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terça-feira, 27 de outubro de 2009

METALLICA TOCARÁ NO PANETONE????

EXTRA EXTRA EXTRA!!!! Acabei de receber no meu celular uma informação de uma fonte segura...METALLICA CONFIRMOU SHOW NO BRASIL!!!! clica aêêêêê


Está confirmado! MetallicA tocará no Brasil no dia 25 de Janeiro!! E poderá acontecer no estádio do Morumbi em São Paulo! Que festival de verão com axé que porra nenhuma!! Os caras sabem o que é bom pro bolso...AHUAhUAhuAHuAHuaHuAHuAHuAhAUAHuA, então pro povo que eu li por ai falando mal de São Paulo...CHUPA ESSA MANGA SEUS MERDAS, regionalismo idiota do cacete!!

E que venha o METALLICA no NOSSO PAÍS....



PUTA QUE O PARIU!!!!
Encontrão MetallicA em janeiro POOORRAAAAAARRGGHHHH!!!
Let´s Rock!
Duende Amarelo.

Sushi de Sardinha

Nausicaä

Salve salve simpatia!!! Como o post da semana passada estava “agendado” eu acabei não comentando, mas EU “TAMÉM” FUI NA FEST COMIX! E caras comprei coisa bagarai, e dessa vez a maior parte foi mangás.
E sendo assim realizei um sonho antigo: Comprar a série Nausicaä, que na minha opinião e de muita gente que manja de comix, é uma das melhores e mais belas graphic novels de todos os tempos! Curioso? Então confira comigo no replay!

A história

Mil anos após os "7 Dias de Fogo", um evento que destruiu a civilização humana e a maior parte do ecossistema da Terra por conta da industrialização excessiva, a humanidade se esforça em sobreviver neste mundo em ruínas,
divididos em pequenas populações e impérios. Isolados um dos outros pelo "Mar Podre"; uma floresta com plantas e insetos gigantes. Tudo nesta floresta é tóxico, incluindo o ar.
Nausicaä é a princesa do pequeno reino do Vale do Vento, que tenta compreender melhor estas florestas nocivas aos humanos, ao mesmo tempo que tenta salvar seu povo da ação belicosa dos reinos vizinhos. Suas viagens até a floresta já lhe ensinou que o mar de corrupção quer realmente
purificar a terra poluída. Os Povos da Floresta, os seres humanos que aprenderam a viver em
harmonia com o mar podre, confirmam que este é o propósito do mar podre e mostra a Nausicaä uma visão da Terra restaurada no centro da floresta.
A princesa Nausicaä é carismática, jovem e corajosa. Seu nome vem da princesa Nausicaä que ajudou Odisseu. Seu nome foi traduzido para o japonês como Naushika (ナウシカ). Parte de sua personalidade veio do conto do folclore japonês "A princesa que amava insetos".

O autor


Hayao Miyazaki é um proeminente cineasta japonês de filmes de animação muitos populares. Ele também é co-fundador do Studio Ghibli, um estúdio de animação e produção.
Ele permaneceu em grande parte desconhecido para o Ocidente, até que a Miramax lançou em 1997 o sua animação Princesa Mononoke. Por esse tempo, seus filmes já tiveram sucesso tanto comercial como crítico no Japão e no exterior. Por exemplo, a Princesa Mononoke foi a maior bilheteria no Japão até Titanic (1997) que saiu alguns meses depois, e o primeiro filme de animação a ganhar o prêmio Picture of the Year no "Japanese Academy Awards. Seu filme Spirited Away foi o primeiro filme anime a ganhar um Oscar, superando Titanic na bilheteria japonesa. Howl's Moving Castle também foi indicado, mas não recebeu o prêmio.




Filmes de Miyazaki frequentemente incorporam temas recorrentes, como a relação da humanidade com a natureza e a tecnologia e a dificuldade de manter uma ética pacifista. Refletindo o feminismo, os protagonistas de seus filmes são muitas vezes meninas e mulheres jovens independentes e fortes (emocionalmente), os vilões quando presentes, são muitas vezes personagens moralmente ambíguos com qualidades redentoras.

Filmes de Miyazaki tem sido geralmente bem sucedido financeiramente, e este sucesso convidou comparações com o animador americano Walt Disney. Em 2006, a revista Time elegeu Miyazaki um dos asiáticos mais influentes dos últimos 60 anos. No ano anterior, em 2005, foi nomeado um das 100 Pessoas mais influentes tambem pela revista Time.

Sua filmologia




Filmes dirigidos por Miyazaki Hayao no Estúdio Ghibli:
Kaze no tani no Naushika (風の谷のナウシカ) - (em inglês: Nausicaä of the Valley of Wind), 1984
Tenkû no shiro Rapyuta (天空の城ラピュタ) - (em inglês: Laputa: The Castle in the Sky), 1986
Tonari no Totoro (となりのトトロ) - (em português: Meu Vizinho Totoro ou Meu amigo Totoro), 1988
Majo no takkyûbin (魔女の宅急便) - (em português: Serviço de entregas da Kiki), 1989
Kurenai no buta (紅の豚) - Porco Rosso, 1992
On your mark (vídeo-clipe de Chage & Aska), 1995
Mononoke-hime (もののけ姫) - (em português: Princesa Mononoke), 1997
Sen to Chihiro no kamikakushi (千と千尋の神隠し) - (em português: A Viagem de Chihiro), 2001
Hauru no ugoku shiro (ハウルの動く城) - (em português: O Castelo animado ou O Castelo Andante), 2004
Gake no ue no Ponyo (崖の上のポニョ) - (em português: Ponyo à beira-mar), 2009

Vou parando por aqui mas guardem esse nome na cabeça (Miyazaki Hayao), pois ainda falarei dele num futuro proximo!

Referenca: Na Festcomix, perto do stand de mangás!

Baaaaaaaaaaaaaaaaanza lol

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Monstro do Pântano – A criatura

"...Mas eu não tenho respostas para dar...Dr. Holland tinha todas as respostas...
Ele era um homem inteligente... Mas Alec Holland está morto...
E em seu lugar reside apenas um Monstro do Pântano."
Swamp Thing # 1




Tema Macabro


Poucos personagens de terror nas HQs possuem tanta importância quanto o Monstro do Pântano. Um dos responsáveis por colocar editoras que antes se dedicavam mais aos super-heróis entre as grandes provedoras de conteúdo “adulto”, o personagem até hoje ocupa um lugar de respeito entre os fãs de quadrinhos.

Originalmente, o Monstro do Pântano era Alex Olsen, um cientista do inicio do século 20 que foi pego numa explosão causada por seu colega de trabalho, que queria matá-lo a fim de conseguir casar com Linda, esposa de Olsen. Ao se jogar no pântano em desespero, Olsen acabou sendo alterado pelos químicos aos quais foi submetido na explosão e pelas propriedades do pântano, tornando-se uma criatura bizarra. Olsen consegue sua vingança, Matando o ex-colega antes que ele pudesse conseguir matar Linda, mas como não conseguiu fazer com que sua esposa percebesse a verdadeira identidade dele, vai embora, de volta ao pântano, seu novo lar.

A história foi publicada em House of Secrets # 92, em 1971. A história, escrita por Lein Wein (o cara que acha que o final de Watchmen deveria ter sido diferente) e Bernie Wrightson, grande nome das HQs de terror e teve sucesso imediato. Alguns meses depois, uma série regular do personagem foi encomendada, mas os editores preferiram atualizar a história e tornar o personagem um pouco mais “heróico” a fim de justificar o fato de ser protagonista da série. E então a revista Swamp Thing foi publicada, com a origem do Monstro recontada e adaptada para os anos 70.

Assim, a revista começou a contar a história de Alec Holland, um cientista que trabalhava num laboratório da Lousiana numa fórmula biorrestauradora capaz de “gerar florestas em desertos”, mas é que sabotado quando uma bomba plantada no laboratório por agentes de um misterioso Mr. E, que queria a fórmula. Ao receber a explosão, Holland corre para fora do laboratório, onde acaba caindo no pântano, enquanto pegava fogo. Um tempo depois, Holland emerge do pântano como uma criatura humanóide-vegetal, que seria conhecida como “Monstro do Pântano”.

Len Wein foi o escritor pelo primeiro ano da revista, sendo depois substituído por David Micheline e Gerry Conway. Durante a fase de Wein, as histórias giravam geralmente em torno do sobrenatural e do insólito. Com a entrada de Micheline, as histórias passaram a contar com diversos elementos de ficção científica e aos poucos foram ficando cada vez mais parecidas com histórias típicas de super-herói. Após um bizarro e inútil arco (escrito por Gerry Conway), onde Alec Holland volta a ser humano, a revista é cancelada. A última edição da revista contava com uma história de Alec Holland, já humano novamente (mas curiosamente o Monstro do Pântano, que não aparece em nenhum momento na história, está na capa da revista...).

Curiosidades:
Len Wein antes havia sido escritor do Homem-Coisa, personagem da Marvel com premissa bastante similar ao do Monstro do Pântano, mas lançado um ano antes. Gerry Conway, um dos criadores do Homem-Coisa – e que iria escrever posteriormente o Monstro do Pântano), atentou para o fato, mas Wein se recusou a alterar a origem do personagem.
No entanto, a Marvel nunca pensou em processar a DC por plágio, e por um motivo muito simples: Ambos os personagens eram similares DEMAIS à um monstro criado nas HQs em idos dos anos 40, chamado Heap. Ou seja, se eles são plágios de algo, é do personagem dos anos 40.
Outra curiosidade é que Gerry Conway (criador do Homem Coisa, e que posteriormente escreveria Monstro do Pântano) e Len Wein (criador do Mosntro do Pântano e que já havia escrito o Homem Coisa) eram colegas de quarto na época.
Ainda assim, como dito anteriormente, O Morto do Pântano, personagem brasileiro similar criado por Eugênio Colonnese, foi criado 5 anos antes, tanto do Homem Coisa quanto do Monstro do Pântano.
Monstro do Pântano foi publicado no Brasil em uma revista chamada “Estréia”, pela Ebal. Apesar de não ser o único personagem da revista, era sempre ele que aparecia nas capas.
Originalmente, o Monstro do Pântano não falava. Os balões de diálogo eram substituídos por balões de pensamento para sabermos o que estava se passando na cabeça do personagem
Monstro do Pântano não demorou para encontrar outros personagens da DC. O primeiro foi Batman, seguido por outros, como Desafiadores do Desconhecido e Gavião Negro.
Curiosamente, o encontro do Monstro do Pântano com Gavião Negro deveria ser publicado na edição 25 da revista. Como ela foi cancelada no número 24, a história acabou levando meses para ser publicada em outra revista.



Na próxima Madrugada:
Um britânico surge, e os pântanos da Lousiana – e os quadrinhos de terror – nunca mais seriam os mesmos. Na próxima semana, O Elemental.

domingo, 25 de outubro de 2009

Velhos demais para o Rock, definitivamente jovens demais para morrer

Saudações, leitores do Uarévaa, especialmente do PalhetadA! Aqui quem vos escreve é Rafael Rodrigues, pois o Duende exagerou na carne e na cerva no fim de semana, aí deu um piriri que o impossibilitou de escrever (até porque não se pode levar o PC para o banheiro). OK, isso não é verdade, apenas estou substituindo o dono da coluna por hoje, mas semana que vem ele já estará de volta. E sobre qual banda eu irei falar? Bom, quem a conhece, já pôde ter uma idéia pelo título. Quem não conhece... Bom, o que está esperando? Clica aí no Leia mais, pô!



Todos nós temos nossas influências musicais, quer a gente seja do meio musical ou não. Eu, particularmente tenho duas bandas que posso considerar que mudaram minha forma de pensar, de ver o mundo, e que virtualmente definiram a forma como eu interpretava a realidade ao meu redor. Essas bandas são Metallica e Jethro Tull. Como sei que Metallica é uma banda do qual o Duende tem muito apreço (e sei que ele preparará algo muito foda para ela), falarei sobre o segundo caso.

Bandas boas são aquelas que tem atitude, ou letras bacanas, ou um som bacana, ou criatividade no som, um pouco de inovação também é bom. Mas agora, bandas FODAS com F maiúsculo são aquelas que conseguem englobar absolutamente todas essas qualidades. E, se tem uma banda que consegue reunir tudo isso, e mais, com certeza é Jethro Tull.



Para quem não conhece, Jethro Tull é uma banda britânica formada em Blackpool entre os anos de 67 e 68. Apesar de ter feito parte do grupo de grandes bandas da época, Tull sempre ficou um pouco à margem devido principalmente ao seu estilo musical bastante característica. Misturando música folclórica, blues e hard Rock, e incorporando elementos de música celta e música clássica, a banda desenvolveu um som próprio que o diferenciava bastante das outras bandas da época.




Com composições criativas, complexas e – porque não – eruditas, Jethro Tull logo se tornou uma banda que não se encaixava em nenhum gênero musical conhecido na época (e provavelmente até hoje não se encaixe). Esse caráter de originalidade da banda era sua principal característica, e embora a banda tenha tido uma grande rotatividade de membros ao longo dos anos, o experimentalismo e inovação sempre marcaram os álbuns do Tull.




Em mais de 40 anos de carreira, Jethro Tull já fez de tudo: Um álbum praticamente de Blues (This Was, o primeiro álbum da banda), lançou álbuns temáticos (como Too Old to Rock’n Roll, To Young to Die, que era uma historia em quadrinhos em que cada música era uma parte da história), Álbuns com apenas uma música (Thick As a Brick, que no total tem mais de 40 minutos), álbuns hard rock (Aqualung, o mais famoso), álbuns de Natal (Christmas Album) e até um álbum instrumental com a Orquestra sinfônica de Londres (A Classic Case)!



Correndo o risco de ser bastante tendencioso, Jethro Tull é, definitivamente uma banda que faz parte da história. Mas não pense que a história do Jethro Tull acabou: A banda ainda está na ativa e lançando material original até hoje. Definitivamente, uma banda que merece ser ouvida.



Curiosidades:
A banda penou muito para escolher um nome, e memso quando já tocavam por aí, não possuíam um nome definitivo, chegando a se apresentar numa mesma semana com nomes diferentes. Mas o nome que acabou ficando foi Jethro Tull mesmo.
Jethro Tull é o nome do agricultor que inventou a semeadeira.
Na série infantil brasileira A Turma da Garrafinha, o personagem Musicão aparece na maioria das vezes cantarolando o riff de 'Aqualung'.
Em um episódio da série Friends, Phoebe revela que possui um caderno aonde anota todos os homens com quem já saiu. Uma das anotações é Jethro Tull - fica implícito que ela saiu com a banda inteira.
No filme Armageddon, o personagem de Owen Wilson, Oscar, ao ser perguntando pelo psicológo sobre qual era a coisa que mais o irritava, diz que é "gente que acha que Jethro Tull é o nome de um dos membros da banda".
Em um episódio da série Everybody Loves Raymond, é revelado que Robert fugiu de casa para ver um show do Jethro Tull, e, após ficar bêbado, ficou "disposto a bater em qualquer um que não concordasse que 'Bungle in the Jungle' era a melhor música já feita".
Jethro Tull já esteve no Brasil. Mais de uma vez.


E era isso, espero que gostem, pra finalizar, uma saideira:

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Plantão do Monitor

É o velho ditado: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que.. molha". E foi assim (molhando a mão dos integrantes do Uarévaa), que o leitor Diogo Mourão, figurinha carimbada desse blog, ganhou o fabuloso cargo de estagiário em nosso seleto staff. Boas vindas ao Monitor, que estréia hoje sua coluna, após uma semana de plantão atualizando nosso twitter!!

Well Come Diogo!!


AEEEEEEEEE!! Vamos começar oficialmente o Plantão do Monitor, onde eu, o Monitor, comentarei algumas noticias que saíram essa semana, pelo menos as quais eu achei mais interessante (para zoar ou não, hehe) e dar dicas de algumas coisas legais que tem na net, pra vocês procurarem outra coisa na vida alem de putaria e scan. Então vamos lá!

Vestido assim intencionalmente, pra aumentar o número de visitas do blog!



CINEMA

Rorschach vai ser o Sinestro?

O elenco de Watchmen, alem de DCnauta, é fominha demais. Um boato que vem rolando por aí é que Jackie Earle Haley está na lista do diretor Martin Campbell para fazer o papel do Sinestro no filme do Lanterna Verde. O próprio Kovacs nem fazia idéia do rumor, mas não signifique, se ele for chamado, que vá negar o papel... devido a sua ultima atuação, o visual do Sinestro deve ficar assim:


Batman/Superman Public Enemies terá sequência

Muita gente não gostou de como ficou o novo desenho da DC Universe, Public Enemies, mas parece que o$ resultados$ foram satisfatório$ o $uficiente (260 mil copias em duas semanas, um DVD custa na casa dos 20, 30 dólares e um blu-ray nas casa dos 40, 50 dólares, agora faça as contas) para que a Warner encomendasse uma sequência do filme. Dizem que o próximo filme possa ser baseado em Supergirl de Krypton, onde reencaixa Lara Zor-El na cronologia da DC, mas duvido que eles vão pegar uma outra historia do Jeph Loeb, por mais massa-véio que seja. Deve fazer que nem as pessoas andam comentando sobre Crisis of Two Earths, fazer filmes baseados nas historias das Crises, mas sem ligação entre si. Queria muito que o primeiro encontro deles fosse transformado em filme só pra ver o Robin pegando a Lois Lane hehehe (E isso não é spoiler, porque a historia já tem mais de 50 anos!). E o mais bizarro, essa edição do primeiro Team-Up deles tem 52 paginas... Coincidência? Acho que não....

Fonte: www.mania.com


Batman & Robin,o filme mais importante da história? E updates do filme do Lobo

De acordo com Kevin Feige, BATMAN & ROBIN, de 1997, é o filme de HQ mais importante da história! E de certo modo ele tem razão, já que tudo que você viu deste filme é tudo aquilo que as pessoas não querem ver num filme de quadrinhos! Como sou fã e entusiasta dos filmes antigos, falarei mais sobre isso, em detalhes, em breve.... E falando no diabo, Akiva Goldsman, que escreveu Batman & Robin e também é produtor do filme do Lobo, o ultimo Czariano, fala sobre o projeto aqui.


Habemos Mark VI!

Habemos Mark VI! Sim, Mark VI é a nova armadura de Tony Stark no filme Homem de Ferro 2. O look é muito parecido com o da serie Extremis, mas se esse é a sexta armadura, whatarell é a quinta armadura? Meu chute: War Machine.



Clancy Brown+GCI+Jaquetão = Lobo?

Sabe quem deve fazer o papel do Lobo, o Ultimo Czarniano, nos cinemas? Seria uma mistura com a roupa do personagem (ou motion capture, quem sabe), GCI e o corpo, voz e interpretação de ninguém menos que CLANCY BROWN! Não sabe quem é ele, infiel? O vilão do primeiro Highlander e a voz de Lex Luthor nos desenhos da Liga da Justiça e Superman! Uma boa escolha? Ótima por sinal, mas só se isso for verdade, por enquanto o nome só circula pela boca miúda... mas o Lobo com aquela voz seria foda demais....



R.I.P Joseph Wiseman

É minha gente, mais um cara foda no circuito nerd foi pro saco. Dessa vez é o icônico vilão do 007, melhor dizendo, o ator que interpretava Dr No, Joseph Wiseman, que morreu na sua casa no dia 21 (quarta-feira) em sua casa. A noticia da morte foi divulgada no New York Times pela sua filha, Martha. Alem de atuar com Sean Connery em Dr.No, o ator teve a oportunidade de atuar lado a lado com outro gigante dos cinemas, Marlon Brando, em Viva Zappata! de 1952, e em O Passado Não Perdoa com Burt Lancaster e Audrey Hepburn, em 1960. Nozes do Uarévaa deixamos nossas condolências.


Episódio VII?

De todos os rumores da semana, esse certamente foi o mais bizarro: George Lucas, o Louco do Rancho Skywalker, estaria trabalhando em uma nova tecnologia para filmes 3D com o intuito de lançar não um remake (graças a Deus!), nem um relançamento dos clássicos (coisa que ele já está trabalhando nisso, por sinal), mas sim uma SEQUÊNCIA da trilogia clássica, continuando a historia depois do Retorno de Jedi. E pior, o rumor dizia que Lucas não ia dirigir nenhum desses novos filmes (o que seria ótimo, porque como diretor ele é um ótimo roteirista), e um deles seria dirigido por Steve Spielberg e outro por Coppola (O_o) e que só iria pra frente se Avatar do James Cameron fizesse sucesso. Obviamente, alguém foi atrás de conferir a veracidade do rumor, e Eric Vespe do Ain’t It Cool mandou um email aos responsáveis e eles disseram que isso tudo é balela, caô dos brabos. Lucas, doidão do jeito que é, iria criar é todos os personagens digitais. Atores? Pra que? O único sinal positivo, se isso fosse acontecer realmente, era a possibilidade de ver a fodástica Trilogia de Thrawn ou Dark Empire na tela grande....


Viva o Gordo agora em DVD!

AEEEEEEEE! Depois dos DVDs do TV Pirata e dos Trapalhões, a GloboFilmes vai lançar os DVDs com as melhores (pelo menos pra eles) partes do programa Viva o Gordo. Se você não se lembra, a serie foi de 1981 a 1987, trazendo um pouco de alegria numa época onde a ditadura estava acabando mas o país ainda estava na merda. Entre os personagens do programa tem o Reizinho, Venturoso, Zé da Galera, Zezinho e o Capitão Gay, com seu sidekick Carlos Suely (feito por Eliezer Motta). O dvd terá 5h30 de duração



Momento do sobrenatural

Caça-Fantasmas 3 tem data confirmada, apesar de todo rolo que o Bill Murray e Dan Aykroyd andam fazendo. A estréia deve ser no Ano da Carnificina, em Maio de 2011. Direção do Ivan Reitman, obvio.

Já na adaptação da HQ Criminal Macabre (Crimes Macabros aqui em terras brasilis), um ator já se candidatou ao papel principal. No caso esse cara seria Thomas Jane (o segundo Punishero), que anda fazendo algum filmes de menor orçamento que parecem bem legais como Dark Shadows e Give 'em Hell, Malone (mas ainda não os vi, mas pretendo fazer isso). Eu gosto dele como ator, mas entre os fãs da revista ele já é conhecido por ser o rosto do personagem principal nas capas da mini-serie Cellblock 666, feitas também pelo recém-mano do Jane, Ben Templesmith. Veja ao lado a capa da edição numero #2.




QUADRINHOS

Veja o Batman mandando bala em First Wave!

Sem frescuras, sem firulas, sem amarras cronológicas e armado até os dentes! Veja o Batman (que não é Bruce Wayne, nem Dick Grayson) do universo Pulp da DC mandando azeitona de aço na empada dos caras na primeira edição de First Wave: Batman & Doc Savage Special!!! Por Brian Azzarello e Phil Noto!
Clique na foto pra ampliar


Depois me perguntam porque não leio mais a Marvel…

O Ckreed que me deu a dica. Então, criançada, vamos todos juntos ,ok? É 1,é 2,é 3:
HEY QUESADA VAI TOMAR NO PIIII!
Tranquilamente.....



Teaser completamente anos 90 de Image United!

Libere seu segredos podres, e assuma você também que foi, durante um período da sua vida, fã de Spawn! E a Image lançou o teaser da safadeza da saga Image United, onde mostrará Al Simmons de volta depois de ter deixado de ser o Soldado do Inferno (SBTeta feelings) para ser o vilão do evento. Mas fracamente, Simmons derrotou Deus e o Capeta e ainda por cima impediu o Apocalipse.. Me diga, que chance gente bucha como o YoungBlood vai ter?



Capas de Invencible Iron Man!

A Marvel tá uma merda hoje em dia, quero que o Quesada morra com gangrena no PIIII, mas nem tudo é desgraça in da House of the Mouse. Veja as capas fodásticas da nova fase do Homem de Ferro:

Clique na foto pra ampliar


BESTEIROL E AFINS

Um desenho de Will Stopinski mostra quem é mestre com o cap vermelho nos videogames:


Criancinhas, depois de acordarem, não entrem numa armadilha comendo certos cereais ruins, comam o cereal do titio Almirante Ackbar!



Pra finalizar, veja como foi escrito o roteiro de Indiana Jones 4!

Bem, espero que vocês tenham gostado! Coloque suas criticas, opiniões e o número da sua conta bancária para pagar pelos elogios! Até a próxima!

Chucrutz Games



Há algum tempo e série Need for Speed vem seguindo tendências. Antes eram as implacáveis perseguições policias que víamos em filmes e séries. Depois veio a moda do tunning ditada por filmes do gênero e sua variáveis, e depois do fiasco dos últimos títulos (NFS Undercover que o diga) os produtores tentaram revitalizar a série com seu mais novo lançamento – Need for Speed Shift – nos levando de volta ao princípio básico dos jogos de corrida: as pistas fechadas.


Esqueça o tunning, as ruas abertas e o trânsito de inocentes civis pela rua. O lance é simplesmente correr e vencer. “Mas isso não torna o jogo um tanto quanto chato?” você pode se perguntar, e a resposta é não! Estamos falando de Need for Speed, um nome geralmente ligado a mudanças significativas em se tratando de jogos de corrida.

Podemos começar falando sobre a enorme variedade de carros (70 no total), que vão desde os clássicos Lotus Elise e Audi TT às bestas do asfalto como o Bugatti Veyron e a McLaren F1. Um lance bacana aqui é o sistema de câmera do cockpit, em que você tem a visão do motorista, onde todos os painéis, volantes e câmbios dos carros foram detalhados perfeitamente. A variação de reação do próprio piloto também é bem engraçada, como por exemplo, ele socando o volante ao perder uma corrida ou segurando mais firme na direção enquanto o carro vai chegando a assustadores 300 km/h. Uma novidade que facilita um pouco a nossa vida é que a pista é toda tracejada com setas que variam entre verde, amarelo e vermelho, o que ajuda bastante nas curvas.

Dinheiro não é tudo

Você já deve ter ouvido essa frase antes, mas aqui em NFS Shift ela se faz valer. Isso porque pra você habilitar novas corridas e carros você precisa acumular um certo número de conquistas que são indicadas por estrelas. Por exemplo: Em algumas corridas você tem o máximo de seis estrelas pra alcançar. Dessas seis, três serão por seu desempenho na corrida (caso chegue em primeiro.) e as outras três serão ganhas se cumprir alguns objetivos durante a corrida, que variam entre tirar certo número de oponentes da pista, alcançar um número X de quilômetros por hora, etc. Além disso, o próprio piloto acaba recebendo um tipo de personalidade diferenciado por pontos, onde diz se ele é um piloto agressivo (aquele que sai batendo em tudo quanto é oponente e não respeita os cones na pista) ou se ele é um piloto mais profissional, que ultrapassa na manha e faz as curvas direitinho.
Você vai precisar ganhar muitas corridas se quiser pilotar essa belezinha.


Gráficos, pra que te quero.

Sinceramente, não sou o maior fã de jogos de corrida, por isso não vou comparar NFS Shift com seus demais concorrentes como Grid ou o mais recente Forza Motors. Mas o que posso dizer é que os gráficos são ótimos! A sensação de velocidade o faz querer pisar cada vez mais fundo no acelerador (ou afundar cada vez mais o dedo no botão do controle) e essa sensação aumenta quando vista pelo ângulo do já citado cockpit. Além do mais os carros estão muito bem detalhados, tanto por fora quanto por dentro e você ainda pode presenciar acidentes homéricos principalmente em pistas estreitas (como é o caso da London River). Por falar em London River, as pistas são um espetáculo à parte. Desde as pistas ovais dos circuitos de Daytona às ruas de Londres onde é possível se ver o Big Bang de perto. São tantos detalhes que não é difícil você se perder em uma curva ou outra.

As pistas são muito bem detalhadas, por isso cuidado pra não se perder nas curvas

Existem ainda diversas modalidades de corridas como o Time Attack ( faça o percurso no menor tempo) , o Drift (quem faz as curvas mais perfeitas) e o Vs Battle, que pra mim é o mais bacana, onde dois carros de motor potencialmente parecidos tiram um racha dividido em dois ou três turnos, como também umas corridas no estilo battle entre os carros americanos e japoneses, japoneses e europeus, europeus e americanos, etc. Uma infinidade de modalidades pra você arrancar asfalto do chão.

Pra terminar...

Enfim, Esse jogo tem tanta coisa que eu precisaria de mais umas três matérias pra conseguir falar sobre tudo, por isso, quando tiver a oportunidade de jogá-lo em casa, ou no vizinho, na casa do cunhado ou na lan house perto da sua casa, não perca a chance! Tenho certeza que não vai se arrepender.

Nota:




LEGENDA:

Sinta vergonha de ter colocado esse jogo no seu video game.


Alugue ou pegue emprestado, mas não precisa sair espalhando que jogou.


Pra um sábado de tarde chuvosa, até vale a pena.


Esse vale uma rodada entre os amigos com pipoca e guaraná.


Apresente aos pais e amigos, faça inveja nos outros e reserve um lugarzinho especial na prateleira.

PS: Desconsiderem as cores das notas. Nosso estagiário já está arrumando isso =/

Na próxima semana:

Prepare seus ouvidos para o som pesado de Brutal Legend!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para o Alto e Avante - Parte 1

Prólogo:
Saudações, meus amigos e amigas nerds! Uma nova seção desponta no horizonte! Heróis! Vilões! Batalhas! Mortes! Ressurreições! Polêmicas! Tudo isso com uma série de informações técnicas, chatas, curiosas ou nenhuma das alternativas anteriores todas as quintas na mais nova coluna do Uarévaa (que visa “substituir” temporariamente a coluna “Irmão Olho”, de Marcelo Soares, que ficará de molho por um tempo).

Com essa apresentação, acho que ficou claro que também falaremos aqui sobre banda desenhada, certo? Que? Não sabe o que é banda desenhada?




Banda desenhada, bande dessinée, fumetti, tebeos, historietas, muñequitos, manga, comics, histórias em quadrinhos, ou simplesmente gibis. Se você não é membro da família de alguém do Uarévaa, provavelmente é o principal motivo de ter conhecido esse site. E, se hoje sou quem eu sou, é com certeza devido aos quadrinhos (Explicarei isso futuramente). Todos sabemos que essa forma de arte ocupa grande parte da vida (e do ordenado) dos fãs. Nós adoramos falar bem das melhores obras, sentimos prazer em criticar duramente as obras ruins, defendemos nossos autores preferidos com unhas e dentes e soamos hipócritas quando falamos dos defeitos do personagem preferido de alguém ignorando os defeitos do nosso. Todo fã de quadrinhos é, em essência, um crítico em potencial, mas a verdade é que todos nós, fãs de quadrinhos, somos que nem mulher de bandido: apanhamos, mas sempre voltamos para levar mais um pouco. É a nossa sina.

Paralelo à nossa banda desenhada segue um mundo real cruelmente diferente do nosso, onde nem sempre há finais felizes (na verdade, isso não ocorre na maioria das vezes) e geralmente o mal triunfa sobre o bem. Mas apesar de nem sempre nos darmos conta disso, os quadrinhos são, de certa forma, um reflexo do mundo real e mudam à medida que o mundo, ou nossa percepção de mundo, muda. Visto por esse ângulo, é interessantíssimo analisar personagens e histórias sob uma ótica “datada”, podendo entender os motivos de um personagem ser do jeito que é, e o porquê de certas mudanças, às vezes bem-vindas, e muitas vezes polêmicas.
E é exatamente esse o objetivo dessa nova coluna: Analisar personagens, histórias e editoras através dos tempos e (tentar) entender como as coisas chegaram até aqui desse jeito (seja isso bom ou ruim). Serão séries de matérias divididas em “arcos”, que alimentarão sua curiosidade sobre esse fascinante e porque não - viciante mundo dos quadrinhos. E, se você não lê, talvez passe a fazê-lo com essas matérias. Mas eu duvido.

Para iniciar essa coluna, eu não poderia começar com outro senão o personagem que, além de ter sido pioneiro, foi o que mais influenciou os quadrinhos, e talvez o que mais tenha sofrido influência (ou eu deveria dizer apenas “o que mais sofre”?) pela chegada dos novos tempos: Superman.

Superman é um mito. Independente de quem goste ou não do personagem, não há como negar que, sem ele, a história teria sido, no mínimo, muito diferente. Podíamos estar lendo apenas histórias policiais e de faroeste, podíamos não ter séries como Heroes ou filmes como Homem de Ferro. A Marvel até poderia ter existido, mas com certeza, o mito do herói como conhecemos hoje, não. Foi responsável pela gênese do mito do Super-herói, por estabelecer todos os clichês do gênero, instituir novos parâmetros comerciais, criar novos relacionamentos entre os quadrinhos e outras mídias e definir a supremacia americana dos comics, mudando radicalmente e do dia para a noite a forma como se via e se fazia quadrinhos.
Atualmente, muito da influência do personagem nos comics parece ter se perdido, mas hoje, mais do que nunca, Superman influencia muito mais do que antigamente; tornando-se de modelo de comportamento a ícone cultural.

Mas Superman também é um produto. Um produto que está no mercado há mais de 70 anos e, por isso, passou por diversas repaginações a fim de se adaptar às devidas épocas. Com isso o personagem evolui, torna-se mais sólido, mas também corre o risco de ser exposto ao ridículo e de ser descaracterizado em um sem número de ocasiões.

Uma época simples, mas nem tanto (Anos 30-40)
Por Rafael Rodrigues

Superman foi criado por Jerome Siegel e Joseph Shuster em 1932, na época da grande depressão, mas só foi publicado oficialmente em 1938, na revista Action Comics # 1 da editora DC Comics (onde os dois já trabalhavam com outros personagens, como Slam Bradley e Spy). Para quem não sabe, a Grande Depressão foi um período de recesso econômico que levou os EUA pro buraco e ferrou com muita gente grande e teve inicio com a quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929 (estudem mais, crianças). Era uma época bem diferente, onde os americanos estavam não só financeira, mas psicologicamente quebrados. Esperança e superação eram palavras quase extintas no vocabulário americano. Nesse cenário pessimista, Superman surgiu para lutar pela justiça e salvar a “humanidade” (na verdade, só os EUA). Nesses tempos, o personagem era bem diferente do que conhecemos hoje, apesar da gênese ser a mesma. Observem as diferenças:

Em Krypton, um planeta altamente avançado, o cientista Jor - L descobriu que seu planeta estava prestes a explodir e, não conseguindo convencer os outros Kryptonianos do fato, só teve tempo de construir uma espaçonave para salvar o filho recém nascido que teve com Lora, Kal-L. A espaçonave chega à Terra na época da Primeira Guerra Mundial, e é encontrada pelo casal John e Mary Kent, crescendo normalmente ao passo que ia descobrindo seus poderes, mas sem ter conhecimento de sua natureza alienígena. Após a morte dos seus pais, Clark Kent (nome dado pelos Kents) vai para Metrópolis, onde passa atuar como super-herói, prendendo bandidos e tentando melhorar a qualidade de vida dos cidadãos da cidade, escondendo-se sob a identidade de um tímido repórter do Estrela Diária.


Com certeza era uma época diferente. Não havia supervilões, apenas os mesmos bandidos vistos nas páginas das revistas policiais (vale lembrar que era o primeiro super-herói do mundo; logo não havia referências anteriores do que se fazer com um personagem assim). Superman já era uma força do bem para melhorar as vidas das pessoas, mas a forma como ele agia hoje lembraria muito alguns vilões que combate hoje. Era uma época onde Superman agia mais como Batman, assustando as pessoas, jogando-as de prédios e fazendo sua própria justiça. Em uma ocasião, ele diz para um bandido algo como “quer que eu dê uma demonstração do que posso fazer com o seu braço?” para fazê-lo falar. bem "Batman Style". Não voava, apenas saltava e tinha a estranha mania de arrombar portas gritando coisas sem sentido como “Papai ta bravo”, “A banheira queimou o bebê”, entre outros nonsense e agia sempre acima da lei, sem nenhuma conseqüência política ou social. Bons tempos, hein? Mas Independente da simplicidade (ou qualidade) das histórias, os comics eram muito populares em tempos de guerra, pois as pessoas só queriam escapar da realidade em que viviam lendo sobre um mundo preto e banco onde o bem sempre vence o mal e onde o herói sempre está certo. Era uma época onde o povo não entendia ao certo o que estava acontecendo com o mundo e tudo o que queriam era se refugiar em um mundo mais simples que o que viviam.

Lois Lane foi a única coadjuvante que estreou já na primeira edição do personagem, mas outros como Jimmy Olsen e Perry White não demorariam a aparecer. Engraçado que a Lois Lane original era muito mais “fiadaputa” que a atual. Ela realmente desprezava Clark Kent, ao ponto de não olhar para a cara dele e era realmente, um pé no saco (com todo respeito à personagem). Nessa época (já durante a Segunda Guerra Mundial), Superman também fez parte da Sociedade da Justiça, a primeira equipe de super-heróis dos quadrinhos, junto com Batman, Mulher Maravilha e os principais heróis da época. Também nesse período surgem os primeiros supervilões, muitos pouco criativos e cópias uns dos outros (como Ultra Humanóide e Lex Luthor). É ainda na década de 40 que são publicadas as histórias do Superboy, as aventuras do herói quando adolescente em Smallville, mas isso é assunto para outra mais adiante.
Ao final da década de 40, o personagem foi atualizado com pequenas mudanças, principalmente nos nomes de alguns personagens, como Jor-L, Kal-L, Lora, John e Mary, que passaram a ser, respectivamente, Jor-El, Kal-El, Lara, Jonathan e Martha; além disso, o Estrela Diária também mudou de nome, passando a ser chamado de Planeta Diário. Eventualmente, Clark descobriu sua origem kryptoniana, e as histórias começaram a explorar timidamente o terreno da ficção científica.

Epílogo: Curiosidades
- Inicialmente, Superman fora concebido como um vilão em um conto de ficção científica escrito pelos seus criadores. “O Reino do Superman” mostrava um mundo onde um careca com poderes mentais dominava a humanidade. Apenas depois eles adaptaram o personagem aos moldes dos grandes heróis mitológicos, como Sansão e Hércules.
- Se você pensou que os criadores aproveitaram sua versão original do Superman para criar seu principal vilão, Lex Luthor, pense de novo: Antes dele, Ultra-Humanóide era um careca com poderes mentais que tentava dominar o mundo (Hein? Como assim? Mas ele não é um Gorila? Calma, falaremos sobre isso futuramente). Mas é claro que Lex Luthor também bebeu dessa fonte. Sim, naquela época, eles não eram muito criativos com vilões.
- No Brasil, Superman foi publicado pela primeira vez na Gazetinha, um suplemento do Jornal A Gazeta, em 1939, logo passando para a Revista “O Lobinho” e, posteriormente, a editora EBAL.
- Apenas dois anos depois de sua estréia nos quadrinhos, Superman foi adaptado para outra mídia com um desenho animado. Desenvolvido pelos Estúdios Fleischer (o segundo maior estúdio de animação da época, atrás apenas dos Estúdios Disney), era uma série de desenhos animados curtos que passavam antes dos filmes nos cinemas e que fez sucesso imediato. Para vocês terem uma idéia, foi a única série de desenhos curtos em que perdiam tempo produzindo trailers! As pessoas às vezes iam assistir um filme apenas para curtir os desenhos do Super. É um dos primeiros (talvez o segundo, depois de Flash Gordon) personagens de quadrinhos adaptado para outra mídia.
- Ainda sobre o desenho dos Estúdios Fleischer, ele é o responsável por desenvolver a habilidade mais conhecida do super: o vôo. Segundo os irmãos Fleischer, mostrá-lo saltando nos desenhos (o que acontece nos primeiros episódios) ficava muito ridículo, então eles pediram para a DC se podiam retratá-lo podendo voar. A idéia foi tão bem aceita que foi incorporada posteriormente nos quadrinhos.
- Esses desenhos atualmente podem ser conferidos nas edições especiais dos DVDs de Superman - The Movie e Superman II (Que eu tenho, originalíssimo, rá!)


A seguir: Superman tem uma fraqueza! A verdade sobre os dois Supermen! A misteriosa Terra-2! O desaparecimento de vários dos nossos protetores! O governo contra os mascarados! Superman derrotado! Será esse o fim do nosso Herói?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios

DE FORA DA PANELA

"De fora da panela" no ar, graças a mais um leitor que viu, leu, ouviu, pensou, etc... alguma coisa legal por ai e mandou pra cá. Mande você também, caramba!! O tema é livre, envie para contato@uarevaa.com

Hoje o Jonathan Rodrigues, lá do Bloganimazonando, mostrou que, pra ele, promessa feita é promessa paga!! Outro dia ele prometeu nos Uarécados um review de Bastardos Inglórios, e olha o review ae!! Valeu, Jonathan.


Aldo Raine quer os escalpos

rindo do meu sotaque, engraçadinho?

Confesso que não sou nenhum fã do Tarantino e nem mesmo vi grande parte de seus filmes, mas vou falar particularmente de Kill Bill: eu acho legal mas um filme endeusado injustamente, não é a ultima gota de originalidade do mundo e nem é nenhuma obra-prima "do estilo" e muito menos um filme redondinho, do tipo que você não consegue tirar uma cena do lugar nem remover nada, é apenas um filme legal com idéias legais, mas que seu desenvolvimento, embora bom, não extrapolou "os limites do cinema cool" (se é que isso existe) em nada, além de suas doideras não soarem tão confortáveis e nisto engraçadas quanto deveriam.

Há quem diga que Kill Bill é o filme Tarantino "puro", onde estão todos os elementos que fizeram a fama do diretor, e por isto eu tinha um bocado de birra com cara, Kill Bill é legal, mas tipo, legal de uma forma que um diretor qualquer com domínio de cinema e conhecimento dos generos cinematográficos que ele homenageia conseguiria fazer (por favor não me matem com uma adaga e entendam meu ponto de vista), não é um filme cinematograficamente profundo, não é tão diferente do que seria uma HQ contando a mesma história, Taranta não quebrou nenhuma barreira, não foi além, foi um bom realizador mas muito distante de "gênio" ou "autoral".

Ignorem o fato de eu não ter assistido aos (anteriormente) 2 filmes apontados como os melhores do diretor (Pulp Fiction e Cães de Aluguel), mas estou falando pela minha pouca experiência com as obras dele e a sua ultimamente mais cultuada (Kill Bill no caso), mas aí que entra Bastardos Inglórios, foi aí que eu vi onde o Tarantino pode chegar, e foi aí que vi que sim, ele conseguiu ser genial e pôde fazer um filme que o faça poder receber este crédito.



Bastardos conta a história do grupo de soldados note-americanos e um alemão (isso mesmo) chamado "Os Bastardos" liderados pelo Tenente Aldo Raine que durante os primeiros anos da ocupação Alemã em território Françês na segunda guerra mundial ganha fama por cruelmente executar nazistas e os escalpelar (como diz Aldo, ele quer 100 'escalpos nazistas' de cada um dos integrantes), paralelo a isto a judia Shoshanna Dreyfus busca vingança pelo extermínio de sua família pelo General Hans Landa, conhecido como "caçador de judeus".


Bastardos Inglórios não é só descolado, engraçado, violento, tanto graficamente quanto psicologicamente, e etc. Ele eleva estes elementos, faz tudo parecer tão perfeito, tão bem encaixado, tão convicente que um público "totalmente conservador" (não tanto no sentido das imagens, mas na forma como o filme se comporta) pode assistir ao filme e não achar estranho em determinado momento num 'filme histórico' aparecer na tela um rabisco mostrando o nome do personagem e apontando sua posição, assim como 'diálogos improváveis' e outros "delírios tarantinescos". Tarantino achou o tom certo e o filme ficou irretocável, não só para quem já conhece o que se pode esperar num filme dele, mas também para alguém que nunca ouviu falar "deste maluco", ele mostrou não só aplicação de seu conhecimento enciclopédico sobre cinema, ele aplicou isto de sua forma, para o bem de sua obra e não a sobrepondo.. é algo como criar o Sonic por causa do Mario (o personagem Sonic foi criado pela SEGA em resposta ao mascote da Nintendo, desculpem, mas não achei exemplo melhor).

Explicando esta lambança aí: em Bastardos nós temos um filme único, que referencia outros filmes e gêneros, mas não se apoia totalmente nisto, ele funciona tanto para quem conhece os objetos de referência quanto para um "leigo" que está assistindo ao filme e nem percebe tais referências, pois o filme flui e funciona independente delas.



O filme também mostra uma desenvoltura narrativa impressionante, nós lhe damos com muitos personagens e mesmo assim o publico não fica confuso ou perdendo o foco dos acontecimentos, isto devido não só a forma como Tarantino apresenta os personagens, de forma forte e calma, em cenas como o capítulo 1 mas como também por esta mesma estrutura de capítulos ajudar o publico a captar a idéia de estar lidando com muitos "pedaços" e se ligar em ter atenção para construir o "quebra cabeças".

Um ponto para se ressaltar é o humor do Tarantino ao criar a decupagem das cenas, repare nas cena onde temos Shoshanna à mesa com o diretor do filme O Orgulho da Nação e o ator principal e em determinado momento, depois de tomadas mostrando a tela passando pela mesa e pegando alguns personagens em primeiro plano, a cadela que se encontra sentada a ela (sim, isto mesmo) aparece da mesma forma que outros personagens.

Taranta brinca também com o que o publico espera dos clichês típicos de filmes, assim contruindo um clima ainda mais tenso nas cenas, como quando o Coronel Hans Lambda pede leite para Shoshanna ou mesmo na sua absurda risada na "cena do gesso".


O elenco do filme é afiadíssimo, a muito tempo (muito MESMO) não vejo um filme com tanta atuação forte dividindo a tela ao mesmo tempo, e isto vai desde a melhor personificação do filme, Christoph Waltz como o Coronel Hans Landa até o coadjuvante que tem sua casa vasculhada no início, todos afiados e atuando tão bem que o filme nos puxa mais ainda devido a sinceridade e realismo de suas personificações, até o Eli Roth não atrapalha.


e falando de elenco: [comentário pessoal] Mélanie Laurent é uma gracinha. [/comentário pessoal]


Vale ressaltar também o trabalho de fotografia do filme feita por Robert Richardson, cara que venho acompanhando seus trabalhos desde quando vi O Aviador (filme pelo qual venceu o Oscar de melhor fotografia), o melhor trabalho de fotografia que já vi em um filme. Em Bastardos as tomadas são muito bem enquadradas e criativas, o trabalho da composição dos ângulos é uma das técnicas que mais admiro e nesse filme é um deleite mesmo neste aspecto. As músicas da trilha são muito bem empregadas, às vezes eu penso que tanto aqui quanto em Kill Bill o Taranta teve a idéia dos filmes, ou pelo menos a principal fonte de inspiração para o desenvolvimento deles escutando as músicas do Ennio Morricone tamanha a forma como eles são bem utilizadas.



O fim do filme é muito interessante e meio que prova onde Tarantino pode chegar em relação ao desprendimento do convencional e ao seu nível de visão narrativa, ele dá pano pra manga para discussões sobre liberdade criativa, ironia e as teorias de que Tarantino faz "universos maiores do que seus filmes", mas não posso falar mais por causa dos spoilers.


Este é o exemplo de filme onde por mais que se fale (e se perca tentando) você muito pouco chegará a mostrar o porque de sua grandiosidade, é cinema denso, criativo, e "puro". Bastardos é muito mais do que o 'filme do Tarantino' hiperviolento de caras arrebentando a fuça de nazistas e cortando os seus escalpos, é muito mais do que isto, e o mais importante, cinematograficamente (em toda a densidade que este termo poderia sugerir) muito mais do que isto.

Bastardos ao fim da sessão me fez sentir como nunca antes numa sala de cinema, senti que estava presenciando o surgimento de um genuíno classico, e a internet 'só' vai imortalizar minha afirmação que com o tempo provavelmente se tornará verdadeira.


Nota: 10,0