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quinta-feira, 18 de março de 2010

O Sentinela da Liberdade – Parte 2

No post anterior:
Steve Rogers quer entrar para o exército. Mas seu físico mirrado e doente o impede de realizar seu sonho de lutar pelo seu país. No entanto, em uma chance em um milhão, Rogers tem a oportunidade e mudar de vida, submetendo-se à um soro experimental desenvolvido para criar o soldado perfeito. O resultado do soro é um sucesso e o corpo do garoto é levado ao auge da perfeição humana. Assim, o antes fraco rapaz passa a ser o maior herói da América contra os nazistas, o Capitão América!




“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Nova Fronteira

Os anos 60 tiverem um renascimento das histórias de super-herói. Isso começou em 1956, quando a revista Showcase trouxe de volta, sob nova identidade, novo uniforme e nova origem um dos personagens mais populares da Era de Ouro, o Flash. A partir daí, uma série de outros personagens foram reformulados e trazidos de volta do limbo, como Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Aquaman, entre muitos outros.

Já nos anos 60 propriamente ditos, a editora Atlas acabava dando origem à Marvel Comics, que passou a criar personagens diferentes dos quais os leitores estavam acostumados. Monstros verdes, industriais com problemas de coração que usavam armadura, entre outros davam o clima da nova era de super-heróis. Foi neste cenário que, durante uma batalha contra os Vingadores Namor, irado, joga no mar um bloco de gelo que alguns nativos adoravam como um Deus. Mas dentro deste bloco de gelo estava ninguém menos que o Capitão América, de escudo e tudo. Foi explicado que, ao fim da Segunda Guerra Mundial, o Capitão América desaparecera misteriosamente. Na verdade, ele acabou caindo no mar, onde foi congelado. Seu corpo foi mantido em animação suspensa no gelo até aquele presente momento, quando o ato no Namor causou o degelo que tirou o Capitão dali. Inacreditavelmente o herói estava vivo e aparentemente bem e não demorou muito a fazer parte dos Vingadores, tornando-se líder da equipe.

Ao contrário da tentativa de reviver o personagem nos anos 50, que foi um fracasso, esse novo retorno de Steve Rogers foi muito bem recebido pelo público, principalmente devido ao fato de que os eventos passados durante a Guerra com o personagem não haviam sido esquecidos. Aliás, o sentimento de culpa de Rogers pela morte de seu parceiro mirim, Bucky na Segunda Guerra foi amplamente explorado, e algo que demorou a ser superado pelo herói. Mais tarde, ele chegou a colocar o jovem Rick Jones sobre sua tutela, mas por um bom tempo relutou em deixar o garoto assumir o manto de Bucky, temendo que o mesmo acontecesse com ele também. Só um bom tempo depois Capitão finalmente superou a morte de seu primeiro parceiro e deixou Rick Jones dar sequência ao legado de Bucky. Mas a carreira de Rick como o parceiro do Capitão não durou muito tempo. Depois disso, Rogers conheceu Sam Wilson, que depois se tornou o super-herói Falcão. A amizade entre os dois deu início à diversas histórias onde atuavam juntos, percorrendo as estradas dos EUA, e por um tempo eles dividiram a revista “Capitão América e Falcão”, onde os dois atuavam como “heróis do povo”, por assim dizer.

Durante esse tempo, a vida pessoal de Steve Rogers não era nada fácil. Tentou uma série de empregos, como policial em Nova York e até desenhista de quadrinhos. Mas seu compromisso como Capitão América o tornava relapso nos seus empregos, fazendo com que ele nunca durasse neles. Após um tempo, finalmente sua vida mudou quando recebeu uma fortuna, resultado do soldo militar que ele não havia recebido desde seu desaparecimento. Por um tempo viveu bem, até o governo começar a questionar de onde tinha vindo essa fortuna súbita. É, parece que nem os “verdadeiros heróis americanos” tem vida fácil na Marvel...


Epílogo: Curiosidades

- Como Stan Lee ignorou a existência de um Capitão América entre o fim da Segunda Guerra e o período que ele trouxe o herói de volta, mais tarde foi explicado que as aparições do Capitão durante esse meio tempo aconteceram, mas não por conta de Steve Rogers (que durante este período estaria congelado). Então, foi dito que outras pessoas assumiram temporariamente o manto de Capitão América (e outras também assumiram a identidade de Bucky): William Naslund, o Independente, também chamado de "O Espírito de 76" foi convocado para usar o uniforme de Capitão América no lugar de Rogers (Um ex-jogador de baseball chamado Fred Davis se tornou o novo Bucky). Este Capitão foi morto ao tentar impedir o assassinato de John Kennedy (bem antes dele se tornar presidente) e foi substituído por Jeff Mace, que na época era o herói conhecido como Patriota, que atuou por um tempo até se aposentar. Mais tarde, um professor sem querer encontra a fórmula para o soro do supersoldado, injeta em si mesmo e se torna no novo Capitão América. O último deles foi um homem tão devotado a personificar seu ídolo que fez uma cirurgia para se tornar igual ao Capitão América. Mais tarde ele consegue uma cópia nazista do Soro do Supersoldado e injeta em si e em seu protegido. Mas o soro é imperfeito e deixa os dois insanos. Mais tarde, este personagem se torna o vilão Grande Diretor;
- Sam Wilson, o Falcão é, até onde se sabe, o primeiro super-herói negro dos quadrinhos mainstream;
- Capitão América foi um dos personagens que tinha seu próprio desenho no segmento The Marvel Superheroes, nos anos 60, junto com Namor, Homem de Ferro e Hulk;



A seguir: Bons tempos, maus tempos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Momento Uarévaa

Hoje é dia de São Patrício
por Romenique Zedeck
Hoje na Irlanda é o dia de São Patricio, padroeiro do país! E enquanto no Brasil, no dia da nossa padroeira é dia das crianças, na Irlanda é “o dia dos adultos”. La é dia de tomar cerveja irlandesa - vendida em pints, uma dose padrão que contém 568 ml - comer pratos típicos, sair na rua para ver/ participar de desfile e já mencionei tomar cerveja?


Para a nossa sorte, o feriado se espalhou para o mundo inteiro e as pessoas, descendentes ou não dos gigantes ruivos, tiram o dia 17 de março para bebemorar o dia desse santo vestindo verde e dourado e usando trevos de três folhas, um dos símbolos do santo.
Mas porque o verde, o trevo e a cerveja num dia de um santo você se pergunta. Aqui vai a explicação:

O Dia de São Patrício (em inglês: Saint Patrick’s Day e em irlandês Lá ’le Pádraig u Lá Fhéile Pádraig), é a festa anual que celebra São Patrício, um missionário cristão e santo padroeiro da Irlanda, considerado o fundador da Igreja Católica no país. A cor verde é associada ao dia de St. Patrick porque é a cor da Primavera, da Irlanda (considerada a Ilha Verde) e do trevo.
Apesar de ter nascido na Grã-Bretanha no século IV, São Patrício foi vendido como escravo para a Irlanda, quando tinha penas 16 anos, voltando para casa 6 anos depois, após ter conseguido fugir de seu cativeiro. Desde então, dedicou-se à vida religiosa e acabou retornando à Irlanda para pregar o Evangelho. Utilizava o trevo de três folhas para explicar como a Santíssima Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo) era três e um ao mesmo tempo. É por isso que o trevo de três folhas sempre acompanha a identidade de St. Patrick.
São Patrício é conhecido também por tirar as cobras da Irlanda. É verdade que não existem cobras na Irlanda, e provavelmente nunca houve - a ilha foi separada do resto do continente no final da Era Glacial. Assim como muitas religiões pagãs, o símbolo da serpente era comum e normalmente cultuado. Tirar as cobras da Irlanda provavelmente seria o simbolismo para terminar com essa prática pagã. Embora não tenha sido o primeiro a trazer o cristianismo para a Irlanda, Patrício é considerado como a pessoa que encontrou os Druidas de Tara aboliu seus rituais pagãos. A história conta que ele converteu os chefes e governantes dos guerreiros, batizando-os e a milhares de seus súditos nas "Holy Wells", que permanecem com esse nome.
Com o passar do tempo, as conotações religiosas da comemoração do Dia de São Patrício foram ficando cada vez mais distantes, e a data passou a ser uma celebração da amizade e da cultura irlandesa. E falando em festa, amizade e cultara irlandesa, nada mais lógico do que ter muita CERVEJA!!! E Guinness, de preferência. Yay!

Esqueça toda sua crença/descrença e comemore o dia de São Patrício com os amigos! Tire sai gaita de fole de cima do guada roupa, ponha uma camisa verde e venha se juntar a galera amante de festa e da boa cerveja. Aqui vai uma lista baseada na que eu roubei encontrei no site Botecagem do excelentíssimo Biso, brother veio de guerra e cerveja!

São Paulo

o All Black
o CB Bar
o Drakes
o Dublin
o Finnegans
o Frangó
o Kiaora
o Liverpool (Eu estarei lá as 19 horas!!!!)
o Goodfellas Bar (Ao lado da minha ex faculdade, que está com a semana inteira de comemoração)
o Melograno
o O´Malleys
o PJ Clarks
o Republic
o Rhino PUB
o St. John’s
o The Blue PUB
o The Joy

Curitiba

o Slainte
o Sheridans PUB

São Carlos

o St. Patrick
o Seo Gera

Ribeirão Preto

o Vila Dionísio

São José do Rio Preto

o Vila Dionísio

Campinas

o Nosso Bar

Marília

o Copacabana

Porto Alegre

o Dublin

E não esqueçam de chamar o táxi depois da bebedeira! Antes da bebedeira vocês devem apenas me chamar!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Deixe Ela Entrar

Oskar: Você não tem mesmo 12 anos, não é?
Eli: Tenho. Só que tenho 12 anos há muito tempo.




Tema Macabro



Oskar é um garoto comum nos anos 80. Introspectivo, muito inteligente, sofre com o bullying frequente na escola. Vive com a mãe, de boas intenções, mas que não parece ter muita idéia sobre como ser uma boa mãe. Seu pai, um alcoólatra, vive do outro lado da cidade. Oskar possui, em seu íntimo, um mórbido interesse pela morte e por crimes, e guarda consigo um caderno com recortes de jornal onde foram noticiados diversas mortes. Solitário, Oskar não tem ninguém com quem conversar, e passa os dias praticando e imaginando vingar-se dos garotos que o atormentam. Um dia, ele conhece Eli, garota que recém se mudou para o mesmo complexo residencial de Oskar. Uma jovem estranha, pálida, que só aparece à noite e não parece ter problemas com o frio, de poucos amigos e que, à princípio não quer muito papo com Oskar. Aos poucos, os dois vão desenvolvendo uma amizade bastante profunda, mas que pode prejudicar ambos.

Apesar da sinopse acima parecer de um típico drama, ele descreve um dos filmes mais bonitos e perturbadores que eu já vi. Claro, eu propositadamente ignorei na minha sinopse que Eli é, na verdade, uma vampira – e isso não é spoiler, porque tem na sinopse do próprio filme. Quando eu comentei sobre a essência das histórias de terror, lá no primeiro post dessa coluna, eu comentei sobre que o verdadeiro objetivo de uma história de terror não era assustar. Era também assustar. Mas principalmente, uma boa história de terror precisa nos deixar inquietos, reflexivos ou, em outras palavras, perturbados. Além disso, também comentei que toda história de terror era, em essência, um drama.



Deixe Ela entrar (Let the Right One In, no título em inglês ou Låt den rätte komma in, no original) traz tudo isso e muito mais. Produção sueca baseada no livro homônimo escrito por John Ajvide Lindqvist (tudo bem, eu também não faço idéia de quem seja), o filme traz uma inusitada interpretação do mito do vampiro e, ao invés de se ater ao mistério sobrenatural da criatura ou sua origem, prefere se focar nas conseqüências psicológicas de termos um vampiro de verdade, no caso, uma jovem vampira – ou pelo menos aparentemente jovem. Para os que estão acostumados com filmes “massa veio”, ele pode parecer bem parado, mas tudo isso ajuda a criar o clima necessário para a história. Ah, e não pensem que não haverá mortes e sangue. Há, e bastante. Mas elas não são gratuitas como acontece em muitos filmes atualmente (especialmente os de Hollywood).

Sem se preocupar contando as origens da garota, nem em criar uma complexa mitologia que daria margem para sequências caça-níquel, Deixe Ela Entrar traz tudo o que uma boa história de terror precisa para ser memorável: Personagens verossímeis, uma história competente, uma atmosfera perturbadora e cenas inesquecíveis. Além disso, se você é daqueles que precisa que um filme ganhe prêmio para que o seu valor seja provado, este ganhou vários. 48, pra ser mais exato.

Tudo isso, somado à performance acima da média dos atores fazem desse filme um item indispensável para se ter na prateleira se você é fã do gênero. Aliás, ouso dizer: É um filme indispensável para qualquer fã do bom cinema. Deixe Ela Entrar é mais do que um filme. É uma verdadeira experiência de vida.

P.S.: É impossível não se apaixonar por Lina Leandersson, a jovem de – na época – apenas 13 anos que faz o papel de Eli (mesmo protagonizando algumas cenas horripilantes)
P.S2.: A trilha sonora de Johan Söderqvist (também não conheço) para o filme é simplesmente magistral. Se vocês curtem trilhas sonoras incidentais, procurem esta que vocês não vão se arrepender.
P.S3.: Este ano será lançado uma refilmagem americana, chamada Let Me In. Façam o favor a si mesmos de não confundir as duas produções. O original é este.


Na próxima Madrugada:
O filme mais estranho, experimental e perturbador que eu já vi. Na próxima semana, se você quer mesmo ver algo perturbador, esteja aqui para conhecer Begotten.

domingo, 14 de março de 2010

A Banda da Abelinha...lembra?

Ooooopa mais uma segundona e estamos aqui, firme, forte e sem dor! Ok, com dores! O futebol de ontem acabou comigo, mas isso não é importante mesmo, eu sei O.õ! Bão, vamos lá pra mais uma banda? A de hoje faz parte dos bons tempos em que ouvir rádio (pelo menos aqui em SP) era gostoso, muitas bandas pipocando, coisas de qualidade, mas sempre tinha uma ou outra que ficou marcada por uma música só....caso dessa banda de hoje. Alguém ai lembra da banda que gravou o “Clipe da Abelinha”??
Pô, como não? A banda apareceu pro mundo em 1990, mas estava formada desde 1989 quando Shannon Hoon se picou lá pra Los Angeles e formou o Blin Melon! Em 1991 os caras já estavam de contrato assinado com a gravadora “Capitol Records” e começa a gravar o CD que levava o nome da banda. Ainda no ano de 91 Hoon é convidado por um conterrâneo já mais famoso, egocêntrico, chiliquento, menininha de cadeia, destruidor de quartos de hotéis, a bola da vez que está no Brasil...Axl Rose! Siiim eles eram amiguinhos ui ui ui e a loira maluquete convidou Shannon pra fazer participações especiais no novo álbum do Guns na época (Época que o Guns existia e era bom..tsc) “Use Your Illusion” nas faixas "November Rain" e "Don't Cry". (Eu já falei do Guns por aqui? Num lembro...eu acho que não...rs)

Nesta última Shannon dividiu os vocais com Axl e também participou do videoclipe...com a divulgação da fuça do cara no clipe dos Roses, começou uma curiosidade pra saber quem era o vocalista que soltava a voz ao lado do Axl. Ai ficou mais fácil a divulgação da banda mas os caras estouraram mesmo em 1993 com o famoso “clipe da abelinha” quem não se lembra? Confere ai que a melodia e a voz de Shannon Hoon são fantásticas.

Esse clipe rodou tanto na MTV Brasil que atingiu o primeiro lugar nas paradas, acho que foi no “Disk MTV” (Eu adoro os anos 90). Em 94 a banda foi indicada a categoria “Melhor Artista Novo e Melhor Banda de Rock”, mas não levou nenhum dos dois prêmios. No mesmo ano eles ainda tocaram no Woodstock '94, que é considerado por muitos fans o maior e melhor show já feito pelo Blind Melon.
No ano seguinte gravam o segundo álbum "Soup", mas nem deu tempo pra fazer muita divulgação ou qualquer coisa. Shannon foi encontrado morto no buzão da banda, overdose de cocaína, o cara teve problemas com as “dorgas” desde os 17 anos, morreu com 28 anos deixando a pequena Nico Blue Hoon de apenas 3 meses. Cara, que merda... mais um puta vocalista promissor que se envolve com essa merda e pára a vida pela metade. Conselho de Duende? Fique longe das Drogas....é sério!

Depois disso tudo rolou uns projetos paralelos dos integrantes do Melon, mas nada que mereça ser citado! Em Setembro de 2006 enfiaram o Travis Warren pra substituir Shannon Hoon, gravaram até um CD chamado “For My Friends” que saiu em 2008. No dia 8 de novembro de 2008, o blind melon anuncia o cancelamento da turnê, o vocalista Travis Warren deixou a banda por estar com problemas na voz, falaram que iam chamar outro cara mas não aconteceu. E acabou-se o que poderia ser uma banda excelente... =/Ah curiosidade...sabe a famosa abelhinha do clipe? Sabe como ela ficou depois de crescidinha? Clique aqui.

Semana que vem to de volta!
Let´s Rock!
Duende Amarelo – “Say Not to Drugs Man”

sexta-feira, 12 de março de 2010

Plantão do Monitor:Teorias e Confirmações Heroicas em Longa Metragem


[Monitor.jpg]
Bem,mais um Plantão do Monitor no horizinte desta sexta feira, vamos falar de Nolan e sua confirmação com os maiores herois da DC,as perspectivas disso,analise do trailer do Homem de Ferro 2 e o Homem de 10 anéis que pode estar controlando tudo!


Vamos começar com notiias boas para o Homem de Aço e o Cavaleiro das Trevas: em entrevista ao Hero Complex, Christopher Nolan confirmou que está envolvido com o novo filme do Superman e que o proximo Batman realmente já está a caminho.

Sobre Superman,ele disse que:
-Gosta muito dos filme do Donner e de Superman Returns,mas ele seguirá por um caminho diferente.
-Por enquanto o nome "The Man of Steel" não está confirmado como oficial.
-Nem Brainiac nem Luthor tambem estariam confirmados,mas acho que eles entram na parada.
-A idéia de fazer um filme do Superman surgiu durante um impasse entre ele e David Goyer em relação ao roteiro do terceiro Batman,quando "do nada" (explicarei o porque dos parenteses)Goyer disse qual seria a abordagem que ele usaria se fissese Superman.Veio a luz na direção do Nolan e veio uma ideia da qual tanto ele quanto Goyer acharam fantastica.
-"Cada um serve a uma lógica interna da história. Eles não têm nada a ver um com o outro",ou seja não espere crosssovers e apareciento em cena pós-creditos.
-A produção será do Nolan e de sua esposa Emma Thomas,e a direção de Jonhathan Nolan nao foi confirmada.

Bem,vamos a analise.É obvio que David queria incluir uma citação ou o personagem de qualquer maneirano terceiro Batman,e de certa maneira Nolan ter a ideia foi um bom passo para filtrar as inumeras idéias ruins ao longo do tempo.Ele não é burro,duvido que vá tornar o personagem soturno,ou mudar o que torna ele foda.
Superman goes Dark (rs)

No caso a forma que eles querem fazer o filme é bastante boa,e olha que era contra o reboot!Não precisa recriar a roda a partir do onto que todo mundo na face da terra já conhece mais ou menos a historia (planeta prestes a explodir,ciêntista manda o filho numa nave,planeta explode,etc), o que se tem a fazer é só incluir certos detalhes naquilo que o povo já conhece.Pegue por exemplo o arco Brainiac,de Geoff Jonhs,onde Braniac ataca Kandor,o primeiro fracasso do General Zod,e de certo modo o Coluano ajudou a destruir o planeta enviando um missil ao sol vermelho,etc.Nesse ponto,tem muito a ser adicionado na mitologia kryptoniana.

Sobre manter os herois da DC de certa forma isolados uns dos outros,tenho uma teoria: a Warner quer primeiro estabelecer os personagens no cinema como franquqias de fato,até mesmo para melhor comunicação com o publico.Eles tão preocupados mesmo em estabelecer o mundo onde esses personagens vivem pra depois ver se juntam ou não.Muitas pessoas tem medo que o filme do Vongadires seja um filme do Homem de Ferro com personagens secundarios de luxo,e com a Warner "todo cuidado é pouco" é um lema levado a serio.Pro bem ou pro mal...

Agora sobre o proximo Batman:
-Jonahthan Nolan está escrevendo o roteiro agora.
-Vai ser o fechamento da historia contada pelo diretor.
-Personagens dos filmes anteriores (Begins e TDK) podem voltar ao terceiro filme.

O maior desafio,alem de ultrapassar as certas comparações com TDK,é a possibilidade de vermos pela primeira vez na vida uma trilogia de filmes sobre super herois terminada do jeito certo.E isso é muito bom,não só pra Warner,mas para o Batman tambem.O medo que alguns na net tem que seja o fim DEFINITIVO de qualquer filme do Batman no futuro é exagero.Como disse acima,eles querem estabelecer o mundo dos personagens no cinema,pra depois ver se fará o não a união desses mundos no filme da Liga da Justiça ou algo do tipo.

Quem poderia voltar no proximo filme?Minha aposta com certeza? Duas Caras,em flashback e provavelmente como vilão principal do filme.O porque?Nolan segue a estrutura Ano Um>Longo halloween>Vitória Sombria.Uma das coisas de Vitoria Sombria que foram aderidas ao TDK e sua trama baseada em Longo Halloween foi a UCH(Unidade de Crimes Hediondos).E em VT,Duas Caras é importantissimo na derrubada total dos gangsters e a ascenção dos vilões mais "freaks" digamos.E apesar de algunsterem o roteiro do filme como a Biblia e acreditarem que ele morreu mesmo,no filme em si a morte dele é mostrada de forma BEM ambigua...

Agora pros Marvetes,analise cena por cena do trailer novo do Homem de Ferro 2.Para mais detalhes vá no meu blog.

E ainda falando do Ferroso,achei na net uma matéria ( e inglês)sobre como Mandarin de certa forma já "apareceu" nos filmes do Tony Pinga.Se lembra quando o diretor disse que de certa forma "ele está manipulando os personagens,mexendo nas cordas pro detras do palco?"Então,veja em mais detalhes aqui como Mandarin provavelmente se faz presente mesmo sem aparecer...

E pra acabar, o classico Sabotage,do Beatie Boys versão Batllestar Gallatica!


Bem,por hoje é só pessoal.acompanhe o Uarevaa e meu blog durante a semana para mais informações.Té a proxima!

PS:Esse Plantão do Monitor foi em homenagem ao Glauco e Corey Haim.Fim de semana triste...

Descanse em Paz, Glauco

Glauco morreu. Se você o conhece, já deve saber disso. Se não conhece, melhor. Ao contrário dos posts de outros blogs e sites - e do próprio Uarévaa, que com justiça discorreram sobre como ele morreu, quem ele era e quais suas contribuições para a sociedade brasileira, vou apenas atentar para o único fato que você precisa saber: Glauco era um ser humano e morreu por conta de outro (s) ser (es) humano (s) que não quis (eram) ouvir o que ele tinha a dizer. E ele preferiu conversar a tentar qualquer outra coisa.


Glauco foi morto pelo sistema decadente que ele criticava. O mesmo sistema que constrói aparelhos extraordinários, que nos permitem cruzar distâncias e quebrar barreiras, mas que cada vez mais nos afasta uns dos outros. O mesmo sistema que nos torna cada vez menos humanos.

Mas a verdade é que já não somos humanos. Ser humano implica ter consciência e capacidade de discernimento. Também não somos animais, pois isso implicaria em apenas matar outros da mesma espécie em casos extremos. Não somos seres vivos, porque estar vivo significa entender o valor da vida. Nâo somos nada. Porque, não importa o quão indignados fiquemos com esse tipo de situação, não fazemos nada. Não fazemos nada, não queremos saber de nada. Fingimos que nada nos acontece. Fingimos que nada nos afeta. Vemos as coisas acontecerem através de janelas de vidro, de caixas eletrônicas, de fios que transmitem informações à velocidade da luz. Podemos ver tudo em tempo real, mas ainda assim não enxergamos nada. Não enxergamos que o que nos faz vivos é viver em comunidade. É entender a beleza do mundo, é compartilhar, é ser diferente. É estender a mão. é tentar entender, é conversar. Infelizmente, o que nos faz vivos é aquilo que está nos matando.



Dizem que Galuco Villas Boas morreu hoje, mas eu discordo. Suas obras continuam e suas memórias também, e enquanto alguém se lembrar dele, ele estará vivo. Glauco não morreu hoje. O que morreu foi a esperança.


P.S.: Desculpem o texto tão depressivo, mas sabem como é...

Momento Uarevaa – Um Brinde ao Glauco

Para o mundo que eu quero descer.

Sexta-Feira costuma ser um dia feliz. O ultimo dia da semana, aquele que você espera ansiosamente pela chegada do final de semana.
Mas essa sexta começou de forma melancólica. E revoltante.



Glauco é um dos maiores nomes do cartunismo brasileiro, ao lado de Angeli e Laerte, entre outros. Glauco tinha o humor afiado e ácido que denotou tanto essa geração que cartunistas.


Em suas tiras, ele sempre pesou a mão em cima da critica a ingerência governamental, ao descaso político, a incopentência dos órgãos responsáveis, a hipócrita legislação brasileira.



Um dos melhores textos do humor brasileiro. Foi redator do TV Pirata e da TV Colosso, o melhor programa infantil ever.


Criou personagens marcantes como Geraldão, dona Marta, Casal Neuras e Doy Jorge.


Glauco fez sempre humor inteligente, inspirou uma geração de quadrinistas e fez um legado.



Esta madrugada, foi assassinado, ele e o filho, dentro de sua própria casa, numa tentativa de assalto e seqüestro. Morreu nas mãos da violência urbana que sempre criticou em suas tiras. Morreu pela ingerência, pelo descaso, pela incompetência, pela hipocrisia.



Glauco foi um ídolo de uma infância politicamente incorreta que tive, assistindo Dóris para Maiores, rindo das charges do Millor na Veja e lendo Piratas do Tietê, Casseta Popular e Geraldão.



Isso inspira um sentimento de revolta, claro. Mas apenas desperta-o, visto que ele deve existir a todo momento. Glauco foi apenas mais uma vitima do cenário em que vivemos. Um cenário onde nós somos os prisioneiros em nossas casas da violência que corre livre pelas ruas, ditando as regras da sociedade.

Lamento pela morte do Glauco. Lamento por vivermos em um país tomado pelo crime, pela impunidade, pela corrupção. Lamento pelo medo que temos ao sair de nossas casas todos os dias. E agora, até estando dentro dela. Lamento que os direitos humanos sejam feitos para os bandidos, não para as vitimas.
É difícil ter esperança em um país que se diz do futuro, mas que aparentemente apenas regride a um estado de caos e de terra sem lei.



Um brinde a Glauco, e seu filho, Raoni. Um brinde triste e revoltante.

Moura.

Batman Preto e Branco

UARÉVIEW
por Freud


20 estórias de 8 páginas, sem ligação com cronologia e um ótimo elenco de artistas com liberdade (quase) total de criação.

Seria um grande desperdício algo assim dar errado. E felizmente, não deu.

Mas Freud, isso é review que se faça? Essas histórias tem mais de 10 anos e até esse encadernado da Panini já tem quase um ano nas prateleiras!!

Uarévaa, eu nunca tinha lido e curti muito minha edição faturada no nosso amigo secreto (Valeu, Jeet!!). Além do mais, é produto disponível em livrarias e estória boa não tem idade.

O encadernado compila uma mini série em 4 edições que saiu originalmente nos EUA em 1996 (e aqui em 1998, pela Ed Abril). Essa série foi idealizada pelo então editor Mark Chiarello, que conseguiu reunir muita gente boa no projeto. Clique na imagem no topo do post e confira ela maior, para ler os nomes dos participantes. Nem todos criaram estórias, muitos nomes ali fizeram apenas capas ou pinups, mas quase todos que participaram não decepcionaram.

Com vários autores escalados para dar sua visão sobre o personagem (cada um tem a sua) vemos várias características diferentes do herói sendo exploradas, como sua relação com as vítimas que não salva a tempo (na tocante Luto eterno, de Ted McKeever), sua imagem às vezes inspiradora (em A lenda, de Walter Simonson), às vezes ameaçadora (esta mostrada de forma curiosa em Galho torto, de Bill Sienkiewicz), sua solidão e compaixão (na natalina Noite de sangue, do mestre Dennis O'Neil com arte de Teddy Kristiansen) e sua vunerabilidade tão rara de se ver hoje em dia (tanto em Sujeito inocente, de Brian Bolland, quanto em Os olhos do menino morto, de Kent Williams, que nas 3 últimas páginas mostra de forma brilhante o elo do herói com sua cidade).

É interessante notar que a famosa galeria de vilões que tantas vezes rouba a cena quase não tem destaque no álbum; fora o Duas Caras que protagoniza Um para o outro, de Bruce Timm, e o Coringa que é um coadjuvante de luxo na surreal Um mundo em preto e branco, de Neil Gaiman e Simon Bisley, apenas vemos mais alguns aparecendo rapidamente (e sem "falas") na já citada Sujeito inocente.

Quem quase rouba a cena mesmo é o veterano Archie Goodwin que roteiriza duas das melhores estórias da coleção: O trompete do demônio, conto de horror desenhado por José Muñoz e a muito merecidamente premiada Heróis, desenhada por Gary Gianni.

Pequenos crimes, de Howard Chaykin é bem interessante e inusitada, principalmente porque eu vergonhosamente devo admitir que me identifiquei um pouco com o vilão "Dever cívico", rs... Vai dizer que você as vezes não tem vontade de arrebentar a cara de "espertos" que, com pequenos atos de egoismo, não respeitam os direitos alheios?

Criando monstros, de Jan Strnad e Richard Corben mostra crianças, pequenos soldados do mundo do crime e reflete sobre esse tema. Infelizmente nada de novo pra nós... A idéia é reforçar como a realidade é pior que qualquer monstro ou vilão de quadrinhos... "Como se fosse preciso um laboratório e um cientista louco para fazer um monstro." Mas mesmo assim, o laboratório e os monstros aparecem em outra estória do mesmo autor, Monstros no armário, desenhada por Kevin Nowlan, cujos traços precisos e ritmo tornam uma trama simples numa ótima estória. Em seu próprio estilo é o que também faz Matt Wagner em Assalto. Trama mais simples, impossível: Batman pegando um a um os assaltantes de uma mansão, mas a estória é muito legal.

Em Boa noite, meia noite o conhecido arte finalista e desenhista Klaus Johnson escreve pela primeira vez e me surpreende por já começar tão bem. Sua estória mostra todo o amor do pai de Bruce Wayne por seu filho e como os dois acabam parecidos, e tambem, sem uma única palavra, como esse amor acabou transferido para o mordomo Alfred.

E finalmente a última que eu vou citar, por um motivo especial: EU PARTICIPO DELA!! Bwahahaha... Aposto que o Jeet folheou esse encadernado, viu o Freud lá dentro e por isso decidiu me dar esse livro, rs... Na estória Em sonhos um psicólogo (se não é o próprio Freud, é um clone!!) conta com a ajuda do morcego para curar um trauma de sua paciente, adquirido quando Batman a libertou de sequestradores na infância. O desenhista Liberatore manda muito bem (embora seja meio esquisito ver o sorrisão do Bátema em algumas cenas, rs...) e o autor é Andrew Helfer, que também escreveu uma hq que curto muito e já resenhei por aqui: Justiça LTDA.

Resumindo, gostei muito dessas 16 estórias citadas. Não vou comentar as outras 4, mas mesmo elas valem como curiosidade. O encadernado ainda trás ótimos extras: Pinups, layouts, esboços de páginas e algumas curiosidades sobre as estórias contadas pelo editor original.

Preço R$ 49,00, 240 páginas, capa dura, formato 19 x 29,5 e papel Couché.

Curiosidade: O sucesso criativo e comercial desse projeto gerou alguns filhotes:

- Estórias secundárias nesse formato, na revista Batman: Gotham Knights, que acabaram também encadernadas lá fora como volumes 2 e 3 dessa série. (O volume 2 inclusive saiu aqui pela Panini em DC Especial 4, por R$12,90);

- Uma bela série de estatuetas com os Batmans desenhados por diversos artistas. Veja abaixo a baseada na versão de Matt Wagner.
- Versões de algumas estórias em Motion Comics. Confira abaixo uma delas, de uma estória que saiu no volume 3 lá fora.


quinta-feira, 11 de março de 2010

O Sentinela da Liberdade – Parte 1

No post anterior:
Ele surgiu como uma cópia de Robin Hood com Batman, mas com o tempo evoluiu e ocupou seu lugar como um dos maiores heróis da DC Comics, com sua personalidade marcante, suas polêmicas e seu senso de dever para com o povo. Ele foi, é, e sempre será um defensor dos fracos e oprimidos.



“Enquanto isso, na banda desenhada...” é uma seção que traça um paralelo entre o universo real e o mundo dos quadrinhos, analisando como as duas realidades afetam uma à outra, trazendo informação e estimulando a reflexão acerca dessa 8ª arte.


Dever e Pátria

1941. O mundo estava em guerra. E, mesmo entre os países que não estavam diretamente envolvidos, em qualquer lugar era só sobre isso o que se falava. Diferente do que ocorreu recentemente em outros conflitos, a Segunda Guerra Mundial foi tão abrangente e importante que mudou o comportamento das pessoas e da sociedade. Àquela época, direta ou indiretamente, todos viviam para a Guerra e pela Guerra. Para muitos segmentos do entretenimento, não foi diferente, especialmente nos quadrinhos.

Embora em geral os super-heróis americanos não enfrentassem nazistas nem estavam envolvidos no conflito, as capas traziam conteúdo totalmente voltado à Guerra, com mensagens de incentivo aos soldados e mostrando os heróis dando sopapos em Hitler, Hiroito e assim por diante. Nesse período, como acontece sempre nesses casos, as empresas começaram a ver o potencial das histórias em quadrinhos como propaganda de guerra (não necessariamente por patriotismo, mas porque, dado o fato de que era o assunto que estava sempre na boca do povo, tinha potencial para atrair muitos leitores – e vender como água).

Se as editoras não se preocupavam muito com o patriotismo, o mesmo não podia se dizer de Joe Simon e Jack Kirby. Conscientemente uma criação política, o Capitão América surgiu do repúdio de Simon e Kirby aos métodos da Alemanha Nazista e decidiram que os EUA fariam parte da Guerra, nem que fosse na ficção. O personagem foi inicialmente criado por Joe Simon, mas foi depois refinado por Jack Kirby.

A revista contava a história de Steve Rogers, um garoto frágil e doente que queria se alistar no exército. Devido as suas condições, foi inicialmente rejeitado, até que se ofereceu para participar de um programa experimental do governo, onde receberia um soro nunca antes testado. Chamado de soro do supersoldado, ele levou o corpo de Rogers ao auge da perfeição humana, dando ao garoto uma nova vida e a chance de lutar pela América ao lado dos países Aliados. Usando um uniforme com máscara baseada na bandeira dos EUA, e um escudo poderoso que poderia ser atirado como arma, Rogers passou a lutar contra os nazistas sob o codinome de Capitão América.

As histórias do herói não fugiam muito da caça aos nazistas, e os vilões eram sempre os países do Eixo, principalmente alemães e japoneses. Tinha também, assim como Batman, um parceiro mirim, Bucky (Bucky Barnes) que acompanhou o Capitão em todas as suas histórias durante a Guerra. Os dois também participaram, junto com Namor, Tocha Humana (e seu parceiro Centelha), o velocista Whizzer (não sei se ele teve um nome em português) e Miss America de uma equipe chamada All-Winners Squad.

Durante este período, Capitão América se tornou um personagem extremamente popular, de fato um dos mais populares da época, junto com Superman, Batman, Flash, Mulher Maravilha e Capitão Marvel. Mas, assim que a Guerra acabou, a popularidade dos quadrinhos caiu drasticamente e os personagens que tinham como principal suporte a simbologia política foram os mais afetados; com Capitão América não foi diferente. Após a morte de Bucky e a substituição dele por Betsy Ross, que se tornou a heroína Golden Girl (também não sei se tem nome em português), a revista não se sustentou por muito mais tempo e, em 1950, foi encerrada.

Ainda durante os anos 50, houve uma tentativa de trazer o personagem de volta, junto com Namor e Tocha Humana, numa revista chamada Young Men. O Capitão era citado como “Capitain América - Commie Smasher!” (algo como Capitão América – o esmaga comunas), onde o comunismo da União Soviética era o vilão da vez. Mas o revival foi um fracasso e, cerca de um ano depois, Capitão América voltou novamente para o ostracismo. Pelo menos até a próxima década.



Epílogo: Curiosidades

- Capitão América não foi o primeiro herói “patriótico” dos comics. Este título vai para o herói The Shield (que voltou a ser publicado recentemente pela DC Comics), criado no início de 1940.
- Aliás, Capitão América e The Shield têm muitos pontos em comum (ambos usam bandeira americana, seus poderes vem de experimentos e os dois trabalharam para ao governo, o escudo do Capitão tinha o mesmo formato do escudo do Shield), o Freud falou desses dois personagens aqui;
- Em um retcon (mudança no passado dos personagens), foi estabelecido que Capitão América lutou ao lado de outros heróis (alguns os mesmos que faziam parte do All-Winners Squad) numa equipe de nome Os Invasores;
- A revista do Capitão América foi lançada oficialmente em Março de 1941, mas teve uma distribuição anterior em dezembro de 1940. Em seu lançamento oficial a revista chegou a vender um milhão de cópias;
- Curiosamente, os EUA só entraram na Guerra em novembro de 1941, quando os japoneses atacaram Pearl Harbor (quase um ano após a estréia do Capitão América);
- O maior inimigo do Capitão, o Caveira Vermelha, surgiu junto com o personagem, em Capitão América # 1;
- Originalmente, o escudo do Capitão américa não era redondo, e sim no formato de um "escudo" mesmo.


A seguir: A Nova Fronteira

terça-feira, 9 de março de 2010

Cesta Básica de Quadrinhos #2

Cesta Básica de Quadrinhos

Salve salve simpatia!
A Cesta Básica de Quadrinhos no ar. Vamos ver o que temos para essa semana? Ah, e semana passada a CBQ faliu pq a Comunidade PSP Brasil do orkut foi sequestrada por um FDP sem vergonha e eu estava na luta para reaver a dita.


Hunter x Hunter 23 – PUTA QUE PARIU! Já começo a nossa CBQ#2 soltando um palavrão e digo porque: A edição 23 de Hunter x Hunter Ta CENSURADA! Cara já são qse 2 anos de revista, mostrando mortes quando tem que mostrar e agora vem com censura? Ridículo. Fora isso temos a sensacional historia do mesmo autor de Yu Yu Hakusho, com um climão de aventura sem igual. Nesta edição, mais duas lutas do Killua, Knov avança a caminho do Rei das Chimera Ant. Por falar nele, vemos ele enfrentando uma adversária bem curiosa, e temos Morau lutando Dheetu.. Uma ótima luta por sinal. Pra quem ta acompanhando: Qual será o novo poder do Dheetu? Hunter x Hunter sem sombra de dúvidas é o melhor mangá que sai hoje no mercado brasileito!

Os Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas 14 – Bem sendo bem franco, CDZ Lost Canvas é só mais CDZ. Nada de anormal, nem digno de espanto. Esse arco “Lost Canvas”é a famosa guerra contra Hades que aconteceu antes da saga de Hades que foi animada a pouco tempo. A história é de Masami Kurumada mas a arte (animal por sinal) é de Shiori Teshirogi. Para quem é fã de CDZ é legal, mas para quem não é, nem comece lendo por aqui. Nesta edição temos a Restauração do Barco da esperança e a luta de Regulus de Leão conta Violet de Behemoth que tenta impedir a restauração do barco.

Ex Machina – Fato vs Ficção – Escrita pelo sensasional Brian K. Vaughan (Leões da Bagdá e Y – O Último Homem) e arte de Tom Harris – Starman, a revista traz as edições 11 a 16. Pra quem não conhece a historia um resumão: Mitchell Hundred era um engenheiro civil até sofrer um acidente com um artefato misterioso e ganhar o poder de comunicar-se com as máquinas. Mas sua vida de herói não tem o rumo esperado e depois do atentado de 11 de setembro (convém dizer que ele salva uma das torres) ele aposenta suas ações heróicas e se candidata e ganha eleição para a prefeito de Nova Iorque. A historia se passa sempre no passado heróico e no presente do prefeito Hundred. Neste encadernado temos a continuidade da caça aos videntes/ robô (?) autômato misterioso. Mais um arco fechado sobre o passado familiar do prefeito.

Vertigo 4 – Escalpo – Dashiell Cavalo Ruim, é um índio da tribo oglala lakota e agente do FBI infiltrado na sua própria reserva, que havia deixado a 15 anos, para levantar evidências contra o chefe Lincoln Corvo Vermelho, que é dono de um casino, xerife local e dono de uma rede de crimes e dorgas (rairiairairiariairair) que destroem a tribo.
Nesta edição vemos que a pressão e perigos da missão de Cavalo ruim já começam a afetar sua sanidade. Também temos um pouco do passado da mãe e do próprio Dashiell, do chefe Corvo Vermelho e de um amigo deles. A historia chubiduba é por XXXX e a arte morromenos é por YYYYYY.

Old But Gold: O Cavaleiro das Trevas – Essa é até fácil resenhar! Junto com a Piada Mortal, O Cavaleiro das Trevas moldou o Batman como vemos hoje. O cara fodão, calculista, que por meio da sua inteligência e perseverança, deu um pau pro Robin no Superman.
Nessa HQ temos o Batman em toda sua violência. Fica claro que ele gosta de infligir o medo e a dor nos bandidos. Que ele é psicótico, incontrolável e de certa forma psicótico.
Para quem é fã do morcegão, é item obrigatório de leitura! Mas se você pensa em comprar a edição de luxo, aquela definitiva que custa 95 mirréis eu já digo: Não faça isso! Porque nessa edição especial vem a historia chamada “O Cavaleiro das Trevas 2” e cara, sinceramente, você não deve estragar sua OTEMA impressão que teve com a primeira historia, lendo esse lixo tóxico! De coração eu digo: Sabe aquele sentimento que bate quando você acorda de ressaca, nu, ao lado de uma garota que tem um diâmetro ao invés de altura? Pois é, é pouco para expressar meu arrependimento de ler Cavaleiro das Trevas 2. Desenhos horríveis.Piores que o do Liefield. E não estou de sacanagem não! Argumentos toscos, sofríveis e nada emocionantes. É só uma desculpa para fazer grana em cima de uma HQ foda e fazer uma porradaria sem sentido.