natureza passou dos deuses para os mortais, mas os relatos de bruxas estão espalhados por virtualmente todas as culturas antigas do mundo, embora diferindo levemente em alguns aspectos. Na Ásia, a Babilônia é um notório local onde a bruxaria era algo comum (sendo visto inclusive em relatos bíblicos, onde estas práticas eram consideradas exclusivamente malignas e condenadas pelo cristianismo); no folclore japonês, há duas categorias específicas de bruxos(as): os que possuem cobras como seus representantes, e os que possuem raposas; em lugares como o Haiti, o mito dos Zumbis está intimamente ligado à bruxaria; o Egito Antigo também possui um histórico abrangente de práticas de bruxaria.

Mas as noções de bruxaria que conhecemos hoje estão ligadas especialmente às crenças que surgiram e cresceram na Europa durante a Idade Média, e cuja repercussão histórica é notável, principalmente devido ao escopo que tais crenças abrangeram. Embora histerias a respeito de criaturas sobrenaturais não tenham sido incomuns no passado, com abertura de tumbas de supostos vampiros e caça aos lobisomens, foi a Bruxaria que levou o homem moderno mais longe em termos de barbárie provocada por medo e superstição.

Originalmente a Europa não associava a bruxaria a práticas demoníacas, relacionando-as com Diana (Deusa romana da caça e dos bosques). A caça as bruxas começou de forma mais intensa no Sudeste da França e na Suíça, se desenvolveu entre os séculos 14 e 15 e atingiu seu ápice no sudoeste da Alemanha entre 1561 a 1670, não por acaso em uma época onde a influência da Igreja (tanto popular quanto política) era grande o bastante para convencer as pessoas que as Bruxas (que em sua grande maioria eram mulheres) eram amantes do demônio e, portanto, malignas por natureza. Isso levou a uma perseguição insana por quaisquer mulheres que fugissem dos padrões considerados corretos pela sociedade da época. Além disso, foi a desculpa necessária para uma série de condenações que tinham na verdade outros propósitos (era comum o marido traído acusar a mulher de bruxaria, bem como mulheres com quem padres tiveram casos secretos e acabaram engravidando, às vezes como forma de vingança ou até para se apropriar de bens alheios, apenas para citar algumas situações). Os “métodos” utilizados para confirmar que a mulher era bruxa não eram nem de longe justos e muitas vezes (para não dizer a maioria delas) utilizava-se de tortura, que nunca serviu de fato para confirmar se a mulher era bruxa, e sim fazê-la confessar de qualquer maneira. Fazendo um paralelo com a época da perseguição comunista nos anos 50/60, você tinha que fazer de tudo para não ser acusada de bruxaria pois, se fosse, tarde demais. Você já era bruxa e não voltaria a ver a luz do dia.

Foi este período de caça às bruxas que trouxe para os tempos modernos (embora isso tenha mudado nas últimas décadas) o conceito de que toda a bruxaria é inerentemente ruim e toda a bruxa é um ser maligno, não raro associada à práticas satânicas. No entanto antes disso a bruxaria por si só não era considerada uma coisa maligna; era uma capacidade que o seres humanos (principalmente mulheres) eram capazes de adquirir, e poderiam usar tanto para o bem quanto para o mal. As bruxas estavam, no passado remoto, mais ligadas ao xamanismo do que ao demonismo, sendo, assim como os xamãs, figuras sociais que auxiliavam em aspectos como saúde, e comunicação com os mortos e/ou com os deuses.


Curiosidades:
- A Igreja Católica não foi a primeira instituição a condenar a bruxaria, e nem a idade média o único período; através da história e através das culturas, foi comum líderes condenarem estas práticas com medo dos poderes que as bruxas possuíam;
- Aliás, falando em idade média, novos registros históricos mostram que, ao contrário do que se pensa, a caça às bruxas começou no fim da idade média e se estendeu por boa parte da idade moderna, sendo este período o mais marcante da perseguição às bruxas;
- Estima-se que cerca de 50 mil pessoas tenham sido vítimas da caça às bruxas, sendo destas apenas 25% homens;
- Curiosamente, a grande maioria das vítimas era cristã;
- Muitas pessoas acusadas de bruxaria por “estarem possuídas pelo demônio” podem ter sofrido os sintomas de um fungo comum no centeio e outros cereais que ataca o sistema nervoso central. Quem comesse pão infectado com aquele fungo sofreria seus sintomas. Isso também foi uma das explicações para a praga da dança de 1518;
- Witch (o termo em inglês para bruxa) deriva do inglês antigo, mais especificamente das palavras wicca e wicce, respectivamente o masculino e feminino de “Feiticeiro(a), mago”;
- Antigamente, Bruxaria e feitiçaria se diferenciavam pelo fato de, na bruxaria, não ser necessário ferramentas físicas específicas nem ações coreografadas para lançar um feitiço.


Na próxima Madrugada:
As bruxas continuam amaldiçoando os posts do Madrugada Macabra, agora em Bruxaria – Na Ficção.

domingo, 1 de maio de 2011

Thor - O Filme

Uaréview
Por Vini


A Marvel Studios assumiu um grande dilema: Adaptar um dos mais icônicos personagens de suas fileiras para o cinema, consolidá-lo e ainda prepará-lo para o grande evento que será o filme dos Vingadores em 2012. E isso não é mérito só de Thor, mas também do Capitão América que também passará pela prova de fogo dentro de alguns meses.
E a missão do Deus do Trovão, o primeiro herói da editora a chegar essa ano nas telas, é conseguir ligar o mundo fantástico da mitologia e da magia com o mundo real apresentado dentro do filme do Homem de Ferro. E a pergunta que ficou era: "Será que vão conseguir isso satisfatoriamente?"

Nessa resenha você descobre a resposta da pergunta que eu fiz a mim mesmo ontem após sair do cinema: "Eles conseguiram concluir essa missão?"



Dirigido por Kenneth Branagh, o filme Thor, que estreou nesta sexta-feira aqui por aqui (uma semana antes dos nossos amigos americanos poderem assitir), trouxe toda mística e elementos clássicos do personagem aos cinemas brasileiros. Misturou alguns ingredientes até então inéditos nos filmes da Marvel, criando uma ponte do fantástico mundo de Asgard com nosso planeta e suas crenças e tecnologias, que aqui andam por caminhos separados, mas que para o poderoso povo asgardiano não passa da mesma coisa!
Aliás, interessante frizar que utilizaram a origem desse povo como sendo alienígena, o que já foi tema de muito debate nos quadrinhos. E pra mim essa é a melhor origem que o Thor poderia ter! Ela se encaixa perfeitamente para ele no mundo da Marvel.
Assim como deu certo para sua própria cronologia no cinema.
Mas antes que eu escreva mais alguma coisa, vamos a uma pequena sinopse do filme.

Thor é banido para a Terra, sem poderes, a fim de aprender uma lição de humildade, assim como foi mostrado em algumas histórias em quadrinhos, porém ele não perde a memória e nem assume a identidade do médico manco Donald Blake, diferente dos quadrinhos. Bom, a referência para o médico está lá no filme, seja na camiseta que ele ganha de Jane Foster ou na identidade falsa que apresentam a SHIELD para libertá-lo.


O filme começa com uma narração de Odin (perfeitamente interpretado por Anthony Hopkins), explicando a origem dos Asgardianos, que eram considerados deuses guerreiros para os povos nórdicos e que foram salvos de uma interminável Era do Gelo promovida pelos seus inimigos, os Gigantes do Gelo. Os poderosos Asgardianos, comandados por Odin, derrotam os Gigantes, que são banidos para Jotunheim sem sua maior arma, a Caixa do Inverno Eterno. Asgard e a Terra estão á salvo. Essa história está sendo contada para seus dois filhos, Loki (Tom Hiddleston) e Thor (Chris Hemsworth), ainda crianças, e que sonham em um dia serem reis. Odin diz que somente um deles irá se tornar o rei e será capaz de levantar o martelo místico Mjolnir.
O filme então corta para o presente, onde Thor está prestes a ser coroado o novo rei, mas a cerimônia é interrompida por um pequeno grupo de gigantes do gelo que conseguiram invadir Asgard para roubar o artefato que lhes foi tomado. O Destruidor, em sua primeira aparição, destroi os invasores, mas mesmo assim, isso não tranquiliza o conturbado Thor que pretende invadir o reino dos Gigantes e ameaçá-los de guerra caso seu povo desobedeça suas ordens. Ele viaja para Jotunheim com Loki e um grupo de amigos íntimos (Sif e os Três Guerreiros, Volstagg, Fandral e Hogun) na tentativa de ameaçar o líder dos gigantes de gelo, Laufey (Colm Feore) em não atacar Asgard novamente.
Essa é a parte do filme onde existe mais ação. O luta é empolgante e ver Thor rodopiando seu martelo, igual ao que fazia nos quadrinhos, detonando seus inimigos foi muito emocionante!

Resumindo, Odin chega em sua poderosa montaria e leva todos a Asgard. Logo após, expulsa Thor como castigo por ir contra as suas ordens e incitar a guerra com os gigantes do gelo, o enviando para a Terra sem poderes e sem seu martelo que cai em outra parte do deserto (conforme mostrado nas cenas pós-créditos do 2° filme do Homem de Ferro).
Thor encontra a equipe científica liderada por Jane Foster (Natalie Portman), com Erik Selvig (Stellan Skarsgård) e Darcy Lewis (Kat Dennings), logo após ser atropelado pelos cientistas que estavam investigando estranhos fenômenos acontecidos no deserto causados ​​pela ponte Bifrost entre Asgard e a Terra.

O filme tem uma pequena quebra quando narra os acontecimentos aqui na Terra, e isso é fácil de explicar... depois de ficarmos maravilhados com as paisagens de Asgard e da luta na Terra do Gelo é compreenssível que algo se perca. Ouvi comentários de que o filme poderia se manter muito bem se fosse passado só na terra dos deuses, porém com certeza não existiria a mesma história de origem do Deus do Trovão. Era necessário que ele viesse pra cá para poder aprender sua lição de humildade.
O que acontece bem rápido! Mas tudo bem, foi bem mostrado. A ideia foi passada.
Ao contrário de sua redenção, a batalha final, que também foi rápida, incomodou e não mostrou profundamente as diferenças da relação entre os dois irmãos.

Aliás, fiquei pensando bastante nisso antes e depois de assistir o filme. Como deve ter sido difícil para Branagh transpor para o cinema mais de 50 anos de histórias do personagem, com tantos elementos para apresentar e todo esse lance de ter que amarrar a relação do personagem para um futuro filme de grupo, acho que o diretor acertou a mão ao mostrar o essencial, mas ele com certeza escolheu um caminho muito arriscado que é não ter preferido agradar os fãs de quadrinhos, ou seja, não mirou no público específico para tentar atingir à todos! Não só ele, mas os roteiristas do filme, entre eles o fantástico J. Michael Straczynski que participou como escritor. Mas senti que algumas coisas poderiam ter sido mais bem desenvolvidas.

Ainda assim, a história tem um roteiro bem amarrado, coerente e não existem furos. Pelo menos que eu tenha notado...


As cenas mais empolgantes aqui na Terra é a parte da luta contra a poderosa armadura de Odin, o Destruidor.
O robozão está perfeito! A bela Sif (Jaimie Alexander) tenta empalá-lo com sua lança e ele se contorce todo para atacá-la. Outra parte é a volta do Poderoso Thor! Foi de arrepiar quando o raio o atingiu antes da luta contra o Destruidor.


Chris Hemsworth deu conta do recado e passa bem pela transição do deus impulsivo e arrogante para o humilde herói. Tom Hiddleston por sua vez matou a pau com seu Loki e fiquei muito aliviado que ele não fez aquele personagem esgueirante com atitudes de bobo da corte meio fanfarrão, manja? A interpretação do cara foi realmente excelente. Como nos quadrinhos, o Deus da Trapaça é filho do rei dos Gigantes do Gelo e é criado por Odin desde pequeno, mas diferente dos quadrinhos, só descobre esta verdade depois de adulto. A transição de filho rejeitado à um vilão cruel é perfeita!


Natalie Portman, apesar de ser uma grande atriz, faz um papel sem muitas dificuldades, portanto não há muito para acrescentar em seu caso.
Idris Elba, está muito bem no papel do "porteiro" afro-nórdico Heimdall! Apesar de não ter nada a ver com sua contraparte nos quadrinhos.
Jeremy Renner como o Gavião Arqueiro tem uma participação meia-boca no filme. Na minha opinião, seria legal se ele pelo menos aparecesse com um uniforme mais diferente ou tretasse direto com Thor.
Quem ficou de fora, foi o melhor amigo de Thor, Balder, que pra mim fez falta no filme, mas perceptivelmente atrapalharia o desenvolvimento dele, por ser um guerreiro muito poderoso, provavelmente deixariam personagens como a Sif em segundo plano. Hum... melhor nãããão!

Clique na foto para vê-la melhor

Thor mistura ação e humor, não como em Homem de Ferro, porém teve muita gente que riu bastante no cinema.

Agora, vamos ver como o público americano irá receber o filme. Geralmente é a opinião desses caras que decidem o sucesso de um filme nas bilheterias. 


O filme está programado para lançamento em 06 de maio de 2011 nos Estados Unidos.

Curiosidade: O projeto da adaptação cinematográfica de Thor estava em desenvolvimento durante muitos anos, antes mesmo da Marvel Studios ter assinado com Protosevich para escrever o roteiro em 2006. Matthew Vaughn foi chamado para dirigir o filme no final de 2008 para que o filme fosse lançado em 2010. Branagh substituíu Vaughn no final de 2008 e o lançamento do filme foi remarcado para 2011. Os personagens principais foram confirmados em 2009, e as fotografias principais ocorreram de janeiro a maio de 2010.
 
Fiquem até o final dos créditos. Existe uma cena pós-créditos que mostra Nick Fury (Samuel L. Jackson) conversando com Erik Selvig e mostrando um dispositivo conhecido dos leitores que assim como Thor estará presente no próximo filme da Marvel.


Apesar de todas as maravilhas vistas no filme, as interpretações e o roteiro na medida, Thor ainda conseguiu ser um bom filme mediano, ou seja, não atingiu um potencial para que eu saisse do cinema extremamente empolgado nem com esse filme, nem com os próximos que virão.
Achei que faltou um pouco mais de luta, mais ação!
Mas é inegável que Branagh conseguiu um feito tremendo... fazer com que Thor desse certo no cinema e não fizesse feio!


Nota: 8

PalhetadA

Fala meu povo Buenos Dias! Fazendo uma rápida introdução (ui) a maioria só conhece o Jet por causa desse som né?




Pois é, o Jet ficou conhecido por esse som, que tocou pra caramba nas rádios. A banda é Autraliana (Melbourne), composta pelos irmãos Nic e Chris Cester junto com Cameron Muncey e Mark Wilson.

Lançaram um LP independente em 2002 chamado "Dirty Sweet". Somente mil cópias foram feitas, talvez na expectativa de não vender tanto assim a tiragem foi baixa...mas mesmo sendo em vinil esgotaram as cópias e a banda teve que sair correndo pra mandar fazer mais algumas cópias. A gravadora Elektra, notou os caras e rapidamente ofereceu um contato e relançaram o LP.

Com o contrato assinado e tudo bonitinho, o Jet tinha que gravar um CD de estréia bacana! Então para começar com o pé direito chamaram nada mais nada menos que Billy Preston (famoso por gravar no final dos anos 60 com os Beatles e posteriormente com Eric Clapton e Rolling Stones) para gravar uma das faixas. “ Get Born” saiu do forno em 2003 e foi eligiadíssimo pela crítica, dizendo que o Jet tocava o velho e bom rock and roll de forma simples e direta! O fuzuê foi tanto que o fdp do Liam Gallagher (Vocalista do Oasis..e sim eu acho ele um fdp) chegou a dizer que o Jet era a única banda rock'n'roll da atualidade que não dava vergonha ao próprio Oasis (eu disse que eu acho o Liam um fdp?) E não aquietou o rabo até conseguir trazer o Jet pra abrir os shows da sua banda.



Com o sucesso batendo na porta o Jet agarrou tudo que estava pintando de oportunidade e acabou tocando até no palco com os Rollings Stones, ta bom ou quer mais? Ai meu amigo a banda começou a ganhar uma visibilidade assutadora. Mas não se deixou levar pela modinha e manteve o nível musical até os dias de hoje.



O segundo disco da banda, intitulado Shine on, foi lançado em outubro de 2006 e sendo sincero com vocês não acompanhei direito...alguém tem esse Cd ai? Falai pra nóis! E o último trabalho dos caras é o “Shaka Rock” que eu fiquei com preguiça de pesquisar, falam que é bom... RS



Let´s Rock
Duende Amarelo.