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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lanterna Verde - O Filme


Uaréview
Por Monitor


Finalmente, depois de quase dois meses de atraso, o primiro filme grande da Warner/DC Comics sem ser um Batman e Superman chega as telas, e com muita coisa sendo colocada em jogo. Por causa da performance abaixo do esperado em sua bilheteria, muitos acusam do filme ter sido ruim. É verdade ou mentira? Veja o que esse humilde escriba tem a dizer.Pode conter pequenos spoilers pelo caminho, mas já está clinicamente comprovado que isso faz bem, então seguiremos em frente.


Bem, antes de mais nada, a história: No espaço, uma nave cai num planeta e seus tripulantes sem querer acordam a entidade conhecida como Parallax (voz de Clancy Brown, veterano com trabalhos na DC Animada), um antigo Guardião de OA que foi tomado pela impureza amarela do medo. Os Guardiões de OA criaram muito tempo a Tropa dos Lanternas Verdes, protetores intergaláticos que se utilizam da energia verde da força de vontade para policiar a galáxia.Enquanto Parallax destroi civilzações inteiro, a criatura encontra seu carcereiro, o Lanterna Abin Sur (Temuera Morrison), que logo após ser abatido em combate, se dirige a Terra a procura de um substituto para a Tropa.

Na Terra, o piloto de testes Hal Jordan (Ryan Reynolds) tem passado um dia difícil. Após comprovar que os novos jatos com inteligencia artifical não são bons o suficiente, quase cancelando o contrato da empresa da qual trabalha com a aeronaútica, ainda sofre a pressão de sua melhor amiga/nova chefe e amizade colorida Carol Ferris (Blake Lively), e o descontentamento de sua família com suas ações precipitadas. O trauma da morte de seu pai o fez irresponsavél e recluso, com medo sempre de se comprometer a alguem e alguma coisa.Mas quando o moribundo alien Abin Sur lhe oferece a chance de entrar na Tropa dos Lanternas Verdes, sua chance de assumir suas fraquezas e crescer como pessoas finalmente chega.

No caso a questão principal do filme é como lidamos com o medo, e por assumirmos nossas fraquezas nos tornamos mais fortes, havendo aí grande ligação com as revistas que estão sendo escritas por anos por gente como Geoff Jonhs e Peter Tomasi. Assumir que nos temos medo não nos torna mais fracos, mas se entregar ao medo nos destrói por dentro. Ter sentimentos é bom, pois ajuda a fazer encarar nossas escolhas sem elas nos dominarem e virarmos escravas dela.

Sinestro (Mark Strong) não crê quando os Lanternas, unidos, não conseguem derrotar Parallax de cara, e junto com a omissão completa dos Guardiões faz a criação do primeiro anel de energia amarela, na tentativa de se utilizar fogo contra fogo.Hector Hammond (Peter Saasgard) se mantém distante e alienado de tudo e de todos, e não procura realizar seus desejos, como revelar seu amor, mas também é passivo demais para tomar uma atitude contra aquilo que ele não gosta.Quando Parallax o infecta, todo o ódio interior é exposto, assim como sua recém habilidades telepáticas. Hal, por seu medo de se comprimissar e machucar aqueles que o ama, mantém as pessoas distantes dele graças a sua arrogância, escudo de sua personalidade pra não se envolver.Com o anel, ele é obrigado a fazer escolhas que os reconecta com as pessoas que ele ama e assumir que tem medo de ficar a sombra(e das falhas) do pai para sempre.

Apesar de não ter muitas citações ao resto do Universo DC, exceto uma citação sobre Adam Strange, que parece ser amigo de Hector, a presença da Amanda Waller(Angela Bassett) é bacana pros fãs, dando pistas que realmente pode haver mais coisas escondidas naquele mundo do que os filmes deixam pensar, já que aparentemente ese filme também segue o padrão Nolan de "ficar na sua". Mas me faz pensar como esses mundos poderiam se interligar depois, num World's Finest ou no lendário filme da Liga da Justiça, mas cago regra sobre isso em outra oportunidade.Citando raidamente, os efeitos especias e o 3D dentro do filme empolgam, o dinheiro a mais investido nosso valeu a pena.

Um dos grandes momentos engraçados do filme é quando a cena clássica do "herói encontra mocinha depois do resgate" (num estilo bem Superman do Donner) é sacaneada com a descoberta relampago da identidade do lanterna Verde por Carol. Apesar do ator principal do filme ser conhecido mais pelos seus papéis de comédia, os momentos engraçados do filme são coesos e não estragam os momentos de drama.

Sobre Parallax, a cena dele atacando Coast City é maravilhosa, pois mostra sua principal influência para o conceito do filme (a cortina de fumaça que tomou Nova York no 11 de setembro) e mostra bastante ele como um ser de energia sólida, que pode ser repartido e expandido, tendo assim motivos para que um pedaço dele (que funciona como uma bactéria) cause estrago, além do mesmo poder rastrear sua energia. Mas não é só de dor fisícas que ele é capaz, mas Parallax é como se fosse um demônio falando no seu ouvido, te desanimando, alimentando da sua fraqueza de espirito.E também dá a entender que pode existir vários Parallaxes (existe essa palavra?) no momento que a energia amarela possui um corpo, possibilitanto ver um dia Hal Jordan como Parallax também.

Sobre o elenco, me surpreendi bastante com Blake Lively, que nas propagandas era tão expressiva quando uma porta, mas no filme está excelente como Carol Ferris, sendo terna e madura quando ela tem de ser. Sinestro está impecável com Mark Strong, e Peter saasgard, mesmo limitado por uma das desvantgens do filme do qual falarei mais abaixo, fez uma interpretação muito boa como Hector Hammond, sendo um stalker sem amor próprio dentro do corpo de um gênio.Ryan Reynolds prova-se uma escolha acertada como Hal Jordan.

Falamos sobre as vantagens, agora vamos as desvantagens do filme.Apesar de ter sido exageradas por muitos, elas existem no filme. A primeira delas é o fato do primeiro ato do filme ser corrido demais. Ele te passa informações básicas dos personagens mas não as aprofunda como deveria, e pela futura versão estendida que sairá no Blu Ray, parece que tinha espaço pra isso. Segundo, o plot da Ferris Enterprise é resolvido muito por alto, seria melhor ver Carol Ferris colocando a mão na massa.

O terceiro e mais agravante defeito é ele não ter abraçado a estranheza do projeto. Você praticamente não vê os aliens no filme, você não vai a outros planetas, não explora o espaço. E o filme foi vendido como se uma um furacão de alienigenas reunidos, sendo que nenhum deles aparece de fato no filme fazendo algo, ou interagindo com Hal.Kilowog (Michael Clake Duncan) e Tomar-Re (Geoffrey Rush) aparecem rapidamente quando Jordan é treinado e só volta no filme do filme. Espero que, caso a sequência for ver a luz do dia, que mantenha Hal Jordan no espaço, porque isso castrou e muito a escala épica do filme.

No fim das contas, como poderiamos definir o filme do Lanterna Verde? Um filme bo, ruim, mediano? Pra mim, apesar de ter problemas sérios, foi uma experiência divertida e uma adaptação válida do personagem, que merece uma segunda chance nas telonas. Martin Campbell fez um bom trabalho, mas precisamos de alguem que entenda e que mergulhe o proximo filme (se tiver) de cabeça num universo sci-fi. Não acho que é melhor que First Class e Capitão América, mas ainda está bem acima do resultado de Thor.Não preste atenção nos outros, foque na sua força de vontade e assista sem medo o filme, e não saia enquanto os créditos acabarem!

NOTA: 8.0

Aniquilar é preciso


No universo dos Super-Heróis vemos todo tipo de histórias, desde as policias até as de fantasia. Contudo, um gênero que pouco, ou nada, é explorado normalmente pelas grandes editoras é o espacial. Apesar da DC Comics ter reestruturado as histórias cósmicas da Tropa dos Lanternas Verdes, no geral pouco vemos realmente sobre outros pontos do Universo, como outros heróis, planetas e nações em guerra. Em março de 2006, uma empreitada encabeçada por Keith Giffen dentro da Marvel Comics buscou mudar um pouco esse cenário.



Em paralelo com o megaevento Guerra Civil, a Marvel Comics resolveu reestruturar outros pontos de seu universo de histórias. Nasceu assim a saga Aniquilação, tendo como premissa ser o grande evento cósmico a resgatar a riqueza das antigas histórias, ao mesmo tempo em que iniciaria uma onda de grandes mudanças no Cosmo da editora.

A saga envolveu diversos heróis cósmicos Surfista Prateado, Nova, Quasar, Capitão Mar-vell, e alguns vilões como Thanos, Drax – o destruidor e Galactus, mas, o grande vilão é realmente o Aniquilador , ser que habita a Zona Negativa , um dos mais perigosos inimigos do Quarteto Fantástico, que busca sempre formas de recarregar o bastão energético fixado entre o seu queixo e pescoço.

Após concluir que o Universo Positivo estava se expandindo e tomando espaço da Zona Negativa, o vilão invade o universo 616 e nessa invasão destrói a prisão conhecida como Fornalha – liberando além de Drax, seres contemporâneos de Galactus presos por ele antes mesmo de existir aquele universo. A investida do Aniquilador, acompanhado por um exército gigantesco, fica sendo conhecida como a Onda de Aniquilação, que destrói tudo e todos que ficam em sua frente, com o objetivo de aniquilar todo o universo de matéria.

Aniquilação começou como um one-shot chamado Aquilação: Prólogo e a mini Drax, o Destruidor: Fall Earth; em seguida vieram as quatro mini-séries: Aniquilação: Surfista Prateado, Aniquilação: Super-Skrull , Aniquilação: Nova e Aniquilação: Ronan. As minis servem como preparação e organização do “tabuleiro” cósmico, empurrando e posicionando os personagens para suas funções na série em seis edições: A Aniquilação.


Todo esse percurso foi comandado por Giffen, mas, para mim, o grande destaque de todo o prelúdio foram os autores Dan Abnett e Andy Lanning. Os dois ficaram responsáveis por reestruturar o status quo da Tropa Nova e elevar o personagem a um grande herói espacial novamente. Tudo começa quando o planeta Xandar, lar da Tropa Nova é destruído e o humano Richard Rider tem que se integrar a Mente Global, fonte de poder da Tropa, e se tornar o único patrulheiro restante no Universo. De longe a mini do Nova é a mais interessante e bem construída, inserindo ainda a participação de um renovado Drax e sua parceira mirim humana Cammi.

Com um projeto solido e longo, Giffen e a Marvel conseguiram reacender o interesse do público nos seus heróis espaciais e renovar as possibilidades de trabalho com eles. Além de fazer o feito de usar inumeros personagens sem deixar a história cansativa. Ao seu final, temos um novo Quasar, Os Skrulls praticamente extintos (o que acelerou o processo da Invasão Secreta); os Krees com um novo comandante e fazendo alianças improváveis; Galactus revelando um pouco mais sobre seu passado e um Surfista Prateado com novos ânimos, além do surpreendente destino de Thanos e a guerra espacial por poder após os desfechos da série, levando a uma nova empreitada chamada Aniquilação: Conquista, e a Arautos de Galactus, sem contar o retorno do grupo Guardiões da Galáxia, pelas mãos de Abnett e Lanning, como uma linha de defesa contra novas ameaças.

Em geral, o projeto foi bem sucedido comercialmente e criativamente, com histórias interessantes, levando intriga, conspiração, heroísmo e a típica podridão que histórias espaciais sempre trazem para o universo dos supers da Marvel, como não via ha um bom tempo.

Recentemente, pré-crise infinita, a DC Comics ensaiou fazer algo do tipo a partir da mini Mistério No Espaço: O Desaparecimento de Rann, com Adam Strange, e depois na Guerra Rann-Tanagar, porém, nada sobre o gênero espacial foi mais trabalho e no tal reboot também não vi nenhuma citação a trabalhar esse lado, uma pena, pois a Marvel mostrou que de vez enquando aniquilar é preciso para movimentar o tabuleiro.

Ainda não li Guardiões da Galáxia, mas já está na minha lista de leituras futuras. E você, quais histórias espaciais/cósmicas dos quadrinhos você gosta mais ou tem para indicar?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

NADA MAIS É SAGRADO PARA SENOR ABRAVANEL


Que to tio Silvio ta numa fase ME PROCESSA, todo mundo sabe.

No alto de seus 246 anos, o homem do baú não tem mais baú, nem banco. Está por aí aterrorizando meninas mutantes anãs, assediando mulher frutas e plantas alem de escrotizar extreme suas colegas de trabalho.

Mas NADA. EU DISSE NADA nos preparou para o que viria a seguir.

CHAVES VERSÃO TVS!


Isso mesmo.


Para comemorar os 30 anos do SBesTera, teremos um episodio especial de Chaves.

E com um elenco estelar – para a emissora do Seu Silvio, esse episódio será um remake do episodio “Bilhetes Trocados”, aquele em que um bilhete do Seu Madruga para o açougueiro é trocado por um bilhete de amor de Professor Girafales para Dona Florinda. O original é muito bom, com o Madruga querendo dar uns pegas na dona Florinda.

Mas saca só o N A I P E do elenco, afinal, estamos falando do SBT.

Chaves: Renê Loureiro. – O cara faz Praça É Nossa, e como eu nem sabia que isso passa ainda, não tenho idéia de quem seja.

Quico: Zé Américo. – Paraíba, ta aqui meu cartão.


Chiquinha: Marlei Cevada. – Adorei o sobrenome da mina. A garota fazia stand-up (e quem não faz hoje em dia?) e acabou com uma personagem na Praça. E dito isso, vejo que ela não deveria ser tão boa assim.

Seu Madruga: Felipe Levoto. – Realmente não tenho idéia de quem é esse infeliz que vai macular o trabalho de Ramon Valdez.


Dona Florinda: Lívia Andrade. – Gostosa genérica que aparece seminua na Praça. Já esteve num dos programas mais intelectuais e originais da TV Brasileira, Fantasia. Já foi Mallandrinha. Com um CUrriculo desse, ganhou o papel da mãe do Quico. Claro, vocês acham que o humor brasileiro pode passar sem ter uma gostosa no elenco? Mesmo que seja pra fazer a Dona Florinda.


Professor Girafales: Carlos Alberto de Nóbrega. – Agora o negocio fica bom. Olha que ÉPICIDADE isso. É o CAZAAAALBEEEERRTO. Sério. O Professor Girafales que é mais baixo que a Dona Florinda.


Dona Clotilde: Cristina Rocha. – ALO ALO CRISTINA. Ou se preferir, Casos de Família. E eu não digo mais nada.

E o ápice.

Seu Barriga – RRRRATINHOOOOOO. – O mito. A lenda. Poderia ser pior, não? Poderia ser o Raul Gil ou o Gilberto Barros.


O que dizer? A cenógrafa comentou que foi difícil fazer o cenário da Vila. Deve estar acostumada apenas a fazer luz piscando e bambolês que giram sozinhos ao redor das dançarinas.

Quem foi convidada e principio para fazer Dona Florinda foi Marília Gabriela, mas parece que ela consultou seu bom senso e recusou o convite.

A direção é do geniaU Marcelo de Nóbrega. Uma das pessoas que eu ainda não consegui entender a razão da existência.

E eu só assistiria isso se o Silvio interpretasse o Girafales pessoalmente, só pra o verele largar piadas de veio tarado pra cima de Lívia Andrade.

Bom, é esse o projeto da Rede Mais Esclerosada do Brasil. Idéia de Jerico que não deve em nada o resto da programação do canal.


Olha um trechinho dessa obra prima:



Será que não tem UM cristão naquela emissora para dizer que não tem POSSIBILIDADE disso sair bom?

“E depois eu que sou o idiota!”

Até a próxima vergonha alheia... Digo, episodio.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Contos da Cripta – No cinema

“Humanos... Vocês não valem a pele no qual estão impressos”
Os Demônios da Noite





Tema Macabro




Bem antes da série de TV, mais precisamente em 1972, a produtora britânica Amicus trouxe uma adaptação cinematográfica baseada na série de quadrinhos da EC Comics. Na história, 5 estranhos que estão em um tour por catacumbas antigas acaba se separando do grupo e indo parar em um cômodo onde reside o apavorante Guardião da Cripta, que detalha como cada um deles vai morrer. Apesar de ser uma única história, o filme contém outros 5 contos baseados (direta ou indiretamente) nas revistas clássicas da EC.



Com o sucesso da série de TV e seu subsequente encerramento, seguiu-se a tentative de levar os Contos da Cripta para os cinemas americanos em algumas tentativas. A primeira delas, em 1995, foi o relativamente bem-sucedido (já que superou seus custos de produção) Demon Knight (Os Demônios da Noite no Brasil – reparem que traduziram “Knight” – cavaleiro – como Night – “Noite”).

Na história, um ser demoníaco persegue Brayker, um homem misterioso que tem nas mãos um antigo amuleto capaz de impedir que forças maléficas destruam a humanidade. Em sua fuga desesperada, Brayker se esconde em um hotel vagabundo de beira de estrada. O ser maligno chega até lá e, para enfrentar Brayker e os hóspedes do lugar, conjura um horripilante bando de mortos-vivos sedentos de sangue.


Após o sucesso de Os Demônios da Noite, uma nova produção cinematográfica derivada da série foi lançada em 1996: Bordello of Blood (Bordel de Sangue, no Brasil). Diferente da película anterior, Bordel de Sangue leva a narrativa para o lado da comédia (mesmo não esquecendo o terror, que é a base dos Contos da Cripta).

Em Bordel de Sangue, vemos a assessora de um reverendo que luta pela moralidade contratando um detetive para encontrar seu irmão desaparecido. As investigações o levam a um bordel repleto de vampiras lindas, sedutoras e sedentas de sangue.



Além de Os Demônios da Noite e Bordel de Sangue, também foi lançado, em 2002, Ritual, que conta a história da Dra. Alice Dogson, que tem sua licença revogada e é demitida após a morte de um paciente. Depois de temer palavras de um paciente sobre cultos vodus, viaja para a Jamaica, onde percebe que ela e seu paciente Wesley Clayrbone são alvo de um culto vodu. O filme é o menos conhecido dos 3 e, até agora, o último da cinessérie cinematográfica.

Contos da Cripta é indispensável para qualquer entusiasta do gênero de terror, seja nos quadrinhos, na TV ou no cinema. Um clássico cult que nunca vai ser esquecido.

Curiosidades:
- All Through the House, Blind Alleys, e Wish You Were Here, 3 dos 5 contos dentro de Contos da Cripta – O Filme foram mais tarde adaptados de alguma forma em episódios da série de TV americana;
- Os rascunhos originais da cinessérie de Contos da Cripta contavam com uma trilogia, que se iniciaria com Os Demônios da Noite e seguiriam com Dead Easy (um filme de zumbis) e Body Count, com uma história original. O artefato do primeiro filme apareceria nas duas sequências, o que não aconteceu com todos os filmes que de fato foram lançados;
- Embora não seja uma sequência direta de Os Demônios da Noite, Bordel de Sangue traz uma aparição do artefato que é a base do filme anterior;
- Ritual é uma releitura do filme considerado a primeira produção cinematográfica sobre zumbis, I Walked with a Zombie;
- Ritual nunca foi lançado internamente (nos EUA), tendo sido distribuído apenas internacionalmente;
- Ritual tem como protagonista Jennifer Grey, famosa nos anos 80 por filmes como Dirty Dancing – Ritmo Quente e Curtindo a Vida Adoidado;
- Os Espíritos, filme dirigido por Peter Jackson, era para ser um filme dentro da cinessérie de Contos da Cripta, mas foi lançado como algo independente quando Robert Zemeckis leu o script e achou que ele merecia ser “autônomo”.
Na próxima semana:
O maior terror é sempre o terror real. Ou o mais próximo disso. Na próxima semana, Mortos de Fome.

domingo, 14 de agosto de 2011

PalhetadA

Aew bando de safados!

Hoje não to a fim de fazer uma matéria com um conteúdo sobre bandas não, mas isso não quer dizer que não tem um post bacana ai em baixo.

Na verdade hoje a coisa vai ser bem diferente! Todo nerd que se preze conhece Grant Morrison, Alan Moore e Neil Gaiman certo? Cês já pararam pra pensar o que aconteceria se esses caras se metessem com música??? O.õ

(Ai eu pergunto.....pra que fazer uma porra dessa??)


CARA! Eu não podia deixar isso passar sem ser lembrado aqui no PalhetadA...Dia 28-7-11 Morrison (que não é parente do Jim dãã) deu as caras na Meltdown Comics, evento onde ele sempre bate cartão. Até tranqüilo não tem nada demais... até que num determinado momento o careca ai pega um violão e...



Letra:

Keep taking the pills
Keep reading the books
Keep looking for signs that somebody loves you
Keep walking the dog
Keep taking the drug
Keep looking for signs that somebody loves you

One and one and one makes two
If you really want it to
Talking bout love
Talking bout love
Keep watching the skies
Just a word to the wise
When will you realize
That somebody loves you?

Somebody loves you
One and one and one makes two
If you really want it to
Talking bout love
Talking bout love
All I wanted to be
All I wanted to be
Was a Beatle like you

John Lennon like you
John Lennon like
John Lennon like
John Lennon like
John Lennon like you
John Lennon like you
John Lennon like you

A letra explica a afirmação do Morrison falando que trombou com o John Lennon ao invocá-lo num ritual mágico e lhe deu a música...acho que isso explica muita coisa...rs.

O Morrison é metido na música chegou a ter uma banda de Punk (punk new wave...mas punk..rs) que ele tocava guitarra e cantava imaginem vocês.

Quem tiver saco pra ir atrás disso procurem o documentário “Talking with Gods” que tem um trecho dele cantando.

Falando em Deuses...Deus também resolveu soltar a voz, veja você. Alan Moore se juntou aos mortais Downtown Joe Brown & The Retro Spankees para cantar (You Are My Asylum)



Pra que Deus? Pra que? Que desenvoltura... AHUAHAUAHUAHUAHAUAHuahuahAUA ok, ok Acho que ele vai me mandar pro Dio se souber que eu zuei ele aqui...rs. Se quiser ouvir a versão de estúdio tai ó.



Bom, Seguindo a sequencia de abertura do post, eu deixei Neil Gaiman por ultimo por que....por que....



CARAJO!! Como é ruim aHuAHuaahuhUAaHU a moça ali no teclado se chama Amanda Palmer, que é casada com o cara e canta no The Dresden Dolls. Segundo reza a lenda Gaiman escreve umas letras pra amada....mas vamos combinar pelo amor de Alan Moore (Deus, porra prestenção!!)....canta não de novo não Gaiman pqp AHUAHUAhaUaHUAHuaUHAAHUAHua

Rapaz se a moda pega, imagina Frank Miller, John Romita e Stan Lee fazendo isso ai?

É isso galera, hoje foi tranqüilo...foi mais pra gente dar risada mesmo e parar pra pensar que até mesmo esses caras tiram um lazer na música....e você ai olha pro seu violão empoeirado e?

Let´s Rock
Duende Amarelo

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Podcast Uarévaa #58 - Religião


ALELUIA, IRMÃOS!!

Freud, Rafael Rodrigues, Moura, Marcelo Soares e o Ser Supremo Alex Matos chutam o balde (mas não a Santa) e fazem o PODCAST MAIS POLÊMICO DE TODOS, finalmente falando sobre RELIGIÃO!!

Ouça logo ai pois TEMPLO É DINHEIRO!!



(Clique na imagem com o botão direito do mouse
e depois em "Salvar link como..")

Clica ai pra assinar o RSS e passar a receber
o Podcast Uarévaa "tomáticamente"!!



E tamo até no iTunes, rapá!!!



COMENTADO NO PODCAST

- O sósia do Moura ligando pra Universal




- O fiel que pensa que tá no programa da Xuxa




- Pastor Street Fighter




- Pastor Goku




- Padre Marcelo Rossi e os cachorros




Comente ai no post ou mande seu e-mail (contato@uarevaa.com) com críticas, elogios, sugestões, cagações de regra e tudo mais sobre nosso podcast.

Vermelho, Branco e Azul



Uaréview

Por Monitor





Simon Rumley é um diretor inglês de filmes de terror que recentemente está crescendo e aparecendo no mercado de filmes e hoje em dia tem ganhado mais fãs e admiradores(incluindo este que vos escreve) por causa de seus filme de terror que focam principalmente na construção dos personagens.No caso 'Vermelho,Azul e Branco' é seu primeiro filme nos Estados Unidos e um ótimo meio de conhecer o trabalho do diretor.E sim haverá spoilers!





Vamos a história, antes de mais nada: Numa cidade aparentemente sulista nos Estados Unidos, vemos a vida de 3 pessoas se cruzarem.Temos Erica(Amanda Fuller), mulher que não tem rumo na vida e nem amor próprio graças a seu passado, que fica toda noite a procura de companheiros sexuais.O roqueir Franki (Marc Senter), apesar de ver sua mãe lentamente morrer de câncer, parece que finalmente vai emplacar com sua banda.E pra completar, Nate (Noah Taylor, o pai de Charlie da 'Fantastica Fabrica' de Tim Burton, irreconhecivel aqui), vizinho de Erica, quer ajuda-lá a mudar de vida, afinal ele realmente a ama. Os problemas começam quando Erica passa AIDS para Franki, e este decide junto com seus amigos sequestra-lá. Num momento de fúria Franki mata Erica, e Noah é obrigado a utilizar suas habilidades de torturador, já que esse era seu trabalho na Guerra do Iraque, para que sua vingança caia sobre os culpados.



O diretor tem como caracteristica focar muito na vida dos personagens, o que eles são, o que eles fazem, sem expor o terror ou a sanguinolência de primeira, já que isso tem que ser consequência das ações dos personagens dentro da história criada.No caso vemos o relacionamentos relâmpagos de Erica, assim como a aproximação de Noah, até então sem saber muito de seus objetivos, e o lento desmoronamento psicológico que leva Franki a fazer merda.



A terra da liberdade, das oportunidades, não muda o fato que as pessoas tem problemas, e no momento que acham que podem lidar com aquilo fazem certas coisas que consideram certas, mesmo não sendo.Erica e Franki tentam tomar controle de sua vida em vão, a medida que a falta de pespectiva para o futuro diminiu.Mas Noah está ali para ser a bussola moral e apoiar Erica para o bem, enquanto Franki ver seu mundo ruir com a morte de sua mãe e o distanciamento de seu sucesso profissional graças a forte possibilidade dele morrer.Noah, no caso, tenta encontrar sua paz interior mas é obrigado a entrar em contato com um mundo violênto que ele gosta, mas sabe que tem que deixar para trás se quiser ter paz de espírito novamente algum dia.



O filme emociona, te instiga e consegue ser brutal e te deixar tenso nos momentos certos.Simon Rumley consegue equilibrar as emoções sem se tornar algo melodramático, e consegue trazer uma violência crua que não se torna caricata, muito pelo contrário, o que excita e assusta é a realidade da coisa.De crianças a adultos, a paz e a felicidade só vêm quando você tem controle das coisas que faz, porque se não possuir isso, boas coisas não podem acontecer, nem pra você nem pras pessoas ao seu redor.



NOTA:9.5



Titulo original: Red, White and Blue

Ano: 2010

Com: Amanda Fuller, Marc Senter

Direção:Simon Rumley

Estúdio: IFC Films





quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os 4 fantásticos da Velocidade


Wally West era apenas o sobrinho de Barry Allen. Até que um dia, quando Barry lhe explicava como ganhou sua velocidade, Wally sofreu um acidente com os mesmo produtos químicos que haviam transformado seu tio num herói. Depois da morte de seu tio o personagem assumiu o manto do novo Flash e levou o legado por anos em suas histórias. Mas, se você pensa que irei falar do retorno de Barry Allen e o reboot da DC está enganado. 


Um dos grandes atrativos do Flash sempre foi o caráter familiar de suas histórias, seja com sua família escarlate de velocistas quanto com a família real, que ou era coadjuvante ou acabava de uma forma ou outra incluída nos planos de seus vilões. Ainda mais quando Wally West se casou com Linda Park e posteriormente se tornou pai de um casal de ciranças: Jay e Iris West, que desenvolveram poderes próximos ao de Wally e passaram a se chamar os tornados-gêmeos

A paternidade do personagem nem era uma novidade, já que em Kingdom Come os seus filhos já apareciam. Jai não levando a sério sua supervelocidade e Iris encarando o poder com responsabilidade, se tornando Kid Flash, membro dos Titãs naquele futuro alternativo. 

Essa relação totalmente familiar trouxe uma nova gama de possibildiades para o personagem, e ao ver a capa de The Flash 231: The Beginning, e o nome de Mark Waid – responsável por uma das melhores fases do personagem nos anos 90 - a sensação que tive foi de que ali poderia ser um real novo começo para o Flash, que não vinha de boas histórias. 

Essa edição até traz um clima de sitcom familiar interessante, com Wally ficando de olho nos seus filhos durante uma ação na cidade, atuando junto com eles, e sua mulher preocupada com as crianças agindo como heróis. 

Um clima de sessão aventura legal, despretensioso, com uma arte adequada de Daniel Acuña, com ares de desenho animado. Infelizmente, Waid não conseguiu manter o pique de qualidade de histórias e com menos de dois anos a revista foi cancelada por conta do projeto Flash: Renascimento. 

Contudo, essa visão de Familia Flash ficou marcada em minha mente como a forma perfeita de tratar o personagem dentro de uma era moderna, com essa pegada de seriado televisivo, onde você vê os conflitos familiares, os aprendizados e ainda o lado heróico, tudo que o Quarteto Fantástico no cinema não conseguiu fazer, e nos quadrinhos os autores penam para conseguir, e que Os Incrivéis conseguiu maravilhosamente.

A versão família do Waid ainda deu um novo status a Linda, colocando ela como um tipo de cientista do impossível, na busca de auxiliar seus filhos no controle de seus poderes. Algo que poderia facilmente ser ampliado para atividades de campo, transformando os Flash em um Quarteto Fantástico da DC (já que infelizmente a versão dessa equipe dentro da DC – Os Desafiadores do Desconhecido – é deixada de lado pela editora). 
 
Imagine comigo como  um autor com um pouco mais de curiosidade e pesquisa sobre os efeitos e usos da super velocidade, velocidade da luz, crescimento de massa, vibração molecular e outros dons do velocista, não poderia criar de enredo heróico de fundo para os dramas e humor familiar? 

As histórias em quadrinhos nos últimos anos tem se tornando sombrias demais até, repletas de vilões no comando, heróis se desviando de sua conduta, mortes e traições. Histórias simples, divertidas, com heroismo e leveza não fariam mal para esse meio. A questão é: o público médio americano quer esse tipo de história mesmo?

Uma pena que a DC com sua política de retomada de Barry Allen tenha apagado essa possibilidade com o Wally e até mesmo a possibilidade de desenvolvimento do olhar sobre personagens velocistas.Esperar para ver o que será de Wally nesse novo Universo DC e torcer para que um dia alguém retome esse pensamento familia e faça algo coerente e legal de se ver.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A arte de tirar leite de pedra – Vão se os atores, ficam os programas


E ae turminha mais ou menos.

Como eu disse semana passada, Two and a Half Men perdeu seu protagonista, mas continuará no ar com o Ashton Kutcher substituindo Charlie Sheen.


Mas claro que THM não foi a única série que passou por esse tipo de contratempo. E nesse post vou relembrar alguns casos do tipo...

Você tem uma série de sucesso nas mãos que está te trazendo rios de dinheiro. E, do nada, o protagonista surta na droga, ou resolve tentar carreira no cinema, ou simplesmente enche o saco daquilo. Como proceder?

A maioria dos produtores não quer perder a galinha dos ovos de ouro, e tal qual Chuck Lorre, dá um jeito de enjambrar uma forma de continuar faturando com a marca.

Algumas vezes isso dá certo.

Em CSI, Gil Grissom sempre foi o protagonista, e a principal cara do programa. Willian Pettersen decidiu se dedicar a carreira teatral e outros projetos. Ele também é produtor do programa, e nem ele nem o canal queria perder o seriado policial mais assistido da TV. Sendo assim, Laurence Fishburne assumiu o papel de novo diretor. Novo personagem, nova abordagem, mas as criticas não foram em relação a ele, mas na queda da qualidade dos roteiros na temporada em que ele esteve. Porém Laurence é ligado demais ao cinema para se manter totalmente dedicado a uma serie de TV, e depois de duas temporadas e meia como o Dr. Langston, ele também resolveu colocar o pé na estrada. E assim, agora quem assume o papel é Ted Danson.


Nesse caso, a transição se faz mais fácil. CSI, por mais que se apoiasse muito no carisma de Grissom, não era uma série SOBRE o personagem. Ele fazia parte de um elenco que trabalhava em função do roteiro, e não o contrario. O sucesso de uma substituição nesse caso se baseia na capacidade de se criar um personagem que seja tão carismático e interessante quanto seu antecessor – e aqui ainda se valeu da tática de usar um nome facilmente reconhecível pelo publico para criar curiosidade.

Não foi o que ocorreu décadas antes em A Feiticeira. O marido de Samantha, Darrin, foi interpretado por Dick York nas cinco primeiras temporadas – e é o rosto mais lembrado no papel. Entretanto em 1969, o ator enfrentava um problema seriíssimo de coluna, com dores que não permitiam que ele pudesse trabalhar. Assim, sem mais nem menos, do nada Derrin passou a ter a cara de Dick Sargent.


Logicamente, a reação do publico foi de total estranhamento. Mas na época não tínhamos internet nem twitter pra galera mimimizar, e a seria ainda durou mais três temporadas com o novo protagonista.

Eu acho extremamente estranho essas mudanças de atores para o mesmo personagem. Mas devido a época em que a serie era produzida, o impacto pode ter sido grande, mas não impediu que o programa continuasse.

E a galera deveria ser menos chata que hoje em dia.

Pulando para o futuro novamente, nos anos 90 a série mais comentada por todos era Arquivo X. Você pode nunca ter assistido um episodio sequer, mas já ouviu falar dela, e dos agente Mulder e Scully.

Apesar de o programa ser sobre os casos incríveis que a dupla de agentes investigava, ele era na realidade sobre Mulder e Scully. A dualidade da dupla, do crente e do cético, sempre foi a base para que o pano de fundo – os acontecimentos sobrenaturais, conspiratórios e extraterrenos – pudesse se desenvolver.

Eis que alguns anos de muito sucesso depois, David Duchovny decide se sair do programa.

Claro que ninguém queria que a série acabasse (mesmo que ela já estivesse dando sinais de desgaste). Sem o seu contraponto, Scully perdia muito, e assim os produtores decidiram dar uma sacudida, incluindo dois novos agentes: John Dogget e Monica Reyes.


A reação do publico, logicamente, foi morna. O carisma de Mulder e Scully não conseguiu ser sequer equiparado pro Dogget e Reyes. O roteiro passou a usar de Scully como uma espécie de consultora dos novos agentes e Skinner (não, não é o diretor do colégio de Springfield) começou a integrar efetivamente o elenco como personagem principal. A nona temporada ainda ganhou fôlego por tratar da busca por Mulder e na ansiedade dos fãs em rever o personagem, que teve parcas participações. A ultima temporada, já com a confirmada ausência de Mulder, foi a pá de cal na dupla substituta. E na série.

Algumas vezes a substituição não é tão na cara – e logo, não causa tanta revolta, mas, invariavelmente, certo estranhamento sempre rola.

Em My Wife and Kids (Eu, a Patroa e as Crianças na tradução do seu Abravanel) tinha Jazz Raycolle como Claire na primeira temporada, e sem maiores explicações a filha de Michael e Janet passou a ter a cara de Jennifer Nicole Freeman a partir da segunda temporada, até o final.


A primeira atriz deixou a personagem porque sua mãe não gostou do tema que ela iria interpretar: ela descobriria que sua melhor amiga está grávida. Sim, malditos americanos conservadores.

Mas Damon Wayans não perdeu a piada, e na primeira cena da nova Claire ele diz: “Não sei o que você mudou, mas está parecendo outra pessoa.”

Se hoje temos toda a polemica envolvendo a saída de Sheen e entrada de Kutcher, há alguns anos a situação foi invertida.

Michael J. Fox era o protagonista, assessor do prefeito de Nova York. Mas depois de quatro anos de programa, ele revelou ao mundo que possuía Mal de Parkison (o que revela os malefícios da viagem temporal) e Heather Locklear, que vinha do sucesso de sua personagem em Melrose, para ser a co-protagonista, aliviando a carga de trabalho do ator.


Mas no final da quarta temporada, o eterno Marty McFly decidiu deixar a série para cuidar da saúde, passar tempo com a família e tocar um projeto social para ajudar portadores de Parkison. O episodio de despedida do personagem é perfeito – e seria o final ideal para o programa. Entretanto alguns dos produtores decidiram tocar o barco, o que causou uma ruptura. Grande parte da produção, entre roteiristas, produtores e até um dos criadores abandonou junto com Fox, tal qual parte do elenco. Com o que sobrou, contrataram Charlie Sheen e mandaram ver em mais duas temporadas, que não tiverem lá grande apreciação do publico. No caso, mais pela ausência de bons roteiros do que pela troca de protagonistas, visto que Sheen fez um bom trabalho como o novo assessor.

Pra fechar, a série que é unanimidade entre os haters (me inclua nisso): Smallville.

Já cansei de dizer que poucas coisas salvavam esse seriado. Lex Luthor provavelmente está no topo da lista.

Michael Rosembaum interpretou o Lex que todos gostaríamos de ver nas telas – sem os exageros megalomaníacos dos personagens interpretados por Gene Hackman e Kevin Spacey. Um interpretação muito boa pra uma versão interessantíssima do personagem.

Ele construiu o papel de nêmeses perfeito do homem de aço – mesmo que Tom Welling não tenha construído o papel perfeito de homem de aço, provavelmente por causa de sua formação artística na Escola de Atores Cigano Igor, de onde também saiu Keanu Reeves.

Mas como os produtores aqui não tiraram só leite de pedra, mas torceram a pedra na tentativa de fazer iogurte, Rosembaum encheu o saco de raspar a cabeça e pediu pra sair lá na sétima temporada. Com um final besta – e assim, totalmente condizente com o resto dos roteiros da série – o personagem que se mostrava muito mais protagonista que o protagonista saiu.


Com um desaparecimento não explicado, agora Lex era uma sombra e sua auxiliar Tess Mercer – que nunca tinha sequer sido citada – aparece na busca por ele e assumindo a posição de nova vilã. Cassidy Freeman mandou muito bem no papel, tomando para si o personagem mais interessante do programa, mesmo que muito mal aproveitado. Tess fez o caminho inverso de Lex, que de garoto problemático chegou a mega-vilão. Tess foi de vilã mor a heroína, e sem perder a mão, pois desde o inicio sua personagem se mostrava adepta de um pensamento de Maquiavel – os fins justificam os meios. E seus fins eram positivos – ela queria na realidade proteger o planeta Terra da destruição perpetrada pelos próprios seres humanos.

E quando uma substituição em uma série não causa estranheza pelo simples fato que, mesmo sendo um enjambre, é melhor que TODO O RESTO DO PROGRAMA em si, fica até fácil agradar.

Bom, é isso ae!

Até o próximo episodio.